Trailer do filme em exibição nos IMAX dos Estados Unidos, em ecrã maior do que o que aqui é costume.
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HUBBLE 3D
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April 6 2010, 10:41am | Comments »
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ANUNCIANDO A CORRIDA AO ESPAÇO
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No "New York Times" de hoje (secção de ciência) Dennis Overbye publicita um livro a sair em Maio com cartazes e anúncios espaciais do tempo da guerra fria. Uma amostra está em cima. Ler mais aqui.“Another Science Fiction: Advertising the Space Race 1957-1962.” It is being published on May 25 by Blast Books.O link no título do livro é para um artigo sobre a corrida ao espaço de John Noble Wilford, um jornalista que cobriu o programa Apollo.
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March 9 2010, 3:22pm | Comments »
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ENCONTRO DE ASTRÓNOMOS AMADORES
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Informação recebida da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores (A.P.A.A.):Anúncio do 8º Encontro de Astrónomos Amadores aqui.
March 5 2010, 6:43pm | Comments »
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Prémios para iniciativas portuguesas de astronomia
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia, que está quase a acabar:Menção honrosa recompensa o "Galileo Teacher Training Program", uma iniciativa internacional liderada por uma investigadora luso-brasileiraSuscitaram o despertar para a beleza da ciência e a partilha desinteressada do conhecimento acerca do Universo que nos rodeia. Em Portugal e não só. O Ano Internacional da Astronomia (AIA2009) acaba de galardoar duas das dezenas de milhares de iniciativas que contribuiram para a sensibilização do público para os feitos astronómicos e incentivaram profissionais e amadores a usar a Astronomia como ferramenta na promoção da educação e da cultura científica. A exposição "Da Terra ao Universo" e o programa mundial de formação de professores, "Galileo Teacher Training Program", reflectiram o espírito do AIA2009 como um todo. Os responsáveis pela dinamização dos dois programas em Portugal congratulam-se pela atribuição desses prémios de excelência."A visão do "Galileo Teacher Training Program" (GTTP) é criar uma rede de professores e estudantes sem fronteiras físicas ou financeiras que os separe ou classifique", esclarece a chair do GTTP, Rosa Doran. Em Portugal como no resto do mundo, educadores receberam apoio na utilização de recursos modernos para o ensino da ciência, estimulando a partilha das melhores ferramentas e a troca de experiências e saberes. "Vamos a pouco e pouco construindo uma rede de entreajuda que vai muito além da promoção de boas técnicas de ensino", frisa a responsável.A investigadora luso-brasileira e presidente do Conselho Executivo do Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) avalia em 300 o número de docentes que usufruiram do programa. "Portugal foi um dos países com maior número de professores a receber formação na utilização das novas tecnologias em sala de aula", revela Rosa Doran. O "Galileo Teacher Training Program" veio consolidar as bases de uma comunidade muito activa de professores em Portugal e no mundo, construindo uma forma completamente inovadora de motivar os estudantes para as ciências e em especial para a Física e a Química."O AIA2009 foi um momento muito importante para atrair a atenção de educadores que não conheciam o programa. Posso citar, por exemplo, a participação record este ano de escolas portuguesas no programa de procura de Asteróides", refere Rosa Doran. O GTTP partilha o terceiro galardão anunciado pelo AIA2009 com o projecto "Galileoscope", um kit que inclui um telescópio de baixo custo para que crianças e adultos no mundo inteiro possam reviver as descobertas de Galileu. A primeira menção honrosa "International Year of Astronomy 2009/Mani Bhaumik" distingue o webcast de 24 horas "Volta ao Mundo em 80 Telescópios", uma das iniciativas das "100 Horas de Astronomia" que decorreram em todo o mundo entre 2 e 5 de Abril.Aprender Astronomia e despertar para a beleza da ciênciaO primeiro prémio "International Year of Astronomy 2009/Mani Bhaumik" recompensa um dos mais ambiciosos projectos do AIA, o "Da Terra ao Universo" (From Earth to the Universe - FETTU). A original exposição contou, entre outros, com o trabalho do português António Pedrosa, director do planetário do Centro Multimeios de Espinho e membro da Fundação Navegar, que integrou a equipa internacional responsável pelo certame global.João Fernandes, coordenador do Ano Internacional da Astronomia em Portugal, faz um balanço positivo da mostra não convencional que se instalou nas ruas, nos parques e nos centros comerciais do país, expondo a grande variedade de imagens astronómicas de uma beleza estonteante disponíveis hoje e revelando as noções básicas de astronomia escondidas por trás das imagens."Talvez o local de exposição mais original e marcante em Portugal tenha sido o estabelecimento prisional de Coimbra que expôs os posters do FETTU nas paredes interiores da prisão", defende João Fernandes, sublinhando que "o simbolismo de uma exposição deste tipo numa prisão é enorme: até dentro dos muros de uma prisão, as estrelas podem brilhar!"."Da Terra ao Universo" foi particularmente bem acolhido em Portugal e superou as expectativas dos membros da Comissão Nacional do AIA. "Os 1100 posters previstos para o certame foram todos distribuídos. As escolas, por exemplo, pediram muitas vezes à comissão para ficar com os mupies para os terem expostos em permanência", salienta o coordenador do AIA2009.Os diferentes prémios e certificados serão atribuídos aos vencedores em Março durante a conferência "Communicating Astronomy with the Public 2010", na África do Sul (Cape Town).
March 2 2010, 11:30am | Comments »
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Filipe de Sousa Folque (1800-1874)
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Post do historiador de ciência António Mota de Aguiar sobre o astrónomo e engenheiro Filipe Folque, cuja vida e obra está contemplada numa exposição no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa:Nem julgue Vossa Excelencia que por um astronomo contemplar mais o cêo que a terra lhe deixa esta de merecer muitos cuidados e séria attenção… (Filipe Folque)A historiografia da astronomia portuguesa tem como figuras principais para os primeiros 50 anos do século XIX, dois importantes homens, que embora não sendo certamente os únicos, marcam indelevelmente estes anos da astronomia portuguesa. São eles Filipe de Sousa Folque e César Augusto de Campos Rodrigues. A primeira figura que se nos apresenta é Filipe Folque, nascido em Portalegre, em 1801, filho de um homem ilustre do seu tempo, também cientista, Pedro Folque, um espanhol refugiado ainda jovem em Portugal por razões religiosas, astrónomo a bordo da Marinha de Guerra portuguesa e, mais tarde, engenheiro geodésico do reino. Filipe Folque seguiu os passos do pai nos estudos científicos. Fez os seus primeiros estudos na Congregação dos Oratorianos, no Hospício das Necessidades. Cursou os estudos superiores na Academia da Marinha e terminou-os na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em Matemática. Durante algum tempo leccionou Matemática na Universidade de Coimbra de onde foi demitido por razões políticas, tendo vivido alguns anos com dificuldades financeiras (tinha mulher e dois filhos), dando classes privadas até 1833, altura em que o regime liberal se implantou em Portugal e Filipe Folque foi nomeado professor de Matemática em 1837 na Real Academia da Marinha.A Escola Politécnica foi criada pelo decreto de 11 de Fevereiro de 1837. No artº 74 deste decreto lia-se: “o Observatório Real da Marinha ficará anexo á Escola Polytechnica (...).” Filipe Folque foi neste estabelecimento de ensino nomeado professor de Astronomia e Geodesia, a 4ª cadeira das onze leccionadas na Escola Politécnica (onze, contando a cadeira não curricular de Navegação). As actas das reuniões do Conselho da Escola descrevem vários problemas na contratação de professores, especialmente nas áreas de Química e Filosofia, por não os haver com as habilitações requeridas para o exercício da actividade docente. Todavia, o provimento do docente da 4ª cadeira não encontrou nenhum obstáculo. Folque foi aceite sem nenhuma oposição, a sua docência já vinha aliás da Academia da Marinha.Folque foi um eminente cientista na área da geodesia, tendo publicado vários trabalhos, com realce para a “Carta Geodésica” do reino, publicada em 1867, a “Carta Corográfica” do país, minucioso trabalho de todos os acidentes geográficos do território nacional, os “Planos Hidrográficos” dos principais portos e barras do reino e a “Carta Geográfica” das costas de Portugal. Homem viajado, fez parte por duas vezes da comitiva que acompanhou os reis D. Pedro V e D. Luís I, nas viagens de instrução pela Europa dos dois, na altura, ainda príncipes, tendo tido a oportunidade de visitar os principais observatórios astronómicos da Europa; além destas viagens como, diríamos hoje, conselheiro científico do Rei, coube-lhe também a tarefa de preceptor dos dois príncipes.Em 12 de Dezembro de 1875, um ano após a sua morte, ocorrida em 24 de Novembro de 1874, o lente de Astronomia da Escola Politécnica, José Maria da Ponte Horta, lia na sessão pública da Real Academia das Ciências o seu elogio histórico, enumerando os “sucessos humanos” que em vida o cientista tinha obtido:“Filipe Folque, general de divisão; doutor em mathematica; gran-cruz da ordem de S.Thiago da Espada; commendador da ordem de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, de Aviz, e de diversas ordens estrangeiras; par do reino; director geral dos trabalhos geodesicos, hydrographicos, chorographicos e geologicos; organisador e chefe do observatorio astronomico da Ajuda; lente jubilado da Escola Polythecnica de Lisboa; socio effectivo d’esta Real Academia (...).” Folque foi também um grande astrónomo; não foi um homem inclinado para a investigação astronómica de ponta, que se fazia na Europa, nem tão pouco um seguidor da astronomia de posição, no sentido que tenha deixado observações dos astros e que as mesmas, como veremos mais adiante, tenham sido transferidas para grandes centros internacionais de observação astronómica. Filipe Folque não foi o observador astronómico atento, como foi Campos Rodrigues, foi sim um eminente professor de Astronomia, na Academia da Marinha e na Escola Politécnica, tendo nesta última elaborado o curso de Astronomia, escrito pela sua própria mão. Segundo Horta:“Se o talento do dr. Filippe Folque não foi inventivo, foi por ventura mais util no sentido social, por que foi pratico e assimilador,” e “cujos attributos principaes são o methodo, a lucidez, o rigor (…)” Folque foi também um importante cientista geodésico do reino, a quem o Portugal de hoje deve as primeiras importantes medições do país: a forma, a natureza, a posição, e as dimensões de Portugal, tendo aplicado em astronomia a mesma lucidez e rigor que utilizou em geodesia. Devemos, por isso, destacar o seu empenho como professor da Academia da Marinha e da Escola Politécnica, a luta travada na dignificação do Observatório da Marinha, do qual se tornou o director por decreto de 24 de Dezembro de 1855 e, anos mais tarde, principal mentor da construção do Observatório da Ajuda.Folque foi um intelectual honesto e competente, zeloso cumpridor das suas tarefas profissionais. Foi também um divulgador da ciência, sobretudo da astronomia, tendo lutado para a criação de um observatório astronómico em Portugal; foi por isso, como dissemos, um mentor importante da criação, na Tapada da Ajuda, do Observatório Astronómico de Lisboa. Foi um atento divulgador e dinamizador da Astronomia em Portugal, e não tem comparação no terceiro quartel do século XIX com nenhum outro astrónomo, exceptuando Campos Rodrigues.Pelo esforço que empenhou na recuperação do Observatório da Marinha e na criação do Observatório da Tapada da Ajuda, pelos conhecimentos que colocou como professor ao serviço da astronomia, vemo-lo como o grande impulsionador da astronomia em Portugal neste quarto de século XIX.Em 1866, escrevia:“Depois de tudo quanto acabâmos de referir, parece impossível que Lisboa, a capital dos descobridores do oriente, continuasse a ter por observatório astronómico em 1856 o mesmo observatorio real da marinha, no estado de abatimento em que ficou no anno de 1809, em que os seus instrumentos e biblioteca, tudo foi conduzido para o Rio de Janeiro.” E, fazendo o ponto da situação dos estudos astronómicos em Portugal, escrevia:“Emquanto que em Portugal, por imperdoavel incuria do governo, o estudo das praticas superiores da astronomia continuava em completo esquecimento, pelo contrario em todos os mais estados da Europa progredia com enthusiasmo o gosto pelo estudo pratico desta sciencia: os instrumentos aperfeiçoavam-se, novas maravilhas se manifestam; a sciencia astronomica sempre exigente, porque mira a perfeição, inspira na alta mecanica (...), a adquirir a quasi ideal exactidão mathematica, medindo a pequenissima grandeza de um segundo, e até das fracções de segundo! (...) os astronomos não contentes de haverem conhecido os fundamentos do systema do mundo, pretendem agora investigar quaes sejam os do universo inteiro; tentam medir a distancia da Terra ás estrellas, precisam conhecer os seus effeitos parallaticos;” Folque encaminha aqui o seu pensamento para a observação do “muito pequeno,” que iria chegar em breve. Ele sabe que se pode estudar o “mundo,” o que aqui só pode significar o sistema solar, por oposição ao “universo inteiro,” o todo. Bateu-se pela “ideia inicial da fundação d’um observatório astronómico em Lisboa, dotado de edificio especial; instrumentos apropriados; de observadores nacionaes, e instruídos, para que também com os seus recursos Portugal podesse concorrer com os institutos, congéneres estrangeiros na resolução dos grandes problemas do estudo do céu.” É por isso a ele que ficámos a dever em grande parte o Observatório da Tapada da Ajuda.No seu curso de Astronomia para a Escola Politécnica, escrito em 1840, Folque chama a atenção do utilizador do mesmo para o seguinte:“Este trabalho que sahe hoje lithographado, não pode ser tido como um Curso d’Astronomia de minha composição: he uma compilação das obras de Herschel, Delambre, Puissant, e mais que tudo de Biot: será talvez um resumo deste ultimo,” (...) “não duvido dos seus deffeitos, porque he emprehendido por um Professor, que tem tido ao mesmo tempo muitos outros deveres a desempenhar; o meu fim porem he principalmente proporcionar os meios de estudo, e diminuir o trabalho a meus descipulos.” De facto, Folque, teve ao longo da sua vida múltiplas actividades profissionais, como a de recuperar o Observatório da Marinha, dar aulas de astronomia e geodesia, levar a cabo o seu trabalho de geodésico em várias partes do país, além de ter escrito nas décadas de 40 e 50 várias Memórias na Academia das Ciências sobre trabalhos geodésicos executados em Portugal, e além ainda de ter sido preceptor dos infantes D. Pedro e D. Luís; todo este trabalho revela os muitos afazeres que tinha, sendo por isso louváveis as preocupações didácticas do divulgador de astronomia, ao compor este curso.António Mota de Aguiar
February 27 2010, 12:33pm | Comments »
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MEDIR OS CÉUS PARA CONQUISTAR A TERRA
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Informação recebida do Museu da Ciência de Lisboa:Já saiu o Catálogo da exposição "Medir os céus para dominar a Terra" subintitulada "A Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa, 1837-1911. Medir o tempo, medir o mundo, medir o mar".Sumário:- Nota de Abertura, Ana Maria Eiró- O Ensino da Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa 1837-1911, Luís Miguel Carolino e Teresa Salomé Alves da Mota- Filipe de Sousa Folque (1800-1874) Breve Biografia, Vanda Leitão- Cartas Geographicas dee Portugal (1860-1899), João Carlos Garcia- Medir o tempo, medir o mundo, medir o mar, Nuno Crato- Catálogo da Exposição
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February 18 2010, 5:04am | Comments »
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PHILIP GLAS SOBRE "KEPLER"
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O compositor contemporãneo Philip Glas fala sobre a sua mais recente opera "Kepler", que já foi representada em Linz (Áustria) e em Nova Iorque (Estados Unidos).
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February 10 2010, 10:34am | Comments »
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OBRA DE GALILEU TRADUZIDA EM PORTUGAL
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Dia 17 de Março às 18 horas, na GulbenkianPRIMEIRA OBRA DE GALILEU TRADUZIDA EM PORTUGAL SERÁ LANÇADA 400 ANOS DEPOIS DA SUA PUBLICAÇÃOÉ uma das obras mais importantes da história do pensamento ocidental: "Sidereus Nuncius. O Mensageiro das Estrelas", publicado em Março de 1610, é o primeiro livro de Galileu Galilei a ser traduzido integralmente em Portugal e vai ser lançado na sessão de encerramento do Ano Internacional da Astronomia. "Galileu escreveu para causar sensação", admite o investigador e tradutor, Henrique Leitão.Quando foi lançada em Março de 1610, "Sidereus Nuncius" mudou a forma de vermos o mundo. Agora, 400 anos depois da sua publicação, "Sidereus Nuncius. O Mensageiro das Estrelas", com tradução e anotações de Henrique Leitão, é a primeira obra de Galileu Galilei a ser traduzida integralmente em Portugal. O lançamento terá lugar no dia 17 de Março às 18 horas, na Fundação Gulbenkian, por ocasião da sessão de encerramento do Ano Internacional da Astronomia."É um livro único na história da ciência e uma das obras mais importantes em toda a história do pensamento ocidental. Nunca na história da ciência uma obra provocou tanta comoção e deu origem a debates tão acesos como este", avança o investigador e tradutor, Henrique Leitão."O título, 'Mensageiro das Estrelas' (ou 'Mensagem das Estrelas', porque o latim permite as duas formas) tem o sentido de "Gazeta das Estrelas" ou "Mercúrio das Estrelas", isto é, tem uma clara conotação jornalística: relatar, em tom vivo e rápido acontecimentos e observações sensacionais", explica Henrique Leitão. Segundo o investigador do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa, Galileu refere-se muitas vezes ao livro como um 'Aviso Astronómico', exactamente com o mesmo sentido. "Ou seja, Galileu escreveu para causar sensação", reconhece.Para o comissário para o Ano Internacional em Portugal, João Fernandes, "O Mensageiro das Estrelas" é "um marco na astronomia e na ciência". No livro, Galileu revela e discute as primeiras observações astronómicas alguma vez feitas com o auxílio de um telescópio. Entre a Lua, as estrelas e as luas de Júpiter, "O Mensageiro das Estrelas" é "um verdadeiro livro exemplo da Ciência Moderna", sublinha João Fernandes.Por esse motivo, o Ano Internacional da Astronomia em Portugal escolheu despedir-se na Gulbenkian, a 17 de Março, com o lançamento do livro de Galileu Galilei. Mas não só. Para o mesmo dia está ainda prevista, entre outras iniciativas, a abertura da exposição "A Astronomia no Portugal de Hoje".E a quem se dirige este "Mensageiro das Estrelas", publicado pela Fundação Gulbenkian? "É dirigido para um público geral, mas instruído. Isto é, dirige-se exactamente ao mesmo tipo de pessoas a que Galileu tentou chegar quando publicou o seu livro em 1610", refere Henrique Leitão.Com nota de abertura do investigador belga Sven Dupré, um dos maiores especialistas mundiais no telescópio de Galileu, o livro integra um estudo e a tradução de Henrique Leitão, uma cronologia e ainda um facsimile integral da edição original do "Sidereus Nuncius", de 1610."É a primeira vez que se traduz esta obra em Portugal. Mas há uma tradução portuguesa feita há anos no Brasil. Aliás, é a primeira vez que se traduz integralmente uma obra de Galileu no nosso país. Antes desta só se haviam traduzido excertos de algumas obras", nota Henrique Leitão.Investigador e professor na Universidade de Lisboa, Henrique Leitão é coordenador da comissão científica responsável pela publicação das "Obras de Pedro Nunes", pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Fundação Calouste Gulbenkian. Colabora regularmente com a Biblioteca Nacional de Portugal, onde já comissariou quatro exposições e onde dirige o projecto de catalogação dos manuscritos científico. Henrique Leitão é membro de várias sociedades científicas portuguesas e estrangeiras, entre as quais a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia de Marinha, a Académie Internationale d’Histoire des Sciences, a European Society for the History of Science (membro do «Scientific Board») e a History of Science Society.O Ano Internacional de Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
February 9 2010, 9:30am | Comments »
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OBAMA NÃO QUER A LUA
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Ler aqui no Astro.pt o comentário, bem informado, de Carlos Oliveira sobre o cancelamento que Barack Obama fez dos planos para o regresso à Lua.
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February 2 2010, 11:34am | Comments »
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Houston Symphony's The Planets - An HD Odyssey
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Do Youtube: "The Houston Symphony has commissioned celebrated producer/director Duncan Copp to assemble state-of-the-art, high definition images from NASAs exploration of the solar system to accompany Holsts exciting, cosmic score, along with commentary by the worlds leading planetary scientists." Ler aqui a crítica da actuação da Orquestra de Houston no Carnegie Hall em NOva Iorque na quinta-feira passada. O filme em alta definição é digital e deve estar disponível. Uma boa ideia, portanto, para uma orquestra portuguesa...
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January 30 2010, 4:15am | Comments »




