outras leituras - tagged with livros http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com Centúrias de Curas Medicinais de Amato Lusitano http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10480/centurias-de-curas-medicinais-de-amato-lusitano

Convite recebido da Ordem dos Médicos (este ano celebram-se os 500 anos do nascimento do grande médico português que ficou conhecido por Amato Lusitano):O CELOM - Centro Editor Livreiro da Ordem dos Médicos tem a honra de convidar V. Ex.ª a assistir à apresentação do livro “Centúrias de Curas Medicinais” da autoria de Amato Lusitano, que terá lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa no dia 24 de Fevereiro de 2011, pelas 18h30. O livro será apresentado pela Profª. Doutora Isilda Rodrigues e pelo Prof. Dr. José Luís Dória.Com a reedição desta obra, numa iniciativa da Ordem dos Médicos, o CELOM associa-se às comemorações dos 500 anos do nascimento de Amato Lusitano, que se celebram em 2011.Sociedade de Geografia de LisboaRua das Portas de Santo Antão, 100 1150-269 LisboaTel.: 21 3425401/5068 - Fax 21 3464553

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Thu, 17 Feb 2011 06:16:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10480/centurias-de-curas-medicinais-de-amato-lusitano
EXPOSIÇÃO SOBRE ORLANDO RIBEIRO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10394/exposicao-sobre-orlando-ribeiro

Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Abriu hoje na Sala do Catálogo uma Exposição Bibliográfica dedicada a Orlando Ribeiro, o professor de Geografia da Universidade de Lisboa (e também, durante algum tempo da Universidade de Coimbra) que hoje faria cem anos (os títulos estão por ordem cronológica):– Barros Gomes: geógrafo. Lisboa: F.L.U.L., 1934. (Sep. de Revista da Faculdade de Letras, T. 2). Cota: 7-32-13-17– A Arrábida: esboço geográfico. Lisboa: F.L.U.L., 1935. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras, T. 3). 5-11-9– A Arrábida: esboço geográfico. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1937 . (In: Revista da Faculdade de Letras, T. 4, p. 51-131).A-24-25- Inquérito de geografia regional. Coimbra: M.E.N., 1938.5-11-1– Inquérito do habitat rural. Coimbra: M.E.N, 1938.5-11-1– Inquérito do habitat rural. 2. ed. Coimbra: Ministério da Educação Nacional, 1939.5-11-1– L’Institut Portugais de la Sorbonne. Lisbonne: Institutu Français au Portugal, 1940. (Sep. de: Bulletin des Études Portugaises, F. 2).5-7-19– Villages et communautés rurales au Portugal. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1940. (Sep. de: Biblos, V. 16, T. 2).5-11-6- Contribuição para o estudo do pastoreio na Serra da Estrela. Lisboa: Imprensa Nacional de Lisboa, 1941.636.08(469) RIB– O Brasil: a terra e o homem. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1942. (Sep. de: Brasília, V. 1).5-11-5– José Leite de Vasconcellos. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1942. (Sep. de: Biblos, V. 18, T. 1).5-29-7– Sur le caractèr continental du trias portugais. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1942. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 1, F. 3).5-16-15-120– Vida e obras de José Leite de Vasconcellos. Porto: [s. n.], 1942. (Sep. de Portucale, V. 15)5-29-7– Depósitos detríticos da bacia do Cávado: nota preliminar. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1943. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 3, F. 1 e 2).7-64-24-44– Depósitos e níveis pliocénicos e quaternários dos arredores do Porto: Nota preliminar. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1943. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 3, F. 1 e 2).5-16-12-191– Novas observações geológicas e morfológicas nos arredores de Vila-Velha-de-Ródão. Porto: Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto, 1943. (Publicações do Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências do Porto, 2. Sér., N. 32). 5-16-12-202com BREUIL, H.; e ZBYSZEWSKI, Georges – Les plages quaternaires et les industries préhistoriques du littoral de l’Alentejo entre Sines et Vila Nova de Milfontes. Porto: Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências, 1943. (In: Comunicações do Congresso Luso-Espanhol do Porto).5-16-12-223– A cultura do trigo no sueste da Beira: Aspectos e problemas geográficos. Lisboa: Editorial Império, 1944. (Sep. de: Boletim da Federação Nacional de Produtores de Trigo, N. 5)5-11-6– Bibliografia: J. Leite de Vasconcelos, Etnografia Portuguesa. Lisboa: [F.L.U.L., 1945?] (Sep. da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, 2. Sér., T. 10).5-3-36– Expressão da terra portuguesa. Lisboa: [s. n.], 1945. (Sep. de: Atlântico, N. 6).5-11-10- Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico: estudo geográfico. Coimbra: Coimbra Editora, 1945. (Universitas; 5).914.69 RIB- com CARDIGOS, Norberto – Geografia da população de Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1946. 5-11-5– David Lopes. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1947. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, T. 2).5-39-17- Inquérito de geografia regional. 2. ed., aum. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, Instituto para a Alta Cultura, 1947.5-33-45-91– A propósito do carácter continental do triásico português. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1947. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 6, F. 3).5-13-13- Notícia do pastoreio na Serra do Montemuro. Porto: Imprensa Portuguesa, 1948. (Sep. de: Miscelânea de Estudos à Memória de Cláudio Basto).636.08 (469) RIB– Nótulas de geomorfologia madeirense. Porto: Sociedade Geológica de Portugal, 1948. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 7).5-14-11- L'île de Madère: étude géographique. Lisbonne: Union Géographique Internationale, 1949.5-11-3- Le Portugal central: livret-guide de l'excursion C. Lisbonne : Union Géographique Internationale, 1949.914.693 RIB– A Universidade e o espírito científico. Lisboa: [s. n.], 1949.5-43-32– Engenheiro Antonio Vianna. Porto: Imprensa Moderna, 1950.5-43-37- Problemas da investigação científica colonial. Lisboa: Junta de Investigações Coloniais, 1950. 001.8 (469-5) RIB– Três notas de Geomorfologia da Beira Baixa. Lisboa: Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos, 1951. (Sep. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, T. 32).5-46-19– Celestino da Costa e a cultura nacional. Lisboa: [s. n.], 1954. (Sep. de: Gazeta Médica Portuguesa, V. 7, n. 1). 5-49-6- A Ilha do Fogo e as suas erupções. [Lisboa]: Junta de Investigações do Ultramar, 1954. 5-54-5-127– As ilhas atlântidas. [s. l.: s. n.], 1954. (Sep. de: Naturália, V. 4, F. 3).5-48-19- Aspectos e problemas da expansão portuguesa. Lisboa: Fundação da Casa de Bragança, 1955. 9-(4)-8-3-48– Primórdios da ocupação das ilhas de Cabo Verde. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1955. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, 2. Sér., T. 21, N. 1).5-49-20– São Paulo, metrópole do Brasil. Coimbra: U.C., 1955 (Sep. de: Brasília, V. 9). 5-49-9-101- A geografia e a divisão regional do país: comunicação apresentada na sede do Centro de Estudos Político-Sociais no dia 9 de Janeiro de 1957. Lisboa: Centro de Estudos Político-Sociais, 1957. (Biblioteca do Centro de Estudos Político-Sociais. Estudos e Conferências). 5-50-40-278- com BRITO, Raquel Soeiro de – Primeira notícia da erupção dos Capelinhos na ilha do Faial. Lisboa: Carlos Teixeira, 1958. (In.: Naturália, V. 7, F. 1-4). A-15-17- Atitude e explicação em geografia humana. Porto: Galaica, 1960. 5-64-33-18- Geografia e civilização: temas portugueses. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, 1961. (Chorographia. Colecção de Estudos de Geografia Humana e Regional). 5-68-20-171- Problemas humanos de África. Lisboa: Edições Maranus, 1961. (Sep. de: Colóquios sobe Problemas Humanos nas Regiões Tropicais, N. 51). 5-66-37-38- Geografia da expansão portuguesa. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1961. (Sep. de: Arquivos da Universidade, N. 2).5-66-43-62- Vida e obras de José Leite de Vasconcellos. Lisboa: Imprensa Nacional, 1962.5-6-46-166- Aspectos e problemas da expansão portuguesa. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1962. (Estudos de Ciências Políticas e Sociais; 59). 5-60-54- Francisco Tenreiro: (1921-1963). Lisboa: Faculdade de Letras de Lisboa, 1963. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, N. 7).6-5-21-45- Problemas da Universidade. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1964. 5-34-4-71- Acerca de alguns conceitos fundamentais da investigação científica. Lisboa: Emp. Tip. Casa Portuguesa, 1965. (In: Livro de Homenagem ao Professor Fernando Fonseca). 5-12-25-102- com outros, Carta geológica de Portugal na escala de 1/50000: Notícia explicativa da Folha 28-B Nisa. Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal, 1965. 5-12-32-64- Orientação. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1966. (Sep. de: Finisterra, V. 1, N. 1). 5-14-33-91- Veneza. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1966. (Sep. de: Finisterra, V. 1, N. 1). 5-68-44-183- com outros, Carta geológica de Portugal na escala de 1/50000: Notícia explicativa da Folha 24-D Castelo Branco. Lisboa: Serviços Geológicos de Portugal, 1967. 5-33-35-87- Mapa da utilização do solo em Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1967. (Sep. de: Finisterra, V. 2, N. 4).5-33-36-385- Paisagens rurais da América Tropical: ensaio de geografia comparada. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1967. Finisterra, V. 2, N. 3). 5-33-36-70- David Lopes. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1968. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, V. 3, N. 11). 5-23-12-141- Excursão à Arrábida. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra, V. 3, N. 6). 5-23-14-89- Excursão à Estremadura e Portugal Central. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. 5-25-49-152- Região e rede urbana: formas tradicionais e estruturas novas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra V. 3, N. 5). 5-37-37-234- Primeiro seminário internacional de geografia. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1968. (Sep. de: Finisterra, V. 3, N. 6). 5-21-40-34- Alexander von Humboldt: (1769-1859). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1969. (Sep. de: Finisterra, V. 4, N. 8).5-11-16-105- Proémio metodológico ao estudo das pequenas cidades portuguesas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1969. (Sep. de: Finisterra, V. 4, N. 7). 5-11-48-81- Em torno das origens de Viseu. Coimbra: F.L.U.C., 1970. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, V. 13).5-27-62-99- A evolução agrária no Portugal Mediterrâneo: notícia e comentário de uma obra de Albert Silbert. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, 1970. (Chorographia. Série Histórica). 5-39-59-31- José Leite de Vasconcelos na Escola Médica do Porto. Porto: [s. n.], 1970. (Sep. de: O Médico, V. 55, N. 970).5-2-40-21- Notas e recensões. A Sertã: pequeno centro na área de xisto da Beira Baixa. Bochimanes de Angola. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1970. (Sep. de: Finisterra V. 5, N. 9).6-3-5-52- Notas e recensões: XXII Congresso Internacional de Geografia. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1970. (Sep. de: Finisterra, V. 5, N. 10). 5-1-44-111- Hermann Lautensach: (1886-1971). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1971. (Sep. de: Finisterra, V. 6, N. 12).5-11-89-168- O Infante e o mundo novo. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1961. 5-66-8-9- Localização e destino dos centros urbanos de Trás-os-Montes. Lisboa: Centro de Estudos de Geográficos, 1972. (Sep. de: Finisterra, V. 7, N. 13). 5-11-86-121- "Nouvelle géographie" et géographie classique: à propos de deux éditions récentes. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1972. (Sep. de: Finisterra, V. 7, N. 14). 6-3-25-115- O Professor Torre de Assunção. Lisboa: Faculdade de Ciências Lisboa, 1972. (Sep. de: Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa, V. 17, N. 1). 6-9-32-51- Um mestre da geografia do nosso século Emmanuel de Martonne: (1873-1955). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1973. (Sep. de: Finisterra, V. 8, N. 16). 6-7-10-221- com DAVEAU, Suzanne - La zone intertropicale humide. Paris: Armand Colin, 1973. (Collection U. Série "Géographie"). 6-36-16- Notas de Leite de Vasconcellos acerca da vida comunitária em Portugal. Lisboa: [s. n.], 1974. (In: Memoriam António Jorge Dias). 6-25-23-189- Notas e recensões: o XXIII Congresso Internacional de Geografia, Moscovo, 1976; Varenius precursor da Geografia moderna; Centenário do Tetraedro ou uma história de proveito e exemplo. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1974. (Sep. de: Finisterra, V. 9, N. 17).6-25-17-155- Destinos do Ultramar. Lisboa: Livros Horizonte, [1974]. (Colecção Horizonte; 26).6-40-35-58- Mediterrâneo: ambiente e tradição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1968. 5-70-24-5b- Gratulação a Paulo Quintela. Coimbra: Faculdade de Letras, 1975. (Sep. de: Biblos, 51). 5-52-11-89- Notas e recensões. Sobre as origens de Portugal. O espaço urbano do Porto: resultados e problemas. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1975. (Sep. de: Finisterra, V. 10, N. 19). 5-52-11-139- A Universidade em crise. Lisboa: Edições Cosmos, 1976. 6-50-14 A-3/4- Silva Telles, introdutor do ensino da geografia em Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1976. (Sep. de: Finisterra, V. 11, N. 21). 5-33-74-5- Introduções geográficas à história de Portugal: estudo crítico. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1977. (Colecção Estudos Portugueses; 3). 6-26-27-6- Nótula sobre a "inutilidade" da ciência. Coimbra: Faculdade de Letras, 1977. (Sep. de: Biblos 54). 5-33-72-21- O Brasil: evolução singular no Império Português. Coimbra: Faculdade de Letras, 1978. (Sep. de: Revista Portuguesa de História, V. 17). 5-33-72-122- La leçon de Carl Troll. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1978. (Sep. de: Finisterra, V. 13, N. 26). 5-19-39-63- A terra e a variedade humana, as raças. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 1978. (Sep. de: Finisterra, V. 13, N. 25). 5-19-26-76- Joaquim de Carvalho, personalidade e pensamento. Coimbra: Faculdade de Letras, 1980. (Sep. de: Biblos, 56). 5-33-72-227- Geografia e civilização: temas portugueses. Lisboa: Livros Horizonte, [D.L. 1980]. (Espaço e sociedade; 2). 6-38-16-23- Geografia e reflexão filosófica. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1980. (Sep. de: Memórias da Academia das Ciências de Lisboa: Classe Ciências, V. 21). 6-42-28-72- O homem na evolução geológica. [S.l.]: Sociedade Geológica de Portugal, 1981. (Sep. de: Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, V. 22). 6-27-27-51- Sessão solene comemorativa do centenário do nascimento do Professor Augusto Celestino da Costa, na Aula Magna da Faculdade de Medicina de Lisboa, em 30/5/84: Augusto Celestino da Costa: uma obra e um homem. Lisboa: [s.n.], 1985. (Sep. de: Jornal da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, T. 149, N. 6). 5-11-31-127- com DAVEAU, Suzanne, Conhecimento actual da história da Geografia em Portugal. Lisboa: Academia das Ciências, 1986. (Sep. de: História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal, V. 2). 6-42-28-289- Iniciação em geografia humana. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1986. (Humanismo e ciência; 2). 6-28-39-19- Entre-Douro-e-Minho. Porto: Universidade do Porto, 1987. (Sep. de: Revista da Faculdade de Letras-Geografia, S. 1, V. 3) 6-10-36-11- Introdução ao estudo da geografia regional. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 1987. (Colecção Humanismo e Ciência; 3). 6-46-34-14- Reflexões sobre Estremadura: significado e origem do nome. [Coimbra: Faculdade de Letras], 1982. (Sep. de: Biblos, 58). 5-22-12-66- A ilha da Madeira até meados do século XX: estudo geográfico. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1985. 5-11-28-50- Variações sobre temas de ciência. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1970. 5-16-14– A formação de Portugal. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987. 6-6-24-18- Geografia de Portugal. Lisboa: João Sá da Costa, 1987-1991. 4 v. 6-50-44- Opúsculos geográficos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989-1995. 6 v. (Manuais universitários). 5-70-16- As transformações do povoamento e das culturas na área de Pinhal Novo. Pinhal Novo: Junta de Freguesia, 1998. (Origens e destinos; 1). 6-37-14-51– Goa em 1956: relatório ao Governo. Organização e introdução de Suzanne Daveau; pref. de Fernando Rosas. [Lisboa]: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1999.6-50-85-4- Memórias de um geógrafo. Lisboa: Edições João Sá da Costa, 2003. (Humanismo e ciência). 8-(2)-19-23-47- A Arrábida: esboço geográfico. Sesimbra: Câmara Municipal; Lisboa: Liga para a Protecção da Natureza, 1986. 5-22-37-39- A Arrábida: esboço geográfico. 3. ed. [Lisboa]: Fundação Oriente; Sesimbra: Câmara Municipal, 2004. 8-(2)-20-5-81

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Wed, 16 Feb 2011 06:39:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10394/exposicao-sobre-orlando-ribeiro
MEMÓRIAS DE RÓMULO DE CARVALHO APRESENTADAS EM COIMBRA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10386/memorias-de-romulo-de-carvalho-apresentadas-em-coimbra

Informação do Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, que funciona no edifício do Departamento de Física da Universidade de Coimbra:Frederico Carvalho, filho de Rómulo de Carvalho, apresenta-nos “Memórias” de Rómulo de Carvalho, quinta-feira, 17 de Fevereiro, pelas 17:30, no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho.A personalidade de Rómulo de Carvalho, mas também o relato da época e dos contextos em que viveu, é o mote para conversa com Frederico Carvalho. Mais do que “o romance de uma vida”, como o próprio autor definiu, “Memórias” constitui um documento que apresenta a história da evolução da escola e do ensino em Portugal, recheado de episódios pessoais e sociais.Professores, educadores ou os cidadãos que desejem conhecer melhor a personalidade que é homenageada todos os anos, no Dia Nacional da Cultura Cientifica, 24 de Novembro, data do aniversário do seu nascimento, são convidados a estar presentes.A Fundação Gulbenkian, editora do livro, mostra um filme sobre ele aqui.

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Wed, 16 Feb 2011 04:16:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/10386/memorias-de-romulo-de-carvalho-apresentadas-em-coimbra
A FÁBRICA DO CORPO HUMANO ON LINE http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9886/a-fabrica-do-corpo-humano-on-line

UMA BOA NOTÍCIA:Graças ao patrocínio da Sociedade Portuguesa de Neurociências (bem-hajam!) acaba de ser restaurado, digitalizado e colocado na Web, no sítio Alma Mater, o que deve ser o único exemplar em Portugal do livro do século XVI "Fábrica do Corpo Humano" de André Vesalius, que é propriedade da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Os que gostam de livros antigos ou de história da ciência podem deliciar-se a vê-lo aqui.

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Thu, 10 Feb 2011 10:51:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9886/a-fabrica-do-corpo-humano-on-line
Novas obras da Imprensa da Universidade de Coimbra http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9884/novas-obras-da-imprensa-da-universidade-de-coimbra

Destaques para novas obras sobre ciência publicadas pela Imprensa da Universidade de Coimbra:- Estas máquinas chamadas MundosEduardo Ivo AlvesCol. Estado da Arte n.º 12. Área científica: Geofísica.Sinopse:Nos últimos catorze mil milhões de anos formaram-se o tempo, o espaço, a energia, a matéria, as nebulosas, as estrelas, os planetas gasosos e os planetas sólidos. Nestes, formaram-se núcleos, mantos e crostas, minerais, rochas e atmosferas gasosas. Num deles, pelo menos, apareceu vida, que evoluiu até produzir seres estranhos que escrevem, lêem, fazem perguntas sobre o passado e sonham com o futuro. Este livrinho contém algumas dessas perguntas e sonhos, em forma de instruções de fabrico acessíveis a qualquer oficina caseira.- Lógica, de Luís António VerneyIntrodução e tradução de Amândio Coxito. Fixação do texto latinode Sebastião Tavares de Pinho e Filipa MedeirosCol. Portvgaliae Monumenta Neolatina. Área científica: Estudos ClássicosSinopseA Lógica de Luís António Verney é uma obra filosófica redigida em latim para uso dos jovens portugueses. Esta lógica estuda diversos assuntos de natureza não formal (alguns deles característicos da lógica pós-renascentista), como os referentes ao conhecimento, à investigação e exposição da verdade, aos universais, às espécies de ideias, aos enganos dos sentidos, à probabilidade histórica, hermenêutica, moral e física, à interpretação dos livros sagrados, às regras das disputas, à refutação das falácias, ao tema do pedantismo retórico e filosófico, e ainda a outras matérias. De qualquer modo, o autor apresenta um grande número de assuntos relativos à lógica formal, nomeadamente: as teorias da definição, da divisão, do juízo, da proposição (sobre a matéria, a forma, as espécies, a quantidade, a oposição, a equipolência, a conversão) e do silogismo (regras gerais e regras particulares das figuras, todas elas ilustradas com exemplos abundantes).Quase todas as questões constantes da Lógica de Verney são dignas de apreço. Mas importa salientar que elas são expostas com o recurso a numerosos exemplos para que os leitores da obra pudessem compreender com maior facilidade as doutrinas que encerram.- CiênciaCidade M. Paula Serra de Oliveira, Francesco MarconiSinopseComeçando por reinterpretar a interdisciplinaridade, como um novo conceito para um antigo modus faciendi, CIÊNCIACIDADE visita o universo da ciência - da biologia à física e à matemática, da ciência dos materiais à dos computadores - e reconhece-o não só como um lugar a frequentar assiduamente para arquitectura mas também como um "metafórico distrito da invenção cujo convívio pode oferecer recursos de saber capazes de dar ao projecto novos horizontes criativos".

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Thu, 10 Feb 2011 10:01:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9884/novas-obras-da-imprensa-da-universidade-de-coimbra
O fantástico manuscrito da Joanina http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9399/o-fantastico-manuscrito-da-joanina

Perguntaram-me se o manuscrito referido no final do livro "História do Rei Transparente", da escritora espanhola Rosa Mantero (Edições Asa 2006), é verídico e respondi que é perfeita ficção tal como a maior parte desse romance histórico-fantástico que ganhou um prémio em Espanha para o melhor romance histórico. Deixo aqui o bocadinho com a referência à famosa Biblioteca (que também entrou no livro "Fórmula de Deus", José Rodrigues dos Santos, Gradiva):"Segundo está recolhida no chamado Manuscrito de Fausse-Fontevrault (circa 1080), doado em 1770 pelo rei Luís XV da França à Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, Portugal, onde se conserva.“Nos tempos antigos existiu um reino nem grande nem pequeno, nem rico nem pobre, nem totalmente feliz nem completamente desgraçado. O monarca do lugar governava às vezes quase bem, às vezes um pouco mal, como haviam feito seu pai, e o pai do seu pai, e o pai do pai do seu pai, e todos os seus antepassados, um antes do outro, até se perderem nas sombras da memória, pois a estirpe do Rei era longa e o Reino pacífico e estável, e todos os monarcas tinham morrido placidamente de velhos e na cama. Contudo, nosso Rei estava envelhecendo e não conseguia ter descendentes. Havia repudiado dez esposas consecutivas porque nenhuma lhe paria um herdeiro, e começava a se desesperar, pois temia que com ele se truncasse tão extensa linhagem. Numa noite de insônia, ocorreu-lhe uma idéia: aprisionar Margot, a Dama da Noite, a fada mais poderosa do seu Reino, e obrigá-la a cumprir seus desejos. Para isso enviou a Margot um emissário com ricos presentes e um convite para a grande festa que ele daria em palácio por motivo do repúdio à sua décima esposa e dos esponsais com a décima primeira. A fada, que era alegre e coquete, aceitou de imediato, e na noite da grande celebração chegou ao palácio numa carruagem puxada por cervos com os chifres pintados de ouro, e ataviada num traje deslumbrante confeccionado com vagalumes vivos…”

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Wed, 02 Feb 2011 09:44:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9399/o-fantastico-manuscrito-da-joanina
Gene, Célula, Ciência e Homem http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9394/gene-celula-ciencia-e-homem

Pequenbo vídeo em que apresentop a obra "Gene, célula, ciência e homem" (Verbo) de Manuel Sobrinho Simões, gravado no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho: aqui.

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Tue, 01 Feb 2011 04:10:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9394/gene-celula-ciencia-e-homem
Novo Café, Livros e Ciência http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9389/novo-cafe-livros-e-ciencia

Informação recebida do Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho em Coimbra:Carlos Fiolhais e Décio Martins apresentam «Aos ombros de gigantes – As grandes obras da Física e Astronomia»Em mais uma iniciativa «Café, Livros e Ciência», resultante da parceria entre a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho e o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais e Décio Martins apresentam o livro «Aos ombros de gigantes – As grandes obras da Física e Astronomia», coligido e comentado por Stephen Hawking, recentemente publicado pela Texto Editores. A sessão está marcada para quinta-feira ao fim da tarde, no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, em Coimbra. A entrada é livre.AOS OMBROS de GIGANTES – AS GRANDES OBRAS DA FÍSICA E ASTRONOMIAColigido e comentado por Stephen Hawking, Texto Editores, 2010.5ª Feira l 3 Fevereiro 2011 l 18h00As Revoluções dos Orbes Celestes de Nicolau Copérnico, Diálogo sobre Duas Novas Ciências de Galileu Galilei, Harmonias do Mundo (livro V) de Johannes Kepler, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural de Isaac Newton e selecções de O Princípio da Relatividade de Albert Einstein, compilados e comentados por Stephen Hawking, num grande livro, são o mote para conversa com Carlos Fiolhais e Décio Martins, no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, no piso térreo do Departamento de Física - pólo I da Universidade de Coimbra.Café, Livros e Ciência convida a conhecer, comentar ou debater um livro de, ou sobre, ciência, num ambiente informal.local Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, Departamento de Física, Pólo I da UC GPS: 40.207799146364515, -8.424459099769592horário 18h00>19h00contactos 239 410 699 ou rc@teor.fis.uc.ptentrada livre

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Mon, 31 Jan 2011 15:21:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9389/novo-cafe-livros-e-ciencia
FILOSOFIA EM DIRECTO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9340/filosofia-em-directo

Informação recebida da Fundação Francisco Manuel dos Santos:“FILOSOFIA EM DIRECTO”Alguns problemas filosóficos. Vistos de um modo peculiar.“Filosofia em directo”, de Desidério Murcho é o mais recente lançamento da Fundação Francisco Manuel dos Santos.Será a filosofia aquela coisa com a qual e sem a qual tudo fica tal e qual? Apresentando a filosofia em estado puro, sem mediações históricas nem académicas, este livro põe o leitor em contacto com o que tem caracterizado a filosofia nos últimos 2500 anos, para que a possa avaliar por si. Não se trata apenas de insistir em pensar, mas de querer pensar da maneira mais rigorosa possível. A importância pública de saber pensar rigorosamente quando as soluções não são fáceis deveria ser óbvia, mas não o é.Este livro contribui para que passe a sê-lo.Dia 27 de Janeiro com o Público a 3,15€. Disponível nas livrarias do País, cadeias Pingo Doce, Continente e El Corte Inglés.Os novos “Ensaios da Fundação” também disponíveis a partir de dia 27: “A Ciência em Portugal”, de Carlos Fiolhais e “Segurança Social: o futuro hipotecado”, de Fernando Ribeiro Mendes.

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Thu, 27 Jan 2011 13:22:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9340/filosofia-em-directo
História Breve da Música Ocidental http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9335/historia-breve-da-musica-ocidental

Informação chegada ao De Rerum Natura. Irá decorrer no próximo dia 02 de Fevereiro, às 18h30, na livraria Leya na CE Buchholz (Rua Duque de Palmela, 4, Lisboa), o lançamento da obra História Breve da Música Ocidental, da autoria de José Maria Pedrosa Cardoso.A apresentação do livro ficará a cargo do Professor Doutor Mário Vieira de Carvalho.

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Thu, 27 Jan 2011 05:28:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9335/historia-breve-da-musica-ocidental
O ESPAÇO E A ALMA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9274/o-espaco-e-a-alma

Meu Prefácio ao livro de poesia “O Espaço e a Alma. Poemas escolhidos”, do cientista, especialista em biotecnologia, e professor da Universidade Católica do Porto F. Xavier Malcata, que acaba de sair na editora Corpos:O que é fazer poesia? E o que é fazer ciência? Em que divergem e convergem estas duas actividades humanas? Que se trata de duas actividades diferentes do ser humano será óbvio para toda a gente. Mas que possam ter algo de comum, embora menos evidente, é revelado pelo facto de haver poetas que se inspiram nos objectos e metodologias da ciência para escreverem os seus poemas, e pelo facto de haver cientistas que não desprezam a inspiração que lhes pode surgir de conteúdos e vias poéticas na prossecução dos seus trabalhos de pesquisa. E, ainda, pelo facto de haver pessoas que são simultaneamente poetas e cientistas, não encontrando contradição insanável na dupla actividade que professam.Eu conhecia – e admirava – o cientista F. Xavier Malcata, professor catedrático na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto, doutorado em Engenharia Química pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e autor de uma vasta e reconhecida obra de investigação. Mas já não conhecia – e só agora passei a admirar – o poeta com o mesmo nome, que, neste livro, logo na Parte I (estando a lógica da divisão em partes exposta pelo autor), sob a égide do título “Cantos de Emoção”, explicita em dois simples versos de um soneto o que é “fazer poesia”:“É fugir em transe, olhando sem ver –É escrever o Mundo em grito e ilusão!” Fica subentendido que fazer ciência será, parafraseando-o, “Fugir em transe, olhando a ver – / E escrever o Mundo com calma e razão!” Xavier Malcata não é o primeiro cientista que também faz poesia – lembro-me do norte-americano Roald Hoffmann (Prémio Nobel da Química de 1981); mas em Portugal, será um dos muito poucos que o fazem – lembro-me do físico Orfeu Bertolami.Sobre esta magna questão das relações entre poesia e ciência, sobre as dissemelhanças e semelhanças entre elas, já se pronunciaram numerosos poetas e cientistas, assim como outros tantos críticos de uma e de outra actividade. O poeta Guerra Junqueiro (1850-1923) – que o autor refere no poema “Ínclito Porto”, na Parte III (“Ênfases de Ilusão”) – escreveu, no prefácio à “Morte de D. João” (Livraria Moré, 1874): “A poesia é a verdade transformada em sentimento. A lei descoberta por Newton tanto pode ser explicada num livro de física, como cantada num livro de versos. O sábio analisa-a, demonstra-a, e o poeta, partindo dessa demonstração, tira dos factos todas as consequências morais, sociais e religiosas, traduzindo-as numa forma sentimental. A ciência, neste caso, dá o convencimento, a certeza; a poesia dá a emoção, o entusiasmo”.Se a poesia aparece aqui como uma linguagem que expressa o real, com um registo próprio – e, portanto, de certo modo como uma consequência da ciência –, ela pode, por outro lado, também ser vista como a origem da ciência. Antero de Quental (1842-1891), contemporâneo de Junqueiro na “Geração de 70”, escreveu, numa carta a um seu amigo: “O chão sobre que assenta a certeza de hoje formou-se pelos aluviões sucessivos da intuição antiga. O que é ciência foi já poesia: o sábio foi já cantor, o legislador poeta: e a evidência uma adivinhação, um admirável palpite, cujas profundas conclusões são ainda o espanto e porventura o desespero das mais rigorosas filosofias. E, se nadamos hoje em plena luz da razão, foi entretanto a poesia, foi essa doce mão que nos guiou por entre o pálido crepúsculo dos velhos sonhos. Velhos? Nós somos eternos.”Fernando Pessoa (1888-1935), além de, sob o nome de Álvaro de Campos, ter equiparado a Vénus de Milo ao binómio de Newton, escreveu sob o seu próprio nome, mas colocando as palavras na voz do poeta Johann Wolfgang von Goethe, no poema dramático “Primeiro Fausto”, os seguintes versos:“Do fundo da inconsciênciaDa alma sobriamente loucaTirei poesia e ciência,E não pouca”.Haveria mais. Mas devem chegar estes exemplos, que encontrei no interessante livrinho “Ciência e Poesia” (Portugália, 1955) do matemático António Lôbo Vilela para ilustrar as dissemelhanças e semelhanças entre fazer poesia e fazer ciência. Há uma certa cumplicidade, quando poesia e ciência se interpenetram – por vezes, não se sabe mesmo qual delas está primeiro e qual está depois. Estão, em muitas situações, as duas ao mesmo tempo. A própria associação da imaginação à poesia – que é feita (e bem), na linha aliás do que é vox populi, por Xavier Malcata –, não deve fazer olvidar que a imaginação é uma componente essencial do processo de descoberta científica. Como disse o físico Albert Einstein: “A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo.” Imaginação e razão não se podem dissociar facilmente; se é que podem, de todo.Para chegar a esta mesma conclusão bastará atentar em alguns dos poemas de Xavier Malcata, que partem de uma visão científica do mundo – decerto construída com a aliança da imaginação e da razão – para soltar a visão poética, isto é, deixar voar livremente a imaginação, a propósito de um evento, de um tempo ou de um espaço. Há outros poemas, onde a ciência está ou parece arredada e a poesia omnipresente, mas escolho alguns poemas onde a ciência e a poesia dividem fraternalmente o palco. Vejamos como o autor invoca a teoria da relatividade de Einstein no seu poema “Paradoxo de Natal” (da Parte III):“Tempo e até espaço, em singularidadeFundem-se – instantâneo e omnipresente são,Desafiando as leis sábias da realidadeNuma história longa de imaginação.Relatividade em campo, justificaComo um volumoso e risonho astronautaTodo o mundo corre, em diminuto instante.”A física moderna, desta vez a teoria quântica em vez da teoria da relatividade, reaparece noutros passos, como no poema “Sublime elementar” (da mesma Parte III):“Em filosófica, atroz dureza,Heisenberg não permite que, incólume,Fique então o núcleo: só na incertezaSe confia. E o aumento do volume –Bolhas são geradas tão breves,Revela o que é mais elementar:Tal energia, debaixo das neves,Fugidio elo vai acrescentar.”Num domínio mais próximo daquele em que exerce actividade o cientista Xavier Malcata, surgem umas notáveis ”Sextinas a um carbono quiral” (da Parte IV, “Gritos de Realismo”) – que nos fazem lembrar alguns dos poemas do escritor e professor Vitorino Nemésio (1901-1978), contidos no livro “Limite de Idade" (Estúdios Cor, 1972) que dedicou ao biólogo Aurélio Quintanilha):“Os electrões carregados –Fuindo num mar de incertezaE obrigatórios no acaso,Em orbitais bem casados(Híbridas são, de certeza)Dão ligações, mas a prazo.”Em “Arqueologia molecular” (da mesma Parte IV), o autor glosa a moderna e polémica questão dos organismos geneticamente modificados, associada de perto à investigação em biotecnologia que o cientista empreende no seu laboratório:“Criam-se tais regras sem ter fronteiras(Qual Craig Venter universal),Que na agroquímica – a que é industrial,Sem metabólicas, vis barreiras,O microcosmos se vai alterar.”Neste trecho, como aliás noutros, revela-se, sem qualquer dúvida, a dimensão humanista e ética do autor – uma dimensão que ajuda sobremaneira a fazer a ponte entre poesia e ciência.Falando de tecnologia, encontra-se neste livro referência às questões bastante actuais da produção e consumo de energia, nomeadamente ao aproveitamento da energia eólica, no poema “Eólo renascido” (Parte III):“Enchem a paisagem, cortam o horizonte –Como sentinelas de metal aladas,Como monstros em contínuo rodopio.Com seus triplos braços, erguem-se imponentes,Como se entre o céu e a terra fossem ponte.Como cavaleiro andante disfarçadas,Provocando D. Quixote em desafio –Torres actuais, máquinas tão descontentes.”Somos levados imediatamente, neste e em vários outros poemas, a estabelecer uma analogia – e também, necessariamente, um contraste – com a poesia de António Gedeão, o pseudónimo do professor de Ciências Físico-Químicas Rómulo de Carvalho (1906-1997), que, em “Impressão digital”, escreveu: “São moinhos? São moinhos. / Vê gigantes? São gigantes.”O autor também trata a questão das viagens espaciais, resultado tecnológico do conhecimento das leis de Newton – uma questão bem actual, agora que passam os 40 anos da primeira ida humana à Lua. Em “Balada de infinito” (Parte IV), lê-se:“Eis compasso de espera – fica em órbita;Cadeia a dois no módulo que parte,A equipa longe, no vácuo perdido,Desce, lenta, para a Tranquilidade.Saltitando tão esbelto (não gravita),O herói marca o chão como peça de arte.Satélite cinzento, em que o homem ávidoPula como gigante: é a Humanidade.”Associamos de novo Xavier Malcata a Gedeão, o autor de “Poema do homem novo”, saído um ano depois de Armstrong pisar o solo lunar: “Lá vai ele. / Lá vai o Homem Novo / Medindo e calculando cada passo, / Puxando pelo corpo como bloco emperrado.” A associação é particularmente evidente – decerto uma grande e justa homenagem do autor a Gedeão, pois, na poesia como na ciência, só se pode ver mais longe se se estiver “aos ombros de gigantes” –, na “Ameaça maior em redondilha menor”, que lembra a famosa “Lágrima de preta”. Escreve Xavier Malcata:“Encontrei uma gota,Que estava a escorrer:Transparente e fria,Prestes a morrer.Amostrei-a logo:Usei a pipeta,Olhei-a bem fundo –Vi a coisa tão preta.”Por outro lado, uma nítida diferença entre os dois poetas transparece se se cotejar, por exemplo, “Correrias de advento” (Parte II, “Suspiros de Bucolismo”), de Xavier Malcata, com “Dia de Natal”, de Gedeão – embora nos dois haja comunhão no tema, a crítica ao excessivo consumismo a que continuamos a assistir nos finais do ano. Outros, com mais sapiência e capacidade do que eu, poderão analisar os paralelismos e as obliquidades entre o consagrado autor de “Pedra Filosofal” e o presente autor, que decerto encontrou inspiração em quem tão bem soube urdir ciência e poesia.Um prefácio deve ser breve – como um acepipe que abre caminho para o saboroso prato principal, que é a obra propriamente dita. Assim, e uma vez que a última palavra será, como deve ser, a do poeta Xavier Malcata, dou (por ser incapaz de dizer melhor) a minha última palavra ao poeta Gedeão – que, no último poema, intitulado “Suspensão coloidal”, do seu livro “Máquina do Fogo” (Atlântida, 1961), tão bem resumiu a complexidade e a dificuldade das relações, decerto persistentes mas continuamente ambíguas, entre ciência e poesia:“Postulados e leis e lemas e teoremas,tudo o que afirma e fura e diz sim,teorias, doutrinas e sistemas,tudo se escapa ao autor dos meus poemas.A ele e a mim.”

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Fri, 21 Jan 2011 13:30:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9274/o-espaco-e-a-alma
O MESSIAS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9237/o-messias

Informação recebida da Bizâncio sobre uma história de um judeu famoso do século XVI que passou por Portugal:Título: O Messias, 3.ª ediçãoAutor: Marek HalterColecção: Ilhas Encantadas, 1Romance Histórico______________________________________________________________«A passagem de Reubeni por Portugal (…) provocou ao que parece conversões ao judaísmo, como a de Diogo Pires que tomaria o nome de Salomão Molco.»Maria José Pimenta Ferro TavaresDavid Reubeni diz-se general de um exército vindo do deserto, enviado por seu irmão José, o soberano do misterioso reino de Chabor. O seu projecto é arrojado: reunir na Europa um exército judeu que deverá tomar aos turcos a terra de Israel e constituir aí um reino judeu, devolvendo ao ocidente cristão o controlo dos lugares santos de Jerusalém. De olhar sombrio e aparente indiferença perante os clamores que suscita, este homem leva o seu projecto a Veneza; a Roma, à corte do papa Clemente VII; ao rei de Portugal D. João III; a Francisco I de França e até ao imperador Carlos V. Para os milhões de judeus europeus, perseguidos ou dificilmente tolerados, expulsos de Espanha, convertidos à força em Portugal, David Reubeni torna-se o Messias e por todo o lado a exaltação mística alimenta a lenda. Levará a bom termo o seu arrojado projecto? Escapará às apertadas malhas da Inquisição?

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Tue, 18 Jan 2011 10:31:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9237/o-messias
MEU TOP TEN DA COLECÇÃO CIÊNCIA ABERTA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9227/meu-top-ten-da-coleccao-ciencia-aberta

A Gradiva divulga na sua página web o meu top-ten da colecção "Ciência Aberta" (a ordem é a alfabética de autor)1- Richard Dawkins, "O Relojoeiro Cego", 2- Richard Feynman, "O Que é uma Lei Física", 3- Stephen Hawking, "Breve História do Tempo", 4- James Gleick, "Caos", 5- Douglas R. Hofstadter, "Gödel, Escher, Bach Laços Eternos", 6- Abraham Pais, "Subtil é o Senhor", 7- Ilya Prigogine e Isabelle Stengers, "A Nova Aliança", 8- Hubert Reeves, "Um Pouco Mais de Azul", 9- Carl Sagan, "Cosmos", 10- James Watson, "A Dupla Hélice".

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Mon, 17 Jan 2011 13:04:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9227/meu-top-ten-da-coleccao-ciencia-aberta
ÉTICA PARA ENGENHEIROS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9206/etica-para-engenheiros

Minha apresentação do livro "Ética para Engenheiros" filmada bno Centro Ciênvias Viva Rómulo de Carvalho: aqui.

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Fri, 14 Jan 2011 18:41:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9206/etica-para-engenheiros
ENCONTRADO NA NET: LIVROS COM HIPERLINKS http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9182/encontrado-na-net-livros-com-hiperlinks

E, no mesmo sítio (brasileiro) encontrei livros que têm hiperligações feitas por linhas serpenteantes... Aqui.

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Thu, 13 Jan 2011 05:58:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9182/encontrado-na-net-livros-com-hiperlinks
Crónicas do Condestável de Portugal http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9179/cronicas-do-condestavel-de-portugal

D. NUNO ÁLVARES PEREIRA Crónicas do Condestável de Portugal de Academia Portuguesa da História Edição Fac-similada do texto preparado em 1972 por António Machado de Faria É uma das novidades que a editora QuidNovi apresenta este mês (disponível a partir do dia 20), novamente a aposta na História de Portugal e, sobretudo, numa publicação esgotada há já demasiado tempo.Fica, aqui, um pequeno excerto do prefácio assinado pela Prof.ª Manuela Mendonça, Presidente da Academia Portuguesa da História:No ano de 1972 a Academia Portuguesa da História publicava, em edição preparada pelo Académico de Número, António Machado de Faria, a Crónica do Condestável de Portugal D. Nuno Álvares Pereira. Tratava-se da sexta publicação de um texto que se vira impresso, pela primeira vez, em 1526. Seguira-se nova impressão em 1554, depois em 1623 e em 1644. No século XX, em 1911, apareceria uma única publicação do texto quatrocentista, se exceptuarmos a de 1937 que António Machado de Faria não considerou “visto ela não ser integral, mas adaptação de texto antigo feita pelo Dr. Jaime Cortesão, com intuitos de a expandir, talvez entre a juventude”.De há muito esgotadas todas as edições, o seu difícil acesso quase fez cair no esquecimento o texto que, na primeira metade do século XV, autor para nós anónimo dedicou à vida e feitos de Nuno Álvares Pereira.A consagração do guerreiro português, que a Igreja Católica reconheceu como santo, canonizando-o em 26 de Abril de 2009, fez voltar à memória, para uns de modo negativo, para outros positivo, o labor de um herói que ficou para sempre associado à crise da independência portuguesa, entre 1383 e 1385, e à vitória da dinastia de Avis, iniciada por D. João I. Essa circunstância levou a Academia Portuguesa da História, em colaboração com a editora QuidNovi, a decidir oferecer ao grande público, em edição fac-similada, o texto preparado em 1972 por António Machado de Faria.É, pois, nosso objectivo divulgar a obra que registou, pouco depois da sua morte, a vida de Nuno Álvares Pereira, escrita por alguém que de muito perto o conheceu e, porventura admirador e devoto do seu personagem, lhe enalteceu feitos e virtudes. Para que só esse aspecto se conheça da vida deste nobre? Não! Para que possamos perceber como o Homem se assumiu em integridade na sociedade em que estava inserido, fruto e agente de uma mentalidade, na sua relação social económica e política com os outros e com o poder. Porque é preciso não esquecer que Nuno Álvares Pereira foi, antes de tudo, um homem do seu tempo. E é à luz desse tempo que o devemos conhecer.

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Thu, 13 Jan 2011 05:18:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9179/cronicas-do-condestavel-de-portugal
GRANDES ERROS: DAN BROWN, AUTOR DE NÃO-FICÇÃO! http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9039/grandes-erros-dan-brown-autor-de-nao-ficcao

Espreito a última edição (n.º 194) da revista do Círculo de Leitores e pasmo: a abrir a secção de não-ficção, o livro escolhido foi... "O Símbolo Perdido", de Dan Brown... Os editores conseguiram fazer a quadratura do círculo e apetece chamar ao Círculo de Leitores (que saudades dos tempos antigos!) o Quadrado dos Leitores.

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Thu, 30 Dec 2010 09:25:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9039/grandes-erros-dan-brown-autor-de-nao-ficcao
Não procures sem creias: tudo é oculto http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9001/nao-procures-sem-creias-tudo-e-oculto

NatalNasce um Deus. Outros morrem. A VerdadeNem veio, nem se foi: o Erro mudou.Temos agora uma outra Eternidade,E era sempre melhor o que passou..Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.Um novo deus é só uma palavra.Este poema de Fernando Pessoa foi escolhido por Eugénio de Andrade para constar na sua Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa. O poema inocentemente designado Natal que termina com as desarmantes palavras tantas vezes citadas: Não procures sem creias: tudo é oculto.

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Sat, 25 Dec 2010 13:00:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/9001/nao-procures-sem-creias-tudo-e-oculto
DOZE LIVROS DE CIÊNCIA DE 2010 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8997/doze-livros-de-ciencia-de-2010

Quase a terminar o ano de 2010 (e com ele a primeira década do novo milénio) é a altura de fazer o balanço anual da edição de livros de ciência em Portugal. Escolhi, com um critério necessariamente pessoal, uma dúzia de livros que ficam da safra editorial deste ano. Sete deles são de autores portugueses. Os temas preferenciais são a astronomia, a física (com destaque para a história desta ciência) e a medicina (principalmente neurologia). Deixo evidentemente de fora o livro que escrevi com Décio Martins “Breve História da Ciência em Portugal”, uma edição conjunta da Imprensa da Universidade de Coimbra e da Gradiva. A ordem é alfabética do nome do autor.1 - Ivo Alves, “Atlas do Sistema Solar”, Imprensa da Universidade de Coimbra.Um geofísico da Universidade de Coimbra, que tem estudado a geologia de Marte,é o autor de um interessante atlas do sistema solar, com informação actualizada sobre o nosso sistema planetário e imagens escolhidas dos vastos arquivos da NASA e da ESA. É uma obra de referência para todos os que se interessam por astronomia, numa edição cuidada de uma editora universitária de referência.2 - João Lobo Antunes, “Egas Moniz. Uma Biografia”, Gradiva.O Professor de Medicina da Universidade de Lisboa que foi distinguido há uns anos com o prémio “Pessoa” é o autor não “de uma” biografia, mas sim “da” biografia do nosso até agora único Prémio Nobel em Ciências. Fazia falta uma obra como esta, muito bem documentada e extraordinariamente bem escrita, da pena de um especialista nas matérias em que Egas Moniz sobressaiu.3- Luís Miguel Bernardo, “História da Luz e das Cores”, Vol. 3, Editora da Universidade do Porto.Um físico da Universidade do Porto especializado em óptica moderna publicou na editora da sua universidade o terceiro e último volume da sua monumental obra sobre a evolução do modo como fomos vendo a luz e as cores. A história do laser, nele incluída, surgiu na altura das comemorações dos 50 anos da invenção do laser.4 - Rómulo de Carvalho, “Memórias”, Fundação Gulbenkian.Pouco antes do Natal, a Gulbenkian traz a lume o magnífico volume de memórias do grande poeta, professor de Físico-Química, historiador da ciência e da educação e divulgador de ciência. Este é, sem dúvida, um dos maiores momentos editoriais do ano, por nos permitir compreender melhor um grande personagem do século XX português.5- Eugénia Cunha, “Como nos Tornámos Humanos”, Imprensa da Universidade de Coimbra.A antropóloga forense da Universidade de Coimbra traça de modo sumário a evolução do homem num livro de bolso da colecção de bolso “Estado da Arte” da editora da universidade coimbrã, em boa hora ressuscitada depois da extinção no tempo de Salazar. 6 - António Damásio, “O Livro da Consciência”, Temas e Debates.O médico neurologista português, autor de “O Erro de Descartes”, que é um “estrangeirado” nos Estados Unidos (e, como João Lobo Antunes, Prémio “Pessoa”) fornece um relato actualizado do que é a consciência humana. Imprescindível para todos os que queiram saber o que se sabe sobre o cérebro humano.7- Galileu Galileu, "Sidereus Nuncius. O Mensageiro das Estrelas", tradução e notas de Henrique Leitão, Fundação Gulbenkian.No final do Ano Internacional da Astronomia, que pretendeu assinalar os quatrocentos anos das primeiras observações de Galileu realizadas com o telescópio, esta é a primeira tradução em português, realizada a partir do latim original, dos registos dessas primeiras observações. Foi seu autor um dos melhores historiadores portugueses, Henrique Leitão, da Universidade de Lisboa.8 - Stephen Hawking (coordenação), “Aos Ombros de Gigantes”, Texto Editores.Num enorme e belo volume, esta é uma colecção de textos clássicos de alguns dos maiores gigantes da Física – Copérnico, Kepler, Galileu, Newton e Einstein - , num volume organizado pelo astrofísico inglês que se tornou famoso com a sua “Breve História do Tempo”. Coordenei a equipa da Universidade de Coimbra que efectuou a tradução para português europeu, feita com a ajuda da tradução em português do Brasil, onde o livro saiu primeiro. Curiosamente, quase na mesma altura a Gulbenkian fez sair uma outra tradução dos “Principia” de Newton aqui também contidos, feita directamente a partir do latim original.9 - Hubert Reeves, “Já Não Terei Tempo”, Gradiva.Mais um livro, este de memórias, do conhecido astrofísico canadiano, que com “Um Pouco Mais de Azul” foi o autor de um dos primeiros êxitos de venda da colecção “Ciência Aberta” da Gradiva.. Essa notável colecção aproxima-se, mantendo a qualidade do início, dos duzentos livros. É obra!10- Silvan Schweber, “Einstein e Oppenheimer. O Significado do Génio”, Bizâncio.Um historiador de ciência norte-americano traça perfis paralelo de dois dos maiores génios da física do século XX. Os dois eram judeus e estiveram ligados, de uma maneira ou de outra, ao projecto que conduziu à primeira bomba atómica. Mas o seu génio excede em muito essa ligação.11 - Manuel Sobrinho Simões, “Genes, Célula, Ciência e Homem“, Verbo.O Professor de Medicina da Universidade do Porto e também Prémio “Pessoa” reuniu aqui alguns dos seus textos e entrevistas que dão conta não só do seu pensamento original mas também do seu notável poder de comunicação.12- Simon Singh, "Big Bang. A descoberta científica mais importante de todos os tempos e porque precisa de a conhecer", Gradiva.Um conhecido autor de livros de divulgação de ciência apresenta um relato pormenorizado e actualizado do modelo do Big Bang, que triunfou na cosmologia e na astronomia, num outro volume da colecção “Ciência Aberta”.

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Thu, 23 Dec 2010 23:09:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8997/doze-livros-de-ciencia-de-2010
EGAS MONIZ, A BIOGRAFIA http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8941/egas-moniz-a-biografia

Minha crónica no "Sol" de hoje:Ainda a tempo do Natal acaba de chegar às livrarias, em edição da Gradiva, uma biografia do cientista luso que, com o prémio Nobel, ganhou, no século XX, maior reconhecimento internacional: o professor de Medicina e neurocirurgião António Egas Moniz. É seu autor outro professor de Medicina e neurocirurgião, João Lobo Antunes. O autor foi sensível ao filósofo Fernando Gil, que comentou que “teria um dia de escrever um livro, e não se limitar a colectâneas de ensaios de temáticas variadas”. O livro é este. O subtítulo diz, com alguma modéstia, que se trata de “uma biografia”. Mas é, antes, “a biografia” do grande sábio.Não é preciso falar muito sobre o autor, bastando dizer que da sua pena tem saído alguma da melhor prosa ensaística em língua portuguesa. Mas convém acrescentar que, servindo-se dos seus apurados dotes de investigador, pesquisou com profundidade praticamente todas as fontes que havia sobre Egas Moniz, avaliando-as com singular espírito crítico e oferecendo ao leitor o destilado produto dessa avaliação. Fala com vivo interesse de uma personagem de quem está próximo, não só por praticar a mesma profissão, mas também por o seu pai ter sido colaborador próximo do biografado.O leitor lerá com gosto neste livro uma descrição completa da vida de Egas Moniz, desde os anos de formação, primeiro na ria de Aveiro, depois no colégio jesuíta de Castelo Branco e depois ainda na Universidade de Coimbra, até aos anos finais de fama e glória, na Universidade de Lisboa, proporcionadas pelas numerosas láureas, passando pela sua precoce carreira política e diplomática e, evidentemente, por todos os trabalhos científicos que conduziram às suas duas obras maiores: a invenção da angiografia e da leucotomia pré-frontal. Encontrará relatos de peripécias pouco conhecidas, como a sua “descoberta” dos raios X através de um trabalho académico solicitado por um mestre coimbrão, quando esses raios ainda eram novidade, ou o seu duelo com Norton de Matos, com quem mais tarde haveria de se reconciliar. Ficará a saber que Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro foram doentes de Egas Moniz. A biografia tem, como assinala com ironia Lobo Antunes, sexo e violência: sexo porque A Vida Sexual foi a tese de doutoramento do biografado, que havia de tornar-se um best-seller, e violência porque ele foi atingido a tiro, já em idade madura, por um seu paciente.Lobo Antunes demora-se na descrição das invenções de Egas Moniz. Se a primeira, revolucionária na época, resistiu à erosão do tempo, a segunda tem sido alvo de críticas. O autor critica as críticas: para ele, o Nobel foi merecidíssimo. Refere mesmo o renascimento actual da psicocirurgia. Este é o livro que nos faltava sobre um dos nossos maiores cientistas!

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Thu, 16 Dec 2010 18:16:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/8941/egas-moniz-a-biografia