"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que uma derrota honrosa vale mais que uma vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando está triste e explique-lhe que, por vezes, os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão. Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens. Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."Carta de Abraham Lincoln ao professor do seu filho, 1830
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Caro Professor
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December 27 2010, 3:15pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O que espera do seu professor?
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Sobretudo que seja capaz de me soprar sobre as cinzas, para revelar o fogo escondido.(numa folha em se inscreveram as expectativas face ao curso, à unidade curricular e ao professor - um registo singular, sobretudo num tempo de disforia e ameaça).
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October 16 2010, 12:42pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Conceptualizações em torno do BOM PROFESSOR
http://terrear.blogspot.com/2010/09/conceptualizacoes-em-torno-do-bom.html
Na educação australiana contemporânea, embora ainda haja ideias divergentes acerca do que constitui um "bom professor", uma delas é predominante. É a que chamo de modelo de "professor competente", pois está centrada em um conjunto de competências atribuídas aos bons professores. É praticamente a mesma concepção de professor que Moore (2004) denomina de "artesão competente" na Inglaterra e Weber (2007), com espírito mais crítico, de "técnico condescendente" [compliant technician] na África do Sul.O conceito de competências para professores não surgiu do nada. Ele apareceu nos Estados Unidos na década de 1960, expandiu-se rapidamente na década de 1970 e chegou à Austrália (Turney et al., 1985), onde se intercruzou com mudanças drásticas ocorridas no ensino técnico, que o direcionavam aos interesses do mercado. Na reestruturação do ensino técnico e superior (TAFE, Technical and Further Education) ocorrida a partir dos anos 1980, habilidades ou competências específicas foram extraídas da matriz de aprendizados tradicionais, reembaladas e ensinadas como módulos distintos. Resultados específicos e mensuráveis, em vez de identidades amplas baseadas nas profissões, tornaram-se a meta do ensino profissionalizante.Desse modo, o modelo do professor competente está inserido em um contexto: está associado à expansão de uma ordem política e cultural direcionada aos interesses do mercado. Trata-se de um processo global, com o qual economias periféricas e dependentes, como a australiana, se envolveram profundamente. A vida pública australiana assistiu a uma ampla adoção de políticas e pressupostos neoliberais — desregulamentação, privatização, redução de impostos, competição, declínio do setor público — , que foi impulsionada pela preocupação com a globalização e pela disseminação da ideologia econômica e raciona-lista (Pusey, 1991; Harvey, 2005).Surgiu um novo tipo de gerencialismo nas instituições comerciais, governamentais e educacionais. A competência em campos específicos (por exemplo, a experiência prévia como professor ou diretor) foi desvalorizada em prol de habilidades e práticas gerenciais genéricas, cujos parâmetros técnicos são a eficiência e a eficácia organizacionais. Surgiu também uma "cultura de auditoria": no neoliberalismo, a avaliação sistemática rapidamente se estendeu a uma gama enorme de áreas, indo muito além do contexto da contabilidade financeira em que teve origem (Power, 1997).Dois desdobramentos no setor educacional dos países ricos tornaram essas pressões mais intensas. O primeiro foi a atenção cada vez maior que as autoridades responsáveis pela formulação de políticas passaram a dar aos estudos quantitativos com múltiplas variáveis sobre a "eficácia" de escolas e professores. Esses estudos veem as escolas e os professores como portadores de variáveis (atitudes, qualificações, grande capacidade de liderança etc.) que devem ser correlacionadas com os resultados obtidos pelos alunos, medidos por meio de testes padronizados. Isso permitiu dar uma interpretação educacional à ideia gerencialista — derivada do confuso discurso sobre "excelência" da gestão corporativa das empresas — de que existe sempre uma "prática melhor" que pode ser instituída e controlada de cima para baixo.Texto Integral
September 1 2010, 12:37pm | Comments »
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