Pois é!
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Maningue
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November 4 2010, 2:49pm | Comments »
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Acções, Reacções - Os seres humanos não são formigas
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No começo do século xx, o naturalista americano William Beebe deparou com um estranho espectáculo na selva de Guiana: um exército de formigas movia-se num imenso círculo. O círculo tinha 40 metros de circunferência e cada formiga demorava duas horas e meia a completar a volta. As formigas continuaram a dar voltas e voltas durante dois dias até a maioria delas morrer de cansaço. Beebe acabava de ver o que os biólogos designam de "moinho circular". Este fenómeno produz-se quando as formigas se separam acidentalmente da sua colónia. Quando lhe perdem o rasto, obedecem a uma única regra: seguem a formiga que vai à frente. O resultado é a deambulação circular que apenas termina quando algumas formigas quebram a cadeia e levam as outras atrás.Como demonstrou Steven Johnson no seu instrutivo livro Emergence ["Sistemas emergentes"], uma colónia de formigas funciona, por regra, notavelmente bem. Nenhuma formiga dirige a colónia. Nenhuma emite ordens. Cada formiga por si sabe pouco, mas a colónia em conjunto sabe procurar comida, construir o formigueiro e reproduzir-se. Contudo, os simples mecanismos que determinam o sucesso das formigas são também os responsáveis pela infelicidade das que ficam apanhadas no círculo. Cada movimento de uma formiga depende do que façam as suas companheiras e nenhuma delas pode actuar independentemente para ajudar a romper essa marcha da morte.Até agora, neste livro, parti do princípio que os seres humanos não são formigas. Por outras palavras, considerei que os seres humanos podem tomar decisões independentes. A independência não significa isolamento, mas uma relativa liberdade da influência dos outros. Se somos independentes, somos em certa medida donos das nossas opiniões. Não nos pomos a caminhar em círculo até cairmos mortos só para seguir alguém que vai à nossa frente. Isto é importante porque um grupo de pessoas - contrariamente a uma colónia de formigas - tem muito mais hipóteses de alcançar uma boa decisão se as pessoas do grupo forem independentes umas das outras. A independência é sempre uma palavra relativa, mas a história de Francis Galton e do peso do boi ilustra bem este ponto. Cada visitante da feira calculou o peso por sua conta e risco (embora pudesse dar conselhos aos demais), confiando no que os economis¬tas chamam a "informação privada". (A informação privada nem sempre se compõe de dados concretos; também pode incluir inter¬pretações, análises ou mesmo intuições.) E, a juntar a todos estes cálculos independentes, a aposta combinada revelou-se, como vimos, quase perfeita. A independência é importante para obter decisões inteligentes, por dois motivos. Em primeiro lugar, evita-se a correlação dos erros cometidos pelas pessoas. Os erros individuais não prejudicam o juízo colectivo do grupo, excepto quando todos os erros apontam sistematicamente na mesma direcção. Uma das formas mais rápidas de predispor sistematicamente a opinião do grupo numa determinada direcção reside em fazer com que os seus membros dependam uns dos outros para adquirir informação. Em segundo lugar, é mais provável que indivíduos independentes tragam dados novos, em vez de repetirem a informação conhecida por todos. Os grupos mais inteligentes são, portanto, formados por indivíduos com perspectivas diferentes e capazes de se manterem independentes uns dos outros. A independência não implica, porém, racionalidade nem imparcialidade. Pode ser-se tendencioso e irracional, mas desde que se mante¬nha a independência, não haverá dano para a inteligência do grupo. Este conceito de independência é-nos familiar. Agrada-nos intuitiva-mente, pois dá como certa a autonomia do indivíduo, o que constitui a ideia central do liberalismo ocidental. É igualmente a base dos nossos manuais de teoria económica, sob a habitual denominação de "indivi-dualismo metodológico". Os economistas consideram, por regra, que os indivíduos são motivados por um interesse egoísta. E partem do principio que cada um elabora a noção do seu interesse particular.Tudo isto está muito certo, mas a independência não é fácil de alcançar. Somos seres autónomos, mas também somos seres sociais. Desejamos aprender uns com os outros e a aprendizagem é um pro¬cesso social. Os bairros em que vivemos, as escolas onde estudamos e as empresas em que trabalhamos configuram as nossas formas de pensar e de sentir. Como um dia escreveu Herbert J. Simon: "Um homem não ocupa durante meses ou anos um determinado cargo numa empresa, exposto a determinadas correntes de comunicação e afastado de outras, sem acusar os mais profundos efeitos sobre o que sabe, crê, espera, observa, deseja, avalia, receia e propõe."Embora admitam (como não poderiam?) a natureza social da existência, os economistas tendem a vincar a autonomia das pessoas e a menosprezar a influência dos outros nas nossas preferências e outros juízos. Por outro lado, os sociólogos e os teóricos das redes sociais descrevem as pessoas como incrustadas em determinados contextos sociais e submetidas a influências inevitáveis. Os sociólogos não encaram, por regra, a situação como um problema, limitando-se a sugerir que é assim que a vida humana se encontra organizada. E, na verdade, talvez não seja um problema no quotidiano. Contudo, o que pretendo vincar aqui é que, quanto maior for a influência que os membros de um grupo exercem uns sobre os outros, e quanto maior for o mútuo contacto pessoal, menor é a probabilidadede que atinjam decisões inteligentes como grupo. Quanto mais influência exercermos uns sobre os outros, maior é a probabilidade de que todos acreditem nas mesmas coisas e cometam os mesmos erros. O que significa que existe a possibilidade de que nos tomemos individualmente mais inteligentes, mas colectivamente mais estúpidos. Por conseguinte, a pergunta que temos de fazer ao pensar na sabedoria colectiva, é: há a possibilidade de que as pessoas tomem decisões inteligentes, mesmo quando se encontram numa interacção perma¬nente, ainda que aleatória, umas com as outras?Surowiecki, James (2007). A sabedoria das multidões. Lisboa: Lua de Papel
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October 19 2010, 12:59pm | Comments »
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Notas para um código de acção político-educativa
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A vida social é marcada por uma dimensão política que deverá ser também educativa. E exige um código de acção para que a con vivência seja possível. Neste apontamento, alinho, ao correr das teclas, algumas ideias-guia:1. Respeito mútuo. Sem respeito pela identidade e diferença do outro não há comunicação. Sem comunicação não há laço social. Sem laço social a existência torna-se precária.2. Serviço público. Isto é: interesse geral acima do interesse particular; dádiva, generosidade, gratuitidade.3. Conhecimento e reconhecimento. Para agir em prol do bem público, tenho de possuir conhecimentos, capacidades e competências. E mobilizá-las para reconhecer os problemas, as oportunidades, os desafios. Re conhecer as pessoas na sua dignidade e na sua humanidade.4. Verdade. Em vez da manipulação, duplicidade e hipocrisia.5. Liberdade. Sem liberdade, a vida é uma prisão e um exercício de escravatura. Sem liberdade não há des envolvimento.6. Visão e ambição. Para fugir das rotinas, do marasmo, da estagnação.
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June 17 2010, 1:08pm | Comments »
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VOTO
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Não se peça ao Diário da República que resolva os problemas que só as pessoas, no plano da acção concreta, podem resolver. Reconheça-se (e promova-se) o poder onde ele existe. E facultem-se os meios necessários. Não seria pequeno o contributo para a renovação da ordem educativa.
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March 29 2010, 2:55pm | Comments »
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Sair do paradigma do comando e controlo se queremos uma outra escola
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A escola, como organização, pode insistir na execução das normativas externas, na aplicação das prescrições legais ou, o que seria bem mais desejável, no desenvolvimento autónomo capaz de potenciar a aprendizagem e a transformação autónoma. Os níveis de criatividade, contextualização, participação, abertura à comunidade, flexibilidade organizacional e auto-reflexão são potencialmente maiores nas organizações que aprendem, do que naquelas que se limitam a executar.
MARCELO e ESTEBARANZ (1999) sintetizam o trabalho de MACGILCHRIST e outros (1997) para quem o futuro depende da aprendizagem e da aplicação de novas ideias. Uma escola pode desenvolver diferentes tipos de inteligência:
a. Inteligência contextual: é a capacidade da escola rever-se a si mesma em relação à comunidade e ao mundo em que está inserida. Manifesta-se na sensibilidade de entender o que se passa e abertura às necessidades, exigências e sugestões colocadas pelo contexto. b. Inteligência estratégica: é a capacidade de planificar uma acção adequada às pretensões. É a capacidade de estabelecer, desenvolver e avaliar projectos partilhados que respondam adequadamente às necessidades. c. Inteligência académica: é a capacidade de promover a alta qualidade dos programas. Gera elevadas expectativas nos alunos e permite o seu envolvimento dentro do processo de aprendizagem, facilita a abordagem dos problemas de fundo para os estudantes e permite a sua dedicação firme na procura de respostas. A escola considera que a aprendizagem dos professores está intimamente ligada à dos alunos. d. Inteligência reflexiva: caracteriza-se pelas competências empregues no controlo, reflexão e avaliação da actividade da instituição e níveis de insucesso dos alunos. A escola sabe aprender através das evidências que obtém na prática. e. Inteligência pedagógica: é a capacidade da escola se encarar como instituição de aprendizagem. A escola consegue aprender analisando o processo de aprendizagem e procura centrar-se no seu objectivo fundamental que lhe é específico. A metacognição é um processo essencial da escola que aprende. f. Inteligência colegial: é a capacidade da classe docente trabalhar conjuntamente na procura de um fim comum. A escola compreende que o conjunto dos professores é algo mais do que a soma de cada uma das partes. O melhoramento da escola está ligado à aprendizagem realizada pelo seu corpo docente. g. Inteligência emocional: é a capacidade da escola centrar-se na esfera dos sentimentos. Interessa que alunos e professores sintam e expressem os seus sentimentos, que sejam eles próprios e respeitem os demais. É a capacidade de entender que cada indivíduo é diferente, que cada um tem os seus motivos e as suas expectativas, diferentes de qualquer outro. Este tipo de inteligência é fundamental para a aprendizagem porque sustenta o pacto entre os membros da comunidade. h. Inteligência espiritual: é a capacidade de valorizar a vida pessoal de cada indivíduo e a do conjunto formado por todos quantos compõem uma comunidade de interesses. i. Inteligência ética: é a capacidade da escola reconhecer a importância da dimensão moral. A escola ocupa-se de uma realidade complexa que tem uma dimensão técnica, mas também outra, bem mais importante, de natureza ética. A escola preocupa-se com os critérios de justiça e equidade, e não apenas com os resultados académicos dos alunos.
Esta diversificação obedece fundamentalmente aos núcleos sobre os quais se centra o processo reflexivo, a inquietude vivencial e as estratégias de intervenção. Os compartimentos não são, na realidade, tão estanques como esta classificação pode dar a entender.
A comunidade escolar tem um projecto que surge da discussão, da preocupação com os alunos e com a sociedade que depressa os absorverá. O projecto não é um mero documento que surge apressadamente como artefacto tecnológico sem qualquer espécie de vínculo com a prática, mas sim um elemento regulador da acção porque surge da reflexão e da intenção conjunta de todos os seus membros. O projecto está relacionado com o conhecimento, mas também com a ética. Quando falo de um projecto de escola, de um trabalho cooperativo de toda a comunidade, refiro-me não apenas aos docentes que ensinam aos alunos, mas a todos quantos trabalham para a aprendizagem comum.
Miguel Santos Guerra. A Escola que aprende.
December 1 2009, 5:07am | Comments »
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Da acção individual e colectiva
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November 29 2009, 12:41pm | Comments »
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NÃO POSSO MAIS... MUDARÁ ISTO ALGUM DIA?
http://terrear.blogspot.com/2009/10/nao-posso-mais-mudara-isto-algum-dia.html
Una situación de aula Jorge, el profesor de lengua castellana, entra en el aula. Algunos chicos y chicas están sentados encima de las mesas, comiendo alguna chuchería. Otros han salido ai pasillo y permanecen allí. Otros están en corrillos, hablando animadamente. El profesor deja las carpetas y el libro encima de la mesa y se pone a borrar la pizarra mientras espera que los muchachos se vayan sentado. No se mueven. Jorge empieza a ponerse nervioso y de mal humor. Es el profesor más joven dei instituto y siempre ha querido tener un trato cordial con el alumnado, pero se pregunta si no debiera ser más autoritario. Al final, con voz crispada, dice: «Queeréis hacer el favor de ir entrando y sentándoos en vuestros sitios?». Los alumnos empiezan a moverse pesada mente y, con lentitud, ocupan sus asientos. Todos excepto Vanesa, una muchacha a la que Jorge tiene catalogada como algo conflictiva, bastante vaga y no muy brillante académicamente. Su expediente se resiente y la actitud de Vanesa es, a meenudo, apática y desmotivada, o bien desafiante y burlona. De hecho, constantemente tiene que Ilamarle la atención. Ayer mismo tuvo un ennfrentamiento verbal bastante agrio con ella y Jorge se marchó dei aula sulfurado, después de recordarle por enésima vez que su actitud no le favorecía, que mientras estuviese en el centro tenía que acatar sus norrmas, tenía que ir a dase y trabajar, cosa que no hacía, y que seguro que en la evaluación recogería los frutos de lo que estaba sem brando durante todo el trimestre. Y encima hoy ni se sienta ... Vanesa sigue hablando en voz alta, apoyada en el quicio de la ventana, reteniendo con sus explicaciones a todo un grupito de alumnas que la escuuchan con embeleso. Poco a poco, y frente a la mirada severa de Jorge, las chicas se van sentando. Todas menos Vanesa, que le mira retadoramente. JORGE: Siéntate en tu sitio, Vanesa, por favor. VANESA: No, siéntame tú, si puedes. Grandes risotadas por parte de toda la dase. JORGE: Está bien, sal dei aula. VANESA: No, sácame tú, si puedes. Más risotadas. VANESA: No me dijiste ayer que mi obligación era venir a dase? Pues aquí estoy, pero no hay ninguna norma que diga que tengo que sentarme. Así que me quedaré en la ventana. Jorge piensa para sí: «Otra vez me dinamita la dase. Esto me ha pasaado ya mil veces ... ». JORGE: Quieres dejar de molestar ai resto de la dase? No empezaremos hasta que no ocupes tu sitio. Estás perjudicando a tus compañeros. Algunas voces: «No, si por nosotros no lo hagas». Risas y murmullos. JORGE: Ah, sí? Pues muy bien ... ACTIVIDAD PREVIA Jorge considera que puede actuar de diferentes maneras: Solución A: «El tema de hoy lo doy por explicado (y entra para examen). Lo tenéis que preparar por vuestra cuenta. Y a mí no me preguntéis. Os espabiláis. Hasta mañana.» Solución B: «Vanesa, estás castigada. Vete ai despacho de dirección.» Solución C: «Pues yo no voy a ceder. O te sientas o no empezamos. Y te advierto que yo tengo más aguante que tú.» '- Reflexione sobre el caso expuesto y responda a las siguientes preguntas: - Son ésas todas las opciones que Jorge tenía? - Había sucedido antes algo similar? Cómo se actuó en esa ocasión? - Hace bien aceptando el enfrentamiento? Cómo hubiese afrontado usted la situación? - Existen alternativas? 2, Analice las posibles soluciones a la luz de parámetros como los siguientes: -Rol dei profesor. -Clima dei aula. -Conocimiento dei alumnado (situación personal, trayectoria y otros aspectos de la alumna). -Autoestima dei profesor. -Necesidad de decisiones colectivas, no individuales. 3. Finalmente, sugiera qué solución hubiese tomado usted: ReflexionesTenemos el derecho a elegir, siempre, entre varias alternativas. Elegir ganar, elegir luchar, elegir huir. .. ha de llevarnos a sentirrnos en paz con nosotros mismos, a mantener nuestra identidad. Reivindiquemos la libertad de elegir y no nos dejemos arrastrar con conformismo y estoicidad por la realidad. Para ello podemos evaluar nuestro comportamiento y evitar caer en los mismos errores una y otra vez. A la vez, midamos nuestras fuerzas, porque nadar a solas contra la corriente puede llevarnos al agotamiento y a abandonar. Si nos faltan las fuerzas, busquemos apoyo en nuestros colegas y soluciones compartidas. FonteElena Cano (2005). Cómo Mejorar las Competencias de los Docentes. Barcelona: GRAO
October 10 2009, 5:02pm | Comments »
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Do Comportamento Organizacional
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Organizational Behavior 7th Edition
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September 12 2009, 5:40pm | Comments »
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10 notas finais de um seminário
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Procurando fazer uma súmula de algumas ideias-chave sobre o seminário "Culturas de Liderança, de Responsabilidade e de Compromisso" enuncio dez tópicos:1. Humildade. Porque se sabe que nunca se sabe tudo. Porque se sabe que o erro (de diagnóstico, de previsão...) sempre espreita. Porque se sabe enfim que a racionalidade é limitada e que há múltiplas inteligência à espera de poderem emergir.2. Escuta. A escuta é uma das variáveis-chave da gestão. Porque os outros são imprescindíveis para a acção, para a melhoria dos procedimentos e dos resultados. Sem a valorização da escuta ficaremos desligados da realidade e morreremos.3. Confiança. A confiança alimenta-se da valorização do outro. Da valorização das diferenças. Porque o real é complexo e inacessível a uma visão monista. Porque "tudo é diferente de nós e por isso é que tudo existe".4. Activação do querer individual e colectivo. Porque sem a vontade pouco ou nada se faz. O querer é a base imprescindível do agir, do aprender. Daí que uma dasmais relevantes tarefas políticas seja a do fazer querer as pessoas.5. Promoção do saber centrado na acção concreta. Porque os problemas só se resolvem com os saberes situados e contingentes.6. Empowerment. Agir de modo a potenciar o acesso e o exercício do poder por parte das pessoas. Gerar capacidades para desejar intervir.7. Modelo de governação. Já não fundado no mando e no controlo burocrático (consabidamente ineficaz e infeliz), mas nas pontes, nas redes, nas chaves, nos andaimes, na ideia de arquipélago.8. Liderança ao serviço dos outros, das aprendizagens. Liderança distribuída para alavancar os muitos quereres muitas vezes dispersos e balcanizados.9. Mais responsabilidade (pessoal e organizacional) e menos julgamentos e prestação de contas.10. Compromisso. Porque sem essa vontade e essa liberdade só mudam as aparências.E aqui temos todo um programa de acção para o governo da educação portuguesa.
July 27 2009, 12:38pm | Comments »
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Acção, Actores
http://terrear.blogspot.com/2009/07/accao-actores.html
Assim, parte-se do pressuposto de que a acção humana é um comportamento racional orientado por finalidades, capaz de reflexividade, isto é, de produzir a sua própria orientação, que é possível reconhecer sem explicar a mudança com o recurso a um deus ex machina. Nesse sentido, o centro da actividade sociológica é a compreensão dos actores, das suas acções e dos seus efeitos nos conjuntos sociais (Melucci, 2001).Escreve Melucci: «o fim de uma visão totalizante da mudança impõe aos movimentos contemporâneos aceitar a pluralidade dos planos e dos instrumentos de transformação social e a sua irredutibilidade a respeito das diferenças. Isso abre um enorme campo de acção para que através de uma real abertura politica das sociedades complexas seja garantido um controle colectivo - nunca transparente mas conflitual- sobre os objectos, as lógicas, os instrumentos de um desenvolvimento que abranja agora o sistema social complexo. A invenção da mudança possível passa agora pelas formas politicas de um controle colectivo através da garantia da democracia política a qual se submetem os aparatos de decisão que planificam o desenvolvimento das sociedades complexas. Isso implica uma distância nunca plena entre formação das demandas e das necessidades sociais e a expressão organizada ("representativa") dessas demandas e necessidades» (Melucci, 2001, p. 36).Isabel Guerra, Obra citada
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July 16 2009, 8:54am | Comments »
