Num tempo de perda real e/ou subjectiva de poder, osprofessores têm de se dedicar a descobrir as bases emque poderão alicerçar a sua autoridade, a sua imagem e oseu prestígio social. Para isso partimos da tipologiaadoptada por João Formosinho (1980) que estabeleceseis "tipos ideais" de poder:i) Poder físico, baseado na superioridade física, é o tipo de poderque o professor não pode eticamente usar mas que pode implícita esimbolicamente ameaçar utilizar. De qualquer modo, uma base frágil e residual.ii) Poder material ou remunerativo, baseado na possibilidade de adirecção da escola fixar, mais ou menos arbitrariamente,recompensas materiais e financeiras, o que no caso da escola públicanão é praticável, uma vez que escapa à decisão da organização.iii) Poder normativo, baseado na possibilidade do recurso a normasjurídicas, profissionais, morais, ideológicas. Este tipo de poder érecorrentemente utilizado num contexto organizacional burocráticoque prevê e regulamenta grande parte da acção organizacional, comoserá em parte o caso das nossas escolas. Os actores dirigentes, àfalta de outras bases de poder, sempre podem recorrer ao espíritoe/ou à letra da lei, das normas, dos ofícios, para mostraremascendência organizacional.iv) Poder cognoscitivo (ou de especialista), baseado emconhecimentos científicos, técnicos e tecnológicos, sendo um tipo depoder que se distribui por uma pluralidade de actores e que ocupa umlugar central na organização escolar.v) Poder autoritativo ou autoridade, baseado na posição oficial desuperioridade formal de A sobre B. Convirá, no entanto, notar queesta superioridade formal pode não ser aceite ou reconhecida e que,de per si, é geralmente insuficiente para garantir o exercício do poder.vi) Poder pessoal, baseado nas características afectivas,temperamentais e de personalidade próprias de cada indivíduo, sendouma das leis nucleares da relação educativa num contextoorganizacional marcado pela heterogeneidade de interesses emotivações e pela ambiguidade e diluição do poder eresponsabilidade.Mas o poder é por natureza relacional e assimétrico. E os professores,se o quiserem ser de facto, numa ordem política e social prestigiante,terão de saber estabelecer relações com o contexto e sobretudo comos pais, aliados estratégicos da acção docente.
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As Bases do Poder do Professor
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January 15 2010, 5:04pm | Comments »
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Confiar, entusiasmar
http://terrear.blogspot.com/2010/01/confiar-entusiasmar.html
O nosso desafio, no fundo, é o de criar confiança, como dar confiança, sobretudo nas circunstâncias actuais.Liderar é, também, dar confiança? Faltam lideranças fortes?Ai faltam, absolutamente. E faltam em múltiplos planos de como se pode definir uma liderança. Não é só capacidade de comandar, dirigir e ordenar mas, sobretudo, a capacidade de entusiasmar.Nós, individualmente, nem sabemos do que somos capazes, não conhecemos as enormes forças que nos habitam e que se encontram entravadas, adormecidas ou inibidas dentro de nós. Porquê? Porque faltam os “fora”, espaços exteriores de expressão dessas forças. Como se vê, o exterior existe e no interior e pede sempre para se manifestar. A quase ausência desses espaços, não visíveis por causa do fechamento causado pelo “paradoxo português do duplo impasse”, tem um efeito perverso: o de fazer crer à vítima que não está presa e entalada. José Gil. entrevista ao Jornal de Negócios, 8 de Janeiro de 2010.Capacidade de entusiasmar. Conhecer os enormes poderes transformadores que temos. Gerar dinâmicas de confiança. Pilares da reforma essencial.
January 9 2010, 9:55am | Comments »
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Os estilos de gestão motivam diferentemente os actores
http://terrear.blogspot.com/2009/05/os-estilos-de-gestao-motivam.html
Uma das questões essenciais é o modo de relação com o poder. A distância hierárquica, isto é, a relação superior/subordinado determina o estilo de gestão. Podem distinguir-se quatro estilos principais:- A gestão directiva traduz-se pela coerção, autoridade, controlo e dependência. Gera uma distância hierárquica forte e uma lógica de comando. Este estilo adequa-se às mentalidades que aceitam um consentimento face ao poder.- A gestão pela persuasão decorre em torno das noções de convicção, de persuasão, de mobilização e de influência relacional. Os fenómenos de liderança e de autoridade levam a jogar com a distância hierárquica. Este modo de gestão dirige-se às mentalidades que se identificam com o poder.- A gestão pela participação resulta da negociação. Este estilo de gestão reduz a distância hierárquica e favorece a participação na tomada de decisões. Dirige-se às mentalidades de integração no poder.- A gestão pela delegação gera a responsabilidade, a iniciativa, a autonomia e um certo risco. É o modo de gerir que desenvolve mais a motivação, substituindo uma relação contratual por uma relação hierárquica tradicional. Permite delegar uma parte de poder e deve inscrever-se no quadro de um contrato claro, dispondo de meios reais. Dirige-se às mentalidades de realização pelo poder. Esta forma de gerir assenta no princípio que é dando ou delegando-o que se ganha poder. Montserrat, obra citadaDescontando alguma simplificação, linearidade e prescrição, não há dúvida que os estilos de gestão actuam de modo diverso na motivação dos actores. E que estes também poderão requerer diferentes estilos.
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May 18 2009, 2:37pm | Comments »
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Bases de poder e negociação
http://terrear.blogspot.com/2009/03/bases-de-poder-e-negociacao.html
Várias abordagens procuraram demonstrar a importância do poder na negociação, entre as quais se destacam:- a teoria do controle-sanção (para a qual o poder constitui um elemento de controle do oponente, na medida em que se possuem recursos suficientes para o sancionar ou castigar, estando implícita a primazia da percepção do poder);- a teoria da dependência: o poder é determinado pelo grau de dependência entre as partes, sendo que, para Bacharach & Lawler (1981), o incremento da dependência de A em relação a B, incrementa o poder negociador de B e, tomando em consideração a própria percepção do poder, o incremento na dependência de A relativamente a B, faz decrescer o poder atribuído a A e incrementa o atribuído a B.Note-se que há aqui que salientar outras fontes de poder, para além da recompensa ou castigo, como o poder legítimo, o de referência e o da competência (French & Raven, 1959), evidenciando-se, assim, como o poder pode ser proveniente das condições organizacionais, das próprias relações interpessoais e do papel, do controle da informação, do saber especializado, entre outros.Desse modo, consideramos pertinente apresentar, em relação às bases de poder, a classificação desenvolvida por French & Raven (1959) e Raven (1965), onde se destacam seis fontes de poder. O poder informacional tem como traço fundamental o ser socialmente independente da fonte, já que a influência exercida depende do conteúdo da comunicação e não da natureza do agente que a transmite. Por seu turno, tanto o poder coercitivo como o poder de recompensa (fundados, respectivamente, na capacidade de mediar punições e recompensas) são socialmente dependentes e requerem capacidade de supervisão dos comportamentos daqueles a que se destinam. O poder de referência e o poder de competência (o primeiro deles fundamentado no relacionamento afectivo entre actores e o segundo assente na atribuição que os actores realizam quanto ao conhecimento ou aptidão especializada de outro), assim como o poder legítimo (o exercício da autoridade alicerça-se na crença de que um dado sujeito tem direito de prescrever o comportamento de outro, podendo a legitimidade ser decorrer da influência de referência ou de competência, da mediação da própria estrutura social e suas instituições) constituem formas de poder que não necessitam da vigilância comportamental dos indivíduos a quem se destina a acção de influência.Quanto à relação entre a natureza do processo de negociação e o poder dos actores, Greenhalgh (1987) afirma que, tomando como referência a tipologia de French & Raven (1959), parece verosímil que as formas pessoais, persuasivas de poder, como as referências e a especialização, se associem com um processo consensual, enquanto as formas mais dominantes do poder posicional, como a recompensa legítima ou a punição, se associem, por sua vez, com um processo coercivo.Situando-se, também, para além da mera visão quantitativa do fenómeno em questão, Fisher (1983) afirma que, em contextos negociais, o poder se define como a habilidade de influir sobre a decisão do outro e, por isso, há que considerar outras seis formas de poder real na negociação, que são as seguintes:- poder da perícia e conhecimento da problemática da negociação;- poder de uma boa relação, através de uma comunicação fluída e eficaz e de uma determinada confiança;- poder proveniente da posse de uma boa alternativa para negociar;- poder de um acordo satisfatório para os interesses das partes;- poder resultante de acordos que possuam legitimidade, tendo por base os critérios utilizados, as opiniões de especialistas em determinados assuntos, etc;- poder de um compromisso afirmativo, isto é, expressar a decisão sobre o que se está na disposição de fazer, abrindo-se a possibilidade de discussão e de um eventual acordo.Para concluir, Serrano (1996b) afirma não só o carácter inegável da importância do poder, mas também que as dimensões quantitativa e qualitativa do poder poderão ser integráveis, apesar da discussão continuar aberta, o que, na sua opinião, permite constatar, no âmbito da Psicologia Social, alguns problemas de definição e semântica que subjazem à análise do próprio fenómeno.Pedro CunhaObra citada infra
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March 22 2009, 4:48pm | Comments »
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Para uma sociologia das ausências
http://terrear.blogspot.com/2009/02/para-uma-sociologia-das-ausencias.html
E a crítica radical da razão metonímica. Uma boa lente para analisar as políticas e as práticas de avaliação.
Sociologia Das Ausencias http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_521815594940047" name="doc_521815594940047" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle" height="500" width="100%"> http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=11850254&access_key=key-rq97lozb86qdehv8bcb&page=1&version=1&viewMode=list"> http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=11850254&access_key=key-rq97lozb86qdehv8bcb&page=1&version=1&viewMode=list" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" name="doc_521815594940047_object" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" mode="list" height="500" width="100%"> Publish at Scribd or explore others: sociologia poder org
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February 7 2009, 12:42pm | Comments »
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