1) Envolva os alunos no processo classificativo de forma a minimizar discordância quanto às notas. Certifique-se que eles compreendem cabalmente o modo como as notas são dadas;2) Ponha os alunos a classificar alguns dos trabalhos feitos na aula para obter feedback imediato. Por vezes também é útil dar-lhes tempo para melhorarem os seus esforços depois da auto-avaliação.3) Um professor do 1.0 ciclo pode usar o intervalo para classificar os trabalhos da primeira parte da aula e devolvê-los na 2.a parte. Deste modo os alunos têm reforço imediato do seu trabalho, além de poupar tempo à noite e poupar tempo na recolha dos trabalhos.3) Não é necessário que o professor corrija todos os trabalhos dos alunos. Tanto quanto possível, deixe os alunos trocarem e avaliarem os trabalhos entre si. Mas mantenha-se atento para prevenir batata.4) Para os trabalhos feitos na aula ou em casa forneça grelhas com que os alunos possam avaliar e classificar o seu próprio trabalho. Avalie aleatoriamente alguns dos resultados.5) Em relação aos TPC, reserve alguns pontos para trabalhos feitos na totalidade e dentro do prazo. Deixe os alunos compararem as suas próprias respostas na turma em conjunto. Deste modo o trabalho de casa toma-se uma experiência de aprendizagem e poupa o tempo de classificação dos trabalhos.6) Peça aos alunos para reservarem uma página dos cadernos onde registam cada resultado de teste que receberem. Deste modo os alunos têm acesso à média dos seus resultados e não precisam de estar sempre a confirmar junto de si.7) Alguns professores acham mais eficiente registar o total cumulativo de cada teste dos alunos de forma a que, quando cada resultado é somado aos préexistentes. Cada produto da soma pode ser apontado nos testes dos alunos, de forma que não é necessário recalcular o resultado de cada aluno. Esta tarefa é especialmente facilitada se utilizar um computador para registar as notas.8) Calendarize de forma faseada a entrega de trabalhos e testes para evitar a sobrecarga de correcções. Fará uma melhor gestão do tempo se espaçar correctamente a entrega de trabalhos e os alunos que frequentarem mais de uma das suas turmas ficarão mais aliviados.9) É uma boa ideia insistir para que os alunos conservem todos os trabalhos feitos até ao final do ano. Se houver uma discrepância no seu registo e no que os alunos acham que merecem, eles poderão exibir a prova.10) Alguns professores podem pedir que o aluno entregue um suporte digital com o respectivo nome, acompanhando os trabalhos escritos. O professor deverá registar oralmente todos os comentários que lhe suscita o trabalho à medida que o lê. Depois os alunos poderão levar a cassete para casa para a escutar.11) Alguns professores dão um número a cada aluno, que corresponde ao número que têm na lista de classificação. Cada teste e trabalho deverá incluir esse número. Deste modo é muito mais rápido procurar o número para dar notas que procurar o nome do aluno.12) Uma vantagem de sentar os alunos por ordem alfabética na sala é que quando recolher os testes, estes já estão por ordem alfabética, facilitando a organização das classificações.13) Para fazer registos claros no livro de ponto, utilize sinaléticas para todos os factores que poderão influenciar a nota final. Por exemplo: 1) Escreva "F" num canto para assinalar as faltas; 14) Sublinhe o nome para indicar que o trabalho foi entregado tarde; 3) V significa que o trabalho foi entregue15) Normalmente é melhor registar os resultados de testes e trabalhos de forma numérica e não qualitativa. É mais fácil converter os números no final do período.16) Quando avalia testes de escolha múltipla utilize um sistema informático de classificação. Senão, faça uma folha com as respostas para pôr por cima dos testes para facilitar a correcção.17) Exija aos alunos que usem espaço duplo em todo os trabalhos escritos para ter mais espaço para comentários.18) Faça uma lista de avaliação de trabalhos, indicado os critérios que deverão ser avaliados e atribuindo um valor a cada critério. Se apenas se quiser certificar que um dado elemento é contemplado no trabalho, um simples "visto será suficiente. Mas a lista deverá ser organizada de forma a exigir-lhe o mínimo de anotações possível.19) Ensine os alunos a rever os trabalhos antes de os entregarem, de forma a pouparlhe o trabalho de ler repetidamente os rascunhos. Podem também autorizar os alunos a trabalhar em cooperação para reverem os trabalhos entre si.20) Alguns professores do ensino Básico podem enviar semanalmente para casa uma pasta com o trabalho de cada aluno. Deste modo os pais podem ver os trabalhos, assinar e devolver a pasta. Este é um método simples de fomentar a comunicação escola-família.
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Vinte sugestões para tornar a classificação o mais indolor possível
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January 23 2011, 5:28am | Comments »
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Avaliação no octógono de forças
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Perrenoud (1993).
May 31 2010, 4:49am | Comments »
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Nos Meandros da Avaliação Escolar
http://terrear.blogspot.com/2010/04/nos-meandros-da-avaliacao-escolar.html
Porém, há uma outra componente da avaliação que não é muitas vezes tida em conta, mas que não é, por isso, menos importante; refiro-me à explicação ou atribuição. Com efeito, a avaliação diz implicitamente que, quando a aprendizagem não se produz, o aluno é o único responsável (é lento, vagueia, está mal preparado, tem poucas bases, tem poucos meios, está sujeito a más influências, não tem ajudas, tem distractores importantes, está carregado de problemas, não tem suficiente motivação, não domina as técnicas de estudo mais adequadas, fica nervoso quando tem que prestar provas, etc.). Observe-se que só raríssimas vezes se responsabiliza a instituição ou os professores pelo fracasso dos alunos, muito embora, em algumas situações e momentos, seja evidente a sua influência nos resultados. Penso, por exemplo, no caso de dois professores que leccionam a mesma disciplina, na mesma escola e em que os alunos são divididos em dois grupos partidos pela letra L. Os que formam a turma de A a L obtêm resultados satisfatórios, enquanto os que formam a Turma de L a Z fracassam sem apelo. Será que a actuação dos respectivos professores não estará por detrás desta discrepância de resultados? Poderemos pensar que os alunos mais fracos se agrupam pelas iniciais dos seus apelidos? A explicação torna-se mais inquietante se este facto se repete de ano para ano. No entanto, cada aluno assume, por inteiro, a responsabilidade e as consequências do seu aparente fracasso. É conveniente recordar, como já antes salientei, que o conhecimento académico tem um duplo valor. Por um lado, tem valor de uso (ou seja, é útil, tem sentido, possui relevância e significação, desperta interesse, gera motivação,...) e, por outro lado, tem valor de troca (ou seja, pode ser trocado por uma classificação, uma nota). Quando predomina o valor de uso, o que importa, verdadeiramente, é a aprendizagem. Quando o valor de troca é predominante, o que importa é a aprovação independentemente de corresponder ou não a uma aprendizagem.Miguel Santos Guerra. Uma seta no alvo. Porto:ASA
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April 28 2010, 4:31pm | Comments »
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O Professor como Treinador e a Avaliação Criterial
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O ensino “à moda antiga” resumia-se a ensinar, ensinar e ensinar e no fim testar. Este processo determinaria se os alunos se lembravam do que o professor tinha definido como os elementos mais importantes da unidade de instrução. Nos meus tempos de aluna do ensino secundário, lembro-me de ter a sensação de que alguns professores ficavam no fundo da sala a rirem-se quando os alunos não se lembravam das palavras exactas para preencher os espaços em branco de um questionário. Tinha a noção de que os professores queriam pregar rasteiras aos alunos para estes falharem em vez de os orientarem para o sucesso. A “nova” forma de ensinar, ou a mais compatível com o cérebro, tem mais a ver com o papel de um treinador.Pense no modo como age um treinador desportivo. Este diz aos jogadores o objectivo último: um golo, por exemplo. O treinador demonstra o que é um golo e quais são exactamente as jogadas ou estratégias mais eficazes para os ajudar a conseguir atingir esse objectivo. Ele(a) dá assistência aos jogadores, quer como equipa quer individualmente, segundo uma variedade de métodos para aprenderem e desempenharem essas jogadas. O treinador providencia tempo, recursos, incentivos, modelos das competências necessárias, exercícios práticos e até mesmo claques para ajudar os alunos a aprender as competências necessárias que lhes permitam atingir os seus objectivos. Se a equipa não faz o golo, como esperado, o treinador volta ao quadro de esquemas para descobrir novas e melhores formas de os jogadores atingirem o sucesso.Agora pense de que forma poderá um professor agir como um treinador na sala de aula. Especifique o objectivo final para os alunos; não faça disso segredo. Revele quais as avaliações exactas que serão levadas a cabo durante a unidade. Proporcione-lhes tempo, recursos, incentivos, modelos e exercícios práticos enquanto age como a sua claque e treinador. Se um aluno apresenta problemas ofereça-lhe formas alternativas de instrução até que tenha compreendido o conceito ou competência. Em seguida, se a avaliação final revelar que o objectivo último da aprendizagem não foi alcançado ao nível desejado, volte ao quadro de esquemas e descubra formas novas e melhores de ajudar os alunos a terem êxito.Talvez a melhor forma de um professor poder treinar os alunos para um alto desempenho seja através da utilização de critérios. Uma lista de critérios é normalmente um quadro de especificações utilizado pelos alunos como um esforço e guia para o trabalho. A mesma lista é consequentemente utilizada pelo professor como um guia de pontuação para os produtos ou os desempenhos dos alunos. Permite aos professores, alunos e pais conhecerem de antemão o que significa, por exemplo, “excelente” ou “bom” ou “suficiente”ou “fraco” e os detalhes de como atingir cada nível.As melhores listas de critérios guiam o trabalho dos alunos e a sua avaliação através do critério do produto e do processo. As listas de critérios dão aos alunos expectativas claras de como atingir variados níveis de sucesso (quase como uma “cábula” do que fazer exactamente). Ficamos a saber no Capítulo 2 que estabelecer expectativas académicas claras para os alunos é uma forma de aliviar o stress. A implementação de listas de critérios é um exemplo perfeito disso. Antes de começarem a fazer o seu trabalho, deve dar-se aos alunos, exemplares de trabalhos de cada nível de desempenho e as listas de critérios que pontuarão por último os seus produtos finais. Tal como um treinador de futebol mostra vídeos de jogadas eficazes e ineficazes, os professores devem mostrar ou apresentar modelos de cada nível de realização definidos na lista de critérios. Autorize que o aluno escolha o nível de desempenho para o qual deseja trabalhar, não deixando lugar a qualquer confusão para os alunos (ou possíveis desculpas)! Finalmente, as listas de critérios dão aos professores uma forma específica e justa de avaliação e feedback para os alunos e também um dispositivo de comunicação com os pais. É muito fácil para um aluno ou um pai contestar uma nota quando essa é apenas a única que é atribuída ao produto final. É muito fácil para um professor defender uma nota de avaliação – se alguma vez se encontrar sob escrutínio – quando este pode exibir, lado a lado, o produto final e a lista de critérios, particularmente, quando o aluno recebeu a lista e os exemplares antes de iniciar o seu trabalho.Práticas Pedagógicas Compatíveis com o Cérebrode Laura Erlauder
April 1 2010, 12:57pm | Comments »
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E QUANTO À AVALIAÇÃO?
http://terrear.blogspot.com/2009/10/e-quanto-avaliacao.html
Uma das maiores preocupações que os professoores referem acerca do ensino diferenciado é a forma como se avaliam, de forma justa, trabalhos e projectos, quando os alunos se encontram envolvidos em actividades diferentes, com vários níveis de dificulldade. Para responder a esta questão, o professor precisa de reflectir sobre a sua filosofia de avaliação, Considere-se a seguinte noção: O objectivo básico das notas é dar aos alunos (e aos seus pais) feeddback sobre o seu progresso de aprendizagem e sobre a qualidade do seu trabalho. Idealmente, a avaliação não devia comparar um aluno com outro, nem devia ser usada para forçar os alunos a fazerem o seu trabalho. Se o professor tem de atribuir notas (é o caso da maior parte deles), deve fazê-lo para ajudar o aluno a compreender onde se situa no contínuo de aprendizagem (ao nível de iniciação, de progresso ou de domínio ou competência) e para avaliar até que ponto o desempenho do aluno reflecte os critérios do professor para um tmbalho de elevada qualidade.Para que o processo de avaliação seja justo e equitativo, é necessário que os alunos compreendam claramente as expectativas do professor. Cada actividade diferenciada deve ter critérios de avaliação claros. Se os alunos satisfizerem os critérios para um trabalho de qualidade elevada, o professor deve atribuir-lhes uma nota elevada. Diferentes tarefas ou procedimentos requerem critérios diferentes - uma tarefa mais estimulante e complexa terá um conjunto de critérios diferente do de uma tarefa mais básica e fundamental. No entanto, as distinções entre os critérios devem reflectir as diferenças no tipo de trabalho que os alunos estão a realizar. Todas as tarefas - básicas ou avançadas - são avaliadas em relação ao maior ou menor cumprimento dos critérios para essa tarefa. Se os alunos compreenderem que trabalhos diferentes têm critérios de avaliação diferentes; se o professor conceber adequadamente as actividades diferenciadas e se tomar precauções para manter a estratificação invisível, os alunos e as suas famílias irão considerar justas as políticas de avaliação do professor. Estabelecer critérios de qualidade para as actividades diferenciadas O professor tem de explicar claramente aos alunos o que estará em causa no processo de avaliação dos seus trabalhos. Os critérios do professor devem ser: • Claros e concisos, mas específicos. O professsor deve usar uma linguagem objectiva. Palavras de sentido vago, como esmerado e importante, devem ser clarificadas. Que é exactamente um trabalho esmerado? É um trabalho que não é apresentado em folhas soltas arrancadas de um caderno de argolas? Sem rasuras ou outros sinais? Ou tem o significado de legível? Que significa especificamente importante? Pontos, conceitos ou vocabuláário essenciais? Novos desenvolvimentos ou perspectivas? Após ter posto por escrito os seus critérios, o professor deve voltar a lê-los, pergunntando-se a si próprio se os alunos irão ser capazes de os compreender facilmente. Se a resposta for negativa, deve reexaminar a linguagem e perguntar: De que outra forma podia dizer isto? • Escritos com um vocabulário acessível. O professor deve usar uma linguagem que os alunos compreendam (como é óbvio, esta difere de escalão etário para escalão etário). Deve evitar expresssões técnicas assimiladas pelos professores durante a sua formação profissional. Em vez de escrever, Estabelece comparações entre das posições, deve escrever Compara as posições de dois grupos sobre essa questão. Se o professor partilhar os seus critérios com os pais, é imporrtante que estes compreendam como é que é feita a avaliação do trabalho dos seus filhos. Um vocaabulário acessível é o ideal para todas as pessoas envolvidas, • Um reflexo de expectativas elevadas. O professor deve descrever trabalho de elevada qualidade, não apenas trabalho que apresenta uma qualidade aceitável, Em vez de Tem menos de quatro erros de ortografia, deve escrever Escreve sem erros ortográficos. Os critérios não devem encorajar a realização de um trabalho que se situe a um nível de qualidade inferior ao máximo possível. • Descritos através de afirmações positivas. O professor deve descrever aquilo que quer, não aquilo que não quer. Em vez de Não sobrecarrega o cartaz com demasiados elementos gráficos e texto, deve escrever Usa, de forma eficiente, os espaços vazios. • Expressos de forma a não impor limites. Todos sabemos que se pedirmos aos alunos que nos forneçam quatro exemplos, obteremos quatro exemplos - e não mais do que isso. O professor deve estabelecer critérios mínimos: Inclui, pelo menos, quatro exemplos. Desta forma, não está a impor limites, mas a encorajar um esforço suplementar, As avaliações são cumulativas Alguns professores manifestam preocupações relativamente ao modo como as actividades diferenciadas e as notas que lhes são atribuídas podem afectar o cálculo das notas do final de período. Como evitar enviar falsas mensagens aos alunos e aos seus pais sobre os seus níveis de desempenho, em comparação com outros alunos da turma? Por exemplo, se avaliarmos actividades diferenciadas com base em critérios de avaliação diferentes, como é que evitamos aumento excessivo das notas dos alunos que realizam trabalhos menos complexos? O professor deve assegurar-se de que os alunos e os seus pais compreendem que as actividades diferenciadas são apenas um dos factores a ter em consideração no processo de avaliação. As notas finais reflectem não só as actividades diferenciadas, mas também o trabalho diário, os testes, as avaliaações de desempenho e as tarefas obrigatórias para todos os alunos. Um professor tem muitos elementos relativos ao desempenho do aluno para ter em consideração. É, também, provável que mostre uma inclinação para atribuir maior peso a algumas notas, com base na valoração que lhes é dada; por exemplo, uma avaliação de desempenho realizada por todos os alunos pode valer 30 pontos, enquanto uma actividade diferenciada pode valer 10 ou 15 pontos, dependendo da sua complexidade. O professor controla a quantidade de pontos necessária para obter uma nota, bem como o grau de influência que cada nota detém sobre a nota final. O professor pode chegar à conclusão de que é de grande utilidade anotar, na sua caderneta de avaliações, quais as notas que reflectem as actividades diferenciadas. Pode mesmo anotar o nível de tarefa que cada nota representa. Por exemplo, um Muito bom numa tarefa avançada pode ser representado por um Muito bom-1. Um Muito bom numa tarefa básica pode ser representado por um Muito bom-2. O código usado ajudará o professor a fazer o cálculo das notas finais. O professor não deve avaliar tudo Todos os alunos necessitam de feedback sobre a qualidade do seu trabalho. O professor não precisa, no entanto, de ser o único a fornecer essa informação. O professor deve ensinar os alunos a avaliarem o seu próprio trabalho, a darem e a receberem uma avaliaação aos/dos seus colegas, usando os critérios de qualidade de trabalho. O professor deve ajudar os alunos a usar formulários com os critérios de avaliação, se estes não tiverem muita experiência nesta actividade. Quando os alunos tiverem compreendido claramente o processo, podem usar o formulário com os critérios de avaliação fornecido pelo professor para se guiarem no seu trabalho e para fazerem a avaliação dos seus produtos finais. Aprender a fazer auto-avalaiação e heteroavaliação fortalece a independência e o poder de julgamento dos alunos. Essas avaliações também libertam o professor da sensação de que apeenas ele pode rever o trabalho dos seus alunos. Para além disso, o professor deve recordar-se de que as notas não são a única forma de fornecer feedback sobre o trabalho dos alunos. Deve substiituí-Ias, algumas vezes, por uma análise, um comentário ou um sinal de mais ou de menos. A motivação de alguns alunos declina quando sentem que o seu trabalho não conta se não lhe for atribuída uma nota. Estes alunos estão viciados nas notas. O professor deve tentar prevenir essa situação, forneecendo um feedback que seja qualitativo e limitando o uso da atribuição de notas. Heteroavaliação A heteroavaliação não será produtiva ou exacta a menos que o professor forneça aos alunos critérios de avaliação. Sem esses critérios, a avaliação não será mais do que um concurso de popularidade. Exigir que os alunos usem formulários com os critérios de avaliação ajuda a que a heteroavaliação seja justa e isenta de influências exteriores. Os colegas podem oferecer feedback que os alunos podem usar para melhorar, rever, ou redesenhar um projecto, antes que este seja entregue ao professor. No caso de alguns projectos, a heteroavaliação, em conjunto com a autooavaliação, pode constituir um feedback suficiente para os alunos, O professor pode, simplesmente, decidir efectuar uma verificação desse trabalho. Notas = Rigor Alguns professores dão trabalhos aos alunos com base num sistema de atribuição de determinadas notas a determinadas actividades. A justiça torna-se um problema quando a única diferença entre um projecto contemplado com Muito bom e um projecto classificado como Bom é a dedicação posta no trabalho. Uma forma de o professor se assegurar de que as notas atribuídas aos projectos seleccionados pelos alunos reflectem diferenças de rigor, e não as diferenças de dedicação ao trabalho, é oferecer aos alunos a possibilidade de escolherem trabalhos corrrelacionados com o seu nível de estímulo da taxonoomia de Bloom. Se os alunos optam por realizar um projecto de nível Muito bom, eles devem, de facto, empenhar-se num trabalho mais rigoroso e estimulante, do que o professor julga necessário num proojecto de nível Bom ou Suficiente. Por exemplo: • Para obter um Muito bom, o aluno selecciona um projecto que se situa nos níveis de estímulo da análise, da avaliação e/ou da síntese, • Para obter um Bom, o aluno selecciona um projecto que se situa nos níveis da aplicação e/ou da análise, • Para obter um Suficiente, o aluno selecciona um projecto que se situa nos níveis do conhecimento, da compreensão e/ou da aplicação. O professor deve fornecer critérios de avaliação para todos os projectos. Deve tornar claro que os alunos devem cumprir os critérios para poderem obter a nota pretendida. Por outras palavras, a escolha de um projecto de nível Muito bom não resulta automaaticamente na atribuição de uma nota de Muito bom. Para obter um Muito bom, os alunos devem produzir um trabalho que reflicta os critérios de avaliação para um trabalho de nível Muito bom. Se assim não for, os alunos podem obter uma nota mais baixa. Os alunos que demonstrem interesse em assumirem um trabalho mais rigoroso, irão obter notas mais elevadas. Esta estratégia de avaliação é apropriada apenas quando os alunos são confrontados com uma escolha de projectos baseados na nota que gostariam de obter. Não é adequada para actividades estratificadas realizadas por grupos flexíveis de ensino; neste caso, o professor estaria a limitar os alunos que realizam um excelente trabalho em tarefas mais básicas à obtenção de notas mais baixas. O professor deve ter em mente que todos os alunos podem pensar e trabalhar em níveis elevados de estímulo. Todos os projectos devem estar disponíveis para todos os alunos. O professor deve manter os seus critérios de qualidade elevados, embora atingíveis com algum esforço. Deve estar à espera de resultados diferentes para o mesmo projecto. Alguns alunos irão mais longe do que o exigido ou mostrarão um maior grau de elaboração no desenvolvimento dos seus projectos. Outros irão cumprir os critérios de qualidade, mas apresentarão uma aplicação mais básica dos critérios ao seu trabalho. Não faz mal! O professor estará a encorajá-los a assumirem o desafio, reconhecendo que os resultados finais serão diferentes, dependendo dos seus interesses e das suas capacidades. Para os alunos com necessidades especiais ou com planos educativos individualizados, o professsor também pode modificar os critérios ou as exigências, conforme apropriado. "Totalmente 10" O professor pode sentir-se preocupado por os alunos que escolhem projectos mais complexos e estimulantes necessitarem de mais tempo para terminar as suas actividades do que os alunos que realizam tarefas mais básicas. Como é que o professor torna mais equitativo a distribuição de tempo de trabalho dos alunos? O formato "Totalmente 10" é um formato de diferenciação de projectos ou de trabalhos que pode ajudar o professor a gerir melhor as questões colocadas pelo tempo de trabalho. Os alunos escolhem actividades de diferentes níveis de estímulo e complexidade. A cada tarefa que os alunos podem seleccionar, o professor atribui um resultado de 2, 4, 6 ou 10. (...)Diane Heacox, Obra citada, pp. 124-126
October 7 2009, 3:24pm | Comments »
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Outros tempos, outros costumes?
http://terrear.blogspot.com/2009/05/outros-tempos-outros-costumes.html
Ou uma manifestação da "lei do pêndulo".
May 12 2009, 6:52am | Comments »
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Para que servem as notas?
http://terrear.blogspot.com/2009/02/para-que-servem-as-notas.html
Pierre MerleLes notes constituent-elles une mesure fiable des compétences et de la valeur des élèves ? Hélas, non ! confirment les recherches sur la question. De multiples biais viennent s’introduire dans l’évaluation des copies. C’est pourquoi, selon Pierre Merle, remplacer le baccalauréat par un contrôle continu présente certains dangers.« J’ai été saqué ! », « Le prof s’est trompé », « Avec Mme X, j’aurais eu une meilleure note »… Lorsque l’on pose la question de l’exactitude et de la justice de la notation à neuf cents collégiens, on est surpris des réponses. En français, seulement un élève sur six pense qu’il aurait la même note si sa copie était corrigée par un autre professeur. Presque 50 % pensent que leur note serait différente (les autres ne savent pas).Texto Integral.
February 18 2009, 10:35am | Comments »
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Acidente costeiro
http://terrear.blogspot.com/2008/12/acidente-costeiro.html
A crónica desta semana de Miguel Santos Guerra. Evidências claras que nos fazem pensar.
En la hermosa ciudad argentina de Mar del Plata impartí hace unas semanas una conferencia sobre evaluación educativa. Al terminar la sesión, una profesora se me acercó y me contó esta significativa y simpática anécdota. A su hijo (no sé de cuántos años) le pidieron en la clase que dibujase un accidente
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December 13 2008, 12:26pm | Comments »
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Bancos de itens
http://terrear.blogspot.com/2008/10/bancos-de-itens.html
GAVE alarga Banco de Itens e os professores são convidados a participar nessa construção. Uma acção a registar e aplaudir.
October 29 2008, 4:31am | Comments »
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CPA
http://terrear.blogspot.com/2008/10/cpa.html
Começa a argumentar-se que os professores não podem participar nos conselhos de turma de avaliação dos alunos por causa do princípio da justiça e da imparcialidade. E que estão impedidos porque as notas vão ser depois consideradas para efeitos de avaliação individual. Sabe-se qual a minha posição sobre o assunto. Mas é grave que os professores se revejam como meros agentes da administração
October 20 2008, 4:30am | Comments »
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