outras leituras - tagged with cinema http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com SANCTUM http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10553/sanctum

Já está nos sistemas o filme "Sanctum" produzido por James Cameron e realizado por Alister Grierson (por vezs quase só o primeiro nome é que aparece, numa estratégia de vendas). Inspirado num história real, conta uma aventura de mergulho subterrâneo nas profunddezas de uma gruta...

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Fri, 18 Feb 2011 02:18:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10553/sanctum
VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9311/voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus-sonhos

O último filme de Woody Allen, já nos cinemas portuguesas, é, além de uma comédia sobre o desfazer das relações humanas, também uma sátira sobre os impostores que pretendem enganar os outros através de pretensos poderes de adivinhação do futuro.

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Mon, 24 Jan 2011 19:52:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9311/voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus-sonhos
O movimento é distractivo http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8631/o-movimento-e-distractivo

Em entrevista recente ao programa A força das coisas, da Antena 2 da Rádio, Manuel de Oliveira, explicou em brevissímas palavtas a razão de ser do seu estilo como cineasta, uma razão que foi apurando ao longo de décadas:"O movimento é distractivo e o pensamento requer atenção. Foram precisos milhares e milhares de anos para que o homem chegasse ao pensamento. O pensamento é o requinte da inteligência."

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Sun, 21 Nov 2010 07:39:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8631/o-movimento-e-distractivo
A REDE SOCIAL http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8459/a-rede-social

No dia em que a Rainha de Inglaterra adere ao Facebook, deixamos o trailer do filme "A Rede Social" que está nos cinemas e que conta a história da criação dessa rede social.

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Sun, 07 Nov 2010 16:14:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8459/a-rede-social
MISTÉRIOS DE LISBOA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8387/misterios-de-lisboa

Já está em exibição nas salas portuguesas o filme de Raúl Ruiz baseado na obra homónima de Camilo Castelo Branco.

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Mon, 01 Nov 2010 10:35:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8387/misterios-de-lisboa
VIDEOMAPPING: O FUTURO DAS PROJECÇÕES http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8228/videomapping-o-futuro-das-projeccoes ]]> Mon, 18 Oct 2010 09:06:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8228/videomapping-o-futuro-das-projeccoes Exterminação ecológica http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8123/exterminacao-ecologica

Na sequência do post 10-10-10:Alertar para a relação entre os nossos comportamentos poluidores e o aquecimento global é legítimo (ainda que, ao que me é dado saber, essa relação não esteja inteiramente percebida e, portanto, explicada). A maneira como isso se faz é que pode ser ilegítima...A jornalista Joana Viana exemplica isto mesmo no jornal i do passado dia 6 de Outubro, dando a notícia de um filme no mínimo polémico, cujo propósito era esse alerta.No âmbito da campanha da União Europeia "20% até 2020" - redução de emissões de CO2 nessa percentagem na próxima década -, fervorosos activistas ambientais e um realizador (Richard Curtis, guionista do Quatro Casamentos e um Funeral) idealizaram várias cenas em que as pessoas displicentes quanto aos perigos da poluição são simplesmente... explodidas! E fizeram um filme chocante que as mostram...O Reino Unido reagiu e proibiu-o de passar na televisão, mas talvez valha a pena vê-lo aqui... para que cada um possa tirar as suas conclusões.

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Mon, 11 Oct 2010 02:45:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8123/exterminacao-ecologica
A ORIGEM http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7616/a-origem

Já está nos cinemas o último filme de Christopher Nolan, protagonizado por Leonardo DiCaprio, que é, ao mesmo tempo, ficção científica e thriller psicológico. Em cima um dos trailers, em formato gigante.

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Wed, 28 Jul 2010 17:54:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7616/a-origem
2001 ODISSEIA NO ESPAÇO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7610/2001-odisseia-no-espaco

Do meu livro (esgotado, ao que julgo saber) "A coisa mais preciosa que temos" (Gradiva) recupero o texto sobre "2001 Odisseia no espaço", escrito precisamente em 2001, vai fazer dez anos:Foi em 1978 que se estreou o filme de Stanley Kubrick “2001 Odisseia no Espaço”. Passou muito tempo. Mas chegou, ao fim de 33 anos, o ano de 2001, aquele que decorre a acção escrita por Arthur Clarke e Stanley Kubrick. Já em 1984 tinha chegado o ano em que George Orwell colocou o seu romance com o mesmo título. O futuro, anunciado pelo cinema e pela literatura, continua pontualmente a chegar.Que semelhanças há entre a ficção científica e a acção científica? Muitas. Não esqueçamos que o físico inglês Sir Arthur Clarke, residente desde há muito no Sri Lanka, participou na construção do primeiro radar, integrado numa equipa da Royal Air Force, durante a Segunda Guerra Mundial. Na sua imensa produção bibliográfica equilibram-se as obras de ficção e as de ensaio. No filme “2001” uma nave com astronautas a bordo começa por se deslocar à Lua. A mesma viagem espacial não demorou praticamente nada depois da estreia do filme a acontecer na realidade. Os astronautas da “Apollo 8”, que foram os primeiros a efectuar uma viagem em órbita da Lua, em Dezembro de 1978, já tinham visto o filme quando partiram para o espaço. Disseram mais tarde que estiveram quase a anunciar para a Terra a descoberta de um monólito no solo lunar, numa brincadeira sugerida pelo filme... Em 1969, o norte-americano Neil Amstrong pisou o solo lunar sem ter encontrado nenhum monólito.No filme, o monólito acaba por indicar o caminho para Júpiter (na novela de Clarke, para o outro gigante do sistema solar, Saturno). E, se o leitor se bem recorda -- se não se recorda, ponha a cassete vídeo ou o DVD no aparelho de leitura --, é nessa altura que o computador HAL (repare-se que as iniciais são as que seguem alfabeticamente às de IBM), perante uma avaria na antena, procura tomar o comando da nave, revoltando-se contra os humanos. Diz o robô para um dos astronautas: “Sorry to interrupt the festivities, but we have a problem” (“Desculpem interromper a festa, mas temos um problema”). Em 1970, sabemos o que aconteceu com a “Apollo 13” (a falha deu, de resto, um outro filme). Um astronauta real transmitiu por rádio para a sala de controlo: “Houston, we have had a problem” (“Houston, tivemos um problema”). Coincidência ou não, o módulo de comando chamava-se “Odisseia” e, pouco tempo antes do acidente, a tripulação tinha estado a ouvir o famoso tema do filme, “Also Sprach Zarathustra”, de Richard Wagner. Clarke comenta no epílogo a uma reedição do livro “2001” que se sentiu quase co-responsável pela situação real de crise...As luas de Júpiter e de Saturno seriam fotografadas pela sonda “Voyager 2”, lançada em 1977, nas vésperas do filme. Em 1979, essa sonda, não tripulada (como se o robô HAL tivesse razão ao querer tomar conta sozinho dos destinos da nave ficcional), passava pelas quatro luas mais próximas de Júpiter: Iô, Europa, Ganímedes e Calisto. Em 1981, a “Voyager 2” chegava a Júpiter e às suas luas: Mimas, Iapetus, Titã, etc. (são muitas e parece que ainda não acabou a sua conta). Em 1995, a sonda “Galileo”, lançada em 1989, chegava a órbita de Júpiter, apesar de uma avaria numa das suas antenas. Hoje, a nave “Cassini”, lançada em 1997, vai a caminho de Saturno e das suas luas, onde chegará em 2004. Os sete longos anos da viagem, depois de usar a ajuda gravitacional de Vénus (um efeito que Clarke incluiu premonitoriamente nos seus escritos), indicam-nos que Clarke e Kubrick tinham razão quando colocaram os seus astronautas a hibernar enquanto não chegavam a Júpiter.As missões de exploração do sistema solar exterior não são tripuladas. Só são tripuladas missões orbitais perto da Terra, como a estação espacial internacional, que está a ser construída num esforço conjunto de americanos, russos e europeus. Nos anos 80, a estação espacial norte-americana “Skylab” colocada em órbita da Terra, tinha uma forma circular que não era muito diferente da nave “Discovery”, inventada por Clarke para “2001”. Ao contrário desta, porém, não rodava constantemente para manter uma gravidade artificial. Mas isso não impediu os astronautas a bordo de filmarem uma sequência de corrida na “Skylab” bastante parecida com um “take” do filme 2001. As imagens foram, evidentemente, sonorizadas com a música retumbante de Richard Wagner.O filme de Kubrick é praticamente perfeito. Há só um pequeno erro: um amigo físico e cinéfilo contou-me que o líquido no interior da palhinha de um dos astronautas cai no filme, apesar de as condições serem supostamente de imponderabilidade... O rigor do guião de Clarke e da câmara de Kubrick encontra inspiração no rigor com que a NASA planeia e executa as suas missões. Ou não será antes ao contrário: que os engenheiros da NASA se inspiraram em Clarke e Kubrick?Stanley Kubrick, entretanto falecido, habituou-nos a realizar uma e uma só obra-prima de um dado género cinematográfico e, depois da realização de “2001”, abandonou de vez o género de ficção científica. Mas Clarke insistiu no tema, e escreveu “2010 Odisseia 2”, que foi passado ao cinema pelo realizador norte americano Peter Hyams (a película estreou-se em 1984). A correspondência electrónica entre o escritor no Sri Lanka e o realizador em Los Angeles, feita em computadores pessoais primitivos, está registada em livro (“The Odyssey File”, Arthur Clarke e Peter Hyams, Panther Books, 1985). Em “2010” continua a acção de “2001”: tratava-se agora de colonizar Júpiter. Mas o tempo é de guerra fria. Os russos lançaram a nave “Leonov”, atrás da “Discovery” (há, na realidade, um marechal Alexei Leonov, cosmonauta e herói da ex-União Soviética). A “Leonov” chega à “Discovery” (o que faz lembrar os encontros entre a “Soyuz” e a “Apollo”, em que o astronauta Leonov participou). As duas expedições acabam, depois de várias peripécias, por cooperar. No final, Júpiter, por acção dos estranhos monólitos, acaba por se transformar numa estrela, um segundo sol (de facto, se Júpiter fosse bastante maior do que realmente é o sistema solar teria duas estrelas, o que não seria nada favorável para a estabilidade da órbita da Terra e, portanto, para o desenvolvimento de vida no nosso planeta). Uma enigmática mensagem chega entretanto aos russos e americanos: “Todos estes mundos serão vossos excepto Europa: usai-os em conjunto, usai-os em paz”. Os russos tinham recebido sinais da lua Europa que pareciam indicar a presença de vida e fica-se na dúvida sobre a existência ou não de vida nessa lua.Vida numa lua de Júpiter? Nada mais actual, numa altura em que é anunciada, a partir de registos recolhidos e enviados pela sonda Galileo, a possibilidade de haver água líquida, e hipoteticamente vida, em Ganímedes, uma lua de Júpiter. A realidade é, por vezes, mais estranha do que a ficção. Claro que falta ainda um contacto com seres extraterrestres, construtores de monólitos ou não. Mas isso poderá acontecer em qualquer altura. Lembremos as palavras avisadas do padre, cientista e filósofo, Teilhard de Chardin: “À escala do cósmico, só o fantástico tem probabilidade de ser verdadeiro”.

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Tue, 27 Jul 2010 20:04:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7610/2001-odisseia-no-espaco
ROBIN HOOD: A HISTÓRIA POR TRÁS DA LENDA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7235/robin-hood-a-historia-por-tras-da-lenda

Novo texto de João Gouveia Monteiro saído antes no "Diário de Coimbra":Tem estado em cartaz a mais recente adaptação ao cinema da história de Robin Hood. Assinado por Ridley Scott e com Russell Crowe, o filme surpreende, pois a história acaba onde as outras começam: no momento em que Robin se torna num fora-da-lei e se refugia na floresta de Sherwood para fazer a guerra ao xerife de Nottingham e ao rei João Sem-Terra, usurpador do trono do bravo rei Ricardo, ausente nas Cruzadas. Afinal, fora este o enredo que todos nos habituáramos a acompanhar, desde a versão de 1938 com Errol Flynn (o Robin de collants verdes) até ao “Príncipe dos Ladrões” (1991, com Kevin Costner), passando pela comédia dirigida por Mel Brooks (1993) e pela série televisiva com Richard Green, sem esquecer a BD e o “arqueiro verde” Ollie Queen.A equipa de Ridley Scott (“Gladiador” e “Reino dos Céus”) propõe-nos uma revisão da personagem Robin Hood (o nome vem do chapéu com pena, “hood”, e não de “bosque”, “wood”): Robin é um arqueiro que acompanhara o rei Ricardo nas Cruzadas e que, depois da morte deste em 1199, no cerco do castelo de Châlus (no Limousin), regressa a Inglaterra e acaba por vestir a pele do filho de Sir Walter Loxley, Robert, e por ficar com a viúva deste, Lady Marion, tornando-se assim num abastado proprietário de Nottingham. Em pano de fundo, a guerra dos barões do Norte contra o novo rei João Sem-Terra e a rivalidade entre os monarcas de França (Filipe Augusto) e de Inglaterra (sobretudo a disputa pelo ducado da Normandia), bem aproveitada pelos barões para impor a João um documento que este acaba depois por renegar, levando à deserção para Sherwood.A personagem Robin Hood tem algum pedigree. Remete para um poema épico do século XIII e para uma compilação de c.1400 onde se reuniram velhas tradições orais que relacionavam o Robin com a resistência à cobrança abusiva de impostos e com a actividade criminal no Yorkshire. Sabe-se também que os Normandos conquistaram a Inglaterra em 1066, o que viria a dar origem à dinastia dos Plantagenetas, iniciada por Henrique II. Este herdou dos pais vastos territórios em França e casou com Leonor da Aquitânia (ex-rainha de França) antes de se tornar rei de Inglaterra em 1154. Ora, Henrique e Leonor são os pais de Ricardo Coração-de-Leão. Trata-se de reis de Inglaterra mas que vivem sobretudo em França. Em 10 anos de reinado, Ricardo viveu apenas seis meses em Inglaterra! Quando partiu para a Cruzada, vendeu imensos cargos e disse até que teria vendido Londres se tivesse tido comprador… No regresso, foi preso pelo duque da Áustria e vendido ao imperador germânico, tendo então de pagar um resgate brutal que acabrunhou a Inglaterra. Mas reagiu e dispôs-se a enfrentar Filipe Augusto, recusando-lhe a Normandia e tentando manter os castelos que controlavam o acesso ao sul da França (como Châlus). Morreu de uma seta perdida, num cerco. À sua morte, o irmão João assumiu o trono, com a protecção da mãe. Ricardo, graças ao extraordinário administrador Hubert Walter (arcebispo da Cantuária), deixara-lhes uma máquina governativa poderosa e centralizada que não agradava aos barões. Para mais, os grandes tinham tido de pagar um quarto das suas rendas e bens para financiar o resgate de Ricardo! A revolta estalou, com o apoio de Filipe Augusto de França, através do seu herdeiro Luís. João Sem-Terra desposou Isabel de Angoulême para tentar manter a política de Ricardo no Limousin, mas o seu talento militar era fraco e o seu partido seria derrotado por Filipe em Bouvines, em 1214. No ano seguinte, os barões ingleses tomaram Londres e impuseram-lhe um compromisso: a célebre Magna Carta. João fingiu aceitar mas negociou com o Papa, que a invalidou. Aí, os barões ofereceram o trono inglês a Luís de França, que invadiu a Ilha em 1216 e foi reconhecido como monarca pelos grandes e pelo rei escocês. João morreu logo a seguir. Caberia ao notável regente Guilherme-o-Marechal negociar uma nova versão da Carta e salvaguardar a soberania da Inglaterra.É neste cenário que se movimenta Robin Hood, o homem por trás da flecha. Ele é um dos “northeners” prejudicados pelas exacções fiscais impostas desde o tempo de Ricardo e pela centralização do poder régio. A sua luta não consiste em roubar os ricos para dar aos pobres, mas em minar a autoridade central. Se os barões ingleses negoceiam com a França, é porque os dois reinos estavam unidos por valiosos laços comuns. A própria língua (o anglo-normando) o denuncia. Só após a Guerra dos Cem Anos (1453) as águas ficaram separadas. Assim, João Sem-Terra não é o vilão que julgamos. Nem Ricardo o justiceiro que ama a Inglaterra (onde quase nunca esteve) e os seus súbditos. Ridley Scott, apesar de ter aproveitado muita História, não explorou tudo isto, nem quis estragar o cor-de-rosa de uma lenda centenária. Fez bem: afinal, a ficção costuma ser bem mais agradável do que a realidade… João Gouveia Monteiro (Historiador)

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Fri, 11 Jun 2010 15:33:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7235/robin-hood-a-historia-por-tras-da-lenda
HUBBLE 3D http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6413/hubble-3d

Trailer do filme em exibição nos IMAX dos Estados Unidos, em ecrã maior do que o que aqui é costume.

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Tue, 06 Apr 2010 10:41:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6413/hubble-3d
PARE, ESCUTE E OLHE http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6344/pare-escute-e-olhe

Trailer Cinema "Pare, Escute, Olhe" from Pare, Escute, Olhe on Vimeo.PARE, ESCUTE E OLHE.O Premiado Documentário de Jorge PelicanoNOS CINEMAS A 08 DE ABRILLUSOMUNDO AMOREIRAS | LISBOACINEMA CITY ALVALADE | LISBOALUSOMUNDO PARQUE NASCENTE | PORTOTRÁS-OS-MONTES, ESQUECIDO E DESPOVOADO, VÍTIMA DE PROMESSAS POLÍTICAS IMCUMPRIDAS DOS QUE JURARAM DEFENDER A TERRA.O ANÚNCIO DO PLANO NACIONAL DE BARRAGENS LANÇADO PELO GOVERNO DE JOSÉ SÓCRATES VOLTA A AMEAÇAR A REGIÃO TRANSMONTANA.EM NOME DO PROGRESSO, A CENTENÁRIA LINHA FERROVIÁRIA E PATRIMÓNIO DO VALE DO TUA ESTÃO EM RISCO DE SUBMERGIR COM A CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE FOZ-TUA.AS NECESSIDADES DAS POPULAÇÕES NÃO TÊM PESO, O POVO NÃO TEM VOZ.AS ASSIMETRIAS ENTRE O LITORAL E INTERIOR DE PORTUGAL NUNCA ESTIVERAM TÃO ACENTUDAS.“PARE, ESCUTE, OLHE” É UM DOCUMENTÁRIO DE REFLEXÃO. MILITANTE NA DEFESA DO PATRIMÓNIO DO VALE DO TUA.UM RETRATO ACTUAL DE UM PORTUGAL DOS DISCUTÍVEIS INVESTIMENTOS PÚBLICOS, MERGULHADO NUMA GRAVE CRISE ECONÓMICA.“PARE, ESCUTE, OLHE” É UM ALERTA, UMA DENÚNCIA, UMA VISÃO A LONGO PRAZO DE PORTUGAL.

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Wed, 31 Mar 2010 03:33:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6344/pare-escute-e-olhe
EINSTEIN E O CINEMA 3 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6115/einstein-e-o-cinema-3

Na comédia romântica "I.Q" ("O Génio de Amor", em português europeu, no Brasil "A Teoria do Amor") de 1999 o norte-americano Shepisi, Albert Einstein (representado pelo actor Walter Mathau) faz de génio casamenteiro, que tenta com que sua sobrinha Catherine Boyd (Meg Ryan) , uma talentosa matemática, se apaixone pelo simpático mecânico Ed Walters (Tim Robbins). Em cima um pouquinho, via YouTube, da versão brasileira....

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Tue, 09 Mar 2010 17:43:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6115/einstein-e-o-cinema-3
EINSTEIN E O CINEMA 2 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6114/einstein-e-o-cinema-2

No filme australiano de 1988, "Young Einstein", de Yahoo Serious, com um enredo absolutamente delirante (por exemplo, Einstein namora com Madame Curie), respigo o bocadinho em que o jovem consegue a cisão de um "átomo de cerveja" graças à famosa fórmula... O próprio realizador, que também escreveu o argumento, faz de principal actor.

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Tue, 09 Mar 2010 17:15:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6114/einstein-e-o-cinema-2
EINSTEIN E O CINEMA 1 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6113/einstein-e-o-cinema-1

Vários filmes têm tomado a figura de Einstein como personagem ou, pelo menos, como inspiração para personagem.Ainda em vida de Einstein, no tempo da guerra fria, um dos filmes com um personagem parecido com Einstein é "O Dia em que a Terra parou", filme de 1951 de Robert Wise: trata-se do professor Jacob Barnhardt, físico a trabalhar em Washington D.C., com quem um extraterrestre se encontra para expressar a sua viva preocupação com a corrida aos armamentos nucleares e a ameaça que ela representava para os extraterrestres. Quem faz de professor é o actor Bill Gray, já falecido (ver imagem).No remake recente desse filme, filme de 2008 de Scott Derrickson, quem faz de professor é John Cleese, dos Monty Python (o vídeo está no mercado). Agora já não se trata da corrida aos armamentos, mas o extraterrestre pretende salvar a humanidade de si própria, atendendo às ameaças ambientais que pairam sobre o planeta.

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Tue, 09 Mar 2010 16:48:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6113/einstein-e-o-cinema-1
Johnny Depp e Alice http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6021/johnny-depp-e-alice

EStá quase a estrear entre nós o filme de Tim Burton "Alice no País das Maravilhas", com Johnny Depp, baseado no famoso romance do matemático Lewis Carrol.

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Sat, 27 Feb 2010 13:32:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6021/johnny-depp-e-alice
MARILYN EXPLICA A TEORIA DA RELATIVIDADE A EINSTEIN http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6005/marilyn-explica-a-teoria-da-relatividade-a-einstein

Cena do filme "Insignicant" ("Uma Noite Inesquecível") de Nicholas Roeg.

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Fri, 26 Feb 2010 09:54:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6005/marilyn-explica-a-teoria-da-relatividade-a-einstein
UM HOMEM SÉRIO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5948/um-homem-serio

Depois de Woody Allen, os irmãos Coen: mais um filme sobre a vida de um físico. Já estreou entre nós "Um homem sério".

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Sun, 21 Feb 2010 12:37:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5948/um-homem-serio
Ciência na Sétima Arte http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5932/ciencia-na-setima-arte

Informação recebida da Universidade do Porto:Especialistas analisam a Ciência na Sétima Arteem “laboratório” de cinema promovido pela U.Porto A partir das 18 horas de 19 de Fevereiro, críticos e estudiosos do cinema vão juntar-se a vários cientistas para explorar e debater as representações da ciência na Sétima Arte. O pretexto surge na forma de “Screenlabs”, título do ciclo de cinema que a Universidade do Porto leva ao auditório do Passos Manuel (Rua Passos Manuel, 137) no âmbito do ciclo Nomadic.0910 – Encontros entre Arte e Ciência. Dos erros científicos que povoam alguns filmes à forma como se constroem as personagens de ficção científica, serão vários os temas a ser abordados nas 5 sessões comentadas que integram o evento. Na primeira sessão - exclusiva para convidados - o comentário ao filme "Gattaca" estará a cargo de David A. Kirby, professor da Universidade de Manchester e conselheiro científico de cinema. Ao seu lado estarão Maria Strecht e Heitor Alvelos, professores da U.Porto e comissários do ciclo Nomadic.0910.Até 18 de Março, o ciclo prossegue com mais quatro sessões semanais, abertas ao público. Os filmes "I am Legend" e "Frankenstein" juntam-se a uma selecção de obras da Casa da Animação e do festival U.Frame como fonte de inspiração para um debate liderado por nomes como Eduardo Cintra Torres e António Roma Torres. A antestreia de “Screenlabs” é, contudo, apenas uma das intervenções Arte/Ciência que a U.Porto leva a toda a cidade até final da semana. Já hoje, dia 18 de Fevereiro, pelas 19 horas, as "Perturbações" vão tomar conta do Museu Nacional Soares dos Reis. Trata-se de uma instalação artística patrocinada pelo IBMC.INEB, tendo como mote a reflexão sobre o uso e abuso de psicofármacos. Um tema que, uma hora antes da inauguração, será debatido numa mesa redonda dinamizada por docentes da U.Porto ligados às Artes e Ciências. Alexandre Quintanilha (IBMC.INEB; ICBAS), João Marques Teixeira (FPCEUP), Lúcia Matos (FBAUP) e Teresa Summavielle (IBMC.INEB) são os convidados. Para esta sexta-feira, às 15h30, assinala-se ainda a entrada em acção de "Artistas do Jogo", uma exposição fotográfica onde se propõe uma abordagem ao corpo desportivo, procurando mostrá-lo na dupla condição de objecto estético e objecto da ciência. A mostra ficará patente ao público até 26 de Março na Faculdade de Desporto da U.Porto (Rua Dr. Plácido Costa, 91). Iniciado em Setembro de 2009, o ciclo Nomadic.0910 tem procurado envolver a população num diálogo desinibido com a Ciência e a Arte a partir de actividades organizadas pelas unidades orgânicas da U.Porto. O programa de acções (em permanente actualização) está disponível em http://nomadic.up.pt.

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Fri, 19 Feb 2010 17:47:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5932/ciencia-na-setima-arte
A SINFONIA INACABADA DE EINSTEIN 3 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5855/a-sinfonia-inacabada-de-einstein-3

Einstein: Acredita? Em Deus?Enfermeira: Sim, acredito… E o senhor, acredita?Einstein: Se eu acredito que há alguém que planeia a vida de Albert Einstein? Não, embora pense por vezes que Ele me tem ajudado a percorrer o jardim.Enfermeira: Mas Ele não fez o jardim?Einstein: Penso que Ele é o jardim.Enfermeira: E é também o jardineiro?Einstein: Sim. E toda a minha vida tenho tentado surpreendê-lo a fazer a sua obra.Einstein acreditava que as regras utilizadas para criar o Universo seriam não só belas e precisas como também pensava que elas iriam permitir sempre aos cientistas fazer previsões exactas. Assim, se conhecessem a posição e velocidade dos planetas num determinado momento do tempo, podiam utilizar-se as leis da física para prever os seus movimentos exactos ate à eternidade. E Einstein acreditava que o que se aplicava aos planetas se aplicaria a todos os objectos, fosse o que fosse, tudo poderia ser previsto com exactidão. Mas a sua visão do Universo estava prestes a ser desafiada por algo que a magia do seu próprio trabalho, algo muito muito pequeno.Em 1921, enquanto vivia em Berlim, Einstein foi nomeado para o prémio Nobel. Não pelas suas teorias da relatividade, mas por outra descoberta também formulada no seu ano milagroso de 1905. Tratava-se da natureza da luz. Anteriormente pensava-se que a luz era constituída por ondas contínuas, mas Einstein via as coisas de modo muito diferente. Afirmava que a luz também podia ser pensada como uma série de partículas minúsculas e individualizadas.Einstein abalou a comunidade científica ao introduzir um conceito radicalmente novo chamado o quantum de luz. A luz não é suave e contínua, antes ocorre em pequenos pacotes ou partículas a que hoje chamamos fotões.A sua descoberta de que a luz não era apenas uma onda, mas também partículas individuais minúsculas veio revolucionar toda a Física. E iria gerar o demónio que perseguia Einstein. É que esta sua descoberta tornar-se-ia o fundamento de um novo ramo das ciências conhecido por Mecânica Quântica. A Mecânica Quântica descreve o comportamento das partículas fundamentais do nosso universo, as partículas subatómicas que constituem todos os átomos. À medida que desenvolviam a teoria, os cientistas começaram a reparar que nesta escala fundamental tudo se comportava de uma maneira muito diferente da do elegante universo de Einstein.Prof. Michael Green: Há vinte e cinco anos que os cientistas tentavam compreender os quebra-cabeças da teoria quântica quando aparece um jovem licenciado, da Alemanha, Heisenberg, e produz uma teoria completa baseadas em teorias tão radicalmente, diferentes daquilo que se pensava, que foi um autêntico choque. Werner Heisenberg postulava uma lei da Física totalmente nova. Afirmava que era impossível medir tanto a velocidade como a posição de uma partícula, porque estranhamente, o próprio acto de observar estes minúsculos objectos afectava radicalmente o seu comportamento. Mas a ser verdade isto teria implicações profundas, se não se conseguisse descobrir com precisão a velocidade e a posição de uma partícula, então seria impossível fazer previsões exactas sobre os seus movimentos. E Einstein acreditava que tudo deveria ser previsível.Enfermeira: As previsões falavam em tempo frio. Mas enganaram-se.Einstein: Talvez Deus tenha mudado de opinião.Enfermeira: Talvez tenhas razão, talvez Ele deteste ser previsível.Einstein: Por vezes penso que Ele não gosta de ser observado. Colegas meus diriam que nós influenciamos o mundo de Deus meramente ao observá-lo.Enfermeira: Como é que isso pode ser?Einstein: Como é que pode ser? Como é que podemos observar uma coisa e ao mesmo tempo modificar a sua natureza apenas por observá-la? Por vezes penso que não precisamos que Deus nos faça parecer tontos, que conseguimos muito bem fazer isso sozinhos.Enfermeira: Talvez Deus não queira que saibamos tudo.Einstein: “Raffinierst ist der Herrgott, aber boshaft ist er nicht”.Enfermeira: Desculpe?Einstein: Deus é subtil, mas não é malicioso. Não acredito que Ele ponha tudo fora do nosso alcance. Não penso que Deus esconda seja o que for de nós. Apenas nos pede que procuremos com um pouco mais de tenacidade.Se Heisenberg estivesse certo e fosse impossível medir com exactidão a velocidade e a posição de uma partícula ao mesmo tempo, isto significava que algumas coisas seriam sempre incertas. Para os teóricos quânticos o melhor que se podia esperar era uma ciência baseada em probabilidades. Mas para Einstein conquanto reconhecesse que alguns aspectos da Teoria Quântica tinham valor, não era assim que Deus construíra o seu universo.Prof. Walter Lewin: Penso que a maior objecção de Einstein à mecânica quântica era o facto de ela não se adequar ao seu mundo. Ele não aceitava o facto de se fizermos uma experiência duas vezes, exactamente da mesma maneira, numa das vezes podermos obter o resultado A e noutra o resultado B. Ele detestava a ideia de cedermos a um mundo de probabilidades. Se a mecânica quântica estivesse correcta então, teoricamente, isto significava que podiam ocorrer coisas verdadeiramente estranhas.Tudo acerca da Teoria Quântica revoltava Einstein. A Teoria Quântica chega a tornar possíveis acontecimentos bizarros. Por exemplo, ao atravessarmos a rua esperamos ir dar ao outro lado. Porém há uma probabilidade finita calculável de nos dissolvermos e aparecermos em Marte, e de nos dissolvermos e aparecer de novo na Terra. Claro que teríamos de esperar mais tempo do que a vida do Universo mas, em princípio, poderia acontecer.Mas as preocupações de Einstein iam para além destes estranhos conceitos. O que estava em jogo era uma questão científica muito mais crucial. O nascimento da mecânica quântica significava que havia dois conjuntos de regras a operar no universo que se excluíam mutuamente. O de Einstein regia sistemas solares e galáxias inteiras e em que tudo podia ser previsto, e o da mecânica quântica que se ocupava dos minúsculos elementos fundamentais de toda a matéria e em que tudo só poderia ser descrito em termos de probabilidades.Einstein foi uma espécie de avô da Teoria Quântica. Só que acabou por odiar o seu neto. E odiava o neto porque queria pensar no mundo essencialmente da mesma forma como Newton pensara. Um mundo claro e determinado em que sabíamos exactamente o que estava a acontecer em todo o lado e a qualquer altura.A mecânica quântica oferecia uma visão do mundo que não podia ser mais diferente do universo previsível de Einstein. E ele odiava a ideia.

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Fri, 12 Feb 2010 16:18:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/5855/a-sinfonia-inacabada-de-einstein-3