Em 1959 o físico e romancista inglês Charles P. Snow cunhou, numa famosa conferência que proferiu na Universidade de Cambridge, Inglaterra, a expressão “duas culturas” para se referir à cultura científica e à cultura artística e literária, ao mesmo tempo que salientava o olvido em que se encontrava a cultura científica por parte dos artistas e literatos. Na visão de Snow, ser culto não podia ser mais conhecer, por exemplo, Ariosto e Tasso e desconhecer Galileu. De então para cá a cultura científica tem ganho protagonismo. Autores há como o publicista norte-americano John Brockman que, para ultrapassar o confronto entre as duas culturas gostam de falar de uma “terceira cultura”, corporizada por cientistas contemporâneos que conseguiam fazer a ponte entre os dois campos desavindos. Mas, outros, entre os quais não hesito em me incluir, em vez de multiplicar culturas, preferem ver a cultura como uma só, apesar de múltipla nas suas manifestações, e gostam de procurar a unidade onde ela não é tão óbvia.De facto, se afirmarmos convencionalmente que a cultura científica nasceu com o italiano Galileu Galilei (1564-1642), que criou e aplicou o método científico baseado na observação e na experiência e marcado pela descrição matemática do mundo, temos de reconhecer que a cultura científica emerge no seio da cultura artística e literária. O pai de Galileu era músico. O filho apreciava a música, e o tema da “música das esferas”, isto é da presença da música na Natureza, glosado pelo astrónomo alemão seu contemporâneo Johannes Kepler (1571-1630), em “Harmonice Mundi” (“A Harmonia dos Mundos”, 1619), não lhe era estranho. Apesar de não ter herdado a aptidão musical do seu progenitor, Galileu revelou-se não só um grande artista (são notáveis as suas representações a aguarela da Lua, que foi o primeiro a ver com a ajuda de um telescópio) como um ainda maior prosador (o escritor moderno Italo Calvino considerou-o mesmo o maior prosador da língua italiana). Foi também um poeta, embora incomparável a Dante, que ele leu e comentou quando era jovem.Como é natural em quem atinge patamares tão elevados, Galileu conhecia os grandes artistas e os literatos do seu tempo. No artigo "Fronteiras entre a Terra e a Lua. Ariosto e Galileu", publicado na revista "Biblos" (2003), ps. 61-85, a italianista Rita Marnoto, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de notar que Galileu Galilei tinha uma "devoção literária" pelo poema de cavalaria "Orlando Furioso", do italiano Ludovico Ariosto (1474-1533), saído em 1516 (embora em forma completa em 1532, muito antes de Galileu nascer), acrescenta:"Galileu era dotado de uma brilhante cultura artística, e não só no domínio da música, da pintura, da escultura e da arquitectura, como também na da literatura. A osmose entre arte e ciência que permeia os seus escritos converte-o em directo herdeiro daquele ideal renascentista do homem completo. Ao observar o Universo, Galileu compara-o a um grande livro, '[...] scritto in lingua matematica, e i caratteri sono triangoli, cerchi, ed altre figure geometrische, senza i quali mezi è impossibile a interderne umanamente parola; senza questi è un aggisarsi vanamente per un oscuro lebirinto.' [escrito em linguagem matemática, em que os caracteres são triângulos, círculos e outras figuras geométricas, sem os quais os humanos não podem entender nenhuma palavra, sem os quais eles eles estão condenados a caminhar em vão por um escuro labirinto]. Da mesma feita, ao dar voz às suas severas apreciações críticas acerca da 'Gerusalemme liberata', intituladas 'Considerazioni al Tasso', recorre largamente a paralelos com a pintura, ou com a arquitectura e a escultura, cruzando-os, não raro, com noções colhidas no campo das ciências naturais".De facto, em “Orlando Furioso” (há uma edição da Cavalo de Ferro de 2007) encontra-se a descrição de uma viagem à Lua feita pelo paladino Astolfo, num animal alado (o hipogrifo), acompanhado por S. João Evangelista, antecipando assim de um século o que é considerado comummente o primeiro conto de ficção científica, o “Sonho” (“Somnium”, no latim original, escrito entre 1620 e 1630, mas só publicado em 1634) de Kepler. Em Galileu, a visão da Lua proporcionada pelo telescópio permite realizar uma “viagem” que já não é imaginada ou sonhada como em Ariosto ou em Kepler.Por outro lado, a menor consideração de Galileu por Torquato Tasso (1544-1595), o autor, também italiano, de “Jerusalém Libertada”, poema épico sobre a primeira cruzada que o seu autor começou a escrever em 1560 e apenas foi publicado em 1580, quando o sábio pisano tinha 16 anos e lhe faltava um ano para entrar na Universidade de Pisa, não pode ser entendida como um menosprezo pela arte ou pela poesia, mas tão só como uma preferência artístico-literária pela obra de Ariosto (para ele (“magnífico, rico e admirável”, chamou-lhe ele) relativamente à obra de Tasso (“estreito, pobre e miserável”). Lendo a sua crítica a Tasso, escrita entre 1586 e 1588, mas só publicada em 1793, percebe-se uma certa incompatibilidade. O génio de Galileu devia estar mais próximo do de Ariosto, cujo estilo temerário e arrebatador está bem patente na sua obra maior, do que do de Tasso, que passou os últimos anos da sua vida num estado de desespero estético-religioso que desembocou mesmo em perturbação mental.Galileu fez um ensaio de literatura comparada ao contrastar e comentar Ariosto e Tasso. O facto de Galileu ter conseguido cruzar com aparente facilidade a linguagem da ciência com as da arte e da literatura, como bem nota Rita Marnoto, mostra que o criador da cultura científica era um homem de cultura multifacetada. Um homem de ciência que soube situar-se entre as artes e entre as letras. E, apesar de longínquo no tempo (os registos das suas primeiras observações da Lua foram publicadas em “Mensageiro das Estrelas”, “Sidereus Nuncius”, em 1610, que acaba de sair entre nós do prelo da Fundação Gulbenkian, numa tradução do historiador de ciência Henrique Leitão), vale a pena, ainda hoje, ir buscar o seu exemplo de há quatro séculos para mostrar a unidade da cultura.
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As Ciências entre as Artes e entre as Letras
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May 10 2010, 6:59pm | Comments »
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GALILEU E AS ARTES
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/galileu-e-as-artes.html
Ainda a propósito das letras e das ciências: No seu artigo "Fronteiras entre a Terra e a Lua. Ariosto e Galileu", publicado na "Biblos" (2003), ps. 61-85, Rita Marnoto, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de notar que Galileu tinha uma "devoção literária" pelo "Orlando Furioso", acrescenta:"Galileu era dotado de uma brilhante cultura artística, e não só no domínio da música, da pintura, da escultura e da arquitectura, como também na da literatura. A osmose entre arte e ciência que permeia os seus escritos converte-o em directo herdeiro daquele ideal renascentista do homem completo. Ao observar o Universo, Galileu compara-o a um grande livro, '[...] scritto in lingua matematica, e i caratteri sono triangoli, cerchi, ed altre figure geometrische, senza i quali mezi è impossibile a interderne umanamente parola; senza questi è un aggisarsi vanamente per un oscuro lebirinto.' Da mesma feita, ao dar voz às suas severas apreciações críticas acerca da 'Gerusalemme liberata', intituladas 'Considerazioni al Tasso', recorre largamente a paralelos com a pintura, ou com a arquitectura e a escultura, cruzando-os, não raro, com noções colhidas no campo das ciências naturais".
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April 22 2010, 11:07am | Comments »
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HUMOR: CIÊNCIA E RELIGIÃO 3
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(clicar para ver melhor)
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April 14 2010, 2:55am | Comments »
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"Portugal Arauto do Evangelho e da Ciência"
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Do Holoscópio, o blogue (interrompido no último ano) de Luís Miguel Bernardo, Professor de Física da Universidade do Porto, transcrevo parte do seu post onde explica quem foi o Padre Amadeu de Vasconcelos (que usou, entre outros, o pseudónimo de Padre Mariotte), que referi no meu mpost anterior:"Amadeu de Vasconcelos viveu longos períodos da sua vida em Paris e aí escreveu e publicou vários dos seus livros e artigos ─ em Português e Francês ─ em prol da ciência, contra a maçonaria e a favor do catolicismo e de um nacionalismo original. Como se pode ler na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira este padre “tratou os mais variados assuntos culturais, artísticos, políticos e doutrinários com inegável brilho e grande competência”. Foi director do jornal católico Novidades, durante 14 anos e em 1948 professou na Ordem Beneditina com o nome de Padre Amadeu de Nossa Senhora. Recolheu-se então ao Convento de Singeverga tendo colaborado intensivamente no Mensageiro de S. Bento ─ Revista Beneditina e Missionária, que iniciou a publicação em 1948. No primeiro artigo que escreveu nesta revista, em Dezembro de 1949, intitulado Portugal Arauto do Evangelho e da Ciência, defendia o pioneirismo de Portugal na criação da ciência moderna, uma tese que preparava e que veio a apresentar, por intermédio da Sociedade de Geografia de Lisboa, num congresso internacional de geografia realizado em 1952, em Washington."Para ver o resto clicar aqui.
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April 13 2010, 8:58am | Comments »
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JESUS CRISTO BOTICÁRIO
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A iconografia sobre as relações entre ciência e religião é muito antiga. Mostro uma fotografia que tirei este fim de semana de Cristo "curador e consolador", um quadro do século XVI que se encontra no Museu Histórico da Farmácia, em Basileia, na Suíça.
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April 12 2010, 10:48am | Comments »
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Arte Médica e Imagem do Corpo
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/arte-medica-e-imagem-do-corpo.html
Informação recebida da Biblioteca Nacional de Portugal:Arte Médica e Imagem do Corpo:de Hipócrates ao final do século XVIIIEXPOSIÇÃO | 7 Abril - 31 Julho | Sala de Exposições - Piso 2 | Entrada livreA BNP inaugura dia 7 de Abril, próxima quarta-feira, pelas 18h30, com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, a exposição Arte Médica e Imagem do Corpo: de Hipócrates ao final do século XVIII.Trata-se de uma mostra que se pretende representativa do riquíssimo acervo da BNP e da Biblioteca da Ajuda. De facto, na selecção dos títulos houve a preocupação de evidenciar as obras de referência, que marcaram dois milénios de história da medicina. Assim, estarão patentes ao público obras das figuras mais eminentes que se ocuparam da arte médica. Numa sequência que combina a articulação temática e a progressão histórica, poder-se-ão apreciar livros da autoria de, nomeadamente, Hipócrates, Galeno, Avicena, Averróis, Pedro Hispano, Mondino, Vesálio, Francisco Sanches, Harvey, Borelli, Boerhaave, Stahl, Ribeiro Sanches, Pinel.Apresentam-se obras raras, algumas das quais praticamente desconhecidas. Refira-se, a título exemplificativo, a Physionomia de Rolando de Lisboa, um médico filho de mãe portuguesa, que exerceu a arte e foi professor na Universidade de Paris no século XV. Este título, de que ainda não existe versão impressa, representa o primeiro esforço de conferir à Fisiognomia o estatuto de uma ciência - a Fisiognomia consiste no intento de estabelecer correspondências exactas entre o interior e a aparência exterior, de modo a apreender na expressão corporal os sentimentos íntimos e as disposições morais da pessoa em causa -. Realça-se a beleza deste manuscrito de Rolando de Lisboa.O volumoso catálogo, de mais de 650 páginas, constituirá certamente um valioso instrumento de trabalho para as novas gerações de investigadores. Aí se encontra não apenas uma listagem de obras, mas também sugestões de percursos e articulações.A concepção da exposição inscreve-se numa estratégia de olhar para a medicina como expressão de cultura. Efectivamente, a medicina é uma ciência, uma arte, um dispositivo técnico, mas é também uma ética, um modo peculiar de relação, uma via de auto-compreensão do humano.O visitante não será certamente indiferente à beleza de muitas das obras manuscritas e impressas apresentadas. Mas pretendeu-se igualmente criar uma ambiência reflexiva, confrontar o público com questões que dizem respeito à própria condição humana. De facto, a ciência e a arte médicas intentam explicar, controlar e reparar a doença. Mas o fenómeno do adoecer permanece largamente enigmático, suscitando as mais fundas perplexidades. O ser humano saudável é um doente que se desconhece? Faz sentido a utopia de erradicar a doença da espécie humana?Estas e outras questões no âmbito da arte médica e da imagem do corpo pretendem também ser abordadas num programa científico que acompanhará a exposição na BNP, de Abril a Julho do corrente ano, com intervenções de especialistas nas áreas e lançamentos de obras relacionadas. O programa incluirá um workshop, conferências, colóquios e visitas guiadas.
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April 6 2010, 7:51am | Comments »
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O céu na poesia portuguesa
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Mensagem recebida da Editora Temas e Debates:O Círculo de Leitores e a Temas e Debates têm o prazer de o (a) convidar para a apresentação do livro"Mitos, Mundos e Medos. da tradição popular ao século XX"da autoria de Joaquim Fernandes, que se realiza no dia 9 de Abril, às 18.30 horas, no centro Comercial Dolce Vita Porto, Loja n.º 112, na Rua Campeões Europeus, 28/198 (junto ao Estádio do Dragão).O livro, com Prefácio de Manuel António Pina, será apresentado por Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa.A poesia portuguesa em digressão pelos céus“Joaquim Fernandes conduz o leitor não só ao longo de lugares selectos da presença (mítica, filosófica, científica) das realidades astronómicas na tradição popular e na literatura poética, ingénua ou “erudita”, portuguesas mas também ao longo do convulso percurso do conhecimento científico e das rupturas por ele sucessivamente produzidas na nossa percepção do Universo e de nós mesmos. O que, para alguém, como este prefaciador, curioso tanto do Céu como da Poesia, fica no final da viagem é principalmente um estimulante sobressalto acerca das relações (de “enlace” fala Joaquim Fernandes na Introdução) entre a criação poética e a criação científica”.Manuel António Pina, do “Prefácio”.“A nossa retrospectiva recupera alguns tópicos de uma mitologia popular enraizada no tempo profundo, pontilhada de superstições, conjuras e ritos associados aos corpos celestes, passando pela descoberta de um novo céu e uma nova astronomia, já reconhecidos, por exemplo, pelo nosso bem informado Camões, na viragem do Renascimento, graças aos trabalhos notáveis de Pedro Nunes; percorremos depois a galeria dos poetas da Arcádia, dos pré-românticos, românticos, simbolistas e demais sensibilidades do século XIX, em retratos ora mais científicos ora mais líricos do firmamento e do céu, para nos determos na atribulada recepção popular ao cometa de Halley, na Primavera de 1910, em Portugal”.Joaquim Fernandes, da “Introdução”.
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April 3 2010, 7:39pm | Comments »
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EINSTEIN E A ARQUITECTURA 3
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Na imagem Einstein com um dos maiores arquitectos do século XX, Le Corbusier (1887-1965), que o visitou em Princeton, depois da Segunda Guerra Mundial, quando integrava a equipa que projectava o edifício das Nações Unidas em Nova Iorque. O arquitecto franco-suíço discutiu com Einstein a eterna questão da "matematização" da arte. Nos seus livros "Le Modulor" e "Le Modulor 2" (recentemente editado em Portugal pela Orfeu Negro), defendeu a aplicação de fórmulas como a da "razão dourada". Einstein respondeu-lhe (cito de cor): "o senhor está a tentar arranjar uma maneira de tornar o belo fácil e o feio difícil".
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April 1 2010, 2:21am | Comments »
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EINSTEIN E A ARQUITECTURA 2
http://dererummundi.blogspot.com/2010/03/einstein-e-arquitectura-2.html
Talvez o mais famoso edifício ligado a Einstein seja a Torre Einstein (em alemão Einsteinturm) em Potsdam, Berlin, um edifício concebido por volta de 1917 e construído entre 1921 e 1922 por um arquitecto judeu Erich Mendelsohn (1887 – 1953), defensor da arquitectura expressionista. A torre foi concebida para utilização científica, ou melhor, para provar as teorias da relatividade de Einstein. Ainda hoje faz parte de um Observatório Astronómico, podendo ser visitada. O arquitecto fugiu da Alemanha em 1933 primeiro para Inglaterra e depois, durante a guerra, para os Estados Unidos. Einstein quando visitou a torre esteve muito tempo calado e depois quando lhe perguntaram a opinião disse uma única palavra: "Orgânico".
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March 29 2010, 8:02pm | Comments »
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GALILEU NO DIA MUNDIAL DO TEATRO
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Hoje, Dia Mundial do Teatro, deixamos um excerto da "Vida de Galileu" de Bertold Brecht, representada pelo Teatro Wilma de Filadélfia, EUA, na parte em que Galileu mostra a sagredo as descobertas que fez com o telescópio e que foram anunciadas há precisamente 400 anos.No final do excerto:Galileu - Claro. E agora estamos a ver. Não pare de olhar, Sagredo. O que você vê é que não há nenhuma diferença entre céu e terra. Hoje, 10 de Janeiro de 1610, a humanidade regista no seu diário: aboliu-se o céu.
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March 27 2010, 8:32am | Comments »





