As duas noções de autoridade e de poder, muitas vezes assimiladas, devem ser claramente diferenciadas.A autoridade é o poder fundado no posicionamento hierárquico e o direito que legitima a liderança. Esta encontra a sua legitimidade na competência técnica e no saber-fazer ou na moral. A relação de autoridade dá a conhecer os actores e veicula o respeito do detentor da autoridade.O poder resulta da influência, da força, da habilidade, ou ainda da superioridade da informação. O exercício do poder traduz-se pela autoridade e pelo comando. O poder carismático distingue-se da autoridade hierárquica. Progressivamente, assiste-se à evolução da direcção fundada numa lógica de autoridade no sentido de uma lógica de responsabilidade; o controlo interno e auto-controlo substituindo o controlo externo.Xavier Montsserat, obra citada
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Da lógica de autoridade à lógica de responsabilidade
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May 14 2009, 5:34pm | Comments »
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Da Escuta
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NO CERNE DAS RELAÇÕES CONSTRUTIVAS está uma competência indispensável: a escuta. Nas empresas, como na família, a falta de escuta é o inimigo número um da autoridade natural e das relações construtivas, inimigo tão pernicioso, que, muitas vezes, temos a ilusão de escutarmos os nossos interlocutores, atentamente. Como dominar a autoridade natural e ter relações satisfatórias se a nossa falta de escuta, nos coloca, sem cessar em desencontro, se as palavras são despropositadas…Eis um caminho em três tempos, para desenvolver as suas capacidades de escuta: escutar, é antes de mais nada escutar-se a si mesmo, discernir a sua postura interior, é, em seguida, escutar o outro, compreendê-lo, ter em conta o que ele nos diz, é, finalmente, fazer-se ouvir, afirmar-se e fazer-se compreender (a escuta construtiva é recíproca, em sentido duplo). Em matéria de escuta, as receitas e as técnicas são estéreis quando estão desgarradas do estado de espírito e da atitude interior. Escutar é desenvolver, primeiro, uma atitude interior favorável.Construa a autoridade naturalobra citada
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April 26 2009, 10:37am | Comments »
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A arte de escuta total: perceber o que o outro nos diz através, daquilo que não nos diz
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Só uma observação atenta do nosso interlocutor nos dá acesso à escuta total: a escuta da sua linguagem verbal, da sua linguagem não verbal e da linguagem para verbal. Naturalmente, praticamos uma escuta intuitiva da linguagem não verbal dos nossos interlocutores. Para se convencerem disso, podem tentar as seguintes experiências: proponha ao seu par irem ao cinema enquanto se instala confortavelmente no cadeirão e liga a televisão: Observe o resultado…O que é que ele compreendeu? Qual é a usa atitude? Pode também pedir a alguém para fazer alguma coisa utilizando um tom interrogativo e um verbo no condicional: aqui também, observe o resultado… Há nove hipóteses em dez, do seu interlocutor estar desconcertado e de que não faça nada do que lhe pediu. A linguagem não verbal constitui o essencial da nossa comunicação. No entanto, frequentemente, estamos muito pouco conscientes de que ela nos escapa quase totalmente. Eis alguns pontos de referência para uma escuta total do seu interlocutor.Lembremo-nos sempre, quando escutamos a linguagem não verbal de um interlocutor, que esta linguagem é sempre relativa a esta pessoa, num determinado contexto. O mesmo gesto pode ter significados inversos para dois indivíduos em dois contextos diferentes. Um interlocutor que toma uma postura rígida, que se senta cautelosamente na borda da sua cadeira e depois não se mexe mais, pode, desta maneira, manifestar a sua inquietação, o seu mal-estar ou a sua rigidez interior…mas pode também ter um lumbago ou um torcicolo…È por isso que, toda a observação precisa de ser validada, verificada. Frequentemente, as mudanças de atitudes são mais significativas que as próprias atitudes: escutar a linguagem não verbal é pois treinar-se a observar as pequenas mudanças que se produzem em cada interlocutor: mudança de respiração, de ritmo, de tom, de atitude física…É a seguir, relacionar as nossas observações com o conteúdo verbal que as acompanham. Cada mudança tem um sentido, cabe a nós descobri-lo, advinha-lo depois validá-lo permutando as nossas hipóteses com o interessado Neste sentido, uma informação fora do seu contexto não tem qualquer valor. Eis algumas pistas para se treinar escutar o não dito do seu interlocutor.Escutar o corpoOs sinais comportamentais são inumeráveis. Eis alguns. A sua lista está longe de ser exaustiva. A observação dos comportamentos ajuda-nos a entrar no mundo do outro, a compreender as suas emoções, o seu estado de espírito…O modo de se apresentarComo é que o seu interlocutor lhe aperta a mão? O aperto de mão demasiado forte faz pensar que o outro força a sua naturalidade. Demasiado fraco, indica que o outro se posiciona em recuado na relação… ou que ele tem o espírito noutro lugar?Que olhar acompanha este aperto de mão? Um olhar fugidio que traduz um mal-estar, um olhar altivo que assinala um certo desprezo? Um olhar franco e calmo?Que imagem desprende o seu interlocutor? Como caracteriza a sua atitude? Clara, sombria? Espontânea, artificial? Aberta, fechada? À vontade, simples ou reservada? Distante?A ocupação do espaçoComo é que o seu interlocutor ocupa o espaço? Como modifica a sua posição à medida que a troca se desenvolve? Está na ponta da cadeira “ em visita”? Molengão, quase deitado no sofá? Familiar? Demasiado familiar? Provocador? Está tenso, especado, ou muito direito e mobilizado?Como é que ele trata o seu espaço: tem tendência a invadi-lo, a aproximar-se demasiado? Ele limita o espaço dele? Ele tem necessidade de distância física? Tem o sentido dos limites? Deixa-o respirar?O passoComo caracterizar o passo do seu interlocutor? Decidido, hesitante, rápido, lento? Ele dá-vos informações sobre diferentes aspectos. Fornece elementos sobre a sua liberdade de espírito, a sua serenidade: ele força a sua naturalidade? O passo parece-lhe estudado? Espontâneo? Livre? Agitado? Pode igualmente tirar informações da sua relação com o tempo: a que velocidade caminha ele? Tem o passo precipitado de pessoas sempre apressadas, sempre em desequilíbrio? Ele sente, constantemente, a necessidade de se despachar? Ou pelo contrário, adopta de bom grado uma atitude fleumática, mesmo mole?O modo de se manter de péPara caracterizar a sua postura pode fazer as seguintes perguntas: Ela indica uma atitude de fecho ou uma atitude de disponibilidade e de abertura? Os gestos de retorno para si, predominam sobre os gestos para o outro? A postura é tónica? A mobilização sobrepõe-se à espera?Sente-se uma aparência tensa, pressionada ou, pelo contrário, uma descontracção, uma naturalidade ou uma construção? Sente-se uma coluna vertebral sólida? Ele abana o pé com irritação?Os movimentos automáticosDão informações sobre o nível de conforto físico e psicológico da pessoa conforme o que ela mais ou menos se mexe, de modo mais ou menos harmonioso, o que brinca com um objecto, tossica, tem tiques…O modo de se vestir…Dá informações sobre o posicionamento das pessoas face à sociedade, ao grupo. Dá indicações sobre o nível de “ conformidade” do seu interlocutor, sobre os espaços de liberdade que ele se concede, as permissões a que se dá. Informa, também, sobre a sua capacidade de respeitar, ao mesmo tempo, as regras do contexto e o seu próprio conforto pessoal.As diferenças de comportamentoPode discernir a selectividade e mesmo o elitismo do seu interlocutor: como é que ele se comporta perante pessoas de estratos sociais diferentes? Que desvios de comportamento observa em função das pessoas com quem ele fala? A que é que dá importância? Ao estatuto social? Aos sinais exteriores de riqueza?Os gestosA través dos gestos pode diferençar o estado de tensão, de controlo, de impulsividade, de liberdade, de inquietação, mesmo de stress ou de conforto…do seu interlocutor. Claro que, aqui também, este estado pode alterar-se no decorrer da troca: pode mesmo provocar a mudança através das suas palavras e da sua linguagem não verbal. A escuta dos gestos exige, pois, uma vigilância permanente.Os gestos informam-nos sobre a capacidade de expansão do interlocutor ou sobre os limites que ele se impõe, sobre o seu grau de confiança ou de desconfiança: todos os gestos de abertura que se soltam do corpo, favorecem uma respiração ampla e profunda, vão ao encontro da expansão. Os gestos de retracção, de fecho vão ao encontro sentido da desconfiança.Que partes do discurso o nosso interlocutor pontua com gestos? São as partes às quais dá mais importância, mais força. Pelo contrário, de que é que duvida? Em que pontos procura aprovação da nossa parte?Os gestos podem ser dominados ou contidos ou sinais de emotividade ou de tensão. A observação deles deve permitir-lhe distinguir se eles servem para dar contenção, como mexer no anel, no lápis, acender um cigarro, ou, se servem para descontrair uma situação vivida como difícil, como por exemplo acariciar a face ou o braço.Escutar o rosto e a vozO olharComo é que o seu interlocutor o olha? Ele evita o seu olhar? Olha-o nos olhos? o que é que isso quer dizer: firmeza interior, naturalidade forçada, atitude provocadora? Que olhar lança em seu redor? Tem um olhar interior, de quem reflecte quando fala, o olhar fixo de provocador, o olhar móvel do curioso que observa tudo o que o rodeia? Onde vai o seu interlocutor buscar o que lhe diz?[1] Nas imagens (olhar dirige-se mais para o alto?) Num discurso interior (o olhar dirige-se para baixo à esquerda?) Nas sensações cinestésicas (o olhar dirige-se para baixo à direita)?As expressões do rostoA expressão do rosto, e, muito particularmente, dos olhos, do olhar, mas também da boca, tem importância para aceder ao mundo interior do interlocutor. Um rosto diz muito a quem sabe perder o tempo a lê-lo. Revela-se através da mobilização dos seus músculos e do lugar que nele têm os órgãos dos sentidos, e muito em particularmente o nariz, a boca e os olhos. A sua acuidade deve recair sobre a aprendizagem da leitura dos sentimentos interiores exteriorizados pelas expressões visíveis e pelas suas evoluções consoante a evolução dos contextos. Uma boca pode ser desdenhosa, desprezível, desgostosa, sorridente, fina e dura, caricata… Um olhar pode ser vivo, expressivo. Pode também ser fugidio, por vezes perturbado. Pode ser provocador, pelo modo, como a pessoa olha ostensivamente algures ou como fixa o seu interlocutor nos olhos. Pode ser interiorizado como o do investigador. Pode ser exteriorizado, como o do extrovertido que se procura no outro, que vai procurar o outro para o trazer para ele, que procura estabelecer contacto. As narinas podem ser afiladas, podem vibrar e indicar a sensibilidade à flor da pele daquele que “sente”, do instinto criativo…A expressão do discursoDá informações sobre o estado de espírito. Como é que o seu interlocutor pontua a sua expressão? Ele escuta-se falar? Dá-se ou não a grandes ares para dizer as coisas… interessantes? Banais? Complicadas? Concretas? Abstractas? Quem lhes dá valor? Quem o desvaloriza?A respiração, a voz, a sua tonalidade, o seu ritmoA voz dá informações tanto mais importantes quanto ela é difícil de dominar. Ela está ligada às emoções e à respiração cujo ritmo e profundidade, ela segue.O interlocutor está tanto mais à vontade e distendido quanto toma tempo para respirar, quanto retoma a sua respiração, faz pausas…Um bom indicador do conforto emocional é a harmonia entre os gestos e a respiração.Pode reparar nos momentos em que, de repente, a respiração muda: alguma coisa acabou de acontecer na relação. Se a respiração tornou-se curta e rápida, o que é que isso significa?O tom de voz e a fluênciaO tom de voz indica até que ponto o seu interlocutor está mobilizado e presente na relação. Ritmado, claro, firme, distinto, ele favorece a escuta e a expressão do carisma. Como caracterizar o tom do seu interlocutor? Firme? Hesitante?A fluência é rápida? Hesitante? Precipitada? Lenta? As mudanças de tom dão informações sobre o que se passa com a pessoa, no instante presente. Convém, pois, verificar o momento em que elas acontecem, o sujeito que as provoca e de procurar o seu significado através de um questionamento adequado O tom pouco preocupado, pouco convencido indica, quer o grau de interesse da pessoa pela relação em curso, quer uma posição de vida distanciada por defesa, por medo de sofrer. Aquele que gosta de jogar com a sua voz, com o seu ritmo, a sua tonalidade, gosta do jogo da relação e demonstra, na maior parte das vezes, tacto.A nossa observação nunca nos deve fazer esquecer que um comportamento é relativo a uma pessoa num determinado contexto: cruzar as pernas não tem o mesmo significado para todos nós. Por isso, atenção às interpretações apressadas.Conclusão: escutar a acção e a ambiência.Numa relação, a escuta do outro liga-se quer à acção quer à ambiência. No capítulo v encontrará elementos para escutar a acção e a ambiência à sua volta. Eis algumas referências principais de questionamento.Escutar a acçãoQual é o conteúdo das nossas trocas? Que dizemos? Sobre que temas comunicamos? Noutros termos, qual é a intriga da nossa relação? Qual é a história que vivemos juntos? Qual é o explícito da relação?Perceber a ambiênciaEm que atmosfera se desenrola a nossa acção? Trepidante? Tensa? Amigável? Abafante? Fria? Quente? Intrometida? Respeitadora?O que se joga na nossa relação por detrás da intriga? Que jogos de influência estão subentendidos? O que implícito da relação?Escutar a coerênciaA acção que se desencadeia está em coerência com a ambiência latente? A maior parte das vezes, quando sentimos um mal-estar inexplicável numa relação, ele resulta da incoerência entre o explícito da relação e o que se desencadeia de forma implícita. Este mal-estar deve ser sempre para nós, o sinal de um elemento novo a integrar. Ele assinala um problema para resolver.[1] NOE Cf. Blandler et Grinder, inventeurs da PNL, Les secrets de la communication, le Jour, 1982.Mathieu Maurice. Construir a autoridade natural.
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April 5 2009, 4:34pm | Comments »
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Da autoridade, da obediência, da moral
http://terrear.blogspot.com/2008/12/da-autoridade-da-obedincia-da-moral.html
En los años 60 del siglo XX, el psicólogo Stanley Milgram realizó un controvertido experimento con el que demostró que la obediencia a las órdenes de una autoridad está por encima de la moral de casi cualquier individuo. Personas normales que creían estar aplicando dolorosas corrientes eléctricas a otras personas (en realidad actores que fingían estar sufriendo) no se detuvieron, y siguieron
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December 27 2008, 9:17am | Comments »
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Do Pessimismo da Razão e do Optimismo da Vontade
http://terrear.blogspot.com/2008/12/do-pessimismo-da-razo-e-do-optimismo-da.html
Um texto de Philippe Meirieu a (re)ler:
(...)
Or - et ce n’est qu’un paradoxe apparent - cette fragilisation de l’enseignant intervient au moment où la pression sociale sur les « résultats » n’a jamais été aussi forte. Tout se passe comme si l’on privait l’enseignant, des moyens d’exercer sa mission tout en exigeant de lui une efficacité de plus en plus grande ! En réalité, ces deux aspects
December 10 2008, 9:54am | Comments »
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Das Autoridades
http://terrear.blogspot.com/2008/12/das-autoridades.html
Uma autoridade só é verdadeiramente digna desse nome se seguir o seu étimo latino: o de fazer crescer, o de fazer o outro o autor da sua vida, do seu trabalho, da sua respiração.
Uma autoridade que não liberta é, portanto, uma autoridade em ruínas. E que facilmente se confunde com o autoritarismo.
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December 8 2008, 9:42am | Comments »
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Só há autoridade quando é reconhecida e aceite
http://terrear.blogspot.com/2008/11/s-h-autoridade-quando-reconhecida-e.html
Retirado de JFSantos, um pensamento muito oportuno:
“A autoridade só é eficaz, na medida em que é legitimada pelos níveis inferiores da hierarquia da organização. O que significa que uma parcela do poder, que corresponde à legitimação da autoridade, pertence à base da pirâmide organizacional.”
Gareth Morgan, Imagens da Organização.
November 30 2008, 6:29am | Comments »
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