Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (na foto, o Doutor Luís de Albuquerque):Inauguração da Sala Doutor Luís de Albuquerque na Biblioteca Geral da Universidade de CoimbraO Reitor da Universidade de Coimbra inaugura no próximo dia 9 de Fevereiro, pelas 12 horas, a Sala Doutor Luís de Albuquerque, no 3.o piso do edifício da Biblioteca Geral (BGUC). Essa sala reúne a biblioteca pessoal daquele engenheiro geógrafo, professor de Matemática e grande humanista, que se notabilizou sobretudo como historiador dos Descobrimentos. Por vontade do próprio esse fundo deu entrada há alguns anos na Biblioteca Geral e foi agora colocado à disposição do público, graças em boa parte a um projecto apoiado pela Fundação Gulbenkian. Estarão presentes, além do Reitor, o actual Director da BGUC, Carlos Fiolhais, o Presidente da Delegação do Centro da Ordem dos Engenheiros, Engenheiro Octávio Alexandrino, já que essa associação profissional à qual o Doutor Luís Albuquerque pertenceu se associou à iniciativa, e, em representação da família do homenageado, a Arquitecta Helena Albuquerque. Na ocasião, a filha entregará à Universidade de Coimbra parte restante do arquivo pessoal de Luís Albuquerque, designadamente correspondência com o escritor Virgílio Ferreira.Luís de Albuquerque (1917-1992), Engenheiro Geógrafo de formação, Doutor em Matemática pela Universidade de Coimbra e Doutor /honoris causa/ em História pela Universidade de Lisboa, foi Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Coimbra. Ganhou justa fama como investigador da história da náutica, da cartografia e da expansão portuguesa, assuntos sobre os quais escreveu numerosos livros e artigos. Vice-Reitor da Universidade de Coimbra de 1978 a 1982, foi Director da BGUC de 1978 até se jubilar em 1987. Na sua direcção, modernizou os serviços, adquiriu núcleos bibliográficos e conseguiu a oferta de diversos manuscritos, nomeadamente a Carta-portulano de Diogo Homem (ca. 1566). Além disso, doou a sua própria biblioteca assim como espólio pessoal, incluindo manuscritos e documentos. Desde os tempos de assistente de Matemática que se interessou pela história e, em geral, pelas humanidades, colaborando, por exemplo, na revista "Vértice". Na política, foi Governador Civil de Coimbra no período a seguir ao 25 de Abril. Homem generoso, nos últimos anos da sua vida, desdobrou-se em colaborações e ajudas desinteressadas nos projectos mais variados em Portugal e no mundo inteiro.Para o Director da Biblioteca Geral: "Esta inauguração é uma homenagem justíssima a um antigo Director muito estimado por todos nesta Casa. Ele conduziu a Biblioteca numa altura difícil depois do 25 de Abril, tendo recebido o testemunho do Doutor Guilherme Braga da Cruz e passado o mesmo ao Doutor Aníbal Pinto de Castro. As bibliotecas pessoais doadas de que esta é um belo exemplo exigem um tratamento técnico demorado, mas, quando se conjugam os meios e as vontades, os projectos chegam a bom termo. Neste caso estamos mais uma vez gratos à Fundação Gulbenkian que nos permitiu inaugurar, na Sala que era de formação, um espaço dedicado a uma personalidade cuja riqueza se revela pela variedade e qualidade da sua biblioteca."
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Inaugura Sala Luís de Albuquerque
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/inaugura-sala-luis-de-albuquerque.html
- Tags:
- biblioteca
February 6 2011, 7:20am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O fantástico manuscrito da Joanina
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/o-fantastico-manuscrito-da-joanina.html
Perguntaram-me se o manuscrito referido no final do livro "História do Rei Transparente", da escritora espanhola Rosa Mantero (Edições Asa 2006), é verídico e respondi que é perfeita ficção tal como a maior parte desse romance histórico-fantástico que ganhou um prémio em Espanha para o melhor romance histórico. Deixo aqui o bocadinho com a referência à famosa Biblioteca (que também entrou no livro "Fórmula de Deus", José Rodrigues dos Santos, Gradiva):"Segundo está recolhida no chamado Manuscrito de Fausse-Fontevrault (circa 1080), doado em 1770 pelo rei Luís XV da França à Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, Portugal, onde se conserva.“Nos tempos antigos existiu um reino nem grande nem pequeno, nem rico nem pobre, nem totalmente feliz nem completamente desgraçado. O monarca do lugar governava às vezes quase bem, às vezes um pouco mal, como haviam feito seu pai, e o pai do seu pai, e o pai do pai do seu pai, e todos os seus antepassados, um antes do outro, até se perderem nas sombras da memória, pois a estirpe do Rei era longa e o Reino pacífico e estável, e todos os monarcas tinham morrido placidamente de velhos e na cama. Contudo, nosso Rei estava envelhecendo e não conseguia ter descendentes. Havia repudiado dez esposas consecutivas porque nenhuma lhe paria um herdeiro, e começava a se desesperar, pois temia que com ele se truncasse tão extensa linhagem. Numa noite de insônia, ocorreu-lhe uma idéia: aprisionar Margot, a Dama da Noite, a fada mais poderosa do seu Reino, e obrigá-la a cumprir seus desejos. Para isso enviou a Margot um emissário com ricos presentes e um convite para a grande festa que ele daria em palácio por motivo do repúdio à sua décima esposa e dos esponsais com a décima primeira. A fada, que era alegre e coquete, aceitou de imediato, e na noite da grande celebração chegou ao palácio numa carruagem puxada por cervos com os chifres pintados de ouro, e ataviada num traje deslumbrante confeccionado com vagalumes vivos…”
- Tags:
- Livros
- biblioteca
February 2 2011, 9:44am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
1810: O SAQUE DA BIBLIOTECA JOANINA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/1810-biblioteca-joanina-saque.html
Da banda desenhada recente de José Pires "A Batalha do Buçaco" (Âncora) reproduzo a imagem do saque da BIilioteca Joanina pelas tropas napoleónicas, derrotadas no Buçaco. É certo que nos franceses estiveram na Biblioteca, mas a representação impressionante da fúria invasora será um pouco exagerada...Clicar para ver melhor.
October 20 2010, 7:39am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
SANTIAGO NA PRISÃO
http://dererummundi.blogspot.com/2010/09/santiago-na-prisao.html
Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Mostra Bibliográfica sobre Santiago| xx de Setembro a xx de Outubro | Prisões Académicas |Horário : 9:30h - 20:00hEstará patente no espaço das Prisões Académicas da Universidade de Coimbra, de xx de Setembro a xx de Outubro uma mostra bibliográfica sobre Santiago por ocasião do Ano Santo de 2010.No ano em que se comemora em Santiago de Compostela o segundo Ano Santo do século XXI, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, evocando o Apóstolo Santiago, o Maior, expõe um pequeno núcleo de obras relativas ao seu apostolado, história, martírio e ligação do Apóstolo Santiago, Patrono de Espanha, ao Santuário que se tornou, desde a Idade Média, um dos mais importantes locais de peregrinação depois de Jerusalém e Roma.O conjunto de obras que compõe a mostra está organizado em quatro núcleos - Vida do Apóstolo, Morte e Martírio, Santiago de Compostela lugar de peregrinação e Iconografia, procurando resgatar parte da biografia do Apóstolo.No primeiro núcleo estão expostas as obras de Abdias, Bispo de Babilónia, Eusébio, Bispo de Cesareia e Isidoro de Sevilha, cujas obras versam sobre o estudo e a crítica bíblica, nomeadamente o Novo Testamento (Evangelhos e Actos dos Apóstolos) com as citações e relatos relativos à vida e apostolado de Tiago, a História da Igreja, o Cristianismo primitivo e o Martirológio. Na sua obra maior, a História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia, considerado o pai da história da Igreja, compila e organiza um vastíssimo acervo documental, desde os apóstolos até ao seu tempo. Isidoro de Sevilha, no tratado sobre o nascimento e morte dos Padres De Ortu et Obitum Patrum, refere-se ao apóstolo Santiago, O Maior, numa breve biografia.Nos segundo e terceiro núcleos encontram-se expostas as obras de Ambrosio de Morales e Enrique Flórez dois autores consagrados da História eclesiástica e da Espanha. Ambrosio de Morales (1513-1591) é nomeado em 1563 cronista do reino e é nesta qualidade que, a pedido de Felipe II, na obra La Cronica general de España, dá continuidade às Crónicas de España, iniciadas por Flórian de Ocampo. Ainda a pedido do monarca realiza as inúmeras viagens, cuja relação é descrita na obra, presente na mostra, Viagem de Ambrosio de Morales … a los reynos de Léon, y Galicia, y principado de Asturias, para reconocer las relíquias de Santos , sepulcros reales, y libros manuscritos de las catedrales e monasterios. Destaque ainda para a obra, de Enrique Flórez (1702-1773), a monumental España Sagrada. Na presente mostra podem ser vistos os tomos relativos à vinda do apóstolo a Espanha, a história da primitiva igreja de Iria Flávia e de Compostela até ao seu primeiro Arcebispo Diego Gelmirez que no século XII, converteu a catedral de Santiago numa referência, elevando a peregrinação a Compostela à semelhança de Jerusalém e Roma e, por último, um tomo com o texto da Crónica Compostelana. Do último núcleo, Iconografia, mostramos três edições das Regras e estatutos de Ordem de Santiago, impressas por Hermão de Campos e Germão Galharde, representativas das imagens alusivas a Santiago enquanto apóstolo, cavaleiro e mártir.
- Tags:
- Livros
- religião
- biblioteca
September 17 2010, 8:53am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
LIVROS DE QUíMICA NA BIBLIOTECA JOANINA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/livros-de-quimica-na-biblioteca-joanina.html
Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativa a uma mostra de livros de Química aí patentes:O visitante da Biblioteca Joanina raramente tem possibilidade de saber que livros se encontram por detrás das lombadas ricamente decoradas e tomar conhecimento de quais são os assuntos tratados nestas obras. No que respeita à Química encontram-se nesta Biblioteca alguns dos livros mais marcantes da sua história e dos primórdios do seu ensino em Portugal. Deste riquíssimo conjunto de obras que nos permite entender melhor o início do ensino da química em Portugal seleccionámos algumas das que consideramos mais marcantes para a presente mostra bibliográfica.O Sceptical Chymist de Robert Boyle (1627-1691) é um dos livros mais importantes da história da química, sendo muitas vezes associado ao nascimento da química moderna. A edição original em inglês datada de 1661 é muito rara. Na mostra encontra-se uma compilação de obras de Boyle que inclui uma edição em latim datada de 1680 contemporânea da segunda edição inglesa deste livro.As ideias, em particular a teoria do flogístico, expressas no livro Fundamenta Chymiae Dogmatica de Georg Stahl (1660-1734), influenciaram a química durante quase um século; na presente exposição encontra-se um exemplar datado de 1723.Os Fundamenta chemiae praelectionibus publicis accomodata de Giovanni Scopoli (1723-1788) era o compêndio pelo qual Domingos Vandelli (1730-1816) ensinava enquanto não escrevia o livro de química que fazia parte do seu contrato com a Universidade. Trata-se de um livro da escola de Stahl, anterior às ideias de Lavoisier. O exemplar que pode ser visto na mostra é da primeira edição, datada de 1777.Os Elementos de chimica e farmacia de Manuel Joaquim Henriques de Paiva (1752-1819) foram publicados em 1783 pela Academia das Ciências. Este livro é considerado o primeiro manual de química escrito em português, sendo em grande parte uma tradução anotada e adaptada do compêndio de Scopoli.Os Elementos de Chimica de Vicente Coelho de Seabra (1764-1804), cujo primeiro volume saiu em 1788 são o primeiro livro moderno, no sentido das ideias de Lavoisier, escrito em Portugal. Esta obra é em muitos aspectos um livro inovador para a época, precedendo num ano a publicação do Traité élémentaire de chimie de Antoine-Laurent Lavoisier (1743-1794), cuja edição de 1805 se encontra na exposição. Infelizmente nem os Elementos de Chymica nem o próprio Vicente Seabra tiveram na época o impacto que mereciam.Domingos Vandelli nunca chegou a escrever o compêndio de química. O seu sucessor, Tomé Rodrigues Sobral (1759-1829), ainda apresentou o plano de um livro pedagógico, mas aparentemente este também nunca foi concluído. O único livro de química que nos deixou Rodrigues Sobral é uma tradução datada de 1793 de um artigo da enciclopédia de Mr. de Morveau, o Tractado das Affinidades Chimicas, obra que ainda se insere na escola flogística.Mesmo já existindo os livros de Henriques de Paiva e de Vicente Seabra, continuaram a ser adoptados como livros de ensino obras de autores estrangeiros; por exemplo uma tradução em castelhano do compêndio de Jean Antoine Chaptal (1756-1832), Elementos de química, cujo exemplar presente na exposição é datado de 1793.Sérgio RodriguesBibliografiaA. M. Amorim da Costa, Primórdios da Ciência Química em Portugal, Lisboa, ICLP, 1984.A. M. Amorim da Costa, Thomé Rodrigues Sobral (1759-1829), a química ao serviço da comunidade, in História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal, Lisboa, Academia das Ciências, 1986, vol 1, pp 373-401.A. J. Andrade de Gouveia, Químico esclarecido luso-brasileiro, Vicente Seabra (1764-1804), in História e Desenvolvimento da Ciência em Portugal, Lisboa, Academia das Ciências, 1986, vol 1 , pp 8-35.C. A. L. Filgueiras, As vicissitudes da ciência periférica: a vida e a obra de Manuel Joaquim Henriques de Paiva, Química Nova 14, 1991, 133.
May 24 2010, 1:49pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/persistencia-da-memoria.html
Vale sempre a pena rever Carl Sagan. Eis aqui, dobrada em português, o excerto do episódio "A persistência da memória" de "Cosmos" em que ele fala dos livros e da biblioteca.
- Tags:
- Livros
- biblioteca
April 20 2010, 7:50am | Comments »
1



