Rupert Murdoch tem uma qualidade: é corajoso. Faz o que a esmagadora maioria dos seus pares apenas sonha fazer — e fica à espera que o líder do rebanho, ele, o faça. É um valor seguro. Murdoch tem uma vantagem. A vantagem do dinheiro. Só o gasta quem o tem — e ele gasta-o profusamente. [...]
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Mais um falhanço de Murdoch na net (ou: quem tem dinheiro que o gaste, chiça)
October 22 2010, 9:10am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O Telegram, o número de visitantes, as paywalls e os modelos delas
http://pauloquerido.pt/media/o-telegram-o-numero-de-visitantes-as-paywalls-e-os-modelos-delas/
Peter Kafka escreveu com júbilo acerca da subida de tráfego de um jornal mesmo depois de ter erigido uma paywall (A Newspaper Pay Wall Goes Up–And So Do Visitor Numbers, no All Things Digital). Eu diria que é um erro devido ao seu otimismo entusiasta e às expetativas demasiado elevadas quanto aos modelos de negócio [...]
October 22 2010, 8:36am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
USA Today aponta o novo caminho: fim da redação integrada, organização em anéis
Há 8 semanas o USA Today anunciara uma profunda remodelação, da qual dei nota na coluna Ondas na Rede por achar que viria dali algo sério. O meu faro não me enganou. À medida que se conhecem os detalhes, percebe-se que é o fim da ideia da “redação integrada”, onde toda a gente trabalha para todos os meios e formatos. Um modelo mais eficiente será, espera-se, a organização em anéis de conteúdo. Cada anel tem um editor com a função de verticalizar a sua produção. Este modelo não é propriamente uma novidade, dirão os mais antigos. Sim, mas a diferença está na quantidade de anéis e no facto de deixarem de corresponder às áreas do jornal (Nacional, Economia, Política, Cultura, …). Este artigo na Poynter revela mais pormenores:
In addition, USA Today has eliminated several managing editor jobs and will be organizing around “15 distinct content areas,” Hunke said, like travel, personal finance and personal technology. Each will have its own top editor and a dedicated general manager to develop so-called “vertical” advertising and other revenue opportunities. (…)
I was struck by the parallel to what I had heard from a Financial Times digital editor during Poynter’s Leadership Academy last week: Having pioneered the integrated multi-platform newsroom, the Financial Times is now starting to think that the structure divides attention across too many formats and is thus becoming obsolete.
Ler original, USA Today aponta o novo caminho: fim da redação integrada, organização em anéisFonte: Poynter Online
October 21 2010, 10:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
USA Today aponta o novo caminho: fim da redação integrada, organização em anéis
Há 8 semanas o USA Today anunciara uma profunda remodelação, da qual dei nota na coluna Ondas na Rede por achar que viria dali algo sério. O meu faro não me enganou. À medida que se conhecem os detalhes, percebe-se que é o fim da ideia da “redação integrada”, onde toda a gente trabalha para [...]
October 21 2010, 8:10am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
OE 2011: da balança ao Plano Tecnológico
http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/oe-2011-da-balanca-ao-plano-tecnologico/
Uma leitura do OE 2011, do ponto de vista do sector da TI: A balança de pagamentos tecnológica, no período de Janeiro a Julho deste ano, sofreu “uma deterioração do seu saldo” devido ao “agravamento do défice da rubrica de direitos de utilização e propriedade industrial que, até ao mês de Julho, apresentava um défice [...]
October 21 2010, 4:10am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
@nytimes, 2.668.948. Nº de seguidores no Twitter supera circulação do jornal impresso
A imagem e o título falam por si. Sinal dos tempos. Consultar original, @nytimes, 2.668.948. Nº de seguidores no Twitter supera circulação do jornal impressoFonte: Blue Bus
October 21 2010, 3:11am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Internet em Portugal: 6.5 Mbps em Coimbra, 3,9 Mbps média nacional, 376 Kbps nos móveis
A Akamai publicou ontem o seu State of The Internet Report. Temos agora dados localizados para Portugal, onde a Akamai é representada pela Arturai. O relatório é composto pelos dados recolhidos através da rede mundial de servidores da Akamai sobre o tráfego de ataques, adopção à banda larga e conectividade móvel, bem como as tendências vistas nestes dados ao longo do tempo. Este relatório apresenta também notícias sobre eventos notáveis ao longo do trimestre 2 (Abril – Junho), incluindo ataques de negação de serviço, hacks a sites e eventos de rede, incluindo interrupções e novas conexões. Dados relativos a Portugal: Cidade portuguesa com maior banda média disponível: Coimbra – 6.5 Mbps Cidade com maior pico médio de conexão – Coimbra 26.8 Mbps Pico médio de velocidade de conexão em Portugal – 17 Mbps - (5.9% superior em relação ao Trimestre 1 e 31% a cima em relação ao ano passado). Comunicações Móveis: Média de conexão 376 Kbps – 32 MB de tráfego de dados médio mensal por utilizador 0,8% do tráfego mundial de ataques foi originado em Portugal. Portugal possui 2.263.510 IP únicos. Conexão média nacional de 3.9 Mbps. 24% das conexões são acima dos 5Mbps. Puxe o relatório completo aqui (PDF).
October 21 2010, 12:19am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O Telegram, o número de visitantes, as paywalls e os modelos delas
Peter Kafka escreveu com júbilo acerca da subida de tráfego de um jornal mesmo depois de ter erigido uma paywall (A Newspaper Pay Wall Goes Up–And So Do Visitor Numbers, no All Things Digital). Eu diria que é um erro devido ao seu otimismo entusiasta e às expetativas demasiado elevadas quanto aos modelos de negócio dos media no mundo online. Dessa doença sofrem muitos. O jornal em causa é o Telegram.com. Tendo em conta o seu tráfego anterior, basta ser notícia na Imprensa e blogs para ter de imediato um pico. Ora, o Telegram foi notícia por ativar a paywall — que, diz-se, serve de laboratório de teste para o futuro modelo de subscrição do New York Times.
Ter mais tráfego pode ter algum significado no contexto. Mas eu ficaria admirado se tivesse. Vejamos. Se eu fizer uma pesquisa e for parar ao Telegram, conto como uma visita. Quem diz pesquisa diz redes sociais diz blogs: um link e aterro no Telegram. Conto como uma visita. E que fiz eu para o sucesso do Telegram, além de contribuir para o seu número e visitas? Li o jornal, ou algum do seu conteúdo? Inscrevi-me e passei a pagar? A página de subscrição, para a qual os leitores são redirecionados se por um extraordinário acaso forem parar ao Telegram, através de um link em pesquisa ou na web, mais de 10 vezes num período de 30 dias, conta como um visita. Assim, nos primeiros tempos em que um jornal coloca uma paywall, o tráfego referral continua a enviar leitores que continuam a contar como visitas — mesmo que tenham acertado em cheio na página de subscrição, resmungado uma imprecaução e voltado à página anterior, à procura de uma alternativa. Resumindo: o número de visitantes tem de ser analisado num contexto e num quadro juntamente com outros elementos, sob pena de servir apenas de instrumento de propaganda. Quero com isto dizer que não acredito no modelo paywall? Hoje chamamos paywall a tudo. Na realidade, há diferenças ENORMES entre modelos que estão a ser aplicados e o uso genérico da expressão devia ser evitado. Uma visita à entrada da Wikipedia permite ver algumas das diferenças: Paywall. O modelo de subscrição é válido, na web como fora da web, em qualquer ambiente. Simplesmente tem de ser pensado com cuidado, levando em consideração os vários aspectos de cada ambiente, desde o tipo de leitores a que se dirige aos eventuais traços culturais desse ambiente. Há culturas mais propensas ao pagamento de serviços do que outras. A questão não está em ter ou não ter um modelo de subscrição. A questão está em ter clientes para ela. Isto é: em conquistá-los. Ao longo do século XX a indústria dos media foi evoluindo de um modelo de grande profusão de títulos e proprietários para um modelo de concentração. Esse permite, entre outras coisas, algumas imposições aos dois mercados que financiam a operação: o mercado da publicidade e o mercado dos leitores. Tão eficiente a indústria foi que as condições de escassez eram admiráveis: a determinada altura, se queríamos consumir media fosse de que tipo fosse, não havia outra alternativa senão pagar pelo acesso. O problema com a Internet é que veio criar condições para um novo movimento de descentralização da propriedade, logo dos meios de criar escassez, necessários para fazer funcionar a subscrição. Hoje os “conteúdos” dos vários tipos fluem por todo o lado. Do que os empresários de media agora andam à procura na Internet, finalmente, é de reconstruir o mesmo tipo de ambiente onde se possa criar, ou simular, a escassez de produto tão abundante como a comunicação. É por isso que adoram o iPad: um aparelho que devolve o controlo sobre os “conteúdos”. Na verdade, passaram a ter de fazer de novo pela vida, o que não é necessariamente mau. Agora, é acertar num modelo e afiná-lo. Ou — isto é o que eu penso — num conjunto de modelos. Tal como no mundo dos átomos a aquisição do jornal não dispensa as receitas publicitárias, no mundo dos eletrões os dois modelos são compatíveis. Até com outros modelos que possam surgir: a comunicação no futuro é completamente multimeios, multicanais. O segredo está em dosear os modelos à disposição, sem deixar de levar em consideração o potencial do produto que se oferece, enquadrado no meio ambiente. O jornalismo de baixa qualidade jamais conseguirá vender subscrições suficientes e mesmo a publicidade renderá sempre migalhas — estamos num mundo riquíssimo de informação de baixa qualidade, a competição é ferocíssima levando o valor desse produto a perto de zero. Só com estagiários que ainda pagam para trabalhar será possível competir com o exército de jovens e dos desempregados com demasiado tempo livre e a informática como instrumento. Mas para cima na escala de valor… Há um mundo vasto de oportunidades. A verdade é esta, como disse Clay Shirky: It’s Not Information Overload. It’s Filter Failure. O mundo precisa cada vez mais de filtros, que é como quem diz, de jornalistas.
October 20 2010, 9:25am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
The danger of the coming big cloud monopolies
http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/the-danger-of-the-coming-big-cloud-monopolies/
A ideia da computação dos recursos online baratos é ótima — mas tem um preço escondido. Este artigo fornece matéria para pensarmos. Excerto: With the increased success of cloud computing, we’re bound to create a few monsters will bedevil a dependent IT Fast-forward five years: The Senate convenes a meeting to discuss recent price hikes [...]
October 20 2010, 8:10am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Direitos e propriedade (ainda sobre os “direitos” de “autor”)
http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/direitos-e-propriedade-ainda-sobre-os-direitos-de-autor/
Um post a ler e reler. A escritora Dulce Maria Cardoso vai desistir de distribuir os seus livros pela Asa, do grupo Leya, e mudar-se para a editora Tinta da China. O que não tem nada de especial, excepto o que esta frase singela sugere: «Já pedi à Leya os direitos dos livros antigos e [...]
October 20 2010, 4:10am | Comments »

