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O HOMEM COMO PALÁCIO DA INDÚSTRIA
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July 11 2010, 6:54pm | Comments »
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Proust era um neurocientista
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de CoimbraA criatividade artística pode antecipar as descobertas da ciência?A pergunta serve de ponto de partida à obra Proust era um neurocientista, da autoria de Jonah Lehrer, e dá o mote para uma tertúlia no Museu da Ciência da UC, no dia 8 de Julho (quinta-feira), às 18h00.Miguel Castelo Branco, director do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, apresenta a edição portuguesa da obra.A entrada é livre.Sobre o livro: De que forma Proust revelou mistérios da memória, ao escrever os seus livros? Será que o pintor Cézanne antecipou avanços determinantes na compreensão da visão humana com os seus quadros? E se Walt Whitman tivesse intuído as bases biológicas do pensamento nas suas obras? Afinal, arte e ciência parecem poder co-existir em paz.Proust era um neurocientista reúne oito exemplos de artistas que souberam antecipar-se à ciência, descobrindo fenómenos de neurociências. O pintor Cézanne, o compositor Igor Stravinsky, o cozinheiro Auguste Escoffier e os escritores Walt Whitman, George Eliot, Marcel Proust, Gertrude Stein e Virginia Woolf são as figuras escolhidas para destruir ideias feitas sobre a Arte e a Ciência e mostrar como ambas são essenciais para perceber os mistérios da mente humana que a ciência só agora começa a desvendar.Em cada capítulo, o autor, formado na Universidade de Columbia, aborda um determinado conceito científico e explica como as neurociências chegaram a explicar o fenómeno, anos depois. .Mais informações aqui.
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July 6 2010, 10:26am | Comments »
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QUANTUM
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O neurocientista David Eagleman é o autor do livro "Cogito Ergo Sum", um conjunto de contos sobre a "vida para além da morte" que está a alcançar enorme êxito lá fora e que aqui, editado pela Presença, merece igual sorte. Para abrir o apetite aos leitores deixo aqui o conto "Quantum", que glosa o tema quântica da existência simultânea em vários estados possíveis:"Aqui, na vida depois da morte, tudo existe em todos os estados possíveis em simultâneo, mesmo os estados que mutuamente se excluem. Depois da nossa vida terrena, isto é um verdadeiro choque, porque na Terra as nossas escolhas implicam o desaparecimento de outras possibilidades. Quando nos transformamos em amantes de uma pessoa, não podemos ser amantes das outras, quando escolhemos uma porta,as outras ficam perdidas para nós.Na vida depois da morte podemos desfrutar de todas as possibilidades ao mesmo tempo, vivendo paralelamente múltiplas vidas. Damos por nós a comer e a não comer ao mesmo tempo. Estamos e não estamos a jogar bowling. Estamos a andar de cavalo e ao mesmo tempo não temos nenhum cavalo perto de nós.Um anjo azul de pele aveludada visita-nos gentilmente para ver como estamos a adaptar-nos a esta vida depois da morte.- Isto é demasiado confuso para um pobre cérebro humano - confessamos ao anjo.O anjo coça o queixo.- talvez possamos simplificar esta sua vida com uma actividade mais acessível, como ter um emprego fixo - oferece-nos.E caímos imediatamente numa vida laboral de contradições simultâneas. estamos a desenvolver várias carreiras ao mesmo tempo, todas aquelas que ponderámos seguir quando éramos mais jovens. Fazemos a contagem decrescente para o lançamento do foguetão onde nos encontramos e simultaneamente defendemos um criminoso em tribunal. No mesmo instante, desinfectamos as mãos para fazer uma cirurgia à vesícula biliar e conduzimos um camião de dezoito rodas numa auto-estrada do Novo México. Os constrangimentos de tempo e espaço desapareceram, completamente.- Isto é demasiado trabalho - queixamo-nos ao anjo.- Talvez o consigamos sossegar com uma situação mais simples - pondera o anjo - Gostaria de estar num quarto fechado, sozinho com o seu amor?E eis que nos encontramos aqui. Estamos simultaneamente envolvidos na conversa dela e a pensar noutra coisa qualquer; ela entrega-se a nós e ao mesmo tempo não se entrega; achamo-la detestável e amamo-la profundamente; ela adora-nos mas questiona-nos sobre o que terá perdido com outra pessoa qualquer.- Obrigado - agradecemos ao anjo. - Esta existência já me é familiar."David Eagleman
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June 5 2010, 1:52pm | Comments »
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EGAS MONIZ E EINSTEIN
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Minha crónica na revista "Tabu" do semanário "Sol" de hoje (na imagem: retrato de Egas Moniz por José Malhoa; as mãos mostram a gota de que o médico padecia e que o impedia de operar, o que era feito por um dos seus assistentes):Quem, na A1, sair em Estarreja estará muito perto da Casa-Museu Egas Moniz, em Avanca, o elegante palacete onde o nosso único Prémio Nobel em Ciências passou primeiro a sua infância e mais tarde as férias. A Câmara Municipal tem cuidado tanto do edifício como do seu recheio, onde, além de instrumentos e imagens científicas, chamam a atenção as numerosas peças de arte que o sábio reuniu, que vão desde porcelana de Sèvres e Companhia das Índias a quadros de José Malhoa e Silva Porto.Nascido em 1874 e falecido em 1955, António Egas Moniz era, do ponto de vista artístico, um homem do século XIX, um conservador num século em que tanto a ciência como a arte eram abaladas por novas correntes. No cume dos seus pintores preferidos encontrava-se José Malhoa (no ano em que morreu publicou o ensaio A folia e a dor em José Malhoa) e no píncaro das suas preferências literárias encontrava-se Júlio Dinis (escreveu o livro de referência Júlio Dinis e a sua obra). Nem a pintura nem a literatura do século XX conseguiam recolher os seus favores.Moniz neste aspecto não está sozinho. Um outro Nobel da ciência com gostos pouco ou nada modernos é Albert Einstein, que nasceu cinco anos depois de Moniz e morreu no mesmo ano. As suas carreiras são paralelas, uma vez que o físico suíço nascido na Alemanha acaba o curso em 1900 apenas um ano depois do médico português (o curso de Medicina demorava oito anos, pois havia que fazer três anos de preparatórios em ciências). Einstein faz o doutoramento em 1905, cinco anos depois de Moniz defender a tese A Vida Sexual na Universidade de Coimbra (o Estado Novo haveria de proibi-la, permitindo a sua venda apenas com receita médica). Em 1911 Einstein chega a cátedra na Universidade de Praga e o mesmo acontece com Moniz na recém-fundada Universidade de Lisboa. Uma diferença entre os dois currícula reside na precocidade dos trabalhos de investigação do físico, com pontos altos em 1905 e 1916, ao passo que o médico só enveredou pela investigação depois de ter desistido de uma carreira política (durante a qual chegou a ganhar um duelo à espada a Norton de Matos), tendo atingido os seus pontos altos em 1927 (angiografia) e 1935 (leucotomia). Não admira, por isso, que o Nobel de Einstein tenha sido atribuído muito antes do de Moniz. Einstein, que preferia a música às outras artes, era, nessa área, extremamente conservador, não indo o seu gosto muito além de Bach e Mozart. Quando muito Schubert.Moniz e Einstein não são os únicos revolucionários científicos que ignoraram as revoluções artísticas. Basta visitar a Casa-Museu de Freud, em Viena, para verificar que o criador da psicanálise, que Moniz introduziu em Portugal e de quem Einstein foi amigo, era algo antiquado em questões de arte...
May 28 2010, 1:43am | Comments »
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As Ciências entre as Artes e entre as Letras
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Em 1959 o físico e romancista inglês Charles P. Snow cunhou, numa famosa conferência que proferiu na Universidade de Cambridge, Inglaterra, a expressão “duas culturas” para se referir à cultura científica e à cultura artística e literária, ao mesmo tempo que salientava o olvido em que se encontrava a cultura científica por parte dos artistas e literatos. Na visão de Snow, ser culto não podia ser mais conhecer, por exemplo, Ariosto e Tasso e desconhecer Galileu. De então para cá a cultura científica tem ganho protagonismo. Autores há como o publicista norte-americano John Brockman que, para ultrapassar o confronto entre as duas culturas gostam de falar de uma “terceira cultura”, corporizada por cientistas contemporâneos que conseguiam fazer a ponte entre os dois campos desavindos. Mas, outros, entre os quais não hesito em me incluir, em vez de multiplicar culturas, preferem ver a cultura como uma só, apesar de múltipla nas suas manifestações, e gostam de procurar a unidade onde ela não é tão óbvia.De facto, se afirmarmos convencionalmente que a cultura científica nasceu com o italiano Galileu Galilei (1564-1642), que criou e aplicou o método científico baseado na observação e na experiência e marcado pela descrição matemática do mundo, temos de reconhecer que a cultura científica emerge no seio da cultura artística e literária. O pai de Galileu era músico. O filho apreciava a música, e o tema da “música das esferas”, isto é da presença da música na Natureza, glosado pelo astrónomo alemão seu contemporâneo Johannes Kepler (1571-1630), em “Harmonice Mundi” (“A Harmonia dos Mundos”, 1619), não lhe era estranho. Apesar de não ter herdado a aptidão musical do seu progenitor, Galileu revelou-se não só um grande artista (são notáveis as suas representações a aguarela da Lua, que foi o primeiro a ver com a ajuda de um telescópio) como um ainda maior prosador (o escritor moderno Italo Calvino considerou-o mesmo o maior prosador da língua italiana). Foi também um poeta, embora incomparável a Dante, que ele leu e comentou quando era jovem.Como é natural em quem atinge patamares tão elevados, Galileu conhecia os grandes artistas e os literatos do seu tempo. No artigo "Fronteiras entre a Terra e a Lua. Ariosto e Galileu", publicado na revista "Biblos" (2003), ps. 61-85, a italianista Rita Marnoto, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de notar que Galileu Galilei tinha uma "devoção literária" pelo poema de cavalaria "Orlando Furioso", do italiano Ludovico Ariosto (1474-1533), saído em 1516 (embora em forma completa em 1532, muito antes de Galileu nascer), acrescenta:"Galileu era dotado de uma brilhante cultura artística, e não só no domínio da música, da pintura, da escultura e da arquitectura, como também na da literatura. A osmose entre arte e ciência que permeia os seus escritos converte-o em directo herdeiro daquele ideal renascentista do homem completo. Ao observar o Universo, Galileu compara-o a um grande livro, '[...] scritto in lingua matematica, e i caratteri sono triangoli, cerchi, ed altre figure geometrische, senza i quali mezi è impossibile a interderne umanamente parola; senza questi è un aggisarsi vanamente per un oscuro lebirinto.' [escrito em linguagem matemática, em que os caracteres são triângulos, círculos e outras figuras geométricas, sem os quais os humanos não podem entender nenhuma palavra, sem os quais eles eles estão condenados a caminhar em vão por um escuro labirinto]. Da mesma feita, ao dar voz às suas severas apreciações críticas acerca da 'Gerusalemme liberata', intituladas 'Considerazioni al Tasso', recorre largamente a paralelos com a pintura, ou com a arquitectura e a escultura, cruzando-os, não raro, com noções colhidas no campo das ciências naturais".De facto, em “Orlando Furioso” (há uma edição da Cavalo de Ferro de 2007) encontra-se a descrição de uma viagem à Lua feita pelo paladino Astolfo, num animal alado (o hipogrifo), acompanhado por S. João Evangelista, antecipando assim de um século o que é considerado comummente o primeiro conto de ficção científica, o “Sonho” (“Somnium”, no latim original, escrito entre 1620 e 1630, mas só publicado em 1634) de Kepler. Em Galileu, a visão da Lua proporcionada pelo telescópio permite realizar uma “viagem” que já não é imaginada ou sonhada como em Ariosto ou em Kepler.Por outro lado, a menor consideração de Galileu por Torquato Tasso (1544-1595), o autor, também italiano, de “Jerusalém Libertada”, poema épico sobre a primeira cruzada que o seu autor começou a escrever em 1560 e apenas foi publicado em 1580, quando o sábio pisano tinha 16 anos e lhe faltava um ano para entrar na Universidade de Pisa, não pode ser entendida como um menosprezo pela arte ou pela poesia, mas tão só como uma preferência artístico-literária pela obra de Ariosto (para ele (“magnífico, rico e admirável”, chamou-lhe ele) relativamente à obra de Tasso (“estreito, pobre e miserável”). Lendo a sua crítica a Tasso, escrita entre 1586 e 1588, mas só publicada em 1793, percebe-se uma certa incompatibilidade. O génio de Galileu devia estar mais próximo do de Ariosto, cujo estilo temerário e arrebatador está bem patente na sua obra maior, do que do de Tasso, que passou os últimos anos da sua vida num estado de desespero estético-religioso que desembocou mesmo em perturbação mental.Galileu fez um ensaio de literatura comparada ao contrastar e comentar Ariosto e Tasso. O facto de Galileu ter conseguido cruzar com aparente facilidade a linguagem da ciência com as da arte e da literatura, como bem nota Rita Marnoto, mostra que o criador da cultura científica era um homem de cultura multifacetada. Um homem de ciência que soube situar-se entre as artes e entre as letras. E, apesar de longínquo no tempo (os registos das suas primeiras observações da Lua foram publicadas em “Mensageiro das Estrelas”, “Sidereus Nuncius”, em 1610, que acaba de sair entre nós do prelo da Fundação Gulbenkian, numa tradução do historiador de ciência Henrique Leitão), vale a pena, ainda hoje, ir buscar o seu exemplo de há quatro séculos para mostrar a unidade da cultura.
May 10 2010, 6:59pm | Comments »
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GALILEU E AS ARTES
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Ainda a propósito das letras e das ciências: No seu artigo "Fronteiras entre a Terra e a Lua. Ariosto e Galileu", publicado na "Biblos" (2003), ps. 61-85, Rita Marnoto, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de notar que Galileu tinha uma "devoção literária" pelo "Orlando Furioso", acrescenta:"Galileu era dotado de uma brilhante cultura artística, e não só no domínio da música, da pintura, da escultura e da arquitectura, como também na da literatura. A osmose entre arte e ciência que permeia os seus escritos converte-o em directo herdeiro daquele ideal renascentista do homem completo. Ao observar o Universo, Galileu compara-o a um grande livro, '[...] scritto in lingua matematica, e i caratteri sono triangoli, cerchi, ed altre figure geometrische, senza i quali mezi è impossibile a interderne umanamente parola; senza questi è un aggisarsi vanamente per un oscuro lebirinto.' Da mesma feita, ao dar voz às suas severas apreciações críticas acerca da 'Gerusalemme liberata', intituladas 'Considerazioni al Tasso', recorre largamente a paralelos com a pintura, ou com a arquitectura e a escultura, cruzando-os, não raro, com noções colhidas no campo das ciências naturais".
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April 22 2010, 11:07am | Comments »
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HUMOR: CIÊNCIA E RELIGIÃO 3
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/humor-ciencia-e-religiao-3.html
(clicar para ver melhor)
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April 14 2010, 2:55am | Comments »
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"Portugal Arauto do Evangelho e da Ciência"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/portugal-arauto-do-evangelho-e-da.html
Do Holoscópio, o blogue (interrompido no último ano) de Luís Miguel Bernardo, Professor de Física da Universidade do Porto, transcrevo parte do seu post onde explica quem foi o Padre Amadeu de Vasconcelos (que usou, entre outros, o pseudónimo de Padre Mariotte), que referi no meu mpost anterior:"Amadeu de Vasconcelos viveu longos períodos da sua vida em Paris e aí escreveu e publicou vários dos seus livros e artigos ─ em Português e Francês ─ em prol da ciência, contra a maçonaria e a favor do catolicismo e de um nacionalismo original. Como se pode ler na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira este padre “tratou os mais variados assuntos culturais, artísticos, políticos e doutrinários com inegável brilho e grande competência”. Foi director do jornal católico Novidades, durante 14 anos e em 1948 professou na Ordem Beneditina com o nome de Padre Amadeu de Nossa Senhora. Recolheu-se então ao Convento de Singeverga tendo colaborado intensivamente no Mensageiro de S. Bento ─ Revista Beneditina e Missionária, que iniciou a publicação em 1948. No primeiro artigo que escreveu nesta revista, em Dezembro de 1949, intitulado Portugal Arauto do Evangelho e da Ciência, defendia o pioneirismo de Portugal na criação da ciência moderna, uma tese que preparava e que veio a apresentar, por intermédio da Sociedade de Geografia de Lisboa, num congresso internacional de geografia realizado em 1952, em Washington."Para ver o resto clicar aqui.
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April 13 2010, 8:58am | Comments »
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JESUS CRISTO BOTICÁRIO
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A iconografia sobre as relações entre ciência e religião é muito antiga. Mostro uma fotografia que tirei este fim de semana de Cristo "curador e consolador", um quadro do século XVI que se encontra no Museu Histórico da Farmácia, em Basileia, na Suíça.
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April 12 2010, 10:48am | Comments »
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Arte Médica e Imagem do Corpo
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Informação recebida da Biblioteca Nacional de Portugal:Arte Médica e Imagem do Corpo:de Hipócrates ao final do século XVIIIEXPOSIÇÃO | 7 Abril - 31 Julho | Sala de Exposições - Piso 2 | Entrada livreA BNP inaugura dia 7 de Abril, próxima quarta-feira, pelas 18h30, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, a exposição Arte Médica e Imagem do Corpo: de Hipócrates ao final do século XVIII.Trata-se de uma mostra que se pretende representativa do riquíssimo acervo da BNP e da Biblioteca da Ajuda. De facto, na selecção dos títulos houve a preocupação de evidenciar as obras de referência, que marcaram dois milénios de história da medicina. Assim, estarão patentes ao público obras das figuras mais eminentes que se ocuparam da arte médica. Numa sequência que combina a articulação temática e a progressão histórica, poder-se-ão apreciar livros da autoria de, nomeadamente, Hipócrates, Galeno, Avicena, Averróis, Pedro Hispano, Mondino, Vesálio, Francisco Sanches, Harvey, Borelli, Boerhaave, Stahl, Ribeiro Sanches, Pinel.Apresentam-se obras raras, algumas das quais praticamente desconhecidas. Refira-se, a título exemplificativo, a Physionomia de Rolando de Lisboa, um médico filho de mãe portuguesa, que exerceu a arte e foi professor na Universidade de Paris no século XV. Este título, de que ainda não existe versão impressa, representa o primeiro esforço de conferir à Fisiognomia o estatuto de uma ciência - a Fisiognomia consiste no intento de estabelecer correspondências exactas entre o interior e a aparência exterior, de modo a apreender na expressão corporal os sentimentos íntimos e as disposições morais da pessoa em causa -. Realça-se a beleza deste manuscrito de Rolando de Lisboa.O volumoso catálogo, de mais de 650 páginas, constituirá certamente um valioso instrumento de trabalho para as novas gerações de investigadores. Aí se encontra não apenas uma listagem de obras, mas também sugestões de percursos e articulações.A concepção da exposição inscreve-se numa estratégia de olhar para a medicina como expressão de cultura. Efectivamente, a medicina é uma ciência, uma arte, um dispositivo técnico, mas é também uma ética, um modo peculiar de relação, uma via de auto-compreensão do humano.O visitante não será certamente indiferente à beleza de muitas das obras manuscritas e impressas apresentadas. Mas pretendeu-se igualmente criar uma ambiência reflexiva, confrontar o público com questões que dizem respeito à própria condição humana. De facto, a ciência e a arte médicas intentam explicar, controlar e reparar a doença. Mas o fenómeno do adoecer permanece largamente enigmático, suscitando as mais fundas perplexidades. O ser humano saudável é um doente que se desconhece? Faz sentido a utopia de erradicar a doença da espécie humana?Estas e outras questões no âmbito da arte médica e da imagem do corpo pretendem também ser abordadas num programa científico que acompanhará a exposição na BNP, de Abril a Julho do corrente ano, com intervenções de especialistas nas áreas e lançamentos de obras relacionadas. O programa incluirá um workshop, conferências, colóquios e visitas guiadas.
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April 6 2010, 7:51am | Comments »



