outras leituras - tagged with historia http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com Descoberta notável de colecção de peixes colectados no Séc. XVIII http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9338/descoberta-notavel-de-coleccao-de-peixes-colectados-no-sec-xviii

Durante os trabalhos de levantamento sistemático das colecções pertencentes à Universidade de Coimbra, com o objectivo de completar o inventário, deparámo-nos com um achado absolutamente extraordinário entre as colecções zoológicas.Guardados dentro de uma grande caixa de folha de flandres, encontravam-se 68 peixes de diferentes espécies conservados em seco, montados sobre cartão com a designação científica no sistema de Lineu, e alguns com dois nomes vulgares, um em português e o outro numa língua indígena do Brasil. Os cartões são contornados por um filete, nalguns casos preenchido a aguarela azul, com letra a preto numa caligrafia perfeita. O seu excelente modo de conservação através desta técnica descoberta no séc. XVIII, “em herbário”, em que apenas metade do exemplar era preservado prensado sobre uma folha de cartão e, depois de seco, envernizado e com esta qualidade, revelam inequivocamente a sua origem nas colecções do Real Museu da Ajuda com a caligrafia da Aula do Risco. No arquivo do Museu Bocage, existe o registo de uma importante remessa de espécimes do Real Museu para a Universidade de Coimbra datada de 1806, grande parte deles com origem na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira. Este registo, “Relação dos Produtos naturais e industriais que deste Real Museu se remeteram para a Universidade de Coimbra em 1806”, largamente estudado na secção de materiais etnográficos e antropológicos, refere o envio de 60 exemplares de peixes das colecções do Real Museu. Ao compararmos as designações científicas de Lineu nos exemplares, com o documento da remessa, verificamos que cerca de metade dos géneros indicados correspondem aos da colecção encontrada. Trata-se então de uma parte das recolhas que o grande naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira realizou para a coroa portuguesa na bacia do Amazonas, durante uma década, entre 1783 e 1792. Uma das mais notáveis e prolongadas expedições de naturalistas, realizadas durante o Séc. XVIII, procurando o conhecimento científico e sistemático da natureza exótica que então se descobria. As colecções enviadas para Portugal pelo naturalista, foram alvo de muitas vicissitudes, encontram-se dispersas por várias instituições incluindo uma parte levada para Paris durante as invasões francesas. Em particular, das colecções enviadas para Coimbra apenas está bem estudada a excelente colecção etnográfica dos índios da Amazónia. Neste momento, o Museu da Ciência tem em curso um projecto de investigação de história da ciência da Universidade de Coimbra, em que se procede ao estudo destas colecções fundadoras dos primeiros gabinetes universitários portugueses. A descoberta destes exemplares é absolutamente notável por se tratar de uma colecção raríssima, havendo poucos exemplares do Séc. XVIII de peixes do Brasil, montados deste modo, em todo o mundo – conhece-se um conjunto de 18 espécimes, com estas características, na Academia das Ciências de Lisboa -, além de abrir uma nova perspectiva quanto ao estudo e conhecimento das recolhas deste naturalista. É uma importante descoberta para a história natural em Portugal, para a história da ciência e para o estudo da biodiversidade, realizada mesmo no final do Ano Internacional para a Biodiversidade.

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Thu, 27 Jan 2011 13:34:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9338/descoberta-notavel-de-coleccao-de-peixes-colectados-no-sec-xviii
A apreensão de Dwight Eisenhower http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9336/a-apreensao-de-dwight-eisenhower

“Filmem e fotografem o máximo possível, pois pode ser que um dia digam que nada disso aconteceu.” Dwight EisenhowerOs campos de concentração de Auschwitz foram fechados há sessenta e seis anos. Foi no dia 27 de Janeiro de 1945. A cada ano que passa a memória desse dia e de muitos outros de que não nos devíamos jamais esquecer, torna-se mais ténue.A apreensão de Dwight Eisenhower, general do exército americano, comandante das Forças Aliadas na Segunda Grande Guerra, ganha sentido.Nem outra coisa seria de esperar, pois quem deve manter a memória histórica, a memória da humanidade viva, de modo que todos a partilhem, falha redondamente a tarefa. Refiro-me à escola, em primeiro lugar.Mas não se aponte o dedo apenas à escola, que é a instituição a quem sociedade há muito delegou a tarefa de ensinar. Paradoxalmente, é essa mesma sociedade que nega à escola o dever de ensinar... o drama é que a escola consente...NOTA: Sobre o assunto, leiam-se os textos que Palmira Silva aqui e aqui disponibilizou.

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Thu, 27 Jan 2011 05:43:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9336/a-apreensao-de-dwight-eisenhower
O MESSIAS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9237/o-messias

Informação recebida da Bizâncio sobre uma história de um judeu famoso do século XVI que passou por Portugal:Título: O Messias, 3.ª ediçãoAutor: Marek HalterColecção: Ilhas Encantadas, 1Romance Histórico______________________________________________________________«A passagem de Reubeni por Portugal (…) provocou ao que parece conversões ao judaísmo, como a de Diogo Pires que tomaria o nome de Salomão Molco.»Maria José Pimenta Ferro TavaresDavid Reubeni diz-se general de um exército vindo do deserto, enviado por seu irmão José, o soberano do misterioso reino de Chabor. O seu projecto é arrojado: reunir na Europa um exército judeu que deverá tomar aos turcos a terra de Israel e constituir aí um reino judeu, devolvendo ao ocidente cristão o controlo dos lugares santos de Jerusalém. De olhar sombrio e aparente indiferença perante os clamores que suscita, este homem leva o seu projecto a Veneza; a Roma, à corte do papa Clemente VII; ao rei de Portugal D. João III; a Francisco I de França e até ao imperador Carlos V. Para os milhões de judeus europeus, perseguidos ou dificilmente tolerados, expulsos de Espanha, convertidos à força em Portugal, David Reubeni torna-se o Messias e por todo o lado a exaltação mística alimenta a lenda. Levará a bom termo o seu arrojado projecto? Escapará às apertadas malhas da Inquisição?

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Tue, 18 Jan 2011 10:31:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9237/o-messias
PÁTRIA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9220/patria

Um dos nossos leitores enviou-nos este texto de Guerra Junqueira, in "Pátria", 1896, que não estará inteiramente desactualizado:"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."Guerra Junqueiro, 1896

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Mon, 17 Jan 2011 02:17:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9220/patria
Crónicas do Condestável de Portugal http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9179/cronicas-do-condestavel-de-portugal

D. NUNO ÁLVARES PEREIRA Crónicas do Condestável de Portugal de Academia Portuguesa da História Edição Fac-similada do texto preparado em 1972 por António Machado de Faria É uma das novidades que a editora QuidNovi apresenta este mês (disponível a partir do dia 20), novamente a aposta na História de Portugal e, sobretudo, numa publicação esgotada há já demasiado tempo.Fica, aqui, um pequeno excerto do prefácio assinado pela Prof.ª Manuela Mendonça, Presidente da Academia Portuguesa da História:No ano de 1972 a Academia Portuguesa da História publicava, em edição preparada pelo Académico de Número, António Machado de Faria, a Crónica do Condestável de Portugal D. Nuno Álvares Pereira. Tratava-se da sexta publicação de um texto que se vira impresso, pela primeira vez, em 1526. Seguira-se nova impressão em 1554, depois em 1623 e em 1644. No século XX, em 1911, apareceria uma única publicação do texto quatrocentista, se exceptuarmos a de 1937 que António Machado de Faria não considerou “visto ela não ser integral, mas adaptação de texto antigo feita pelo Dr. Jaime Cortesão, com intuitos de a expandir, talvez entre a juventude”.De há muito esgotadas todas as edições, o seu difícil acesso quase fez cair no esquecimento o texto que, na primeira metade do século XV, autor para nós anónimo dedicou à vida e feitos de Nuno Álvares Pereira.A consagração do guerreiro português, que a Igreja Católica reconheceu como santo, canonizando-o em 26 de Abril de 2009, fez voltar à memória, para uns de modo negativo, para outros positivo, o labor de um herói que ficou para sempre associado à crise da independência portuguesa, entre 1383 e 1385, e à vitória da dinastia de Avis, iniciada por D. João I. Essa circunstância levou a Academia Portuguesa da História, em colaboração com a editora QuidNovi, a decidir oferecer ao grande público, em edição fac-similada, o texto preparado em 1972 por António Machado de Faria.É, pois, nosso objectivo divulgar a obra que registou, pouco depois da sua morte, a vida de Nuno Álvares Pereira, escrita por alguém que de muito perto o conheceu e, porventura admirador e devoto do seu personagem, lhe enalteceu feitos e virtudes. Para que só esse aspecto se conheça da vida deste nobre? Não! Para que possamos perceber como o Homem se assumiu em integridade na sociedade em que estava inserido, fruto e agente de uma mentalidade, na sua relação social económica e política com os outros e com o poder. Porque é preciso não esquecer que Nuno Álvares Pereira foi, antes de tudo, um homem do seu tempo. E é à luz desse tempo que o devemos conhecer.

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Thu, 13 Jan 2011 05:18:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9179/cronicas-do-condestavel-de-portugal
Sobre as contas do Reino http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9049/sobre-as-contas-do-reino

Um dos nossos habituais leitores fez-nos chegar este extracto do Discurso de Afonso Costa na Câmara dos Deputados em 20 de Novembro de 1906:"(...) Quando o Sr. Ministro da Fazenda mandou para a mesa o seu projecto de contabilidade pública, e depois o quis fortalecer com a afirmação de que, sem a votação dele, não poderia pôr-se cobro nem aos esbanjamentos, nem aos desperdícios, nem à ruína de que enfermava a administração anterior, o que supus e todos supusemos, antes da leitura da proposta e principalmente do projecto da comissão, foi que se encontrava nele a defesa completa e sistemática contra todo e qualquer pedido que pudesse representar qualquer espécie de tentativa sequer de defraudar o País. Mas, depois que vi e examinei essa proposta, reconheci com pasmo que ela de nada serviria a bem da Nação, nem contra os tais famosos costumes de administração. As consequências desses costumes, que o Sr. Ministro não quis denunciar-nos como devia, são no entanto bem frisantes e dolorosas, e definem-se em duas palavras: uma dívida pública de perto de 800.000.000$000 réis; uma dívida flutuante que vai até 72.000.000$000 réis; impostos que têm sempre aumentado, até quase quintuplicarem, de 1852 para cá; e, por outro lado, o País sem instrução, nem exército, nem defesa das costas, e fronteiras, nem marinha, nem, auxílio aos operários, nem nada do que se pede e precisa, porque nem sequer temos estradas, já que as existentes, que nos custaram dezenas de milhares de contos de réis, destruiu-as a triste iniciativa e casmurrice do Sr. João Franco num dos seus Ministérios anteriores, não consentindo nas reparações necessárias, e inutilizando assim um importante capital nacional que, pelo contrário, era mister valorizar e aumentar. Nós não temos absolutamente nada. Os costumes de administração foi o que deram: o País à beira da ruína; o desgraçado consumidor a braços com o imposto de consumo, que o leva à tuberculose e à miséria; o contribuinte cada dia mais incapacitado de panar as contribuições sempre crescentes; o proprietário disposto a abandonar as suas terras; o viticultor impossibilitado cie colocar os seis vinhos. Sr. Presidente: é a situação mais ruinosa e mais miseranda que se pode encontrar percorrendo a história, ainda mesmo dos povos que mais têm descido na sua economia e nas suas finanças. Pois, a par disto, e que encontramos efectivamente neste projecto não é uma tentativa séria de evitar a repetição desses tremendos abusos, mas sim, somente, uma nova poeirada sobre a ingenuidade do público, ao lado do propósito, explicitamente confessado pelo chefe do Governo, de dar uma espécie - como direi, Sr. Presidente -, uma espécie de refresco ao crédito da monarquia e ao crédito dos seus serviçais, exibido pelo Sr. Ministro da Fazenda em nome da suposta moralidade do Governo. V. Ex.ª vai ver. O que o projecto encerra pode dividir-se em duas partes distintas: 1.ª Fogo-de-vistas; 2.ª O fim confessado e declarado de tentar reabilitar a monarquia, continuando aliás com os mesmos processos de administração."Afonso Costain Portal da história,http://www.arqnet.pt/portal/discursos/novembro04.html

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Fri, 31 Dec 2010 04:32:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9049/sobre-as-contas-do-reino
Recensão de "O Relógio da República" http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8764/recensao-de-quoto-relogio-da-republicaquot

Minha apreciação em vídeo, gravado no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, em Coimbra, do livro "O Relógio da República" de Fernando C orreia de Oliveira, saído na Âncora Editora: aqui.

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Wed, 01 Dec 2010 15:51:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8764/recensao-de-quoto-relogio-da-republicaquot
CARTA DE D. CATARINA DE BRAGANÇA AO SEU MARIDO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8740/carta-de-d-catarina-de-braganca-ao-seu-marido

Na exposição sobre os portugueses na Royal Society (fundada em 1660 e com carta régia desde 1662), que está patente na Biblioteca Joanina em Coimbra é exibido o original de uma carta da rainha Catarina de Bragança ao seu esposo, Carlos II de Inglaterra, datado de 1661, quando a rainha, casada à distância, ainda não tinha ido para Inglaterra.Curiosamente, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, incorpora parte do texto dessa carta na sua biografia romanceada "Catarina de Bragança. A coragem de uma infanta portuguesa que se tornou rainha de Inglaterra", Esfera dos Livros, 1ª edição, 2008. Lê-se na p. 257:"Meu caro marido e senhor meu,Se o contentamento de me ver com carta de Vossa Magestade pudesse ser satisfação igual da pena que me havia custado a falta dela, não seria necessário dizer-lhe a estimação que dela fiz,bem a alegria com que festejei a chegada de quem ma trouxe.(...) Mas quererá Deus trazer a armada breve e levar-me à vossa presença, pois só ver-vos apaziguará as minhas saudades. Entretanto, rogo que Ele vos dê prosperidade, como aquela de que depende toda a minha felicidade.De Vossa MagestadeSua mulher que mais o ama e sua mãos beijaCatarina R."A carta foi escrita pela mão da rainha em português porque ela não sabia inglês assim como o marido não sabia português. A armada inglesa veio buscá-la a Lisboa (uma magnífica gravura mostra, na exposição, a exuberância do cortejo), mas o marido não foi recebê-la a Portsmouth, mandando antes o irmão. O casamento, como é sabido, correu mal...

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Mon, 29 Nov 2010 10:41:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8740/carta-de-d-catarina-de-braganca-ao-seu-marido
Sócios Portugueses da Royal Society http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8695/socios-portugueses-da-royal-society

Abriu hoje a exposição "Sócios Portugueses da Royal Society" na Biblioteca Joanina em Coimbra. O sítio da exposição é este.

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Thu, 25 Nov 2010 08:34:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8695/socios-portugueses-da-royal-society
LISBOA ANTES DO TERRAMOTO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8694/lisboa-antes-do-terramoto

City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon from Lisbon Pre 1755 Earthquake on Vimeo.

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Thu, 25 Nov 2010 07:30:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8694/lisboa-antes-do-terramoto
A ARTE DE DAR PEIDOS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8686/a-arte-de-dar-peidos

Informação recebida da editora Orfeu Negro:Incrédulo, o leitor interrogar-se-á: mas então, dar peidos também é uma arte? Se a pergunta o atormentar, irá encontrar a resposta neste pequeno ensaio teórico-físico do séc. XVIII. Clássico da literatura cómica, escatológica e pseudocientífica, A Arte de Dar Peidos confirma-nos que o peido é uma necessidade da natureza, uma condição de boa saúde, que pode e deve ser assumida como uma fonte de prazer. E até de arte, pois dar peidos não custa, custa é saber dá-los.1.º TÍTULO DA COLECÇÃO CASIMIRO | Livro Ilustrado para AdultosJosé María Lema é ilustrador, embora não tenha a certeza de ser “ caricaturista”, “pintor” ou mesmo «artista». Sabe que cada dia é uma folha em branco que deve ser iluminada. Foi seleccionado em 2008, 2009 e 2010 para a Exposição Internacional de Ilustradores da Feira do Livro Infantil de Bolonha, tendo exposto o seu trabalho em diversos museus na Coreia e no Japão. Integra o colectivo internacional de ilustradores Blue Book Group. Nesta Arte de Dar Peidos, José María Lema dá luz ao ensaio teórico-físico e metódico de Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut, falso cientista mas verdadeiro filósofo do séc. XVIII.Título A Arte de Dar PeidosTexto Pierre-Thomas-Nicolas HurtautIlustrações José María LemaTradução Jorge Lima AlvesAno de edição 2010N.º pp. 108Formato 15 x 15 cmPreço € 12,00À venda nas livrarias a partir de 25 de Novembro

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Wed, 24 Nov 2010 09:45:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8686/a-arte-de-dar-peidos
Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal (1699 - 1782) http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8507/sebastiao-jose-de-carvalho-e-melo-marques-de-pombal-1699-1782

"Sebastian Joseph de Carvalho, e Mello Councellor to his Majesty the King of Portugal, his Envoy Extraordinary to his Britanick Majesty; A Member of the Royal Academy of Portugal; well versed in Natural knowledge, and all Polite Litterature, is desirous to be admitted a Fellow of this Learned Society, and we under Written, do recommended him as a person well qualified and one who may prove a worthy Correspondent to the Society to promote the usefull Subjects of our InstitutionHans Sloane; Cadogan; Wm Stukeley; J de Castro Sarmento"Entre os não cientistas, o sócio português mais famoso da Royal Society foi o Marquês de Pombal. Em cima ficha de admissão como sócio, onde se vê que o primeiro signatário foi Hans Sloane, o médico, naturalista e coleccionador cujas colecções deram origem ao British Museum (informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, clicar na imagem para ver melhor).

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Fri, 12 Nov 2010 02:53:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8507/sebastiao-jose-de-carvalho-e-melo-marques-de-pombal-1699-1782
APRESENTAÇÃO DA PESTE BUBÓNICA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8473/apresentacao-da-peste-bubonica

Informação recebida da Biblioteca Pública Municipal do Porto (clicar para ver melhor)

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Tue, 09 Nov 2010 02:37:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8473/apresentacao-da-peste-bubonica
"e ali lhes deitaram a sua água de baptismo..." http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8316/quote-ali-lhes-deitaram-a-sua-agua-de-baptismoquot

Excerto do livro "Grácia Nasi. A judia portuguesa do século XVI que desafiou o seu próprio destino", de Esther Mucznik (Esfera dos Livros) sobre o baptismo obrigatório de judeus no tempo do rei D. Manuel I:"Numa sexta-feira, a 19 de Março de 1497, muito antes de findar o prazo para a saída, estipulado para Outubro, foi dada ordem de baptismo compulsivo de todas as crianças de 4 a 14 anos no domingo seguinte, dia de Páscoa judaica. Seguindo a táctica de atingir os pais através dos filhos, estes seriam retirados aos seus progenitores para serem educados na fé cristã.As crianças foram assim arrancadas aos pais em verdadeira cenários de horror: "Os pais, levados ao desespero, vagavam como dementes, as mães resistiam como leoas. Muitos preferiam matar os seus filhos com as suas próprias mãos; sufocavam-nos no último abraço ou atiravam-nos em poços ou rios, suicidando-se em seguida." Condoídos, muitos cristãos escondiam crianças judias para poupar os pais a tal sofrimento. "Os próprios cristãos", escreve um autor anónimo, "movendo-se a piedade, e em face dos bramidos e choros que os tristes pais e amorosas mães faziam por aqueles pedaços das suas entranhas que, à força, viam arrancar deles sem esperança de mais poder lograr, escondiam e salvavam crianças." Fernando Coutinho, líder do partido clerical que no Conselho Real se opusera à expulsão, e mais tarde bispo de Silves escreverá uns anos mais tarde: "Vi com os meus próprios olhos como muitos foram arrastados pelos cabelos até à pia baptismal, como um pai, com a cabeça encoberta, sob dores e lamentações, acompanhou o seu filho e, de joelhos, clamou ao Todo-Poderoso que fosse testemunha de pai e filho, unidos como professos da lei mosaica, desejarem morrer como mártires do judaísmo. Vi actos ainda mais pavorosos, verdadeiramente incríveis, que lhes foram infligidos." "

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Mon, 25 Oct 2010 03:18:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8316/quote-ali-lhes-deitaram-a-sua-agua-de-baptismoquot
AINDA A MOSTRA SOBRE GRACIA NASI E OUTROS JUDEUS PORTUGUESES http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8285/ainda-a-mostra-sobre-gracia-nasi-e-outros-judeus-portugueses

Informação recebida da Biblioteca Geral relativa à mostra sobre Grácia Nasi (1510-1569) e outros judeus portugueses:11. SERMÕES que pregarão os doctos ingenios do K.[all] K.[ados] de Talmud Torah, desta cidade de Amsterdam, no alegre estreamento, e publica celebridade da esnoga que se consagrou a Deos, para caza de oração, cuja entrada se festejou em Sabath Nahamù anno 5435. Em Amsterdam : Em caza & a custa de David de Castro Tartaz, 5435 [i.e. 1675] V.T.-19-6-20Compilação de sermões que foram pregados sobre Kall Kados de Talmud Torah quando foi inaugurada a Sinagoga de Amesterdão. Selomoh de Oliveira, filho de David de Israel de Oliveira, foi professor e orador em muitas instituições de beneficência em Amesterdão e mais tarde Haham (rabino) da comunidade israelita portuguesa. Morreu a 23 de Maio de 1708. O sermão, lido aquando da inauguração da Sinagoga da comunidade portuguesa de Amesterdão, é da sua autoria. Foi impresso por David Castro Tartaz, impressor notável que fundou uma tipografia em Amesterdão que funcionou entre 1660 a 1695. Publicou textos rabínicos, incluindo livros de orações em hebreu, castelhano e português.12. CEREMONIES et coutumes religieuses de tous les peuples du monde. Representées par des figures dessinées de la main de Bernard Picard, avec une explication historique, & quelques dissertations curieuses ... A Amsterdam : chez J. F. Bernard, 1723-[1737]. 1-8-24-542/54312-A. BÍBLIA. A.T. Pentateuco. Humas de Parasioth y Aftharoth. Traduzido palabra por palabra de la verdad hebraica en español. Amsterdam : impresso nuevamente em caza de Imanuel Benveniste, 5403 [i. e. 1643] V.T.-20-8-21Menasseh ben Israel nasceu em Lisboa em 1604, vai para Amesterdão com o pai, Joseph ben Israel, ainda muito jovem, morre em Amesterdão em 1657. Em Amesterdão, funda a primeira tipografia hebraica da qual sairão muitas obras impressas em hebraico e espanhol. Menasseh bem Israel foi um notável impressor editor que viveu em Amesterdão onde fundou uma tipografia que funcionou entre 1640 e 1660. Nesta oficina trabalharam impressores de renome como Judah Gumpel e Samuel Levi. Dos seus prelos saíram vários livros de orações e uma valiosa edição do Talmude em hebraico. As suas obras teológicas, apologéticas e históricas escritas em castelhano e português, latim e hebraico foram muito apreciadas e estimadas A importância que estas obras alcançaram ficou a dever-se á influência deste impressor. A obra Humas de Parasioth y Aftharoth, tradução do Pentateuco, é considerada a primeira a ser impressa em castelhano por Menasseh bem Israel.12-B. LEMOS, Maximiano, 1860-1923 Zacuto Lusitano : a sua vida e a sua obra. Porto : Eduardo Tavares Martins, editor, 1909. 9-(4)-13-2-2813. NETO, David, 1654-1728 Noticias reconditas y posthumas del procedimiento delas inquisiciones de España y Portugal con sus presos ... por un anonimo. Villa Franca [i.e. Londres] : [s.n.], 1722. V.T.-15-9-3414. BARRIOS, Miguel de, 1635-1701 Coro de las musas. En Brusselas : de la imprenta de Baltazar Vivien, 1672. 4-1-2-3Miguel Barrios ou Daniel Levi de Barrios nasceu em Espanha cerca de 1625. Em 1659 parte para Itália (Livorno) e assume publicamente o judaísmo. Entre 1662 e 1674 vive em Bruxelas até que se fixa em Amesterdão. Morreu em 1701 e foi sepultado no cemitério dos judeus portugueses em Amesterdão. Poeta, lírico e dramaturgo escreveu Coro de las Musas que dedica a D. Francisco Manuel de Melo. As cidades de Amesterdão, Veneza e Ferrara são elogiadas na sua poesia.14-A.TASSO, Torquato, 1544-1595 Rime, et prose ... : parte prima di nouo reviste, & corrette, con aggiunta di quanto manca nell'altre editioni. In Ferrara : Ad instanza di Giulio Vassallini, 1583. RB-6-1015. GUARINI, Battista, 1538-1612 El pastor fido. Traducido de italiano en metro español, y illustrado com reflexiones [por Isabel Correa]. Amberez : por Henrico y Cornelio Verdussen, 1694. 4-2-3-24Isabel Correa ou (Rebecca) viveu em Bruxelas, Antuérpia e Amesterdão amiga de Miguel de Barrios a quem elogia a obra Coro de las musas num soneto. D. Manuel de Belmonte ou Ishac Nuñez Belmonte era filho de Jacob Israel Belmonte, natural da Ilha da Madeira, que foi o fundador da primeira Comunidade Israelita portuguesa em Amesterdão. Manuel Belmonte fundou em 1676 a Academia poética de Silibundos e em 1685 a Academia dos Floridos em Amesterdão de que D. Isabel Correa era membro, motivo pelo qual lhe dedica a obra.16. CEBÀ, Ansaldo, 1565-1623 La Reina Esther d'Ansaldo Cebà. In Genova : appresso Giuseppe Pavoni, 1615. 1-3-14-404Ansaldo Cebà monge genovês, cuja obra mais conhecida é o poema épico La Reina Ester que esteve na base de uma vasta correspondência trocada ao longo de quatro anos entre o monge genovês e a poetisa Sara Coppio Sullam, cujo assunto era a controvérsia religiosa. A intenção do autor é a conversão de Sara à religião cristã, propondo uma rainha Esther cristã. O monge viu em Sara uma oportunidade de a converter ao Cristianismo, sugerindo-lhe a leitura de textos sagrados, nunca o conseguiu, uma vez que a poetisa tinha ideias muito claras sobre a sua religião. A poetisa de origem judia nasceu em Veneza em finais do século XVI, viu em Esther um modelo de mulher judia, verdadeira heroína e um exemplo a seguir, assim, o entusiasmo pelo poema heróico de Cebà reside na força que emana a sua protagonista com a qual provavelmente se identificava.17. DELGADO, João Pinto, 1580-1653 Poema dela reyna Ester : lamentationes del propheta Ieremias : hisória de Rut, y varias poesias. Roven : Dauid du Petit Val, 1627. R-18-14João Pinto Delgado ou Moseh Pinto Delgado Judeu português que nasceu em Portimão ou Tavira em 1580 e morreu em Amesterdão em 1563. Em 1600 parte com a família para Lisboa onde toma contacto com as obras dos poetas castelhanos Jorge Manrique, Garcilaso e Luis de Léon. Em 1624 parte para Ruão para se juntar aos seus pais – o pai era um importante membro da comunidade judaica portuguesa radicada em França - que entretanto tinham fugido às perseguições da Inquisição. É em Ruão que em 1627 publica a colecção de poemas que o viria a tornar famoso. A família de Delgado parte para Antuérpia e logo a seguir para Amesterdão onde perante a relativa tolerância religiosa holandesa, João Pinto Delgado passa a praticar o judaísmo de forma aberta e livre pela primeira vez adoptando o nome de Moseh ou Moisés Pinto Delgado. Entre 1636 e 1640 torna-se um dos sete governadores do seminário religioso Talmud Torá de Amesterdão. Na sua obra poética inspira-se frequentemente na bíblia hebraica, por histórias que relatam o poder de Deus para resgatar o povo de Israel em tempos de perseguições e sofrimento como o demonstram as narrativas de Ester que adoptava na sua poesia. Nas Lamentaciones del profeta Ieremias refere as tragédias da história de Israel. Poeta português, exilado da sua pátria cultivou longe do seu país a poesia e o idioma, é considerado um dos maiores expoentes da poesia cripto-judaica do século XVII.18. LEÃO, Hebreu, ca. 1465-1523. Leonis Hebraei ... De amore dialogi tres ... Venetiis : apud Franciscum Senensem, 1564. R-1-31Jehuda Leon Abravanel é também conhecido por Leão Hebreu ou Medigo. O seu pai Yshac Abravanel foi tesoureiro de D. Afonso V, rei de Portugal e, logo após a morte do rei foi obrigado a deixar o país e, privado dos seus bens e fortuna vai para Madrid onde fica alguns anos. Expulso de Espanha vai para Itália (Nápoles) ao serviço do rei D. Fernando. Leão de Hebreu, que morre em Veneza em 1535, viu-se constrangido ao exílio, a partir do qual deixa marca na cultura europeia. Escreveu em italiano uma obra filosófica Dialoghi di amore que foi traduzida duas vezes em francês, em hebreu e três vezes em espanhol.19. ENRÍQUEZ GÓMEZ, Antonio, 1600-1663 La torre de Babilonia : primera parte ... Por Antonio Henriquez Gomez ... En Ruan : por Laurens Maurry, 1649. V.T.-19-6-16Antonio Enríquez Gómez também conhecido como Enrique Enriquez de Paz, filho de Diego Enriquez Villanueva, nasceu em Segóvia em finais do século XVII. Estudou filosofia e em particular história da literatura. Este autor foi considerado poeta, lírico, épico e dramático. Aos 20 anos abraça a carreira militar e rapidamente foi promovido a capitão. Foi perseguido pela Inquisição, que o acusa de judaísmo e queima a sua efígie (retrato) em Sevilha em 1660. Refugia-se em França, Bordéus e Ruão, onde publica muitas das suas obras. Morre em 1662 na Holanda.21. LEÃO, Manuel de, fl. 1688 Triumpho lusitano aplauzos festivos sumptuosidades regias nos Augustos desposorios do inclito Dom Pedro segundo com ... Maria Sophia-Isabel de Babiera monarchas de Portugal : Rellataõse as grandezas, narraõse as entradas referemse as festividades que se celebraõ na insigne cidade e corte de Lisboa, desde 11 de Agosto athe 25 de Outubro de 1687... Em Brusselas : [s.n.], 1688. V.T.-9-6-7Manuel de Leão nasceu em Leiria e morreu em Amesterdão. A obra é dedicada a Jerónimo Nunes da Costa ou Moseh Curiel como era conhecido entre os judeus radicados em Amesterdão. Nasceu em Florença em 1620 e era o filho mais velho de Duarte Nunes da Costa, cristão-novo nascido em Lisboa de onde saiu para Itália em 1609, fugindo às perseguições da Inquisição. Jerónimo Nunes da Costa diplomata e agente de Portugal em Antuérpia considerado uma das figuras mais proeminentes da comunidade judaica portuguesa em Amesterdão nos finais do século XVII. Possuidor de uma enorme riqueza e líder da nação portuguesa, nome pelo qual eram conhecidos os homens de negócios, gozava de grande prestígio entre os judeus em Amesterdão devido às doações e contributos em favor da comunidade.22- ORTELIUS, Abraham, 1527-1598 Theatrum orbis terrarum. Opus nunc denuo ab ipso Auctore recognitum, multisquè locis castigatum, & quamplurimis novis tabulis atquè commentariis auctum. [Antuerpiae : Ex officina Plantiniana, 1595] J.F.-59-3-1Salónica é no século XVI a cidade do Mediterrâneo com maior número de judeus e um dos centros judaicos mais importantes do mundo tal como Ragusa (actual Dubrovnick) e Split. Na base da procura deste destino estava, citando Esther Mucznick, … o rumor, que corria de comunidade em comunidade de que no Império Otomano reinava a tolerância religiosa e que esta acolhia os judeus com agrado e benevolência (…) um outro mundo de esperança se abria a Turquia era simultaneamente o vestíbulo e o pórtico que conduziam à Terra Prometida.23- BARTOLOCCI, Giulio, 1613-1687 Bibliotheca magna Rabbinica de scriptores, & scriptis hebraicis, ordine alphabetico hebraicè, & latine digestis ... Romae : ex Typographia Sacrae Congregationis de Propaganda Fide, 1675-1693. S.P.-Ad-7-7/1024- ROTH, Cecil, 1899-1970 The House of Nasi : Doña Gracia. New York : Greenwood Press, [1969]. 6-23-20-13225- ROTH, Cecil, idem The House of Nasi : the Duke of Naxos. New York : Greenwood Press, [1948]. 6-23-20-12826- MUCZNIK, Esther Grácia Nasi : a judia portuguesa do século XVI que desafiou o seu próprio destino. Lisboa : Esfera dos Livros, 2010.

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Thu, 21 Oct 2010 18:30:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8285/ainda-a-mostra-sobre-gracia-nasi-e-outros-judeus-portugueses
Mostra sobre Gracia Nasi (1510-1569) e outros judeus portugueses http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8279/mostra-sobre-gracia-nasi-1510-1569-e-outros-judeus-portugueses

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra com a descrição de alguns livros expostos na mostra sobre a judia portuguesa Grácia Nasi e outros judeus portugueses:1.USQUE, Samuel, séc. 16, Consolacam as tribulacoens de Ysrael. [2ª ed.]. Empresso en Ferrara : en casa de Abraham aben Usque, 5313 da criaçam. 27 de Setembro [i.e. 1553], R-19-28Samuel Usque, judeu português que sofreu as vicissitudes e perseguições de que foram alvo os judeus portugueses no período renascentista, nasceu provavelmente em Lisboa, tendo aí permanecido até pouco antes da instalação da Inquisição. Viveu durante algum tempo em Ferrara e, mais tarde, na Palestina. Exilado em Ferrara publicou, em 1553, a obra Consolação às tribos de Israel que dedica a Dona Gracia Nasi que, à data da impressão do livro, se encontrava já em Constantinopla (actual Istambul), assumindo-se claramente judia. No terceiro dialogo Consolo humano nas tribulações de Israel , Samuel Usque refere-se à justa Gracia Nasi (…) Esta no principio da viagem, aos teus necessitados filhos a quem a pouca fazenda enfraquecia pêra sayr do foguo e acometer hum tam longuo caminho, muito esforço, lhe deve sua esperança. Esta aos que jaa sahiam, e em frandes [Flandres], e noutras partes chegavam vencidos da pobreza, desconsolados do mar, e em perigo de nã[o] passar adiante, cõ[m] dinheiro e muitos outros remédios e co[n]fortos a suas minguoas com maõ liberalíssima socorreo(…), numa alusão aos esforços que despendeu para ajudar os seus correligionários a fugirem às perseguições da Inquisição e a instalarem-se em Veneza, Ferrara e Istambul lugares de maior tolerância religiosa. Nesta fuga, a rede de ajuda que se estendia de Portugal à Turquia, dirigida por Dona Grácia e João Micas, teve um papel determinante no salvamento e resgate dos seus correligionários como o revelam as múltiplas dedicatórias referindo-se à sua acção de salvamento e apoio.Obra essencial para robustecer as crenças judaicas inspirada nos textos bíblicos, na literatura sagrada, conta a história do povo judaico, mártir e perseguido e ao mesmo tempo declara a esperança dos Judeus em atingir a Terra Santa, tem por objectivo consolar os irmãos do infortúnio e de os aproximar da fé, ao relatar-lhes as perseguições que tinham sofrido. A obra que foi reimpressa em Amesterdão, em 1599, apresenta um carácter vincadamente apologético do judaísmo e narra o sofrimento e as perseguições de que fora alvo o seu povo desde os tempos bíblicos até às opressões de que o próprio autor fora vítima.2 e 3.USQUE, Samuel, séc. 16, Consolaçam ás tribulaçoens de Israel. Coimbra : França Amado, 1906-1908. V.T-6-1-13 e RB-37-23. Edições mais recentes.4. PANTALEÃO, de Aveiro, fl. 15- Itinerario da Terra Sancta e suas particularidades. Em Lisboa : em casa de Simão Lopez, 1593, J.F.-37-2-20Frei Pantaleão de Aveiro no Itinerario da Terra Sancta (1593) no cap. LXXXII De Cana de Galilea, & do mar de Tiberiade, & outros lugares faz o seguinte relato (…) Tinha aquela judia Portuguesa grandissimas riquezas, … com as quais fugio de Portugal (…) Fugio esta molher de Portugal com outra sua irmãa também viúva, como ella & ambas forão ter a Veneza, onde estando algu[n]s annos, esta de que vou tratando, cujo sobrenome era Luna, se passou a Constantinopla com suas riquezas, com as quaes por feitores seus se meteo a tratar por todas aquellas partes, em especial polas marítimas, com fazer copia de nãos segundo me affirmou em hu[m]a certa parte um judeu natural de Lisboa, muito seu familiar … dos quaes foi bem favorecido & ajudado. (…) A judia, q[eu] deu consigo em Constantinopla, & estava de caminho para Tiberia, fez se tão poderosa, q[ue] os judeus não a nomeão por seu nome próprio, mas chamão-lhe a Señora.5. PANTALEÃO, de Aveiro, fl. 15- Itinerario da Terra Sancta e suas particularidades. 7ª ed. rev. Coimbra : Imp. da Universidade, 1927. 9-(4)-13-2-38. Edição mais recente.6. AMATO LUSITANO, pseud. Amati Lusitani ... Curationum medicinalium centuriae septem, varia multiplicique rerum cognitione referte, & in hac ultima editione recognitae & valde correcte … Burdigalae : ex typographia Gilberti Vernoy, 1620. 4 A-2-8-8Amato Lusitano, judeu português natural de Castelo Branco, nasceu em 1511 (para o ano assinalam-se os 500 anos) com o patronímico João Rodrigues de Castelo Branco. Estudou medicina em Salamanca e exerceu durante vários anos em Lisboa. Perseguido pela Inquisição vai para Antuérpia, partindo depois para Itália, vive em Veneza e Ferrara, em cuja Universidade assiste a aulas públicas de Anatomia. Mais tarde estabelece-se em Ancona, onde fica até 1555. De forma a evitar as perseguições do Papa Paulo IV parte para Pesaro, depois de passar algum tempo em Ragusa (actual Dubrovnick) vive em Salónica onde morre em 1568.Amato Lusitano notabilizou-se não só como médico mas também como escritor, a quinta Centúria da obra Curatorium medicinalium centuriae septem, é dedicada a Joseph Nasi, de quem foi amigo e médico. Nessa dedicatória diz que … tendo de publica ras suas quinta e sexta Centurias não teve de deliberar por muito tempo sobre a pessoa a quem as devia dedicar. Ocorrera-lhe imediatamente o nome de José Nasci, não só porque era douto, mas grande e admirável favorecedor dos doutos … Em humanidade ninguém o excedia e a ela acrescia insigne liberalidade que sempre costuma acompanhar outras virtudes … Por estas reazões lhe pede que aceite aquele livro e lhe deseja venturas e prosperidades, assim como à ilustríssima Gracia.7. LEMOS, Maximiano, 1860-1923 Amato Lusitano : a sua vida e a sua obra. Porto : Eduardo Tavares Martins, 1907. 9-(4)-13-2-298. APIAN, Petrus, 1495-1552 Cosmographia, sive Descriptio universi orbis, Petri Apiani & Gemmae Frisii, mathemathicorum insignium, iam demùm integrati suae restituta ... Antuerpiae : ex officinal Ioannis Withagij, 1584. R-40-6Na passagem por Antuérpia Diogo Pires deixa um poema a acompanhar a edição da Cosmographia, sive Descriptio universi orbis , Petri Apiani & Gemmae Frisii, ali publicada em 1584, dedicado a Gemma Frisius (1508-1555) médico e matemático holandês que estudou medicina em Lovaina e naquela universidade provavelmente terá sido contemporâneo de Diogo Pires.9. QUINTUS, Smyrnaeus, 03..-03.. Quinti Calabri derelictorum ab Homero libri quatuordecim. Jodoco Velareo [sic] interprete ; Coluti Thebani raptus Helenae eodem interprete. Editio prima. Antuerpiae : apud Joannem Steelsium, 1539. 1-3-1-34Diogo Pires (1517-1599) nasceu em Évora e como muitos outros judeus, fugiu de Portugal na primeira metade do séc. XVI. Em 1535 foi estudar primeiro na Universidade de Salamanca e depois em Lovaina. Cerca de 1540 encontra-se em Itália, permanecendo algum tempo em Ferrara. É em Ferrara que encontra Amato Lusitano, diversos membros da família Abravanel, D. Grácia Nasi e ainda Samuel e Abraão Usque. Em finais de 1556 vai para Ragusa (actual Dubrovnick), na altura uma pequena república independente que fazia a ponte entre a Europa e o Império Turco, passando a adoptar o nome hebraico Isaías Cohen, aí permanece quarenta anos vindo a falecer em 1599.Diogo Pires ou Didacus Pyrrhus Lusitanus, símbolo da diáspora lusitana, foi um humanista e excelente poeta da língua latina, grande parte da sua poesia canta a saudade de Portugal e a tristeza do exílio forçado. Durante a estadia em Itália relaciona-se com os principais nomes do Humanismo italiano a quem dedica versos. Dedicou as suas poesias aos amigos Amato Lusitano e André de Resende e ao poeta épico grego Quinto de Esmirna, numa elegia no final da obra, em seu louvor.10. CARDOSO, Isac, 1615-1680 Las excelencias de los hebreos. Por el doctor Yshac Cardoso. Impresso en Amsterdam : en casa de David de Castro Tartas, 1679. V.T.-17-7-17Isac Cardoso ou Fernando Cardoso nasceu em 1615 em Portugal. Estudou Filosofia e Medicina em Salamanca. Exerceu durante alguns anos em Valladolid e Madrid. Em Madrid converteu-se ao judaísmo adoptando o passou a chamar-se Fernando Cardoso. Em 1645 deixa Espanha e vai para Veneza, aí relaciona-se com Samuel Aboad, rabino na sinagoga de Veneza, assume publicamente o judaísmo adoptando o nome judaico de Isac. Morre em 1680 em Verona.

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Thu, 21 Oct 2010 14:12:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8279/mostra-sobre-gracia-nasi-1510-1569-e-outros-judeus-portugueses
NASI - UMA JUDIA PORTUGUESA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8277/nasi-uma-judia-portuguesa

Texto recebido da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativo a uma mostra sobre Gracia Nasi a inaugurar em breve na Sala do Catalogo.Grácia Nasi nasce em Lisboa em 1510, baptizada com o nome cristão de Beatriz de Luna, no seio de uma família de cristãos-novos originários de Castela, vinda para Portugal após a expulsão dos judeus de Espanha, em 1492. Entre os convertidos encontrava-se a família de Grácia assim como a do seu futuro marido Francisco Mendes, aliás Semah Benveniste, natural de Sória em Castela.À data do casamento, em 1528, Francisco e o irmão Diogo, já haviam construído um império que detinha a primazia do comércio das especiarias em toda a Europa, cuja casa bancária tinha sucursais na França e Flandres. Do casamento nasceu uma única filha, de nome de Baptismo Ana, a quem chamavam Reina.Em 1535, Francisco Mendes morre, ficando Grácia e o cunhado, que dirigia a filial em Antuérpia, como gestores de uma imensa fortuna.Em 1537, dois anos após a morte do marido, Grácia não se julgando segura em Portugal, onde o estabelecimento da Inquisição punha em perigo a sua vida e propriedades, transferiu a sua residência para os Países Baixos, onde o cunhado dirigia a Casa bancária da família Mendes. Assim, embarca clandestinamente com a filha e os dois sobrinhos João e Bernardo Micas e a irmã Brianda, com destino a Antuérpia, primeira etapa da sua longa errância.Em 1547 encontra-se em Veneza, porto de abrigo de gente das mais variadas partes do mundo e um expoente de cultura na Europa. Até 1547, o clima é de tolerância para com a comunidade judaica aí residente mas quando, a partir de 1550, o Senado da Sereníssima, renova o decreto de expulsão dos judeus confirmando que não era possível ali permanecer em segurança. A certeza quanto ao perigo que corriam chega em 1553 quando na Praça de S. Marcos são queimados exemplares do Talmude e outros livros judaicos. Enquanto se fecham as portas de Veneza abriam-se as de Ferrara onde permanece entre 1550 e 1552 onde a corte de Hércules II, Duque d’Este, acolhia a nação hebraica lusitana e espanhola sem olhar à nacionalidade ou religião. Ferrara, seria assim, a última paragem de Dona Grácia na Europa cristã antes de se refugiar definitivamente no mundo muçulmano.Num momento em que cresciam as perseguições na Europa cristã um outro mundo de esperança se abria na Turquia. Em 1552 embarca para Constantinopla numa viagem que duraria seis meses. A primeira paragem seria Ragusa, um importante porto do Adriático, e Salónica.Os dezoito anos em que vive em Istambul, no seu Palácio de Belvedere, junto às margens do Bósforo, são anos tranquilos em que finalmente pode confessar abertamente o judaísmo.Grácia Nasi ao longo das diferentes etapas da sua vida apoiou e protegeu de forma constante o seu povo. Grande parte da sua fortuna é utilizada em negociações com monarcas e embaixadores e com a Cúria Romana de forma a impedir o estabelecimento da Inquisição, na protecção, auxílio e resgate dos mais desfavorecidos e perseguidos conseguindo montar uma rede de salvamento, que se estende pelas cidades da Europa cristã onde as comunidades no exílio, unidas pelo sentimento de origem e destino comuns, beneficiam da sua protecção e solidariedade.Joseph Nasi serviu-se da sua influência na corte, primeiro na Europa e depois na Turquia para resgatar um grande número de famílias. Ambos negociaram a posse de Tiberíades na Palestina que se destinava exclusivamente à colonização hebraica, enquanto foi viva nunca deixou de apoiar a colonização de Tiberíades e de providenciar meios para o seu desenvolvimento económico e religioso, fundando e financiando academias de estudo.Graças ao seu mecenato foram criadas escolas, bibliotecas e Academias abertas à investigação, de igual modo patrocinaram escritores e financiaram projectos de edições. A sua generosidade estendeu-se para lá de Istambul, em Salónica fundou em 1599 uma Sinagoga destinada aos exilados Portugueses e aí continuou a apoiar a impressão de textos hebraicos.Grácia Nasi morre em Istambul no Verão de 1569. É lembrada por muitos como uma das mais nobres mulheres e honrada como uma princesa, símbolo do coração do seu povo e por aqueles que sempre auxiliou simplesmente como A Senhora.

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Thu, 21 Oct 2010 09:21:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8277/nasi-uma-judia-portuguesa
O BUÇACO EM BANDA DESENHADA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8263/o-bucaco-em-banda-desenhada

E aqui a página toda de "A Batalha do Buçaco" de José Pires (Âncora) de onde foi tirada a imagem anterior. Clicar em cima para ver melhor.

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Wed, 20 Oct 2010 07:46:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8263/o-bucaco-em-banda-desenhada
1810: O SAQUE DA BIBLIOTECA JOANINA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8260/1810-o-saque-da-biblioteca-joanina

Da banda desenhada recente de José Pires "A Batalha do Buçaco" (Âncora) reproduzo a imagem do saque da BIilioteca Joanina pelas tropas napoleónicas, derrotadas no Buçaco. É certo que nos franceses estiveram na Biblioteca, mas a representação impressionante da fúria invasora será um pouco exagerada...Clicar para ver melhor.

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Wed, 20 Oct 2010 07:39:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8260/1810-o-saque-da-biblioteca-joanina
VENHA "VER A REPÚBLICA" http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8259/venha-quotver-a-republicaquot

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:Em Coimbra, até 27 de Fevereiro 2011VER A REPÚBLICA mostra documentos inéditosInstituições de referência da cidade de Coimbra promovem, em conjunto, exposição única sobre a República Portuguesa e o seu aparecimentoPela primeira vez, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Museu Nacional Machado de Castro unem esforços na concretização de uma exposição transversal, para o centenário da República. VER A REPÚBLICA é inaugurada no dia 22 de Outubro, pelas 17h30, e promete surpreender especialistas e curiosos.Com centenas de peças, entre gravuras, fotografias e panfletos inéditos, de grande qualidade estética e documentos originais da época, VER A REPÚBLICA pretende “preencher os buracos da história a partir de documentos originais”. Alexandre Ramires, comissário executivo da exposição, sublinha que “80% do certame é composto por objectos desconhecidos do público” e acrescenta que, para os três núcleos da exposição, foi reunida “uma iconografia nova”.“Com a exposição VER A REPÚBLICA, estamos a falar de importantes acontecimentos nacionais. Trata-se de voltar a pôr no devido lugar o papel de Coimbra e da Universidade na história portuguesa”, defende o professor apaixonado pela fotografia.A ligação à cidade dos estudantes é muito forte, como não podia deixar de ser. “Coimbra é muito presente na história da República, pois nessa altura, a Universidade e os protagonistas republicanos concentram-se na cidade”, lembra Alexandre Ramires.Num trabalho que se quer completo, a comissão da exposição, que conta com a coordenação científica de Amadeu Carvalho Homem, foca também as primeiras manifestações republicanas em Coimbra e em Portugal, muito antes da implantação da República, para “ver as coisas onde elas começaram”.Verdadeiro “repositório da memória da Universidade de Coimbra”, VER A REPÚBLICA é dividido por três núcleos. Na GALERIA UNIVERSIDADE habitam os grandes cientistas da Universidade de Coimbra que marcaram a história da República, como Egas MOniz e Aurélio Quintanilha.A GALERIA REPUBLICANA, patente na Sala São Pedro da Biblioteca Geral da UC, e a GALERIA RiPUBLICANA, do Museu Machado de Castro, apresentam retratos das personalidades que fizeram a República, quer sob a forma de caricaturas, quer pelas imagens passadas pela propaganda republicana.A destacar ainda, o trabalho gráfico assinado pela empresa de design FBA e as estruturas concebidas pelo arquitecto João Mendes Ribeiro nos três núcleos da exposição. VER A REPÚBLICA vai estar patente em Coimbra até 27 de Fevereiro de 2011.Mais informações:aqui e aqui.

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Wed, 20 Oct 2010 06:44:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8259/venha-quotver-a-republicaquot