Simplesmente aconteceu — é o melhor que a web tem, proporcionar às pessoas estas formas de se auto-organizarem. Usando inteligentemente o Twitter, um grupo de deputados, jornalistas, bloggers e cidadãos levaram mais longe a noção de debate. Pela primeira vez, os cidadãos puderam comentar LIVREMENTE e em directo, no mesmo “espaço” que os (alguns dos) deputados, os acontecimentos e peripécias do debate quinzenal que leva o Governo à Assembleia da República. Basta para o efeito usar o Twitter e tirar partido de uma forma de organização de conteúdos tão simples que mete dó: as hashtags. Basicamente, marcar com um mesmo termo cada um dos diálogos relativos à mesma conversa. Assim, com a hashtag #deb15, podemos em seguida seguir em directo, ou em diferido, toda a conversa através da pesquisa do Twitter ou de serviços que a usam. Aqui: http://search.twitter.com/search?q=#deb15
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Histórico: debate quinzenal participado em directo pelos cidadãos!
http://pauloquerido.pt/politica/historico-debate-quinzenal-participado-em-directo-pelos-cidadaos/
January 28 2009, 10:02am | Comments »
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Atrasos no correio
http://pauloquerido.pt/pessoal/atrasos-no-correio/
O meu dia-a-dia entrou numa espiral e o tempo para o correio electrónico teve de ser reduzido violentamente. Fica aqui a nota: no problemo, as vossas mensagens serão respondidas na primeira oportunidade. Greto pela compreensão.
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January 27 2009, 5:41pm | Comments »
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Presidência da República adere ao Twitter
http://pauloquerido.pt/politica/presidencia-da-republica-adere-ao-twitter/
A Presidência da República confirmou ao EXPRESSO a identidade da conta @presidencia no Twitter, a primeira rede social a que adere oficialmente. Fonte oficial da Presidência da República corroborou tratar-se da “primeira presença da Presidência da República numa rede social”, adiantando, no entanto, que “o Presidente da República, em nome individual, já faz parte, desde Fevereiro de 2008, da rede social The Star Tracker (aqui), tendo através dela promovido, por exemplo, o Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa”.
Esta adesão é significativa e vem num momento particular. Não tanto pelo simbolismo do dia da tomada de posse do primeiro presidente americano que fez do Twitter um uso intensivo e da sua rede um apoio importante. Também porque ocorre num período de duas semanas em que se registou um número nunca antes visto de adesões de políticos, deputados, jornalistas e bloggers a esta rede de partilha de informação. “A grande maioria das redes sociais são observadas pela Presidência da República“, disse ainda a fonte oficial. “O Twitter, com a sua crescente utilização por parte dos utilizadores portugueses, e como espaço de partilha rápida de informação, foi considerada uma rede social onde fazia sentido a presença da Presidência da República. Esta presença será utilizada, essencialmente, como mais um canal de distribuição mas, sempre que possível, aproveitará o dinamismo de actualização“. Criada no dia 11 de Novembro de 2008, a conta @presidencia só ontem, dia 19, teve actividade, transmitindo o título de uma notícia da Presidência com o respectivo link: Presidente oferece almoço em honra de Embaixadores Ibero-Americanos. A segunda transmissão, ou publicação, teve lugar hoje, despertando a curiosidade dos twitters nacionais. Circulava a pergunta: será que é, será que não é Cavaco Silva? Era dúvida pertinente na medida em que existem diversas contas falsas de figuras da nação no Twitter, bem como contas não-oficiais lançadas pelos pioneiros — a maior parte das vezes de forma benigna, protegendo marcas e nomes que lhes importam, outras de forma maligna, com o intuito de obter algum lucro no momento da transmissão, ou mesmo de fechar o espaço a concorrentes.
O Expresso Multimedia foi o primeiro a confirmar (ler aqui) tratar-se da conta oficial da Presidência da República. A confirmação chegou por dupla via: através de mensagem directa na própria rede e também por e-mail. No comunicado informa-se que através da rede Twitter “irá ser possível uma nova forma de acompanhamento da actualidade do Presidente da República, a sua agenda, intervenções, visitas e outras iniciativas. O desenvolvimento desta rede social tem vindo a ser observada pela Presidência da República, sendo considerada importante uma presença num espaço de partilha de informação com crescente utilização por parte dos utilizadores portugueses“. Apurei também que o sítio da presidência apresentará até amanhã uma nova aplicação multimedia, cuja apresentação “será efectuada exclusivamente no Twitter“. Paulo Querido, jornalista
January 26 2009, 10:42am | Comments »
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Steve Jobs (homenagem em vivo)
http://pauloquerido.pt/tecnologia/steve-jobs-homenagem-em-vivo/
É um filho da mãe arrogante — mas não somos todos? Aqui vemo-lo em 1983, no início de uma grande carreira multifacetada que terminou por estes dias, a fazer o que tanto gosta: levar multidões ao delírio com simples anúncios de maquinaria. Fica a minha homenagem, em vivo, a Steve Jobs. Do melhor que a América jamais criou.
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January 26 2009, 2:48am | Comments »
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O meio faz a literatura
http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-meio-faz-a-literatura/
Este é um guest post da autoria de José Couto Nogueira (*) . MacLuhan esteve certo durante muitos anos, “o meio era a mensagem”. Mas a evolução vertiginosa da tecnologia só poderia ser prevista por um génio da ficção científica (Bradbury, talvez) e não por um cientista, por mais genial que fosse. A televisão mudou a nossa maneira de nos entretermos — na protecção da casa, no conforto do sofá, a ver o mundo a passar ao vivo e a cores, em tempo real. Os computadores mudaram a nossa maneira de trabalhar. Os telemóveis, o modo de comunicar. Tecnologias previsíveis na ficção ciêntifica e nas bandas desenhadas (Dick Tracy). Parece que ninguém previu que os três se juntassem — e de repente, quase que sem darmos por isso, foi o que aconteceu. E, apesar de já ser uma realidade, ainda vamos demorar algum tempo a habituarmo-nos. As tecnologias não trazem apenas novos gestos e novos hábitos. A maneira de pensar também muda. A rapidez, as elações e associações. Há mais coisas dentro da cabeça, mas entram e saem mais depressa. Em cinco minutos de televisão uma pessoa recebe a informação de dez livros — as cores, as formas, a sensações e as afirmações… Cinco minutos depois já não se lembra, é verdade, porque há mais informações para entrar. Esta situação não é boa, nem má; é. Não adianta os conservadores, os renitentes, os clássicos e os bem intencionados bramarem contra os malefícios do “progresso”. O progresso, como a religião e a morte, é inexorável. Mas o título deste post fala de literatura. O que tem a literatura a ver com tudo isto? Tem tudo. Hoje em dia não se escreve como se escrevia, nem se lê como se lia — às vezes nem se lê, ouve-se. Tudo (enfim, quase tudo) o que se ouve na televisão é escrito. Mas os textos de televisão (ou de cinema) são diferentes. Têm de ser mais rápidos concisos. Menos ideias de cada vez, repetidas à exaustão. Maoistas, se quiserem. Os computadores permitem editar indefinidamente, mudar as palavras com um replace, matá-las com um delete, resuscitá-las com um undo. As pessoas já não lêem como liam, porque a cabeça habituou-se a andar mais depressa, a mudar de canal constantemente, a ver dez anúncios na rua ao mesmo tempo, aos ecrãs do Exel a passar na esgalha. E também já não escrevem como escreviam. Exceptuando Miguel Sousa Tavares, já nenhum romancista de renome narra como no século XIX. As frases são mais curtas (ou com muitas vírgulas…) as elipses mais violentas, a explicações mais rápidas. Os tempos dos verbos mudam dentro do mesmo parágrafo, às vezes dentro da mesma frase. O presente, o passado e futuro convivem na mesma página. E as cabecinhas modernas acompanham facilmente. Então e o estilo, o sabor, o vagar? Pois, perderam-se. Uma pena. Mas há-de haver sempre um ou outro MST para cultivar os estilos arcaicos com elegância e aprumo, e há-de haver sempre leitores para os clássicos. Agora temos os textos de ficção em blogues, em e-mails, em situações curtas e rápidas. E os livros em ecrãs paper-white. Então a ficção não continuará sempre a ter os seus calhamaços e o seu prazer? Certamente; mas em minoria, para os devotados e os especialistas. A maioria escreve e lê em pequenos ecrãs — nos ecrãs dos super smartphones, cada vez maiores e mais nítidos. Nããão… Recados, mensagens curtas, talvez. Literatura, nunca! Ah não? Então e o Japão? Os keitai shosetsu? Feche a boca, que eu explico já. Rapidamente. À velocidade de hoje. No Japão, 58% dos pré-adolescentes tem telemóvel. Para os sms da praxe, claro, mas também para ler ficção! Keitai shosetsu é isso mesmo: ficção celular. Não só por ser escrita e lida em telefones celulares mas também porque o texto é literalmente em células. Um ecrã de cada vez. Não estamos a falar do futuro, nem a fazer ficção científica. Está no “The New Yorker”, num artigo assinado por Dana Goodyear, portanto só pode ser verdade. Para os são tomés, aqui vai a hard data: é um negócio de 82 milhões de dólares anuais. As obras de ficção celular, são depois impressas em livro, vendem dois, três milhões de cópias. Uma obra de sucesso tem 160 mil dowloads por dia. Não se pode ignorar nem a cultura, nem a capacidade de inovar dos japoneses. Quanto a cultura, o primeiro romance que se conhece é o Genji Monogatari, escrito por Murasaki Shikibu no começo do século XI. Quanto a inovação (neste caso no mercado editorial de ficção, deixemos os Walkman para outra altura), em 2007 cinco dos 10 romances mais vendidos eram originalmente shosetsu. Enquanto a literatura em livro diminui 20% nos últimos anos, o site da editora de shosetsu Maho i-Land (Ilha Mágica) tem mil títulos listados e 3,5 milhões de visitas mensais. Agora, perguntarão os intelectuais: e a qualidade dessa literatura? Bem, sobre isso… Quem somos nós para avaliar? Mas não vale a pena estar a disfarçar: são romances de faca e alguidar, cheios de incesto, vilania, sangue, suor e lágrimas, e tudo o que possa haver de mais piroso à face da literatura. Em frases telegráficas cheias de emoticons e sinais gráficos. Será assim que se vai escrever no futuro? Não completamente, com certeza. Mas em grande parte, disso não haja dúvidas. Mas como o cérebro também se adapta, cada vez é possivel exprimir mais em menos palavras. Os 140 toques do twitter dão para exprimir um pensamento completo. Até mesmo um sentimento complexo. E os sentimentos, esses são eternos. Todas as tecnologias têm de os levar em conta, porque em última análise e por causa deles que elas existem.
Autor José Couto Nogueira é jornalista e romancista (”Pesquisa Sentimental” sairá em Fevereiro pela Dom Quixote). Publicou entre 1997 e 2000 o site “Alface Voadora” e desde 2006 faz o blogue Perplexo. Este artigo sai em simultâneo nas duas publicações (ver)
January 25 2009, 5:23pm | Comments »
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Plaisanterie privée
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January 24 2009, 5:55pm | Comments »
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Ameaça de baixo nível para Mac OS
http://pauloquerido.pt/tecnologia/ameaca-de-baixo-nivel-para-mac-os/
A Symantec lançou hoje um alerta, através do Symantec Security Response, para a descoberta de uma ameaça de baixo-nível para sistemas Mac: OSX.iWork. O tróiano esconde-se num pacote quando os utilizadores descarregam o Apple iWork a partir do BitTorrent e outros sites que possam conter software pirateado. O Norton Protection Blog informa sobre o comportamento do Trojan OSX.iWork nesta página. O Symantec Security Response informa também como remover o tróiano, bem como acerca das suas especificidades técnicas.
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January 23 2009, 5:11am | Comments »
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Sem saber ler nem escrever
http://pauloquerido.pt/politica/sem-saber-ler-nem-escrever/
Ou a investigação do caso Freeport anda depressa, ou adeus reeleição, next. Só um anjinho (verdadeiro ou falso) acreditará que “isto não tem nada a ver com as eleições“, com os angélicos a justificaram a coisa por vir não “dos blogs” nem “dos jornais” mas da Justiça, ela própria. É claro que só tem a ver com as eleições. O caso Freeport sempre teve a ver com eleições — é como certos partidos, só se ouve o barulho que fazem em vésperas de eleições. Há uma relação directa observável através da simples cronologia. Mas isso é o que menos interessa. O que mais interessa é mesmo isto: ou a coisa anda depressa, ou Sócrates fica sem espaço para respirar e…
January 23 2009, 4:36am | Comments »
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Possíveis nomes para o futuro diário do grupo Lena?
http://pauloquerido.pt/media/possiveis-nomes-para-o-futuro-diario-do-grupo-lena/
Uma pequena vasculhadela no Instituto Nacional da Espionagem Propriedade Industrial permitiu-me chegar a duas marcas registadas pela Sojormedia Capital: Agora e I (i maiúsculo). Os registos foram pedidos em 25 de Setembro e 2 de Outubro de 2008, aprovados e já pagos — ao contrário de outra marca pedida semanas antes, o Novo diário, cujo processo não avançou até à fase de pagamento de taxas. A marca I - Informação e media foi concedida já no último dia do ano (confirmar aqui). O domínio agora.pt está reservado desde Agosto de 2006 por uma entidade do Reino Unido. Pelo que percebi, de uma consulta ao Google e às principais publicações nacionais sobre media, estas marcas nunca foram descobertas ou noticiadas como possíveis nomes para o futuro diário do grupo Lena — aquele que já é maior operação de media jamais montada em Portugal, ultrapassando provavelmente a SIC e o Público, que também tiveram gestações demoradas. Isto apesar deste projecto ter gerado a maior expectativa no meio desde a abertura da televisão aos privados. Serão apenas marcas registadas porque sim? Ou para baralhar? Ou de reserva? Ou…?
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January 21 2009, 2:30am | Comments »
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Tocante
http://pauloquerido.pt/politica/tocante/
Ao menos foi um congresso clarificador, valha-nos isso. Com um CDS-PP em feroz perseguição do fantasma dos seus avós, o país pode virar-se para os partidos que estão neste mundo e nesta realidade. É desaconselhável contar com Portas para qualquer coisa mais séria que “libertar Portugal do socialismo“.
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January 18 2009, 6:50am | Comments »



