outras leituras - imported from pauloquerido.net http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com O Que Está A Dar, no Record: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9292/o-que-esta-a-dar-no-record-o-agregador-esperto-que-faltava-ao-jornalismo-de-desporto

Em Novembro lancei aqui uma novidade no jornalismo em português: a seção Tópicos do Jornal de Negócios. Hoje chegou a vez de apresentar o “irmão”: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto, O Que Está a Dar, incluído na versão online do Record. Os dois projetos são na prática gémeos, sendo que O [...]

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Sun, 23 Jan 2011 07:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9292/o-que-esta-a-dar-no-record-o-agregador-esperto-que-faltava-ao-jornalismo-de-desporto
A parte má das redes? A autorização social 2.0 para julgarmos os outros... http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9109/a-parte-ma-das-redes-a-autorizacao-social-20-para-julgarmos-os-outros

A parte boa das redes e da Internet? Podermos trabalhar para os mesmos objetivos de uma forma económica, com menos restrições, ferramentas possantes, o conhecimento de uma imensa mão de obra especializada ao nosso dispôr.

A parte má das redes e da Internet? Pensar que o poder da rede nos torna sábios juízes com uma autorização social 2.0 para julgarmos os outros e ditar o que devem e o que não podem fazer.

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Thu, 06 Jan 2011 03:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9109/a-parte-ma-das-redes-a-autorizacao-social-20-para-julgarmos-os-outros
Três respostas sobre o fenómeno WikiLeaks e o seu impacto no jornalismo http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9090/tres-respostas-sobre-o-fenomeno-wikileaks-e-o-seu-impacto-no-jornalismo

Um aluno do 3º ano de jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Tiago Teixeira, está a fazer-me uma grande entrevista no âmbito de um trabalho do curso. Dada a atualidade do tema, decidi publicar em forma de diálogo 3 das perguntas e as respetivas respostas.

Tiago Teixeira: O WikiLeaks é um tema que está na ordem do dia; considera este meio de difusão de informação confidencial jornalismo? Paulo Querido: Não. É o oposto do jornalismo, na medida em que é debitar informação não curada. E é afluente do jornalismo, ou seja, está a montante do processamento da matéria prima do jornalismo. P: Este novo fenómeno poderá abrir novos precedentes? R: Claro. Mas atenção: nada tem de novo. Nem mesmo a brutalidade.   P: O que representa esta nova situação para os meios de comunicação, relativamente à transparência de informação? R: Representa um perigo, como para o resto da sociedade. Mas, como tantos outros perigos, é preciso corrê-lo, enfrentá-lo sem temor. Este é, de resto, um perigo esperável e aceitável, na medida em que decorre da evolução do uso das tecnologias.

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Tue, 04 Jan 2011 07:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9090/tres-respostas-sobre-o-fenomeno-wikileaks-e-o-seu-impacto-no-jornalismo
Afinal, o que é o WikiLeaks? Uma infografia para quem não sabe (e mesmo para quem sabe) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9079/afinal-o-que-e-o-wikileaks-uma-infografia-para-quem-nao-sabe-e-mesmo-para-quem-sabe

Afinal, o que é isso do WikiLeaks? Para quem não sabe, e mesmo para quem sabe, esta infografia é excelente. No primeiro caso, para compreender o que é, como funciona e que tipo de repercussão tem o site mais badalado dos últimos 2 meses. No segundo, para sistematizar o conhecimento.   Via: OnlineSchools.org

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Mon, 03 Jan 2011 09:50:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9079/afinal-o-que-e-o-wikileaks-uma-infografia-para-quem-nao-sabe-e-mesmo-para-quem-sabe
2011, o ano que vai exigir muito mais criatividade dos media (saiba porquê) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9078/2011-o-ano-que-vai-exigir-muito-mais-criatividade-dos-media-saiba-porque

2011 promete ser mediaticamente muito interessante. É bastante provável que muitas soluções para os desafios nas várias plataformas venham a ser tentadas. Até de forma sistemática. A criatividade dos media vai ser particularmente posta à prova. E porquê tamanho teste, que é ainda mais intenso no caso das estações de televisão com canais generalistas ou noticiosos? Porque em 2011 não há eleições nos EUA (e em Portugal as presidenciais não constituem desafio porque ocorrem logo em Janeiro e de qualquer forma não há procura do público, antes pelo contrário). Em 2011 não teremos Jogos Olímpicos. Em 2011 não decorrerão campeonatos de futebol do Mundo ou da Europa. Sem esses acontecimentos para cobrir em direto, sobram milhares de horas de antena para encher. Menos assuntos para seguir nas redes sociais em tempo real vão obrigar a esforço suplementar para levar a atenção das pessoas aos sites dos media. Pode ser um ano muito interessante, no que respeita à relação dos media com a cultura reticular. Com alguma sorte, será o ano em que alguns dos principais grupos mostrem, finalmente, que entendem, respeitam e aceitam a vida em rede e agem em conformidade.

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Mon, 03 Jan 2011 08:22:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9078/2011-o-ano-que-vai-exigir-muito-mais-criatividade-dos-media-saiba-porque
O que devem os jornais fazer http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9075/o-que-devem-os-jornais-fazer

Alan Mutter tem um artigo notável, publicado em Outubro último, a que só cheguei ontem. Terá tido menos atenção do que merecia? É bem provável: este tipo de artigos raramente escapa ao “meu” radar, composto por uma dúzia de jornalistas e académicos dos mais atentos às questões da Imprensa e do jornalismo. Why deadlines don’t [...]

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Mon, 03 Jan 2011 04:20:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9075/o-que-devem-os-jornais-fazer
Cavaco representa a tribo que reparte os sacrifícios e avoca os benefícios http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9067/cavaco-representa-a-tribo-que-reparte-os-sacrificios-e-avoca-os-beneficios

Eu não quero ter um presidente que quer os sacrifícios repartidos “por todos, sem excepções ou privilégios“. Prefiro um que me diga, com a mesma clareza, que quer os benefícios repartidos por todos, sem exceções nem privilégios. Irrita-me a ideia, predominante na classe que detém o megafone da opinião, de que a crise deve ser [...]

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Sun, 02 Jan 2011 10:44:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9067/cavaco-representa-a-tribo-que-reparte-os-sacrificios-e-avoca-os-beneficios
11,9 milhões de euros asseguram continuidade: 500.000 pessoas financiam Wikipedia http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9061/119-milhoes-de-euros-asseguram-continuidade-500000-pessoas-financiam-wikipedia

A Fundação Wikimedia anunciou no primeiro dia do ano que mais de meio milhão de pessoas de todo o mundo contribuiu com donativos para assegurar a continuidade da Wikipedia mantendo-a livre de anúncios. Boas notícias para entrar no ano em que comemora o seu 10º aniversário (é já no dia 15 de Janeiro). Nos 50 dias que durou a campanha de angariação de fundos, foram obtidos 16 milhões de dólares (11,9 milhões de euros). Era esse o montante necessário para manter a Wikipedia no ar sem recurso a fontes como a publicidade. A Wikipedia é o único sítio dos 10 mais visitados do mundo que não depende de anúncios para sobreviver. Foi a campanha mais curta e mais bem sucedida de sempre. O que confirma que o modelo de financiamento por donativo faz parte da cultura em rede, ainda que possa não ser aceite pelas pessoas em todos os tipos de projetos. Em 2009 a Wikipedia recebera donativos de 230.000 pessoas. O que não se alterou significativamente foi a média de contributo por pessoa: 22 dólares. Links:  

Press-release da Wikimedia Foundation: Half a Million People Donate to Keep Wikipedia Free Quadro com estatísticas. 

 

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Sat, 01 Jan 2011 11:58:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9061/119-milhoes-de-euros-asseguram-continuidade-500000-pessoas-financiam-wikipedia
Novas desigualdades: uma lição do caso #ensitel http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9028/novas-desigualdades-uma-licao-do-caso-ensitel

O caso #ensitel pegou fogo nas redes sociais, terminando o ano como uma das principais viralidades na esfera social portuguesa. Do meu ponto de vista, este é uma lição sobre a formulação da viralidade nas redes e de como essa formulação cria novas desigualdades num ambiente que à primeira vista se mostra democrático e igualitário. Antes, um sumário. O caso é típico: um consumidor queixa-se no seu blog, repetidamente, da interação com uma empresa. Esta reage erradamente, com metodologias adequadas à comunicação intermediada e vertical, mas perigosas em ambientes onde a comunicação é direta, horizontal e sem profissionais para a filtrar e amortecer. Gera-se nas redes uma onda de simpatia que é igualmente tradicional. Fascinante e pertinente é a seguinte questão. Porque pegou fogo este caso em particular, quando tantos casos iguais -- e até de maior potencial, quer pelo lado da gravidade da situação, quer pela dimensão dos protagonistas -- são ignorados pela mole das redes sociais? O que faz as pessoas saltarem para dentro de uns combóios e não de outros? Este caso confirma as duas respostas afluentes que tenho vindo a observar já há alguns anos. 1: a qualidade da rede Por um lado, a figura do primeiro nó da rede, a pessoa na origem do assunto. O seu prestígio social joga uma carta maior do que a dimensão da sua rede de proximidade. Mas o trunfo é outro. Está na qualidade da rede e da relação com ela estabelecida. Socorro-me da observação de Alda Telles (em Ensitel e o pesadelo das redes sociais), que vou tirar de contexto e aplicar de outra forma: "sendo a comunidade twitter portuguesa relativamente pequena, tem a virtualidade de congregar jornalistas, opinion leaders, bloggers influentes e deputados, para além de um conjunto de cidadãos com fortes ligações ao mundo das tecnologias e dos telemóveis". A rede de proximidade de Maria João Nogueira tem estas características, por um lado, e por outro a ligação entre ela e cada nó é uma ligação forte, assente na maior parte dos casos em boas relações profissionais. E esse (trabalho) é o ás de trunfo.   2: o timing A segunda resposta é simples. Timing. O tempo em que as coisas surgem na timeline é determinante para o seu potencial. Podemos ter a melhor rede, mas se esta estiver maioritariamente desatenta, ausente ou ocupada com outros assuntos, não prestará atenção mesmo aos nós com os quais tenha afinidades eletivas, e mesmo que esses nós estejam a passar uma mensagem que carece de solidariedade ou apoio, através da retransmissão e amplificação. Já assisti à "morte" de causas de elevado potencial de origem apenas porque outro assunto dominava as atenções. De resto, esta é uma herança genética. Nos media tradicionais passava-se rigorosamente a mesma coisa. A gestão do tempo é, aliás, bem conhecida dos profissionais da comunicação. Assim, e concluindo: a democraticidade e a igualdade dos meios reticulares são largamente exageradas e mal interpretadas. A sua importância está a montante. Está no acesso. A liberdade de acesso a meios de comunicação poderosos, hoje estendida a muitos mais milhões de pessoas do que antes, quando era um privilégio de parte das classes abastadas. Mas a jusante é uma ilusão. Na rede os almoços são mais baratos, mas não são de graça. Uma rede de bons contatos não se adquire por obra e graça do botão de login. Cultivá-la dá trabalho. Muito trabalho, acreditem em mim. E mesmo assim continuamos sujeitos a alguns impoderáveis exteriores, como é o caso do timing.   E ainda... Há outras questões curiosas e que ajudam a explicar muita coisa, mas que não abordarei agora por falta de tempo. Como esta. O primeiro objetivo de uma corrente organizada espontaneamente em torno de uma "causa" é procurar impactar o suficiente para ser noticiado em órgãos de comunicação de massas tradicionais -- que em muitos casos dispõem de audiências largamente inferiores à congregada pela "causa" nas redes Twitter, Facebook e blogosfera. Penso que isto comprova que, apesar de tudo o que se diz, subsiste -- mesmo em camadas mais novas da população, que por regra mais desprezam os OCS tradicionais -- o peso dos jornais enquanto legitimadores. Já não é o papel de amplificador que se procura. É o papel de certificador. Cada notícia no media tradicionais é celebrada como uma vitória da causa e largamente repassada. Como quem diz: vêem, temos razão, temos força, até os media reparam em nós. Um pouco por causa disso, alguns jornalistas (e outros nós da rede que, o não sendo, são considerados influentes ou têm audiências dilatadas) são pressionados nas redes para "darem" atenção às causas e retransmitirem-nas. Não estou a falar de pedidos ou sugestões, que são naturais e normais e por regra formulados corretamente. Falo de pressão direta, de sujeição, usando a exposição pública como arma. Uma nítida contradição com os aspetos libertários das redes, mas contradições é o que não falta à cibercultura, felizmente. PS: até final do ano teremos posts e artigos a explicar porque é que afinal a Ensitel continua com a porta aberta. Recordo casos anteriores, como o anúncio do Pingo Doce, para temperar todo o entusiasmo com os anúncios antecipados dos efeitos desta crise sobre a atividade da empresa visada. Cuidado com os deslumbramentos. A rede vale muito, mas vale o que vale. E raramente a gritaria produz mais do que dores de cabeça.

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Tue, 28 Dec 2010 08:15:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9028/novas-desigualdades-uma-licao-do-caso-ensitel
Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9015/um-ano-de-twitter-num-infografico-muito-bom

Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom (clique para ver maior)   Autoria: Flowtown - Social Media Marketing Application

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Mon, 27 Dec 2010 10:39:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9015/um-ano-de-twitter-num-infografico-muito-bom
Os 10 artigos mais vistos ao longo de 2010 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9003/os-10-artigos-mais-vistos-ao-longo-de-2010

2010 está a terminar. Foi um ano em que tive menos atividade no Certamente!, inversamente proporcional ao tempo que dediquei a outros projetos, tanto em papel como online, tanto de escrita como de programação. Fica aqui a lista dos 10 artigos mais vistos do ano aqui no Certamente!.

Música clássica para download gratuito e legal 57.680 visualizações As redes sociais e as suas vantagens Quais são as vantagens e desvantagens das novas tecnologias para o jornalismo? Ter um Mac é… Palavras cruzadas comigo, que gosto delas, cruzadas e sem ser Você, leitor, quer passar-se? Twitter: perguntas com resposta Madeira: a derrota dos jornais A calhandrice A propósito do salário de António Mexia (e outros CEO)

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Sun, 26 Dec 2010 08:29:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9003/os-10-artigos-mais-vistos-ao-longo-de-2010
Diário de Notícias (Madeira) adota paywall http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8979/diario-de-noticias-madeira-adota-paywall

O jornal madeirense Diário de Notícias vai passar a ser pago na Internet. A partir de dia 1 de Fevereiro a consulta da edição impressa será exclusiva para os subscritores do serviço, que terá uma mensalidade de 5 euro. "O leitor verá o Diário em formato ‘e-paper’, que permite folhear a edição no computador, tal como estivesse a vê-la fisicamente. Os subscritores da assinatura normal (entregue em casa) e que optaram também pela subscrição digital, terão acesso garantido à edição em ‘e-paper’", explica o jornal. Atualmente a consulta da edição papel através da Internet não implica pagamentos adicionais para o leitor. No site é possível ler o jornal do próprio dia, a partir das 15 horas. As edições, hoje em arquivo aberto, passarão para a paywall -- só não sendo explícito se a regra se aplicará apenas a partir de 1 de Fevereiro ou recairá sobre a totalidade dos arquivos. Mesmo sendo falsa a afirmação, na notícia, de que "a Administração do Diário segue assim uma prática que se tem implantado entre todos os jornais, quer nacionais, quer regionais, de maior tiragem e prestígio, em todo o mundo", esta experiência do Diário de Notícias vai ser seguida com interesse. Vamos ver o que acontece ao tráfego web, quando ficar exclusivo da edição online e desaparecerem do dnoticias.pt -- e da indexação no Google -- as muitas dezenas de milhar de páginas que hoje atraem os leitores.  (Sobre jornais pagos, um post recente, aqui.)

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Tue, 21 Dec 2010 09:02:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8979/diario-de-noticias-madeira-adota-paywall
10+2 conselhos para estudantes de jornalismo http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8978/102-conselhos-para-estudantes-de-jornalismo

O António Granado, um dos decanos do jornalismo online português, está a publicar uma série de 10 artigos com 10 pontos para comemorar os 10 anos do seu blog. O Ponto Media é o mais antigo blog sobre media em português que conheço, e um dos mais antigos da blogosfera. Esta série é excelente, pois sintetiza a grande experiência do Granado, solidificada ao longo de muitos anos de jornalismo sobre, e na, Internet. O post 10 conselhos para estudantes de jornalismo é particularmente interessante. Até porque é útil para não-estudantes: a maioria dos jornalistas em atividade nas Redações portuguesas continua a não ter uma ideia concreta das mudanças trazidas à profissão pela rede das redes e pelas tecnologias de informação, pelo que os 10 pontos só os podem ajudar a perspectivar o presente e o futuro do jornalismo. Dos 10 respigo os 4 que considero mais fundamentais para o sucesso do jornalista. E acrescento 2 à lista.

2 – Não te envergonhes nunca de fazer perguntas;5 – Escolhe uma área e torna-te especialista;6 – Não tenhas medo de experimentar;9 – Presta atenção aos teus leitores/ouvintes/espectadores; Somem-lhes estes: 11 -- Muitos jornais vão desaparecer num ambiente onde a retransmissão perdeu o valor económico, mas os jornalistas sobreviver-lhes-ão pelo que começa a preparar o teu futuro por conta própria. 12 -- Se ainda não marcaste/subscreveste o Ponto Media para leitura diária/semanal, trata disso já.  

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Tue, 21 Dec 2010 08:05:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8978/102-conselhos-para-estudantes-de-jornalismo
Informação paga: para começo de conversa http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8970/informacao-paga-para-comeco-de-conversa

O assunto é tão polémico quanto pertinente. E recorrente. O assunto do preço da informação e de quem, e como, paga para a ter. Na Internet, claro. Há dias escrevi no meu blog pessoal um pequeno post intitulado ainda o mito da gratuitidade da Internet: um pedido ao Pai Natal onde muito simplisticamente dava a entender que na realidade a informação está longe de ser grátis, o que temos é um evidente desajuste da formulação da economia da informação em rede. O João Canavilhas reagiu e publicou no Setúbal na Rede, na sua crónica, um desenvolvimento deste assunto. Escreve em Grátis ou não, eis a questão: "quem cobra o acesso à Internet não paga nada a quem produz o que nos leva a pagar o acesso, o que me parece uma grande injustiça".  Sem prejuízo das outras fontes de receita que os produtores de conteúdos podem e devem procurar obter online, para que se possa manter uma economia funcional no mercado da informação, esta questão tem de ser aprofundada. Como escreveu ainda João Canavilhas: "mais do que discutir a gratuitidade dos conteúdos informativos, importa encontrar formas de os produtores de conteúdos receberem parte do bolo que está a ser quase integralmente comido pelos fornecedores de acessos à Internet". Em Portugal a lógica que o mercado parece seguir é a da aglomeração. O Sapo, nomeadamente, tem crescido como um aglomerador de conteúdos. Por um lado, inchou aproveitando o trabalho alheio. Mas por outro devolve valor aos produtores de conteúdos dando-lhes a visibilidade que eles sozinhos não teriam. Porque, no fundo, desistiram deste mercado mesmo antes dele estar constituído. As contas dessa troca de serviços estão por fazer. Admitindo, a benefício de conversa, que a parte visível do iceberg -- os pageviews, a publicidade -- está controlada e em muitos casos contratualizada (se os meios acham que perderam com o negócio, pois reformulem os contratos), penso que a parte coberta não está. Quanto vale o tráfego? Quanto poupa um operador por servir aos seus clientes conteúdos que estão dentro da sua infra-estrutura? Não sei se um modelo de imposição social -- uma taxa obrigatória -- será recomendado. Ou se os grupos de media deviam procurar as respostas fazendo eles as perguntas aos operadores. Sem prejuízo de considerarmos o preço barato ou caro, sei é que o leitor paga uma fatura pelo acesso à informação mas é acusado de a consumir sem pagar aos produtores, quando não mesmo de a roubar. E isso parece-me uma clara injustiça.   O consumidor de Internet não paga nada barato, devo dizer. E a tendência não é para embaratecer, ao contrário do que a publicidade quer fazer crer. Um bom consumidor, como se dá o caso de me considerar pessoalmente, paga nesta altura não uma, mas três contas de acesso à Internet. Além do acesso doméstico normal, integrado com a televisão, pago um acesso diferente por cada aparelho que tenho. Dito por outras palavras, quando leio o Correio da Manhã ou o Jornal de Negócios no computador da sala, estou a pagar por isso um valor à PT, incluído na assinatura mensal; quando vou à capital e consulto o Jornal de Negócios no carro, enquanto espero que a minha mulher saia da Universidade, pago por isso outro valor, no caso à Vodafone. E como agora tenho também a alternativa iPad, sou obrigado a um terceiro tarifário de acesso à Internet (também Vodafone, já agora). Resumindo: pago três faturas distintas pelo acesso ao conteúdo produzido pelo Negócios, sem que o Negócios veja uma fração de cêntimo de qualquer delas. Podemos ainda analisar preços ocultos. Quando comprei -- estritamente por dever de ofício -- um exemplar da Visão para ler no meu iPad, paguei duas vezes por ele. Se comprar a Visão no quiosque, não pago o serviço de montra e os serviços de distribuição e impressão a entidades diferentes. A Visão negoceia com o quiosque, com a distribuição e com a impressão a divisão dos lucros. Estes são tanto maiores quanto o grupo conseguiu controlar mais etapas da cadeia. O grupo que publica a Visão detém a propriedade de toda a cadeia exceto a venda a retalho, que mantém controlada. É nas etapas intermédias que se acumula o lucro. O contributo do valor intrínseco da informação para o lucro é quase sempre ínfimo, muitas vezes negativo e em casos excecionais modesto.

Este modelo não repassou para a Internet. Nesta, os "quiosques virtuais", como que vingando os verdadeiros, sacaram aos media a parte de leão do negócio: as etapas da distribuição. E o seu lucro nem sequer contribui a montante para diminuir o custo da produção da informação. Agora, eu não penso que os "quiosques virtuais", os agregadores, os pontos de contato com as audiências, façam parte do problema dos grupos media. Muito menos as audiências, como têm dito, implicita e explicitamente, alguns deles. Penso que fazem parte da solução. Negociar é sempre mais sensato, do ponto de vista da sobrevivência, do que ameaçar. Sobretudo quando temos a posição mais fraca.

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Mon, 20 Dec 2010 08:26:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8970/informacao-paga-para-comeco-de-conversa
Ainda o mito da gratuitidade da Internet: um pedido ao Pai Natal http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8954/ainda-o-mito-da-gratuitidade-da-internet-um-pedido-ao-pai-natal

Querido Pai Natal. Numa altura destas, decidi pedir-te uma prenda que podes produzir com baixo custo e que apesar disso não exige trabalhadores chineses. Não vejo onde raio está a gratuitidade da Internet e da informação a que acedo através dela. Se não for pedir muito, pedia-te que metesses uma cunha aí nos céus para que cá em baixo terminasse a mentira da “Internet grátis”. É que eu já estou a pagar 60 euro por mês para me ligar, e isto sem incluir o custo do servidor da família, que é ainda maior.

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Sat, 18 Dec 2010 09:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8954/ainda-o-mito-da-gratuitidade-da-internet-um-pedido-ao-pai-natal
“Todos los periódicos van a desaparecer” (Don Tapscott) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8953/todos-los-periodicos-van-a-desaparecer-don-tapscott

Don Tapscott não tem problemas em afirmar que todos os jornais vão desaparecer. E a razão que aponta é igualmente poderosa. Uma entrevista a ler com vagar.

Todos los periódicos van a desaparecer, porque el problema que solucionaban hasta ahora (hacer llegar a la gente la información) ya no existe. Un día, alguien me dijo: si la noticia es importante, me encontrará, me localizará. Y ahora es así. ¿Desaparecerán también los periodistas? Esto no signfica que los periodistas no tengan un papel que desarrollar. Necesitamos periodistas y tendremos que pagar para recibir esas noticias.

Consultar original, “Todos los periódicos van a desaparecer” (Don Tapscott)Fonte: La informacion

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Sat, 18 Dec 2010 08:10:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8953/todos-los-periodicos-van-a-desaparecer-don-tapscott
Does journalism work? http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8934/does-journalism-work

A dicotomia é inerente ao jornalismo. Também me confrontei ao longo das décadas de Redações com as 2 posições: Ora o jornalista existe para dar notícias e interferir o menos possível com a realidade, ora tem um “papel determinante” no suporte e na promoção da sociedade organizada pelo binómio democracia+mercado. Cada um foi escolhendo a resposta conforme a ocasião.

Journalism has no theory of change — at least not at the level of practice. I’ve taken to asking editors, “what do you want your work to change in society?” The answer is generally along the lines of, “we aren’t here to change things. We are only here to publish information.” I don’t think that’s an acceptable answer. Journalism without effect does not deserve the special place in democracy that it tries to claim.

Ler original, Does journalism work?Fonte: Jonathan Stray

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Thu, 16 Dec 2010 08:10:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8934/does-journalism-work
WikiLeaks: a exaltação de uma sociedade maniqueísta, moralmente hipócrita e totalitária http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8935/wikileaks-a-exaltacao-de-uma-sociedade-maniqueista-moralmente-hipocrita-e-totalitaria

Não resisto a republicar dois pequenos trechos exemplificativos, insistindo na leitura exaustiva dos originais textos de João Lopes no Sound+Vision sobre este mundo com o WikiLeaks. À medida que avançamos nesta wikilikificação dos media, assistimos à exaltação de uma sociedade maniqueísta, moralmente hipócrita e totalitária, pela parte dos públicos empenhados, que incluem jornalistas e outros regulares emissores. João Lopes: * Informação/inteligência. A ideologia libertária que reconhece no WikiLeaks a expressão de um radioso progresso informativo é também a mesma que se empenha, todos os dias, em reduzir a imensidão da informação histórica a um catecismo moralista onde nada mais existe a não ser o mal absolutamente maligno (pré-identificado como um destino) e o bem absolutamente redentor (embora nunca explicitado). Para tal ideologia, fazer história é, antes do mais, praticar um exorcismo que nos liberte da convivência perniciosa com a "América".* O cidadão. Que lugar se atribui, então, ao cidadão? Apenas o de escolher um dos dois lados de um obsceno maniqueísmo. Que valor se atribui, assim, à inteligência do cidadão? (no terceiro da série)

A estratégia inerente ao WikiLeaks, para mais com os seus muitos"espelhos", exponencia uma componente endémica da nossa paisagem informativa & informática: a replicação incessante, potencialmente infinita, inisinua-se como modelo de legitimação colectiva e, no limite, como teste incontestável de uma verdade absoluta e compulsiva.Encontramos, assim, uma ilusão cognitiva, típica desta idade de twitterização da comunicação humana: quanto mais repetido, mais verdadeiro... (no segundo da série) Ler a série completa aqui. Pensamento: não deixa de constituir um paradoxo interessantíssimo que a democratização do acesso aos meios de comunicação de massas esteja a conduzir, nesta fase, a uma sociedade menos plural -- pelo menos nas suas principais linhas argumentativas e até ideológicas -- do que as sociedades menos mediatizadas do século passado.

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Thu, 16 Dec 2010 07:35:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8935/wikileaks-a-exaltacao-de-uma-sociedade-maniqueista-moralmente-hipocrita-e-totalitaria
Lisboa acolhe IBWAS’10, 2ª Conferência OWASP Ibero-Americana em Segurança de Aplicações Web http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8907/lisboa-acolhe-ibwas10-2-conferencia-owasp-ibero-americana-em-seguranca-de-aplicacoes-web

De entrada livre e gratuita, a conferência reunirá especialistas em segurança de informação.

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Tue, 14 Dec 2010 10:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8907/lisboa-acolhe-ibwas10-2-conferencia-owasp-ibero-americana-em-seguranca-de-aplicacoes-web
WikiLeaks à portuguesa, jornalistas e Cavaco Silva http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8904/wikileaks-a-portuguesa-jornalistas-e-cavaco-silva

Já o referi aqui: alguns cables são efetivamente notícia. Respondendo à questão que me tem sido repetidamente colocada no Twitter, se eu publicava "aquilo" ou não, sim, publicava o material relativo ao BCP, seguindo a prática jornalística de tentar obter outros ângulos (isto é, procurando ouvir Carlos Santos Ferreira, o banco e até o Governo). Os jornais portaram-se bem aí. Isso não invalida que a maioria do material seja de fraca ou nula qualidade, do ponto de vista noticioso. Cavaco e o jornalismo macio, por exemplo. Dado o seu impacto em causa própria, os jornais aceitaram a frase literal. Mas, e o contexto? E o significado? Cavaco Silva também disse no passado, sendo citado à exaustão, que "raramente lia jornais". Ninguém confrontou a discrepância? A opinião sobre o jornalismo de alguém que raramente lê jornais tem importância? Foram ouvidos os intervenientes na conversa? Cavaco ou com quem ele conversava? Em que contexto o disse: numa roda informal, tentando ser simpático com algum político americano que estivesse a ser particularmente fustigado pela Imprensa? Fazia sentido. Cavaco quis realmente tranquilizar "os americanos" sobre a "boa imprensa" portuguesa? Tendo memória, tenho alguma dificuldade em aceitar que o homem fustigado violentamente pelo Independente, gozado pelo bolo rei e pela espuma ao canto da boca tenha proferido aquela frase sem ser num contexto específico de "boa conversação". Também o pode ter dito com ironia. Embora nem sempre seja fácil de descodificar, o Presidente tem alguma. Isto tudo para dizer que fora do clima de orgia informativa que Julian Assange soube tão inteligentemente criar, a maioria dos cables não seria notícia. Nenhum editor lhes pegava. Outra parte não resistiria ao processo jornalístico de confirmação através de outras fontes.  

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Tue, 14 Dec 2010 07:30:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8904/wikileaks-a-portuguesa-jornalistas-e-cavaco-silva