Informação recebida do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009).Exploradores do céu, amadores e profissionais, vão participar em maratona de três dias. O objectivo é redescobrir os objectos de Galileu Galilei.Foi um dos achados astronómicos do ano e teve como protagonista um astrónomo amador. Depois da detecção do violento impacto de um asteróide ou cometa na superfície de Júpiter, os olhos dos exploradores do céu de todo o mundo vão concentrar-se em simultâneo no gigante gasoso observado por Galileu Galilei há precisamente 400 anos. Nas Noites de Galileu, de 22 a 24 de Outubro, milhões tentarão repetir uma das descobertas mais aplaudidas do ano.“As observações amadoras sempre desempenharam um papel importante na Astronomia, algo que pode ser sublinhado pelo facto de um dos mais excitantes acontecimentos astronómicos deste ano - o impacto violento em Júpiter de um asteróide ou cometa - ter sido detectado por um astrónomo amador. É por isso apropriado que as 'Noites de Galileu' continuem esta tradição no momento em que milhares de astrónomos amadores e o público vão voltar a atenção para Júpiter e para os outros objectos observados por Galileu há 400 anos.”, avança Catherine Cesarsky, Presidente do Comité Executivo do AIA2009.Para os astrónomos portugueses o desafio não podia ser maior: Portugal quer continuar a ser o país mais dinâmico da Europa e um dos melhores do mundo no AIA2009, estatuto que alcançou no primeiro mega-projecto 100 Horas de Astronomia, a maratona de observação do céu que, em Abril, mobilizou milhões de pessoas por todo o globo.Ao longo dos três dias das Noites de Galileu, os olhos dos astrónomos amadores, profissionais e de curiosos de todo o país vão estar postos em Júpiter e nos seus anéis, mas também nas crateras da Lua. Pelo território nacional, as entidades associadas da Comissão Nacional do AIA2009 e todos aqueles que queiram juntar-se ao projecto vão disponibilizar telescópios e material informativo que permitirão a todas as pessoas, inclusive sem qualquer experiência anterior em observações astronómicas, redescobrir os objectos que Galileu Galileu observou há quatro séculos."Pedimos a todos os astrónomos que disponibilizem os seus meios de observação para mostrar Júpiter e os seus satélites, a Lua e tudo mais que queiram mostrar a qualquer pessoa disposta a encostar o olho nas oculares dos telescópios", apela o coordenador nacional das Noites de Galileu, Ricardo Reis.As actividades podem ser apenas para um pequeno grupo de amigos ou vizinhos, ou para multidões em eventos de grande dimensão. No entanto, todas as entidades ou pessoas que queiram associar-se deverão registar a sua participação no site oficial das Noites de Galileu. Neste site, poderão encontrar todas as informações de que necessitam para o projecto. As Noites estão também num twitter .Para levar o Universo ao grande público, o AIA2009 lançou ainda um concurso mundial de astrofotografia. Promovido em parceria com a Europlanet, o objectivo é que, com ou sem a ajuda de telecópios, astrónomos, interessados em fotografia e meros curiosos possam captar diferentes faces do céu nocturno.As Noites de Galileu surgem em Portugal associadas ao projecto E agora eu sou Galileu , que pretende dar a conhecer ao público a importância do trabalho de Galileu Galilei para a ciência e, em particular, para a Astronomia. Graças ao E agora eu sou Galileu, foram já organizadas de norte a sul do país, desde o início do ano, centenas de sessões de observação do céu.O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS). .Imagem: http://www.astronomy2009.org/resources/multimedia/images/
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Noites de Galileu
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/noites-de-galileu.html
- Tags:
- ciência
- Astronomia
September 29 2009, 1:07pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
"Quanto mais soubermos sobre uma coisa, mais podemos voar"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/quanto-mais-soubermos-sobre-uma-coisa.html
Daniel Barenboim, o grande maestro e pianista, com cidadania israelita e palestiniana, que idealizou e concretizou com o palestiniano Edward Said, a Orquestra West-Eastern Divan que integra jovens músicos israelitas, palestinianos, sírios, jordanos, egípcios e libaneses, esteve recentemente em Portugual na Fundação Caluste Gulbenkian e ali deu uma entrevista ao jornal Público. Dessa entrevista destaco a seguinte passagem pela relação que estabece entre várias áreas do saber."Escreveu que Furtwängler dirigia os ensaios como um filosófo e os concertos como um poeta. Este princípio também é válido para si?Tento. Mas acho que temos de ensaiar como cientistas e não como filósofos. Devemos observar as coisas como num laboratório: esta nota tem de ser mais curta, esta passagem tem de ser mais forte, etc. Mas não podemos tocar ou dirigir num concerto dessa forma. Tem de haver uma compreensão natural.Faz trabalho analítico antes de interpretar uma obra, mas por outro lado fala muito de liberdade na interpretação. Como se conciliam as duas vertentes?Há uma grande diferença entre liberdade e anarquia. Liberdade é também o resultado do pensamento e da necessidade de fazer isto ou aquilo para expressar determinada coisa. Não é o mesmo que dizer: "Não quero saber, sinto assim e vou fazer assim."A verdadeira liberdade vem da disciplina?Absolutamente. Quanto mais soubermos sobre uma coisa, mais podemos voar."
- Tags:
- ciência
- música
- Arte
- Epistemologia
September 29 2009, 3:50am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PINTAR O UNIVERSO COMO SE FOSSE O FAROESTE
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/pintar-o-universo-como-se-fosse-o.html
Informação recebida do Ano Internacional da AstronomiaArtes plásticas, multimédia, conto, poesia ou música: os alunos do Ensino Básico e Secundário de todas as escolas do país, privadas ou públicas, poderão agora dar largas à sua imaginação e criarem obras de arte a pensar na Astronomia. O objectivo é motivar as crianças e jovens para o estudo da Astronomia e quebrar barreiras no diálogo entre ciência e arte. Os trabalhos terão de ser entregues até ao dia 31 de Janeiro de 2010. O regulamento do concurso e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.astronomia2009.org/astroarte. Um estudo concluiu que os astrónomos do Hubble Heritage Project manipulam as imagens fazendo-as parecer com pinturas do oeste americano. Agora, o Ano Internacional da Astronomia desafia os alunos portugueses a fazerem do Universo uma obra de arte.Quando manipulam as imagens para dar cor aos gases que detectam no espaço, os astrónomos do Hubble Heritage Project fazem-nas parecer com pinturas do oeste americano. Mas como será que se parece o Universo visto de Portugal? O Ano Internacional da Astronomia quer descobrir e, até ao final de Janeiro, vai desafiar os alunos de todas as escolas portuguesas a recriarem os astros, através de uma qualquer forma de expressão artística. O lançamento nacional do concurso Astronomia Artística terá lugar no dia 30 de Setembro às 15 horas na Escola Secundária Jaime Moniz, no Funchal.Na sessão de lançamento estarão presentes entidades regionais e o presidente da Sociedade Portuguesa de Astronomia, Miguel Avillez, que dará uma palestra sobre a procura de vida na Via Láctea."A separação entre ciência, como uma actividade exclusivamente racional, e a arte, como algo de mais emocional, criativo, onde o imaginário tem um papel primordial, desfaz-se nos dias de hoje", explica a coordenadora nacional do projecto, Fernanda Freitas. "Muitos autores têm escrito sobre a separação/aproximação entre ciência e arte. O livro de Snow, As Duas Culturas (1959), que discute o aparente fosso entre as ciências e as humanidades, é um dos exemplos. Nesta obra, Snow argumentava que a quebra de comunicação entre as ciências e as humanidades era um impedimento para resolver os problemas do mundo", sublinha. "A História revela-nos que as culturas florescem quando a ciência e a arte evoluem de modo unificado, existindo diversas e variadas evidências de que as artes foram enriquecidas com as mudanças paradigmáticas na ciência e a disponibilização de novas tecnologias", avança Fernanda Freitas. "São inúmeros os exemplos de referências astronómicas nas artes (literatura, poesia, música, teatro e artes plásticas), ao longo da História. Apesar de em menor número, é possível identificar exemplos de influências da arte sobre os cientistas e a sua pesquisa. Por exemplo, as considerações dos físicos das partículas quando desenvolveram o modelo padrão foram influenciadas por noções artísticas de simetria; Einstein foi influenciado pelo conceito de beleza da física quando elaborou as teorias da relatividade e os pitagóricos tinham teorias da matemática e da música que estavam integradas numa única imagem do mundo", explica.Um outro exemplo da proximidade entre arte e ciência é o estudo de Elizabeth Kessler a propósito do Hubble Heritage Project. "Elizabeth Kessler comparou as imagens que os astrónomos do Hubble Heritage Project manipulam quando adicionam cor aos gases que detectam no espaço, com pinturas do oeste americano. Entrevistou membros do projecto e concluiu que as fotos finais reflectem um equilíbrio entre a informação científica relevante e o desejo de fazer uma imagem atractiva para o público", sintetiza a coordenadora do concurso nacional de Astronomia Artística.Em Portugal, são múltiplas as presenças da Astronomia na Arte. Na Literatura, informação científica de alta precisão esconde-se nos versos d'Os Lusíadas, mas não só. Ela é encontrada no "incontroverso arauto do pré-romantismo" José Anastácio da Cunha (1744-1787), no "ultra-romântico" João de Lemos, mas também em Soares dos Passos, António Nobre, Gedeão, António Osório, Nemésio, Saramago e Manuel Alegre.Encabeçando a coordenação do projecto, o Funchal continua a estar entre os distritos portugueses mais activos do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009). Pedro Augusto, da Universidade da Madeira, é o representante do AIA2009 na Madeira e um dos principais responsáveis pelo empenho do arquipélago nas celebrações decretadas pelas Nações Unidas. Além de exposições, conferências, sessões de observação do céu e ciclos de cinema, os madeirenses viram ainda a iluminação do Natal de 2008, as festas de fim de ano e o célebre cortejo de Carnaval serem inteiramente dedicados à Astronomia.O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
- Tags:
- ciência
- Astronomia
- Arte
September 28 2009, 12:36pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Diálogos com a Ciência
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/dialogos-com-ciencia.html
Informação recebida da Universidade do Porto (clicar para ver melhor).
September 23 2009, 6:15am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
GIÃO SOBRE CIÊNCIA, FILOSOFIA E RELIGIÃO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/giao-sobre-ciencia-filosofia-e-religiao.html
António Gião (na foto), o físico de Reguengos de Monsaraz que se correspondeu com Einstein, a 25 de Fevereiro de 1959 proferiu uma conferência na sua terra natal sobre ciência, filosofia e religião, que terminou assim:"Só há, parece-me, dois grandes caminhos susceptíveis de conduzir à verdadeira felicidade. Nesta conferência tentei descrever rapidamente as principais paisagens intelectuais, os principais marcos milenários, que os homens têm encontrado ao longo de um destes caminhos, desde a aurora da Astronomia e da Ciência até às generalizações cosmológicas da Relatividade. Depois de terem encontrado neste caminho o templo de Pitágoras e de para todo o sempre terem ficado deslumbrados pelo ideal que ele simboliza, fizeram-se peregrinos desde ideal que se confunde com a essência do saber, e continuam caminhando porque consideram que ainda não chegaram ao fim da jornada e não sabem mesmo se a viagem terá um fim. Contudo, depois de várias aproximações ou ascensões sucessivas, atingiram uma altitude donde podem contemplar o vasto horizonte dos Cosmos e vislumbrar lá ao longe, por meio dos telescópios da lógica, as propriedades e as operações da Causa do Universo, a sua razão de ser, a sua significação e o seu destino. Caminhando sempre para miradouros ainda mais elevados, talvez um dia eles venham a encontrar-se com aqueles outros peregrinos que desde o início têm percorrido o outro caminho, porventura ainda mais difícil. estes fazem a viagem com os olhos fechados e principalmente durante a "noite obscura" de que fala S. João da Cruz, porque o que eles procuram só pode ser encontrado na "treva mais do que luminosa do Silêncio".Qualquer que seja porém o caminho que seguir, o Homem só encontrará a verdadeira felicidade como um limite, talvez inacessível, de Conhecimento e de Amor".Transcrito de um livrinho da Sociedade Portuguesa de Autores de 1981: "Professor António Gião. Evocação da sua vida e obra seguida de uma antologia".
September 16 2009, 3:07pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
As leis naturais, as leis humanas e as relações entre umas e outras
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/as-leis-naturais-as-leis-humanas-e-as.html
Minha contribuição para um livro, a sair muito em breve, do Tribunal da Relação de Lisboa (um texto um pouco mais longe do que é costume aqui mas uma vez não são vezes...): O saudoso Doutor Orlando de Carvalho, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, quando um dia proferi a seu convite uma conferência sobre a origem do Universo no Instituto de Coimbra e me referi às leis naturais, perguntou-me com o seu particularíssimo humor: “Então vocês na ciência também têm leis? E fazem-nas?”. Respondi-lhe que as tínhamos e que elas eram bem diferentes das leis humanas, uma vez que não éramos nós que as fazíamos. Limitávamo-nos, o que já não é pouco, a descobri-las. De facto, observamos que o mundo natural se encontra regulado – o mundo é como é e não pode ser de outra forma, obedecendo eventualmente aos nossos desejos - sendo as regularidades descritas pelos cientistas na forma de leis. A descoberta das leis naturais é a tarefa permanente e inacabada da ciência e o avanço da ciência não significa de maneira nenhuma que as leis naturais bem conhecidas tenham de ser revogadas. As leis naturais são, num certo sentido, fixas. Não as podemos alterar para as fazer corresponder à nossa vontade. Pelo contrário, as leis humanas são alteráveis: feitas pelo homem, vão mudando, pela mão do homem, em resposta às exigências de uma sociedade em constante mutação.Sobre as leis naturais disse um dia Albert Einstein, o físico suíço de origem alemã (naturalizado norte-americano quando emigrou para os Estados Unidos) que é reconhecidamente um dos maiores cientistas de todos os tempos (a revista norte-americana “Time” nomeou-o mesmo o “homem do século”, no final do século XX): “Deus é subtil, mas não é malicioso”. Não se trata de uma afirmação de âmbito e conteúdo religioso, uma vez que Einstein não professava a religião dos seus ancestrais (o judaísmo) nem nenhuma outra. Essa bela metáfora queria dizer que as leis naturais não são para nós evidentes, mas que, apesar disso, estão ao nosso alcance.Parto para a minha breve análise sobre as relações entre leis naturais e leis humanas com uma história muito sumária das ciências físicas, ou melhor de um ramo das ciências físicas (a mecânica), defendendo-me no meu maior conhecimento deste ramo das ciências. As outras ciências experimentais não são, nem na sua metodologia nem nos seus propósitos, muito diferentes das ciências físicas. Uma das leis naturais mais simples é também uma das mais antigas: descreve o movimento de queda de um corpo à superfície da Terra, que o homem sempre observou desde que existe na Terra. Ela deve-se ao físico italiano Galileu Galilei, no século XVII, e tem uma expressão matemática que se pode traduzir por palavras do seguinte modo: as distâncias percorridas por um grave (um qualquer corpo que cai) são directamente proporcionais aos quadrados dos tempos. Significa isto que, se um corpo, no primeiro segundo queda cai de cinco metros (5 m = 5 x (1x1) m, sendo 5 m/s^2 o valor aproximado de metade da aceleração da gravidade à superfície da Terra), ao fim de dois segundos terá caído de vinte metros (20 m = 5 x (2x2) m) e ao fim de três segundos terá caído de 45 m (45 m = 5 x (3 x3) m) . Este é um resultado do método experimental, criado pelo próprio Galileu e que tanto êxito alcançou nas ciências físicas e nas outras. O sábio natural de Pisa não verificou essa chamada “lei da queda dos graves” observando a queda vertical dos graves do cimo da famosa Torre de Pisa, como conta a lenda, até porque a queda é muito rápida, mas sim utilizando um instrumento muito simples – o plano inclinado – que permite, ao variar a respectiva inclinação, aumentar os tempos da queda à vontade do experimentador. Terá efectuado numerosas medidas de queda vagarosa de corpos ao longo de um plano inclinado, com o auxílio de réguas e de relógios, ainda que rudimentares (não havia, nessa época, relógios mecânicos, que só surgiriam com o avanço da mecânica e conta uma outra lenda que se terá servido do próprio pulso!). Galileu também foi um dos primeiros a olhar para o céu com a ajuda de um outro instrumento que ele desenvolveu – o telescópio – , mas aí as suas observações foram mais qualitativas do que quantitativas. Se Galileu foi pioneiro na formulação de leis relativas aos movimentos na Terra, o astrónomo alemão seu contemporâneo Johannes Kepler superou-o na formulação das leis dos movimentos celestes, com base em observações feitas à vista desarmada dos movimentos dos planetas no sistema solar.O inglês Isaac Newton reuniu, algumas décadas depois, as conclusões de Galileu com as conclusões de Kepler, chegando a uma só mecânica, isto é, uma ciência do movimento unificada, fixada na sua obra de 1687 “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica” (“Princípios Matemáticos de Filosofia Natural”). Deixou de haver uma física da terra e uma física do céu para passar a haver uma só física, cuja aplicação era universal. As leis naturais passaram a ser as mesmas em todo o lado. Para descrever todos os tipos de movimentos, onde quer que eles fossem, recorreu ao conceito de força e reparou que não precisava de mais do que um tipo de força – a força da gravitação universal – para descrever tanto os movimentos de queda que ocorrem na Terra como os movimentos no céu que se dão nos céus (de certo modo os planetas também caem...). Em resumo, segundo Newton:• As mudanças de movimento têm sempre uma causa - as forças.• É possível prever o movimento a partir do conhecimento das forças e das condições iniciais, isto é, as posições e velocidades do móvel.• As forças são universais: a força de gravitação dita universal actua tanto na Terra como no céu.Newton afirmou, numa frase lapidar: “Se consegui ver mais longe foi porque estava aos ombros de gigantes”. Queria com isso prestar homenagem aos seus imediatos antecessores, Galileu e Kepler, sem os quais ele não poderia ter alcançado a sua descrição unificada, mais elaborada e mais poderosa que as descrições parciais que herdou.Einstein só apareceu muito depois, pouco mais do que dois séculos depois de Newton. E apareceu para continuar a descoberta das leis naturais que já tinha sido efectuada por Galileu, Kepler e Newton. O modo como Einstein incorporou, na sua descrição do mundo natural, as leis bem conhecidas da mecânica de Newton, enunciando, porém, os limites da sua aplicação, ilustra bem o carácter cumulativo da ciência. Ao contrário de Galileu, Kepler e Newton, Einstein limitou-se a ser um físico teórico, uma vez que a sua descrição do mundo se baseou em observações feitas por outros. Na senda dos gigantes anteriores, usando o método científico, conseguiu chegar a uma descrição unificada não só dos movimentos, na Terra ou no céu, como também dos fenómenos electromagnéticos, isto é, dos fenómenos eléctricos e magnéticos, que estão relacionados entre si. Esse é o conteúdo da teoria da relatividade. Usou para isso, tal como Galileu, Kepler e Newton, a linguagem matemática, embora tivesse de recorrer a expressões bem mais sofisticadas do que as dos gigantes a cujos ombros subiu. O resultado foi uma generalização da descrição de Newton, que afinal apenas é válida para pequenas velocidades, as velocidades a que estamos habituados na vida corrente, para uma outra que, sendo mais complicada, tem a grande vantagem de ser mais geral. Ao contrário do que muita gente supõe (julgando que os cientistas se anulam uns aos outros, cada um desmentindo as afirmações dos outros), existe progresso na ciência, isto é, os cientistas não desfazem as obra dos seus antepassados, antes a continuam. Acrescente-se que Einstein olhou para o mundo de uma maneira que, na sua essência, é a mesma maneira como olharam Galileu, Kepler e Newton, séculos antes dele: todos eles procuraram e conseguiram obter descrições unificadas, o mais simples possíveis, do mundo natural. Esse é um critério que tem dado bons resultados na procura das leis naturais. Usando o dito de Newton, também Einstein subiu para os ombros de gigantes, elevando a “pirâmide humana”, tudo levando a crer que alguém, um dia, subirá para os ombros dele para ver mais longe.“Saber é poder”, tinha dito Francis Bacon, um contemporâneo de Galileu e Newton que, não sendo cientista, teorizou na sua obra “Instauratio magna “ (“Grande Restauração”, cuja parte mais importante era “Novum Organum”, o “Novo Instrumento”) o método científico. Se com Galileu, Kepler e Newton, o poder da ciência traduzido em aplicações úteis na nossa vida passou a ser enorme, no tempo de Einstein o poder da ciência passou a ser tremendo. A ciência, no tempo de Einstein e hoje ainda mais do que nesse tempo, está por todo o lado na vida quotidiana. Mas isso não impediu Einstein nem, com ele, a grande maioria dos cientistas de hoje de pensar que o poder da ciência é bem maior do que o poder das suas aplicações práticas. Afirmou ele em 1935: ”A ciência afecta os assuntos humanos de duas maneiras. A primeira é bem conhecida de toda a gente. Directamente, e mais ainda de forma indirecta, a ciência produz benefícios que transformam por completo a vida humana. A segunda maneira é de carácter educacional – age sobre a mente. Embora pareça menos óbvia, esta segunda não é menos pertinente que a primeira”. O O espírito científico, fruto da curiosidade humana, que se traduz na indagação das leis naturais, é o fundamental da ciência, mais do que as aplicações práticas dela.As leis de Galileu, Kepler, Newton e Einstein, que se encaixam perfeitamente umas nas outras, formando um todo coerente, têm uma base matemática, que é inescapável à formulação das leis procuradas e encontradas pelas ciências experimentais. Não há nada que o possa evitar: a descrição mais simples e mais elegante dos fenómenos físicos é feita através da linguagem matemática (Galileu disse: “O Livro da Natureza está escrito em caracteres matemáticos”). É por isso que, atrás, embora entre parêntesis, não quis fugir à linguagem matemática. De facto, alguma aversão à Ciência que se nota em numerosas pessoas, logo nos tempos da escola, começa, em geral, por ser aversão à Matemática. Porém, ao contrário das leis naturais, e nisso se distinguem delas profundamente, as leis humanas não têm uma expressão matemática, e os juristas, que fazem as leis humanas, não estão, em geral, à vontade com a matemática (claro que há excepções como, no século XVII, o francês Pierre de Fermat, contemporâneo de Newton, que foi Juiz Supremo na Corte Criminal Soberana do Parlamento de Toulouse, em França, autor de um famoso teorema que só muito recentemente foi demonstrado, que era juiz profissional ao mesmo tempo que era matemático amador).Parece pois que há, logo ao nível da linguagem, um antagonismo primordial entre Ciência e Direito. É aliás sabido que muitos jovens procuram os cursos de Direito, para fugirem ao estudo da Matemática, no qual não encontram a mais leve atracção. No entanto, a verdade é que a lógica e o rigor que presidem à formulação das leis físicas – e que são assegurados com o auxílio da Matemática – são também úteis, muito úteis, para não dizer mesmo imprescindíveis à formulação pelos juristas das leis humanas. O Doutor Orlando de Carvalho, talvez entre nós melhor do que ninguém, sabia que fazer Direito era um exercício de lógica e de rigor. E que o exemplo dado da aritmética da queda dos graves não nos iluda: a matemática é bem mais o exercício do pensamento claro do que contas com números.A propósito das relações entre Ciência e Direito (uso estas designações por uma mera questão de simplificação, pois, para maior rigor, deveria dizer Ciências Experimentais e Ciências Jurídicas, colocando mais a ênfase do que une esses dois tipos de ciência do que naquilo que os separa), não pode deixar de ser referido que o nascimento das Ciências Experimentais no início do século XVII ficou marcado por um evento de natureza jurídica que deixou marcas que ainda hoje perduram: O caso jurídico “Igreja Católica versus Galileu”. O tribunal era o da Inquisição de Roma e as razões são bem conhecidas: a divulgação por Galileu da teoria do astrónomo polaco Nicolau Copérnico, proposta no século XVI, segundo a qual a Terra andava em torno do Sol em vez de ser o Sol a andar em torno da Terra, tal e qual como vinha na Bíblia. O veredicto do ano de 1630 também é bem conhecido: a condenação a prisão perpétua, uma pena que, dadas as circunstâncias (incluindo a da retractação do arguido), foi reduzida para reclusão domiciliária, primeiro na casa de amigos importantes e depois em sua própria casa. Menos conhecido é o facto de o Papa João Paulo II ter, nos anos 90, nomeado uma comissão para rever o processo de Galileu, tendo essa comissão concluído em 1999 que a condenação foi um erro. Hoje, quando se celebra por todo o mundo, o Ano Internacional da Astronomia, que assinala os 400 anos das primeiras observações feitas por Galileu com o telescópio, é um sinal dos tempos que o Vaticano esteja a preparar uma exposição sobre Galileu e a ciência no tempo dele. Quem diz que a justiça portuguesa é lenta, deveria reparar na justiça do Vaticano...Embora se cruzem em casos como os do julgamento de Galileu (o Direito aqui é Canónico e não Civil), a Ciência e Direito são disciplinas bastante distintas, podendo as diferenças ser resumidas do seguinte modo:• A Ciência diz como é o mundo (não esquecendo que o homem é, materialmente, parte do mundo físico), ao passo que o Direito diz como devem ser as acções do homem no mundo.• A Ciência procura o que é verdadeiro, ao passo que o Direito procura o que é justo. Escusado será dizer que os conceitos de verdadeiro e de justo são bastante elusivos, sendo os contrários deles – o errado e o injusto – bem mais fáceis de identificar.• As leis naturais são absolutamente prescritivas: não admitem violações. Dito de uma maneira simples: não há milagres! Ou, ou por outras palavras também simples: o “Juiz Supremo” dos casos científicos é a Natureza (sinoónimo de mundo natural) e as suas decisões são inexoráveis, não admitem nenhum tipo de recurso. Em contraste, é bem sabido que as leis humanas admitem violações, sendo tarefa do Direito Penal estabelecer as penalidades para quem incorre em infracção e tarefa das autoridades e dos tribunais aplicar as penalidades.• Há, como foi dito atrás a propósito de Galileu, Kepler, Newton e Einstein, um claro progresso no nosso conhecimento das leis naturais: a ciência é cumulativa. Em contraste, é mais difícil reconhecer a existência do mesmo tipo de progresso para as leis humanas. As leis humanas vão evoluindo, mas ninguém se lembraria hoje de considerar as leis humanas do tempo de Galileu ou do tempo de Newton como um subconjunto das leis actuais.Mas, vendo bem, serão as diferenças entre Ciência e Direito tão grandes como se poderá pensar à primeira vista? Não me parece, apesar de confessar a minha ignorância do Direito. De facto, quando as leis de Newton pareciam admitir violações, foram formuladas leis mais gerais que, essas sim, até hoje estão invioláveis (mas serão?). De modo que a inviolabilidade das leis naturais só é conseguida pela evolução destas para formas mais gerais. Por outro lado, basta conhecer uns rudimentos da história do Direito para concordar que também em Direito há progresso, embora decerto um progresso diferente do que ocorre em Ciência. Por exemplo: o Direito Romano informa boa parte do Direito europeu de hoje. Outro exemplo: a aprovação pelas Nações Unidas em 1948, como aconteceu no final da Segunda Guerra Mundial, da Declaração Universal dos Direitos do Homem não pode deixar de ser considerada um progresso jurídico: “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo (...)”As referidas diferenças não podem, porém, fazer esquecer as semelhanças entre a Ciência e o Direito, que não será demais enfatizar e que se poderão resumir do seguinte modo sucinto:• Em ambas se lida com leis que são ou devem ser lógicas e rigorosas. Além disso, tanto as leis naturais como as leis humanas devem ser o mais simples possível.• Ambas procuram decidir da melhor maneira usando o máximo da informação disponível. Para isso é necessário, em geral, procurar essa informação e raciocinar sobre ela.O método para decidir o melhor possível tem muitos aspectos comuns. Com efeito, o método científico tem, desde o tempo de Galileu, uma componente laboratorial. Mas esse mesmo método, com essa mesma componente, é hoje imprescindível para fundamentar decisões judiciais. Quando se fala em pesquisa ou investigação para o vulgo ocorre mais a pesquisa ou investigação judicial do que a pesquisa ou investigação científica. E não é despropositada essa ocorrência. A primeira - e, por exemplo, a série televisiva do CSI mostra-o à saciedade - tem muito a ver com a segunda. A química forense ou a medicina legal estão precisamente na fronteira entre Ciência e Direito. Um cientista, em muitos aspectos, uma espécie de Sherlock Holmes, que a partir de pequenos vestígios, os quais à primeira vista parecem irrelevantes ou mesmo inúteis, consegue apurar o que se passou ou o que se passa. E muito mais poderia ser dito sobre esta importante componente científica do Direito...Não são apenas as polícias judiciais a recorrer hoje a perícias ou a pareceres científicos. Os advogados das partes em litígio também o fazem e cada vez mais. Assim como os tribunais, de vária instâncias. Isso não acontece apenas nos casos mais comezinhos de acidentes de automóveis (cuja análise pericial tem, evidentemente, de se basear nas leis de Galileu e Newton, não sendo necessário recorrer a Einstein...), mas em casos mais complicados de protecção contra radiações (surgem hoje casos em tribunal sobre linhas de alta tensão ou mesmo sobre os perigos da utilização de telemóveis) ou sobre casos clínicos da maior gravidade (por exemplo, casos de negligência médica que conduz a morte ou invalidez permanente). Para já não falar sobre casos que já vão aparecendo em tribunal sobre os quais poderão ser pertinentes leis que ainda estão em fase de congeminação ou em redacção (direito ligado à genética e à biotecnologia, aos cuidados terminais ou à falta deles, à nanotecnologia, etc.) Infelizmente, os tribunais, em todo o mundo e também em Portugal, têm ainda muita dificuldade em lidar com este tipo de processos. O livro de David Feigman, professor de Direito norte-americano da Universidade da Califórnia – Hastings College of the Law, que se tem especializado em questões científico-legais, “Legal Alchemy. The Use and Misuse of the Law” (Freeman, 1999; em português o título poderia ser “Alquimia Legal. O Uso e O Abuso da Lei”, mas não está traduzido) é bastante elucidativo a este respeito, descrevendo numerosas situações concretas de mau ou deficiente convívio entre os tribunais e a Ciência. O autor insiste em que as leis naturais não são nem podem ser derrogadas por leis humanas. O mundo, em que o homem vive, obedece a leis que o homem não pode modificar a seu belo prazer. Talvez essa situação de conflito possa ser remediada, ou pelo menos minorada, através de uma formação de base dos juristas que aponte para uma maior familiarização com o método científico, incluindo neste a linguagem matemática (em particular com questões de probabilidade e estatística associadas à noção de risco sobre a qual persistem muitas confusões a propósito de casos jurídicos). Não esqueçamos Einstein quando ele diz que um dos benefícios da Ciência é “de carácter educacional – age sobre a mente”. De posse do método da ciência, podemos aspirar a procurar melhor a verdade e, portanto, a decidir com mais justiça, por mais difícil que seja definir verdade e justiça.Concluo, com alguma esperança sobre um convívio mais íntimo entre Ciência e Direito, dando a palavra a Feigman, que a dado passo do referido livro deixou escrito:“Embora a Ciência não possa nunca ditar o que é justo, tornou-se uma ferramenta indispensável na qual o Direito tem por vezes de se basear para decidir o que é justo”.
September 13 2009, 5:19am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O DEBATE HUXLEY - WILBERFORCE SOBRE A ORIGEM DAS ESPÉCIES
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/o-debate-huxley-wilberforce-sobre.html
Na peça de teatro em cena pela Barraca no Teatro Cinearte, em Lisboa, "O Professor de Darwin", o autor, Helder Costa, recria a famosa cena, em 30 de Junho de 1860, na Universidade de Oxford, entre o bispo anglicano Samuel Wilberforce e o cientista Thomas Huxley sobre a evolução das espécies proposta por Charles Darwin.Eis o diálogo, retirado do livro com o texto da peça, que acaba de ser publicado na Gradiva:"Huxley: Meu caro bispo Wilberforce, será difícil verificar que o homem, os mamíferos, as aves e até os répteis têm muita coisa em comum? Dois olhos, duas orelhas, nariz, dois braços, pernas, um coração, sangue... Não acha que é vidente que viemos todos de uma mesma raiz, de uma mesma origem?Wilberforce: Meu caro Thomas Huxley, como insiste que descende de um macaco, posso perguntar-lhe de onde vem esse seu antepassado: é da parte da sua avó ou do seu avô?Huxley: Se a questão é se eu preferiria ter um pobre macaco como avô, ou um homem que utiliza a sua capacidade e influência para ridicularizar uma discussão científica séria, eu não hesitaria em afirmar a preferência pelo macaco.(gargalhadas)Wilberforce: Nada do que você afirma é, impossível. Está fora do senso normal de qualquer pessoa.Huxley: Lamento a sua total ignorância científica e os seus preconceitos contra os avanços da Ciência. Já Galileu e muitos outros foram perseguidos pela ignorância e pela mentira, mas o mundo continuou a fazer o seu caminho e deixar para trás os que pensam e actuam como você. O castigo do mentiroso, além de ninguém acreditar nele, é ele nunca mais poder acreditar nos outros."
- Tags:
- ciência
- criacionismo
- Teatro
- Evolução
September 6 2009, 6:41pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Cosmogonias: Mito, Filosofia, Ciência
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/cosmogonias-mito-filosofia-ciencia.html
Informação recebida da Associação de Professores de Filosofia (clicar para ver melhor cartaz e programa):A Associação de Professores de Filosofia vai promover no próximo dia 3 Outubro os Segundos Encontros de Filosofia Antiga, que serão, de novo, amistosamente acolhidos pela Liga dos amigos de Conimbriga e decorrerão no Auditório do Museu Monográfico. Estes encontros estão inseridos no âmbito da celebração de 2009 como Ano Internacional da Astronomia, à qual a Associação de Professores de Filosofia aceitou associar-se. Neste sentido, propusemos à reflexão dos nossos convidados o tema “Cosmogonias: Mito, Filosofia, Ciência”, que pretende fazer uma abordagem diacrónica e crítica das primeiras cosmologias e reflectir sobre a persistência/ausência das suas representações na cosmologia contemporânea.
September 4 2009, 7:58pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HÁ MARTE E MARTE: HÁ IR E NÃO VOLTAR
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/ha-marte-e-marte-ha-ir-e-nao-voltar.html
Como a NASA está sem dinheiro para ir à Lua e muito menos a Marte, o físico norte-americano Lawrence Krauss sugere aqui, num artigo de opinião no "New York Times", que se vá, mas não se volte. Sempre ficava mais barato.
- Tags:
- ciência
- Astronomia
- viagens
September 2 2009, 2:58am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
"MUST SCIENCE DECLARE AN HOLY WAR ON RELIGION?"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/must-science-declare-holy-war-on.html
Destacamos mais uma peça da imperdível coluna semanal do físico Robert Park:WHAT’S NEW Robert L. Park Friday, 14 Aug 09 Washington, DCOn Tuesday, 12 Aug 09, the Los Angeles Times ran an opinion piece by Chris Mooney and Sheril Kirschenbaum with the provocative title, "Must science declare a holy war on religion?" They contrast the "in your face" style of Richard Dawkins, author of The God Delusion, to the strategy of the National Center for Science Education, which simply focuses on getting the facts right in public science education. I love them both. Mooney and Kirschenbaum, have just published, "Unscientific America: How scientific illiteracy threatens our future," (Basic Books). They take C.P. Snow's admonition that "we require a common culture in which science is an essential component," one step further. "Science itself," they conclude, "must become the common culture." Good idea, how do we get there?Robert Park
August 20 2009, 6:10pm | Comments »







