O ilustrador e cartunista norte americano Britt Spencer, autor de vários livros infantis e colaborador de várias publicações internacionais, anunciava em Setembro passado que estava a trabalhar num comic-book em que o superherói é Albert Einstein, que viaja pela galáxia à velocidade da luz, e o próprio leitor (clicar para ver melhor a imagem). Ver aqui, onde ele remete para o blogue einsteiniano ("Journey by star light") que lhe serve de inspiração para o guião.
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EINSTEIN E A BANDA DESENHADA 2
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March 25 2010, 6:00am | Comments »
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EINSTEIN E A MÚSICA 3
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Um professor do MIT, Max Tegmark, ensina a teoria da relatividade de Einstein ao som do "Yellow Submarine" dos Beatles...A letra pode aqui ser seguida:SPECIAL RELATIVITYRömer measured the speed of light,and something basic just wasn’t right.because Michaelson and Morleyshowed that aether fit data poorly.We jump to 1905.In Einstein’s brain, ideas thrive:“The laws of nature must be the samein every inertial frame”We all believe in relativity, relativity, relativity.Yes we all believe in relativity, 8.033, relativity.Einstein’s postulates implythat planes are shorter when they fly.Their clocks are slowed by time dilation,and look warped from aberration.Cos theta-prime is cos theta minus beta ... over one minus beta cos theta.Yes we all believe in relativity, 8.033, relativity.With the Lorentz transformation,we calculate the relationbetween Chris’s and Zoe’s frame,but all invariants, they are the same.Like B dot E and B-squared minus E-squared,... and the rest mass squared which is E-squared minus p-squared.’cos we all believe in relativity, 8.033, relativity.Soon physicists had a proclivityfor using relativity.But nukes made us all scaredbecause E = mc2.Everything is relative, even simultaneity,and soon Einstein’s become a de facto physics deity.’cos we all believe in relativity, 8.033, relativity.GENERAL RELATIVITYBut Einstein had another dream,and in nineteen sixteenhe made a deep unificationbetween gravity and acceleration.He said physics ain’t hard at allas long as you are in free fall,’cos our laws all stay the samein a locally inertial frame.And he called it general relativity, relativity, relativity.And we all believe in relativity, 8.033, relativity.If towards a black hole you falltides will make you slim tall,but your friends won’t see you entera singularity at the center,because it will look to themlike you got stuck at radius 2M.But you get squished, despite this balking,and then evaporate, says Stephen Hawking.We all believe in relativity, relativity, relativity.Yes we all believe in relativity, 8.033, relativity.We’re in an expanding spacewith galaxies all over the place,and we’ve learned from Edwin Hubblethat twice the distance makes redshift doubleWe can with confidence converseabout the age of our universe.Rival theories are now mootthanks to Penzias, Wilson, Mather & Smoot.We all live in an expanding universe, expanding universe, expanding universe.Yes we all live in an expanding universe, expanding universe, expanding universe.But what’s the physics of creation?There’s a theory called inflationby Alan Guth and his friends,but the catch is that it never ends,making a fractal multiversewhich makes some of their colleagues curse.Yes there’s plenty left to figure outlike what reality is all about about.but at least we believe in relativity, relativity, relativity.Yes we all believe in relativity, 8.033, relativity.
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March 23 2010, 8:14pm | Comments »
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EINSTEIN E A MÚSICA 2
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Einstein não gostava de música moderna. Mas a ópera "Einstein on the Beach" de Philip Glass (com design e direcção cénica de Robert Wilson, na estreia em 1976) é uma das peças musicais contemporâneas mais famosas sobre ele. Aqui, mais uma vez via Youtube, um pequeno filme inspirado numa canção da ópera. Parafraseando Pessoa, primeiro estranha-se e depois entranha-se...
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March 23 2010, 5:31am | Comments »
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EINSTEIN E A MÚSICA 1
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A relação entre Einstein e a núsica foi profunda ao longo de toda a sua vida. Ele chegou mesmo a dizer que só ma música lhe dava mais prazer do que a física. Via Youtube um resumo sobre essa relação, enquanto ouvimos duas das suas peças preferidas (Mozart e Bach).
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March 23 2010, 4:34am | Comments »
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CÈREBRO E ARTE - CONCERTO COMENTADO
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Informação recebida da Sociedade Portuguesa de Neurociências. As receitas do concerto que terá lugar hoje à noite, na Biblioteca Joanina, reverterão na íntegra para restauro de uma das obras dessa Biblioteca de temática média: a obra-prima de Vesalius:"De Humani Corporis Fabrica, libri septem"Clicar no cartaz para o ver melhor.
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March 20 2010, 8:44am | Comments »
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EINSTEIN E O TEATRO 2
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A engraçada comédia "Einstein e Picasso" de Steve Martin, que ficciona sobre um encontro que nunca rteve lugar entre esses dois grandes génios do século XX no Café Lapin Agile em Paris, foi representada em vários países, entre os quais Portugal (Teatro da Trindade, em Lisboa). Aqui, via YouTube, algumas imagens da representação da mesma peça no Teatro da Universidade de Houston, no Texas, em 2008.
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March 20 2010, 6:19am | Comments »
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Novos livros da Bizâncio
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Informação meditorial recebida da Bizâncio:Título: Enigmas da ExistênciaSubtítulo: Uma Visita Guiada à MetafísicaAutor: Earl Conee e Theodore SiderColecção: Filosoficamente, 6ISBN: 978-972-53-0450-1Preço: Euros 13,33/ 14,00Págs.: 272Filosofia«Uma introdução à metafísica acessível, competente e apaixonante, escrita por dois filósofos de primeira linha.»The TimesO que é o tempo? Serei realmente livre ao agir? O que faz de mim a mesma pessoa que era em criança? Porque há algo em vez de nada? Será que sou realmente livre, ou tudo está determinado desde antes do meu nascimento? Se alguma vez deu consigo a fazer algumas destas perguntas, este livro é para si. Tratando ainda da existência de Deus e da constituição última da realidade, eis um guia para quem gosta de raciocinar cuidadosamente sobre estes e outros temas — incluindo o problema de saber o que é afinal a própria metafísica. Enigmas da Existência torna a metafísica genuinamente acessível e até divertida. O seu estilo vívido e informal dá fulgor aos enigmas e mostra como pode ser estimulante pensar sobre eles. Não se exige qualquer formação filosófica prévia para desfrutar deste livro: qualquer pessoa que queira pensar sobre as questões mais profundas da vida considerará esta obra um livro provocador e aprazível.Reedição com tradução revista:Título: Mundos ParalelosSubtítulo: Uma Viagem pela Criação, Dimensões Superiores e Futuro do CosmosAutor: Michio KakuColecção: Máquina do MundoISBN: 978-972-53-0285-9Págs.: 432Preço: Euros 19,00Divulgação Científica«Em Mundos Paralelos, Michio Kaku revela o seu notável talento para explicar uma das mais estranhas e mais excitantes possibilidades que emergiram da Física moderna: que o nosso universo pode ser apenas um entre muitos, talvez infinitamente muitos, dispostos numa vasta rede cósmica. Recorrendo habilmente à analogia e ao humor, Kaku apresenta, com paciência, ao leitor, as variações sobre este tema de universos paralelos, desde a mecânica quântica, a cosmologia e, mais recentemente, a teoria M. A leitura deste livro proporciona ao leitor uma viagem maravilhosa, conduzida por um guia experiente, através de um cosmos cuja compreensão nos obriga a alargar os limites da imaginação.»Brian Greene, Professor de Física e de Matemática, Universidade de Columbia, Nova Iorque
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March 17 2010, 5:38pm | Comments »
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EINSTEIN E O TEATRO 1
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A peça do escritor suíço Friedrich Duerrenmatt "Os Físicos" é uma das peças de teatro mais conhecidas onde a figura de Einstein aparece. Nela Einstein e Newton estão internados num manicómio e há duas enfermeiras que são assassinadas... (e mais não digo!). Deixo o cartaz e duas fotografias de várias representações na Alemanha. O livro está publicado em português: embora seja difícil encontrá-lo nas livrarias, pode ser lido numa biblioteca perto de si.
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March 16 2010, 3:52am | Comments »
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D. MANUEL DO CENÁCULO, UM ILUMINISTA CATÓLICO
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Foi o iluminista Voltaire que disse “Deus é um comediante a actuar para uma plateia assustada de mais para rir”. De facto, o espírito das luzes, que ganhou força na Europa no século XVIII, não conviveu bem com a religião dominante no Velho Continente. Mas houve muitos iluministas católicos e até um movimento com o nome de Iluminismo Católico que tentou trazer para dentro da Igreja, adaptando-o convenientemente, algum do espírito das luzes.Um dos nomes maiores do Iluminismo católico português foi decerto D. Manuel do Cenáculo (1724-1814), que participou na Junta de Providência Literária que preparou a Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra e que dirigiu a Real Mesa Censória, um alto cargo na governação do Marquês de Pombal, e que foi também Bispo de Beja e de Évora. A principal marca que nos deixou foi a criação de bibliotecas, como a Biblioteca da Real Mesa Censória, a Biblioteca da Diocese de Beja e a Biblioteca Pública de Évora, que em 2005 celebrou os 200 anos.D. Manuel do Cenáculo, de seu nome completo D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas Anes de Carvalho, deixou resmas de manuscritos, incluindo pormenorizados diários e correspondência trocada com um grande número de personalidades da época, que em boa parte se encontram guardados hoje na Biblioteca de Évora. Uma pequena mas significativa amostra desses escritos saiu há pouco no volume coordenado por Francisco António Lourenço, professor de história na Universidade de Évora, com o título “D. Manuel do Cenáculo. Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário”, que é o número 8 da colecção “Ciência e Iluminismo” da Porto Editora. Essa colecção é um verdadeiro achado, para os leitores, como eu, que têm particular interesse e simpatia tanto pela ciência como pelo Iluminismo (os dois estão, como é sabido, muito próximos). A série abriu com a publicação de documentos de um outro iluminista, cientista botânico, o Abade José Correia da Serra, e continuou com textos, entre outros, de Domingos Vandelli, o químico e naturalista que de Pádua veio para Lisboa e Coimbra, e Diogo de Carvalho e Sampayo, o autor do curioso embora desconhecido “Sistema das Cores”.Vejamos, em mais pormenor, a biografia do prelado que tem o seu retrato, merecidamente em grande, na Biblioteca Pública de Évora. Nasceu em Lisboa de origem humilde (o pai era serralheiro de Constantim, arredores de Vila Real). Aos 16 anos entrou para a Ordem Terceira de S. Francisco, da qual viria a ser superior provincial. Forma-se em 1749 em Teologia na Universidade de Coimbra, onde ensinou até 1755, o ano do grande terramoto. O Marquês nomeou-o para o importante lugar de confessor e perceptor do príncipe D. José, filho de D. Maria I e neto de D. José (o livro aqui em causa contém uma lista de livros recomendados para a educação do príncipe). Este príncipe, que casou aos 15 anos com uma tia que tinha o dobro da idade, acabou por falecer de varíola aos 27 anos, permitindo que o trono real fosse ocupado por seu irmão mais novo, que se tornou D. João VI. Em 1770 D. Manuel do Cenáculo foi nomeado o primeiro bispo de Beja, já que a diocese foi criada nessa mesma data. A Junta de Providência Literária serviu para escrever os Estatutos da Universidade de 1722 (o livro em causa dá conta, na parte dos diários, das reuniões realizadas para esse fim). A Real Mesa Censória, fundada em 1768, e de que D. Manuel do Cenáculo foi segundo presidente, desempenhou um papel essencial no nepotismo do Marquês. Os livros contra a religião eram sumariamente proibidos pela junta formada quase só por clérigos. Mas não eram só esses os livros proibidos: também os “livros que neguem obediência ao Santo Padre, os livros de astrologia, feitiçaria, que promovam a superstição, livros obscenos, os que deturpam as sagradas escrituras e ainda os dos pervertidos filósofos destes últimos tempos”. E até obras dos jesuítas foram alvo de censura, o que não admira sabida como é o ódio do Marquês aos jesuítas. D. Manuel do Cenáculo tentou criar lá uma biblioteca dos livros entregues, que de algum modo é precursora ainda que distante do Depósito Legal.Com a morte de D. José, o Marquês caiu, como é sabido, em desgraça. E o mesmo aconteceu com os seus mais próximos colaboradores. D. Manuel do Cenáculo deixou a política activa, recolhendo à sua diocese de Beja. Aí a sua pastoral desenvolveu-se no sentido da instrução básica do povo analfabeto e de uma instrução mais elevada para os clérigos. Para isso valorizou o papel dos livros e das bibliotecas. D. Manuel do Cenáculo era um bibliófilo, com conta aberta em vários livreiros a quem comprava compulsivamente tudo o que, na sua opinião, de melhor saía no país e lá fora. E coligiu antiguidades: foi um coleccionista e um arqueólogo avant la lettre. Em 1808, o Regente D. João lembrou-se do mestre do seu falecido irmão para a diocese de Évora (nesse tempo o poder temporal e eclesiástico não eram distintos como hoje!) O novo bispo de Évora subiu um pouco mais a Norte no Alentejo, mas continuou a sua acção na mesma linha. Muitos objectos que trouxe de Beja fazem hoje parte do Museu de Évora. E, de novo, fundou uma Biblioteca, a de Évora, que bem podia ter o seu nome. O projecto da Biblioteca da Real Mesa Censória e os Estatutos da Biblioteca Pública de Évora encontram-se transcritos no livro em apreço. Tanto as colecções arqueológicas como as colecções de livros viriam a sofrer com as Invasões Francesas, quando o bispo de Évora já estava velho e alquebrado. Desterrado para Beja, resistiu como pôde. Morreu sempre próximo dos livros.Duas palavras mais sobre o iluminismo católico e a ciência. Um documento do livro coordenado por Lourenço Vaz é bem elucidativo da tentativa de conciliar fé e razão. Tendo havido dúvidas sobre a qualidade da água baptismal de uma certa pia, o bispo não hesitou em fazer ele próprio uma experiência:“Fiz uma junta composta de dois teólogos, de dois médicos, e dois cirurgiões, todos práticos na matéria, e eu provei a água que vossa mercê me enviou em uma redoma: todos igualmente provámos, e cheirámos a mesma água. Não lhe achámos coisa alguma que a inabilitasse para o Sacramento.”Por outro lado, como bem informa o presente livro, D. Manuel do Cenáculo estava a par das novas correntes científicas. Não deixou de criticar Voltaire, mas isso não o impediu de reconhecer o importante papel desse filósofo como divulgador das ideias de Isaac Newton, que marcaram o século das luzes: “Quis Newton, diz Voltaire, que a luz fosse conhecida, e conhece-se a luz”.E, sobre o grande antecessor de Newton que foi Galileu Galilei, escreveu:“Favorece a Providência o empenho de Galileu na invenção do Telescópio. Desta sorte o artifício aumentou as luzes dos modernos para emendarem os erros, tanto negativos, como positivos, dos que não conheceram semelhantes instrumentos, nem souberam, nem puderam trabalhar como os Galilei, e os Cassini.”- Francisco António Lourenço Vaz (introdução e coordenação editorial), “D. Manuel do Cenáculo. Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário”, Porto Editora, 2009.
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March 2 2010, 6:21am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
EINSTEIN E A ARTE 3
http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/einstein-e-arte-3.html
Muito se tem discutido sobre a relação entre a teoria da relatividade restrita de Einstein, de 1905, e o cubismo, inaugurado com o quadro "Les Demoiselles d'Avignon" de Picasso. Se influência houve terá sido indirecta.Mas uma influência directa das ideias relativistas numa obra artística ocorreu decerto no quadro "A persistência da memória" de Salvador Dali, o surrealista que se interessou muito por temas científicos. Nesse quadro, de 1931, aparecem relógios em fusão, sugerindo a deformação que a gravidade causa no tempo. O ser adormecido no meio será o próprio Dali a dormir e, claro, a sonhar. Numa recreação do mesmo quadro feita muito mais tarde (1952-1954), "A desintegração da persistência da memória", surge uma paisagem aquática, com o fundo coberto de numerosos pequenos blocos. Este quadro sugere a fusão da teoria da relatividade com a teoria quântica, portanto uma representação artística de uma teoria unificada.
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February 28 2010, 11:59am | Comments »




