A primeira entrada da cara de Einstein na Arte foi, talvez, esta colagem de 1919 da dadaísta alemã Hannah Hoech (1889-1983), que aproveitou o retrato de Einstein que saiu na capa da revista "Berliner Illustrierte Zeitung" no mesmo ano (o recorte com o retrato está em cima à esquerda). Lembre-se que esse foi o ano em que Einstein se tornou mundialmente famoso graças à confirmação, por observações de um eclipse solar o Príncipe e em Sobral, das suas previsões para o encurvamento dos raios de luz. A composição, uma das primeiras fotomontagens, intitula-se: "Golpe com uma faca de cozinha Dada na última cultura de barriga de cerveja da República de Weimar na Alemanha". A artista, declaradamente feminista, passou os tempos do nazismo retirada na Alemanha, sem nenhum protagonismo, para reaparecer no fim da guerra.
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EINSTEIN E A ARTE 2
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February 28 2010, 11:09am | Comments »
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EINSTEIN E A ARTE 1
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Andy Warhol, o artista pop norte-americano, autor entre muitos outras de uma famosa gravura de Marilyn Monroe, efectuou em 1980 uma gravura com o retrato de Albert Einstein, numa série intitulada "Dez judeus do século XX" (que incluiu, além de Einstein, Franz Kafka, Gertrude Stein, Martin Buber, George Gershwin, os irmãos Marx, Golda Meir, Sarah Bernhardt, George Gershwin e Louis Brandeis). Ver aqui esta galeria de judeus.Sobreposto ao desenho da face está uma composição geométrica, que se pode pensar ser abstracta e resultado da livre imaginação do artista. Mas não: a composição foi inspirada em diagramas do espaço-tempo da autoria de Hermann Minkowski, o matemático que foi professor de Einstein e Zurique e que desenvolveu a geometria do espaço-tempo que tem o seu nome.
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February 28 2010, 11:00am | Comments »
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Ciência no cinema de animação
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Informação recebida da Universidade do Porto:Informação sobre 3 eventos a decorrer no ciclo Nomadic.0910 - Encontros Arte e Ciência, nas unidades orgânicas da Universidade do Porto e outros locais emblemáticos da Cidade Invicta, com a premissa de entrecruzar arte e ciência, numa relação nem sempre óbvia, mas sempre impressionante:- Screenlabs - a segunda sessão do ciclo traz ao público em geral, de forma gratuita, cinema de animação premiado, com um forte enfoque na ciência.- Medidas entre Barras - reposição da performance pelos Sem Palco, na Faculdade de Direito, sobre os efeitos do enclausuramento e do isolamento humano.- Conversa e Visita Guiada da Exposição Retrospectiva de Yuriy Pogorelov - a primeira exposição de ilustração do professor de Física da Faculdade de Ciências da UPorto, há 14 anos em Portugal, será dada a conhecer por quem a ilustrou. O próprio Yuriy Pogorelov fará uma visita guiada.A comissariar o ciclo de eventos estão Heitor Alvelos (também comissário do Festival Future Places e docente da Faculdade de Belas Artes da U.Porto) e Maria Strecht Almeida, docente no ICBAS. O ciclo tem como base a Reitoria da Universidade e conta com a participação das faculdades e laboratórios associados à Univ. Porto, através de Iniciativas Locais, promovidas pelas unidades orgânicas e apoiadas pela Reitoria. O comissariado do Nomadic.0910 propõe também programação, em paralelo com as unidades orgânicas, para um output diferenciado, que leve a reflexões multidisciplinares no âmbito do Ciclo.Entre os eventos já apresentados,com início a 17 de Setembro com Stories of Art and Science, conferência que deu o mote de abertura a Nomadic.0910, e com a inauguração da exposição premiada Design 4 Science, da Universidade de Sunderlandencontram-se performances, concertos, jam sessions, exposições, colóquios, instalações, sessões de improviso e conferências. Outros ainda estão para acontecer, até 25 de Março, com a conferência de encerramento do ciclo.
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February 24 2010, 7:52am | Comments »
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"Perturbações" no Porto
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Informação recebida dos organizadores (na imagem o Museu Nacional Soares dos Reis, Porto):Perturbações – Inauguração da Instalação IBMC.INEB, Nomadic.0910O IBMC.INEB apresenta a interpretação do artista Manuel Sarmento sobre o uso e abuso de psicofármacos, consubstanciada na instalação “Perturbações”, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, a inaugurar a 18 de Fevereiro.Enquadrada no ciclo Nomadic.0910 – Encontros entre Arte e Ciência, a projecção audiovisual de uma performance improvisada apresenta interpretações e sugere auto-reflexões sobre os psicofármacos como conquista da medicina contemporânea ou problema a ter em conta, intercalando momentos de carga intensa com cenas de alívio e de introspecção. Esta dinâmica da performance, conjugada com um minimalismo cénico, abre espaço a discursos que o público legitimamente conduzirá para interpretações pessoais e diversificadas.Convidados especialmente para a inauguração da instalação, Alexandre Quintanilha (IBMC.INEB; ICBAS), João Marques Teixeira (FPCEUP), Lúcia Matos (FBAUP) e Teresa Summavielle (IBMC.INEB) participarão da mesa redonda à volta das emoções, perturbações e arte, com contributos diferenciados sobre a temática apresentada.A instalação integra o ciclo Nomadic.0910 e faz parte das iniciativas paralelas à exposição "Exuberâncias da Caixa Preta" promovida pelo IBMC.INEB; MSNR; Ciência Viva; ESAD.A entrada é livre.Mais informações aqui.Programa:18h-19h Emoções, Perturbação e Arte - Mesa redonda com Alexandre Quintanilha (IBMC.INEB; ICBAS), João Marques Teixeira (FPCEUP), Lúcia Matos (FBAUP) e Teresa Summavielle (IBMC.INEB)19h-19h30 Inauguração da última Sala da Exposição “Exuberâncias da Caixa Preta” e da instalação “Perturbações”.
February 16 2010, 5:20pm | Comments »
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ARTE DE SOMBRAS
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Tim Noble e Sue Webster são dois artistas britânicos que fazem arte de sombras a partir de um amontoado de lixo apanhado nas ruas de Londres. Ver mais aqui.
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February 16 2010, 4:38pm | Comments »
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Arte e ciência segundo Braque
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Sobre a relação entre arte e ciência, um dos temas deste blogue, disse o pintor francês Georges Braque (1882 – 1963), que, com Pablo Picasso criou o cubismo: "A arte é feita para perturbar, e a ciência tranquiliza."No original: "- l'Art est fait pour troubler, la Science rassure"In - "Le jour et la nuit, Cahiers, 1917-1952", Paris: Gallimard, 1952, p. 11
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February 11 2010, 4:35am | Comments »
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PHILIP GLAS SOBRE "KEPLER"
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O compositor contemporãneo Philip Glas fala sobre a sua mais recente opera "Kepler", que já foi representada em Linz (Áustria) e em Nova Iorque (Estados Unidos).
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February 10 2010, 10:34am | Comments »
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Retrospectiva Yuriy Pogorelov, no Porto:
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Informação recebida da Nomadic.0910 (meetings between art and science), do Porto:O ciclo Nomadic.0910 – encontros entre arte e ciência orgulha-se de apresentar a primeira exposição retrospectiva de ilustrações de Yuriy Pogorelov, professor de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.O percurso de Yuriy Pogorelov é paradigmático da ambição do ciclo Nomadic.0910, na medida em que testemunha de forma particularmente eficaz a convergência de vocações diferenciadas do conhecimento. Yuriy tem vindo a dedicar-se de forma continuada à ilustração desde há várias décadas, alimentando esta prática quotidiana com conhecimentos multidisciplinares e referências a áreas tão distintas como as ciências, política, história, tecnologia e sociedade.O seu corpo de trabalho, profundamente enraizado no seu próprio percurso biográfico, desdobra-se em universos simultaneamente acessíveis e complexos, simultaneamente severos e delirantes. Estes universos são construídos a partir de um humor que observa, subverte e desconstrói o conhecimento e a condição humana dos modos mais surpreendentes.
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January 27 2010, 12:25pm | Comments »
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"O arquivo de Babel"
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Informação recebida no De Rerum NaturaNo próximo sábado, dia 16 de Janeiro, às 18 horas o fotógrafo Renato Roque apresentará na Casa da Esquina, em Coimbra, a conferência fotográfica "O arquivo de Babel" a partir do seu projecto fotográfico de retrato "Espelhos Matriciais".A iniciativa, que cruza ciência e arte, gratuita e aberta ao público é da responsabilidade do THE PORTFOLIO PROJECT.Do retrato como processo de reconhecimento da identidade e dissolução do sujeitoJoão FernandesTodos nós já vivemos momentos em que julgamos reconhecer um rosto familiar e nos enganamos. Estamos na rua, num restaurante, num transporte público, e o rosto de alguém associa-se a um rosto que conhecemos, quando, de súbito, concluímos que, afinal, essa não era a pessoa que julgávamos poder identificar. Desfeito o engano, esquecemos esse instante em que um conjunto de complexas operações de percepção e associação cognitiva nos confrontou com as semelhanças e as diferenças detectáveis entre o rosto desconhecido e esse retrato que pensáramos reconhecer dentro da biblioteca mental dos retratos das pessoas nossas conhecidas.Qualquer retrato pressupõe uma identidade ou um processo de identificação. Na história da arte, o retrato foi praticado durante séculos como uma técnica ao serviço do reconhecimento da identidade ou da legitimação de quem tinha o poder para se fazer retratar ou para encomendar o retrato de outra pessoa. De faraós a deuses, dos reis e príncipes a papas e a burgueses abastados, os museus de todo o mundo ilustram uma história de poderes políticos e económicos cuja dimensão simbólica converge nos retratos que conservam.No entanto, os artistas que executavam esses retratos sempre aplicaram também a sua competência técnica de execução a figuras mais ou menos anónimas que não tinham o poder da encomenda, mas que lhes permitiam exercitar a radicalidade de um programa artístico onde a arte sempre se deixou contaminar pela vida, seja a partir da sua representação, seja a partir da sua interpretação e transformação. A par da família real espanhola, Velasquez deixa-nos uma galeria impressionante de retratos dos anões e bufões que povoavam a corte filipina. Flamengos e italianos tinham retratado camponeses nas figuras de santos que acompanhavam frequentes vezes os retratos dos encomendadores de um quadro.O auto-retrato foi igualmente um género praticado como expressão dessa relação com a vida, com as suas mudanças e a sua fugacidade que parecem contradizer a própria natureza de registo que esse auto-retrato poderá documentar. Rembrandt, com os seus auto-retratos realizados ao longo de toda uma vida, será de tal um claro exemplo.Com o aparecimento da fotografia, surge uma real democratização do retrato. Ao mesmo tempo que todos passam a ter a possibilidade de terem o seu retrato, também todos passarão a ser identificáveis por um retrato. Surgem os arquivos de identificação através dos quais todos os países irão cadastrar os seus cidadãos. Estes arquivos são uma evidência do retrato enquanto condição da identidade no seu confronto com a alteridade. Todos são um no conjunto de todos os outros. A similitude do retrato em relação ao retratado é a condição do processo de identificação.No entanto, a arte do século XX, logo a partir dos primeiros Modernismos, nos anos 10 e 20, assumirá como condição da sua revolução estética e conceptual o desmentido da condição aristotélica da representação. Uma grande parte da história da arte do século XX ocupa-se da dissolução do sujeito e da crise da representação que a interrogação da realidade e da condição desse mesmo sujeito poderão pressupor, a partir do momento em que qualquer retrato não será mais do que um espelho superficial, quando conhecida a relevância do inconsciente que a investigação psicanalítica irá revelar. A heteronímia pessoana ou os versos de Mário de Sá-Carneiro “Eu não sou eu nem sou o outro,/Sou qualquer coisa de intermédio” (…) são exemplo dessa dissolução do sujeito que caracterizará a arte moderna. Marcel Duchamp compreenderá que a própria fotografia poderá ser a condição de um labirinto de identidades que confundirá a condição de verdade pressuposta pela sua condição de identificação, quando se faz fotografar por Man Ray enquanto Rrose Scélavy, o seu célebre “alter ego” feminino.Toda uma história prolífica do retrato fotográfico vê-se por sua vez radicalmente revolucionada pelo desenvolvimento da informática e das linguagens computacionais. A fotografia assumirá claramente a possibilidade da representação icónica de uma realidade inexistente, provocadora de uma diferente relação com a percepção e a interpretação da realidade que conhecemos. Pretensas fotografias realistas passam a ser representações de realidades artificialmente encenadas e construídas como num filme, como acontece no caso da obra de Jeff Wall ou retocadas através de programas informáticos que as tornam “mais reais do que o real”, como acontece no caso da obra de Thomas Ruff .Em Espelhos Matriciais, Renato Roque, no contexto do seu projecto de pós-graduação no domínio da engenharia informática, utiliza novas possibilidades gráficas de composição e decomposição da imagem que o computador lhe oferece. O fotógrafo parte de retratos por ele obtidos num universo académico de estudantes e professores para os decompor em componentes cuja recombinação lhe permitirá obter como ponto de chegada exactamente o mesmo retrato que é o seu ponto de partida. Um tão quanto complexo quanto laborioso processo de computação gráfica permite-lhe a decomposição e a recomposição da imagem de modo a encontrar as correspondências que possibilitam a percepção da identidade. A reconstrução dessa imagem anteriormente dissolvida em componentes cuja associação será o princípio do processo da sua reconstrução especular constituirá o ponto de chegada de todo este processo.O que parece ser o mesmo não o é, assim como o que parece ser diferente tão pouco o é. Uma curiosa antropomorfização dos processos informáticos materializa o exercício da percepção e do reconhecimento visuais que é condição ontológica desse “deus ex machina” que também é o ser humano. Identidade e alteridade confundem-se e redefinem-se neste processo combinatório. Cada imagem recomposta a partir de uma imagem inicial surge como o resultado de um processo análogo àquele que na literatura replica a história bíblica da criação do homem à imagem de deus em cada narrativa de um autómato construído à imagem do homem, seja o Pinóquio de Carlo Collodi, sejam o Frankenstein de Mary Shelley, a criatura de Hoffman, ou os robôs de Karel Capek , aliás o inventor da palavra “robot”, e de Isaac Asimov.Renato Roque apresenta a sua investigação em dois formatos: o formato académico de uma tese de pós-graduação e uma exposição que se apresenta pela primeira vez na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Na arte do nosso tempo, a exposição ou a obra de arte é muitas vezes a evidência do seu processo de realização, apresentado através de suportes documentais que fazem parte da sua própria natureza. As fotografias e as imagens que Renato Roque nos apresenta são registos documentais de uma narrativa específica que é a sua própria investigação científica. Importa diferenciar a fotografia da imagem? Serão fotografias os resultados da captura de uma imagem realizada por uma máquina accionada pelo fotógrafo e “imagens” os resultados dos processos gráficos realizados pelo computador? Serão ambas imagens de diferente natureza? Como articular a diferença dos seus processos de construção com a semelhança dos seus resultados? Como confrontar as possibilidades de falsificação do real que estes mesmos processos informáticos possibilitam, hoje facilmente praticáveis através dos vários programas de “morphing” existentes?Ciência e arte cruzam-se nos processos técnicos que materializam estas imagens e que nos propõem um confronto com a percepção dos retratos que reproduzem, descaracterizando-os e recaracterizando-os em operações que nos confrontam com a própria natureza da percepção inerente a qualquer operação de identificação visual. A redundância é extrema, a ponto de nos deixar a interrogação do porquê de uma investigação que replica um retrato num outro retrato exactamente igual. No entanto, essa redundância torna-se paradoxal quando confrontada com a diversidade das imagens que encontramos nas componentes obtidas de cada retrato. Extrair o universal do particular sempre foi característico dos processos científicos. Indistinguir o particular do universal sempre foi característico dos processos de criação artística. Em ambos os processos, a finalidade ou o objectivo prático da construção da percepção ou do conhecimento são matérias irrelevantes.Esta é a ambiguidade que Renato Roque nos oferece, a mesma ambiguidade geradora da obra de arte que fará parte da nossa natureza humana (Joseph Beuys assumia que cada homem era um artista…) e que assumimos no dia a dia, entre a percepção e o conhecimento, como em cada momento desse conflito entre o conhecido e o desconhecido que sucede quando pensamos reconhecer um rosto na multidão que se vem a revelar muitas vezes a expressão de uma decepção das nossas expectativas prévias ou a reconfiguração do desejo de outros rostos que ambicionaríamos reconhecer.Pode o leitor ver aqui uma reportagem televisiva sobre o projecto
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January 12 2010, 5:21am | Comments »
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O uso que Galileu deu ao telescópio
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Jim Bennett, historiador da Ciência e Director do Museu de História da Ciência da Universidade de Oxford, numa comunicação intitulada O estatuto dos instrumentos científicos, apresentada no ciclo de Conferências A ciência tal qual se faz, que teve lugar entre Outubro de 1996 e Janeiro 1998, na Fundação Calouste Gulbenkian, referiu-se da seguinte maneira ao telescópio que Galileu usou de forma inovadora."Inicialmente, o telescópio não foi relevante para a astronomia. Sabemos que pessoas que não eram astrónomas também se interessavam pelos céus. O telescópio não fazia medições - uma condição necessária para um instrumento de astronomia. O telescópio começou por ser um instrumento de guerra, e foi pela primeira vez apresentado por Galileu ao Senado veneziano nesse contexto - um invento óptico que daria ao seu utilizador uma vantagem sobre o inimigo. Mesmo quando Galileu dirigiu o instrumento para os céus, não estava a fazer astronomia no sentido tradicional.No entanto, isto constitui um desafio - ou, pelo menos Galileu fez com que assim se tornasse, pretendendo que as observações feitas com a luneta (canocchiale) eram uma prova contra a ideia de uma terra central estacionária e a favor da consideração de terra como um planeta. Neste ponto, e apesar da integridade da disciplina, a astronomia geométrica viu-se obrigada a prestar atenção, já que a suposição de uma terra estacionária era fundamental para o seu trabalho. O telescópio pretendia revelar verdades novas e nunca vistas sobre os céus; desafiava a competência da astronomia e, para além disso, tornava instável a distinção, cada vez mais difícil de manter, entre a astronomia geométrica e o estudo físico dos céus."
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January 7 2010, 9:19am | Comments »








