Um livro interessante para os amantes da boa cozinha e da boa ciência que vai sair em Maio na World Scientific:THE NOBEL BANQUETSA century of culinary history (1901-2001)by Ulrica Soderlind (Stockholm University, Sweden)Translated from the Swedish by Michael KnightThe Nobel Banquets is not about Alfred Nobel's personal dining habits; it is about his "gift to mankind" — the five original Nobel Prizes and the festivities that are arranged every year to celebrate them.There is hardly any other banquet in the world that is as famous as the Nobel Banquet which many would give a fortune to attend. It is held on December 10 in Stockholm every year. Countless articles and books have been written describing what the guests eat and drink, the table decorations and the serving ceremonies, the placing lists and of course the Nobel laureates themselves.This comprehensive book presents not only all the known facts about the Nobel banquet menus but also many unknown details, both about the Nobel Banquets themselves and about the traditional banquets held at the Royal Court by the King and Queen of Sweden on December 11 in honour of the laureates.The main focus is on the food and drink that have been served annually for more than a century. The gastronomic man is at the centre. The composition and contents of each banquet are listed and analysed. Today, the guiding principle is that the menus should have a touch of Scandinavia. The reader is given interesting insights into the work in the kitchens, the decanting of the wines and the special challenges that the waiters and waitresses face.The Nobel Banquets contains many photographs. It is a goldmine for gourmets and for anyone interested in knowing more about all the effort that goes into these fabulous festivities.Contents: * The Nobel Prizes: Background * Gastronomic Man * A Gastronomic Mix * The Nobel Banquets * The Nobel Menus, 1901-2007 * Good Food — Good Conversation * Appendices
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
GASTRONOMIA NOBEL
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/gastronomia-nobel.html
April 8 2010, 3:29am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
UM FÍSICO DAS LUZES E O AZEITE PORTUGUÊS
http://dererummundi.blogspot.com/2008/10/um-fsico-das-luzes-e-o-azeite-portugus.html
O italiano João António Dalla Bella (1730 - c. 1823) foi o professor de Pádua que foi contratado pelo Marquês de Pombal para reger a cadeira de Física Experimental na Universidade de Coimbra em 1772 (o seu manual "Physices Elementa" está em forma digital disponível aqui). Mas ele, um espírito das luzes, não se interessou apenas por Física, mas também por assuntos mais prosaicos como o "modo de aperfeiçoar a manufactura do azeite de Oliveira em Portugal". O editor Arquimedes Livros, antiquário do Chiado, Lisboa, editou há pouco em fac-simile e em tiragem muito limitada (só 80 exemplares) o livro "Memórias e Observações sobre o modo de aperfeiçoar a manufactura do azeite...", publicado originalmente em Lisboa em 1784, pela Oficina da Academia Real das Ciências (com a devida licença da Real Mesa Censória). Poucos anos depois, em 1786, Dalla Bella, publicaria sobre o mesmo assunto a "Memoria sobre a cultura das oliveiras em Portugal".Dalla Bella (que era um homem prático, como também mostra outro livro, este de 1773, sobre pára-raios também publicado em fac-simile pela Arquimedes) expõe no prefácio qual era a sua motivação para melhorar a qualidade do azeite português. Com palavras duras disse que os portugueses, apesar de terem boas oliveiras, não sabiam fazer azeite. Não só eram preguiçosos como não queriam saber do que antes se sabia. Eis um extracto, onde se actualizou a ortografia, mas se conservou a sintaxe:"Quantas Artes utilíssimas, por uma humilhante causa se perderão, e quantas outras têm declinado da sua perfeição com gravíssimo dano da felicidade humana?Entre todos os exemplos, que se podem alegar para prova desta verdade, basta o da manufactura do Azeite de Oliveira em Portugal. Pelo descuido de se não examinarem com diligência os preceitos recolhidos por uma vasta experiência precedente, que deixaram os antigos Gregos e Romanos sobre as regras, que se devem observar na preparação de um tão precioso licor, ela está reduzida neste Reino a um estado tão deplorável, que não só deixa perder uma grande cópia dessa produção interessante, que com grande facilidade se poderia aproveitar, mas reduz o mesmo Azeite a uma qualidade muito inferior à do que se prepara nos climas mais frios, e por consequência menos favoráveis (...)Mas por uma fatalidade, que nasce da inércia da matéria, observa-se constantemente, que onde a Natureza é liberalíssima na produção de qualquer género necessário à vida dos homens, satisfeitos eles com a abundância do que naturalmente, e sem trabalhos lhes subministra a terra, ficam pela maior parte indolentes, e preguiçosos, mas não se achando na necessidade de esquadrinhar o melhor modo de o conseguir, e aperfeiçoar: antes pelo contrário inclinados pela sua preguiça a diminuir o trabalho, introduzem, sem reflectir, liberdades e abusos na prática. Pelo que (falando mais particularmente) o Azeite, que poderia ser o mais esquisito, e excelente em Portugal sobre outro qualquer, vem a ser o menos estimável entre todos os Azeites que se produzem na Provença, e em Itália; e isto não sucede por outro motivo, senão porque as regras da boa cultura das Oliveiras, e a maneira de tirar o Azeite, são absolutamente diversas das que usavam os Antigos".Eu que, sendo físico, pouco sei sobre azeite. Mas sei que a sua qualidade evoluiu muito: em 1889 já ganhou um prémio na Exposição Mundial de Paris. Julgo que o azeite português, graças aos esforços de Dalla Bella e de tantos outros, já é hoje competitivo com o da Provença e da Itália...
October 12 2008, 9:05am | Comments »
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