outras leituras - tagged with visao http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron joaojosemarques@gmail.com A arte da negociação http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7241/a-arte-da-negociacao

He elegido una de las historias para demostrar cómo el ingenio consigue solucionar problemas que su ausencia mantiene o agrava. Cito de memoria. Se trataba de solucionar mediante una negociación un problema que parecía irresoluble. Un hombre quería hacer testamento en favor de sus tres hijos. Al mayor quería dejarle en herencia la mitad de sus bienes, al segundo, la tercera parte y al pequeño la novena parte. Tenía un rebaño de diecisiete ovejas de extraordinaria calidad y no quería matar ni vender ninguna. No le salían las cuentas. Quiso negociar la solución con un sabio y éste le dijo: - – Le voy a regalar a usted una oveja, aunque sea extraordinariamente cara, como me dice.- – ¿Y eso resuelve mi problema?- – Sí porque ahora ya tiene usted dieciocho. Le da al mayor la mitad, es decir, nueve. Al segundo le da la tercera parte, seis. Y al pequeño le entrega en herencia una novena parte de dieciocho, es decir, dos. Nueve y seis, quince. Quince y dos, diecisiete. Me devuelve la oveja que le había regalado y tiene usted resuelto el problema.-Las negociaciones se suelen plantear bajo este lema: si tú ganas, yo pierdo y si tú pierdes, yo gano. No siempre es así, como puede verse en la negociación que se realiza en esta historia. Ninguno de los dos perdió. El resultado de las negociaciones fracasadas a las que he hecho referencia es que todos hemos perdido. Es una pena. Pero bueno, si somos inteligentes, queda la esperanza de aprender de los errores y de la torpeza.A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra. Aqui.

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Sat, 12 Jun 2010 08:11:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7241/a-arte-da-negociacao
Disposições e emoção http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7072/disposicoes-e-emocao

Dois monges caminhavam pela floresta quando se depararam com uma linda cortesã, sentada nas margens de uma ribeira de curso rápido. Como tinham feito um voto de castidade, o monge mais novo ignorou a mulher e atravessou rapidamente a ribeira.Percebendo que a linda mulher não podia atravessar em segurança a ribeira, o monge mais velho pegou nela ao colo e transportou-a para a outra margem. Depois de chegarem ao outro lado, colocou-a suavemente no chão. Sorriu e agradeceu, e os dois monges continuaram o seu caminho.O jovem monge ficou a matutar em silêncio, reconstituindo o incidente vezes sem conta na sua mente.Como podia ter feito isso?, pensava o jovem monge para consigo.Será que o voto de castidade não representava nada para ele? Quanto mais o jovem monge pensava no que tinha visto, mais furioso ficava, e a discussão na sua cabeça estava cada vez mais acesa: Bem, se eu tivesse feito uma coisa daquelas, teria sido expulso da nossa Ordem. Isto é repugnante. Talvez não seja monge há tanto tempo quanto ele, mas sei distinguir o certo e o errado.Olhou para o monge mais velho, para ver se este demonstrava pelo menos algum remorso pelo que tinha feito, mas o homem parecia tão sereno e pacífico como sempre.Finalmente, o jovem monge não aguentou mais."Como pôde fazer aquilo", perguntou. "Como pôde sequer olhar para aquela mulher, quanto mais pegar nela ao colo e transportá-la? Não se lembra do seu voto de castidade?"O velho monge pareceu surpreendido, depois sorriu com grande bondade nos olhos."Já não a estou a carregar, meu irmão. E você?"(Paul McKenna)

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Thu, 27 May 2010 13:20:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/7072/disposicoes-e-emocao
VISÃO http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6869/visao

Retorno a Zander para procurar inspiração: A visão possui a força propulsora de uma longa linha melódica, o altivo dueto dos Bodas de Fígaro de Mozart elevou o espírito dos pri­sioneiros para além dos muros da prisão no filme The Shawshank Rendemption.Não tenho idéia, até hoje, sobre o que aquelas duas senhoras ita­lianas estavam cantando. A verdade é que eu não queria saber. Algumas coisas são melhores se não sabidas. Gosto de pensar que elas estavam cantando sobre alguma coisa tão bonita que não podia ser expressa em palavras e deixava seus corações machuca­dos por causa disso. Digo-lhe que aquelas vozes voavam tão altas e mais longe do que qualquer um ousasse sonhar. Era como se lindas aves batessem asas em nossas pequenas celas desarruma­das e fizessem as paredes se dissolver. E nesse curtíssimo espaço de tempo, todos os homens em Shawshank se sentiram livres. Desta forma, a visão nos livra do peso e da confusão das preocu­pações e problemas locais, permitindo-nos ver a longa e clara linha.A visão se torna a janela para a possibilidade quando cumpre cer­tos critérios que a distinguem dos objetivos da espiral descendente.Aqui está o critério que permite à visão estar no universo das possibi­lidades: ·A visão articula a possibilidade.·A visão preenche o desejo fundamental da humanidade, o dese­jo com o qual todos os seres humanos podem sonhar. Esta é uma ideia para a qual ninguém poderia logicamente responder:"E sobre mim?"·A visão não faz referência à moralidade ou à ética, não diz res­peito à forma correta de fazer as coisas. E não pode afirmar que alguém esteja errado.·A visão é colocada como um quadro para qualquer época, sem número, medidas ou comparações. Não contém nenhum tempo específico, lugar, público ou produto.·A visão não tem categoria - não aponta nem para um futuro rosado nem para um passado carente de melhorias. Ela cessa sua bondade no presente. Se a visão for "paz na terra", a paz vem como sendo sua urgência. Quando "a possibilidade de ideias faz a diferença" é dito, neste momento, as ieias fazem a diferença.·A visão é uma longa linha de possibilidades se irradiando. Isso evoca a expressão infinita, o desenvolvimento e a expansão para dentro da sua janela de definições.·Falar da visão transforma quem fala. Neste exato momento, "o mundo real" se torna o universo das possibilidades e as barreiras para a realização da visão desaparecem.Metas e Objetivos Guiados pela Visão Dentro da janela da visão, metas e objetivos se projetam em um cenário de abundância. A meta - mesmo a meta de ser "o número um em projeto de escritório nos Estados Unidos" - é inventada como um jogo a ser jogado. Jogos projetam uma energia diferente da amarga perseguição de metas, no âmbito da espiral descendente. Eles apresentam criatividade e vitalidade para os jogadores, sem negar que o nível em que jogam talvez tenha a ver com o fato de saber se a equipa se qualificará ou não para a próxima disputa. Sob a visão, as metas são tratadas como marcas colocadas à frente para definir o território. Se você perder a marca - "Que fascinante!" Nem você nem a visão estão comprometidos. Na busca de objetivos dentro da visão, jogar é relevante para a manifestação da possibili­dade, ganhar não. Exemplos de "Visões"Aqui estão alguns exemplos, extraídos de nossa interação com empresas, de visões que casam com o critério de janelas para a possi­bilidade. Uma distribuidora internacional de alimentos estava inspi­rada pela "visão de um mundo em parceria ética e sustentável". Uma empresa que projetava produtos baratos do lar achou sua expressão em "a possibilidade de alegrar-se todos os dias", e um grupo de ofi­ciais das forças armadas dos Estados Unidos ressoou com "a possibi­lidade de um mundo em liberdade." Barbara Waugh, personalidade mundialmente conhecida, gerente da Hewlett-Packard Laboratories, contou sobre a transformação que aconteceu quando o enunciado da missão dirigida à compe­tição da HP tinha finalmente se transformado em uma visão real. "Cresci pensando que mudanças eram um cataclisma", disse, "e provavelmente acompanhado por música. O jeito que usamos foi começar devagar e trabalhar aos poucos. Em algum ponto, tudo começa a se multiplicar, e você vê a transformação ­quase antes de você percebê-la". Isto aconteceu durante um encontro para planejar a comemo­ração da criatividade nos laboratórios da HP. Laurie Mittelstadt, engenheira de materiais, colocou uma simples e poderosa ques­tão para o grupo:"Por que aspirar ser o melhor laboratório industrial do mundo? Por que não ser o melhor laboratório para o mundo? De fato, por que não dizer 'HP PARA O MUNDO?"A súbita troca de linguagem tocou em uma nova reserva de energia. Um engenheiro sénior criou uma imagem para o que «PARA O MUNDO" significava para ele. Ele pegou a atual e famo­sa foto de Eill Hewlett e David Packard, ambos de pé na garagem onde a HP começou, e sobrepôs a foto da Terra tirada da espaço­nave Apollo. O grupo de Waugh transformou esta foto em um poster para o HP Labs Town Meeting. As pessoas das demais áreas da empresa ficaram entusiasmadas com esta imagem e quase cinqüenta mil delas compraram o poster.A visão é um convite aberto e uma inspiração para as pessoas cria­rem ideias e situações que se correlacionem com esta janela de defi­nição. Organizações TonaisA visão também pode estar ligada à "tonalidade" da empresa ou grupo - a chave na qual a peça é escrita. Música atonal - música sem o código de base - nunca se desenvolve em uma forma de arte uni­versal, precisamente porque não possui nenhum senso de destino. Como se pode saber onde se está, a menos que se tenha um ponto de referência? Músicas que exploram apenas a tónica simples e a har­monia dominante são chatas porque não dão espaço para o desenvolvimento. Analogamente, como é inspirador trabalhar para uma empresa governada, somente e para sempre, por sua forma habitual de fazer as coisas? Complexidade, tensão e dissonância podem trazer vida para uma empresa como o fazem para a música, mas não apre­sentarão uma estrutura coerente, a menos que você possa ouvir o código base ou se conecte à visão. Quando a visão está guiando a empresa, ela é instantânea e progressivamente acessível a todos os membros do grupo. A visão é o' "ponta dos pés na altura do nariz" da empresa. E se torna a fonte de participação responsável e orientada.Benjamin Zander e Rosamund Zander, A Arte da Possibilidade, Obra citada infra

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Wed, 12 May 2010 15:31:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6869/visao
A ARTE E A BIOQUÍMICA DO "VER" http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6267/a-arte-e-a-bioquimica-do-quotverquot

Uma fábrica de calçados enviou dois de seus representantes de vendas para uma região na África a fim de pesquisar a viabilidade de expansão de seu negó­cio. De um deles retomou o seguinte telegrama:

SITUAÇÃO SEM PERSPECTIVA PT NINGUÉM USA SAPATOS

o outro escreveu triunfante,

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS FANTÁSTICA PT ELES NÃO TÊM SAPATOS

PARA O ESPECIALISTA EM MERCADO que não vê os sapatos, tudo indi­ca a falta de perspectiva. Para seu colega, as mesmas condições reve­lam uma abundância de possibilidades. Cada um dos representantes percebeu o cenário segundo seu ponto de vista; cada um deles retor­nou com uma história diferente. De fato, tudo na vida nos chega em forma de narrativa; é uma história que contamos. As raízes desse fenómeno são mais profundas do que somente ati­tude ou personalidade. Experimentos em neurociência demonstra­ram que obtemos a compreensão do mundo basicamente nesta sequência: primeiro, nossos sentidos nos transmitem uma informação seletiva a respeito do que existe lá fora; segundo, o cérebro cons­trói sua própria simulação das sensações; e somente então, por últi­mo, temos a primeira percepção de nosso meio. O mundo entra em nossa consciência na forma de um mapa já desenhado anteriormente, de uma história já contada, uma hipótese, uma construção feita por nós mesmos.

Uma experiência inovadora em 1953 revelou aos espantados pes­quisadores que o olho do sapo só é capaz de perceber quatro tipos de fenômenos:

oLinhas em contraste evidente oAlterações súbitas de luminosidade oContornos em movimento oCurvas de contornos de objetos pequenos e escuros

O sapo não pode "ver" a face de sua mãe, não pode apreciar um pôr-de-sol, nem nuances de cores. Ele "vê" apenas o que necessita para comer e evitar ser comido: besouros pequenos e saborosos ou o movi­mento súbito de uma cegonha vindo em sua direção. Os olhos do sapo enviam informações selecionadíssimas ao seu cérebro. O sapo somente percebe o que se encaixa nessas limitadas categorias de percepção.

O olho do ser humano também é seletivo, todavia em um grau muito maior de complexidade que o do sapo. Pensamos que vemos "tudo", até que nos darmos conta de que as abelhas percebem dese­nhos em luz ultravioleta nas flores, e as corujas vêem no escuro. Os sentidos das várias espécies estão desenvolvidos para perceber infor­mações cruciais para a sobrevivência - cães ouvem em frequência abaixo da nossa, insetos podem captar uma partícula de molécula de uma fêmea em potencial a milhas de distância.

Percebemos apenas as sensações a que estamos programados para sentir, e nossa consciência é ainda mais restrita pelo fato de reconhe­cermos apenas as situações para as quais já possuímos um mapa ou categoria.

Zander, Rosamund e Zander, Benjamin (2001). A Arte da Possibilidade. São Paulo:Campus

Ora isto é de uma importância vital para a educação e para os processos de ensino e aprendizagem. Aprender a ver, glosando Barthes e Caeiro é todo um programa de acção que é preciso inventar.

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Tue, 23 Mar 2010 04:45:00 -0600 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6267/a-arte-e-a-bioquimica-do-quotverquot
Abrir a Mente para Um Mundo de Possibilidades http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6119/abrir-a-mente-para-um-mundo-de-possibilidades ]]> Wed, 10 Mar 2010 13:02:00 -0700 http://www.joaojosemarques.net/outrasleituras/items/view/6119/abrir-a-mente-para-um-mundo-de-possibilidades