Não se peça ao Diário da República que resolva os problemas que só as pessoas, no plano da acção concreta, podem resolver. Reconheça-se (e promova-se) o poder onde ele existe. E facultem-se os meios necessários. Não seria pequeno o contributo para a renovação da ordem educativa.
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March 29 2010, 2:55pm | Comments »
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Rir para não chorar
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Mueren varios mandatarios en una convención de jefes de Estado. Entre otros mueren Bush, Blair y el entonces presidente argentino Eduardo Duhalde.Se encuentran en el infierno. Bush está intrigado por lo que estará sucediendo en el país sin su presencia. Le dicen que hay un teléfono desde el que puede llamar. Lo hace y, cuando pide la factura, le dicen:- Son cien mil dólares....A pesar del fuerte impacto del precio, Tony Blair quiere hablar con su país. Comprueba, después de hacerlo, que ha estado hablando media hora. Cuando pregunta por el precio le dicen:- Doscientos mil dólares.Eduardo Duhalde, espoleado por la crisis, quiere hablar con su país. Así lo hace. Se lleva las manos a la cabeza cuando se da cuenta de que ha estado hablando tres horas.- Usted debe solamente setenta y cinco centavos de dólar.- ¿Cómo es posible? Un cuarto de hora, cien mil dólares; media hora, doscientos mil y tres horas sólo setenta y cinco centavos de dolar?- Sí, es su tarifa. De infierno a infierno se considera llamada local.Es importante lo que sucede, cómo no. Es también importante la actitud ante lo que sucede. Y en muchas ocasiones hay que reír para no llorar.Miguel Santos Guerra
March 25 2010, 5:46am | Comments »
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Da legitimidade da hipocrisia e da necessidade do projecto
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A parte final de um texto já aqui referenciado:À semelhança de outras metáforas que poderemos encontrar na análise organizacional, também a hipocrisia não é aqui utilizada em sentido pejorativo, negativo ou cínico, nem, como já apontámos anteriormente, sujeita à conotação de sanção moral que o senso comum lhe atribui, Bem pelo contrário, na perspectiva de Brunsson, a hipocrisia manifesta uma dimensão não só necessária em termos de análise organizacional, mas até legítima e benéfica na perspectiva do desenvolvimento das organizações.Assim, se, por um lado, para o investigador dedicado ao estudo das organizações, esta armadura conceptual lhe fomece um conjunto de combinações teóricas que o alertam para as "armadilhas" da informação recolhida (designadamente para a confusão entre o discurso, a decisão e a acção, entre a mostra organizacional e os resultados, entre as intenções e os efeitos), por outro, a hipocrisia fornece também aos diferentes actores organizacionais, especialmente aos que aí assumem cargos de maior responsabilidade, a percepção da distinção entre os dois planos apresentados (o da orientação para a acção e o político) e a agirem, conscientes da situação, de modo a recolherem daí benefícios para o desempenho organizacional (Brunsson, 2006: 268-269).Este modo de funcionamento da organização em dois planos torna-se, assim, não só natural, como benéfico para a organização, pois as intenções e os valores, mesmo que inconsistentes e que o discurso tenha que ser dirigido para o futuro e não para o presente, têm que continuar a ser geridos e perseguidos enquanto mobilizadores da acção: "A manutenção de valores elevados envolve o pecado, i.e., uma discrepância entre valores e acção. E, se forem defendidas normas que não são, ou não podem, ser adaptadas à acção, então pede-se uma certa hipocrisia. O pecado e a hipocrisia são necessários para a criação e a preservação de uma moral elevada. [ ... ] Nada disto significa, porém, que devamos lutar pelo pecado e pela hipocrisia; eles não pertencem ao modelo de apresentação, mas sim ao modelo de resultados" (Brunsson, 2006: 270-271).Esta leitura que rejeita a concepção das organizações como colectivos únicos, como organismos individuais, mas que, em contrapartida, reconhece a existência de planos distintos, de redes pouco articuladas, de arenas caóticas, de estratégias e interesses distintos entre os seus actores permitiu-nos, neste trabalho, realizar uma leitura pós-burocrática dos projectos na organização escolar.Também aqui a leitura da hipocrisia organizada se tomou pertinente. Também aqui o projecto se apresenta ao nível da intenção, do discurso, do plano das orientações, ao serviço do discurso da coerência organizacional, numa situação que, certamente, também nem sempre coincide (nem terá que coincidir) com uma análise das práticas efectivas em que se encontra imerso. Não será difícil encontrar razões específicas para esta separação e para a legitimação dos respectivos procedimentos (conforme fomos apontando nas páginas anteriores: modelo centralizado de administração, ausência de autonomia das escolas, estruturas organizacionais escolares ambíguas, inovações por decreto, práticas docentes resistentes à mudança, etc.), relativamente aos quais deveremos continuar a manifestar a nossa discordância político-analítica em ordem a um funcionamento mais qualificado da acção educativa. Contudo, não seria legítimo desprezarmos a análise mais global de funcionamento das organizações que nos foi apontada por Brunsson, em que a hipocrisia organizada, mais do que de um modelo de análise para a explicação de um fenómeno contextual específico, constitui um tipo-ideal para a compreensão (e, porque não, para a gestão) das organizações escolares. E, neste quadro, o projecto pode continuar a ser intenção e acção, sonho e realidade, virtude e pecado ... Costa, Jorge Adelino (2007). Os projectos na escola: uma leitura crítica através da metáfora da hipocrisia organizada. Projectos em educação – contributos de análise organizacional. Aveiro: Universidade de Aveiro, pp.97-118
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March 24 2010, 4:38pm | Comments »
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As galinhas, o gume e a violência escolar.
http://terrear.blogspot.com/2010/03/as-galinhas-o-gume-e-violencia-escolar.html
O novo tema mediático versa a “violência escolar”. Como se houvesse uma “nova violência escolar” (NVE)! Como se, de repente, o mundo tivesse mudado e o azul do céu tivesse desaparecido! O que houve de novo, nos últimos dias, foram duas mediatizadas mortes, porventura desesperadas despedidas de vidas tornadas insuportavelmente mais frágeis do que todas elas são. E novos são também os meios de comunicação que veiculam as mais variadas formas de violência ou de desespero humanos. É muito grave.A nossa amada Sophia diz que “as pessoas sensíveis não são capazes de matar galinhas, porém são capazes de comer galinhas” mortas (digo eu)! Mas, vamos por partes.Inventou-se a NVE! Mas existe de facto, alguma NVE? O que é que a define? Como se manifesta e propaga? Quem são os seus agentes principais e quais são as suas regras? Em que é que é realmente nova?Vejo e reflicto com os meus pares e com muitas associações de pais, com professores e escolas, sobre os reflexos no ambiente escolar das novas formas de violência social. Estas têm manifestações muito claras e distintivas, sobretudo no que se refere à sua incidência sobre as crianças. Podemos tomar aqui o exemplo da extrema violência que os videojogos e a televisão inculcam nas mentes humanas em construção, ainda antes de chegarem ao ambiente específico da educação escolar. Dos zero aos seis anos, o “papel em branco” fica quase todo pintado. A que cores, com que traços, desenhando que quadros? Pensamos pouco sobre isso (paramos pouco para pensar, em geral). Não gostamos de fazer perguntas novas, que provocam, que chamam a ter de trilhar caminhos novos e até a arrepiar caminhos já traçados e tresmalhados.Nestas formas de violência, morrer e matar passa a ser coisa vulgar, repetida até à exaustão, dezenas de vezes por minuto. As mortes originadas pelas mais variadas formas de vida são-nos comunicadas com a mesma voz, o mesmo tom dito “neutral” com que se anuncia o novo gadget, resultante de muita e paciente investigação e do desenvolvimento técnico. A violência está a ser naturalizada; à vista desarmada estamos a transformá-la numa coisa banal, inscrita no nosso quotidiano, um traço humano natural, como uma ruga do nosso rosto. Como se fosse tão inevitável como a morte!E, enquanto isso se passa, as crianças, essas que agora passam na escola pelo menos 80% da sua vida, dos 0 aos 18 ou 22 anos de idade, 100% activas, e que passam 20% da sua vida em família, 80% do tempo a dormir, aprendem a disparar e a matar pelo menos uns 20 obstáculos “humanos” por minuto. Ou então, sentam-se ao nosso lado no sofá a devorar connosco as nossas “galinhas mortas”, ou seja, a violência das incontáveis guerras em curso, a violência dos conflitos étnicos e da intolerância humana, a violência e o desrespeito nas estradas, a violência que dispara nas relações entre casais, entre vizinhos, entre grupos-fronteiras, a violência do desrespeito pela natureza, a violência da natureza, que treme e inunda, a violência dos abusos de menores, a violência da exclusão social, a violência…Na escola, o espaço social por excelência que detém o tempo destas crianças, espaço apesar de tudo bastante aberto e livre, porque é que a violência face ao outro que me rodeia, que nem é do meu grupo, há-de ser diferente ou guiar-se por outros códigos? E há outros códigos? Onde se aprendem? Na família? “A escola é do Estado e tem de ser neutral”, avisam as eminências do regime! Por outras palavras: o que é isso do outro? O que é que o outro tem que ver comigo? Qual o lugar de cada outro na nossa sociedade e como é que esse lugar é objecto de reflexão e acção nas nossas escolas?Será que existe uma NVE ou estamos a criar mais uma novela para não pensarmos na violência que estamos a naturalizar e que nos está a devorar valores que são fundamentos de uma são convivência e os pilares de relações humanas fortes e laços sociais profundos. O outro, cada outro, tal qual é (“uma outra liberdade), que lugar, que prioridade, que atenção nos merecem? Na família, esse extraordinário lugar de aprendizagem dos afectos, da beleza e da profundidade das relações humanas (mesmo com o pouco tempo de que todos dispomos), de aprendizagem do respeito uns pelos outros, da autoridade e do perdão? Na escola, esse ambiente exigente de progressão permanente nas aprendizagens, esse magnífico espaço de convívio humano, inter-pares e entre adultos e crianças e jovens, entre pais e professores (ambos educadores das mesmas crianças), onde se aprende a viver uns com os outros? Na sociedade, nos tempos e lugares que habitamos, nas cidades que edificamos, bairro para ali, bairro para acolá, mas espaços privilegiados de convivência cívica e de construção do bem comum? Repito: qual o lugar do outro, de cada outro, tal qual é, que atenção lhe dedicamos, sobretudo aos que mais precisam do nosso cuidado, que relações humanas cultivamos?Entretanto, o ME, na 5 de Outubro, prepara medidas de emergência para conter a indisciplina escolar, para castigar de imediato todas as “novas” formas de agressão e violência nas escolas, para devolver autoridade aos professores (depois de ter estupidamente desbaratado muita da que ainda havia), para reforçar as competências das escolas e dos directores! A Confap e alguns partidos querem multar os pais dos “alunos” (não dos filhos) transgressores.Mas estamos a ver o mesmo filme? Estamos a falar do mesmo assunto? Já falamos com os nossos alunos sobre isto? Que pensam eles de tudo isto? Ou eles são o elo mais fraco das escolas?Não só é possível fazer diferente, como se está a fazer diferente. Escolas há que lidam bem, com sabedoria, com estas problemáticas socioculturais e que se renovam como casas de educação e desenvolvimento humano (ver caixa com exemplo). Não precisam de mais nada: autoridade, responsabilidade e liberdade.Pela voz de José Tolentino Mendonça, ocorre-me dizer: “Fernando Pessoa escrevia: «A espantosa realidade das coisas/ é a minha descoberta de todos os dias». É isso que peço, Senhor. Não nos deixes no embaraço baço da superfície; nos olhares e nos juízos que roçam apenas a periferia, que descrevem o exterior, mas nada sabem do gume. Dá-nos o saber de reparar a fundo, de escutar o indizível segredo que torna todos e tudo espelho do Teu assombro. Impele-nos à descoberta de um real que nos é tão próximo, mas afinal desconhecido.”A deriva securitária não será a saída nem terá saída.Beiriz: as faixas verdes da esperançaNo Agrupamento Campo Aberto, em Beiriz (Póvoa de Varzim, ver blogue “VoxNostra”), os professores, os pais e os alunos juntam-se para reflectir e agir sobre estas situações mais ou menos visíveis de violência que chega até dentro da escola. Há múltiplas formas de participação dos alunos na vida das escolas, mas por vezes esta participação é menos cuidada, bem como a dos pais. Nesta escola, a responsabilização dos alunos é o princípio estruturante de um bom clima escolar, eles são os “agentes centrais na definição e resolução dos problemas do quotidiano”.Semanalmente, os alunos de duas turmas, uma da manhã outra da tarde (envolve 2º e 3º ciclos), usam umas faixas verdes, que dizem a todos que eles e elas são responsáveis por cuidar do bom ambiente da escola (são o exemplo a seguir) e por intervir caso haja algum sinal de violência, indisciplina, falta de respeito, junto dos funcionários, professores, Director de Turma ou Psicólogo. Nas aulas de Formação Cívica trabalha-se exactamente esta problemática da violência e fomenta-se a reflexão e a redacção de trabalhos sobre a temática. Os resultados estão à vista, embora ainda se estejam a dar os primeiros passos.Joaquim AzevedoProfessor-Universidade Católica, Membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Económico e Social.
March 18 2010, 9:35am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Microfísica do poder: politização da vida social e das políticas públicas
http://terrear.blogspot.com/2010/03/microfisica-do-poder-politizacao-da.html
Até agora considerámos os actores como se todos tivessem o mesmo poder e estivessem em igualdade entre si. Ora, sabemos que na sociedade actual as hierarquias e a desigualdade são partes estruturantes das formas de organização social. Quem pode pois fazer vingar a sua interpretação do mundo? Os seus objectivos? E os seus valores?Já se chamou a atenção para o facto de a análise da estratégia de actores ter o pressuposto sociológico de que estamos no campo das relações sociais e, portanto, das relações de poder e dominação. Estamos longe de um terreno neutro de descrição de formas de «participação» mais ou menos folclóricas, mas perto da identificação de interesses e conflitos sociais estruturantes das relações sociais. Estamos também na defesa de que as dimensões de opressão e emancipação estão igualmente presentes na vida quotidiana, e em todas as dimensões da vida social, não sendo no entanto sempre evidentes, mas, pelo contrário, escamoteadas por questões de ordem técnica, burocrática ou política.Todavia, a mudança de paradigma que força a passagem da «resolução de problemas» (problem solving) para os «processos de interacção múltipla» (problem settting) chama a atenção para os processos de construção social dos problemas, num contexto de reconhecida dialéctica das relações de poder, inerentes ao funcionamento da sociedade. De facto, considera-se que todas as relações sociais são mediadas por relações de poder, isto é, por relações de troca desigual. Todavia, estas comportam sempre uma base de negociação potencial, facto que está no centro dos processos de mudança e reflexividade na construção da vida social. Esta postura teórica, ao mesmo tempo que politiza a análise da vida quotidiana, incorpora nessas relações quotidianas a noção de poder, considerando-a como uma dimensão irredutível e perfeitamente «normal» de todas as relações sociais, sejam conflituais ou cooperativas.Este entendimento das relações sociais permite incluir a análise dos conflitos na vida quotidiana assim como evita as armadilhas de uma perspectiva demasiado consensual das estruturas da acção colectiva. A instabilidade e conflituosidade dos comportamentos é considerada como normal e é acentuado o carácter contraditório e complexo do comportamento dos actores.Dito de outra forma, concebe-se a acção colectiva como processo centrado em objectivos estratégicos contraditórios, continuamente adaptáveis aos contextos em mudança e aos riscos emergentes. Mesmo as políticas públicas não decorrem de processos lineares resultantes dos níveis decisionais da esfera do Estado, (decision making), mas são antes o resultado evolutivo de processos de decisão interactivos. Esta concepção do poder tem grandes implicações teóricas e práticas, nomeadamente em termos da sua contribuição para o entendimento das relações entre a análise política e a análise institucional.Idem, Ibidem
March 17 2010, 5:37pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Motivação e ciclo de elevado desempenho
http://terrear.blogspot.com/2010/02/motivacao-e-ciclo-de-elevado-desempenho.html
O que faz o querer das pessoas? O que é que as inspira e estimula? O que é que as faz mover em direcção a determinadas metas, mesmo quando isso significa prescindir de rotinas e interesses? Seguindo Locke e Latham (cit. por Cunha, Rego, Cunha, Cabral-Cardoso), adoptando o modelo do ciclo de elevado desempenho (sintomaticamente também designada de "luz ao fim do túnel")."O modelo combina contribuições de diversas teorias (incluindo as teorias dos objectivos, expectativas, equidade, características do trabalho) e consagra basicamente o seguinte conjunto de ideias: - as pessoas são colocadas face a objectivos desafiantes.- se estes objectivos forem acompanhados de elevadas expectativas ou de um elevado sentimento de auto-eficácia, o resultado pode ser um desempenho elevado.- para que tal aconteça, é todavia necessário que as pessoas estejam comprometidas com os objectivos, recebam feeedback da actividade, detenham capacidades adequadas e não estejam enredadas em constrangimentos situacionais.- o elevado desempenho é propiciado por quatro mecanismos: direcção da atenção e da acção, esforço, persistência e desenvolvimento de estratégias e planos para a execução da tarefa.- se for compensado e, portanto, compensador; o elevado desempenho conduz à satisfaz com o trabalho. a satisfação fomenta, por sua vez, o empenhamento com a organização e os objectivos.
February 6 2010, 1:54pm | Comments »
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Mudança
http://terrear.blogspot.com/2010/01/mudanca.html
Seigneur,Donne-moi le courage de changer les choses qui peuvent être changées,donne-moi la force d'acceptercelles qui ne peuvent être changées. Donne-moi surtout la luciditépour distinguer les unes des autres. Priere d'un homme d'action
January 10 2010, 4:08pm | Comments »
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Campos lexicais - exclusão e conjugação
http://terrear.blogspot.com/2010/01/campos-lexicais-exclusao-e-conjugacao.html
Palavras travão1.Pourquoi?2.Échec3.Mais4.Contre5.Essayer6.Soit7.Explication8.Probleme9.Cause10.Connaitre11.Opposer12.Distinguer13.Diviser14.Amonter15.Opposer16.Ou17Exclure18.Frontières19.Discuter20.Parce que21.Ne soyez pas inquiet22.Limites de la situationPalavras motor1.Dans quel but ? 2.Résultat3.Et4.Avec5.Faire6.A la fois 7.Solution 8.Objectif 9.Conséquence 10.Reconnaitre 11.Apposer 12.Relier 13.Conjuguer 14.Confronter15.Composer16.Et17.Inclure 18.Passerelles 19.Dialoguer 20.Pour que 21.Soyez rassuré 22.Opportunités de la situation
January 10 2010, 6:09am | Comments »


