Começa assim o post colocado hoje no Vox Nostra: Ao longo dos anos, o Agrupamento de Beiriz tem vindo a desenvolver várias práticas relacionadas com a avaliação interna (e mesmo avaliação externa). No seguimento desta filosofia de trabalho, hoje, uma preenchida plateia foi desafiada pelo Professor José Matias Alves, da Universidade Católica Portuguesa, a reflectir sobre o impacto, multidimensionalidade e necessidade das práticas de avaliação interna nas escolas, no Seminário de Avaliação Interna, a convite da equipa responsável pela auto-avaliação do Agrupamento de Beiriz.Texto integral(e algumas fotos do evento onde se pode ver que os espelhos já não são o que eram)
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Tempo de Construção e Envolvimento
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January 26 2011, 4:49pm | Comments »
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Tempo de Seminário sobre Auto-Avaliação de Escolas
http://terrear.blogspot.com/2010/07/tempo-de-seminario-sobre-auto-avaliacao.html
Cumprindo, aqui, os serviços mínimos neste tempo intenso de final de ano. Hoje, com uma arguição de prova de qualificação de doutoramento na FPCE do Porto e, sobretudo, com um seminário importante sobre Auto-Avaliação de Escolas, organizado pelo SAME - Serviço de apoio à melhoria das escolas, da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica. Em que quase todas as escolas que acompanhamos (12) puderam expor o seu percurso, as suas aprendizagens. Em que foi possível identificar que o essencial é mudar o modo de ver a escola, a implicação e o compromisso. Em que mais de 100 professores nos transmitiram múltiplos sinais de esperança nestes tempos disfóricos de PEC e crise.
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July 22 2010, 2:24pm | Comments »
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13 teses para sustentar a auto-avaliação de escolas
http://terrear.blogspot.com/2010/05/13-teses-para-sustentar-auto-avaliacao.html
Retomando (e seguindo) a intervenção do prof. Joaquim Machado ontem no 1º ciclo de conferências do Agrupamento À Beira Douro (Medas) diria que as dinâmicas de auto-avaliação têm de se basear num conjunto de princípios reguladores e estruturantes.1. Os professores desempenham um papel central na construção da autonomia e dos procedimentos de avaliação da escola. Esse papel passa pela apropriação dos fins, dos princípios, pela participação e implicação de um número alargado de autores, pela criação de dinâmicas de capacitação.2. A avaliação é uma produção colectiva de sentido. Saber o que avaliar, para quê, porquê, como.... e por onde começar. A produção de sentido é um processo em geral lento, metódico, consistente. Nestes termos, "deve-se evitar a 'febre do investigador' que é o de correr para o terreno... e nada ver".3. A avaliação obriga a possuir um quadro conceptual de referência que explicite princípios, fins e critérios, oriente a acção, explicite métodos e técnicas... Uma da condições de eficácia deste quadro é a participação dos actores.4. A avaliação requer a capacitação dos intervenientes (desejavelmente desenvolvida através de dispositivos de formação na acção).5. A produção de sentido requer a internalização da avaliação, isto é, a auto-avaliação implica a adequação aos contextos, à realidade, às pessoas. Implica uma "negociação", uma participação implicada. É impossível um modelo de avaliação "chave na mão".6. Uma avaliação sem internalização pode ser entendida como uma 'inspecção' dentro da escola.7. Uma avaliação com sentido é circunscrever o objecto, diversificar métodos e técnicas, implicar os actores.8. Avaliar com sentido é não perder de vista as finalidades, saber que o essencial não é medir, mas compreender e agir para melhorar. Por exemplo, medir a satisfação de nada serve, pois o que faz mudar é muitas vezes a insatisfação.9. Avalaiar é evitar uma série de armadilhas: a do objectivismo, a do autoritarismo, a do tecnicismo, a da embriaguez interpretativa.10. A internalização da avaliação não se deve acantonar na equipa avaliativa.11. A auto-avaliação requer o envolvimento e o compromisso dos actores.12. A auto-avaliação pode ser um mero ritual de legitimação do instituído se não cuidar da distânca crítica, se não gerar a participação alargada, se não pluralizar os métodos.13. A auto-avaliação pode contribuir para a autonomização responsável, para o acender do querer individual e colectivo, para a capacitação das pessoas e organizações.
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May 7 2010, 7:04am | Comments »
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Auto-Avaliação ao Serviço do Desenvolvimento
http://terrear.blogspot.com/2010/05/auto-avaliacao-ao-servico-do.html
O Agrupamento de Escolas À Beira Douro, organiza o 1º Ciclo de Conferências, assumindo-se como pólo promotor de iniciativas de carácter pedagógico e cultural, no Alto Concelho de Gondomar, possibilitando assim às diversas entidades com responsabilidade na Educação e à comunidade em geral, usufruir de um espaço de reflexão e debate de ideias.Neste 1º ciclo, hoje um painel sobre Avaliação de Escolas com a presença do Inspector-Geral de Educação, Dr. José Maria Azevedo, do Prof Joaquim Machado e do editor deste blogue. Modos estimulantes e inspiradores de colocar a avaliação ao serviço da melhoria dos processos e resultados educativos. Parabéns ao agrupamento e a todos os que construíram esta jornada de trabalho.
May 6 2010, 3:08pm | Comments »
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Por que razão as escolas não aprendem?
http://terrear.blogspot.com/2009/12/por-que-razao-as-escolas-nao-aprendem.html
Com este subcapítulo provocatório, Antonio Bolívar (cf. Como Melhorar asEscolas, p. 4) pretende alertar-nos para uma situação paradoxal: a escola é uma organização que ensina e onde muitos alunos realizam aprendizagens fundamentais; no entanto, “a ironia da realidade escolar está no facto de instituições dedicadas à aprendizagem não terem, elas próprias, o hábito de aprender”.E não têm o hábito de aprender porque os indivíduos que as integram não querem ou simplesmente não vêem nisso qualquer vantagem; ou têm outros interesses prioritários; ou não sentem o apelo da consciência profissional; ou não dispõem de lideranças mobilizadoras e pró--activas; ou se acomodam à continuada certificação da menoridade intelectual; ou não sentem o estímulo e a pressão externa para; ou…E as organizações só aprendem através de indivíduos que aprendem. Assim, para que uma escola aprenda (com os seus erros, êxitos, limites, insuficiências…) é preciso induzir a maioria dos seus membros a querer aprender. E a gerar cinco grandes processos de acção (cf. ibidem):i) resolução sistemática dos problemas.Diagnosticar os problemas concretos e passíveis de localmente serem resolvidos ou minorados e ter capacidade para os resolver através da reflexão crítica e novos modos de acção (mudando,muitas vezes de perspectiva e de modelo);ii) experimentação com novos pontos de vista.Se enfrentarmos os novos problemas com as velhas receitas (mais ordem, mais autoridade, mais ensino, mais planos de recuperação, mais apoios acrescidos, mais do mesmo…) então nada aprenderemos…iii) aprender com a experiência passada.Porque só analisando as causas dos êxitos e inêxitos poderemos progredir. E aqui seria inteiramente dispensável o simulacro dos relatórios que nada dizem, nada adiantam, nadamelhoram. Apenas cumprem o ritual burocrático... do deixar andar e do mostrar à Inspecção.iv) aprender com os outros.Fechar-se nos seus próprios modos de actuar pode ser a morte da organização. Daí a importância da abertura, da confiança no outro, na aprendizagem interactiva...v) transferir conhecimentos.Pois o conhecimento tem mais impacto quando é rápida e eficientemente divulgado entre todos os membros da organização e quando é partilhado por todos.Para que as escolas aprendam é, pois, preciso gerar ambientes propícios para a aprendizagem, criar estímulos, explicitar vantagens materiais e simbólicas.E, sobretudo, confiar, apostar, apoiar, reconhecer, contratualizar num quadro claro de direitos e deveres de todas as partes. Só assim poderemos sair do inferno onde nos queimamos e perdemos.
December 7 2009, 5:20pm | Comments »
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10 Verbos para Aprender
http://terrear.blogspot.com/2009/11/10-verbos-para-aprender.html
Como é que as escolas podem aprender e melhorar? Proponho uma sequência de verbos encadeados que, uma vez concluída, desperta novas interrogações e vai produzindo nexos de reflexão, compreensão e mudança:1- Questionar-se: Se não existem perguntas, não se procuram respostas. A escola avança com perguntas. É necessário passar de um modelo baseado em rotinas e certezas para outro que esteja sustentado em incertezas e dúvidas. É claro que a dúvida é um estado incómodo. Simplesmente, do ponto de vista intelectual, a certeza é um estado ridículo.As perguntas colocadas pela escola ultrapassam a linha da superfície, aprofundam as questões nucleares. A escola não pergunta apenas se os alunos conseguiram meter na cabeça uma série de dados. A sua preocupação está em saber se aprendem a ser melhores pessoas e melhores cidadãos. Não só a título individual, como também no âmbito de uma sociedade mais justa. Ou seja, é necessário que nos interroguemos sobre o que acontece às pessoas que não têm direito à escolarização ou com os pobres que não chegam a superar a escolaridade dita elementar. Quem se preocupa com estas questões se não a própria escola?Se as práticas não são postas em dúvida, se não se formulam novas perguntas, nem se reformulam as perguntas já feitas, é fácil que a rotina domine as práticas escolares.2- Investigar: A resposta procurada não é fruto da intuição, da suposição, da arbitrariedade, da rotina, do comodismo ou dos interesses, mas sim da indagação rigorosa. Se, depois de nos interrogarmos, chegarmos à resposta almejada, a que defende os nossos interesses ou confirma as nossas teorias prévias, então jamais teremos progredido na compreensão.Quando alguns docentes ouvem falar em investigação, pensam em complexas metodologias e intrincadas fórmulas estatísticas. Isto é, na minha opinião, um erro. Quando o professor se questiona sinceramente acerca de alguma questão e começa à procura de provas rigorosas que respondam a essa pergunta, está a investigar. Tenho mais dúvidas sobre a eficácia e a necessidade de outros tipos de investigação aparentemente mais sofisticados e auto-qualificados pelos seus autores como “científicos”.3- Dialogar: O processo de investigação gera inevitavelmente um diálogo entre os protagonistas da escola, e entre estes e a sociedade. Falo de uma aprendizagem partilhada por todas as componentes que caracterizam qualquer instituição, e não apenas de meras realizações individuais.Trata-se de uma aprendizagem da escola enquanto instituição. Todos os membros da comunidade tomam parte activa no diálogo, não por uma concessão generosa de autoridade, mas sim pelo pleno direito que lhes assiste. Essa inquietude institucional irá converter-se numa plataforma de discussão na qual todos tomam parte, na qual todos desempenham um papel activo e à qual todos se ligam apaixonadamente.Para que produza diálogo não falta apenas a atitude para o praticar. É necessário também estruturas organizacionais que o tornem possível.4- Compreender: Através da investigação é possível alcançar uma compreensão dos fenómenos que é, em última análise, a finalidade de todas as explorações educativas (são educativas, não só porque se ocupam da educação, mas porque educam através da sua aplicação).No campus da Universidade de Norwich, os alunos do falecido Lawrence STENHOUSE plantaram, em 1982, uma árvore em sua memória. Ao pé da árvore colocaram uma placa com um texto que reproduz um pensamento chave da sua obra: “Os verdadeiros professores são aqueles que, no final, alteram o mundo da escola, pois compreenderam-no." A compreensão é, por conseguinte, uma das chaves da transformação e do melhoramento.5- Melhorar: A compreensão visa favorecer a tomada de decisões. A investigação educativa não procura, basicamente, armazenar conhecimentos, mas sim melhorar a prática. Não se trata de uma aprendizagem que procura, acima de tudo, facultar conhecimentos ou obter diplomas. A finalidade fundamental do conhecimento e da compreensão é melhorar a prática.É necessário distinguir entre melhoramento e simples alteração. Esta distinção deve alicerçar-se num debate contínuo, democrático e rigoroso. O que significa melhorar? Quem beneficia com o melhoramento? A que preço é obtido? Há alterações que apenas beneficiam os mais favorecidos. Há inovações que apenas afectam as dimensões superficiais da prática.6- Escrever: É necessário colocar por escrito o processo e o resultado da reflexão e das investigações, já que ajudarão a colocar alguma ordem no pensamento frequentemente errático e confuso sobre a escola e a educação. Quando escrevemos, estamos a sistematizar e a ordenar o pensamento. Ao colocar os nossos pensamento no papel, podemos partilhá-los com os outros.Não se escreve porque falta tempo, porque falta prática e porque falta autoconfiança por parte dos professores, que delegam essa responsabilidade nos académicos.7- Difundir: A investigação realizada (e, entretanto, convertida em relatório fundamentado, claro e breve) deve ser difundida para que os restantes profissionais e cidadãos possam conhecê-la e expressar a sua opinião.Para tal, é necessário que a investigação e os relatórios expressem a opinião dos docentes de forma sincera e clara. A investigação educativa não impede a compreensão dos seus destinatários.8- Debater: Quando a investigação é difundida, gera-se uma nova plataforma de discussão, da qual podem vir a beneficiar, entre outros, os investigadores, ao receber o feedback sobre as suas argumentações e sobre o seu processo metodológico.Trata-se, efectivamente, de um debate de “segundo grau”, já que nele participam não somente os membros de uma única comunidade educativa, como também os membros de muitas outras que trocam opiniões entre si sobre os diferentes relatórios.9- Comprometer-se: Longe do simples diletantismo vazio, o debate profissional sobre a educação está, sobretudo, direccionado para um compromisso eficaz. Não se discute por razões lúdicas, nem para matar o tempo, mas sim para transformar as situações em que o ensino ocorre.Dado que a educação é uma prática ética, implica um compromisso com a acção. Sendo uma prática política, obriga-nos a estabelecer actuações estruturais, raramente específicas de uma instituição concreta.10- Exigir: O conhecimento adquirido e difundido pode conduzir ao melhoramento das práticas profissionais, bem como à abordagem de reivindicações que permitam obter as condições estruturais, materiais e pessoais necessárias para a mudança.Não basta modificar as atitudes de cada indivíduo. Não basta que cada estabelecimento de ensino inicie os respectivos processos de inovação. É necessário transformar as solicitações gerais. E, como por vezes não basta apelar à mudança e aos meios necessários a quem tem o dever de os implementar, é urgente exigi-los na qualidade de cidadãos. Para tal, será preciso praticar de vez em quando o exercício da “valentia cívica”, uma virtude democrática que nos leva a abraçar causas que, de antemão, sabemos que estão perdidas.Estes dez verbos devem conjugar-se colectivamente de forma concertada, ética e política. De forma concertada, porque é necessária a participação de todos os membros da escola e da comunidade educativa. De forma ética, porque não se trata de obter melhoramentos técnicos, mas sim morais. De forma política, porque a educação está impregnada de compromissos ideológicos, sociais e económicos. Não basta melhorar uma escola: há que transformar todas as situações genéricas que afectam a educação. Construir um magnífico hospital constituirá um avanço discutível se nele apenas podem ser atendidos os cidadãos ricos, enquanto ao seu lado morrem pessoas devido a uma gripe que não podem curar.Miguel Santos Guerra, Obra citada infra
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November 30 2009, 1:25pm | Comments »
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Avaliação e Melhoria
http://terrear.blogspot.com/2009/11/avaliacao-e-melhoria.html
Fechei hoje os primeiros dois dias de formação dedicados às práticas de auto-avaliação e planificação da melhoria de processos e resultados educativos. Enuncio telegraficamente o conteúdo deste “fecho” (que espero que seja uma abertura para outros processos.)Como primeira categoria, destaquei o significado, a relevância, a pertinência, a exequibilidade e a oportunidade dos planos de melhorias que foram elaborados por nove grupos de trabalho como terminus da formação (que partiu da auto-avaliação para a melhoria). Estes atributos são uma evidência de que nas escolas existe um EPA – um elevado potencial de acção. Como aliás sempre soube: é lá que moram as inteligências mais sensíveis e argutas. É lá que mora a possibilidade de regeneração das práticas e dos resultados educativos. Na condição de haver políticas de radical descentralização, de estímulo, de promoção activa da confiança.Na segunda categoria que organizou a minha intervenção, sublinhei os seguintes pontos decorrentes dos planos de melhoria apresentados:i) a definição de metas não pode ser um processo administrativo, burocrático e arbitrário. Exige uma contextualização, uma auscultação, uma participação, uma consensualização, um inventário de acções e recursos a mobilizar. E devem ser flexíveis para serem mudadas em função de uma monitorização que tem de se realizar.ii) O plano de melhoria pressupõe um diagnóstico exaustivo dos problemas, uma hierarquização, uma evidenciação da sua natureza e dimensão, uma definição de prioridades. Mas também uma análise exaustiva das causas. Porque só conhecendo as causas (que a organização pode “atacar”) é que o plano será eficaz. A árvore de problemas poderá ser neste contexto um bom recurso para acertamos nos alvos.iii) As metas não podem ser enunciados de forma impressionista e vaga. Têm de ser objectos concretos passíveis de medição.iv) A preocupação com a eficácia da comunicação de cima para baixo (para transmitir orientações e normas internas ou externas) não pode fazer esquecer a centralidade da escuta, da comunicação ascendente. Sob pena de se falhar a realidade.v) A indisciplina na sala de aula é muitas vezes um sintoma de vários problemas. Por isso, é necessário um diagnóstico mais rigoroso e consistente para se compreender as origens e a natureza das situações que a geram. Bem como uma descrição mais precisa das suas manifestações.vi) A comunidade educativa não existe. É um mito útil, quando muito, para o qual deveremos tender. O que existe são grupos de interesse quase sempre divergentes, valores antagónicos, conflitos latentes. A escola é muito mais uma sociedade educativa.vii) É preciso darmos outros usos (mais educativos) aos tempos (perdidos) dos docentes.viii) As lideranças intermédias são dispositivos centrais no combate à celularização da actividade docente e construção de dinâmicas de implicação e compromisso.ix) As práticas de articulação vertical (e horizontal) podem ser muito mais desenvolvidas e concretizadas, sobretudo no caso dos agrupamentos.x) A promoção de hábitos de leitura seria muito mais eficaz se todos os professores lessem por ano pelo menos dois livros e o evidenciassem junto dos alunosA terceira categoria a organizar a minha intervenção sublinhou:a) a enorme importância de saber ver e saber sentir o que se passa na organização escolar. No palco e nos bastidores. E de activar a capacidade de ver através de várias lentes, quadros, fontes, métodos e instrumentos.b) A centralidade da auto-avaliação como prática de conhecimento do que se (não) passa.c) A evidência de que as escolas podem executar melhorias sensíveis em diferentes domínios centrais. E para é preciso uma clara implicação da direcção, uma ambição e visão claras e partilhadas, uma activação das lideranças transacionais e transformacionais, um trabalho sistemático em torno da mudança das representações, uma estratégia faseada da acção, um saber construído na circunstância concreta, uma monitorização, uma lógica de responsabilidade e compromisso.Profissionalmente realizado por poder ter dado o meu contributo para o relativo êxito desta acção. E grato à DRE do Algarve por mo ter permitido.Como nota final, um desafio: dentro de 2 anos as escolas do Algarve poderão constituir-se como um Movimento das Escolas Aprendentes que usam a AA como acção estratega.
November 25 2009, 1:47pm | Comments »
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Avaliação: entre a prestação de contas e a melhoria
http://terrear.blogspot.com/2009/11/avaliacao-entre-prestacao-de-contas-e.html
Um interessante texto de Antonio Bolivar: El artículo analiza los sistemas de rendimiento de cuentas basados en resultados enorden a la creación de un proceso de mejora efectiva dentro de las escuelas. Se hace un análisiscritico de las formas y usos que tienen en las políticas educativas actuales. Por el contrario, laautoevaluación promueve la implicación de los profesores para mejorar la calidad, pero tampocoestá exenta de problemas. Se plantea, pues, las formas para conjuntarlas. La capacidad paramejorar precede a las demandas externas de rendimiento de cuentas. La evaluación internaconstituye el punto de partida de la evaluación externa, proporcionando una base paracomprender de modo específico el establecimiento escolar. Por su parte, el rendimiento de cuentas debe ser un proceso recíproco (quid pro quo): proveer con la capacidad para satisfacer las expectativas.Palabras-clave: Rendimiento de cuentas;Mejora escolar; Auto-evaluación.Texto integral
November 15 2009, 1:11pm | Comments »
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A (auto)avaliação das escolas: "virtudes" e "efeitos colaterais"
http://terrear.blogspot.com/2009/09/autoavaliacao-das-escolas-virtudes-e.html
Excerto de artigo interpelativo de Virgínio Sá (com recurso reiterado a Santos Guerra, tb aqui já muitas vezes citado):A importância do ficar bem na fotografia da avaliação externa não tem apenas implicações sobre o nível de autonomia de que a escola pode usufruir. De acordo com o recente normativo da avaliação do desempenho docente (PORTUGAL, 2008b), a classificação dos professores contempla as seguintes menções qualitativas: Excelente, Muito Bom, Bom, Regular e Insuficiente. A menção de Bom constitui a classificação mínima necessária para uma progressão normal. As menções de Excelente e Muito Bom, entre outras vantagens, conferem o direito a bonificações na progressão na carreira. Contudo, a atribuição das menções de Excelente e Muito Bom está sujeita a contingentação, traduzida na fixação de percentagens máximas para aquelas classificações. Ora, a definição daquelas percentagens máximas, por escola, decorre de " despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da educação e da Administração Pública, as quais terão obrigatoriamente por referência os resultados obtidos na respectiva avaliação externa" 27 (ponto 4, artº 21º). Também por esta razão as escolas podem sentir-se tentadas a cuidar da " safra" 28 para não terem que responder por " colheitas" menos generosas.29Texto integral
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September 10 2009, 9:13am | Comments »
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Focus group
http://terrear.blogspot.com/2009/06/focus-group.html
O que é?Os focus group são constituídos para se obter uma visão rápida da opinião de um grupo de pessoas sobre um determinado assunto. Esta opinião é depois considerada representativa da opinião pública em geral. O focus group funciona, para a escola, então, como um grupo experimental.Para que serve?Os focus group reúnem em qualquer sítio entre 6 a 20 pessoas, representando como que uma sondagem de opinião. Por exemplo, um focus group de vinte pais pode ser seleccionado para representar as ‘opiniões dos pais’ como um todo. As perguntas e a discussão subsequente procuram dar a conhecer, tão honesta e detalhadamente quanto possível, as opiniões desse grupo de actores. Esta estratégia, muito utilizada por empresas de marketing e governos na concepção de políticas, tem a vantagem de ser económica e eficaz, de proporcionar dados qualitativos e posterior investigação, mas é menos fidedigna que os questionários que dão uma amostra maior, e possivelmente mais representativa.Como fazerÉ importante definir critérios para a selecção de pessoas que são convidadas a fazer parte do focus group, e estes dependem dos objectivos da investigação. Se o focus group são os pais, eles devem ser um grupo representativo e incluir aqueles pais que normalmente não vão à escola, tal como aqueles que vão, porque eles são muitas vezes as vozes silenciosas que não são ouvidas. É importante que as pessoas possam discutir os assuntos em pormenor para descobrirem o máximo possível sobre suposições e expectativas, por isso é preciso encontrar um tempo em que todos possam estar presentes. Se há vários grupos, é útil formular uma lista de perguntas para que possam ser feitas em todos os grupos. Os resultados dos diferentes grupos devem então ser reunidos. Por vezes é necessário recorrer a um processo de validação, em que os resultados são devolvidos aos focus group para que estes verifiquem que o que está escrito representa fielmente as suas opiniões.Como funciona?As escolas que utilizaram esta metodologia reuniram amostras de pais e alunos e serviram-se da técnica de brainstorming e discussão para explorarem os temas que preocupavam a escola. As escolas tiveram dificuldades em conseguir amostras de pais, por isso foi necessário ter cuidado para conseguir obter uma opinião que fosse bastante representativa. A gestão destas sessões também requer uma habilidade considerável para que as pessoas não sejam influenciadas num determinado sentido e possam expressar as suas ideias livremente e sem censuras. É aqui que o amigo crítico pode desempenhar um papel importante, neutral e facilitador.Numa escola irlandesa, os focus groups foram utilizados para avaliar a função do sistema tutorial (sistema segundo o qual um professor tem a responsabilidade sobre uma turma com a qual se encontra diariamente). Os professores foram divididos em quatro grupos, cada grupo reuniu quatro vezes para avaliar o funcionamento do sistema à luz das necessidades dos alunos. Isto foi complementado com um questionário a uma amostra de vinte cinco por cento dos alunos sobre a sua experiência do sistema tutorial.Um outro modo de dar continuidade à actividade é promover discussões de grupo para analisar e interpretar os resultados do questionário. Por vezes, estas discussões envolvem alunos, professores e pais em grupos separados, por vezes em grande grupo, reunindo conjuntamente todos os actores. O uso de afirmações provocatórias como forma de orientar a discussão foi uma técnica utilizada na Finlândia, mas, uma vez mais, este procedimento exige grande habilidade e cuidado.inHistória de Serena, ob citada
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June 6 2009, 4:10pm | Comments »
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