Em termos percentuais, e tendo por referência outros países europeus, diz-se quePortugal tem um forte investimento na educação. Não tem, todavia, resultados correspondentes; tem mesmo dos piores resultados. Porquê?Eu sei que vou fazer afirmações politicamente incorrectas, contra a maré dos discursosdominantes. Os economistas, especialistas e comentaristas “decretaram” (éesta a palavra certa) que se gasta de mais na educação. A ideia é falsa, mas toda agente parece aceitá-la sem discussão. Estranho e medíocre consenso! É verdadeque, durante um curtíssimo período de tempo, Portugal se aproximou, por volta doano 2000, da média dos então 15 países da União Europeia... depois de séculos deatraso. Eu digo, se aproximou, porque, em termos de despesa total por aluno, sóhavia um país que gastava menos do que Portugal, que era a Grécia; e em termosde percentagem da despesa com a educação e formação em percentagem do produtointerno bruto, Portugal continuava abaixo da média europeia. Claro que eujunto, como não podia deixar de ser, as três parcelas dos relatórios da UniãoEuropeia (despesa pública, despesa privada e despesa das empresas). É assim quese fazem as contas. É assim que se definem os objectivos estratégicos dos países.Mas os nossos economistas, que gostam de torturar os dados até que eles confessem,limitam-se a citar a primeira parcela (despesa pública) e partem daí para umraciocínio que está todo ele errado. Desenganemo-nos. É urgente um maioresforço do Estado, e um maior esforço das famílias, e um maior esforço das empresas.Não queiramos colher aquilo que não semeámos!António Nóvoa, entrevista aSaber e Educar, 11, 2006
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Velha questão do (excesso) financiamento
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July 5 2010, 3:42am | Comments »
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