Escreve o SPN:(...)Um dos aspectos mais polémicos deste concurso será, decerto, a aplicação, pela 1.ª vez, de uma norma do Decreto-Lei n.º 51/2009, diploma que regula os concursos, que prevê o impacto da última avaliação do desempenho obtida na graduação profissional. Concretamente, a graduação seria bonificada em um valor se essa menção, obtida em 2009, for de Muito Bom, ou em dois valores, se a menção obtida tiver sido Excelente.(...)E escreve bem. Podendo, no plano teórico, ser admissível e até defensável esse efeito, nas condições concretas em que foram produzidas essas classificações, é manifestamente iníquo impor já essa consequência. Porque, podendo ter havido- e houve certamente - situações justas e lisas, outras houve marcadas pelo mais completo descalabro e compadrio.
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Aviso n.º 7173/2010, Concursos e Iniquidade
http://terrear.blogspot.com/2010/04/aviso-n-71732010-concursos-e-iniquidade.html
April 15 2010, 3:18am | Comments »
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Avaliação de Professores
http://terrear.blogspot.com/2010/02/avaliacao-de-professores.html
An effective system of teacher evaluation accomplishes two things: it ensures quality teaching and it promotes professional learning. The quality of teaching is the single most important determinant of student learning; a school district’s system of teacher evaluation is the method by which it ensures that teaching is of high quality. Therefore, the system developed for teacher evaluation must have certain characteristics: it must be rigorous, valid, reliable, and defensible, and must be grounded in a research-based and accepted definition of good teaching. The Framework for Teaching provides such a foundation. In addition, however, the procedures used in teacher evaluation can be used to promote professional learning. When teachers engage in self-assessment, reflection on practice, and professional conversation, they become more thoughtful and analytic about their work, and are in a position to improve their teaching. Evaluators can contribute to teachers’ professional learning through the use of in-depth reflective questions. By shifting the focus of evaluation from “inspection” to “collaborative reflection” educators can ensure the maximum benefit from the evaluation activities.Fontehttp://www.danielsongroup.org/coaching.htmSendo, em consequência, sensato retirar todas as consequências desta tese.
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February 28 2010, 8:55am | Comments »
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Fenprof impõe lista de 30 pontos para assinar acordo com o ministério
http://terrear.blogspot.com/2009/12/governo-e-sindicatos-estao-hoje.html
Notícia aqui. De alguns discordo totalmente. Exemplo flagrante é a prova de acesso à profissão. Deveria ser dispensável. Mas não é. No estado em que está a formação inicial de professores assumir esta exigência é um atentado à imagem social da classe docente.
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December 30 2009, 11:36am | Comments »
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Encurralados?
http://terrear.blogspot.com/2009/12/encurralados.html
A propósito da avaliação dos professores ouvi nestes dois últimos dias duas "teses" (certamente localizadas e por isso não generalizáveis...) que me deixaram inquieto (não que seja surpreendente, mas porque indicia que a serenidade é apenas aparente e isso é que me inquieta): que o sistema em acção finalizado agora em Dezembro foi gerado mais pela lógica do favoritismo do que pela justiça; e que as direcções das escolas se sentem encurraladas numa teia de sentidos paradoxais.Sobre a avaliação de professores, o que se está a passar e o que se anuncia, não tenho opinião porque não estudei a matéria. Devido a alguma saturação e por ter privilegiado outros temas e enfoques. Mas parece ser incontornável regressar a este tema que já me ocupou muito tempo.
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December 21 2009, 5:06pm | Comments »
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Plano de carreira e avaliação dos professores: encontros e desencontros
http://terrear.blogspot.com/2009/12/plano-de-carreira-e-avaliacao-dos.html
Um estudo que conclui o óbvio (e ninguém liga).O objetivo deste estudo foi verificar se os critérios de progressão na carreira de uma instituição de ensino superior são os mesmos que formam um bom docente na perspectiva dos alunos. A literatura destaca vários fatores que interferem no desempenho dos alunos, mas considera que os critérios clássicos de progressão tendem a não exercer claramente efeitos sobre o rendimento dos alunos. A pesquisa exploratória utilizou, como instrumento de coleta de dados, um questionário preenchido pelos alunos, previamente construído, testado e aprovado como parte do processo de avaliação institucional. Além de verificar o desempenho dos docentes na perspectiva dos alunos, relacionaram-se as respostas ao questionário com as características docentes valorizadas pelo Plano de Carreira (titulação, experiência, tempo de serviço e publicações científicas). Concluiu-se que, na instituição estudada, não houve relação significativa entre a avaliação dos docentes e as variáveis para progressão na carreira, confirmando a literatura sobre a educação básica.Palavras-chave: Educação superior. Carreira do magistério. Economia da educação. Avaliação de professores. Avaliação institucional.Texto integral
December 15 2009, 5:52pm | Comments »
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Avaliação, Desempenho, Resultados Alunos
http://terrear.blogspot.com/2009/12/avaliacao-desempenho-resultados-alunos.html
ReverAvaliação do desempenhoe melhoria dosresultados dos alunosAlexandre VenturaDepartamento de Ciências da EducaçãoUniversidade de AveiroAqui
December 4 2009, 4:38pm | Comments »
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Avaliação e consequências
http://terrear.blogspot.com/2009/11/avaliacao-e-consequencias.html
É um lugar comum a tese de que a avaliação deve ter consequências. Mas as consequências dependem do paradigma e do modelo/modalidade de avaliação.No caso da avaliação dos alunos entendem-se as diferentes consequências da avaliação diagnóstico, formativa e sumativa.No caso da avaliação dos professores algo de similar se passa. Mas a consequência que ocupou grande parte das preocupações e dis posições foi a que tinha a ver com as classificações e o seu efeito na progressão da carreira.Para mim, a consequência mais importante da avaliação não devia ser essa, mas sim a de melhorar as práticas profissonais, isto é, os modos de fazer aprender os alunos. E neste paradigma avaliativo, é óbvio que a avaliação só podia ter uma forte componente interna à escola e à profissão.Para que esta focalização venha a ser possível, torna-se necessário, a meu ver, desconectar esta avaliação da classificação/progressão na carreira. Para retirar o efeito selectivo e de ameaça, as sementes da discórdia e da desconfiança e induzir a um trabalho de base cooperativo e mais solidário.E porque esta avaliação e estas consequências são, de longe, as mais importantes, deveria dedicar-lhes o primeiro esforço. E inventar, depois, os processos e os dispositivos que pudessem ter efeitos na progressão da carreira.
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November 15 2009, 11:36am | Comments »
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Programa de Governo, Avaliação de Professores e etc
http://terrear.blogspot.com/2009/11/programa-de-governo-avaliacao-de.html
Vi por breves momentos segmentos do debate parlamentar a propósito do programa de governo. Vi e entristeci-me. Jogos de pura retórica e dissimulação. De faz de conta que responde, mas não responde. De faz de conta que é para defesa da honra, mas afinal não é. De guerrilha institucional. Assim, não vamos lá.Sobre a educação. É evidente que há temas muito mais importantes do que a avaliação de professores. Por exemplo, a sua carreira (que regrediu), as suas condições de trabalho. Por exemplo, a promoção do sucesso real dos alunos, a descentralização efectiva da máquina administrativa, a autonomia e a responsabilidade.Mas, persistir na crença irracional de que o modelo imposto contribuiu para melhorar o desempenho docente e as aprendizagens dos alunos e para premiar o mérito e a excelência só pode ser uma ficção. Começam, aliás, a surgir os primeiros estudos empíricos que provam o contrário. E branquear a realidade, fazendo crer que o povo é estúpido e não quer que rasguem papéis maléficos é estar prisioneiro de um pré-conceito que não é benéfico para a educação portuguesa. E não permitir a saída do labirinto. Aliás, os pais dos nossos alunos começam a perceber isso mesmo.Se o senhor primeiro-ministro persistir nesta cegueira pode começar a escrever o seu irremediável declínio. Não por causa da avaliação. Mas pelo que revela da impossibilidade de compreender o que se passa.
November 5 2009, 7:13am | Comments »
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Denúncia e apelo
http://terrear.blogspot.com/2009/10/denuncia-e-apelo.html
Eu não posso compactuar com um sistema que age como se um relato com este que me chega de madrugada não pudesse existir. Eu não posso compactuar com este desejo de fuga da escola, sentido pelos melhores profissionais que temos, com o "chico-espertismo" que obtém muito bom e excelente numa avaliação supostamente destinada a distinguir o mérito. Eu não posso ser cúmplice da mediocridade. Tenho de erguer a minha voz contra a "tentação do rebanho" que venho denunciando há mais de 30 anos, em textos dispersos por diversos media. Vou agora dormir, pela 1:20 da manhã, deixando este lamento, misturado com uma réstea de esperança. Como sinal de alento e a convicção de que é possível construir uma solidariedade exigente.(...)Um post sobre as aulas assistidas fez-me relembrar uma conversa que ouvi hoje na sala de Profs. Um colega de EDF, que nem se dá por ele, dizia muito eloquentemente que tinha recebido a avaliação da escola do ano passado: Muito Bom. Afirmava que o avaliador tinha sido amigo e tinha-lhe dado 9 e o executivo 7. Outro referia que tinha tido excelente. O colega mais incompetente que tive no curso EFA teve Muito Bom , no ano anterior, pelo tempo de serviço e assiduidade. Não se falava dos alunos, dos problemas da escola, formas de ultrapassar dificuldades mas... às vezes ponho-me a pensar o que faço no ensino. Tenho um Director que não gosta que os professores leccionem as aulas de porta aberta; que organiza uma lista ao conselho geral onde os docentes efectivos são só 1º e 2º ciclos. Desculpe o desabafo mas ando a ficar mesmo desanimada com o que observo. Ainda bem que este ano só dou aulas e não tenho nenhum cargo. Ainda bem que vou lendo pensamentos que vão ao encontro do que eu penso, que me dão ânimo e me ajudam a pensar que o importante, o ponto central são os alunos que, na maior parte das vezes, são os mais esquecidos. Hoje fez-me relembrar uma oral cujo tema principal, na cadeira de História clássica, era a Alegoria da Caverna. Durante anos odiei Platão, tinha lido o texto mas não o tinha sentido não o tinha compreendido. É óbvio que passados 20 anos dou-lhe uma importância diferente e acredito que na maior parte das vezes não passamos de prisioneiros a quem é difícil libertar-se... Uma boa noite e obrigada .Boa noite. Não desista. Os alunos precisam de si.
October 21 2009, 6:11pm | Comments »
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OCDE - Avaliação da Avaliação de Professores
http://terrear.blogspot.com/2009/07/ocde-avaliacao-da-avaliacao-de.html
Outro Excerto do Relatório da OCDE, agora em Português. Curiosa a forma como se procura gerir as tensões.Reforçar a avaliação dos professores para o desenvolvimento profissionalÉ necessário valorizar fortemente a avaliação de professores tendo em vista oaperfeiçoamento contínuo das práticas docentes na escola (i.e. avaliação paradesenvolvimento). No modelo actual, é feita em simultâneo com a avaliação documprimento de objectivos, o que pode reduzir a eficácia da avaliação enquanto umimportante instrumento para promoção do mérito. Desenhar uma componente deavaliação predominantemente orientada para o desenvolvimento profissional etotalmente desenvolvida no interior da escola poderá evitar esse risco. Esta abordagem éconsistente com o espírito de autonomia das escolas, com as novas responsabilidadespedagógicas dos directores e com a necessidade de reforçar o desempenho dos órgãosde gestão dentro das escolas, embora no respeito pelo profissionalismo dos professores.Esta componente seria um processo interno, que consideraria os desempenhospedagógico e funcional dos professore e teria em conta os objectivos da escola assimcomo as especificidades do professor avaliado. O principal resultado seria poderassegurar ao professor feedback sobre o seu desempenho, assim como sobre o seucontributo para a escola, e resultaria numa avaliação estritamente qualitativa (i.e. semqualquer classificação quantitativa) e na elaboração de um plano de desenvolvimentoprofissional, que passariam a integrar os registos profissionais do professor. Estacomponente seria organizada anualmente para cada professor ou até com menosfrequência, dependendo das avaliações anteriores, e seria assegurada pelos órgãos degestão intermédia (por exemplo, coordenadores de departamento), por pares maisqualificados e pelo director da escola ou por outros membros da direcção. Desta práticadeveria resultar um relatório com consequências para o desenvolvimento profissional doprofessor, com recomendações para o seu plano de desenvolvimento individual econstituiria um complemento a sessões informais de apoio profissional que decorreriamao longo do ano lectivo.Há sempre o risco de uma avaliação para o desenvolvimento, sem ligações directasà progressão na carreira, não ser suficientemente levada a sério, especialmente quandoainda não existe uma cultura de avaliação consolidada. Para evitar este risco é requeridauma validação externa dos processos desenvolvidos, responsabilizando, se necessário, odirector da escola. O conselho geral poderia ser também envolvido no processo, namedida em que este órgão deveria exigir anualmente informações ao director da escolasobre as medidas tomadas para monitorizar e melhorar a qualidade do ensino e daaprendizagem ao longo do ano lectivo.Simplificar o modelo actual e utilizá-lo predominantemente para a progressão nacarreiraA avaliação do desempenho para a progressão na carreira é um mecanismoessencial para avaliar o desempenho do professor, orientar a sua evolução na carreira,incentivá-lo a melhorar as suas práticas lectivas e para disponibilizar informação para aelaboração do seu plano de desenvolvimento profissional. A avaliação para a progressãona carreira pode ser concretizada através do modelo actual, mas consideramos que há nomeadamente três ajustamentos que poderiam facilitar a sua implementação: Em primeiro lugar, atendendo ao tempo necessário para desenvolver competências de avaliação e às dificuldades com que se debatem os intervenientes no processo, seria sensato aligeirar o modelo, em particular através da redução da frequência dosmomentos de avaliação e da simplificação dos critérios e instrumentos de avaliação. Emsegundo lugar, embora sendo predominantemente desenvolvido no interior da escola, aavaliação para progressão na carreira deveria incluir uma componente externa. Emterceiro lugar, a avaliação para progressão na carreira deveria estar ligada a critérios eindicadores padronizados ao nível nacional (tendo embora em consideração o contextode cada escola). Estes elementos iriam reforçar a equidade das avaliações dos professores em todas as escolas.Articular a avaliação para o desenvolvimento profissional e a avaliação para progressão na carreiraA avaliação para o desenvolvimento e a avaliação para progressão na carreiradeverão permanecer ligadas e é importante conceber uma base sólida para a suainterligação. Desde logo a avaliação para progressão na carreira baseia-se nasapreciações qualitativas obtidas no processo de avaliação para o desenvolvimento,incluindo as recomendações feitas para melhoria do desempenho. Pode inclusivamenteexistir uma interacção entre o avaliador externo e os avaliadores internos responsáveispela avaliação para o desenvolvimento. Do mesmo modo, os resultados da avaliaçãopara progressão na carreira podem disponibilizar informação para o plano dedesenvolvimento profissional de cada professor e fornecer um feedback útil para amelhoria dos processos de avaliação para o desenvolvimento. Ao propor diferentesprocedimentos para a avaliação para o desenvolvimento e para a avaliação paraprogressão na carreira, não se pretende aumentar o trabalho dos professores e dosavaliadores, pelo contrário, pretende-se um cenário de reequilíbrio, que permita umautilização mais eficaz do tempo já investido na avaliação.Garantir uma articulação adequada entre a avaliação das escolas e a avaliação dos professoresA avaliação das escolas é uma componente importante de um quadro avaliativomais abrangente, que pode fomentar e até enquadrar o processo de avaliação deprofessores e o respectivo feedback. Tanto a avaliação das escolas como a dosprofessores têm por objectivo a melhoria do desempenho dos alunos e, neste sentido,uma eficaz avaliação das escolas deveria incluir a monitorização da qualidade do ensinoe da aprendizagem. Em concreto, a avaliação das escolas deveria incluir uma validaçãoexterna do processo de avaliação para o desenvolvimento. Paralelamente, os resultadosda avaliação das escolas devem ter impacto na definição das quotas para atribuição aosprofessores das classificações de Muito Bom e de Excelente, na avaliação paraprogressão na carreira, tal como prevê o sistema de avaliação português.Os directores das escolas devem ser os responsáveis pela gestão dos recursoshumanos, e prestar contas perante os respectivos conselhos gerais. Idealmente, deveriaexistir um sistema de garantia da qualidade, em que a estratégia da escola e osresultados da sua auto-avaliação assegurassem uma contínua monitorização e melhoriada qualidade da escola e dos professores. A auto-avaliação das escolas também deveabranger mecanismos de aferição do processo interno de avaliação para odesenvolvimento profissional dos docentes e de acompanhamento dos resultados daavaliação do desempenho para a progressão na carreira.Fonte
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July 15 2009, 12:57pm | Comments »