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O que escreveria hoje Eça de Queirós?
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January 6 2011, 3:36pm | Comments »
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Que fazemos nós do tempo?
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(...)Só com tempo descobrimos tanto o sentido e a relevância da nossa marcha ao lado dos outros, como o da nossa própria caminhada interior. Sem tempo tornamo-nos desconhecidos. Sem tempo falamos, mas não escutamos.Repetimos, mas não inventamos. Consumimos, mas não saboreamos. É verdade que mesmo num rápido relance se pode alcançar muita coisa, mas normalmente escapa-nos o detalhe.Gosto muito do "Poema do Tempo" que vem no livro bíblico do Eclesiastes, pois nos expõe à consciência de que o tempo é uma arte que realmente possuímos e que somos chamados a desenvolver com sabedoria. Não é verdade que não temos tempo. A nossa vida está cheia de tempos. Precisamos identificá-los e tratar deles, como quem cuida de um tesouro. (...)José Tolentino Mendonça, Diário de Notícias da Madeira. 02.01.11(com o agradecimento a JMA)
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January 4 2011, 1:39pm | Comments »
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Ernâni Lopes: um quase último ensaio sobre a lucidez
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Doutorado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, deixou-nos a 2 de Dezembro. Mas deixou-nos o essencial: um pensar vital. (excerto da entrevista concedida à revista Cx - a revista da Caixa (geral de depósitos), Outubro/Dezembro de 2010.
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December 15 2010, 4:53pm | Comments »
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A Resposta é
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"Senhor Dragão! Senhor Dragão!! Tende misericórdia, não me deixeis assim...! Suplicou o Rei; e, depois de muito insistir conseguiu acordar de novo a criatura. "De modo que ainda continuas aí, naco humano" resmungou o Dragão. "Começas a aborrecer-me com os teus gritos. Além disso, só tu fomentaste a tua desgraça e não vejo por que razão terei de ajudar-te... Mesmo assim, farei alguma coisa por ti. Vou colocar-te uma adivinha cuja resposta correcta te revelará o destino que te espera. Quem sabe, pode ser que, conhecendo o teu futuro, consigas mudá-lo. Estás disposto a jogar?"O Rei pensou que tinha pouco a ganhar, mas também nada a perder, e concordou agitando vigorosamente a sua cabeça translúcida. Então o Dragão semicerrou os olhos e declarou: "Esta é a charada: quando tu me nomeias, já não estou." O monarca ficou perplexo. Na sua cabeça, deu voltas ao enigma durante muito tempo, como quem faz rodar um caroço de azeitona dentro da boca, e estava quase a declarar-se vencido quando, de repente, a solução se iluminou no seu espírito. Estremeceu, assustado com o que entrevira. E depois limpou a voz trémula, olhou para o Dragão e disse: "A resposta éFinal do romance de Rosa Montero. História do Rei Transparente. Porto: ASA
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November 13 2010, 3:51pm | Comments »
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Ver e Navegar na Ilha de Moçambique
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O Índico, da Ilha de Moçambique. E uma vela. Ver a alegria, o olhar e o rosto luminoso. Ver a altura do salto!Ah, Camões, aqui exilado numa ilha de (des)amores. Vendo a escrita da ementa no Escondidinho!E, no entanto, ando há muitos anos a educar o meu tom de voz, para que soe grave, e ninguém parece duvidar da minha condição, quando me vê. Talvez vejamos apenas aquilo que esperamos ver. (p. 310)Rosa Montero, Obra citada infra
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November 7 2010, 1:11pm | Comments »
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Destino
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Pela rua de Nampula, criança branca às costas.Vi, por exemplo, como os homens são capazes de se precipitar em direcção àquilo que mais temem, como traças atraídas pela chama. E vi, como o simples facto de se acreditar no destino provoca justamente que esse destino se cumpra. (…) Os homens costumam chamar destino àquilo que lhes acontece quando perdem as forças para lutar. (307)Rosa Montero, Obra citada infra.
November 4 2010, 9:43am | Comments »
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O Elemento
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From one of the world's leading thinkers and speakers on creativity and innovation, a breakthrough book about talent, passion, and achievement.The element is the point at which natural talent meets personal passion. When people arrive at the element, they feel most themselves and most inspired and achieve at their highest levels. The Element draws on the stories of a wide range of people, from ex-Beatle Paul McCartney to Matt Groening, creator of The Simpsons; from Meg Ryan to Gillian Lynne, who choreographed the Broadway productions of Cats and The Phantom of the Opera; and from writer Arianna Huffington to renowned physicist Richard Feynman and others, including business leaders and athletes. It explores the components of this new paradigm: The diversity of intelligence, the power of imagination and creativity, and the importance of commitment to our own capabilities.Fonte
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November 4 2010, 6:51am | Comments »
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Dos Ladrões
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Não são só ladrões - diz o Santo - os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhe colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os pobres. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo de seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas (juízes) e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões e começou a bradar: "Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos." Ditosa Grécia que tinha tal pregador! Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul ou ditador por ter roubado uma província.[............]Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os senhores em pé apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás, como imagens valíssimas da servidão e espectáculos de extrema miséria. Oh Deus! Quantas graças devemos à Fé que nos destes, porque só ela cativa o entendimento para que, à vista destas desigualdades, reconheçamos contudo vossa justiça e providência! Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem com os nossos? Não respiram o mesmo ar? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que os domina tão triste, tão inimiga, tão cruel?P.e ANTÓNIO VIEIRA - SERMÃO DO BOM LADRÃO"-excerto(via Amélia Pais)
September 2 2010, 7:32am | Comments »
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Coração
http://terrear.blogspot.com/2010/07/coracao.html
July 10 2010, 3:19am | Comments »
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Ensaio sobre o Saber
http://terrear.blogspot.com/2010/06/ensaio-sobre-o-saber.html
"Drogado de saber? Gosto que o saber faça viver, cultive, gosto de fazer dele carne e casa, que ajude a beber e a comer, a caminhar lentamente, amar, morrer, por vezes renascer, gosto de dormir entre os seus lençóis, que ele não me seja exterior. Ora ele perdeu este valor vital; é preciso curarmo-nos do saber. Cortado em pedaços miúdos, aparentemente novo em cada bocado absorvido, depressa monótono, depressa antiquado, passando rápido, e mais em Inflação que em verdadeiro crescimento, o saber contido nas teses, nos artigos, nas revistas clentrflcas, tomou a mesma forma da informação despejada pelos jornais, escritos, falados ou visuais, pelo conjunto dos media, ou que um maço de notas ou um maço de cigarros, dividido em unidades, cedo classificadas no banco de dados, codificadas.[ ... ] O saber sensato cura e forma o corpo, embeleza. Quanto mais presto atenção e procuro, mais penso. Penso, logo sou belo. O mundo é belo, logo penso. O saber não pode dispensar a beleza. Procuro uma ciência bela.A partir de uma certa idade da sua história, a ciência deve responder pelo seu rosto, pela beleza que representa e produz. Renuncio ao saber na sua forma actual, porque ele desfela homens e coisas, porque envelhece mal e não conseguiu formar os nossos filhos. Traz consigo fealdade e morte, a máscara retorclda da tragédia. A partir de uma certa Idade, a ciência deve ser a resposta das crianças. Sai o sábio, eis a criança." (Michel SERRES, Les cinq sens, Paris, Grasset, 1985, pp. 110-112)
June 10 2010, 5:06pm | Comments »






