Li o "Poema para Galileu" de António Gedeão, onde surge o seguinte excerto:"Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…Eu sei… eu sei…As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.Ai que saudade, Galileo Galilei!".E fui atrás do poema. Encontrei, pela ordem certa, a Ponte Vecchio, a Loggia e a Piazza della Signoria.
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Poema para Galileu
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August 29 2009, 4:47am | Comments »
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A DUOMO DE FLORENÇA
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Em Florença vale a pena ver a enorme catedral (Duomo), a Basilica di Santa Maria del Fiore, no interior da qual se pode ver um relógio que foi construído seguindo a "hora itálica", one o dia acaba ao pôr do Sol (reparar que o sentido do relógio litúrgico , com um só ponteiro, é o contrário do usual), com retratos dos quatro Evangelistas pintados por Paolo Uccello (em 1443), e, evidentemente, a verdadeira obra-prima da arquitectura mundial que é a cúpula, construída pelo arquitecto Filippo Brunelleschi (ganhando a Lorenzo Ghiberti, o autor das portas do Baptistério, também conhecidas por "por portas do Paraíso") um concurso público em 1419 que era um desafio que muitos julgavam impossível) e pintada, com cenas do juízo final pelo pintor Giorgio Vasari em 1572, obra que seria completada por Frederico Zuccaro.
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August 29 2009, 4:14am | Comments »
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UM RELÓGIO PARA OS MEDICI
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Na exposição no Palazzo Strozzi, em Florença, um dos objectos mais espectaculares é a réplica do relógio planetário de Lorenzo della Volpaia (1446-1512). Segundo a legenda:"Reconstrução fiel e funcional de um relógio planetário construído por ordem de Lorenzo de Medici. O mostrador, pela primeira vez, permite ver de uma só vez os movimentos dos planetas, as fases e tempos da Lua, e o movimento médio e verdadeira posição do Sol. Indica também a hora (com um carrilhão), o dia e o mês."
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August 29 2009, 4:11am | Comments »
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AINDA O DEDO DE GALILEU
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Entrada do imponente Palazzo Strozzi, em Florença, terra onde Galileu está sepultado, que tem à direita uma escultura moderna que evoca o dedo de Galileu, de que falei em texto recente. É neste palácio que está em últimos dias a exposição sobre representações do Universo da Antiguidade até ao telescópio de Galileu, integrada no Ano Internacional da Astronomia, que mostra o dedo de Galileu.
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August 29 2009, 4:04am | Comments »
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HOMENAGEM A FERNANDO LANHAS NO PORTO
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Informação recebida do Clube Literário do Porto:Como forma de agradecimento pela obra e pensamento de Fernando Lanhas, decidiu o Clube Literário do Porto homenagear mais um grande artista desta Cidade, um dos maiores nomes da arte portuguesa do século XX.Nascido no Porto, em 1923, é um homem de múltiplos interesses, Arquitecto de formação, pintor, desenhador, poeta, arqueólogo, astrónomo, etnólogo, paleontólogo, coleccionador, etc.A sua pintura introduziu o abstraccionismo em Portugal a partir de finais dos anos 40, tendo desenvolvido ao longo da sua carreira, uma concepção original da pintura.Muito mais se poderia dizer sobre Fernando Lanhas, mas prefere o Clube Literário do Porto, convidar o público em geral a visitar este espaço e participar no mês de actividades que pretende organizar em sua homenagem, em simultâneo com a mostra que fará, alusiva à sua obra literária e ao seu pensamento.A exposição inaugura a 5 de Setembro de 2009 pelas 16h00 e poderá ser visitada de Segunda a Domingo, das 09h00 à 01h00 da manhã (entrada livre).C l u b e L i t e r á r i o d o P o r t oRua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228clubeliterario@fla.pt
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August 27 2009, 6:10pm | Comments »
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CASCATA DE CORES
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Informação recebida do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, sobre o seu novo módulo interactivo, na parede externa do edifício, que foi inaugurado em finais de Julho, quando o Pavilhão fez 1dez anos:Relação entre Arte e Ciência:Esta instalação interactiva pretende relacionar a ciência com a arte, utilizando a liberdade da expressão artística para explorar conceitos científicos. Assim, a obra não deve ser vista como uma verdade científica mas sim como uma manifestação de elementos científicos a favor de um resultado artístico, que é criado pela interacção do público.Porquê uma obra interactiva?Ao visitar o Pavilhão do Conhecimento, os artistas perceberam que muitos dos módulos deste centro de ciência permitem uma interacção do utilizador e que são essas instalações que têm mais sucesso junto do público. Não há nada como experimentar a ciência e poder interagir/jogar com ela. A aplicação interactiva é também uma expressão artística que os artistas já utilizaram, quer em Portugal, quer no estrangeiro.Sobre a aplicação interactiva:Foi desenvolvida de raiz para os 10 anos do Pavilhão do Conhecimento. A sua concepção foi um processo evolutivo baseado num diálogo constante entre a equipa do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva e a equipa artística. Este diálogo foi fulcral para encontrar o ponto de equilíbrio entre a ciência e a arte, para deixar a liberdade artística aos criadores, respeitando, ao mesmo tempo, a verdade científica.Sobre a cor:Esta instalação interactiva com projecção de luz baseia-se no sistema aditivo de cores. A cor branca resulta da sobreposição das três cores primárias, enquanto o preto é a ausência de luz. Com esta base científica os artistas dão ao público a possibilidade de criar “explosões” de cor baseadas no espectro visível.Os artistas, designers e arquitectos usam as cores para estimular a percepção humana. As cores podem combinar-se para gerar diferentes efeitos.Sobre os artistas:Nuno Maya [n. 1978] e Carole Purnelle [n. 1964] são uma dupla de artistas cujo trabalho tem percorrido linguagens e âmbitos muito diversos, sempre resultando de um trabalho subtil sobre o dispositivo que elabora a percepção. Nas suas ‘Pinturas de Luz’ há uma interacção entre o mundo virtual da projecção multimédia e o real dos elementos arquitecturais da superfície de projecção.Sobre o funcionamento da aplicação interactiva:O sistema é composto de: - uma projecção vídeo em tempo real sobre a parede - uma câmara que capta os movimentos e a localização do utilizador - uma aplicação interactiva que trata e converte graficamente a informaçãoO utilizador tem a possibilidade de interagir com a cascata de hexágonos coloridos que vão caindo na parede, apanhando-os. Ele é representado por um paddle (barra cinzenta) que vai aumentando se o utilizador abre os braços. Também se podem juntar vários utilizadores, formando, desta forma, um paddle maior. Os hexágonos são semi-transparentes e têm as cores primárias do sistema aditivo, permitindo criar praticamente todas as cores do espectro visível. Quando o utilizador apanha os hexágonos que caem, estes sobrepõem-se, adquirindo uma nova cor, de acordo com o sistema aditivo. Com os seus movimentos, o utilizador pode gerar uma explosão (com um movimento de deslocação rápida). Esta explosão decompõe os hexágonos que foram apanhados nas cores primárias originais. Cada hexágono repete-se até ao infinito e volta progressivamente à sua cor de origem. A explosão desaparece progressivamente.
August 11 2009, 2:40am | Comments »
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MAIL-ART: A (RE)VOLUÇÃO DE DARWIN
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Informação recebida do Museu da Ciência - CoimbraNo âmbito das comemorações do bicentenário do aniversário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos do aniversário da publicação da sua obra mais importante A origem das espécies, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra lança o desafio aos artistas de Mail-Art de todo o mundo, no sentido de nos enviarem trabalhos inspirados na figura de Darwin ou na teoria da origem e evolução das espécies. Saiba mais sobre esta inicitiva e consulte os trabalhos já recebidos.Até 31 de Dezembro 2009.
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July 30 2009, 5:52am | Comments »
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POESIA E ASTRONOMIA 3
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"A Lua e o Teixo", de Sylvia Path, tradução de Maria de Lourdes GuimarãesEsta é a luz do espírito, fria e planetária.As árvores do espírito são negras. A luz é azul.As ervas descarregam o seu pesar a meus pés como se eu fosse Deus,picando-me os tornozelos e sussurrando a sua humildade.Destiladas e fumegantes neblinas povoam este lugarque uma fila de lápides separa da minha casa.Só não vejo para onde ir.A lua não é uma saída. É um rosto de pleno direito,branco como o nó dos nossos dedos e terrivelmente perturbado.Arrasta o mar atrás de si como um negro crime; está mudocom os lábios em O devido a um total desespero. Vivo aqui.Por duas vezes, ao domingo, os sinos perturbam o céu:oito línguas enormes confirmando a Ressurreição.Por fim, fazem soar os seus nomes solenemente.O teixo aponta para o alto. Tem uma forma gótica.Os olhos seguem-no e encontram a lua.A lua é minha mãe. Não é tão doce como Maria.As suas vestes azuis soltam pequenos morcegos e mochos.Como gostaria de acreditar na ternura...O rosto da efígie, suavizado pelas velas,é, em particular, para mim que desvia os olhos ternos.Caí de muito longe. As nuvens florescem,azuis e místicas sobre o rosto das estrelas.No interior da igreja, os santos serão todos azuis,pairando com os seus pés frágeis sobre os bancos frios,as mãos e os rostos rígidos de santidade.A lua nada disto vê. É calva e selvagem.E a mensagem do teixo é negra: negra e silenciosa.Sylvia Plath
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July 28 2009, 10:51am | Comments »
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POESIA E ASTRONOMIA 2
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"Ouvir estrelas (Via Láctea)" do poeta brasileiro Olavo Bilac (1865-1918):Ora direis ouvir estrelas! CertoPerdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,Que, para ouvi-las, muita vez despertoE abro as janelas, pálido de espanto...E conversamos toda a noite, enquantoA via láctea, como um pálio aberto,Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,Inda as procuro pelo céu deserto.Direis agora! "Tresloucado amigo!Que conversas com elas? Que sentidoTem o que dizem, quando estão contigo?"E eu vos direi: "Amai para entendê-las:Pois só quem ama pode ter ouvidoCapaz de ouvir e de entender estrelas".Olavo Bilac
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July 26 2009, 12:59pm | Comments »
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POESIA E ASTRONOMIA 1
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Neste Ano Internacional da Astronomia, vale a pena recordar o poema "Firmamento" do poeta romântico António Soares dos Passos (1826-1860, autor do poema "Noivado do Sepulcro") e que se inspira no "Système du Monde" de Pierre Laplace:Glória Deus! Eis aberto o livro imenso,O livro do infinito,Onde em mil letras de fulgor intensoSeu nome adoro escrito.Eis do seu tabernáculo corridaUma ponta do véu misterioso:Desprende as asas, remontando à vida,Alma que anseias pelo eterno gozo!Estrelas, que brilhais nessas moradas,Quais são vossos destinos?Vós sois, vós sois as lâmpadas sagradasDe seus umbrais divinos.Pululando do selo onipotente,E sumidas por fim na eternidade,Sois as faíscas do seu carro ardenteA rolar através da imensidade.E cada qual de vós um astro encerra,Um Sol que apenas vejo,Monarca doutros mundos como a terraQue formam seu cortejo.Ninguém pode contar-vos: quem puderaEsses mundos contar a que dais vida,Escuros para nós, qual nossa esferaVos é nas trevas da amplidão sumida.Mas vós perto brilhais, no fundo acesasDo trono soberano;Quem vos há de seguir nas profundezasDesse infinito oceano?E quem há de contar-vos nessas plagasQue os céus ostentam de brilhante alvura,Lá onde sua mão sustém as vagasDos sóis que um dia romperão na altura?E tudo outrora na mudez jazia,Nos véus do frio nada;Reinava a noite escura; a luz do diaEra em Deus concentrada.Ele falou! e as sombras mim momentoSe dissiparam na amplidão distante!Ele falou! e o vasto ArmamentoSeu véu de mundos desfraldou ovante!E tudo despertou, e tudo gira imerso em seus fulgores;E cada mundo é sonorosa liraCantando os seus louvores.Cantai, ó mundos que o seu braço impele,Harpas da criação, fachos do dia,Cantai louvor universal Àquele,Que vos sustenta e nos espaços guia!Terra, globo que geras nas entranhasMeu ser, o ser humano,Que és tu com teus vulcões, tuas montanhas,E com teu vasto oceano?Tu és um grão de areia arrebatadoPor esse imenso turbilhão de mundosEm volta de seu trono levantadoDo universo nos seios mais profundos.E tu, homem, que és tu, ente mesquinhoQuando soberbo te elevas,Buscando sem cessar abrir caminhoPor tuas densas trevas?Que és tu com teus impérios e colossos?um átomo sutil, um frouxo alento!Tu vives um instante, e de teus ossosSó restam cinzas, que sacode o vento.Mas ah! tu pensas, e o girar dos orbesÀ razão encadeias;Tu pensas, e inspirado em Deus te absorvesNa chama das idéias:Alegra-te, imortal, que esse alto lumeNão morre em trevas num jazigo escasso!Glória a Deus, que num átomo resumeO pensamento que transcende o espaço!Caminha, ó rei da terra! se inda és pobreConquista áureo destino,E de século em século mais nobreEleva a Deus teu hino;E tu, ó terra, nos floridos mantosAbriga os filhos que em teu seio geras,E teu canto de amor reúne aos cantosQue a Deus se elevam de milhões de esferas!Dizem que já sem forças, Moribunda,Tu vergas decadente:Oh! Não! De tanto Sol que te circundaTeu Sol inda é fulgente;Tu és jovem ainda: a cada passoTu assistes de um mundo às agonias,E rolas entretanto nesse espaçoCoberta de perfumes e harmonias.Mas ai! tu findarás! Além cintilaHoje um astro brilhante;Amanhã ei-lo treme, ei-lo vacila,E fenece arquejante.Quem foi? Quem o apagou? Foi seu alentoQue extinguiu essa luz já fatigada,Foram séculos mil, foi um momentoQue a eternidade fez volver ao nada.Um dia, quem o sabe? um dia ao pesoDos anos e ruínas,Tu cairás nesse vulcão acesoQue teu Sol denominas;E teus irmãos também, esses planetasQue a mesma vida, a mesma luz inflama,Atraídos enfim, quais borboletas,Cairão como tu na mesma chama!Então, ó Sol, então nesse áureo trono,Que farás tu ainda,Monarca solitário, e em abandono,Com tua glória finda?Tu findarás também, a fria morteAlcançará teu carro chamejante:Ela te segue, e profetiza a sorteNessas manchas que toldam teu semblante.Que são elas? Talvez os restos friosDe algum antigo mundo,Que inda referve em borbotões sombriosNo teu seio profundo,Talvez, e envolta pouco e pouco a frenteNas cinzas sepulcrais de cada filho,Debaixo deles todos de repenteApagarás teu vacilante brilho.E as sombras passarão no vasto impérioQue teu facho alumia;Mas que vale de menos um saltérioDos orbes na harmonia?Outro Sol como tu, outras esferasVirão no espaço descansar seu hino,Renovando nos sítios onde imperasDo Sol dos Sóis o resplendor divino.Glória a seu nome! Um dia meditandoOutro céu mais perfeito,O céu d'agora ao seu altivo mandoTalvez caia desfeito.Então mundos, estrelas, Sóis brilhantes,Qual bando d’águias na amplidão disperso,Chocando-se em destroços fumegantes,Desabarão no fundo do universo.Então a vida, refluindo ao seioDo foco soberano,Parará concentrando-se no meioDesse infinito oceano:E, acabado por fim quanto fulgura,Apenas restarão na imensidade:— O silêncio, aguardando a voz futura,O trono de Jeová, e a eternidade!Soares dos Passos
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July 26 2009, 12:45pm | Comments »


