Da última coluna "What's New" do físico Robert Park:BIRTH OF SCIENCE: NEXT FRIDAY, MAY 28, SCIENCE WILL BE 2,595 YEARS OLDOn May 28, 585 B.C. the swath of a total solar eclipse passed over the Greek island of Miletus. The early Greek philosopher, Thales of Miletus, alone understood what was happening. The world's first recorded freethinker, Thales rejected all supernatural explanations, and used theoccasion to state the first law of science: every observable effect has a physical cause. The 585 B.C. eclipse is now taken to mark the birth of science, and Thales is honored as the father. What troubles would be spared the world if the education of every child began with causality?Robert Park
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2595 ANOS DA CIÊNCIA
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May 21 2010, 6:42pm | Comments »
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O Silêncio do Vazio
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Novo post deo bioquímico António Piedade, um texto saído antes no "Diário de Coimbra":Não há música sem silêncio.Aliás o silêncio é parte integrante do som e, na música, há notações específicas, as pausas, para modelar não só o ambiente como também marcar os momentos em que só a silêncio se deve “ouvir”. Outro exemplo é o da pontuação na escrita, que, para além de permitir ao leitor retomar fôlego, é fundamental para o ritmo, para salientar uma ideia, demarcar uma informação, etc.Um exemplo sublime do domínio do silêncio na música é o tema conhecido por 4’33’’ (aqui) que John Cage compôs em 1952, só com silêncio, mas admitindo todos os sons envolventes (por exemplo, dos espectadores ou de um pássaro que chilreia,) .Mas o que é que há no silêncio de tão fascinante e mesmo excitante? Será a sua propriedade de poder ser interrompido? Mas o que é que significa, do ponto de vista físico, o silêncio ser interrompido? Significa que algo, ou alguma coisa, perturbou uma, ou um conjunto de partículas, e que essa perturbação se propagou, de forma ondulatória, até, por exemplo, ao tímpano do auditor.De facto não há som sem matéria que o propague. A rarefacção de matéria torna muito pouco provável que uma perturbação mecânica se propague no espaço, na forma de uma onda sonora. Mas os campos de forças sobre partículas podem “perturbar” o silêncio ou quietude das partículas!Neste contexto, é aceitável perguntarmo-nos se terá havido som no Big Bang? Mesmo na ausência de auditores com viabilidade nesse espaço-tempo em expansão, existem dados recolhidos por satélites sobre a radiação de fundo do Universo, resquício dos primeiros tempos, que nos permitem reproduzir o que poderíamos designar por primeiros "sussurros" do Universo.Actualmente, somos capazes de medir a densidade do Universo, tanto actual como passada, analisando a radiação cósmica de fundo, através dos dados de temperatura detectados e enviados, por exemplo, pelo satélite Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP - aqui) da NASA, Agência Espacial Norte-Americana. Estes dados permitem aos cientistas ter uma ideia da variação na densidade de matéria no Universo. Mas também permitiram ao físico John Cramer, da Universidade de Washington, em Seattle, EUA, desenvolver uma simulação por computador de qual teria sido o "andamento sonoro" ao longo do Big Bang. É claro que não entendemos sons que não se propaguem no tempo! Esta simulação pode ser ouvida e a sua explicação lida neste sítio.Cramer trabalha no Relativistic Heavy Ion Collider, um dos maiores aceleradores de partículas do mundo. A simulação de Cramer expressa um longo zumbido inicial do Universo, que se tornou progressivamente mais grave à medida que as ondas se espalharam por um Universo em expansão. O tema de abertura cósmico abrange “apenas” os primeiros 760 mil anos do Universo.Não houve um grande Bang sonoro inicial. Só um zumbido que se foi progressivamente tornando grave num silêncio musical.António Piedade
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May 17 2010, 3:42pm | Comments »
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"Esqueçam Jesus"
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Excerto de palestra do astrofísico Lawrence Krauss, sobre o tema "filhos das estrelas", também tratado pelo vencedor do "Famelab" português.
May 11 2010, 1:42am | Comments »
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Somos filhos das estrelas
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Alexandre Aibéo com a sua apresentação de três minutos sobre a vida das estrelas, que lhe valeu o primeiro lugar no Fame Lab português:
May 10 2010, 7:19pm | Comments »
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A contribuição árabe para o desenvolvimento da Astronomia
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Post recebido de António Mota de Aguiar (na imagem, astrónomos árabes):No século VII, o pensamento científico grego estava ainda largamente difuso no Médio Oriente, mesmo se não produzia obras originais, encontrava-se contudo emergido noutras tradições, noutras culturas, noutras ciências. Portanto, sob um manto geral de indigência cultural havia o substrato legado pela ciência grega.É nestas condições que chegam os Árabes. Ao mesmo tempo que no Ocidente a ciência atingia o seu ponto decrépito, os Árabes, povo sem ciência, entravam repentinamente no cenário geopolítico do Médio Oriente. Em poucos decénios, este povo desconhecido, destrói os grandes impérios que dominam a região e difunde até às fronteiras da Índia uma nova religião. Entre 632, data da morte do profeta Maomé, e 646, o Islão conquista a península arábica, as regiões da Síria-Palestina, a Mesopotâmia e a Arménia, e chega às planícies do Iraque e do Irão. Logo a seguir, é a vez do Egipto ser também conquistado. Em menos de quinze anos desaparece o Império sassânida e o Império bizantino sai consideravelmente diminuído e enfraquecido.O saber astronómico dos Gregos chega aos Árabes através da Índia em consequência das conquistas de Alexandre, o Grande. Bagdad, nos séculos IX e X, e o Cairo, nos séculos X, XI e XII, constituem grandes centros astronómicos florescentes. Os trabalhos dos gregos são traduzidos e estudados. O astrolábio é aperfeiçoado e multiplicam-se as observações. São criadas tabelas com os índices dos movimentos astrais, utilizados com fins astrológicos e, sobretudo, marítimos (com as posições das latitudes e longitudes).Durante os séculos X e XI dão-se grandes progressos na astronomia árabe. Mesmo em 1258, quando Bagdad cai nas mãos das invasões bárbaras dos Mongóis, a investigação astronómica continua e durante a ocupação Mongol são criados novos centros de observação.A partir do século X a ciência árabe começa a penetrar no Ocidente, nomeadamente Córdoba e Toledo tornam-se centros de estudos astronómicos importantes. Pouco a pouco as obras gregas vão ser traduzidas para latim. O emprego sistemático da trigonometria à astronomia, constitui também uma importante herança deixada pelos Árabes.Apesar destes enormes sucessos no domínio das observações e do cálculo astronómico, os Muçulmanos não foram inovadores científicos. Quase sempre os seus trabalhos se desenvolveram dentro da tradição cosmológica herdada da Grécia Antiga. Não acrescentaram nenhuma técnica qualitativa ao sistema ptolemaico, além de não terem sabido criar um calendário que acertasse com precisão as suas festas tradicionais com as diferentes posições da Terra ao longo da eclíptica: havia portanto desfasamento nas datas de um acontecimento para o outro. O Ramadão, por exemplo, a festa religiosa muçulmana que se realiza no ano da Hégira, o calendário muçulmano, não caía na mesma altura do ano.Além destas contrariedades científicas, a ciência astronómica islâmica também teve os seus inimigos políticos: os astrónomos/ astrólogos eram mal vistos à luz do Corão, porque a lei islâmica diz que ninguém para além de Deus pode prever o futuro. Por isso os edifícios onde se encontravam os aparelhos de medição da época - Planetários, diríamos hoje - foram muitas vezes demolidos.Mas a cristandade soube recuperar o saber antigo a partir das traduções feitas pelos Árabes, com destaque para a obra de Ptolomeu, “O Almageste” (as traduções árabes chamam-lhe “Al-Magiste” cujo significado é “O Maior”; posteriormente as traduções europeias efectuadas a partir do árabe, viriam a chamar-lhe “Almageste”) e, graças a eles, deu decisivos passos em frente no conhecimento astronómico.Foi, portanto, já no fim da Idade Média, por volta do século X, que o Ocidente descobriu nos estudos árabes o saber da astronomia antiga, trabalho este que perdurará até cerca do século XII, e que será um dos principais pilares do despontar do Renascimento.
May 6 2010, 6:41pm | Comments »
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O cometa da República
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Informação recebida da Temas e Debates:Não é mais um livro; é o livro que esperou um século para ser escrito. Investigação singular para um acontecimento singular, reveladora da nossa vulnerabilidade face ao espaço cósmico, esta obra revela às presentes gerações de que modo os nossos medos ancestrais determinam os nossos comportamentos extremos quando está em causa a sobrevivência. Em 1910 como no futuro.ConviteO Círculo de Leitores e a Temas e Debates têm o prazer de convidar para apresentação do livro Halley-O Cometa da República, da autoria de Joaquim Fernandes, que se realiza no dia 18 de Maio, às 18.30 horas, na Livraria Bertrand, na Rua Garrett, 73-75, (no Chiado, em Lisboa).O livro será apresentado por Joaquim Vieira, director do Observatório de Imprensa,e Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.Da contra-capa da obra:O pânico da passagem do cometa de Halley em PortugalCelebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História.São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade.Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República".Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia.As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !
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May 4 2010, 3:32pm | Comments »
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O cometa da REpública
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Informação recebida da Temas e Debates:Não é mais um livro; é o livro que esperou um século para ser escrito. Investigação singular para um acontecimento singular, reveladora da nossa vulnerabilidade face ao espaço cósmico, esta obra revela às presentes gerações de que modo os nossos medos ancestrais determinam os nossos comportamentos extremos quando está em causa a sobrevivência. Em 1910 como no futuro.ConviteO Círculo de Leitores e a Temas e Debates têm o prazer de convidar para apresentação do livro Halley-O Cometa da República, da autoria de Joaquim Fernandes, que se realiza no dia 18 de Maio, às 18.30 horas, na Livraria Bertrand, na Rua Garrett, 73-75, (no Chiado, em Lisboa).O livro será apresentado por Joaquim Vieira, director do Observatório de Imprensa,e Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.Da contra-capa da obra:O pânico da passagem do cometa de Halley em PortugalCelebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História.São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade.Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República".Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia.As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !
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May 2 2010, 4:41am | Comments »
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HAWKING E OS EXTRATERRESTRES
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/hawking-e-os-extraterrestres.html
THE aliens are out there and Earth had better watch out, at least according to Stephen Hawking. He has suggested that extraterrestrials are almost certain to exist — but that instead of seeking them out, humanity should be doing all it that can to avoid any contact.The suggestions come in a new documentary series in which Hawking, one of the world’s leading scientists, will set out his latest thinking on some of the universe’s greatest mysteries.Alien life, he will suggest, is almost certain to exist in many other parts of the universe: not just in planets, but perhaps in the centre of stars or even floating in interplanetary space.Hawking’s logic on aliens is, for him, unusually simple. The universe, he points out, has 100 billion galaxies, each containing hundreds of millions of stars. In such a big place, Earth is unlikely to be the only planet where life has evolved.Fonte: aqui.
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April 26 2010, 4:37pm | Comments »
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Nomenclatura das estrelas
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/nomenclatura-das-estrelas.html
“Estrelas às miríades, nunca vistas anteriormente, e que superam em mais de dez vezes o número das antigas, previamente conhecidas” (Galileo Galilei, 1564-1642).Com proveito pessoal, o desvio de agulha provocado por comentários ao meu último post, O corpo em movimento” (10 de Abril último), despertou em mim a curiosidade pelo mundo da Astronomia.Nesse mundo de uma ciência que se perde em milénios de origem, assomo, agora, em declarada bona fide, a uma simples fresta de uma janela com vistas a perderem-se no espaço sideral porque, como escreveu Lucrécio (no século I a.C.) “qualquer que seja o lugar onde nos encontremos, o universo estende-se a partir daí por igual em todas as direcções sem limites”.É esse proveito que eu desejo partilhar com os leitores pela transcrição que aqui faço, colhida numa fonte de informação que me acompanha de há longos anos pela elevada reputação de muitos dos seus colaboradores. Reza ela: “Os antigos astrónomos (Hiparco, Ptolomeu, etc.) designavam as estrelas pelo posição que ocupavam nas constelações. Este sistema obrigava a empregar frases muito longas para algumas. Às mais brilhantes deram nomes individuais: os gregos, os latinos e, sobretudo, os árabes, Estes nomes ainda perduram e, em geral, os nomes árabes fizeram esquecer e abandonar os nomes gregos e latinos. Outros povos, como os índios e os chineses, deram à estrelas nomes que não chegaram a entrar na literatura astronómica europeia. O número de estrelas visíveis é tão grande que qualquer dos dois sistemas é impróprio para designar todas sem confusão. Em 1561, Liccolomini publicou um atlas em que aplicou às estrelas uma nomenclatura sistemática, que Bayer aperfeiçoou em 1603 e aina hoje está em uso. As estrelas são designadas por letras do alfabeto grego e pela constelação a que pertencem; em geral, a ordem alfabética acompanha a ordem decrescente do brilho aparente. Como as letras gregas são insuficientes recorre-se às latinas e ainda a números, Modernamente, como o sistema de Bayer para as estrelas menos brilhantes não dispensa o conhecimento das coordenadas duma estrela para a identificar, prefere-se designá-las pelos números que têm nos catálogos em que figuram. Com este sistema uma estrela pode ter muitas designações (tantas como os catálogos em que figura, mas por qualquer delas é fácil e perfeitamente identificável” (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Limitada, Lisboa- Rio de Janeiro, s/d, vol. X, p. 533).A consulta do vol. IV de actualização, ibid., p. 516 ibid.), acrescenta:“Um outro sistema de identificação das estrelas dentro de cada constelação foi introduzido por John Flamsteed, atribuindo um número a cada estrela por ordem crescente das suas ascensões rectas no seu catálogo 'Historia Coelestis Britannica' publicada postumamente, em 1725. Em sua homenagem estes números são designados por “números de Flamsteed. Também esta classificação tem inconvenientes porque nem todas as estrelas foram numeradas e, por outro lado, os movimentos próprios das estrelas modificam as suas coordenadas”. Para utilizar uma expressão popular, “não há bela sem senão”!Para se ajuizar os valores verdadeiramente astronómicos das estrelas, segundo Martin J. Rees, docente na Universidade de Cambridge, com trabalhos de investigação versando temas de Física do Espaço, Cosmologia, Radioastronomia e teoria das estrelas de neutrões, “há cinquenta anos [em referência a 1980] houve uma grande polémica sobre se muitas das nebulosas detectadas pertenciam à nossa Via Láctea, de forma que a nossa, com os seus 100 000 milhões de estrelas, não era mais do que uma entre muitas outras”. A complexidade do baptismo das estrelas faz com que “uma mesma estrela possa ter simultaneamente um nome próprio e outro correspondendo ao seu lugar no seio da constelação de que faz parte, e, além disso, pode ainda possuir números diferentes segundo os diversos catálogos de referência” (Estrelas, Cúmulos e Galáxias, Ramón Canal, Salvat Editora do Brasil, S.L. – Rio de Janeiro, 1979, p. 21).Caminho bem mais facilitado, tiveram os anatomistas que só no século XVIII deram nome aos cerca de 650 músculos estriados esqueléticos do corpo humano, até então referenciados por números e letras!
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April 14 2010, 6:33pm | Comments »
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A Primavera “chegou” mais cedo?
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Nova crónica de António Piedade:Este ano, a Primavera começou no dia 20 de Março pelas 17h40. Mas não é certo e sabido que a Primavera começa sempre no dia 21? Então o que é que aconteceu para que esta estação se tenha antecipado algumas horas este ano? Estará a Terra a acelerar na sua viagem de translação à volta do Sol? Nada disso. Mas, para podermos perceber o fenómeno, precisamos de caracterizar o que é que determina o início da Primavera.Em termos astronómicos, o inicio desta estação é definido pelo momento em que ocorre o equinócio boreal no hemisfério norte, ou o equinócio austral no hemisfério sul. A palavra equinócio provem das palavras latinas aequus (igual) e nox (noite), ou seja, significa noites iguais. Isto acontece quando a orbita aparente do Sol (isto é, o movimento aparente do Sol para um observador na Terra) cruza o plano que resulta da projecção do equador terrestre no horizonte celeste. Por outras palavras, refere-se aos momentos em que o dia e a noite têm a mesma duração, ou seja 12 horas. Ao longo de um ano terrestre, isto verifica-se duas vezes em cada hemisfério: no início da Primavera e no início do Outono. Note-se que estas estações ocorrem inversamente em cada hemisfério: o inicio da Primavera no hemisfério norte coincide com o início do Outono no hemisfério sul e vice-versa.Para um mesmo hemisfério, no nosso caso o norte, os dois equinócios ocorrem exactamente em lados opostos da órbita da Terra à volta do Sol. Contudo, as datas em que acontecem não dividem o ano em partes iguais! Não é difícil calcular, a partir das datas médias verificadas para os equinócios e da duração média do ano (média porque temos de ter em conta os anos bissextos), que o equinócio da Primavera ocorre 179,25 dias depois do equinócio de Outono, e que este último se encontra 186 dias após a Primavera que o precede. Isto explica-se pelo facto de a orbita da Terra à volta do Sol ser elíptica e não circular, como sabemos desde 1609 graças a Kepler (curiosamente, Ptolomeu também identificou a desigualdade na duração das estações, mas tentou explicar a observação a partir de uma órbita circular não centrada na Terra ou contendo um epiciclo), e pelo facto de a Terra se encontrar mais próxima do Sol (o periélio) nos primeiros dias de Janeiro. Ora acontece que esta maior proximidade ao Sol, faz com que a velocidade angular da Terra nesta altura do ano seja a maior de toda a sua órbita e, tal como é predito pela segunda lei de Kepler, ela se mova mais rapidamente em direcção ao equinócio da Primavera do que quando se aproxima do equinócio de Outono, depois de passar pelo ponto em que o nosso planeta se encontra mais distante do Sol (o afélio, a 4 de Julho).Acresce a isto que o período entre dois equinócios primaveris é cerca de 6 horas maior do que um ano comum (365 dias). Assim, a Primavera de um dado ano inicia-se 6 horas mais tarde do que a Primavera do ano comum anterior. Ao fim de 3 anos, verifica-se um adiantamento de cerca de 18 horas. Contudo, o acerto no calendário introduzido pelo ano bissexto, produz um atraso aparente de 6 horas. Ao longo de um mesmo século, o equinócio tende a ocorrer mais cedo até que ocorram acertos no calendário por sequência de 7 anos comuns. De facto, neste século só houve dois anos em que a Primavera ocorreu a 21 (2003 e 2007) e prevê-se que a mesma se inicie no dia 19 de Março em 2040.António Piedade
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April 6 2010, 5:59pm | Comments »






