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UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA
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March 12 2009, 10:59am | Comments »
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A BIBLIOTECA JOANINA NA BBC - BRASIL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/03/joanina-na-bbc-brasil.html
Vídeo sobre a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra feito pela BBC- Brasil, no qual o director apresenta aquela biblioteca ao público brasileiro: aqui.
March 5 2009, 6:56am | Comments »
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SOS CHOUPAL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/02/sos-choupal_17.html
Há uma velha canção de Coimbra que canta "Do Choupal até à Lapa". A "Lapa" é um belo jardim desconhecido da cidade e do país pois, embora visitável, se encontra dentro de um quartel, na margem esquerda do Mondego. Um pouco mais à frente, na margem direita do Mondego, o Choupal ainda se pode visitar, mas talvez se possa por pouco tempo. Está previsto um novo atravessamento por um enorme viaduto (já há um outro, além de uma ponte ferroviária), não se sabendo se as acções em curso de muitos cidadãos, nomeadamente o "abraço" de 1500 pessoas ao Choupal no domingo passado, serão suficientes para impedir a anunciada tragédia.Segundo o botânico Jorge Paiva, um dos nossos maiores divulgadores de ciência, se se consumar essa obra (que as motas-engis do país já dão como adquirida) na mata do Choupal, esta, que tem vindo a diminuir nos últimos anos, desaparecerá pura e simplesmente dentro de poucas décadas. Transcrevo do "Diário de Coimbra" de 14 de Fevereiro:"Mata corre o risco de desaparecer neste século "O biólogo Jorge Paiva alertou que a mata do Choupal corre o risco de desaparecer neste século, recordando que nos últimos anos sucessivas obras públicas destruíram 20% da sua área. «O Choupal tinha 89 hectares e ficam apenas 73», declarou à agência Lusa o catedrático da Universidade de Coimbra. Jorge Paiva explicava, numa visita guiada, a importância ambiental da mata do Choupal, de que ele próprio é frequentador assíduo. «Temos aqui uma elevada biodiversidade e uma biomassa vegetal enorme», disse, numa alusão à existência de milhares de árvores de diferentes espécies, sendo «muitas centenárias e de grande porte». O Choupal «é a maior fábrica de oxigénio natural que Coimbra tem», onde «há animais protegidos por lei», como a lontra e a raposa, além de águias e outras aves. «Ainda por cima, está a Ocidente da cidade e os ventos marítimos empurram esse oxigénio para dentro da cidade», salientou o ambientalista. Jorge Paiva lamentou que, em três décadas, diversas obras públicas tenham subtraído 16 dos 89 hectares que constituíam o Choupal. Em causa, recordou, estão a regularização do Mondego, o canal de rega, estradas junto ao rio, o sistema municipal de tratamento de esgotos, as condutas do gás natural e a Ponte-Açude."Lembro que se trata da mesma cidade onde, no século XIX, se cortou um bocado de uma igreja românica na Baixa, a Igreja de S. Tiago, para passar uma avenida (Camilo escreveu que o progresso "é gordo - alarga ruas e deita casas abaixo")! Agora, quer-se cortar um bocado de uma mata nacional para passar uma IC2. Admiro-me como é que a Câmara, tão activa no caso da co-incineração de Souselas, agora não tem um papel proeminente de oposição ao desvario. Posso ser só mais um, mas junto-me às muitas vozes, já são mais de 7000, dos que querem salvar o Choupal.
February 16 2009, 5:59pm | Comments »
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O Terramoto e o tsunami de 1755
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O Terramoto de 1 de Novembro de 1755 atingiu violentamente o país, destruiu o centro da cidade de Lisboa e abanou as consciências e o pensamento de inúmeros intelectuais europeus. Figuras com Kant ou Voltaire escreveram importantes reflexões sobre a génese de fenómenos naturais de tão grande escala e sobre as leis que governam a natureza. O que muitos não saberão é que ao terramoto seguiu-se um violento tsunami, ou maremoto, cuja dimensão e impacto é actualmente alvo de estudo por investigadores portugueses. Estes e outros assuntos, em torno do Terramoto de 1755, serão apresentados e debatidos amanhã, dia 31, em um colóquio no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, a partir das 15:30h. Programa: http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=13&iId=34&iAreaFirstAccess=1#iItem_34
October 30 2008, 2:54am | Comments »
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NOVOS TRIÂNGULOS
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Informação recebida da Câmara Municipal do Porto: A Câmara Municipal do Porto, através do "Porto, Cidade de Ciência", vai promover de 31 de Outubro de 2008 a 16 de Abril de 2009, um Ciclo de Conferências intitulado "Novos Triângulos".Com estes encontros, pretende-se o cruzamento de diferentes olhares sobre as relações entre ciência, sociedade e cultura e, ao mesmo tempo, criar um espaço de comunicação e divulgação que evidencie o potencial científico desta região. 1ª Conferência "Porto, Cidade de Ciência"Ciência - Autarquia - Academiapor Nuno Crato (na foto), Rui Rio e José Marques dos SantosModerador: Luís Portela Data: 31 de Outubro.08 às 21h15 Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida GarretAs cidades têm, cada vez mais, de saber utilizar de uma forma inovadora as suas potencialidades como territórios de ciência. Tal só acontece através de uma estreita cooperação entre agentes e organizações dos diferentes domínios da sociedade: académico e científico; económico e empresarial; político e cultural.Próximas conferências: 26 de Fevereiro e 16 de Abril de 2009.ENTRADA LIVRE
October 29 2008, 7:46pm | Comments »
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"THERE'S PROBABLY NO GOD"
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A British Humanist Association, com a ajuda principal do biólogo Richard Dawkins, vai iniciar uma campanha publicitária, com cartazes nos autocarros de Londres, em defesa da ideia de que "provavelmente não há Deus". Ver notícia aqui.
October 22 2008, 7:29pm | Comments »
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COIMBRA JUDAICA
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (clicar no cartaz para ampliar, podendo ver os versículos do Génesis desenhados na Bíblia Judaica do século XV):A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, em colaboração com a Câmara Municipal, vai inaugurar em 23 de Outubro próximo uma exposição sobre "Coimbra Judaica" ligada a um colóquio com o mesmo nome. Para mais informações ver aqui.
October 14 2008, 11:27am | Comments »
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PORTUGAL AINDA À FRENTE DO JAPÃO
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Minha crónica no "Público" de hoje:Muitos são nomeados, mas poucos são escolhidos. Todos os anos, no início de Outubro, há mais entradas na muito selecta galeria dos Prémios Nobel. Ao contrário do que acontece na Literatura e na Paz, os prémios Nobel na Física e na Química raramente são controversos. Os prémios atribuídos este ano pela Academia Sueca nessas últimas áreas foram, mais uma vez, justíssimos.Além do mais reparou-se, ainda que apenas parcialmente, uma injustiça histórica relativamente ao Japão. Acontece que o Japão – uma grande potência científico-tecnológica (basta dizer que é, em todo o mundo, um dos países que mais investem em investigação e desenvolvimento e é o país com mais patentes por habitante) – só tinha até há poucos dias doze laureados Nobel, dos quais dois eram na Literatura e um na Paz. Agora tem mais três, dois na Física, Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa, e um na Química, Osamu Shimomuri, este último emigrado para os EUA (sobreviveu ao desastre de Nagasaki). Ou mais quatro, se contarmos o outro Nobel da Física, um japonês naturalizado norte-americano e também a viver nos EUA, Yoichiro Nambu.Mesmo assim, Portugal, que tem dois Nobel, António Egas Moniz na Medicina (vai fazer 60 anos para o ano) e José Saramago na Literatura (faz agora dez anos), ainda não foi desta vez que se viu ultrapassado pelo Japão. Isto porque uma comparação razoável entre os vários países tem de levar em conta o tamanho das respectivas populações: ora o Japão, com 128 milhões de habitantes, tem só 0,12 prémios por milhão de habitantes, ao passo que nós, com 11 milhões de habitantes, temos 0,18 prémios por milhão de habitante. Além de estarmos à frente do Japão, estamos também à frente da Espanha, que não passa de 0,15 prémios por milhão de habitante (tem cinco Nobel da Literatura e dois da Medicina para uma população que é quatro vezes a nossa), e muito à frente do Brasil, que não tem nenhum Nobel. Se nós temos um défice na classificação dos Nobel por habitante (21º lugar), a Espanha e o Brasil têm défices maiores.Claro que estas estatísticas valem o que valem. Já alguém disse que há três espécies de mentiras: as mentiras, as grandes mentiras e as estatísticas. Se olharmos para o campeão na tabela de prémios Nobel por habitante, encontramos a diminuta Islândia já que, com 300 000 habitantes, tem um prémio (o desconhecido Halldór Laxness ganhou o Nobel da Literatura em 1955), dando um “ratio” de 3,37. Não temos de ficar impressionados, pois trata-se de uma flutuação estatística (tal com Timor Leste). Mas já nos pode admirar que o país que, de longe, leva a dianteira dos Prémios Nobel em números absolutos, os Estados Unidos, só apareça em 11º lugar, o que se explica pela sua grande dimensão populacional. E isto apesar de ter beneficiado da importante fuga de cérebros depois da Segunda Guerra Mundial, tanto do Japão como da Europa. No “top ten”, encontramos países europeus com uma população inferior à nossa em relação aos quais podíamos e devíamos ser mais competitivos: a Suécia, embora esta possa ser favorecida por jogar em casa, Suíça, Dinamarca, Noruega, Áustria e Irlanda. Há estatísticas verdadeiras!Se queremos ficar mais competitivos, temos de aumentar a parcela do nosso Produto Interno Bruto (PIB) que dedicamos à investigação científica e ao desenvolvimento tecnológico. A nossa distância em relação ao Japão é abismal, pois esse país gasta 3,1 por cento do seu PIB, que é aliás bem maior do que o nosso, enquanto nós ficamos pelos 0,8 por cento, menos de metade da média europeia (dados de 2005). Se não fizermos nada, em poucos anos o Japão vai ultrapassar-nos no “ranking” dos Nobel por milhão de pessoas. Agora que se vai discutir o Orçamento de Estado, vamos lá a ver se o anunciado aumento orçamental nessa área é significativo. Investir na ciência uma parte maior do nosso PIB é a maneira de subirmos não só no “ranking” dos prémios mas também noutro, que, apesar da temporária excepção japonesa, está com ele correlacionado - o da riqueza das nações.
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October 10 2008, 1:00am | Comments »
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CULTURA CASMURRA
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Que a cultura não tem sido particularmente bem tratada na Câmara Municipal de Coimbra é ilustrado pela recente mudança de nome da Praça Machado de Assis, que homenageava o grande escritor brasileiro, um dos maiores da língua portuguesa, pelo nome de Praça Fausto Correia, que homenageia um político local, infelizmente já falecido, e desconhecido lá fora. Pois tal alteração "casmurra" foi feita no dia da cidade (4 de Julho) e no ano em que no Brasil e em Portugal se celebra o centenário da morte de Machado de Assis... Quem não acreditar veja notícia aqui.Qualquer outra praça ou rua nova serviria para colocar o nome do político local. O pormenor mais extraordinário é a mudança ter sido justificada por Fausto Correia costumar frequentar um café naquela praça. Ah, é isso: Machado de Assis nunca lá tomou café!Pois eu continuo a chamar Machado de Assis à praça que agora foi despromovida, tal como continuo a chamar Ponte Europa à ponte que despromoveram em Ponte Rainha Santa. Já houve um político português que agradeceu um livro de Machado de Assis que a editora lhe enviou - não sei se foi o "Dom Casmurro" - apresentando os seus melhores cumprimentos ao Senhor Machado de Assis. Não quero acreditar que os políticos à frente do município coimbrão não saibam quem foi o autor de "Dom Casmurro".
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September 30 2008, 2:39pm | Comments »







