De acordo com Maslach e Jackson (1981/1986), conceitualmente, a síndrome de burnout compreende esgotamento emocional (caracterizado por uma falta ou carência de energia, de entusiasmo, um sentimento de sobrecarga emocional, de esgotamento de recursos), despersonalização (processo de endurecimento, de insensibilidade, que se manifesta através de uma atitude fria e distante para com os que recebem os cuidados, clientes ou colegas, mostrando-se impessoal, muitas vezes cínico) e redução da realização pessoal (uma tendência a se auto-avaliar de forma negativa, com a diminuição dos sentimentos de competência, levando-o a sentir-se frustrado, inadequado, infeliz e descontente, tanto consigo mesmo como com o seu trabalho).Benevides-Pereira (2002) caracteriza a síndrome de burnout pela presença de sintomas físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos. Os sintomas físicos compreendem a sensação de fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares ou osteomusculares, cefaléias, enxaquecas, perturbações gastrointestinais, imunodeficiência, transtornos cardiovasculares, distúrbios do sistema respiratório, disfunções sexuais e alterações menstruais nas mulheres.Entre os sintomas psíquicos constata-se a falta de atenção e de concentração, alterações da memória, lentificação do pensamento, sentimento de alienação, de solidão, de insuficiência, impaciência, desânimo, disforia, depressão, desconfiança e paranóia. Já os sintomas comportamentais compreenderiam a falta ou excesso de escrúpulos, irritabilidade, incremento da agressividade, incapacidade para relaxar, dificuldade de aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias, comportamento de alto risco e aumento da probabilidade de suicídio. Os sintomas defensivos caracterizam-se pela tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, perda do interesse pelo trabalho ou pelo lazer, insônia e cinismo. Para Varoli (2002), todas as questões referentes aos sintomas são mal-elaboradas, pois, equivocadamente se deposita nas pessoas que se encontram desgastadas um problemas que nelas apenas é revelado, pois tem origem no desequilíbrio entre o trabalhador e o trabalho.Moreno e Oliver (1993) afirmam que os mais afetados por esta síndrome são, sobretudo, os profissionais mais iludidos, os mais esperançosos, aqueles cujas expectativas são mais altas, e, às quais a realidade vem restringir, vem frustrar. Assim, como conseqüência, o profissional acaba por substituir uma atitude de dedicação e compromisso, de crença em si mesmo, por uma atitude apática e desinteressada. Também Freudenberger (1974) alude ao fato de serem justamente os profissionais mais dedicados e mais comprometidos com o trabalho os mais propensos a desenvolver burnout.Temporalmente, foi no início dos anos 80 que se verificou o desenvolvimento conceitual de burnout. Maslach e Jackson (1981/1986) conceberam o modelo de estrutura tridimensional que o caracteriza, desenvolvendo seu correspondente objeto de medida, o qual denominou de MBI - Maslach burnout Inventory. Esse modelo, organizado em torno de três dimensões, é mundialmente aceito. De acordo com Carlotto (2002), o modelo está baseado sob uma perspectiva sociopsicológica e assim distribuído: Exaustão emocional, caracterizada por uma falta ou carência de energia, de entusiasmo, um sentimento de sobrecarga emocional, de esgotamento de recursos; despersonalização, caracterizada por um processo de endurecimento, de insensibilidade, que se manifesta através de uma atitude fria e distante para com os que recebem os cuidados, clientes ou colegas, impessoalidade e atitude cínica; redução da realização profissional, que traz ao profissional uma tendência a se auto-avaliar de forma negativa, com a diminuição dos sentimentos de competência, levando a pessoa a sentir-se frustrada, inadequada, infeliz e descontente, tanto consigo mesma como com o seu trabalho.Alguns autores têm proposto o entendimento do burnout como um quadro depressivo derivado do mundo do trabalho (Fráguas & Figueiró, 2001); outros, porém, afirmam que a depressão e a síndrome de burnout apresentam, de fato, certas semelhanças, como cansaço, isolamento social e sentimentos de desvalia, todavia há diferenças acentuadas entre os dois quadros clínicos. Leiter e Durup (1994, citados por Gil-Monte e Peiró, 1997) assinalam que o burnout é fundamentalmente um construto social que surge como conseqüência das relações interpessoais e organizacionais, enquanto a depressão é um conjunto de emoções e cognições que têm conseqüências sobre essas relações interpessoais.Uma das categorias profissionais mais atingidas pelo desgaste profissional é a de professores, conforme se verifica em diversos estudos (Byrne, 1994; Codo & Menezes, 1999; Farber, 1991; Moreno, Garrosa & Gonzalez, 2000). Farber (1991) refere que a severidade de burnout entre os trabalhadores da educação já se encontra em nível superior à dos profissionais de saúde, colocando o magistério dentre as áreas profissionais mais vulneráveis e de maior risco.Para Guglielmi e Tatrow (1998), o burnout afeta o ambiente educacional e interfere na obtenção dos objetivos pedagógicos, o que acaba levando o professor a um processo de alienação, apatia e desumanização, além de fazer surgir intenções de abandono da profissão. No Brasil foi realizado estudo sobre saúde mental e trabalho com 39.000 professores da Escola Pública (Codo & Menezes,1999) e verificou-se que 48,4% dos docentes apresentavam dados que confirmariam a presença de burnout ou de desgaste profissional, caracterizando uma categoria cujo sofrimento, advindo de certas condições de trabalho (salário insuficiente, falta de recursos, falta de segurança, violência e outras) é intenso.Nem sempre, porém, o profissional submetido cronicamente a situações estressantes no ambiente de trabalho responde com grave quadro de esgotamento ou burnout. Estratégias diferentes e mais eficazes de enfrentamento ao estresse podem significar maior resistência e menor sofrimento para as pessoas.Texto IntegralAqui.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Burnout e hardiness: um estudo de evidência de validade
http://terrear.blogspot.com/2009/02/burnout-e-hardiness-um-estudo-de.html
February 7 2009, 4:33pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Do Sofrimento dos professores...
http://terrear.blogspot.com/2008/12/do-sofrimento-dos-professores.html
O sofrimento no trabalho, segundo Freud, Marx e Dejours Na impossibilidade de abordar um leque mais extenso de autores que tratam do assunto – e não são poucos que o fizeram de forma brilhante - escolhemos três que nos parecem bastante significativos. O primeiro deles – Freud – não escreveu textos especialmente dedicados ao tema, mas não deixou de reconhecer a centralidade do investimento da
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December 8 2008, 4:29pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Fontes de Stress e Sindrome de Burnout...
http://terrear.blogspot.com/2008/10/fontes-de-stress-e-sindrome-de-burnout.html
En este trabajo nos proponemos como objetivos conocer las causas más frecuentes de estrés laboral entre los orientadores de Institutos de Enseñanza Secundaria (IES), recoger la valoración que realizan del desempeño de su profesión, y evaluar la incidencia del Síndrome de Burnout y analizar su relación con variables socio-demográficas, laborales y relacionadas con la motivación. La muestra está
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October 27 2008, 9:34am | Comments »
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