Crónica a partir do "Poema Para Galileu”, de António Gedeão, in Linhas de Força, 1967, e elaborada para o Exploratório Infante D. Henrique, Centro de Ciência Viva de Coimbra, no âmbito da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a decorrer entre 22 e 28 de Novembro de 2010.Limpe os olhos da luz do dia e, ao entardecer, projecte o olhar para o horizonte, contemple a abóbada celeste. Nesta semana, o leitor pode observar a face visível da Lua totalmente iluminada pela luz solar. Mesmo à vista desarmada de lentes de ampliar, conseguirá notar certas sombras, nuances de crateras no mar prateado do único satélite natural da Terra. Também pode facilmente identificar o planeta Júpiter, a “estrela da tarde” em serviço por estes dias e que se destaca brilhante ao lado da Lua terrestre. Se observar com atenção, verá que esse astro se move no horizonte no sentido retrógrado, isto é, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Se o seu relógio for digital, não se preocupe: verifique se a estrela da tarde descreve um arco no firmamento da direita para a esquerda. Comprova?Há pouco mais de 400 anos, em Março de 1610, Galileu Galilei fez as primeiras observações científicas dos astros utilizando um telescópio, instrumento por ele melhorado. A sua luneta, permitia-lhe aumentar o tamanho aparente de um objecto até cerca de 30 vezes. Por isso, terá sido o primeiro ser humano a contemplar com admiração, as crateras lunares com um detalhe que deixou desenhado nas suas ilustrações, registos científicos das suas observações. Também na aurora do século XVII, e ao observar o planeta Júpiter, Galileu descobriu, para seu grande espanto, que outros corpos celestes orbitavam ao redor desse planeta gigante: Júpiter também tem Luas, só suas! Esse momento, que o leitor pode imaginar e reviver hoje ao contemplar a “estrela da tarde”, é um marco da história da ciência e logo da humanidade. O facto de corpos celestes rodarem à volta de outros corpos celestes que não a Terra, fez ruir concepções anteriores, baseadas na primeira aparência das coisas. Com a simples atitude de registar o que observava, Galileu reuniu dados suficientes para corroborar um determinado modelo mais aproximado do comportamento do Universo então observável: o modelo heliocêntrico proposto antes por Copérnico.As observações sistemáticas dos corpos celestes, efectuadas sucessivamente por diversas gerações de cientistas, adicionaram novos dados e conhecimentos às observações e registos precedentes, o que permitiu elaborar teorias sobre o universo distante, mas também válidas à nossa escala mais humilde e humana. Por exemplo, é pela mesma interacção gravítica que faz com que os astros se movam uns à volta dos outros, que uma qualquer maçã, golden ou bravo de esmolfe, tanto faz, é atraída e atrai o chão. O leitor, quer experimentar, se faz favor? Ponha de lado os preconceitos e, por sua vez, experimente deixar cair da mesma altura e ao mesmo tempo duas moedas diferentes: uma de um cêntimo e outra de um euro. Está assim a repetir uma outra experiência, a dos graves, que Galileu Galilei terá feito no cimo de uma torre e com outros objectos. Se o leitor quiser estar mais alto, suba, com cuidado, para cima de uma cadeira e repita a experiência. Os dois objectos não voltam a chegar ao chão ao mesmo tempo? Pois é. Mesmo que repita vezes sem conta até se cansar, verá que o resultado é sempre o mesmo. E se não fosse?Saberá porventura o leitor que esta experiência também foi realizada na Lua, que agora observa em fase cheia, por astronautas da missão Apolo 15, em 1971: o comandante David Scott deixou cair da mesma altura e ao mesmo tempo, uma pena de ave e um martelo. E não é que também caíram ao mesmo tempo no chão lunar! Como teria gostado Galileu de ter observado, através da sua luneta, a réplica da sua experiência na Lua…O facto é que a mesma experiência, feita por pessoas e em locais e épocas diferentes, tem dado sistematicamente o mesmo resultado. O conhecimento que resulta desta atitude experimental é, assim, reprodutível nas mesmas condições e isto é uma das características do conhecimento que resulta do método científico.Deixe cair o cansaço rotineiro e descanse o olhar no céu estrelado. Deixe o tempo estender-se no espaço, até ao infinito e deslumbre-se com a aparente serenidade da astronómica noite semeada de miríades de constelações de estrelas. Seja humano. Sonhe. Ponha questões e experimente.António Piedade
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A Galileu
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November 25 2010, 1:41pm | Comments »
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85% de matéria...
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Crónica publicada no "O Despertar"A maior parte do Universo cósmico que conhecemos, ou melhor, que mal conhecemos, não é visível! 85% da matéria que se calcula existir no Universo não se comporta como o Sol, por exemplo, irradiando radiações electromagnéticas. Essa matéria tem composição desconhecida. Pressupõe-se, hipoteticamente, que seja constituída por partículas fundamentais que, por ora, são virtuais, sendo principais candidatos as WIMP (partículas massivas que interagem fracamente) e as MACHO (objecto com halo compacto e grande massa) e, eventualmente, o Bosão de Higgs. Refira-se que a matéria negra do Universo também não reflecte qualquer tipo de radiação electromagnética: nem na zona do espectro visível, nem ondas de rádio, nem microondas. Nada. Só sabemos que existe pela sua acção gravitacional sobre a restante matéria, estrelas e outros astros e aglomerados deles, em que nos incluímos.Experiências recentemente efectuadas no Grande Acelerador de Hadrões do CERN, o maior acelerador de partículas do mundo, e comentadas pelo Físico Teórico Gianfranco Bertone (ver aqui o seu livro sobre as partículas da matéria negra) no último número da prestigiada revista Nature (aqui), indicam que estamos na antecâmara da descoberta sobre a constituição desta matéria negra. Na esquina de uma próxima colisão de partículas, poderá estar o nascimento de uma renovada compreensão do Universo, ruptura e emergência de novos paradigmas, comprovação e eliminação das inúmeras hipóteses e teorias que hoje gravitam no humano pensamento.Vivemos hoje, nesta era das tecnologias da informação, esta sensação de estarmos sentados na plateia do mundo, expectantes, a observar, quase em directo, o resultado de experiências que podem mudar o entendimento da matéria e da energia que somos feitos. Vivemos, nesta era feita de ciência e tecnologia, um momento único de argúcia cósmica e sub-atómica, numa amálgama de rigor, de espanto e de emoção. É também esta a nossa humanidade.António Piedade
November 23 2010, 6:44am | Comments »
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MATÉRIA NEGRA
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Habitual destaque semanal para a coluna "What's New" do físico Robert Park:"WIMPS: THE UNIVERSE WE CAN’T SEE.When they were building the Large Hadron Collider it seemed to be all about finding the Higgs boson. But there seems to be increasing interest in using the LHC to to learn something about the 85% of the universe we can't see. We know it's there because it has gravity, but that's about all it has. The betting is that it's a particle, and the leading candidate is the WIMP (weakly interacting massive particle). Gianfranco Bertone in yesterday's issue of Nature predicts that if there is such a ghostl particle it will be exposed by LHC in the next few years."Robert Park
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November 21 2010, 7:20pm | Comments »
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Planetas: solares, extrasolares e...
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concepção artística do primeiro planeta extragaláctico descobertoA notícia chega-nos da Alemanha e é mais uma descoberta no excitante campo dos planetas extrasolares. Desta vez, mais do que um novo "extrasolar" temos um misterioso "extragaláctico". A equipa de Rainer Klement do Max-Planck-Institut für Astronomie (MPIA) conta-nos que durante os últimos 15 anos os astrónomos detectaram cerca de 500 planetas em órbita de estrelas da nossa vizinhança cósmica, mas nunca nenhum foi confirmado fora da Via Láctea. Agora, no entanto, um planeta com uma massa mínima de 1.25 vezes a massa de Júpiter foi descoberto em órbita de uma estrela de origem extragaláctica, embora essa estrela se encontre actualmente no interior da nossa própria Galáxia. A estrela faz parte da chamada corrente de Helmi - um grupo de estrelas que pertenciam originalmente a uma galáxia anã que foi devorada pela nossa Galáxia, a Via Láctea, num acto de canibalismo galáctico há cerca de seis a nove mil milhões de anos.Para além do extraordinário da descoberta, esta novo planeta (denominado HIP 13044b), temos desde já dois interessantes enigmas: 1. trata-se de um planeta que conseguiu escapar à fase de gigante vermelha da estrela que orbita (como?) e 2. essa mesma estrela apresenta uma quantidade de elementos mais pesados que o hélio e hidrogénio é muitíssimo reduzida, contrariando as teorias contemporâneas sobre a formação e evolução estelar...
November 19 2010, 3:27am | Comments »
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TYCHO BRAHE DESENTERRADO
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No passado dia 15 de Novembro foi desenterrado da Igreja de Nossa Senhora em Týn, no coração da cidade de Praga (muito perto do famoso relógio astronómico, visitado diariamente por hordas de turistas), o grande astrónomo dinamarquês Tycho Brahe. Uma equipa dinamarquesa pretende saber, em colaboração com colegas checos, de que causa exacta ele morreu, vai fazer no próximo ano 400 anos.A morte de Brahe ocorreu poucos dias depois de um banquete e tem sido atribuída a uma infecção urinária (diz-se que, para não quebrar as regras de cortesia, o astrónomo não ousou levantar-se durante o longo banquete para fazer uma necessidade). Em delírio, perto da morte, terá pedido ao seu discípulo Kepler que fizesse com que "a sua vida não tivesse sido em vão" e completasse as suas tábuas astronómicas. Não foi!Mas há também quem atribua a sua morte a um envenenamento por mercúrio. Provavelmente a verdade vai agora ser apurada. Quem quiser ver imagens dos restos mortais tiradas pela equipa de antropologia física da Universidade de Aarhus pode clicar aqui.E cá? Quando é que será finalmente permitido à antropóloga Eugénia Cunha e à sua equipa examinar os restos mortais de D. Afonso Henriques?Na imagem: o túmulo de Brahe, que é de 1901 (ano em que Brahe foi exumado).
November 17 2010, 3:14am | Comments »
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LIFE: THE GREATEST SCIENCE QUEST OF ALL TIME
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Destacamos, como é habitual ao fim de semana, a coluna WHAT’S NEW do físico norte-americano Robert L. Park:James Watson and Francis Crick stopped by the Eagle after leaving the Cavendish Lab on Saturday, February 28, 1953. Crick raised his glass and announced to all in the pub, "we have discovered the secret of life." And they had; they had unraveled the structure of DNA, the secret of life on our planet. We share genes with every creature that crawls on Earth. But could nature have found other ways on other worlds to solve the problem of life? That would be an even greater discovery. We have seen no hint of life on the other planets in our solar system, though we haven’t yet poked into every corner. In any case, the search for life to which we are not related now reaches beyond the solar system to our region of the Milky Way galaxy. The Third Millennium began with the discovery of planets orbiting stars other than our Sun. We should be able to study these exoplanets with the world's greatest telescope, under development at NASA Goddard. It’s 100 times more powerful than the Hubble, but trouble looms.The James Webb Space Telescope is in trouble. Barbara Mikulski (D-MD), who chairs the appropriations subcommitte that oversees NASA, clearly saw trouble back in June when she requested a review of the NASA budget. The review came in this week. The bottom line is that the James Webb space telescope is a year behind schedule and $200 million short. Christopher Scolese, associate administrator of NASA, agreed with the report's findings, but could not see where they could find the money. I should tell him the secret, NASA is bifurcated. The NASA thats the envy of the world, we might call "Exploration NASA," its a science agency that discovers exoplanets and puts rovers on Mars. Then theres "Carnival NASA." It arranges trips to space for people with too much disposable income, and looks for water on the Moon to make rocket fuel.Robert Park
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November 13 2010, 4:29pm | Comments »
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O tio Rómulo
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Crónica publicada no jornal electrónico "Boas Notícias".Vasco está tonto. Não tonto de tolice, que lá tolo é que ele não é. Pelo contrário, está tonto de andar com a cabeça às voltas. Não às voltas como a Lua ao redor da Terra. Às voltas com os poemas que o tio Rómulo lhe está a ler, numa noite de lua cheia, à soleira da porta para aproveitar o Veranico de São Martinho dito.“Então não é que é a Terra que anda à volta do Sol!”, diz o tio com ar de provocação depois de ler “Um Poema para Galileu”, de António Gedeão. “Mas isso” exclamou Vasco, “não faz nenhum sentido aos sentir dos meus olhos!” “Sou capaz de jurar a pés juntos que o Sol nasce a nascente e se põe a poente, e que faz isto a girar por cima do horizonte, lá em frente no palco do mundo! E sou capaz de jurar que de noite, o Sol passa por de baixo da Terra para, no dia seguinte, e depois do galo capão cantar, voltar a despontar em alvorada de novo a nascente.” “Não”, diz o tio Rómulo com voz certa da verdade que há nos homens de ciência e, claro, também nos poetas. “É exactamente o contrário. E é a ciência que nos ajuda a discernir, sem ilusões e preconceitos, a aparência criada só pela simples observação.” “É preciso questionar e planear novas e minuciosas observações, para chegar a constatações a que qualquer um pode chegar, se fizer as mesmíssimas observações.” “E é preciso experimentar, a ideia que temos das coisas que nos rodeiam, para a despir de aparências e ilusões.” “Mas o que vejo não é real?”, pergunta Vasco intrigado. “Se os sentidos são reais, Vasco? Sim, claro que são e ainda bem que são”, afirma o tio Rómulo. “Mas a maravilha dos sentidos está mais em deixar o cérebro também ver, ouvir, cheirar... Para depois fazer a pergunta certa, a que abre novos horizontes e desvenda o que antes parecia pura contradição.” “E a magia deixa de estar no fenómeno e passa para o deslumbramento das ideias e do sonho…”continuou o tio Rómulo. “Sim, porque como diz o poeta no outro poema, o da ‘Pedra Filosofal’, é o sonho, essa essência neuronal, é o sonho que comanda a vida. Mas depois do sonho nos transportar através de aparentes contradições, surge a curiosidade de experimentar a eventual ideia que dele emerge!”Vasco está estupefacto. Nos seus olhos cintila o brilho das estrelas, o rosto prateado pelo Luar. “Os homens sonharam ver mais e mais para além e aquém do que os olhos vêem”, continua o tio Rómulo e levanta-se. “E o Homem do primeiro poema, o florentino Galileu Galilei, depois de muitas e persistentes observações dos satélites e das estrelas, fez cair uma secular ilusão: a de o Sol rodar em torno da Terra. Pelo contrário,” realça o tio Rómulo, “é a Terra que gira à volta do Sol e à razão de trinta quilómetros por segundo!” Rómulo, ergue as duas mãos e deixa cair uma castanha e um grande pião. E não é que caíram ao mesmo tempo no chão! “Sabes que o mesmo acontece com todos os corpos com massa, independentemente do seu peso?” perguntou o tio. “Todos caem dependendo, não do seu peso, mas da razão directa do quadrado dos tempos.”“E é pela mesma acção da força da gravidade, que atrai a castanha para o chão do planeta e este para o fruto, que a Terra gira em torno do Sol”. O tio Rómulo fita o enxame estrelado da via láctea no espaço sideral e diz: “E Sol e Terra, juntos, giram por sua vez à volta de outros sóis, sob essa força de atracção, a da gravidade, que atrai os corpos com massa na razão inversa do quadrado das distâncias.” “Por isso, é que estamos sentados na soleira da porta e não a voar em direcção às estrelas longínquas, astros que nos iluminam com o brilho do seu passado.” “Mas podemos sonhar que voamos sem ainda o fazer?”, pergunta Vasco. “Sim”, responde Rómulo, “através do sonho conseguimos, pois ´o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer`”.António Piedade
November 12 2010, 4:50am | Comments »
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HAWKING SOBRE O ESPAÇO E SOBRE A CONSCIÊNCIA
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Dado o interesse suscitado pela recente entrevista do astrofísico Stephen Hawking aos leitores da "Time", traduzi mais duas das dez respostas que deu, agora sobre o espaço e a consciência:"-Pensa que a nossa civilização sobreviverá o suficiente para dar o salto para o espaço profundo?" (Harvey Bethea, Stone Mountain, Ga.)- Penso que temos uma boa probabilidade de sobreviver o tempo suficiente para colonizar o sistema solar. No entanto, não há nenhum sítio tão adequado como a Terra, de modo que não é claro se sobreviveremos se a Terra ficasse impracticável para ser habitada. Para assegurar a nossa sobrevivência a longo prazo temos de chegar até às estrelas. Isso vai demorar muito mais tempo. Resta-nos desejar que consigamos lá chegar.- O que julga que acontece à nossa consciência depois da morte? Elliot Giberson, Seattle- Penso que o cérebro é essencialmente um computador e a consciência é como um programa de computador. Deixará de funcionará quando o computador for desligado. Teoricamente, poderia ser recriado num rede neuronal, m,as isso seria muito difícil, uma vez que exigiria todas as memórias de uma pessoa."
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November 11 2010, 1:48am | Comments »
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HAWKING SOBRE DEUS E O BIG BANG
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Da revista "Time" com data de 15 de Novembro transcrevo, traduzidas, duas respostas dadas por Stephen Hawking a dois leitores, a propósito so seu novo livro "The Grand Design":- Se Deus não existe, porque é que o conceito da sua existência se tornou quase universal?" Basanta Borah (Basileia, Suíça)Eu não digo que Deus não existe. Deus é o nome que as pessoas dão á razão por que estamos aqui. Mas eu penso que essa razão reside nas leis da Física em vez de em alguém com o qual podemos ter uma relação pessoal. Um Deus impessoal.- Será que o Universo vai acabar? Se sim, o que há para além dele? Paul Pearson (Hull, Inglaterra).As observações indicam que o Universo se está a expandir a uma velocidade cada vez maior. Vai-se expandir para sempre, ficando mais vazio e mais escuro. Apesar de o Universo não ter um fim, teve um início no Big Bang. Pode-se perguntar o que havia antes disso, mas a resposta é que não há nada antes do Big Bang, tal como há nada a Sul do Pólo Sul.
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November 9 2010, 3:36pm | Comments »
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COMETA HALLEY
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Cometa Halley, ilustração de João Vaz de Carvalho, no Notícias Magazine de hoje.
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November 7 2010, 4:10pm | Comments »








