Na sequência do post 10-10-10:Alertar para a relação entre os nossos comportamentos poluidores e o aquecimento global é legítimo (ainda que, ao que me é dado saber, essa relação não esteja inteiramente percebida e, portanto, explicada). A maneira como isso se faz é que pode ser ilegítima...A jornalista Joana Viana exemplica isto mesmo no jornal i do passado dia 6 de Outubro, dando a notícia de um filme no mínimo polémico, cujo propósito era esse alerta.No âmbito da campanha da União Europeia "20% até 2020" - redução de emissões de CO2 nessa percentagem na próxima década -, fervorosos activistas ambientais e um realizador (Richard Curtis, guionista do Quatro Casamentos e um Funeral) idealizaram várias cenas em que as pessoas displicentes quanto aos perigos da poluição são simplesmente... explodidas! E fizeram um filme chocante que as mostram...O Reino Unido reagiu e proibiu-o de passar na televisão, mas talvez valha a pena vê-lo aqui... para que cada um possa tirar as suas conclusões.
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Exterminação ecológica
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October 11 2010, 2:45am | Comments »
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10-10-10
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Hoje, dia do triplo 10, 10 de Outubro de 2010, ocorre um movimento global de activistas em favor de cautelas contra o aquecimento global: ver aqui.
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October 10 2010, 7:37am | Comments »
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HUMOR: AQUECIMENTO GLOBAL 3
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August 5 2010, 1:23pm | Comments »
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HUMOR: AQUECIMENTO GLOBAL 2
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August 5 2010, 1:22pm | Comments »
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HUMOR: AQUECIMENTO GLOBAL 1
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August 5 2010, 1:21pm | Comments »
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CLIMATEGATE: CLIMATE RESEARCH GROUP IS CLEARED – SORT OF
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Habitual destaque para a coluna do físico Robert Park "Whats New":Last week we reported that Michael Mann, the Penn State University climate scientist who played a key role in alerting the world to global warming, was exonerated by the University in the climategate controversy that broke in December. Wednesday a British panel exonerated the members of the Climate Research Unit at East Anglia University in the UK. However, the scientists had failed to uphold the standards of openness on which the credibility and influence of science is grounded. Everyone involved has now been held accountable for their actions, except the unknown hackers who broke the law. They must have imagined the e-mails would set off an explosion, but it was in the end a barely audible "pop." So everyone has been cleared except the unknown hackers that selectively leaked the climate scientist’s e-mails.
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July 11 2010, 2:24pm | Comments »
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PÂNICO NO CLIMA EUROPEU
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Minha crónica no "Sol" de hoje (na imagem um dos balões dos irmãos Montgolfier):A recente crise atmosférica com origem no vulcão de Eyjafjallajökull, no Sul da Islândia, e que lançou o caos nos aeroportos da Europa esteve longe, bem longe, de ser a mais grave das crises do mesmo tipo na Europa. De Junho de 1783 a Fevereiro de 1784 a erupção de um vulcão com um nome mais simples de pronunciar, Laki, a cerca de 140 km do primeiro, originou um nevoeiro seco por todo o continente europeu, de Lisboa a Moscovo. O fenómeno foi mesmo reportado no Rio de Janeiro por um astrónomo português, Bento Sanches Dorta.O livro “Terra. Acontecimentos que mudaram o mundo”, de Richard Hamblyn, acabado de sair na Bertrand Editora, dedica todo um capítulo ao evento com o título “Pânico no clima da Europa, 1783”. Os efeitos das cinzas lançadas pelo vulcão foram avassaladores, com um Verão de tal forma encoberto que se podia olhar directamente para o Sol sem prejudicar a vista e um Inverno que foi dos mais frios da história: as cinzas vulcânicas causaram um arrefecimento global, contrariando o conhecido efeito de estufa, uma vez que elas impediam não só a luz como o calor do Sol de chegar à superfície terrestre. O cheiro sulfuroso sentia-se em Paris e noutras cidades europeias. O pânico foi generalizado. Há quem opine que teria sido por causa dos prejuízos causados na agricultura em França, que, passado meia dúzia de anos, se deu a Revolução Francesa...Na Islândia, devido, directa ou indirectamente, à erupção do Laki, que causou o maior fluxo de lava de sempre, morreram cerca de dez mil pessoas, quase um quarto da população, um número que só fica atrás do número de vítimas do Vesúvio, no ano 79 depois de Cristo, no cômputo de todas os fenómenos vulcânicos havidos na Europa. A Dinamarca, que administrava a Islândia, chegou mesmo a pôr a hipótese de abandonar a ilha.O primeiro cientista a relacionar o clima anormal na Europa com o vulcão na Islândia foi Benjamin Franklin, o inventor do pára-raios, na altura embaixador americano em França, com residência perto de Paris. Tornou-se assim pioneiro dos estudos sobre a relação entre poluição atmosférica e alterações climáticas. Não podia na época haver perturbação da aviação devido à perturbação atmosférica pela simples razão de que ainda não havia aviões. Mas foi nesse mesmo ano que ocorreram as famosas experiências francesas de ascensão em balão, de que o Padre Bartolomeu de Gusmão tinha sido pioneiro muitos anos antes. A 4 de Junho de 1783, os irmãos Montgolfier efectuaram, em Annonay, no Sul de França, uma primeira exibição pública do seu balão, à qual, em 21 de Novembro, em Paris, se seguiu o primeiro voo tripulado, presenciado por Franklin. O nevoeiro que toldava o Velho Continente não impediu o vasto público de ver esses engenhos subirem no céu...
April 30 2010, 1:37am | Comments »
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FIM DO CLIMATEGATE?
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Habitual destaque semanal para a coluna electrónica de Robert Park, What'New:"CLIMATEGATE: CLIMATE RESEARCH UNIT IS CLEARED – SORT OF.A U.K. government investigation of the Climate Research Unit at East Anglia University, confirmed the "scientific consensus" that global warming is taking place. However, it was highly critical on questions of openness – as it should be."
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April 2 2010, 8:15pm | Comments »
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PORTUGAL A QUENTE E FRIO
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Comentário meu sobre o livro "Portugal a Quente e Frio" das jornalistas de ciência Filomena Naves e Teresa Firmino: aqui
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April 1 2010, 10:31am | Comments »
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CO2 é o prato sujo e lambido da energia
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A razão pela qual conseguimos obter energia a partir dos alimentos e dos combustíveis é a mesma: electrões. Há coisas que têm mais electrões do que outras e, tal como numa barragem em que uma coluna de água de um lado tem tendência a passar para o outro movendo uma turbina para produzir energia, os electrões também têm tendência a passar das moléculas onde estão em maior abundância para outras em que estão menos concentrados. É isso que são os açúcares: uma espécie de albufeiras de electrões. E, tal como nas barragens, as células também têm uma espécie de umas turbinas e conseguem aproveitar a energia contida nessa transferência de electrões. Através da respiração celular, os electrões dos açúcares e de outros alimentos são entregues ao oxigénio, formando-se água que é depois expelida pelos pulmões ou transpirada (isto, no caso da respiração aeróbica).Com os combustíveis é mais ou menos a mesma coisa. Com a diferença de que a respiração celular é um processo bem mais eficiente do que a combustão, uma vez que a oxidação dos alimentos é mais gradual e permite aproveitar melhor a energia (que em vez de ser libertada na forma de calor é convertida em ligações químicas que libertam energia quando são quebradas). Na combustão é muito simples: o combustível é queimado, ou seja os electrões dos hidrocarbonetos são passados rapidamente ao oxigénio, e liberta-se calor.O que sobra tanto na combustão como na respiração celular, para além da supramencionada água, é o dióxido de carbono. No caso das nossas células acaba por ser expelido pelos pulmões. No caso dos carros é enviado para a atmosfera pelos tubos de escape, para causar o aquecimento global e essas coisas. A combustão nem sempre é completa: por exemplo da queima de lenha numa lareira sobram sempre resíduos sólidos, que são produtos de combustão incompleta. Mas o peso das cinzas nunca é o mesmo da lenha que lhes deu origem. A diferença de peso está no ar, na forma de dióxido de carbono e água.Tudo isto para concluir que o dióxido de carbono, no que diz respeito à energia, é o fim da linha. São as espinhas, o prato sujo e lambido. Daí a minha surpresa, quando li no Expresso desta semana os seguintes títulos:"CO2 pode ser combustível""Os cientistas dizem que é possível transformar o CO2 emitido numa grande fonte de energia"Lendo o artigo, é explicado o processo. Passo a transcrevê-lo tal como vem do Expresso de 27 de Março:"Como reciclar o dióxido de carbono1. O excesso de electricidade gerado pela renováveis e pelas centrais nucleares à noite, quando o consumo é menor e o preço é mais baixo, é usado para fabricar hidrogénio por conversão directa, por electrólise (separação do hidrogénio e do oxigénio) da água do mar e da água quente das centrais nucleares.2. As centrais termoeléctricas e a grande industria (cimento, petroquímica, adubos, aço, queima de resíduos) produzem grandes quantidades de CO2 que são depois capturadas por unidades de absorção instaladas junto às fábricas.3. O hidrogénio e o CO2 produzidos são combinados em reactores químicos. Daí resultam gás sintético (syngas), combustível automóvel sintético (synfuel), metanol (que pode ser convertido em synfuel ou em olefinas como o etileno, um gás) e combustível para as centrais termoeléctricas.4. A combustão de todas estas fontes alternativas de energia de origem fóssil provoca novas emissões de dióxido de carbono, mas as geradas pelas centrais termoeléctricas e pela grande industria são recicladas de novo. "Ou seja, a verdadeira fonte de energia é o hidrogénio (que devolve electrões ao dióxido de carbono, já que é um potente redutor), cujo fabrico requer grandes quantidades de energia (a tal gerada pelos excessos das centrais nucleares e energias renováveis). Este processo é sem dúvida uma maneira de reutilizar o dióxido de carbono, mas o dióxido de carbono NÃO "pode ser combustível", NEM "transformado numa nova fonte de energia". Pois é preciso gastar energia para que um produto de transformação do dióxido de carbono possa ser usado como combustível. É um pouco como tentar vender uma "fonte de dinheiro" por 25€, quando essa "fonte" poderá dar no máximo 20€. Não é uma verdadeira fonte.A tecnologia descrita é no fundo uma reutilização de átomos de carbono, que acabam por ser queimados novamente, libertando novamente CO2. Ou seja, o mesmo CO2 é emitido várias vezes (vai sendo reabastecido com electrões). Mas isso é diferente do CO2 ser uma fonte de combustível, porque a energia não está no CO2. Queimar CO2 seria um milagre (e os milagres têm uma fiabilidade duvidosa).As plantas, através da fotossíntese, conseguem capturar o CO2 da atmosfera e transformá-lo em moléculas ricas em energia. Mas a origem dessa energia não está no CO2, mas sim num fotão que vem do Sol.
April 1 2010, 5:56am | Comments »





