outras leituras - tagged with bibliotecas http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com HarperCollins limita empréstimo de ebooks em bibliotecas http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/11188/harpercollins-limita-emprestimo-de-ebooks-em-bibliotecas

O grupo editorial  HarperCollins anunciou que vai limitar o empréstimo de ebooks em bibliotecas a um máximo de 26 empréstimos, numa medida que se estende a serviços como o OverDrive ou outros que fornecem ebooks a bibliotecas com possibilidade de empréstimo. Esta decisão não é retroactiva e apenas se aplica aos novos títulos. A HarperCollins baseou a sua decisão no argumento da defesa dos direitos dos seus autores e chegou a este número (26) a partir de uma estimativa do tempo de vida útil da versão impressa (!) dos livros. Ora tendo em conta que a maioria dos empréstimo de ebooks são feitos por 15 dias, isto significa que a biblioteca apenas terá o livro disponível pelo período de um ano, obrigando à aquisição de uma nova licença findo esse período. Num tempo em que os orçamentos das bibliotecas em todo o mundo estão a sofrer vários constrangimentos, motivados não só pela crise económica mas também por uma visão economicista da cultura, não se adivinham tempos fáceis, sobretudo se o exemplo for seguido por outras editoras. Via Library Journal

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Fri, 25 Feb 2011 17:06:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/11188/harpercollins-limita-emprestimo-de-ebooks-em-bibliotecas
A maior colecção de mapas antigos http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10926/a-maior-coleccao-de-mapas-antigos

Com a devida vénia, publicamos o artigo de Diogo Passos (com Jorge Campos e Félix Ribeiro) , saído hoje em "A Cabra", jornal universitário de Coimbra (na figura versão de 1570, no atlas de Ortelius, do mapa de Álvares Seco):O primeiro sinal de interesse demonstrado na coleção remonta a 2003, ano em que foram depositados cerca de mil artigos da coleção privada de Nabais Conde na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC). Numa primeira instância, os mapas rumaram à biblioteca com a finalidade de serem catalogados e digitalizados, mas acabaram por, mais tarde, ser adquiridos pela UC.No início de fevereiro, a BGUC completou a coleção adquirindo os últimos artigos a Nabais Conde, intitulando o acervo com o nome do anterior detentor, professor na UC. A compra financiada pela reitoria foi, nas palavras de Carlos Fiolhais, diretor da BGUC, “uma adição extraordinária” ao arquivo já depositado.Dos muitos artigos que compõem esta coleção, salienta-se aquele que é conhecido como o primeiro mapa de Portugal cuja impressão data de 1561. Desenhado por Fernando Álvaro -ou Álvares - Secco, este mapa apresenta diversas particularidades como, por exemplo, o facto de Portugal se apresentar na horizontal. Na opinião de Fernanda Cravidão, coordenadora e investigadora do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), “há várias explicações e não se sabe ao certo porque é que está assim”. Fernanda Cravidão justifica as “imprecisões” evocando a escala inscrita no mapa, o que reflete “o desconhecimento do território”. Uma outra particularidade é o facto de não estar uma rosa-dosventos inscrita, o que segundo a geógrafa justifica a “desorientação” do mapa. Todavia a coordenadora do CEGOT crê que, numa altura em que as impressões e os desenhos eram feitos de uma forma incipiente. Os “defeitos do mapa são relativos”, uma vez que os mapas têm que ser “contextualizados” no tempo. Assim, a obra de Álvares Secco constitui-se como o “mapa possível” para altura.Um astrofísico virado para a cartografia Nabais Conde, investigador físico da UC, acredita que as pessoas desenvolvem outros interesses para além das suas profissões. Por esse motivo, e também por ter chegado à conclusão que um dos problemas que ainda não estava resolvido era a falta de “um conjunto de mapas antigos de Portugal” no nosso país, Nabais Conde dedicou 25 anos da sua vida a este seu “hobbie”. O medo de que a coleção se pudesse “dispersar” foi razão suficiente para a ceder à “sua” universidade. Apesar dos atuais cortes orçamentais para o ensino superior, o astrofísico acredita que esta aquisição era “uma oportunidade única” e que é tudo uma “questão de prioridades”.Esta opinião converge com a posição de Carlos Fiolhais pois, como o próprio afirma, encontrou-se uma boa “relação custo-benefício”. Os mapas serão expostos “em breve”. Relativamente ao mapa de Álvares Secco, adquirido por Nabais Conde na casa de leilões Sothebys em Londres, o diretor-adjunto da BGUC António Maia Amaral explica que o mapa original se perdeu, mas como foi “tão apreciado” na capital italiana acabou por ser copiado para uma tábua de cobre, para posterior impressão. Não se pode precisar quantos mapas terão sido impressos na altura. No entanto, segundo Carlos Fiolhais, não haverá “mais de vinte exemplares” em todo o mundo. O exemplar adquirido pela BGUC assume-se, portanto, como o “único completo em Portugal”, uma vez que o exemplar que se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal está “cortado”.O diretor da BGUC afirmou que parte da coleção será exposta “muito em breve”, na Biblioteca Joanina da UC.

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Tue, 22 Feb 2011 13:03:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10926/a-maior-coleccao-de-mapas-antigos
EXPOSIÇÃO SOBRE ORLANDO RIBEIRO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10394/exposicao-sobre-orlando-ribeiro

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Abriu hoje na Sala do Catálogo uma Exposição Bibliográfica dedicada a Orlando Ribeiro, o professor de Geografia da Universidade de Lisboa (e também, durante algum tempo da Universidade de Coimbra) que hoje faria cem anos (os títulos estão por ordem cronológica):– Barros Gomes: geógrafo. Lisboa: F.L.U.L., 1934. (Sep. de Revista da Faculdade de Letras, T. 2). Cota: 7-32-13-17– A Arrábida: esboço geográfico. Lisboa: F.L.U.L., 1935. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras, T. 3). 5-11-9– A Arrábida: esboço geográfico. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1937 . (In: Revista da Faculdade de Letras, T. 4, p. 51-131).A-24-25- Inquérito de geografia regional. Coimbra: M.E.N., 1938.5-11-1– Inquérito do habitat rural. Coimbra: M.E.N, 1938.5-11-1– Inquérito do habitat rural. 2. ed. Coimbra: Ministério da Educação Nacional, 1939.5-11-1– L’Institut Portugais de la Sorbonne. Lisbonne: Institutu Français au Portugal, 1940. (Sep. de: Bulletin des Études Portugaises, F. 2).5-7-19– Villages et communautés rurales au Portugal. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1940. (Sep. de: Biblos, V. 16, T. 2).5-11-6- Contribuição para o estudo do pastoreio na Serra da Estrela. Lisboa: Imprensa Nacional de Lisboa, 1941.636.08(469) RIB– O Brasil: a terra e o homem. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1942. (Sep. de: Brasília, V. 1).5-11-5– José Leite de Vasconcellos. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1942. (Sep. de: Biblos, V. 18, T. 1).5-29-7– Sur le caractèr continental du trias portugais. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1942. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 1, F. 3).5-16-15-120– Vida e obras de José Leite de Vasconcellos. Porto: [s. n.], 1942. (Sep. de Portucale, V. 15)5-29-7– Depósitos detríticos da bacia do Cávado: nota preliminar. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1943. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 3, F. 1 e 2).7-64-24-44– Depósitos e níveis pliocénicos e quaternários dos arredores do Porto: Nota preliminar. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1943. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 3, F. 1 e 2).5-16-12-191– Novas observações geológicas e morfológicas nos arredores de Vila-Velha-de-Ródão. Porto: Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto, 1943. (Publicações do Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto, 2. Sér., N. 32). 5-16-12-202com BREUIL, H.; e ZBYSZEWSKI, Georges – Les plages quaternaires et les industries préhistoriques du littoral de l’Alentejo entre Sines et Vila Nova de Milfontes. Porto: Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências, 1943. (In: Comunicações do Congresso Luso-Espanhol do Porto).5-16-12-223– A cultura do trigo no sueste da Beira: Aspectos e problemas geográficos. Lisboa: Editorial Império, 1944. (Sep. de: Boletim da Federação Nacional de Produtores de Trigo, N. 5)5-11-6– Bibliografia: J. Leite de Vasconcelos, Etnografia Portuguesa. Lisboa: [F.L.U.L., 1945?] (Sep. da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, 2. Sér., T. 10).5-3-36– Expressão da terra portuguesa. Lisboa: [s. n.], 1945. (Sep. de: Atlântico, N. 6).5-11-10- Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico: estudo geográfico. Coimbra: Coimbra Editora, 1945. (Universitas; 5).914.69 RIB- com CARDIGOS, Norberto – Geografia da população de Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1946. 5-11-5– David Lopes. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1947. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, T. 2).5-39-17- Inquérito de geografia regional. 2. ed., aum. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, Instituto para a Alta Cultura, 1947.5-33-45-91– A propósito do carácter continental do triásico português. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1947. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 6, F. 3).5-13-13- Notícia do pastoreio na Serra do Montemuro. Porto: Imprensa Portuguesa, 1948. (Sep. de: Miscelânea de Estudos à Memória de Cláudio Basto).636.08 (469) RIB– Nótulas de geomorfologia madeirense. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1948. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 7).5-14-11- L'île de Madère: étude géographique. Lisbonne: Union Géographique Internationale, 1949.5-11-3- Le Portugal central: livret-guide de l'excursion C. Lisbonne : Union Géographique Internationale, 1949.914.693 RIB– A Universidade e o espírito científico. Lisboa: [s. n.], 1949.5-43-32– Engenheiro Antonio Vianna. Porto: Imprensa Moderna, 1950.5-43-37- Problemas da investigação científica colonial. Lisboa: Junta de Investigações Coloniais, 1950. 001.8 (469-5) RIB– Três notas de Geomorfologia da Beira Baixa. Lisboa: Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos, 1951. (Sep. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, T. 32).5-46-19– Celestino da Costa e a cultura nacional. Lisboa: [s. n.], 1954. (Sep. de: Gazeta Médica Portuguesa, V. 7, n. 1). 5-49-6- A Ilha do Fogo e as suas erupções. [Lisboa]: Junta de Investigações do Ultramar, 1954. 5-54-5-127– As ilhas atlântidas. [s. l.: s. n.], 1954. (Sep. de: Naturália, V. 4, F. 3).5-48-19- Aspectos e problemas da expansão portuguesa. Lisboa: Fundação da Casa de Bragança, 1955. 9-(4)-8-3-48– Primórdios da ocupação das ilhas de Cabo Verde. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1955. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, 2. Sér., T. 21, N. 1).5-49-20– São Paulo, metrópole do Brasil. Coimbra: U.C., 1955 (Sep. de: Brasília, V. 9). 5-49-9-101- A geografia e a divisão regional do país: comunicação apresentada na sede do Centro de Estudos Político-Sociais no dia 9 de Janeiro de 1957. Lisboa: Centro de Estudos Político-Sociais, 1957. (Biblioteca do Centro de Estudos Político-Sociais. Estudos e Conferências). 5-50-40-278- com BRITO, Raquel Soeiro de – Primeira notícia da erupção dos Capelinhos na ilha do Faial. Lisboa: Carlos Teixeira, 1958. (In.: Naturália, V. 7, F. 1-4). A-15-17- Atitude e explicação em geografia humana. Porto: Galaica, 1960. 5-64-33-18- Geografia e civilização: temas portugueses. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, 1961. (Chorographia. Colecção de Estudos de Geografia Humana e Regional). 5-68-20-171- Problemas humanos de África. Lisboa: Edições Maranus, 1961. (Sep. de: Colóquios sobe Problemas Humanos nas Regiões Tropicais, N. 51). 5-66-37-38- Geografia da expansão portuguesa. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1961. (Sep. de: Arquivos da Universidade, N. 2).5-66-43-62- Vida e obras de José Leite de Vasconcellos. Lisboa: Imprensa Nacional, 1962.5-6-46-166- Aspectos e problemas da expansão portuguesa. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1962. (Estudos de Ciências Políticas e Sociais; 59). 5-60-54- Francisco Tenreiro: (1921-1963). Lisboa: Faculdade de Letras de Lisboa, 1963. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, N. 7).6-5-21-45- Problemas da Universidade. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1964. 5-34-4-71- Acerca de alguns conceitos fundamentais da investigação científica. Lisboa: Emp. Tip. Casa Portuguesa, 1965. (In: Livro de Homenagem ao Professor Fernando Fonseca). 5-12-25-102- com outros, Carta geológica de Portugal na escala de 1/50000: Notícia explicativa da Folha 28-B Nisa. Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal, 1965. 5-12-32-64- Orientação. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1966. (Sep. de: Finisterra, V. 1, N. 1). 5-14-33-91- Veneza. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1966. (Sep. de: Finisterra, V. 1, N. 1). 5-68-44-183- com outros, Carta geológica de Portugal na escala de 1/50000: Notícia explicativa da Folha 24-D Castelo Branco. Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal, 1967. 5-33-35-87- Mapa da utilização do solo em Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1967. (Sep. de: Finisterra, V. 2, N. 4).5-33-36-385- Paisagens rurais da América Tropical: ensaio de geografia comparada. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1967. Finisterra, V. 2, N. 3). 5-33-36-70- David Lopes. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1968. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, V. 3, N. 11). 5-23-12-141- Excursão à Arrábida. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra, V. 3, N. 6). 5-23-14-89- Excursão à Estremadura e Portugal Central. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. 5-25-49-152- Região e rede urbana: formas tradicionais e estruturas novas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra V. 3, N. 5). 5-37-37-234- Primeiro seminário internacional de geografia. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra, V. 3, N. 6). 5-21-40-34- Alexander von Humboldt: (1769-1859). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1969. (Sep. de: Finisterra, V. 4, N. 8).5-11-16-105- Proémio metodológico ao estudo das pequenas cidades portuguesas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1969. (Sep. de: Finisterra, V. 4, N. 7). 5-11-48-81- Em torno das origens de Viseu. Coimbra: F.L.U.C., 1970. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, V. 13).5-27-62-99- A evolução agrária no Portugal Mediterrâneo: notícia e comentário de uma obra de Albert Silbert. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, 1970. (Chorographia. Série Histórica). 5-39-59-31- José Leite de Vasconcelos na Escola Médica do Porto. Porto: [s. n.], 1970. (Sep. de: O Médico, V. 55, N. 970).5-2-40-21- Notas e recensões. A Sertã: pequeno centro na área de xisto da Beira Baixa. Bochimanes de Angola. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1970. (Sep. de: Finisterra V. 5, N. 9).6-3-5-52- Notas e recensões: XXII Congresso Internacional de Geografia. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1970. (Sep. de: Finisterra, V. 5, N. 10). 5-1-44-111- Hermann Lautensach: (1886-1971). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1971. (Sep. de: Finisterra, V. 6, N. 12).5-11-89-168- O Infante e o mundo novo. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1961. 5-66-8-9- Localização e destino dos centros urbanos de Trás-os-Montes. Lisboa: Centro de Estudos de Geográficos, 1972. (Sep. de: Finisterra, V. 7, N. 13). 5-11-86-121- "Nouvelle géographie" et géographie classique: à propos de deux éditions récentes. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1972. (Sep. de: Finisterra, V. 7, N. 14). 6-3-25-115- O Professor Torre de Assunção. Lisboa: Faculdade de Ciências Lisboa, 1972. (Sep. de: Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa, V. 17, N. 1). 6-9-32-51- Um mestre da geografia do nosso século Emmanuel de Martonne: (1873-1955). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1973. (Sep. de: Finisterra, V. 8, N. 16). 6-7-10-221- com DAVEAU, Suzanne - La zone intertropicale humide. Paris: Armand Colin, 1973. (Collection U. Série "Géographie"). 6-36-16- Notas de Leite de Vasconcellos acerca da vida comunitária em Portugal. Lisboa: [s. n.], 1974. (In: Memoriam António Jorge Dias). 6-25-23-189- Notas e recensões: o XXIII Congresso Internacional de Geografia, Moscovo, 1976; Varenius precursor da Geografia moderna; Centenário do Tetraedro ou uma história de proveito e exemplo. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1974. (Sep. de: Finisterra, V. 9, N. 17).6-25-17-155- Destinos do Ultramar. Lisboa: Livros Horizonte, [1974]. (Colecção Horizonte; 26).6-40-35-58- Mediterrâneo: ambiente e tradição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1968. 5-70-24-5b- Gratulação a Paulo Quintela. Coimbra: Faculdade de Letras, 1975. (Sep. de: Biblos, 51). 5-52-11-89- Notas e recensões. Sobre as origens de Portugal. O espaço urbano do Porto: resultados e problemas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1975. (Sep. de: Finisterra, V. 10, N. 19). 5-52-11-139- A Universidade em crise. Lisboa: Edições Cosmos, 1976. 6-50-14 A-3/4- Silva Telles, introdutor do ensino da geografia em Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1976. (Sep. de: Finisterra, V. 11, N. 21). 5-33-74-5- Introduções geográficas à história de Portugal: estudo crítico. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1977. (Colecção Estudos Portugueses; 3). 6-26-27-6- Nótula sobre a "inutilidade" da ciência. Coimbra: Faculdade de Letras, 1977. (Sep. de: Biblos 54). 5-33-72-21- O Brasil: evolução singular no Império Português. Coimbra: Faculdade de Letras, 1978. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, V. 17). 5-33-72-122- La leçon de Carl Troll. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1978. (Sep. de: Finisterra, V. 13, N. 26). 5-19-39-63- A terra e a variedade humana, as raças. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1978. (Sep. de: Finisterra, V. 13, N. 25). 5-19-26-76- Joaquim de Carvalho, personalidade e pensamento. Coimbra: Faculdade de Letras, 1980. (Sep. de: Biblos, 56). 5-33-72-227- Geografia e civilização: temas portugueses. Lisboa: Livros Horizonte, [D.L. 1980]. (Espaço e sociedade; 2). 6-38-16-23- Geografia e reflexão filosófica. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1980. (Sep. de: Memórias da Academia das Ciências de Lisboa: Classe Ciências, V. 21). 6-42-28-72- O homem na evolução geológica. [S.l.]: Sociedade Geológica de Portugal, 1981. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 22). 6-27-27-51- Sessão solene comemorativa do centenário do nascimento do Professor Augusto Celestino da Costa, na Aula Magna da Faculdade de Medicina de Lisboa, em 30/5/84: Augusto Celestino da Costa: uma obra e um homem. Lisboa: [s.n.], 1985. (Sep. de: Jornal da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, T. 149, N. 6). 5-11-31-127- com DAVEAU, Suzanne, Conhecimento actual da história da Geografia em Portugal. Lisboa: Academia das Ciências, 1986. (Sep. de: História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal, V. 2). 6-42-28-289- Iniciação em geografia humana. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1986. (Humanismo e ciência; 2). 6-28-39-19- Entre-Douro-e-Minho. Porto: Universidade do Porto, 1987. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras-Geografia, S. 1, V. 3) 6-10-36-11- Introdução ao estudo da geografia regional. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1987. (Colecção Humanismo e Ciência; 3). 6-46-34-14- Reflexões sobre Estremadura: significado e origem do nome. [Coimbra: Faculdade de Letras], 1982. (Sep. de: Biblos, 58). 5-22-12-66- A ilha da Madeira até meados do século XX: estudo geográfico. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1985. 5-11-28-50- Variações sobre temas de ciência. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1970. 5-16-14– A formação de Portugal. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987. 6-6-24-18- Geografia de Portugal. Lisboa: João Sá da Costa, 1987-1991. 4 v. 6-50-44- Opúsculos geográficos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989-1995. 6 v. (Manuais universitários). 5-70-16- As transformações do povoamento e das culturas na área de Pinhal Novo. Pinhal Novo: Junta de Freguesia, 1998. (Origens e destinos; 1). 6-37-14-51– Goa em 1956: relatório ao Governo. Organização e introdução de Suzanne Daveau; pref. de Fernando Rosas. [Lisboa]: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1999.6-50-85-4- Memórias de um geógrafo. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 2003. (Humanismo e ciência). 8-(2)-19-23-47- A Arrábida: esboço geográfico. Sesimbra: Câmara Municipal; Lisboa: Liga para a Protecção da Natureza, 1986. 5-22-37-39- A Arrábida: esboço geográfico. 3. ed. [Lisboa]: Fundação Oriente; Sesimbra: Câmara Municipal, 2004. 8-(2)-20-5-81

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Wed, 16 Feb 2011 06:39:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10394/exposicao-sobre-orlando-ribeiro
A FÁBRICA DO CORPO HUMANO ON LINE http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9886/a-fabrica-do-corpo-humano-on-line

UMA BOA NOTÍCIA:Graças ao patrocínio da Sociedade Portuguesa de Neurociências (bem-hajam!) acaba de ser restaurado, digitalizado e colocado na Web, no sítio Alma Mater, o que deve ser o único exemplar em Portugal do livro do século XVI "Fábrica do Corpo Humano" de André Vesalius, que é propriedade da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Os que gostam de livros antigos ou de história da ciência podem deliciar-se a vê-lo aqui.

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Thu, 10 Feb 2011 10:51:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9886/a-fabrica-do-corpo-humano-on-line
Desenho quase inédito de Coimbra http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9506/desenho-quase-inedito-de-coimbra

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (do lado direito vê-se a Torre do Observatório Astronómico da Universidade, que foi destruído na época das grandes obras na Alta da cidade):Deu entrada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra no dia 26 de Janeiro de 2011 um desenho à pena parcialmente aguarelado com as dimensões de 197 x 319mm, há poucos anos adquirido pela Reitoria da UC à leiloeira Palácio do Correio Velho. Deste desenho, que era anónimo e se encontrava inédito à data da sua aquisição, já foi dada breve notícia pelo Prof. Doutor António Filipe Pimentel na revista "Rua Larga", Nº 25, de Julho de 2009. Segundo aquele Professor de História de Arte da nossa Universidade, a sua cronologia deve ser “dos anos finais do século XVIII ou (mais provavelmente) já dos iniciais do XIX” e “constitui a terceira mais antiga vista” panorâmica da cidade de Coimbra, depois das vistas de Georg Hoefnagel (publicada na obra de Georg Braunio, Civitates Orbis Terrarum, em finais do século XVI) e da de Pier Maria Baldi, no terceiro quartel do XVII, recentemente facsimilada. O desenho ingressou na colecção de manuscritos da Biblioteca.

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Sun, 06 Feb 2011 07:26:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9506/desenho-quase-inedito-de-coimbra
VISITA GUIADA À BIBLIOTECA GERAL DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9420/visita-guiada-a-biblioteca-geral-da-universidade-de-coimbra

A televisão da Universidade de Coimbra (UCV) pediu-me uma visita guiada aos espaços da Biblioteca Geral: mostrei só uma pequena parte de uma grande casa de livros que está a rebentar pelas costuras. É necessária uma nova Casa!Ver aqui.

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Thu, 03 Feb 2011 15:43:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9420/visita-guiada-a-biblioteca-geral-da-universidade-de-coimbra
A BÍBLIA DE ABRABANEL http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9403/a-biblia-de-abrabanel

Nesta Bíblia judaica do século XV, guardada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, alguns versículos aparecem em microcaligrafia numa decoração labiríntica...

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Wed, 02 Feb 2011 18:51:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9403/a-biblia-de-abrabanel
Exposição sobre a Sociedade Real de Londres na Biblioteca Joanina http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9096/exposicao-sobre-a-sociedade-real-de-londres-na-biblioteca-joanina

Na Biblioteca Joanina em Coimbra continua patente ao público atyé final de Fevereiro a exposição "Membros Portugueses da Sociedade Reak de Londres". A TVI, no seu "Jornal da Uma" de domingo passado, deu a nótícia ao minuto 46.50 deste vídeo.

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Tue, 04 Jan 2011 18:38:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9096/exposicao-sobre-a-sociedade-real-de-londres-na-biblioteca-joanina
Biblioteca Joanina mostra tesouros da Royal Society http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8759/biblioteca-joanina-mostra-tesouros-da-royal-society

Artigo de António Rosado publicado em "As Beiras" no passado dia 26:É de valor incalculável o bloco de magnetite (escondido por baixo de uma coroa de metal) que pode ser contemplado, desde ontem (25), na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (UC). Com 12 quilos de peso, funciona como um íman que suporta até 50 quilos. Pertencente ao Museu da Ciência da UC, esta preciosidade integra durante três meses a exposição sobre os 25 cientistas e diplomatas que, nos séculos XVII, XVIII e XIX, fizeram parte da mais antiga sociedade científica do mundo, a britânica Royal Society. O magnete foi oferecido pelo imperador da China a D. João V, na primeira metade do século XVIII, e foi montado por um instrumentista inglês membro da Royal Society. Serviu para experiências da área da Física.Um dos mais proeminentes professores de Física da UC, Carlos Fiolhais, é o comissário desta exposição, até porque também exerce o cargo de diretor da biblioteca. Explica que esta mostra pretende assinalar os 350 anos da existência da Royal Society, concebida por 12 sábios britânicos, que recebeu depois a chancela real de Carlos II de Inglaterra, o monarca que casou com a portuguesa Catarina de Bragança. Por esse motivo a exposição também integra uma carta escrita, ainda em Portugal, pela mão da rainha e dirigida ao seu marido.Por entre os mais de 60 mil livros antigos, anteriores a 1830, que existem na Biblioteca Joanina – em três pisos, incluindo o da antiga prisão, também recentemente aberta ao público –, encontra-se ainda o livro de 1441 páginas, manuscrito pelo Marquês de Pombal, onde constam os Estatutos da Universidade. Está obra não via a luz do dia desde 1990, data em que se comemoraram os sete séculos da universidade.Com a abertura dos dois pisos inferiores da Biblioteca Joanina aos visitantes, passa a ser possível fazer a circulação direta, pela zona das escadas de Minerva, até ao auditório da Faculdade de Direito. Carlos Fiolhais afirma que este percurso exterior – com obras em curso, que incluem o pátio, no valor de 800 mil euros – dará um novo impulso ao turismo cultural da universidade. Aliás, este ano já se registaram mais de 300 mil entradas, um aumento de 60 por cento relativamente ao ano passado.

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Wed, 01 Dec 2010 14:10:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8759/biblioteca-joanina-mostra-tesouros-da-royal-society
PORTUGAL E INGLATERRA: UMA ANTIGA ALIANÇA CIENTÍFICA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8555/portugal-e-inglaterra-uma-antiga-alianca-cientifica

Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:Colóquio assinala o 350º aniversário da Sociedade Real de LondresVai realizar-se, no dia 10 de Dezembro, entre as 10h e as 18h, na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (UC), o colóquio internacional “Portugal- Grã-Bretanha: 250 anos de Intercâmbio Científico (1660-1910)”. Este encontro pretende evocar cientistas portugueses e diplomatas que foram membros da Sociedade Real de Londres, a mais antiga academia científica do mundo actualmente em funcionamento.“Portugal e Inglaterra são parceiros desde o tratado de Windsor, o mais antigo acordo político ainda em vigor, tendo sempre mantido fortes relações”, explica Carlos Fiolhais, director da Biblioteca Geral da UC e membro da comissão organizadora da iniciativa. Neste colóquio serão abordadas “as relações científicas luso-britânicas, estando apresentações a cargo de especialistas britânicos e portugueses”, acrescenta.Este encontro pretende, ainda, retratar a vida e a obra dos sócios portugueses da Sociedade Real de Londres, tais como João Jacinto Magalhães, que conviveu com os maiores cientistas da época, Jacob de Castro Sarmento, um médico judeu que enviou para Coimbra o primeiro microscópio, o Padre Teodoro de Almeida, que foi o primeiro físico experimental português, o Abade Correia da Serra, um botânico e diplomata em Washington, e o Marquês de Pombal, que além de diplomata em Londres, foi primeiro-ministro português e autor da reforma da Universidade de Coimbra, em 1772. Guilherme Elsden, o arquitecto britânico que traçou o edifício do Laboratorio Chimico, actual sede do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, também será recordado.A Sociedade Real de Londres vai marcar presença neste colóquio, representada por Robert Fox, historiador da Universidade de Oxford que dirige uma das publicações desta instituição, e por Keith Moore, director da biblioteca daquela Sociedade.“Portugal- Gã-Bretanha: 250 anos de Intercâmbio Científico” é uma organização da Biblioteca Geral da UC e do Museu da Ciência da mesma universidade, em colaboração com a Sociedade Real de Londres. Os interessados em participar nesta iniciativa deverão efectuar uma inscrição (no valor de 25 €) em: http://www.uc.pt/congressos/pb250se/registration/. Mais informações sobre o programa em http://www.uc.pt/congressos/pb250se/Program/.O colóquio acompanha uma exposição sobre os "Sócios Portugueses da Real Sociedade de Londres", cuja abertura, inicialmente prevista para 15 de Novembro, foi adiada para 25 de Novembro. Os visitantes da Biblioteca já podem porém ver, no local, alguns dos instrumentos científicos que integrarão ma exposição, como o grande magnete chinês que o Imperyador da China ofereceu a D. João V ou o primeiro microscópio usado em Portugal enviado de Londres por Castro Sarmento (em cima).

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Mon, 15 Nov 2010 19:40:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8555/portugal-e-inglaterra-uma-antiga-alianca-cientifica
Abertura de todos os pisos da Biblioteca Joanina http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8499/abertura-de-todos-os-pisos-da-biblioteca-joanina

Vídeo que passou na RTP1 sobre a abertura de todos os pisos da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, que ocorreu no passado dia 1 de Novembro (informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra).

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Thu, 11 Nov 2010 04:47:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8499/abertura-de-todos-os-pisos-da-biblioteca-joanina
Biblioteca Joanina desvenda novos segredos http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8470/biblioteca-joanina-desvenda-novos-segredos

Com a devida vénia, transcrevo, com pequenos pormenores editados, o texto da jornalista Patrícia Cruz Almeida publicado no jornal "As Beiras", no passado dia 1 de Novembro, quando abriu pela primeira vez ao público a totalidade dos pisos da Biblioteca Joanina:"Pela primeira vez, a totalidade do edifício da Biblioteca Joanina abre para visitas. Com a abertura do piso intermédio, os turistas passam a ter acesso por inteiro ao “ex-libris” do Paço das Escolas.A visita vale bem a pena, seja pela sumptuosidade do monumento, seja pela enorme riqueza patrimonial que alberga. Os livros, esses, não podem ser folheados. Mas há tanto por onde o olhar se perde, ainda que num enlevo quase platónico. A Biblioteca Joanina foi construída de raiz no século XVIII sobre uma prisão medieval, mais tarde transformada em cárcere académico. “Não era um regime muito rigoroso porque os guardas deixavam os estudantes subir e aceder à biblioteca para ler”, conta Carlos Fiolhais, diretor da Biblioteca Geral. A este propósito, o catedrático salienta que construir a biblioteca por cima de uma prisão evoca uma "metáfora de libertação”. “É a imaginação que torna possível a evasão para os mundos que encontramos nos livros. Através dos livros somos mais livres”, lembra Fiolhais, enquanto desfolha uma secular bíblia poliglota.Mais do que qualquer simbolismo, a Biblioteca Joanina é o casamento perfeito entre a sabedoria e a arte. “Toda ela brilha como ouro”, diz o diretor. E vale ouro. O edifício mandado construir por D. João V para albergar a nova “Casa da Livraria” da Universidade guarda “um precioso acervo bibliográfico" constituído por mais de 60 mil volumes de obras impressas nos séculos XVI a XIX que podem ser requisitadas e consultadas no edifício principal da Biblioteca Geral.No piso intermédio, a luz natural entra pelas janelas que rasgam as paredes com 2,10 metros de espessura. Do lado de lá, vislumbram-se as escadas de Minerva, a Deusa da Sabedoria. Aquele espaço, que ficou aberto ao público a partir de 1 de Novembro, vai acolher exposições periódicas mostrando, por exemplo, algumas publicações do rico espólio da Universidade.No dia 15 de novembro vai ser inaugurada uma mostra documental sobre os sócios portugueses da Royal Society de Londres, que este ano comemora 350 anos. A exposição sobre essa Sociedade Real (a academia científica mais antiga do mundo ainda em funcionamento) vai permitir conhecer os 25 membros nacionais desta instituição. O original dos estatutos da Universidade de Coimbra na reformulação do Marquês de Pombal, sócio da Royal Society, vai estar também exposto na mostra, em que vão ser focados, entre outros, aspetos da vida de Jacinto de Magalhães, outro português membro da Royal Society de Londres, que patrocinou um prémio científico ainda hoje atribuído por uma sociedade americana. A partir de agora, o visitante pode apreciar o piso nobre da Biblioteca, seguir pelo piso intermédio e, depois, visitar a Prisão Académica. Como as Escadas de Minerva continuam em obras, Fiolhais lembra que, durante os próximos meses, o visitante poderá sair pelo novo Auditório de Direito, o edifício de Fernando Távora, ou seguir e fazer o percurso da Alta rumo à Sé Velha. Qualquer um valerá a pena...PATRIMÓNIO EUROPEUA Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, mercê do seu património imóvel e móvel de relevância europeia, é um dos três monumentos portugueses aos quais foi atribuída pela Comissão Europeia a “Marca do Património Europeu” (European Heritage Label), por proposta do governo português logo desde o início do Programa, em 2007. A biblioteca é um dos bens patrimoniais, juntamente com o Convento de Jesus, em Setúbal, e a Sé de Braga. Junta-se como bem imaterial a abolição da pena de morte.MORCEGOS CONSERVAM OBRASAlguns morcegos vigiam diariamente duas das mais antigas bibliotecas de Portugal: a Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio de Mafra. É a sua habilidade para capturar insetos que ajuda na preservação dos livros. Em Coimbra, quando a biblioteca fecha, as mesas são cobertas com toalhas de pele para as proteger dos excrementos dos morcegos.BIBLIOTECA DIGITALÀ distância de um clique é possível encontrar tesouros como a Bíblia Sacra Latina, numa das primeiras impressões, datada de 1462, ou ainda romances de Almeida Garrett. Através da Alma Mater a Biblioteca Digital de Fundo Antigo da Universidade de Coimbra, qualquer pessoa com ligação à Internet poderá pesquisar globalmente os documentos digitais existentes em várias bibliotecas da universidade.SOS LIVRO ANTIGOO projeto “SOS Livro Antigo” permite a empresas ou instituições o uso adequado do espaço nobre em troca de uma contribuição para o restauro de obras raras. As organizações que pretendam associar-se a esta iniciativa gozam de vários benefícios como, por exemplo, a possibilidade de utilização do espaço da Biblioteca Joanina para a realização de eventos ou a oferta de bilhetes para o circuito turístico."Patrícia Cruz Almeida

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Mon, 08 Nov 2010 13:18:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8470/biblioteca-joanina-desvenda-novos-segredos
O GOVERNO ABANDONA A BIBLIOTECA ON-LINE B-ON http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8419/o-governo-abandona-a-biblioteca-on-line-b-on

O governo português quer deixar de pagar a factura da b-on para passarem a ser as instituições universitárias a suportá-la. A concretizar-se essa medida governativa será um dos mais fortes rombos à investigação científica em Portugal.Circula uma petição on-line: aqui.

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Thu, 04 Nov 2010 06:30:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8419/o-governo-abandona-a-biblioteca-on-line-b-on
José Francisco Correia da Serra (1751-1823) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8389/jose-francisco-correia-da-serra-1751-1823

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativa à exposição "Membros portugueses da Royal Society" a inaugurar a 15 de Novembro na Biblioteca Joanina:José Francisco Correia da Serra (1751-1823)Naturalista e diplomata. Foi eleito membro da Royal Society em 3 de Março de 1796.Figura de relevo do Iluminismo português, nasceu em Serpa e estudou em Roma onde se tornou presbítero. De volta ao país, fundou, com o Duque de Lafões, a Academia Real das Ciências de Lisboa e desempenhou o cargo de Secretário da instituição nos seus primeiros anos de actividade, prestando um notável contributo para o desenvolvimento e promoção da investigação científica. Com regressos intermitentes a Portugal, entre 1786 e 1821 esteve emigrado em França, Inglaterra e Estados Unidos, onde contactou com alguns dos mais famosos cientistas da sua época, como por exemplo o geógrafo e naturalista alemão von Humboldt (1769-1859), o botânico suíço Candolle (1778-1841) ou o médico e botânico francês Jussieu (1748-1836). Manteve sempre ligações com o seu país natal, correspondendo-se, entre outros, com Avelar Brotero (1744-1828). Nos Estados Unidos da América desempenhou funções diplomáticas em Washington, conviveu com o presidente Thomas Jefferson (1743-1826), de quem se tornou amigo, e cursou na American Philosophical Society em Filadélfia. Embora estivesse também interessado em Zoologia e Geologia, a sua área de investigação mais fecunda foi a Botânica. Membro de várias academias e sociedades científicas, publicou nas mais prestigiadas publicações europeias e americanas do seu tempo, em especial sobre a classificação sistemática das espécies vegetais, em que introduziu o conceito de simetria, e desenvolveu estudos em Carpologia, um dos ramos da botânica então criados.Em 1796 e 1799 contribuiu nas Philosóphical Transactions com duas comunicações, uma sobre os órgãos reprodutores das algas a outra sobre vegetação submarina na Costa Este da Inglaterra, concluindo assim a colaboração dos portugueses do século XVIII nessa publicação da RSL.Principais trabalhos publicados:- On the Fructification of the submersed algae. Philosophical Transactions. London. 86 (1796) 494-505.- On two genera of plants belonging to the natural family of the Aurantia. Transactions of the Linnean Society of London. 5 (1799) 218-226.- On a submarine Forest, on the East Coast of England. Philosophical Transactions. London. 89 (1799) 145-156.- On the Doryanthes, a new Genus of Plants from New Holland next akin to the Agave. Transactions of the Linnean Society of London. 6 (1800) p. 211-213.- De l’état des sciences et des lettres parmi les Portugais pendant la seconde moitié du siècle dernier. Archives Littéraires de l’Europe. Paris. 1 (1804) 63-77, 269-290.- Observations sur la Famille des Oranges et sur les Limites qui la Circonscrivent.. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 6 (1805) 376-387.- Observations Carpologiques. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 8 (1806) 59-68.e Suite des Observations Carpologiques, id., 389-400.- Vues Carpologiques. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 9 (1807) 283-293, e Suite des Observations Carpologiques, id., 283-288.- Vues Carpologiques, Article II. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 10 (1807) 151-156 e Suite des Observations Carpologiques, id., 157-162.- Sur la germination du Nélumbo. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 14 (1809) 74-81.- Sur la valeur du Périsperme considéré comme caractère d’affinité des plantes. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 118 (1811).- General consideration upon the past and future state of Europe. American Review of History and Politics. Philadelphia. 4 (1812) 354-366.- Reduction of all genera of plants contained in the Catalogus plantarum Americae Septentrionalis, of the late Dr. Muhlenberg, to the natural families of Mr. Jussieu´s system : for the use of the gentlemen who attended the course of elementary and philosophical botany in Philadelphia in 1815. Philadelphia : [American Philosophical Society?], 1815.- Observations and Conjectures on the Formation and Nature of the Soil of Kentuky. Philosophical Transactions of the American Philosophical Society. Philadelphia. 1 (1818) 174-180.

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Mon, 01 Nov 2010 16:47:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8389/jose-francisco-correia-da-serra-1751-1823
João Baptista Carbone (1694 - 1750) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8357/joao-baptista-carbone-1694-1750

Texto recebido da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativo a um dos cientistas portugueses que foram membros da Royal Society de Londres (exposição na Biblioteca Joanina a inaugurar a 15 de Novembro):Astrónomo. Foi eleito membro da Royal Society em 6 de Novembro de 1729.Padre jesuíta, natural de Nápoles, Itália, veio para Portugal em 1722, onde permaneceu durante 28 anos, até à sua morte. Foi bastante próximo do rei D. João V, que tinha em alta consideração os seus conhecimentos de astrónomo e que lhe mandou erigir um observatório astronómico em Lisboa, no Terreiro do Paço, apetrechado com os melhores instrumentos comprados no estrangeiro. Recebeu o título de matemático régio e foi reitor do Colégio de Santo Antão, em Lisboa, onde contribuiu para a instalação do observatório astronómico dessa famosa escola da Companhia de Jesus.Efectuou inúmeras observações astronómicas. Dez das mais importantes foram comunicadas à Royal Society por Sequeira Samuda e Castro Sarmento, tendo sido publicadas nas Philosophical Transactions entre 1724 e 1730. A primeira observação publicada foi realizada em colaboração com o padre italiano Domenico Capacci (1694-1736), que esteve em Portugal entre 1722 e 1729, e foi apresentada à Royal Society por António Galvão de Castelo Branco. Fez também chegar à sociedade observações de outros sábios portugueses e estrangeiros.Teve um papel fundamental na entrada de Portugal nos meios científicos internacionais no que respeita à astronomia, estabelecendo relações com algumas das mais altas personalidades dessa área de investigação, tais como Bradley, Cassini e Maraldi, Molineaux, Delisle e Bianchini.Artigos do Padre Carbone publicados nas Philosophical Transactions (e contemporâneos da construção da Biblioteca Joanina):- Observatio Lunaris eclipsis habita Ulyssipone in Palatio Regio Die 1. Novembris 1724. Communicante Excellentissimo Domino, Dno de Galvaon… Philosophical Transactions. London. 33 : 385 (1724) 180-185.- Meridianorum Ulyssiponensis, Parisiensis & Londinensis differentia... ad Isaacum Sequeyra Samuda… Philosophical Transactions. London. 33 : 385 (1724) 186-189.- Observationes astronomicae habitae Ulyssipone, anno 1725, & sub init. 1726… Communicante Isaaco Sequeyra Samuda… Philosophical Transactions. London. 33 : 394 (1726) 90-92.- De poli elevatione Ulyssipone. Philosophical Transactions. London. 33 : 394 (1726) 92-95.- Observationes altitudinum Solis meridianarum ad poli elevationem investigandam Ulyssip. Philosophical Transactions. London. 33 : 394 (1726) 95-100.- Observatio Solaris deliquii celebrati die 25. Septemb. 1726. habita Ulyssipone in Observatorio Regii Palatii. Philosophical Transactions. London. 35 : 400 (1727) 335-338.- Lunaris eclipsis celebrata die 10. Octob. an. 1726. & in Observatorio Collegii D. Antonii Magni observata ab Eodem. Philosophical Transactions. London. 35 : 400 (1727) 338-342.- Observationes astronomicae habitae Ulyssipone, anno 1726… Communicante Isaaco Sequeyra Samuda… Philosophical Transactions. London. 35 : 401 (1728) 408-413.- Observationes astronomicae…communicante Is. de Seguera Samuda… Philosophical Transactions. London. 35 : 403 (1728) 471-479.- Observatio Lunaris eclipseos, Ulissipone habita die 2 Februarii, an. 1730, N. S. in Collegio Divi Antonii Magni... Ex ejusdem Cl. Viri Epistola ad Jacobum de Castro Sarmento… Philosophical Transactions. London, 36 : 414 (1730) 363-365.

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Wed, 27 Oct 2010 17:37:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8357/joao-baptista-carbone-1694-1750
Jacob de Castro Sarmento (1691? - 1762) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8340/jacob-de-castro-sarmento-1691-1762

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativa à exposição, a inaugurar a 15 de Novembro na Biblioteca Joanina, sobre membros portugueses da Sociedade Real de Londres (na figura livro recém-publicado sobre esse notável judeu português):Jacob de Castro Sarmento (1691? - 1762)Médico. Foi eleito membro da Royal Society em 5 de Fevereiro de 1730.De origem judaica, nasceu em Bragança. Formou-se em Artes na Universidade de Évora e em Medicina na Universidade de Coimbra. Para fugir à Inquisição estabeleceu-se em Londres, em 1721. Tornou-se membro do Colégio Real dos Médicos de Londres e obteve o grau de Doutor pela Universidade de Aberdeen, na Escócia.Em Londres conviveu com os médicos Sequeira Samuda e Ribeiro Sanches e relacionou-se com altos dirigentes políticos portugueses em missão diplomática na capital britânica, tais como Marco António de Azevedo Coutinho e Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. Manteve sempre relações com Portugal, exercendo uma forte influência sobre a cultura e a ciência portuguesa, ao divulgar as ideias mais modernas.Ofereceu à Universidade de Coimbra, para uso nas aulas de medicina, um microscópio datado de 1731 e construído por Edmond Culpeper (1670-1738), que pertence hoje ao Museu da Ciência da UC.Com a sua obra Teórica verdadeira das marés… (Londres, 1737) contribuiu para a difusão da filosofia newtoniana em Portugal. Na primeira parte do seu livro Matéria médica… (Londres, 1735), tratou do estudo químico das águas, usando as técnicas então mais recentes nessa área. Realçou as qualidades terapêuticas das águas minerais e fez uma tentativa de classificação sistemática dos medicamentos de origem mineral. Na segunda parte, publicada em 1758, classificou os medicamentos de origem vegetal e animal. No Apêndice ao que se acha escrito na Matéria Médica… (Londres, 1753) analisou as águas minerais das Caldas da Rainha. Notabilizou-se também na actividade comercial, exportando para Portugal a famosa “Água de Inglaterra”, um remédio à base de quinina utilizado para tratar o paludismo. Anos antes, na sua obra Dissertatio in novam, tutam, ac utilem methodum inoculationis… variolarum… (Londres, 1722) tinha estudado e divulgado os novos métodos de inoculação da varíola. Elaborou um plano pormenorizado para a criação de um horto botânico em Coimbra (1731), com a proposta, feita à Academia Real de História, do envio de sementes do Chelsea Physic Garden para esse horto.Colaborou nas Philosophical Transactions com um artigo original, publicado em 1731, em que relata a descrição das minas de ouro e diamantes da região do “Serro do Frio” no Brasil, com a apresentação de observações astronómicas que recebeu de Portugal, enviadas por Carbone, Sachetti Barbosa e Chevalier, e de várias comunicações recebidas de cientistas estrangeiros.Principais obras publicadas:- Dissertatio in novam, tutam, ac utilem methodum inoculationis, seu transplantationis variolarum, Thessaliae, Constantinopoli, et Venetiis primò inventam, nunc que hac in Civitate… cum criticis notis in varios autores de hoc morbo scribentes. Editio secunda. Londini : [s.n.], 1722. [6], 40 p.- Siderohydrologia, ou discurso pratico das aguas mineraes espadanas, ou chalybeadas, em que se mostra sua natureza, composição... Londres : [s.n.], 1726.- A letter from Jacob de Castro Sarmento, M. D. and F. R. S. to Cromwell Mortimer, M. D. Secr. R. S. concerning diamonds lately found in Brazil. Philosophical Transactions. London. 37 : 421 (1731) 199-201.- [Projecto de] Bibliotheca Botânica [e Jardim Botânico] [Visual gráfico]. E. Oakley, archit. ; B. Cole, sculp. [S.l : s.n.], 1731. 73,8x54 cm. Projecto, não executado, de Jardim Botânico e Biblioteca Botânica para a Universidade de Coimbra, dedicado a Francisco Carneiro de Figueiroa, Reitor da Universidade. Com a legenda: "... Ichonographiam hanc ad Hortum Botanicum erigendum in Scientiae Naturalis et Medicinae Facultatis augmentum...". No canto superior direito, fig. alegórica "In Horto Proficiam".- Specimen da primeira parte da Materia-medica historico-physico-mechanica, em que se tracta dos fossiles, e de todos os metaes, saes, pedras, terras, enxofres… e se mostram as propriedades e usos humanos dos ditos corpos, d'onde se acham, de que modo se alcançam ou purificam… Londres : [s.n.], 1731.- Materia medica physico-historico-mechanica : Reyno mineral, Parte I, a que se ajuntam, os principaes remedios do prezente estado da Materia Medica; como sangria, sanguesugas, ventosas sarjadas, emeticos, purgantes, vesicatorios, diureticos, sudoriforos, ptyalismicos, opiados, quina quina [sic], e, em especial, as minhas Agoas de Inglaterra como tambem, huma Dissertaçam latina sobre a Inoculaçam das Bexigas. Londres : [s.n.], 1735. [2], 16, liii, 538 [i.e. 529], [22]; [2], IV, 43 p.- Theorica verdadeira das marés, conforme a philosophia do incomparavel cavalhero Isaac Newton. Londres : [s.n.], 1737. XV, [8], 136 p.- Relação de alguns experimentos e observações feitas sobre as medicinas de mad. Stephens, para dissolver a pedra… Ajunta-se um compendio historico de todos os factos desde a origem d’este descobrimento… Londres : [s.n.], 1742.- Tratado das operações de cirurgia, com as figuras e descripção dos instrumentos de que n'ella se faz uso, e uma introducção sobre a natureza e methodo de tractar as feridas, abcessos e chagas composto por Mr. Sharp, traduzido em português, e seguido da Materia-cirurgica. Londres : [s.n.], 1746.- Appendix ao que se acha escrito na Materia Medica, do Dr. J. de Castro Sarmento, sobre a natureza, contentos, effeytos, e uso pratico, em forma de bebida, e banhos, das agoas das Caldas da Rainha… A que se ajunta o novo Methodo de fazer uso da agoa do mar, na cura de muitas enfermidades chronicas, em especial nos achaques das glandulas. Londres : [s.n.], 1753. 179 p.- Do uso, e abuso das minhas Agoas de Inglaterra, ou Directorio, e instruccam, para se saber seguramente, quando se deve, ou não, usar dellas, assim nas enfermedidades agudas como em algumas chronicas e em casos propriamente de cirurgia. Londres : em caza de Guilherme Strahan, 1756. 288 p.- Materia medica physico-historico-mechanica : Reyno mineral, Parte I, a que se ajuntam, os principaes remedios do prezente estado da materia medica… Ediçam nova, corrigida, e repurgada, a que se accrescentam por continuaçam desta obra, para fazela completa, os reynos vegetal, e animal, Parte II. Londres : em caza de Guilherme Strahan, 1758. 14, LI, [1], 580, [22], 6 p.

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Tue, 26 Oct 2010 08:11:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8340/jacob-de-castro-sarmento-1691-1762
Biblioteca Joanina mostra microscópio mais antigo de Portugal http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8332/biblioteca-joanina-mostra-microscopio-mais-antigo-de-portugal

Transcrevemos notícia do jornal "As Beiras" (ligeiramente editada):O microscópio mais antigo do país, oferecido pelo médico Jacob de Castro Sarmento à Universidade de Coimbra (UC), vai estar patente numa exposição na Biblioteca Joanina, no âmbito da abertura do piso intermédio deste monumento emblemático.O instrumento foi doado no início do século XVIII pelo médico (formado pela UC), que era membro da Royal Society of London, e será exibido no âmbito de uma exposição, a inaugurar a 15 de novembro, sobre os sócios portugueses dessa academia científica.O diretor da Biblioteca Geral da UC (BGUC), Carlos Fiolhais, disse hoje à agência Lusa que com a abertura, a 1 de novembro, do piso intermédio da Joanina, os turistas passam a ter acesso por inteiro a este “ex-libris” do Paço das Escolas.Atualmente os turistas podem visitar o piso nobre da Biblioteca Joanina, “um dos sítios mais procurados da UC pelos turistas e talvez mesmo do país”, segundo o catedrático, estando também acessível o piso inferior, a antiga Prisão Académica, que tem acolhido várias exposições.A exposição sobre os sócios portugueses da Sociedade Real de Londres, a academia cientifica mais antiga do mundo ainda em funcionamento, vai permitir conhecer melhor 25 membros nacionais desta instituição, à qual pertenceram por mérito próprio, e que são na sua maioria do tempo da construção e abertura da Biblioteca Joanina – explicou Carlos Fiolhais.O original dos Estatutos da UC devidos ao Marquês de Pombal vai estar também exposto na mostra, em que vão igualmente ser focados aspetos da vida de João Jacinto de Magalhães, outro português membro da Royal Society of London, cientista que patrocinou um prémio científico ainda atribuído atualmente por uma sociedade americana.“É um encontro com a história, a Biblioteca Joanina é um sítio emblemático da nossa história”, vincou o diretor da BGUC.Esta exposição vai estar patente até Fevereiro e compreende, no dia 10 de dezembro, um colóquio com convidados da Sociedade Real de Londres.Preenchido com livros antigos, o piso intermédio dos três da Joanina que, a partir do próximo dia 1 também poderá ser apreciado pelos turistas, vai ser animado com exposições periódicas mostrando, por exemplo, edições do rico espólio da UC – segundo Isabel Gomes, responsável pela gestão do circuito turístico do Paço das Escolas.Além dos vários espaços da Universidade já disponíveis para os turistas, esta responsável adiantou à Lusa que a Torre da UC deverá também abrir ainda este ano ao público para visitas regulares.Para “mostrar toda a beleza e potencial histórico” do espaço, estão também previstos para 2011 um plano de concertos e uma exposição de fotografia, na Prisão Académica, sobre a Biblioteca e o Paço das Escolas, entre outros eventos destinados a dinamizar o circuito turístico da UC.“A Universidade de Coimbra é, provavelmente, o espaço mais visitado em Coimbra e um dos mais visitados na região Centro. Convém que a satisfação de quem nos visita seja aumentada”, disse esta responsável, que estima que cerca de meio milhão de pessoas aceda anualmente ao Paço das Escolas.

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Mon, 25 Oct 2010 18:12:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8332/biblioteca-joanina-mostra-microscopio-mais-antigo-de-portugal
AINDA A MOSTRA SOBRE GRACIA NASI E OUTROS JUDEUS PORTUGUESES http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8285/ainda-a-mostra-sobre-gracia-nasi-e-outros-judeus-portugueses

Informação recebida da Biblioteca Geral relativa à mostra sobre Grácia Nasi (1510-1569) e outros judeus portugueses:11. SERMÕES que pregarão os doctos ingenios do K.[all] K.[ados] de Talmud Torah, desta cidade de Amsterdam, no alegre estreamento, e publica celebridade da esnoga que se consagrou a Deos, para caza de oração, cuja entrada se festejou em Sabath Nahamù anno 5435. Em Amsterdam : Em caza & a custa de David de Castro Tartaz, 5435 [i.e. 1675] V.T.-19-6-20Compilação de sermões que foram pregados sobre Kall Kados de Talmud Torah quando foi inaugurada a Sinagoga de Amesterdão. Selomoh de Oliveira, filho de David de Israel de Oliveira, foi professor e orador em muitas instituições de beneficência em Amesterdão e mais tarde Haham (rabino) da comunidade israelita portuguesa. Morreu a 23 de Maio de 1708. O sermão, lido aquando da inauguração da Sinagoga da comunidade portuguesa de Amesterdão, é da sua autoria. Foi impresso por David Castro Tartaz, impressor notável que fundou uma tipografia em Amesterdão que funcionou entre 1660 a 1695. Publicou textos rabínicos, incluindo livros de orações em hebreu, castelhano e português.12. CEREMONIES et coutumes religieuses de tous les peuples du monde. Representées par des figures dessinées de la main de Bernard Picard, avec une explication historique, & quelques dissertations curieuses ... A Amsterdam : chez J. F. Bernard, 1723-[1737]. 1-8-24-542/54312-A. BÍBLIA. A.T. Pentateuco. Humas de Parasioth y Aftharoth. Traduzido palabra por palabra de la verdad hebraica en español. Amsterdam : impresso nuevamente em caza de Imanuel Benveniste, 5403 [i. e. 1643] V.T.-20-8-21Menasseh ben Israel nasceu em Lisboa em 1604, vai para Amesterdão com o pai, Joseph ben Israel, ainda muito jovem, morre em Amesterdão em 1657. Em Amesterdão, funda a primeira tipografia hebraica da qual sairão muitas obras impressas em hebraico e espanhol. Menasseh bem Israel foi um notável impressor editor que viveu em Amesterdão onde fundou uma tipografia que funcionou entre 1640 e 1660. Nesta oficina trabalharam impressores de renome como Judah Gumpel e Samuel Levi. Dos seus prelos saíram vários livros de orações e uma valiosa edição do Talmude em hebraico. As suas obras teológicas, apologéticas e históricas escritas em castelhano e português, latim e hebraico foram muito apreciadas e estimadas A importância que estas obras alcançaram ficou a dever-se á influência deste impressor. A obra Humas de Parasioth y Aftharoth, tradução do Pentateuco, é considerada a primeira a ser impressa em castelhano por Menasseh bem Israel.12-B. LEMOS, Maximiano, 1860-1923 Zacuto Lusitano : a sua vida e a sua obra. Porto : Eduardo Tavares Martins, editor, 1909. 9-(4)-13-2-2813. NETO, David, 1654-1728 Noticias reconditas y posthumas del procedimiento delas inquisiciones de España y Portugal con sus presos ... por un anonimo. Villa Franca [i.e. Londres] : [s.n.], 1722. V.T.-15-9-3414. BARRIOS, Miguel de, 1635-1701 Coro de las musas. En Brusselas : de la imprenta de Baltazar Vivien, 1672. 4-1-2-3Miguel Barrios ou Daniel Levi de Barrios nasceu em Espanha cerca de 1625. Em 1659 parte para Itália (Livorno) e assume publicamente o judaísmo. Entre 1662 e 1674 vive em Bruxelas até que se fixa em Amesterdão. Morreu em 1701 e foi sepultado no cemitério dos judeus portugueses em Amesterdão. Poeta, lírico e dramaturgo escreveu Coro de las Musas que dedica a D. Francisco Manuel de Melo. As cidades de Amesterdão, Veneza e Ferrara são elogiadas na sua poesia.14-A.TASSO, Torquato, 1544-1595 Rime, et prose ... : parte prima di nouo reviste, & corrette, con aggiunta di quanto manca nell'altre editioni. In Ferrara : Ad instanza di Giulio Vassallini, 1583. RB-6-1015. GUARINI, Battista, 1538-1612 El pastor fido. Traducido de italiano en metro español, y illustrado com reflexiones [por Isabel Correa]. Amberez : por Henrico y Cornelio Verdussen, 1694. 4-2-3-24Isabel Correa ou (Rebecca) viveu em Bruxelas, Antuérpia e Amesterdão amiga de Miguel de Barrios a quem elogia a obra Coro de las musas num soneto. D. Manuel de Belmonte ou Ishac Nuñez Belmonte era filho de Jacob Israel Belmonte, natural da Ilha da Madeira, que foi o fundador da primeira Comunidade Israelita portuguesa em Amesterdão. Manuel Belmonte fundou em 1676 a Academia poética de Silibundos e em 1685 a Academia dos Floridos em Amesterdão de que D. Isabel Correa era membro, motivo pelo qual lhe dedica a obra.16. CEBÀ, Ansaldo, 1565-1623 La Reina Esther d'Ansaldo Cebà. In Genova : appresso Giuseppe Pavoni, 1615. 1-3-14-404Ansaldo Cebà monge genovês, cuja obra mais conhecida é o poema épico La Reina Ester que esteve na base de uma vasta correspondência trocada ao longo de quatro anos entre o monge genovês e a poetisa Sara Coppio Sullam, cujo assunto era a controvérsia religiosa. A intenção do autor é a conversão de Sara à religião cristã, propondo uma rainha Esther cristã. O monge viu em Sara uma oportunidade de a converter ao Cristianismo, sugerindo-lhe a leitura de textos sagrados, nunca o conseguiu, uma vez que a poetisa tinha ideias muito claras sobre a sua religião. A poetisa de origem judia nasceu em Veneza em finais do século XVI, viu em Esther um modelo de mulher judia, verdadeira heroína e um exemplo a seguir, assim, o entusiasmo pelo poema heróico de Cebà reside na força que emana a sua protagonista com a qual provavelmente se identificava.17. DELGADO, João Pinto, 1580-1653 Poema dela reyna Ester : lamentationes del propheta Ieremias : hisória de Rut, y varias poesias. Roven : Dauid du Petit Val, 1627. R-18-14João Pinto Delgado ou Moseh Pinto Delgado Judeu português que nasceu em Portimão ou Tavira em 1580 e morreu em Amesterdão em 1563. Em 1600 parte com a família para Lisboa onde toma contacto com as obras dos poetas castelhanos Jorge Manrique, Garcilaso e Luis de Léon. Em 1624 parte para Ruão para se juntar aos seus pais – o pai era um importante membro da comunidade judaica portuguesa radicada em França - que entretanto tinham fugido às perseguições da Inquisição. É em Ruão que em 1627 publica a colecção de poemas que o viria a tornar famoso. A família de Delgado parte para Antuérpia e logo a seguir para Amesterdão onde perante a relativa tolerância religiosa holandesa, João Pinto Delgado passa a praticar o judaísmo de forma aberta e livre pela primeira vez adoptando o nome de Moseh ou Moisés Pinto Delgado. Entre 1636 e 1640 torna-se um dos sete governadores do seminário religioso Talmud Torá de Amesterdão. Na sua obra poética inspira-se frequentemente na bíblia hebraica, por histórias que relatam o poder de Deus para resgatar o povo de Israel em tempos de perseguições e sofrimento como o demonstram as narrativas de Ester que adoptava na sua poesia. Nas Lamentaciones del profeta Ieremias refere as tragédias da história de Israel. Poeta português, exilado da sua pátria cultivou longe do seu país a poesia e o idioma, é considerado um dos maiores expoentes da poesia cripto-judaica do século XVII.18. LEÃO, Hebreu, ca. 1465-1523. Leonis Hebraei ... De amore dialogi tres ... Venetiis : apud Franciscum Senensem, 1564. R-1-31Jehuda Leon Abravanel é também conhecido por Leão Hebreu ou Medigo. O seu pai Yshac Abravanel foi tesoureiro de D. Afonso V, rei de Portugal e, logo após a morte do rei foi obrigado a deixar o país e, privado dos seus bens e fortuna vai para Madrid onde fica alguns anos. Expulso de Espanha vai para Itália (Nápoles) ao serviço do rei D. Fernando. Leão de Hebreu, que morre em Veneza em 1535, viu-se constrangido ao exílio, a partir do qual deixa marca na cultura europeia. Escreveu em italiano uma obra filosófica Dialoghi di amore que foi traduzida duas vezes em francês, em hebreu e três vezes em espanhol.19. ENRÍQUEZ GÓMEZ, Antonio, 1600-1663 La torre de Babilonia : primera parte ... Por Antonio Henriquez Gomez ... En Ruan : por Laurens Maurry, 1649. V.T.-19-6-16Antonio Enríquez Gómez também conhecido como Enrique Enriquez de Paz, filho de Diego Enriquez Villanueva, nasceu em Segóvia em finais do século XVII. Estudou filosofia e em particular história da literatura. Este autor foi considerado poeta, lírico, épico e dramático. Aos 20 anos abraça a carreira militar e rapidamente foi promovido a capitão. Foi perseguido pela Inquisição, que o acusa de judaísmo e queima a sua efígie (retrato) em Sevilha em 1660. Refugia-se em França, Bordéus e Ruão, onde publica muitas das suas obras. Morre em 1662 na Holanda.21. LEÃO, Manuel de, fl. 1688 Triumpho lusitano aplauzos festivos sumptuosidades regias nos Augustos desposorios do inclito Dom Pedro segundo com ... Maria Sophia-Isabel de Babiera monarchas de Portugal : Rellataõse as grandezas, narraõse as entradas referemse as festividades que se celebraõ na insigne cidade e corte de Lisboa, desde 11 de Agosto athe 25 de Outubro de 1687... Em Brusselas : [s.n.], 1688. V.T.-9-6-7Manuel de Leão nasceu em Leiria e morreu em Amesterdão. A obra é dedicada a Jerónimo Nunes da Costa ou Moseh Curiel como era conhecido entre os judeus radicados em Amesterdão. Nasceu em Florença em 1620 e era o filho mais velho de Duarte Nunes da Costa, cristão-novo nascido em Lisboa de onde saiu para Itália em 1609, fugindo às perseguições da Inquisição. Jerónimo Nunes da Costa diplomata e agente de Portugal em Antuérpia considerado uma das figuras mais proeminentes da comunidade judaica portuguesa em Amesterdão nos finais do século XVII. Possuidor de uma enorme riqueza e líder da nação portuguesa, nome pelo qual eram conhecidos os homens de negócios, gozava de grande prestígio entre os judeus em Amesterdão devido às doações e contributos em favor da comunidade.22- ORTELIUS, Abraham, 1527-1598 Theatrum orbis terrarum. Opus nunc denuo ab ipso Auctore recognitum, multisquè locis castigatum, & quamplurimis novis tabulis atquè commentariis auctum. [Antuerpiae : Ex officina Plantiniana, 1595] J.F.-59-3-1Salónica é no século XVI a cidade do Mediterrâneo com maior número de judeus e um dos centros judaicos mais importantes do mundo tal como Ragusa (actual Dubrovnick) e Split. Na base da procura deste destino estava, citando Esther Mucznick, … o rumor, que corria de comunidade em comunidade de que no Império Otomano reinava a tolerância religiosa e que esta acolhia os judeus com agrado e benevolência (…) um outro mundo de esperança se abria a Turquia era simultaneamente o vestíbulo e o pórtico que conduziam à Terra Prometida.23- BARTOLOCCI, Giulio, 1613-1687 Bibliotheca magna Rabbinica de scriptores, & scriptis hebraicis, ordine alphabetico hebraicè, & latine digestis ... Romae : ex Typographia Sacrae Congregationis de Propaganda Fide, 1675-1693. S.P.-Ad-7-7/1024- ROTH, Cecil, 1899-1970 The House of Nasi : Doña Gracia. New York : Greenwood Press, [1969]. 6-23-20-13225- ROTH, Cecil, idem The House of Nasi : the Duke of Naxos. New York : Greenwood Press, [1948]. 6-23-20-12826- MUCZNIK, Esther Grácia Nasi : a judia portuguesa do século XVI que desafiou o seu próprio destino. Lisboa : Esfera dos Livros, 2010.

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Thu, 21 Oct 2010 18:30:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8285/ainda-a-mostra-sobre-gracia-nasi-e-outros-judeus-portugueses
Espreite a Biblioteca de Pessoa http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8283/espreite-a-biblioteca-de-pessoa

Falando em Fernando Pessoa, vale a pena ver a sua Biblioteca Digital, um projecto que acaba de inaugurar da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa: aqui.

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Thu, 21 Oct 2010 18:26:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8283/espreite-a-biblioteca-de-pessoa
NASI - UMA JUDIA PORTUGUESA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8277/nasi-uma-judia-portuguesa

Texto recebido da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativo a uma mostra sobre Gracia Nasi a inaugurar em breve na Sala do Catalogo.Grácia Nasi nasce em Lisboa em 1510, baptizada com o nome cristão de Beatriz de Luna, no seio de uma família de cristãos-novos originários de Castela, vinda para Portugal após a expulsão dos judeus de Espanha, em 1492. Entre os convertidos encontrava-se a família de Grácia assim como a do seu futuro marido Francisco Mendes, aliás Semah Benveniste, natural de Sória em Castela.À data do casamento, em 1528, Francisco e o irmão Diogo, já haviam construído um império que detinha a primazia do comércio das especiarias em toda a Europa, cuja casa bancária tinha sucursais na França e Flandres. Do casamento nasceu uma única filha, de nome de Baptismo Ana, a quem chamavam Reina.Em 1535, Francisco Mendes morre, ficando Grácia e o cunhado, que dirigia a filial em Antuérpia, como gestores de uma imensa fortuna.Em 1537, dois anos após a morte do marido, Grácia não se julgando segura em Portugal, onde o estabelecimento da Inquisição punha em perigo a sua vida e propriedades, transferiu a sua residência para os Países Baixos, onde o cunhado dirigia a Casa bancária da família Mendes. Assim, embarca clandestinamente com a filha e os dois sobrinhos João e Bernardo Micas e a irmã Brianda, com destino a Antuérpia, primeira etapa da sua longa errância.Em 1547 encontra-se em Veneza, porto de abrigo de gente das mais variadas partes do mundo e um expoente de cultura na Europa. Até 1547, o clima é de tolerância para com a comunidade judaica aí residente mas quando, a partir de 1550, o Senado da Sereníssima, renova o decreto de expulsão dos judeus confirmando que não era possível ali permanecer em segurança. A certeza quanto ao perigo que corriam chega em 1553 quando na Praça de S. Marcos são queimados exemplares do Talmude e outros livros judaicos. Enquanto se fecham as portas de Veneza abriam-se as de Ferrara onde permanece entre 1550 e 1552 onde a corte de Hércules II, Duque d’Este, acolhia a nação hebraica lusitana e espanhola sem olhar à nacionalidade ou religião. Ferrara, seria assim, a última paragem de Dona Grácia na Europa cristã antes de se refugiar definitivamente no mundo muçulmano.Num momento em que cresciam as perseguições na Europa cristã um outro mundo de esperança se abria na Turquia. Em 1552 embarca para Constantinopla numa viagem que duraria seis meses. A primeira paragem seria Ragusa, um importante porto do Adriático, e Salónica.Os dezoito anos em que vive em Istambul, no seu Palácio de Belvedere, junto às margens do Bósforo, são anos tranquilos em que finalmente pode confessar abertamente o judaísmo.Grácia Nasi ao longo das diferentes etapas da sua vida apoiou e protegeu de forma constante o seu povo. Grande parte da sua fortuna é utilizada em negociações com monarcas e embaixadores e com a Cúria Romana de forma a impedir o estabelecimento da Inquisição, na protecção, auxílio e resgate dos mais desfavorecidos e perseguidos conseguindo montar uma rede de salvamento, que se estende pelas cidades da Europa cristã onde as comunidades no exílio, unidas pelo sentimento de origem e destino comuns, beneficiam da sua protecção e solidariedade.Joseph Nasi serviu-se da sua influência na corte, primeiro na Europa e depois na Turquia para resgatar um grande número de famílias. Ambos negociaram a posse de Tiberíades na Palestina que se destinava exclusivamente à colonização hebraica, enquanto foi viva nunca deixou de apoiar a colonização de Tiberíades e de providenciar meios para o seu desenvolvimento económico e religioso, fundando e financiando academias de estudo.Graças ao seu mecenato foram criadas escolas, bibliotecas e Academias abertas à investigação, de igual modo patrocinaram escritores e financiaram projectos de edições. A sua generosidade estendeu-se para lá de Istambul, em Salónica fundou em 1599 uma Sinagoga destinada aos exilados Portugueses e aí continuou a apoiar a impressão de textos hebraicos.Grácia Nasi morre em Istambul no Verão de 1569. É lembrada por muitos como uma das mais nobres mulheres e honrada como uma princesa, símbolo do coração do seu povo e por aqueles que sempre auxiliou simplesmente como A Senhora.

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Thu, 21 Oct 2010 09:21:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8277/nasi-uma-judia-portuguesa