Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Nuno Markl, Luís Represas, Nicolau Breyner, Sérgio Godinho e Sílvia Alberto são algumas das caras de uma equipa que vai trocar por miúdos os grandes temas do Universo, a partir de hoje na RTP1 e de amanhã na RTP2.Explicar buracos negros num minuto pode ser uma tarefa de peso para um(a) cientista; e para uma estrela da TV ou um humorista? Nuno Markl, Jorge Gabriel e Sílvia Alberto aceitaram o desafio e, com eles, muitas outras estrelas portuguesas decidiram vestir a camisola do Ano Internacional da Astronomia e trocar por miúdos os grandes temas do Universo. O resultado passa a partir de hoje na RTP1 e de amanhã na RTP2.Sílvia Alberto, Nicolau Breyner, Carla Chambel, Helena Coelho, Jorge Gabriel, Maria Gambina, Sérgio Godinho, Nuno Markl, Margarida Martins, Francisco Mendes, Luís Represas, Cláudia Semedo e Vitor de Sousa são os 'astrónomos' de serviço nos spots de "1 Minuto de Astronomia", que abordarão temas aparentemente tão complexos como o Big Bang, a morte do Sol, a matéria negra ou os planetas extra-solares.“Foi um prazer colaborar neste projecto que vai levar a astronomia ao grande público, duma forma leve e informal”, reconhece Sílvia Alberto. A apresentadora foi uma das personalidades que aceitou o desafio e a quem coube a árdua tarefa de explicar porque é que a astronomia é tão importante.Numa linguagem clara a acessível, os convidados de "1 Minuto de Astronomia" explicam complexos conceitos científicos. Para além dos 13 episódios televisivos, existe também uma página na Internet (aqui) onde os mais curiosos poderão encontrar informações detalhadas sobre os temas abordados, desta vez explicados em pormenor por vários astrónomos e astrofísicos portugueses.O lançamento do programa de televisão constitui um dos eventos fortes das comemorações do Ano Internacional da Astrononomia (AIA 2009). "1 Minuto de Astronomia" é patrocinado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e é produzido pela Science Office (scienceoffice.org) e Duvideo (www.duvideo.pt). Uma apresentação pública do projecto terá também lugar a 28 de Novembro, no Pavilhão do Conhecimento, por ocasião do encerramento da "Semana da Ciência e da Tecnologia".O AIA 2009 é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).Horários:RTP1Quarta-Feira, 4 de Novembro 9:27 / 11:37 / 17:10 / 18:30Quinta-Feira, 5 de Novembro 9:21 / 11:36 / 14:20 / 17:08 / 18:40 / 22:47 / 02:38Sexta-Feira, 6 de Novembro 9:28 / 11:36 / 14:22 / 17:11 / 18:37 / 0:57 / 2:40Sábado, 7 Novembro 9:49 / 11:35 / 15:58 / 17:15 / 18:13 / 22:59 / 02:55Domingo, 8 de Novembro 10:00 / 14:45 / 17:12 / 18:28 / 22:59 / 02:41RTP2Quinta-Feira, 5 de Novembro 13:00 / 20:31 / 21:06 / 1:15 / 2:07Sexta-Feira, 6 de Novembro 13:58 / 16:47 / 19:25 / 0:18 / 02:00
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Um minuto de astronomia
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/um-minuto-de-astronomia.html
November 4 2009, 2:19pm | Comments »
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SEMANA ASTRONÓMICA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/semana-astronomica.html
Informação recebida de Carlos Oliveira, que dinamiza o blogue Astro.pt:Esta semana foi bastante pródiga em notícias de astronomia! Tivemos uma semana verdadeiramente astronómica!Recomendo estas notícias:Foram descobertos 30 novos exoplanetas (não foram 32). O Luis Lopes explica tudo direitinho.http://astropt.org/blog/2009/10/19/30-novos-exoplanetas/E o descobridor português, Nuno Santos, até nos concedeu uma entrevista!http://astropt.org/blog/2009/10/27/nuno-santos-fala-ao-astropt-org/No fim-de-semana saiu o Relatório Final com as recomendações para a NASA - estas são as opções para a exploração espacial nos próximos 10 anos.http://astropt.org/blog/2009/10/24/planos-da-nasa/Os U2 deram um concerto fenomenal. E o melhor é que teve carradas de astronomia. No nosso post pode ver todo o concerto dos U2!http://astropt.org/blog/2009/10/27/u2/Mas o blog teve esta semana muitas mais notícias. Pode ler mais em: http://astropt.org/
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October 29 2009, 3:13am | Comments »
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JANTAR EM MARTE E PASSEIOS PELO SISTEMA SOLAR
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/jantar-em-marte-e-passeios-pelo-sistema.html
Informação recebida da organização portuguesa do Ano Internacional da Astronomia (na imagem, o planeta Marte):Portugal vai unir-se a mais de meia centena de países de todos os cantos do globo naquele que pretende tornar-se, em apenas três dias, num dos maiores eventos de divulgação científica de sempre.Pretende tornar-se num dos maiores eventos de divulgação científica alguma vez realizados e Portugal não vai ficar de fora. No Ano Internacional da Astronomia, mais de meia centena de países vão juntar-se nos dias 22 e 24 de Outubro às comemorações das "Noites de Galileu". De Portalegre a Bragança, de Lisboa à Guarda, os portugueses são convidados a passearem pelo Sistema Solar e a revistarem os achados que ajudaram Galileu Galilei, há 400 anos e com uma luneta apenas, a mudar a História da Humanidade.Em visitas guiadas pelo céu nocturno ou controlando, a partir do computador e sem sair de casa, um telecópio de ponta de um qualquer lugar remoto do mundo (ver mais informações aqui), todos são desafiados a descobrir, na primeira pessoa, o que um dos mais famosos astrónomos de todos os tempos conseguiu ver em 1609 com uma luneta que ele próprio tinha construído. O Sol, Vénus, Júpiter e os seus anéis, Saturno e as estrelas da Via Láctea são alguns dos objectos que desfilarão à frente de milhões de pessoas de todo o mundo.As "Noites de Galileu" incluem ainda um concurso mundial de astrofotografia, que termina a 27 de Outubro e que premiará os melhores a fotografarem o céu visto a partir da Terra e os objectos celestes mais longínquos (o regulamento do concurso está disponível online aqui).Originalidade a NorteA Norte, as "Noites de Galileu" contarão com algumas iniciativas mais originais.Em Braga, no dia 23 de Outubro às 21 horas, a Biblioteca do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e a ORION convidam o público a "Ler com Estrelas", naquele que será um invulgar passeio pelo Sistema Solar realizado ao som de passagens literárias seleccionadas e de música ao vivo.Em Bragança, os curiosos (com ou sem conhecimentos de Astronomia) poderão vestir a pele de Galileu e, como o cientista, contemplar o Sol. A sessão de observação astronómica, pensada para todos os públicos, terá lugar no dia 23 de Outubro, das 15 às 17 horas, no Centro Ciência Viva de Bragança.A Lua e Júpiter serão os grandes protagonistas da "Noite das Estrelas" em Sandim, Vila Nova de Gaia, uma cortesia da junta de freguesia local. No dia 24 de Outubro, a partir das 18 e até às 22 horas, os sandinenses são desafiados a unirem-se às celebrações mundiais do Ano Internacional da Astronomia no parque de estacionamento da igreja, observando com os seus próprios olhos os astros que Galileu Galilei estudou em 1609. Os participantes poderão ainda conhecer as técnicas que os especialistas hoje utilizam para registarem fotograficamente os objectos celestes. Por sua vez, na cidade de Vila Nova de Gaia, terá lugar uma conferência sobre os feitos de Galileu e o Ano Internacional da Astronomia, que decorrerá no dia 24 de Outubro, às 15 horas, na Associação Cultural Amigos de Gaia.No Porto, os passeios pelo Cosmos terão lugar no Planetário do Porto. No dia 23 de Outubro, das 21 às 23 horas, os portuenses poderão juntar-se a uma observação nocturna com telescópio, promovida pelo CAUP - Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. No dia 24, o Planetário do Porto levará ainda pequenos e graúdos em dois passeios pelo céu com as sessões de planetário "O Vítor vai à Lua" (sessão infantil, às 15 horas) e "Visões do Cosmos" (sessão para todos, às 16 horas). No mesmo dia, das 15 às 17h, os curiosos poderão ainda, no mesmo local, observar o Sol com telescópio, uma cortesia do CAUP.Em São João da Madeira, a anfitriã das "Noites de Galileu" é a Escola Secundária Serafim Leite. Nos dias 22 e 23 de Outubro a partir das 20h30, o Clube de Astronomia da instituição organiza sessões de observação do céu abertas a todos, com uma incursão pelos trabalhos de Galileu.De Espinho vem a proposta para um jantar "muito espacial". "Alguma vez imaginou como seria beber uma boa chávena de café na Lua? Ou talvez comer um gelado enquanto orbita em torno de Saturno e dos seus anéis? E como seria... jantar em Marte?", pergunta o Centro Multimeios de Espinho, que convida todos os interessados, no dia 24 de Outubro, a jantarem sob as estrelas enquanto navegam pelo espaço interplanetário. Com início às 20 horas, o "Jantar em Marte" permitirá um olhar mais atento às maravilhas do Sistema Solar, "aquelas que, com a sua luneta, Galileu olhou pela primeira vez há 400 anos e que ainda assim lhe permitiram mudar a História da Humanidade", avança a organização.Em Aveiro, as "Noites de Galileu" são celebradas com passeios colectivos pelo céu nocturno, no Campus de Santiago. A iniciativa decorre no dia 24 de Outubro, das 21h30 às 23 horas, junto ao Departamento de Física da Universidade de Aveiro.Na Guarda, a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de São Miguel é o palco das comemorações dedicadas a Galileu Galilei, com a organização de uma sessão de observação astronómica no dia 23 de Outubro a partir das 20h30.No distrito de Coimbra, as "Noites de Galileu" serão celebradas no dia 24 de Outubro, a partir das 15 horas, no Observatório Astronómico de Mira, com um passeio guiado pelo céu aberto à participação de todos. Em Vila Nova (Miranda do Corvo), a iniciativa dá ainda o mote a um curso de introdução à Astronomia, que terá lugar aos sábados, até 7 de Novembro.Rumo a Sul, sempre a olhar o céuEm Fátima as festividades estarão a cargo do Colégio do Sagrado Coração de Maria. A 22 de Outubro, a partir das 21 horas, a escola põe em marcha o projecto de observações astronómicas "Ser Galileu por um dia... é um sin@l de esperança".Com as escolas em grande numa noite dedicada à Astronomia, nas Caldas da Rainha é possível ser Galileu e percorrer os seus astros na Escola Secundária Raul Proença. A iniciativa "Noite de Galileu" terá lugar no dia 22 de Outubro, das 19 às 20 horas.No Entroncamento também há "Noites de Galileu". No dia 23 de Outubro, das 19h30 às 23h30, a Escola Dr. Ruy D'Andrade dá asas às "Noites de Galileu na Escola", com um passeio pelo céu nocturno.Em Santarém, Constância volta a aderir a mais um projecto do Ano Internacional da Astronomia. No dia 24 de Outubro, das 15 às 19 horas, o Centro Ciência Viva de Constância desafia todos os amantes da astronomia e os que nada sabem sobre as estrelas a espreitarem o misterioso céu de Galileu Galilei.E porque Lisboa também não poderia ficar de fora de um evento de magnitude internacional, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) promove uma noite dedicada a Júpiter e às suas luas. Nos dias 23 e 24 de Outubro, a partir das 20 horas, o público presente na Tapada da Ajuda poderá, assim, desfrutar de uma visita guiada pelo observatório, olhar com a ajuda de telescópios o gigante gasoso do Sistema Solar e fazer uma incursão pelas estrelas, enxames e nebulosas da Via Láctea, compreendendo assim o impacto do trabalho de Galileu na História da Ciência.Em Cascais, a aventura celeste terá lugar no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, em São Pedro do Estoril, uma cortesia do NUCLIO- Núcleo Interactivo de Astronomia. No dia 22 de Outubro, a partir das 21 horas, haverá uma sessão de observação nocturna com telescópios. No dia seguinte, as comemorações começam às 21h30 com a palestra "Um património da humanidade em perigo: a poluição luminosa e os seus problemas", orientada pelo investigador Guilherme de Almeida e à qual se seguirá mais um passeio celeste com telescópios. Já o dia 24 de Outubro começa com um workshop em astronomia para professores (a partir das 10h), seguindo-se, a partir das 15h, três horas de ateliers infantis "Aprender é Divertido", onde os mais pequenos poderão 'cozinhar' planetas, divertir-se com fantásticos jogos astronómicos e, ao mesmo tempo, descobrir a vida e a obra de Galileu Galilei. Das 16h às 17h30, os mais curiosos poderão então espreitar o Sol através de telescópios, para depois mergulharem com o astrónomo José Afonso no mundo da ciência que estuda os corpos celestes com a palestra "Sob o signo de Galileu: evolução no passado, novos horizontes no presente e a perseverança no futuro da Astronomia" (às 21h30). A partir das 22h30, haverá lugar a novo passeio pelo céu nocturno.Em Setúbal, o palco das "Noites de Galileu" fica na Atalaia (Montijo). Nos dias 23 e 24 de Outubro, a partir das 19h30 e pela madrugada fora, os curiosos podem juntar-se a uma equipa de astrónomos amadores e passear pelos recantos do horizonte celeste, a partir de um local privilegiado, afastado da poluição luminosa das grandes cidades. Os interessados em participar nesta aventura espacial deverão consultar o site da organização (aqui), onde encontrarão todas as dicas necessárias para chegarem ao local das observações.Ponte de Sôr (Portalegre) é outro dos concelhos que celebram os 400 anos das observações realizadas por um dos maiores astrónomos de todos os tempos. Em Montargil (Laranjal), a Associação Nova Cultura de Montargil promove, a 23 e 24 de Outubro a partir das 20h30, passeios pelo céu nocturno, abertos a todos os interessados.
October 21 2009, 5:47am | Comments »
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'CAIS' ESPECIAL DEDICADA AOS PORTUGUESES EXPLORADORES DO UNIVERSO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/cais-especial-dedicada-aos-portugueses.html
Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:No ano que a ONU dedicou à Astronomia, a Revista CAIS vai lançar um número especial sobre os investigadores e as empresas portuguesas que estão a ajudar-nos a conquistar o Espaço.Os investigadores e as empresas portuguesas que todos os dias trabalham na linha da frente da exploração espacial vão estar em destaque na edição especial da revista 'CAIS', que será lançada no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no dia 20 de Outubro às 18 horas. A iniciativa conta com o apoio do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) e da Agência Ciência Viva.Numa 'CAIS' especial que alia a divulgação científica à espectacularidade das imagens sobre o Universo, o público poderá saber mais acerca dos cientistas portugueses que trabalham na Agência Espacial Europeia (ESA) e no Observatório Astronómico do Sul (ESO). Em destaque estarão também duas empresas nacionais que produzem tecnologia de ponta para o mercado aeroespacial internacional: a Critical Software e a Active Space Technologies."No contexto da missão de promover a cultura científica e tecnológica junto da população portuguesa, a publicação de uma edição da revista CAIS exclusivamente dedicada a um tema científico permite-nos chegar a uma parte da população que está normalmente mais afastada da ciência e da tecnologia. Vai ser um canal privilegiado para dar a conhecer a importância da ciência no desenvolvimento da sociedade moderna, e no desenvolvimento futuro do nosso próprio país", sublinha Ana Noronha, directora executiva da Ciência Viva.Para o Comissário Nacional do AIA 2009, João Fernandes, "a associação entre AIA e a revista 'CAIS' é uma forma original de transmitir uma das ideias mais fortes das celebrações do Ano Internacional da Astronomia: a Astronomia como veículo de progresso social, cultural e científico/tecnológico das nações".No Pavilhão do Conhecimento, a cerimónia de lançamento da revista contará, durante todo o dia e até às 18 horas, com sessões gratuitas de planetário para todos os visitantes. Na apresentação estarão presentes, para além de astrónomos e associações que desenvolvem trabalho de intervenção social, o comissário nacional para o AIA 2009, João Fernandes, o presidente da Sociedade Portuguesa de Astronomia, Miguel Avillez, a directora executiva da Ciência Viva, Ana Noronha, e o director da CAIS, Henrique Pinto. A entrada é livre.O lançamento da revista no Pavilhão do Conhecimento tem, para a 'CAIS' um significado especial. Para além de promover a divulgação da Astronomia ao público em geral, é sobretudo uma forma de "integração, inclusão e capacitação social de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, através do Conhecimento e do enriquecimento intelecto-cultural proporcionado pela visão de um 'admirável mundo novo' que será, de facto, para estas pessoas, o contacto com a Astronomia, em particular, e com a Ciência e Tecnologia, no geral", explica Amílcar Fidélis, da direcção editorial da revista.Por outro lado, sublinha o responsável, "um evento desta natureza - a sua divulgação mediática e junto das 'elites' culturais, académicas e científicas - terá impacto para o contínuo reforço e fortalecimento das capacidades da Associação CAIS, na sua luta diária contra a pobreza em Portugal e na captação de novos parceiros que se juntem no apoio à nossa causa".Teresa Lago, uma das figuras de referência da Astronomia em Portugal, é outro dos rostos da edição especial da 'CAIS'. À revista, a investigadora fez um balanço das conquistas passadas e dos desafios que enfrentam as instituições astronómicas da Europa, nas quais Portugal está representado.Para sentir o pulso do futuro da Astronomia em Portugal, a 'CAIS' conversou ainda com os dois vencedores da última edição das Olimpíadas Nacionais da Astronomia.Mas porque o estudo dos astros tem também um passado que importa conhecer, o público poderá também descobrir neste número especial um pouco mais acerca do seu percurso histórico, desde as manifestações astronómicas mais remotas até ao pioneiro da ciência em Portugal, Pedro Nunes.
October 17 2009, 5:27am | Comments »
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MEDIR OS CÉUS PARA DOMINAR A TERRA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/exposicao-de-astronomia-no-museu-de.html
Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (clicar na imagem para ver melhor) sobre numa exposição que lá inaugura a 22 de Outubro.
October 16 2009, 9:16am | Comments »
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EXPLICAR AS CONSEQUÊNCIAS DA CIÊNCIA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/explicar-as-consequencias-da-ciencia.html
Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Presidente da Sociedade Portuguesa de Astronomia alertaHÁ QUE EXPLICAR AS CONSEQUÊNCIAS DA CIÊNCIA NA VIDA DIÁRIA DOS PORTUGUESESPortugueses aprendem ciências como a Matemática, a Física e a Astronomia "sem compreenderem o impacto real" que elas têm nas suas casas. "É aqui que falha a divulgação da Ciência em Portugal", alerta Miguel Avillez no balanço do Ano Internacional da Astronomia."Em Portugal faz-se muita ciência, divulga-se muita ciência, mas o público continua alheado do mundo científico, simplesmente porque não compreende o impacto real que conhecimentos como a Matemática, Física ou a Astronomia têm nas suas casas". O diagnóstico é do presidente da Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA), Miguel Avillez, para quem "faz falta uma cultura de retorno científico em Portugal".No balanço da reunião da Comissão Nacional do Ano Internacional da Astronomia, o presidente da SPA reconheceu o "sucesso" que o AIA2009 está a ter em Portugal e garantiu que o projecto vai continuar na estrada mesmo depois do fim do ano."Ao contrário do que acontece em muitos países estrangeiros, faz falta uma cultura de retorno científico em Portugal. Ou seja, ensinamos muita ciência, mas não incutimos aos nossos filhos e aos nossos alunos as consequências que a ciência tem no nosso dia-a-dia", frisa Miguel Avillez."Quando fabricamos um novo instrumento para Astronomia temos de saber que essa tecnologia, mais tarde ou mais cedo, irá aparecer em utensílios do dia-a-dia, como aconteceu com os CCD, cuja tecnologia foi aplicada às máquinas fotográficas digitais. A cultura sobre as consequências da ciência deve ser promovida junto dos jovens desde muito cedo pela própria família e pela escola", referiu ainda o presidente da SPA.No rescaldo da reunião que levou a Coimbra astrónomos e divulgadores de Ciência de todo o país, o presidente da SPA garantiu que o projecto nacional de divulgação de Astronomia vai continuar, mesmo após o final das comemorações do Ano Internacional. "Frequentemente os anos internacionais não deixam um legado visível. Não podemos deixar que o mesmo aconteça com o AIA. Não vamos deixar a Astronomia cair no esquecimento", garantiu Miguel Avillez.Para agilizar a divulgação da Astronomia em Portugal no pós-2009, a SPA vai lançar o projecto "Rede de Contactos", uma base de dados que reunirá online os contactos de astrónomos profissionais e amadores e de instituições de investigação, agenda de actividades, um blogue e outras informações sobre a Astronomia praticada em Portugal.Entre as várias actividades a apoiar encontram-se a "Noite das Estrelas", acções de formação de professores dos vários graus de ensino, a criação de um manual de Astronomia para as escolas e uma base de dados de equipamento científico, para ajudar os professores do ensino básico e secundário a disporem da informação necessária sobre o equipamento existente nas diversas escolas.O Ano Internacional de Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
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October 14 2009, 6:51pm | Comments »
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O OBSERVATÓRIO REAL DA MARINHA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/o-observatorio-real-da-marinha.html
Entre os livros mais bonitos publicados este ano – e que poderão constituir, seguramente, óptimas prendas para o Natal que se avizinha – escolho divulgar um: “Observatório Real da Marinha”, de António Estácio dos Reis, publicado recentemente pelos Correios de Portugal.Estácio dos Reis é um Comandante da Marinha Portuguesa que, de há largos anos a esta parte, se tem dedicado à história da nossa ciência e tecnologia, uma história que passa pelas navegações que os portugueses fizeram. Depois de ter ingressado na Escola Naval em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, o autor percorreu os sete mares, a bordo de várias embarcações, para se vir a reformar em 1980 como capitão-de-mar-e-guerra, tendo exercido funções primeiro no Museu da Marinha e depois na Biblioteca Central da Marinha, anexa a ele, nos Jerónimos, em Lisboa. Espírito muito vivo, o autor continua hoje a investigar instrumentos náuticos, aprofundando a história da respectiva construção. No seu notável palmarés de historiador da ciência e tecnologia destaca-se a descoberta do único instrumento, usando o nónio de Pedro Nunes, fabricado no século em que aquele sábio viveu: foi desencantá-lo, por um “acaso feliz”, no Museu de História de Ciência de Florença. Assinou outros belos livros: um, bilingue, sobre instrumentos de navegação intitulado “Medir Estrelas”, saído também do prelo dos CTT em 1997, outro com estampas náuticas, “Os Navios do Ocidente”, publicado pela Gradiva em 2001, e outro ainda sobre “Astrolábios Náuticos”, publicado pela INAPA em 2002. Para já não falar de um outro livro mais recente mas menos luxuoso, mas que se lê com prazer: “Gaspar José Marques e a Máquina a Vapor. Sua Introdução em Portugal e Brasil” (Edições Culturais da Marinha, 2006), que conta a história das duas primeiras máquinas a vapor entre nós, ambas mas sucedidas: uma chegou, em 1804, a Buarcos, Figueira da Foz, às minas de carvão mas nunca chegou a ser montada, e a outra, de 1811, para imprimir moeda, era destinada ao Brasil, mas naufragou no caminho...O seu último livro, o qual, tal como “Medir as estrelas”, é acompanhado por uma série filatélica (os mais novos já não se vão lembrar do tempo em que havia cartas com selos!), conta a história atribulada de uma instituição científico-técnica que só durou três quartos de século: o Observatório Real da Marinha (1798-1874). O livro poder-se-ia chamar “Nascimento, vida e morte de um dos mais antigos observatórios astronómicos portugueses”. Serve, para além de nos consolar a vista com as magníficas fotografias e ilustrações, para ficarmos a saber como, num país de marinheiros, foi difícil a progressão de uma instituição que era essencial para a aprender a navegar. Que diferença para o Observatório Real de Greenwich, fundado pelo rei Carlos II (o consorte da nossa D. Catarina de Bragança) em 1675, nos arredores de Londres, onde, a partir de 1884, ficou marcado o meridiano de referência mundial!O Observatório da Marinha foi criado em 1798, sob proposta de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, na altura secretário de Estado de Negócios da Marinha. O seu primeiro director foi Manuel do Espírito Santo Limpo, capitão-de-fragata e lente de Matemática e Navegação da Real Academia da Marinha, que, em jovem, quando era cabo-de-esquadra no Regimento de Artilharia do Porto, foi preso pela Inquisição e levado em auto-de-fé, com o conhecido matemático e poeta Anastácio da Cunha (“O Lente Penitenciado” de Aquilino Ribeiro). O fim do Observatório era a instrução prática dos cadetes de Marinha, pelo que não admira que se situasse no Arsenal da Marinha, na zona da Ribeira das Naus, perto do Terreiro do Paço, em Lisboa (onde hoje está em curso um projecto de reabilitação urbanística que prevê uma mini-praia fluvial). Infelizmente, esse sítio não era o ideal, não só por não haver aí espaço suficiente, mas não haver aí as melhores condições parta observações tranquilas. A ideia bem podia ser aparentada à de Greenwich, mas as instalações eram uma pálida sombra do seu congénere britânico...As peripécias do Observatório começaram logo à nascença. Em 1809, pouco depois de a Família Real fugir para o Brasil, acossada pelas tropas de Junot, muito do material de observação foi mandado encaixotar e enviado por uma nau para o Brasil. Estácio dos Reis diz-nos que, apesar de todos os seus esforços, se perdeu o rasto do que aconteceu do outro lado do Atlântico a esses valiosos instrumentos. Aventa a hipótese de terem sido derretidos no tempo da Segunda Guerra...Em 1822, por motivo de obras, os novos instrumentos que entretanto se tinham reunido no Observatório foram deslocados para o Colégio dos Nobres, onde hoje é o Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, na Rua da Politécnica. Aí também eram precisas obras para instalação, que foram sendo dificultadas, por via até de entaipamento de janelas por ordem sabe-se lá quem. Em 1829 entra em cena um dos principais personagens do Observatório, Filipe Folque, doutor pela Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, que nessa data pede para lá entrar como ajudante. O director prefere empregar o seu próprio filho, mostrando que a “cunha familiar” é bem antiga. Entretanto, em 1843 um incêndio lavrava no Colégio dos Nobres, salvando-se os instrumentos astronómicos (não seria o último grande incêndio nesse sítio, como se sabe). Folque, que foi lente da Academia da Marinha e mestre de Matemática dos filhos de D. Maria II, haveria finalmente de conseguir entrar, em 1856, tornando-se um dos grandes impulsionadores do Observatório, entretanto regressado ao Arsenal. Foi ele também que impulsionou a construção do Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda, cujas primeiras observações remontam a 1867 e que hoje está integrado na Universidade de Lisboa (a nova instituição, apesar de dirigida por oficiais da Marinha até 1930, era “civil”). Diculdades orçamentais impediam a coexistência dos dois observatórios, pelo que o Real da Marinha teve de ser sacrificado. O seu edifício tinha ficado abalado por um terramoto em 1858. No meio de várias atribulações, a instituição conheceu uma morte inglória em 1874. Uma morte tanto mais inglória quanto alguns dos instrumentos que albervava ficaram na Escola Naval mas perderam-se num incêndio em 1916. Folque morria escassos meses depois de ver o Observatório morrer.Estácio dos Reis deixa uma proposta para recordar o Observatório. Como, nos seus últimos tempos, o edifício tinha um mastro com um balão, cuja queda marcava o meio-dia, o autor propõe a construção de uma réplica desse balão na moderna Agência de Segurança Marítima Europeia, construída quase no mesmo lugar. É uma ideia curiosa, que bem podia encontrar eco...
October 12 2009, 7:58pm | Comments »
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Apontamentos para a História da Astronomia Portuguesa
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/apontamentos-para-historia-da.html
Novo post de António Mota de Aguiar (na foto, frontaria do Observatório Astronómico de Lisboa):Se olharmos para a história da Astronomia portuguesa verificamos que ela vive um momento de desenvolvimento, iniciado nos anos 90. Hoje em Portugal existem vários departamentos e centros que estudam astronomia, que formam licenciados, mestres e doutores, e há também infra-estruturas de apoio. Faz-se em Portugal investigação científica nesta área a nível internacional. Para encontrarmos algo semelhante ao ciclo actual temos que perscrutar o passado.Encontramos, nos séculos XV e XVI, a Astronomia Náutica. No século XV o grande mentor das navegações foi o Infante D. Henrique. Nesse século e na primeira metade do seguinte tivemos marinheiros, como Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral, e homens de ciência, como Abraão Zacuto e Pedro Nunes. Existiram aqui escolas de navegação e dos portos lusos partiam caravelas à descoberta de mundos. Estes feitos marcam a primeira globalização no planeta. Os monarcas estavam empenhados no projecto de expansão: por exemplo, D. João II tinha um claro projecto de descobertas marítimas.Se é certo que D. João III desenvolveu entre nós a cosmografia também introduziu aqui, em 1540, o Tribunal do Santo Ofício, de má memória. Terminada o tempo da Astronomia Náutica, o ensino português passou a ser dominado pela Companhia de Jesus. Mau grado o pernicioso tribunal eclesiástico, o certo é que passaram por Portugal religiosos notáveis, como o jesuíta alemão Christopher Clavius, o arquitecto do calendário gregoriano, que ainda hoje temos. Clavius estudou cinco anos em Coimbra e é possível que tenha aprendido astronomia com Pedro Nunes, que era na altura professor da Universidade. Na Aula da Esfera, no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, ensinaram sábios religiosos e, em 1724, fizeram-se neste colégio, as primeiras observações astronómicas a um eclipse da lua, que Rómulo de Carvalho apelidou de “proveitosas”. Porém, a astronomia nacional quase não passou das observações desse tipo, já que, em 1752, João Chevalier, membro da Congregação dos Oratorianos ou de São Filipe de Néri [1], uma ordem mais aberta às ideias modernas que a dos Jesuítas, escrevia para o Observatório Astronómico de Paris, dizendo que a astronomia em Portugal estava muito "atrasada" [2]. Só na década de 70 desse século é que se dá como inserida no ensino superior a filosofia newtoniana [3] , havendo então ainda um longo caminho a percorrer até à sua inserção na cultura portuguesa.No período histórico entre 1590 e 1759, viveram vários religiosos iluministas portugueses como, além do já referido Chevalier: Luís António Verney, Teodoro de Almeida, João Jacinto de Magalhães, Correia da Serra, Inácio Monteiro, etc. Todos eles cultivaram e enalteceram a ciência, mas o seu trabalho não foi continuado de forma consistente. A chegada do Marquês de Pombal ao poder trouxe-nos a primeira grande tentativa de reforma da ciência em Portugal: mudou-se o ensino na Universidade de Coimbra, tendo sido criado uma cadeira de Astronomia, leccionada pelo matemático Monteiro da Rocha, ex-religioso da Companhia de Jesus, e foi construído o Observatório Astronómico de Coimbra, primeiro observatório em Portugal a funcionar em bases científicas. Com grande pompa e circunstância tinha sido criado o Colégio dos Nobres, mas os nobres não queriam estudar ciência, mas sim ter aulas de esgrima, equitação e dança, pelo que o Colégio teve de fechar passado pouco tempo.Apesar de no reinado de D. Maria I se terem criado instituições científicas de relevo, como a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Real da Marinha e a Academia Real dos Guardas Marinhas, além do Observatório Astronómico da Marinha, onde se estudou astronomia, todo o saber aí acumulado ruiu com as invasões napoleónicas, com a saída de D. João VI para o Brasil, e com as guerras civis entre liberais e absolutistas, que tiveram consequências desastrosas até quase ao final da primeira metade do século XIX. Em consequência desta situação, só encontramos homens da ciência astronómica na segunda metade desse século: Filipe Folque, Frederico Augusto Oom, Frederico Oom e Campos Rodrigues. O rei D. Pedro V, apesar de ter morrido jovem, valorizou a ciência. Além destes astrónomos tivemos também matemáticos, como Anastácio da Cunha, Daniel Augusto da Silva, Rodolfo Guimarães e Francisco Gomes Teixeira, entre outros. Na década de 80 do século XIX, surgiram os primeiros movimentos que podemos associar ao ideal republicano, como o positivismo. Contudo, apesar dos nomes mencionados e de outros, não existiam em Portugal infra-estruturas culturais de realce. Os portugueses eram, em geral, paupérrimos e continuavam, como tinha ocorrido até aí, analfabetos. A ciência não se podia construir nestas condições.Os Observatórios Astronómicos de Lisboa e Coimbra estavam inoperantes, por falta de meios financeiros para se desenvolverem, designadamente por ausência de pessoal qualificado suficiente. No caso do Observatório Astronómico de Lisboa, um exemplo a seguir seria o projecto “Carte du Ciel”, de 1887, que envolvia a utilização da chapa fotográfica a grande escala, de modo a fotografar imensas áreas do céu, e, assim, iniciar os estudos de astrofísica entre nós. Em Coimbra, o progresso teria sido ir também procurar ir além das efemérides que aí se faziam, iniciando a investigação em astrofísica O projecto “Carte du Ciel” evidencia a falha da astronomia portuguesa: o Observatório de Lisboa começou a funcionar em 1872 com o fim de fazer "observações siderais" [4] e, em 1887, rejeitava, por falta de meios financeiros, a participação nesse projecto, que lhe teria permitido dar um salto qualitativo.Com o advento da República em 1910, assiste-se a uma nova tentativa de impulsionar a ciência portuguesa. Surgem na década de 20 do século XX vários notáveis homens de ciência. Lá fora, com o surgimento da física moderna, a ciência fazia enormes progressos. E também aqui alguns cientistas, sobretudo na área da Física Matemática, tentaram disseminar o saber da física moderna. O estudo aprofundado da Relatividade e da cosmologia dela emergente, como se fazia nos países com a ciência avançada, poderia ter fornecido, nos anos 20 e 30 do século XX, os alicerces do desenvolvimento científico que Portugal deveria ter lançado, para se manter actualizado na ciência. Nessa época, começaram a regressar do estrangeiro os primeiros bolseiros da Junta de Educação Nacional. Na década de 30 cientistas defensores da corrente neo-positivista então em voga estavam apostados em divulgar o estudo da física moderna em Portugal. É conhecido o desfecho trágico que tiveram muitos desses homens de ciência. O Estado Novo reprimiu a comunidade científica, tendo prendido vários dos seus membros, enquanto outros tiveram de se exilar para o estrangeiro. A ciência era derrotada por forças retrógradas.Na primeira parte do século XX viveu o matemático Francisco da Costa Lobo, um empedernido anti-relativista, que, durante quase quatro décadas, espalhou pelo mundo uma pseudo-ciência por ele inventada, a “teoria do éter radiante”, que se opunha à Teoria da Relatividade. Não teria sido trágico para a ciência em Portugal que ele tivesse sido anti-relativista não fosse o caso de gozar da protecção do Estado Novo. Pese embora a instalação que fez de um espectroheliógrafo em Coimbra, o avanço da astrofísica que se verificou a nível mundial no século XX não foi bem acompanhado entre nós, o que impediu qualquer tentativa de se erigir em Portugal a ciência numa base sólida.Houve, portanto, em Portugal duas épocas em que podia ter ocorrido desenvolvimento da astronomia: a primeira, com a Reforma Pombalina, no final do século XVIII; e a segunda, na primeira metade do século XX. Os restantes anos da história da Astronomia Portuguesa, excluída a época da Astronomia Náutica, relativamente bem estudada, e a época actual, que ainda é cedo para analisar em profundidade, foram paupérrimos em infra-estruturas científicas. Sem ciência, o país manteve-se num estado de subdesenvolvimento crónico, com um número excessivo de pessoas iletradas. Embora tenha havido uma mão cheia de nomes ilustres, a astronomia não se desenvolveu aqui como aconteceu noutros sítios, e as ciências próximas da astronomia, como a matemática, a física e a química, tão pouco lhe puderam assegurar o necessário sustento.António Mota de AguiarREFERÊNCIAS:[1] Rómulo de Carvalho, João Chevalier, Astrónomo Português do século XVII, Memórias da Academia das Ciências, vol. XXXII, 1992-3[2] José Joaquim Dionísio, Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, Tomo XXXIV, Lisboa, 1994, p. 81[3] Rómulo de Carvalho, A Aceitação em Portugal da Filosofia Newtoniana, Revista da Universidade de Coimbra, volume XXXVI, pp. 445-457.[4] Frederico Augusto Oom, Considerações Ácerca da Organisação do Real Observatório Astronómico de Lisboa. Imprensa Nacional, p. 15, Lisboa, 1875.
October 12 2009, 7:24pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O Universo de Einstein
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/o-universo-de-einstein.html
Informação recebida da Fundação Calouste GulbenkianNo dia 14 de Outubro próximo, às 18horas, Alfredo Barbosa Henriques, do Centro Multidisciplinar de Astrofísica do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, proferirá uma conferência intitulada O Universo de Einstein. A entrada é livre.Transmissão directa nos espaços adjacentesVideodifusão http://live.fccn.pt/fcg/ "A contemplação dos céus constituiu desde sempre uma fonte de inspiração para os seres humanos. O firmamento e os astros eram o reflexo do que se passava na Terra, por vezes idolatrados, outras vilipendiados, marcando pela sua presença constante os ritmos da vida social. O modo de olhar e de compreender o nosso planeta e as suas características influenciou de forma igualmente poderosa o pensamento sobre o cosmos e os seus componentes. Pode-se dizer que o conhecimento dos astros e o saber sobre a organização das sociedades humanas sempre funcionaram como um jogo de espelhos.Por esse motivo, quando em 1610 Galileu publica o Siderius Nuncius (Mensageiro dos Céus) a mensagem que se anuncia é a da formidável revolução científica e social que a modernidade então encetava. A natureza iria igualmente revelar as suas leis, tal como qualquer sociedade civilizada, em benefício da humanidade. E, de facto, descobriram-se novos horizontes e as fronteiras do cosmos caminharam para o infinito, no espaço e no tempo. O Universo das vozes e das súplicas transformou-se num mundo de luz. Uma riqueza imensa e inesperada de novos fenómenos emerge desta extraordinária exploração, que urge apreender e compreender.O Ano Internacional da Astronomia celebra precisamente este formidável empreendimento. A Fundação Calouste Gulbenkian, a Associação Cientistas no Mundo e o Centro Ciência Viva de Constância colaboram nesta comemoração, dando a conhecer a todos o mundo em que vivemos, a sua beleza e a sua dinâmica, mas também o entusiasmo e a imaginação daqueles que diariamente interrogam e questionam as suas fronteiras.".João Caraça, Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian "Neste seminário falaremos do impacto das ideias de Einstein, em particular na Teoria da Relatividade Geral e suas aplicações na cosmologia. A cosmologia estuda o universo na sua mais larga escala, como um todo, e este estudo tem na relatividade geral o seu mais perfeito instrumento matemático. É claro que um projecto tão ambicioso só pode ser levado avante, aceitando à partida um certo número de hipóteses simplificadoras, baseadas na experiência e na observação. São estas hipóteses que definem o modelo do Big-Bang, o modelo cosmológico com maior aceitação na comunidade científica.Começaremos a palestra com uma exposição, que se pretende simples, dos conceitos básicos que definem a relatividade geral, chamando a atenção para as diferenças importantes que separam esta teoria da mecânica newtoniana. Feito isto, entraremos, então, na descrição do modelo do Big-Bang. Veremos o papel crucial que a relatividade geral tem no estudo da cosmologia, em particular na compreensão desse fenómeno espantoso que é a expansão do universo, expansão que não é uma expansão através do espaço, mas sim uma expansão do próprio espaço. Destefenómeno da expansão poderemos tirar importantes conclusões sobre o passado do universo, sobre a história da sua evolução e sobre os fenómenos físicos que foram relevantes nesta evolução.Como não podia deixar de ser, importantes dificuldades foram e estão a ser encontradas, à medida que as nossas observações se foram tornando mais precisas e sofisticadas, exigindo a introdução de novas componentes de energia e matéria do universo, cuja interpretação é, ainda, altamente problemática. Uma das maiores dificuldades, do ponto de vista teórico, resulta da aparente incompatibilidade entre a teoria da relatividade geral e a mecânica quântica que rege todos os fenómenos físicos conhecidos, com excepção das forças gravitacionais. É aqui que nos aparece a teoria das supercordas, como tentativa de ultrapassar aquelas dificuldades, através de uma unificação de todos os tipos de forças conhecidas, baseando-se numa nova representação dos fenómenos mais elementares, mas que está, ainda, longe de nos dar resultados definitivos. O mesmo se passa com outras teorias em desenvolvimento, como seja a teoria da gravitação quântica em “loop”, de que, também, falaremos muito genericamente.Será que, da resolução deste problema, relatividade geral vs. mecânica quântica, surgirá a solução das nossas dificuldades?"Alfredo Barbosa Henriques
October 12 2009, 3:11pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
AGORA, O FILME SOBRE HIPÁTIA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/agora-o-filme-sobre-hipatia.html
Movie: "Agora" (2009)Director: Alejandro AmenabarScreenwriter: Mateo Gil, Alejandro Amenabar.Starring: Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac, Ashraf Barhom, Michael Lonsdale, Rupert Evans, Homayoun Ershadi.Plot Summary: 4th century A.D. Egypt under the Roman Empire... Violent religious upheavel in the streets of Alexandria spills over into the city's famous Library. Trapped inside its walls, the brilliant astronomer Hypatia and her disciples fight to save the wisdom of the Ancient World... Among them, the two men competing for her heart: The witty, priviliged Orestes and Davus, Hypatia's young slave, who is torn between his secret love for her and the freedom he knows can be his if he chooses to join the unstoppable surge of the Christians.
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October 11 2009, 7:45pm | Comments »






