Em Novembro lancei aqui uma novidade no jornalismo em português: a seção Tópicos do Jornal de Negócios. Hoje chegou a vez de apresentar o “irmão”: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto, O Que Está a Dar, incluído na versão online do Record. Os dois projetos são na prática gémeos, sendo que O [...]
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O Que Está A Dar, no Record: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto
January 23 2011, 7:00am | Comments »
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A parte má das redes? A autorização social 2.0 para julgarmos os outros...
A parte boa das redes e da Internet? Podermos trabalhar para os mesmos objetivos de uma forma económica, com menos restrições, ferramentas possantes, o conhecimento de uma imensa mão de obra especializada ao nosso dispôr.
A parte má das redes e da Internet? Pensar que o poder da rede nos torna sábios juízes com uma autorização social 2.0 para julgarmos os outros e ditar o que devem e o que não podem fazer.
January 6 2011, 3:00am | Comments »
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Três respostas sobre o fenómeno WikiLeaks e o seu impacto no jornalismo
Um aluno do 3º ano de jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Tiago Teixeira, está a fazer-me uma grande entrevista no âmbito de um trabalho do curso. Dada a atualidade do tema, decidi publicar em forma de diálogo 3 das perguntas e as respetivas respostas.
Tiago Teixeira: O WikiLeaks é um tema que está na ordem do dia; considera este meio de difusão de informação confidencial jornalismo? Paulo Querido: Não. É o oposto do jornalismo, na medida em que é debitar informação não curada. E é afluente do jornalismo, ou seja, está a montante do processamento da matéria prima do jornalismo. P: Este novo fenómeno poderá abrir novos precedentes? R: Claro. Mas atenção: nada tem de novo. Nem mesmo a brutalidade. P: O que representa esta nova situação para os meios de comunicação, relativamente à transparência de informação? R: Representa um perigo, como para o resto da sociedade. Mas, como tantos outros perigos, é preciso corrê-lo, enfrentá-lo sem temor. Este é, de resto, um perigo esperável e aceitável, na medida em que decorre da evolução do uso das tecnologias.
January 4 2011, 7:00am | Comments »
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Afinal, o que é o WikiLeaks? Uma infografia para quem não sabe (e mesmo para quem sabe)
Afinal, o que é isso do WikiLeaks? Para quem não sabe, e mesmo para quem sabe, esta infografia é excelente. No primeiro caso, para compreender o que é, como funciona e que tipo de repercussão tem o site mais badalado dos últimos 2 meses. No segundo, para sistematizar o conhecimento. Via: OnlineSchools.org
January 3 2011, 9:50am | Comments »
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2011, o ano que vai exigir muito mais criatividade dos media (saiba porquê)
2011 promete ser mediaticamente muito interessante. É bastante provável que muitas soluções para os desafios nas várias plataformas venham a ser tentadas. Até de forma sistemática. A criatividade dos media vai ser particularmente posta à prova. E porquê tamanho teste, que é ainda mais intenso no caso das estações de televisão com canais generalistas ou noticiosos? Porque em 2011 não há eleições nos EUA (e em Portugal as presidenciais não constituem desafio porque ocorrem logo em Janeiro e de qualquer forma não há procura do público, antes pelo contrário). Em 2011 não teremos Jogos Olímpicos. Em 2011 não decorrerão campeonatos de futebol do Mundo ou da Europa. Sem esses acontecimentos para cobrir em direto, sobram milhares de horas de antena para encher. Menos assuntos para seguir nas redes sociais em tempo real vão obrigar a esforço suplementar para levar a atenção das pessoas aos sites dos media. Pode ser um ano muito interessante, no que respeita à relação dos media com a cultura reticular. Com alguma sorte, será o ano em que alguns dos principais grupos mostrem, finalmente, que entendem, respeitam e aceitam a vida em rede e agem em conformidade.
January 3 2011, 8:22am | Comments »
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O que devem os jornais fazer
http://pauloquerido.pt/media/o-que-devem-os-jornais-fazer/
Alan Mutter tem um artigo notável, publicado em Outubro último, a que só cheguei ontem. Terá tido menos atenção do que merecia? É bem provável: este tipo de artigos raramente escapa ao “meu” radar, composto por uma dúzia de jornalistas e académicos dos mais atentos às questões da Imprensa e do jornalismo. Why deadlines don’t [...]
January 3 2011, 4:20am | Comments »
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Cavaco representa a tribo que reparte os sacrifícios e avoca os benefícios
Eu não quero ter um presidente que quer os sacrifícios repartidos “por todos, sem excepções ou privilégios“. Prefiro um que me diga, com a mesma clareza, que quer os benefícios repartidos por todos, sem exceções nem privilégios. Irrita-me a ideia, predominante na classe que detém o megafone da opinião, de que a crise deve ser [...]
January 2 2011, 10:44am | Comments »
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11,9 milhões de euros asseguram continuidade: 500.000 pessoas financiam Wikipedia
A Fundação Wikimedia anunciou no primeiro dia do ano que mais de meio milhão de pessoas de todo o mundo contribuiu com donativos para assegurar a continuidade da Wikipedia mantendo-a livre de anúncios. Boas notícias para entrar no ano em que comemora o seu 10º aniversário (é já no dia 15 de Janeiro). Nos 50 dias que durou a campanha de angariação de fundos, foram obtidos 16 milhões de dólares (11,9 milhões de euros). Era esse o montante necessário para manter a Wikipedia no ar sem recurso a fontes como a publicidade. A Wikipedia é o único sítio dos 10 mais visitados do mundo que não depende de anúncios para sobreviver. Foi a campanha mais curta e mais bem sucedida de sempre. O que confirma que o modelo de financiamento por donativo faz parte da cultura em rede, ainda que possa não ser aceite pelas pessoas em todos os tipos de projetos. Em 2009 a Wikipedia recebera donativos de 230.000 pessoas. O que não se alterou significativamente foi a média de contributo por pessoa: 22 dólares. Links:
Press-release da Wikimedia Foundation: Half a Million People Donate to Keep Wikipedia Free Quadro com estatísticas.
January 1 2011, 11:58am | Comments »
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Novas desigualdades: uma lição do caso #ensitel
O caso #ensitel pegou fogo nas redes sociais, terminando o ano como uma das principais viralidades na esfera social portuguesa. Do meu ponto de vista, este é uma lição sobre a formulação da viralidade nas redes e de como essa formulação cria novas desigualdades num ambiente que à primeira vista se mostra democrático e igualitário. Antes, um sumário. O caso é típico: um consumidor queixa-se no seu blog, repetidamente, da interação com uma empresa. Esta reage erradamente, com metodologias adequadas à comunicação intermediada e vertical, mas perigosas em ambientes onde a comunicação é direta, horizontal e sem profissionais para a filtrar e amortecer. Gera-se nas redes uma onda de simpatia que é igualmente tradicional. Fascinante e pertinente é a seguinte questão. Porque pegou fogo este caso em particular, quando tantos casos iguais -- e até de maior potencial, quer pelo lado da gravidade da situação, quer pela dimensão dos protagonistas -- são ignorados pela mole das redes sociais? O que faz as pessoas saltarem para dentro de uns combóios e não de outros? Este caso confirma as duas respostas afluentes que tenho vindo a observar já há alguns anos. 1: a qualidade da rede Por um lado, a figura do primeiro nó da rede, a pessoa na origem do assunto. O seu prestígio social joga uma carta maior do que a dimensão da sua rede de proximidade. Mas o trunfo é outro. Está na qualidade da rede e da relação com ela estabelecida. Socorro-me da observação de Alda Telles (em Ensitel e o pesadelo das redes sociais), que vou tirar de contexto e aplicar de outra forma: "sendo a comunidade twitter portuguesa relativamente pequena, tem a virtualidade de congregar jornalistas, opinion leaders, bloggers influentes e deputados, para além de um conjunto de cidadãos com fortes ligações ao mundo das tecnologias e dos telemóveis". A rede de proximidade de Maria João Nogueira tem estas características, por um lado, e por outro a ligação entre ela e cada nó é uma ligação forte, assente na maior parte dos casos em boas relações profissionais. E esse (trabalho) é o ás de trunfo. 2: o timing A segunda resposta é simples. Timing. O tempo em que as coisas surgem na timeline é determinante para o seu potencial. Podemos ter a melhor rede, mas se esta estiver maioritariamente desatenta, ausente ou ocupada com outros assuntos, não prestará atenção mesmo aos nós com os quais tenha afinidades eletivas, e mesmo que esses nós estejam a passar uma mensagem que carece de solidariedade ou apoio, através da retransmissão e amplificação. Já assisti à "morte" de causas de elevado potencial de origem apenas porque outro assunto dominava as atenções. De resto, esta é uma herança genética. Nos media tradicionais passava-se rigorosamente a mesma coisa. A gestão do tempo é, aliás, bem conhecida dos profissionais da comunicação. Assim, e concluindo: a democraticidade e a igualdade dos meios reticulares são largamente exageradas e mal interpretadas. A sua importância está a montante. Está no acesso. A liberdade de acesso a meios de comunicação poderosos, hoje estendida a muitos mais milhões de pessoas do que antes, quando era um privilégio de parte das classes abastadas. Mas a jusante é uma ilusão. Na rede os almoços são mais baratos, mas não são de graça. Uma rede de bons contatos não se adquire por obra e graça do botão de login. Cultivá-la dá trabalho. Muito trabalho, acreditem em mim. E mesmo assim continuamos sujeitos a alguns impoderáveis exteriores, como é o caso do timing. E ainda... Há outras questões curiosas e que ajudam a explicar muita coisa, mas que não abordarei agora por falta de tempo. Como esta. O primeiro objetivo de uma corrente organizada espontaneamente em torno de uma "causa" é procurar impactar o suficiente para ser noticiado em órgãos de comunicação de massas tradicionais -- que em muitos casos dispõem de audiências largamente inferiores à congregada pela "causa" nas redes Twitter, Facebook e blogosfera. Penso que isto comprova que, apesar de tudo o que se diz, subsiste -- mesmo em camadas mais novas da população, que por regra mais desprezam os OCS tradicionais -- o peso dos jornais enquanto legitimadores. Já não é o papel de amplificador que se procura. É o papel de certificador. Cada notícia no media tradicionais é celebrada como uma vitória da causa e largamente repassada. Como quem diz: vêem, temos razão, temos força, até os media reparam em nós. Um pouco por causa disso, alguns jornalistas (e outros nós da rede que, o não sendo, são considerados influentes ou têm audiências dilatadas) são pressionados nas redes para "darem" atenção às causas e retransmitirem-nas. Não estou a falar de pedidos ou sugestões, que são naturais e normais e por regra formulados corretamente. Falo de pressão direta, de sujeição, usando a exposição pública como arma. Uma nítida contradição com os aspetos libertários das redes, mas contradições é o que não falta à cibercultura, felizmente. PS: até final do ano teremos posts e artigos a explicar porque é que afinal a Ensitel continua com a porta aberta. Recordo casos anteriores, como o anúncio do Pingo Doce, para temperar todo o entusiasmo com os anúncios antecipados dos efeitos desta crise sobre a atividade da empresa visada. Cuidado com os deslumbramentos. A rede vale muito, mas vale o que vale. E raramente a gritaria produz mais do que dores de cabeça.
December 28 2010, 8:15am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom
Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom (clique para ver maior) Autoria: Flowtown - Social Media Marketing Application
December 27 2010, 10:39am | Comments »

