Outro Excerto do Relatório da OCDE, agora em Português. Curiosa a forma como se procura gerir as tensões.Reforçar a avaliação dos professores para o desenvolvimento profissionalÉ necessário valorizar fortemente a avaliação de professores tendo em vista oaperfeiçoamento contínuo das práticas docentes na escola (i.e. avaliação paradesenvolvimento). No modelo actual, é feita em simultâneo com a avaliação documprimento de objectivos, o que pode reduzir a eficácia da avaliação enquanto umimportante instrumento para promoção do mérito. Desenhar uma componente deavaliação predominantemente orientada para o desenvolvimento profissional etotalmente desenvolvida no interior da escola poderá evitar esse risco. Esta abordagem éconsistente com o espírito de autonomia das escolas, com as novas responsabilidadespedagógicas dos directores e com a necessidade de reforçar o desempenho dos órgãosde gestão dentro das escolas, embora no respeito pelo profissionalismo dos professores.Esta componente seria um processo interno, que consideraria os desempenhospedagógico e funcional dos professore e teria em conta os objectivos da escola assimcomo as especificidades do professor avaliado. O principal resultado seria poderassegurar ao professor feedback sobre o seu desempenho, assim como sobre o seucontributo para a escola, e resultaria numa avaliação estritamente qualitativa (i.e. semqualquer classificação quantitativa) e na elaboração de um plano de desenvolvimentoprofissional, que passariam a integrar os registos profissionais do professor. Estacomponente seria organizada anualmente para cada professor ou até com menosfrequência, dependendo das avaliações anteriores, e seria assegurada pelos órgãos degestão intermédia (por exemplo, coordenadores de departamento), por pares maisqualificados e pelo director da escola ou por outros membros da direcção. Desta práticadeveria resultar um relatório com consequências para o desenvolvimento profissional doprofessor, com recomendações para o seu plano de desenvolvimento individual econstituiria um complemento a sessões informais de apoio profissional que decorreriamao longo do ano lectivo.Há sempre o risco de uma avaliação para o desenvolvimento, sem ligações directasà progressão na carreira, não ser suficientemente levada a sério, especialmente quandoainda não existe uma cultura de avaliação consolidada. Para evitar este risco é requeridauma validação externa dos processos desenvolvidos, responsabilizando, se necessário, odirector da escola. O conselho geral poderia ser também envolvido no processo, namedida em que este órgão deveria exigir anualmente informações ao director da escolasobre as medidas tomadas para monitorizar e melhorar a qualidade do ensino e daaprendizagem ao longo do ano lectivo.Simplificar o modelo actual e utilizá-lo predominantemente para a progressão nacarreiraA avaliação do desempenho para a progressão na carreira é um mecanismoessencial para avaliar o desempenho do professor, orientar a sua evolução na carreira,incentivá-lo a melhorar as suas práticas lectivas e para disponibilizar informação para aelaboração do seu plano de desenvolvimento profissional. A avaliação para a progressãona carreira pode ser concretizada através do modelo actual, mas consideramos que há nomeadamente três ajustamentos que poderiam facilitar a sua implementação: Em primeiro lugar, atendendo ao tempo necessário para desenvolver competências de avaliação e às dificuldades com que se debatem os intervenientes no processo, seria sensato aligeirar o modelo, em particular através da redução da frequência dosmomentos de avaliação e da simplificação dos critérios e instrumentos de avaliação. Emsegundo lugar, embora sendo predominantemente desenvolvido no interior da escola, aavaliação para progressão na carreira deveria incluir uma componente externa. Emterceiro lugar, a avaliação para progressão na carreira deveria estar ligada a critérios eindicadores padronizados ao nível nacional (tendo embora em consideração o contextode cada escola). Estes elementos iriam reforçar a equidade das avaliações dos professores em todas as escolas.Articular a avaliação para o desenvolvimento profissional e a avaliação para progressão na carreiraA avaliação para o desenvolvimento e a avaliação para progressão na carreiradeverão permanecer ligadas e é importante conceber uma base sólida para a suainterligação. Desde logo a avaliação para progressão na carreira baseia-se nasapreciações qualitativas obtidas no processo de avaliação para o desenvolvimento,incluindo as recomendações feitas para melhoria do desempenho. Pode inclusivamenteexistir uma interacção entre o avaliador externo e os avaliadores internos responsáveispela avaliação para o desenvolvimento. Do mesmo modo, os resultados da avaliaçãopara progressão na carreira podem disponibilizar informação para o plano dedesenvolvimento profissional de cada professor e fornecer um feedback útil para amelhoria dos processos de avaliação para o desenvolvimento. Ao propor diferentesprocedimentos para a avaliação para o desenvolvimento e para a avaliação paraprogressão na carreira, não se pretende aumentar o trabalho dos professores e dosavaliadores, pelo contrário, pretende-se um cenário de reequilíbrio, que permita umautilização mais eficaz do tempo já investido na avaliação.Garantir uma articulação adequada entre a avaliação das escolas e a avaliação dos professoresA avaliação das escolas é uma componente importante de um quadro avaliativomais abrangente, que pode fomentar e até enquadrar o processo de avaliação deprofessores e o respectivo feedback. Tanto a avaliação das escolas como a dosprofessores têm por objectivo a melhoria do desempenho dos alunos e, neste sentido,uma eficaz avaliação das escolas deveria incluir a monitorização da qualidade do ensinoe da aprendizagem. Em concreto, a avaliação das escolas deveria incluir uma validaçãoexterna do processo de avaliação para o desenvolvimento. Paralelamente, os resultadosda avaliação das escolas devem ter impacto na definição das quotas para atribuição aosprofessores das classificações de Muito Bom e de Excelente, na avaliação paraprogressão na carreira, tal como prevê o sistema de avaliação português.Os directores das escolas devem ser os responsáveis pela gestão dos recursoshumanos, e prestar contas perante os respectivos conselhos gerais. Idealmente, deveriaexistir um sistema de garantia da qualidade, em que a estratégia da escola e osresultados da sua auto-avaliação assegurassem uma contínua monitorização e melhoriada qualidade da escola e dos professores. A auto-avaliação das escolas também deveabranger mecanismos de aferição do processo interno de avaliação para odesenvolvimento profissional dos docentes e de acompanhamento dos resultados daavaliação do desempenho para a progressão na carreira.Fonte
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OCDE - Avaliação da Avaliação de Professores
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July 15 2009, 12:57pm | Comments »
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AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES - ESTUDO DA OCDE
http://terrear.blogspot.com/2009/07/avaliacao-dos-professores-estudo-da.html
Disponível o relatório da OCDE em diferentes formatos. Visões sustentadas que indiciam o "enorme ruído" onde nos perdemos e a necessidade de muito caminho a percorrer. Apenas um excerto:Teacher engagement and motivation is needed for successful school reformMeaningful teacher evaluation and the resulting feedback, reflection and professional development will only happen if teachers are motivated to make it work. Hence, it is essential to find ways for teachers to identify with the goals and values of teacher evaluation arrangements and practices. This includes providing support to teachers to help them understand what evaluation involves, how it can strengthen their role as professionals and how it can help them to improve student performance. Also, by having the opportunity locally to develop instruments and procedures for teacher evaluation, based on central guidance, teachers have the scope to develop a clear, fair and rigorous approach in every school.FonteRelatório completoPágina inicial
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July 15 2009, 8:47am | Comments »
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Empowerment Evaluation
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Empowerment evaluation is the use of evaluation concepts and techniques to foster selfdetermination.The focus is on helping people help themselves. This evaluation approachfocuses on improvement, is collaborative, and requires both qualitative and quantitativemethodologies. It is also highly flexible and can be applied to evaluation in any area,including health, education, business, agriculture, microcomputers, non-profits andfoundations, government, and technology. It is a multifaceted approach with many forms,including training, facilitation, advocacy, illumination, and liberation.Texto IntegralEra esta a avaliação que deveria ser prosseguida.
July 14 2009, 4:18pm | Comments »
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Práticas de avaliação
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Pede-se a uma pequena turma de mestrado: usando este cartão escrevam 50 palavras que avaliem o que foi para cada um de vós esta disciplina ao longo deste ano. E o resultado foi o seguinte:1. Avaliação: mto bomA disciplina foi de grande utilidade. Foram abordadas muitas metodologias diferentes que permitiram "alargar" conhecimentos e "abrir horizontes". As aulas foram muito diversificadas, bem como os trabalhos solicitados.2. Para mim, a unidade curricular (...) foi uma oportunidade de reflectir sobre temas ligados à educação de que estava "desligada" por estar focada noutros. Uma óptima oportunidade de continuar a evoluir.3. Na disciplina de seminário:- o 1º semestre: gostei da organização da disciplina, achei motivadora e cativante.- o 2º semestre: gostaria de ter feito em sala de aula mais trabalho específico no que respeita ao pré-projecto: pesquisa, construção de leitura (acompanhada) de artigos.4. Avaliação: Muito Bem.A disciplina (...) ulltrapassou as minhas expectativas e contribuiu para a minha valorização profissional.5. Encontro de saberes diferenciados.6. Gostei da organização dos temas e trabalhos ao longo do ano. No entanto, no 2º semestre teria sido importante utilizar mais aulas para construir o pré-projecto (em sala de aula).7. Avaliação: Bom +.8. As aulas foram interessantes, diversificadas e motivadoras.Sugestão: explorar mais situações reais vividas nas escolas.9. A disciplina (...) foi pertinente e ajudou-me a reflectir sobre muitas questões relacionadas com o que se passa nas escolas.10. Foi um espaço de partilha de ideias pertinentes que foram fluindo à medida que íamos sendo provocados.11. Muito...Muito bem...Muito Trabalho...Muito Bom Clima...Muito Obrigado.12. O Seminário foi um espaço de debate e reflexão sobre as nossas práticas e as nossas escolas. Obrigada pela instigação ao debate.13. Bom local de partilha.14. Para a disciplina de (...) foi CLARA, OBJECTIVA e bem SISTEMATIZADA.15. A aula de seminário foi promotora de reflexão e debate sobre variados temas sobre as nossas práticas como professores. Como futuros mestres considero um aspecto positivo neste projecto a percorrer.16. Muito positivo, enriquecedor, momentos de partilha.17. Muito Boa. Deu-me uma visão global da temática do curso e "obrigou-me" a reflectir e a investigar. Isto é, a acordar.São 17, as visões. Todas claras, objectivas subjectivas. Pertinentes e relevantes. Todas justas e ajustadas. Todas formativas e formadoras. Todas simples, breves, económicas. Todas equivalentes a dezenas de fichas e grelhas de avaliação. E assim é. Quando a avaliação quer estar ao serviço do des envolvimento, da melhoria, da aprendizagem, da crítica e da felicitação. Com a consciência tranquila, é bom ter o privilégio deste registo. Ainda que saiba que se pode fazer melhor (há aliás sugestões muito pertinentes neste sentido). Como gostaria que a avaliação dos professores se inspirasse em dispositivos simples, econonómicos, relevantes. Muito longe da parafernália tecnocrática das condutas, das grades, da asfixia e da opressão.
July 13 2009, 7:21am | Comments »
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Do Inacreditável...
http://terrear.blogspot.com/2009/07/do-inacreditavel.html
Um colega e amigo escreve:A Recomendação nº 2/CCAP/2008 apontava claramente para a necessidade de a avaliação final do desempenhoo do professor ser realizada por "dimensão/domínio/parâmetro", de modo a evitar a segmentação artificial do trabalho do professor introduzida pelo Despacho nº 16872/2008 (o das fichas). Depois de tanto verbo, (...) lá acabaram por aceitar esta recomendação e alterar o nº 3 deste despacho, através de uma nova redacção dada pelo despacho nº 3006/2009 (23 de Janeiro). Em consequência, na escola, elaborámos a referencialização nesta linha, isto é, definindo descritores para os cinco níveis de desempenho possíveis em cada domínio/parâmetro.Contudo, na formação recentemente realizada sobre o processo de classificação, já me tinha "cheirado a esturro" porque a aplicação informática para "apoiar" as escolas estava elaborada na lógica da classificação por indicador/item, como se o despacho nº3006/2009 não tivesse existido. Contestei a plataforma e continuámos o trabalho na escola com a orientação que havíamos traçado. Um "cândido" despacho hoje publicado, que te envio, considera o 3006/2009 um erro e repristina o anterior nº 3 do despacho nº 16 872/2008. Mas isto pode lá ser? É possível continuar a trabalhar com este modo de agir da equipa do ME?Por mim, respondo:Num Estado de bem não poderia ser.Não é possível trabalhar com seriedade com este modo de regulamentação. Despacho n.º 15772/2009 de 10 de JulhoO despacho n.º 3006/2009, de 6 de Janeiro, publicado no Diário daRepública, 2.ª série, n.º 16, de 23 de Janeiro de 2009, alterou e republicouo anexo XVI ao despacho n.º 16872/2008, de 7 de Abril, publicadono Diário da República, 2.ª série, n.º 119, de 23 de Junho de 2008, queaprova os modelos de impressos das fichas de auto -avaliação e avaliaçãodo desempenho do pessoal docente, bem como as ponderações dosparâmetros classificativos constantes das fichas de avaliação, visandodesburocratizar os procedimentos de avaliação e facultar maior autonomiaaos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.Por lapso, a alteração ao n.º 3 do citado anexo contém um erro queimportaria corrigir. Tendo já decorrido o prazo para rectificação domesmo, procede -se desta forma à sua correcção.Assim, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 44.º do Estatutoda Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos EnsinosBásico e Secundário e nos artigos 20.º, n.º 2, e 35.º do Decreto Regulamentarn.º 2/2008, de 10 de Janeiro, determina -se o seguinte:1 — É revogado o n.º 3 do anexo XVI ao despacho n.º 16872/2008, de7 de Abril, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 119, de 23 deJunho de 2008, na redacção do despacho n.º 3006/2009, publicado noDiário da República, 2.ª série, n.º 16, de 23 de Janeiro de 2009.2 — É repristinado o n.º 3 do anexo XVI na redacção original dodespacho n.º 16872/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série,n.º 119, de 23 de Junho de 2008.3 — O presente despacho produz efeitos a partir da data da assinatura.1 de Julho de 2009. — O Secretário de Estado Adjunto e da Educação,Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira.
July 10 2009, 12:36pm | Comments »
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Depois do tempo perdido, regressar ao princípio
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A presidente do PSD prometeu hoje mudar os estatutos do aluno e da carreira docente, o sistema de avaliação dos professores e aliviar a carga burocrática a que estão sujeitos, caso vença as eleições legislativas.Esses quatro compromissos farão parte do programa eleitoral social-democrata, anunciou Manuela Ferreira Leite, em declarações aos jornalistas, em Lisboa, a meio de uma reunião sobre educação enquadrada no Fórum Portugal de Verdade do PSD.“No nosso programa não poderemos deixar de contemplar a alteração destes quatro aspectos que estão a paralisar o sistema, estão a torná-lo inviável, desmotivador da acção dos professores”, declarou.FonteCirculam, entretanto, notícias roxas sobre condutas e companhia, agora numa versão mais reduzida (já não as 96 ou as 100 do dr. Fatal, mas a mesma filosofia). Tristes tópicos.
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July 2 2009, 8:23am | Comments »
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Uma Vergonha Nunca Vem Só
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Avaliação do Desempenho DocenteModelo de avaliação docente não põe em causa o trabalho nas escolas29 de Jun de 2009A aplicação do modelo de avaliação dos professores exige menos tempo do que o estipulado, tanto na versão do modelo completo como na do simplificado, concluiu a consultora Deloitte, no estudo de impacto do modelo de avaliação dos docentes entregue ao Ministério da Educação.Informação completa no site do ME.Por uma questão ética, deve, no entanto, referir-se que este estudo não tem qualquer valor e não merece qualquer confiança. Chegar a estas conclusões a partir de 9 escolas que tinham o modelo de avaliação "em marcha" e ter ainda o desplante de afirmar que o que lá existe é factual e objectivo só pode merecer uma gargalhada.Já que esteve no segredo dos deuses desde Abril, bem poderia lá continuar, pois é o tipo de estudo perfeitamente inútil.Já agora, em nome da transparência, também seria interessante conhecer o estudo da OCDE prometido para este mês.
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June 30 2009, 4:00pm | Comments »
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Avaliação de escolas, avaliação de professores
http://terrear.blogspot.com/2009/06/avaliacao-de-escolas-avaliacao-de.html
L’évaluation des enseignants évoque encore aujourd’hui l’image d’une relation duale, une rencontre entre un observateur de passage et un enseignant observé. Peut-être est-il temps de rompre avec cette figure traditionnelle. À l’heure où on constitue les établissements en personnes morales et en acteurs collectifs, où on leur demande d’avoir un projet et de rendre des comptes sur son avancement, comment ne pas envisager de connexions entre l’évaluation des compétences et l’accompagnement de projets d’établissement ?Le sort d’un projet d’établissement dépend, parmi d’autres facteurs, des compétences individuelles et collectives des enseignants impliqués. Concevoir, négocier, conduire un projet d’établissement et en rendre compte offrent à chacun l’occasion de se confronter aux pratiques des autres et de prendre la mesure soit de ses choix implicites, de ses limites et du rapport entre les premiers et les secondes.Dans la mesure où le corps enseignant d’un établissement est solidairement engagé dans un projet, chacun devient dépendant des autres et a donc des attentes légitimes en termes de disponibilité, de force de travail, d’attitude, mais aussi de compétences apportées à la tâche collective ou dans le cadre d’une division équitable du travail. Le fonctionnement même d’un projet constitue donc un premier niveau de régulation des compétences, à la condition que l’institution rende la solidarité à la fois nécessaire et vivable, ce qui suppose sans doute un aménagement du statut des établissements.Un second niveau de régulation apparaît dans le dialogue entre l’établissement et un interlocuteur externe, au stade de la genèse d’un projet aussi bien que de son évaluation après une ou plusieurs années. Cela suppose que les projets d’établissement aient un statut, s’inscrivent dans un contrat qui oblige les parties à négocier et aussi bien des ressources que des franchises, libertés accordées en dérogation de la règle commune.Le problème se pose évidemment dans des termes différents selon que l’organisation scolaire prévoit ou non un chef d’établissement. S’il existe, il est préférable qu’il soit solidaire du projet ; il ne peut donc être en même son interlocuteur, même s’il est l’interlocuteur interne des équipes pédagogiques et du corps enseignant. L’interlocuteur d’un projet d’établissement peut être le responsable administratif d’une zone plus large, mais on peut envisager des formules différentes, par exemple une équipe d’accompagnement ou d’audit.Dans le cadre de la rénovation de l’enseignement primaire à Genève, l’interlocuteur des écoles est un “ groupe de recherche et d’innovation ” (GRI) sans autorité hiérarchique, mais qui est garant d’un suivi du contrat passé entre les écoles et l’autorité scolaire. Ce groupe est composé pour l’essentiel d’enseignants s’investissant dans cette tâche à temps plein ou temps partiel.Autre piste : dans l’académie de Lille, tous les établissements ont fait l’objet d’un audit, dans le cadre d’une démarche expérimentale (Demailly, 1996). Des équipes de quatre personnes ont été constituées : deux inspecteurs, un chef d’établissement et un formateur. Elles se sont organisées, dans le cadre d’un cahier des charges général, pour préparer, conduire, interpréter et restituer un audit, avec analyse de documents, visites dans les classes, entretiens, rencontres avec les groupes d’acteurs.On peut imaginer d’autres dispositifs encore. L’important est, dans le contexte de l’évaluation des compétences, que le feed-back ne porte pas seulement sur le fonctionnement, le réalisme d’un projet ou l’écart entre le plan et sa réalisation, mais s’inscrive dans un bilan et une analyse des ressources humaines et propose une politique de formation faisant partie du projet d’établissement.Philippe Perrenoudhttp://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_1996/1996_30.rtf
June 27 2009, 5:46pm | Comments »
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Avaliação de docentes - Visões de escola
http://terrear.blogspot.com/2009/06/avaliacao-de-docentes-visoes-de-escola.html
Reafirmo a primeira impressão: o relatório do CCAP sobre o que se passou em 30 escolas/agrupamentos é, muito provavelmente, a evidência empírica mais consistente e credível sobre a avaliação dos docentes no chamado 1º ciclo de avaliação.Esperemos pelo que vai escrever a Deloitte e a OCDE.
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June 22 2009, 3:52pm | Comments »
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Avaliação dos Docentes e Impressão Digital
http://terrear.blogspot.com/2009/06/avaliacao-dos-docentes-e-impressao.html
Os meus olhos são uns olhos,e é com esses olhos unsque eu vejo no mundo escolhos,onde outros, com outros olhos,nao vêem escolhos nenhuns.Quem diz escolhos, diz flores!De tudo o mesmo se diz!Onde uns vêem luto e dores,uns outros descobrem coresdo mais formoso matiz.Pelas ruas e estradasonde passa tanta gente,uns vêem pedras pisadas,mas outros gnomos e fadasnum halo resplandecente!!Inútil seguir vizinhos,querer ser depois ou ser antes.Cada um é seus caminhos!Onde Sancho vê moinhos,D.Quixote vê gigantes.Vê moinhos? São moinhos!Vê gigantes? São gigantes!in "Movimento Perpétuo", 1956E tudo isto a propósito da leitura que o Ministério da Educação fez do Relatório do CCAP e da Recomendação 5/2009. Aqui. Lendo, pode colocar-se a hipótese do ME querer transformar a derrota em vitória. E até que quer encostar o CCAP à parede, aprisionando-o numa alternativa que na actual circunstância não pode ser equacionada. Depois da proibição do estudo amostral que o CCAP queria fazer e da hipótese de demissao em bloco, este Despacho acaba por ser muito revelador.
June 22 2009, 3:57am | Comments »