Informação recebida da caixa de correio do De Rerum Natura."Portugal vai prolongar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA) até Março. Com 1700 actividades em agenda e a colaboração de 370 instituições, o país tem sido um dos mais activos do mundo.Embora o ano dedicado aos grandes temas do Universo termine por todo o globo no início de Janeiro, em Portugal continuarão a multiplicar-se as actividades de divulgação, com o objectivo de dar a conhecer a Astronomia ao grande público.Actividades a reterNo nascer de 2010, os céus do Funchal vão homenagear o Universo. O tradicional fogo de artifício da passagem de ano terá este ano como tema a Astronomia.Até ao dia 22 de Janeiro, estará em exibição na Torre do Tombo, em Lisboa, uma exposição de manuscritos astronómicos - Registos do Céu - Astronomia em Manuscritos da Torre do Tombo - que testemunham como Portugal, no tempo de Galileu, se mantinha na linha da frente na investigação do Universo.Para descobrir mais sobre os astrónomos portugueses do passado, o público pode ainda visitar, até ao dia 30 de Abril, a exposição Medir os Céus para Dominar a Terra - A Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa, 1837-1911, patente no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.Entretanto, continua a decorrer, o concurso nacional Astronomia Artística, que desafia todos os alunos do Ensino Básico e Secundário a criarem obras de arte a partir de temas ligados ao Universo, seja por intermédio das artes plásticas, multimédia, conto, poesia ou até da música. O objectivo é promover o diálogo entre a Arte e a Ciência. Os trabalhos terão de ser entregues até ao dia 31 de Janeiro de 2010. Mais informações estão disponíveis aqui.O AIA foi decretado pela Organização das Nações Unidas, precisamente no ano em que se comemora os 400 anos das descobertas astronómicas de Galileu Galilei. Em Portugal é promovido a nível nacional pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
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Portugal prolonga ano internacional da astronomia
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December 23 2009, 3:47pm | Comments »
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UM MUSEU DE ASTRONOMIA EM LISBOA
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Post convidado de António Mota de Aguiar:Numa das colinas de Lisboa, com vista deslumbrante sobre o Tejo, está situado o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), em tempos passados também chamado Observatório da Tapada ou ainda Observatório da Tapada da Ajuda.Seria um imponente edifício se não estivesse tão mal conservado e se os jardins à sua volta não se encontrassem num abandono total, com árvores caídas, troncos secos espalhados pela superfície envolvente, um ar de desleixo e abandono generalizado.O lugar à noite está desprotegido – apesar das supostas entradas controladas – e,por isso, já foi assaltado, tendo sido levados objectos que certamente continham informações de astronomia importantes.Recentemente, lemos no sítio do OAL, hoje sob a tutela da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que o Estado (em razão da crise económica), restringiu os subsídios a algumas actividades científicas e culturais, tendo o pessoal sido também reduzido.Mas o OAL tem um potencial arquitectónico e histórico enorme. A história que levou à construção do OAL é já por si fascinante, envolvendo os grandes astrónomos europeus da segunda metade do século XIX, além do malogrado D. Pedro V e do seu irmão D. Luís, como mecenas do observatório. Em 1878, o OAL falhou um projecto internacional – “La Carte du Ciel”: o Estado português não tinha o dinheiro que teria levado os estudos em Portugal para o domínio da Astrofísica, a par de várias potências da época.As personagens que dirigiram o OAL, desde a sua entrada em funcionamento em 1867 e pelo menos até 1930 são, elas também, importantes figuras da ciência portuguesa, num momento histórico em que a nossa astronomia atingiu um certo brilho internacional. Nomes como Frederico Augusto Oom, Campos Rodrigues, Frederico Oom e Filipe Folque, Melo e Simas, estão associados à história do Observatório e as lutas que travaram em prol da astronomia portuguesa são importantes páginas da nossa história científica.O interior do OAL é majestoso, já que foi construído para ser um grande observatório de astronomia. No seu interior encontram-se instrumentos de precisão importantes, além de telescópios que, em tempos passados, deram grande prestígio à ciência astronómica nacional.Talvez por o país atravessar actualmente uma crise económica, há hoje uma motória falta de apoio financeiro: possuímos um património histórico deste tipo esquecido no cimo de uma colina de Lisboa. Um observatório astronómico deste tipo não é um museu de ciência nem um planetário, pelo que requer uma análise diferente. Como contributo assinalo o que me parece relevante para pôr de pé o OAL, que, na minha opinião, devia passar a ser um museu de astronomia:• Antes de mais era necessário fazer as obras necessárias no edifício de forma a voltar à sua beleza anterior.• Seria necessário arranjar o jardim à sua volta.• Construir um pequeno restaurante com esplanada no jardim.• Fazer uma campanha junto das escolas para que elas trouxessem os alunos a visitar o museu.• Fazer uma campanha junto das agências de viagens, para que estas dêem a conhecer este tipo de museu (haveria certamente pessoas interessadas em visitar o museu de astronomia).• Organizar visitas guiadas, onde seria exposta a história do património arquitectónico, dos astrónomos acima citados, e da astronomia de alta precisão realizada no OAL. E uma síntese para que os visitantes compreendessem como e onde se realiza hoje a investigação científica neste campo.Se se alegar que o Estado não tem dinheiro para recuperar o edifício nem o jardim circundante, direi que a erosão, as intempéries climatéricas e os ladrões farão o necessário para que, dentro de alguns anos, o que ficar deste espólio histórico seja irrelevante.A actividade do museu não colidiria com as actuais actividades pedagógicas e científicas levadas a cabo pelo OAL, porque o observatório é constituído por um segundo edifício. Os dois tipos de actividade antes se complementariam.António Mota de Aguiar
December 13 2009, 4:32am | Comments »
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O MENSAGEIRO DAS ESTRELAS
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Por incrível que seja, nesta data em que se comemoram os 400 das primeiras observações astronómicas de Galileu realizadas com o telescópio, não há edição portuguesa disponível de "O Mensageiro das Estrelas" ("Sidereus Nuncius"), o livrinho que o sábio italiano publicou, em latim, em 1610 para anunciar as suas descobertas.Sei que o nosso grande historiador de ciência Henrique Leitão prepara uma edição a sair no próximo ano, mas até lá foi uma boa surpresas encontrar na última edição da edição brasileira da "Scientific American" distribuída em Portugal, uma reedição da tradução em português publicada em 1987 pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins do Brasil, com tradução, introdução e notas de Carlos Ziller Camenietzki. Só foi mudado o título da edição de 1987, que era "A Mensagem das Estrelas" para "O Mensageiro das Estrelas". Deixo aqui o título completo do encantador livrinho, onde se descrevem os movimentos das luas mais próximas de Júpiter:"O MENSAGEIRO DAS ESTRELAS, desvendando grandes e muito admiráveis espetáculos, e convidando à sua contemplação a todos, especialmente aos filósofos e astrônomos, tais como foram observados por GALILEU GALILEI, Nobre Florentino, professor de Matemática na Universidade de Pádua, como auxílio de um ÓCULO ASTRONÓMICO, há pouco inventado por ele, na superfície da Lua, em inumeráveis Estrelas Fixas, na Via Láctea, em nebulosas e sobretudo em QUATRO PLANETAS, que giram com admirável rapidez em torno de JÚPITER em diferentes distâncias e períodos, os quais ninguém conhecia antes do Autor havê-las descoberto recentemente, e que decidiu denominar ASTROS MEDÍCIOS".
December 3 2009, 5:20am | Comments »
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Os novos descobrimentos: Moon, Mars and beyond
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Alguns vídeos que mostram simulações sobre os novos lançadores da NASA, bem como dos novos veículos espaciais. Objectivo: Moon, Mars and beyond.:-)
December 2 2009, 1:04am | Comments »
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Portugal passeia os olhos pela superfície lunar
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Dias 27 e 28 de Novembro iniciativa decorre em Espinho, Bragança, Lisboa, Cascais, no Porto e no FunchalJá alguma vez viu de perto a Lua? Muito antes de Neil Armonstrong a ter pisado, foi há precisamente 400 anos que um homem, Galileu Galilei, pela primeira vez passeou um olhar próximo pela superfície lunar com a ajuda de uma luneta construída por si próprio. Nos dias 27 e 28 de Novembro, o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) desafia o Porto, Espinho, Bragança, Lisboa, Cascais e o Funchal a verem de perto a Lua, com a ajuda dos telescópios dos diversos nodos aderentes. A participação é livre.Serão promovidas sessões de observação da superfície da Lua no Porto (Edifício do CAUP/Planetário do Porto), a 27 e 28 de Novembro, a partir das 21 horas, em Espinho (Centro Multimeios), na sexta-feira 27, também a partir das 21 horas, em Bragança (Centro de Ciência Viva de Bragança), nos dias 27 e 28 de Novembro (21h00), no Funchal (Universidade da Madeira), a partir das 22 horas de sexta-feira, em Cascais (Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal), a 27 de Novembro, pelas 22h30, e em Lisboa (Observatório Astronómico de Lisboa), a partir das 20 horas, também no dia 27.A observação está integrada no projecto do Ano Internacional da Astronomia "E Agora Eu Sou Galileu", que pretende dar a conhecer as descobertas que Galileu fez há 400 anos com a sua luneta: da superfície Lunar, às fases de Vénus, de Saturno e Júpiter às manchas do Sol.As últimas novidades do "E Agora Eu Sou Galileu" poderão ser acompanhadas através do servidor de microblogging Twitter, online na página do Facebook ou ainda na página oficial do projecto.O Ano Internacional de Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
November 27 2009, 12:44pm | Comments »
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HUMOR: Comunicado de imprensa redigido pela senhora das limpezas da NASA
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Foram encontrados "o equivalente a vários baldes de água", segundo o press release que anunciou a existência de água na Lua. O comunicado explica ainda que o impacto do motor de um foguetão Centauro contra a cratera Cabeus, "é como um espanador a escarafunchar, que levantou o mofo todo, e o mofo é por causa da humidade."David Marçal, no Inimigo Público
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November 22 2009, 12:30am | Comments »
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VEM AÍ O FIM DO MUNDO?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/vem-ai-o-fim-do-mundo.html
Minha crónica no "Sol" de hoje:Fui há dias a uma escola em Buarcos, Figueira da Foz, falar sobre Galileu e o início da astronomia moderna e, no fim, perguntei se havia questões que quisessem colocar. Logo um dos jovens do 9.º ano levantou o braço e inquiriu: “É verdade que o fim do mundo é em 2012?”.A questão mostra bem o enorme poder da indústria cinematográfica. Lá o esclareci que o mundo real não era bem como nos filmes de Hollywood e que o fim do mundo não estava assim tão próximo. Sim, eu sabia que a Internet estava cheia de sítios contendo delirantes profecias dos Maias ou de outros povos antigos, e de sítios contendo disparates, de inspiração mais moderna mas só aparentemente mais refinados, relativos a cataclismos geológicos ou cósmicos. Mas nada disso faz o mínimo sentido. Insistiu, porém, o meu interlocutor: “Vai mesmo haver fim do mundo?” Se, como no filme, o Apocalipse disser apenas respeito ao planeta Terra, sim, ele está previsto para o ano de 5 000 002 012 pois estima-se que o Sol termine o seu ciclo de actividade por falta de combustível nuclear daqui por cerca de cinco mil milhões de anos (o 2012 no fim do número é uma brincadeira, claro!). Por essa altura o raio do Sol terá aumentado até ele “engolir” o nosso planeta, pois a nossa estrela transformar-se-á no que se chama uma gigante vermelha. O melhor é não estar então aqui na Terra, e o previsível avanço da tecnologia espacial poderá facilitar-nos a fuga (há quem pense, em alternativa, em tecnologias para “domesticar” o Sol).Fui ver o filme “2012” de Roland Emmerich. Chamam-lhe filme-catástrofe e o nome é bem adequado: a película é, no conteúdo e na forma, uma verdadeira catástrofe. No conteúdo, porque não há a menor verosimilhança quanto ao crescendo da actividade solar e à violenta reacção que os neutrinos do Sol provocam no interior da Terra. Na forma, porque cansa ver durante quase três horas a sucessão de sismos, vulcões, tsunamis, etc., aos quais os heróis tentam esforçadamente escapar. A mim também me apeteceu escapar a meio do filme...
November 20 2009, 1:59am | Comments »
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Vida no universo: uma inevitabilidade cósmica?
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Informação recebida da Fábrica Ciência Viva de Aveiro:ASTRONOMIAS – Ciclo de palestrasVida no universo: uma inevitabilidade cósmica?20 Novembro 2009 l 6ª feira l 21h30-22h30Francisco CarrapiçoUniversidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Vegetal, Centro de Biologia Ambiental, Lisboa (fcarrapico@fc.ul.pt)Estamos sós no universo? A busca insistente duma resposta para esta pergunta tem inquietado o Homem desde os primórdios da humanidade. Ao contemplar o firmamento numa noite sem nuvens, o Homem inevitavelmente sentiu que estava perante algo que o transcendia e que obrigatoriamente tinha uma componente divina. O nosso conhecimento e mentalidade evoluíram, mas o fascínio pelo desconhecido continua bem vivo quando olhamos para o céu numa noite estrelada. Onde anteriormente víamos deuses e deusas, hoje vemos galáxias, estrelas e planetas, mas continuamos sem uma resposta coerente para a ancestral questão da existência, ou não, de vida no universo.Será, de facto, a Terra o único corpo celeste a conter organismos vivos no universo? A visão antropocêntrica da vida no cosmos tem sido expressa em numerosos ritos sociais e religiosos que estabelecem a ligação estreita entre o Homem e o seu eventual criador divino. Todos os livros sagrados das principais religiões que existiram e existem, defenderam ou defendem esse primado. O homem e a mulher, bem como todos os outros organismos vivos do nosso planeta seriam os únicos seres que habitariam o cosmos.Mas será de facto assim? A resposta pode ser encontrada através da investigação efectuada e em curso no domínio da Astrobiologia. Esta ciência pode ser definida como um novo campo multi e transdisciplinar do conhecimento dedicado ao estudo da origem, evolução e distribuição da vida no universo e, por consequência, no nosso planeta. Neste sentido, estes estudos deverão ser considerados como elementos reguladores da nossa própria dimensão no universo, com as inevitáveis consequências na maneira como o Homem se posiciona no complexo sistema cosmológico de que faz parte e naturalmente na relação que estabelece com a Terra e com todas as comunidades biológicas que a povoam.Nota: a entrada é gratuita. Aos pais que venham com filhos propomos que, enquanto decorre a palestra, estes possam realizar outra actividade que decorra na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.contactos 234 427 053 ou fabrica.cienciaviva@ua.pt
November 17 2009, 2:04am | Comments »
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Sol nasceu nas mãos dos jovens da APPACDM de Coimbra
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia: Exposição de relógios solares é o ponto culminante do trabalho realizado pela associação de Coimbra no âmbito do Ano Internacional da AstronomiaO Ano Internacional da Astronomia proporcionou aos jovens da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra descobrirem a maior estrela do Sistema Solar e ainda construírem relógios de Sol. "O Sol quando nasce é para todos" é o nome do projecto educativo promovido pela APPACDM que se dá agora a conhecer ao público em geral sob a forma de uma exposição. O certame é inaugurado no dia 16 de Novembro (segunda-feira), pelas 11 horas, e poderá ser visitado até 20 de Novembro na Casa Municipal da Cultura de Coimbra. A entrada é livre.Diferentes relógios de Sol ganharam forma no Colégio de Santa Maria em Coimbra, no Centro de Actividades Ocupacionais de S.Silvestre, no Centro de Formação Profissional da Casa Branca em Coimbra, no Centro da Tocha e no Centro de Montemor-o-Velho, graças ao programa educativo "O Sol quando nasce é para todos". Desenvolvido ao longo dos últimos meses pelos diferentes centros da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra, no âmbito do Ano Internacional da Astronomia, o projecto ganha nova dimensão com a exposição apresentada na segunda-feira, 16 de Novembro, pelas 11 horas, na Casa Municipal da Cultura."A APPACDM tem por princípios gerais a integração e participação na sociedade: os jovens com deficiência mental devem intervir como qualquer outro cidadão nos acontecimentos sociais, culturais e científicos da sociedade que os rodeia. Afinal o Sol, quando nasce, é para todos", frisa Helena Albuquerque. "Com essa exposição, tal como com outras iniciativas que promovemos, pretendemos mostrar que eles são cidadãos de pleno direito, combatendo a sua "invisibilidade" tão cómoda ainda para alguns, e tentanto desfazer muitos "tabus" ainda existentes que levam por vezes a sociedade a exclui-los culturalmente", esclarece a Presidente da APPACDM Coimbra.À entrada do Colégio de Santa Maria (Coimbra), que apoia crianças até aos 5 anos em regime integrado, do Centro de Actividades Ocupacionais de S.Silvestre, do Centro de Formação Profissional da Casa Branca (Coimbra) e do Centro da Tocha estão agora relógios de Sol. No caso do Centro de Montemor-o-Velho, a associação foi apoiada pela Câmara Municipal e instalou o seu relógio no miradouro turístico da cidade."Quase todos os jovens dos centros envolveram-se neste projecto, uns fazendo os desenhos, outros trabalhando na sua concepção, outros executando o projecto", revela Helena Albuquerque. "Foi dada formação, no âmbito do Ano Internacional da Astronomia, a alguns dos nossos técnicos pelo coordenador do AIA2009 em Portugal, João Fernandes, na área da Astronomia para que pudessem construir em cada um dos centros da APPACDM de Coimbra um relógio de Sol", recorda a responsável.A partir da próxima segunda-feira (16), o público poderá descobrir na Casa Municipal da Cultura o trabalho realizado pelas crianças, pelos adolescentes e pelos jovens adultos da APPACDM. "O Sol quando nasce é para todos" reúne material ilustrativo da "caminhada" feita em cada um dos centros da APPACDM, de testemunhos dos jovens que ajudaram a construir os relógios de Sol a pinturas elucidativas sobre o Sol e fotografias do projecto e dos diferentes relógios de Sol nas suas várias fases de execução."O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS foi um projecto muito motivador que foi abraçado por todos os intervenientes. Ninguém tinha formação em Astronomia, mas todos os nossos colaboradores dispuseram-se desde o princípio a estudar estes assuntos e acompanharam bem a formação dada por João Fernandes", sublinha Helena Albuquerque. "Quanto aos jovens, foi algo que gostaram muito de fazer, quer pelo que aprenderam sobre o movimento do Sol e a sombra que ele gera nos corpos terrestres, quer por toda a parte lúdica e artística que acompanhou todo o processo, da concepção à execução", conclui ainda.No dia 19 de Novembro (quinta-feira), pelas 11 horas, João Fernandes anima ainda no Auditório da Casa Municipal da Cultura uma conferência sobre o tema do Sol para os jovens da APPACDM. A exposição "O Sol quando nasce é para todos" está patente até 20 de Novembro em Coimbra.
November 13 2009, 10:01am | Comments »
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Galileu ao alcance de todos
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Dos telescópios de todo o país directamente para o Facebook e Twitter, ser Galileu por um dia é agora mais fácil. No próximo fim-de-semana, podemos espreitar o Sol, tal como o famoso cientista, em Bragança, Espinho, Mira, Constância e São Pedro do Estoril.Olhar o Sol de frente, descobrir-lhe os segredos e tornar-se por momentos um cientista do longínquo século XVII, fascinado com o novo mundo que só uma luneta deixa descobrir. Este fim-de-semana, o Ano Internacional da Astronomia desafia os portugueses a ousarem passear os seus olhos pela estrela mais próxima da Terra. As 'visitas' guiadas ao Sol terão lugar nos dias 14 e 15 de Novembro em Bragança, Espinho, Mira, Constância e São Pedro do Estoril.A iniciativa está integrada no projecto do Ano Internacional da Astronomia "E Agora Eu Sou Galileu", que desde Fevereiro tem dado a conhecer os objectos do céu observados por Galileu Galilei há precisamente 400 anos e que acabariam por torná-lo um dos mais aclamados cientistas de todos os tempos: Vénus, Lua, Saturno, Júpiter e as manchas solares.Do século XVII directamente para o século XXI, o desafio do Ano Internacional da Astronomia pode ser acompanhado em tempo real nas redes sociais. De olho no "E Agora Eu Sou Galileu" já anda o pequeno pássaro azul do servidor de microblogging Twitter (aqui). As últimas novidades sobre o projecto podem ainda ser encontradas online na página do Facebook ).Na próxima sexta-feira, há "voltas" ao Sol em telescópio no Centro Ciência Viva de Bragança (das 14 às 17 horas), no Centro Multimeios de Espinho (a partir das 15 horas) e no Observatório Astronómico de Mira (das 15 às 18 horas).No mesmo dia, o Sol vai ainda estar debaixo de olho no Parque de Astronomia de Constância (das 15 às 19 horas), uma cortesia do Centro Ciência Viva local, e em São Pedro do Estoril, no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal (Avenida Marginal), numa organização do NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia.O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
November 12 2009, 4:49pm | Comments »







