A ideia de que é possível evitar a filosofia é uma ilusão comum. A única coisa que se pode fazer é pressupor teses filosóficas sem grande consciência disso. Isto não significa, contudo, que a filosofia tenha qualquer tipo de prioridade sobre a ciência; significa apenas que os pressupostos filosóficos são ubíquos e que cientistas e filósofos devem prestar atenção aos trabalhos que uns e outros desenvolvem, pois os dois domínios não são estanques. Os cientistas desenvolvem competências e conhecimentos próprios, tal como os filósofos, e é tão palerma fazer especulações científicas ingénuas quanto filosóficas (isto é, desconhecendo a bibliografia especializada).Newton foi um dos responsáveis pela ciência tal como hoje a concebemos. Os seus pressupostos filosóficos, contudo, têm sido cuidadosamente estudados pelos especialistas em história da filosofia e da ciência. Andrew Janiak, em Newton as Philosopher (Cambridge University Press, 2008), discute as ideias filosóficas de Newton, e Richard Arthur recenseia o livro na NDPR.
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Newton e a filosofia
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January 27 2009, 6:21am | Comments »
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ENTREVISTA AO "ENSINO MAGAZINE"
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Ver aqui entrevista que dei ao jornalista Nuno Dias da Silva do jornal "Ensino Magazine". Coloco aqui uma pergunta e uma resposta:"NDS- Fica-se com a ideia que a instituição escola está “sem rei nem roque”. Os professores perderam o poder que tinham e distanciaram-se do centro do sistema. Quem manda na escola?CF- Boa pergunta, quem manda na escola? Acho que ninguém manda. Os professores não mandam, o governo não manda, as autarquias e as famílias também não. Julgo que era tempo de responder à questão. Poder-se-ia pensar – se no estado actual de confusão se pudesse pensar alguma coisa – que às escolas fosse dada suficiente autonomia para se organizarem da maneira que os professores (os professores são centrais na escola!), em colaboração com as autarquias, as famílias, etc., achassem melhor e que o governo se limitasse, em vez de querer ser o “rei” absoluto, que tudo estabelece e determina, a definir regras claras, incentivando as escolas mais bem organizadas e desincentivando as outras."
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January 25 2009, 12:06pm | Comments »
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CIÊNCIA E RELIGIÃO
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Como o tema da ciência e religião tem sido aqui muito discutido, transcrevemos a opinião de Frei Bento Domingues na última parte da sua crónica dominical no "Público". Sobre as convicções religiosas de Darwin o melhor é ver o seu depoimento na "Autobiografia" que se encontra aqui."(...) Não me parece que a ciência de R. Dawkins vá substituir a religião. Como dizia o poeta Eliot, "não há nada neste mundo ou no outro que possa ser substituto de outra coisa". Já referi a obra de resposta de Alister McGrath a Dawkins que termina com um convite: "Temos muito a ganhar com um debate comum, cordato e rigoroso. A questão acerca da existência de Deus - e como será Deus se existir - mantém ainda toda a sua importância intelectual e pessoal nesta época pós-Darwin. Encontramos mentes fechadas de ambos os lados da barricada. Os cientistas e os teólogos têm muito a aprender uns com os outros". Foi, aliás, nesse processo, que este biólogo passou de ateu a cristão, sentiu a necessidade de se doutorar em Teologia e, sem deixar a prática científica, tornou-se padre da Igreja anglicana.Para superar este abismo entre as mentes fechadas, fundamentalistas, de ambos os lados, um outro biólogo, presidente da American Association for the Advancement of Science, Francisco J. Ayala (1), escreveu uma obra, mostrando que não há contradição necessária entre a ciência e as crenças religiosas. "A ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, as relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, os valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (...) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria". Como se dizia na antiga Missa, o Deus que alegra a minha juventude.Ayala, no balanço final do seu percurso, verifica que "a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin". Era esta, aliás, a convicção do próprio Darwin."(1) Francisco J. Ayala, Darwin y el Diseño Inteligente, Madrid, Alianza, 2008Frei Bento Domingues
January 25 2009, 8:17am | Comments »
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A herança de Darwin
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Minhas declarações à Lusa a propósito do ano Darwin:A herança de Darwin é extraordinária: grande logo à partida, tem rendido juros que se têm acumulado neste século e meio e continua a render! Como um biólogo ilustre disse, "nada na biologia faz sentido a não ser à luz da evolução". A teoria da evolução é uma grande teoria unificadora na Biologia pois permite explicar de uma maneira bastante simples toda a variedade e complexidade do mundo vivo, incluindo neste a nossa espécie. O sábio inglês afirmou que pequenas causas fazem, ao longo de muitos e muitos anos, grandes efeitos. Foi assim que a partir de organismos primitivos chegámos à riqueza do mundo vivo que hoje vemos. Foi assim que a partir de seres unicelulares se chegou ao homem. A origem da vida continua a ser algo misterioso, mas o seu desenvolvimento passou a ser claro. Darwin não conhecia os mecanismos da genética, mas, desde que estes se conhecem, percebe-se que as pequenas causas são alterações genéticas (pode sempre haver erros numa cópia). Essas pequenas causas serão ocasionais, mas o processo de selecção natural, que tem a ver com a melhor adaptação ao meio, faz com que umas espécies triunfem ao passo que outras não. Por exemplo, a nossa triunfou ao passo que as trilobites não. Na gigantesca árvore da vida nós estamos num ramo sobrevivente tal como milhões de outras espécies. Mas muitos outros ramos terminaram. Esta visão racional da história da vida, baseada em todas as observações e experiências disponíveis, não tem sequer nenhuma outra que lhe faça frente. Pode haver falhas aqui e ali, mas são falhas de pormenor numa visão global que faz sentido. Darwin, baseado nas suas cuidadosas e prolongadas observações na viagem à volta do mundo, teve uma intuição de génio e, como compreensão geral da prodigiosa biodiversidade, essa intuição não foi ultrapassada. Darwin mudou a nossa visão do mundo tal como, na física, Galileu.Curiosamente, o ano Darwin é também o ano de Galileu, que assinala os 400 anos das primeiras observações astronómicas feitas com o telescópio. Tal como Galileu, Darwin baseou-se na observação. Tal como este verificou regularidades no Universo. Tal como ele, trouxe uma nova visão do lugar do homem. E, tal como ele, enfrentou a incompreensão, nomeadamente por parte de alguns poderes eclesiásticos. O lugar central do homem no Universo ficou seriamente abalado com Galileu e o lugar especial do homem no conjunto dos seres vivos não ficou menos abalado com Darwin. O triunfo maior de Darwin será talvez encontrar vida noutros sítios do Universo e descobrir que também aí as leis da evolução também funcionaram, dando resultados provavelmente ainda mais diversos e surpreendentes daqueles, já de si tão diversos e surpreendentes, que encontramos no planeta Terra. A revista "New Scientist" pediu recentemente a vários cientistas para dizer qual foi mais importante, se Galileu se Darwin. Uns são por Darwin, outros por Galileu. Eu não sei decidir: apesar de ser físico, sou pelos dois... Os dois, cada um à sua maneira, fizeram com que hoje saibamos melhor onde estamos e quem somos. Há quem pense que o homem terá descido do seu pedestal, eu, como muitos outros cientistas, penso que esse pedestal era falso. Somos parte do vasto e variado Universo. Não somos estranhos num sítio estranho, mas sim uma parte natural de um Universo que, embora ainda mal conhecido, cada vez conhecemos mais e melhor. Aliás, enquanto não se encontrar vida inteligente noutros sítios do Universo, somos a única parte do Universo que quer saber dele, que o quer compreender, e que, felizmente, o consegue compreender. A ciência é uma forma de cultura e, com Galileu e Darwin, a nossa cultura ficou mais rica.Ao contrário de Galileu, Darwin enfrenta ainda hoje alguma incompreensão. Os inimigos de Darwin são os inimigos da ciência, os descendentes daqueles que ontem condenaram Galileu. Há quem pense, pasme-se, que a ideia de criacionismo, assente num leitura literal da Bíblia (ao fim e ao cabo a mesma leitura que fizeram os que condenaram Galileu), está em disputa com a ideia da selecção natural de Darwin. Não está, não jogam sequer uma com a outra porque simplesmente são de campeonatos diferentes. Ciência e religião são dimensões humanas diferentes, que, apesar das suas grandes diferenças, podem coexistir pacificamente. Quando disputam uma com a outra, como por vezes acontece, pode ser mau para uma e para outra. Os criacionistas, que se encontram em largo número nas igrejas evangélicas (nos Estados Unidos, inquéritos sociológicos mostram que a maior parte das pessoas acredita em Galileu, mas não em Darwin), recusam-se a aceitar as regras do jogo da ciência, que passam por aceitar as decisões do "árbitro" que é o Universo, que "apita" através da observação e da experiência. Por mim, são livres de jogarem o jogo deles, uns com os outros, mas não nos obriguem a jogar com eles. Eu não quero jogar com eles! Eu quero jogar o jogo da racionalidade e não o da irracionalidade. E a sociedade moderna, que assenta largamente no "jogo da ciência", na progressiva compreensão do Universo em que vivemos, faz bem em não querer nem jogar nem sequer pagar nem assistir ao jogo deles. Se o fizesse correria o grande risco de deixar de ser moderna...
January 23 2009, 3:03pm | Comments »
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HUMOR - A CORRESPONDÊNCIA DE DARWIN
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/humor-correspondncia-de-darwin.html
January 21 2009, 4:52pm | Comments »
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DARWIN SOBRE DEUS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/darwin-sobre-deus-na-sua-autobiografia.html
Darwin sobre Deus na sua "Autobiografia":"Outra fonte de convicção quanto à existência de Deus, ligada com a razão e não com os sentimentos, influencia-me como tendo muito mais peso. É uma questão da extrema dificuldade, ou melhor, impossibilidade, de conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem com a sua capacidade de olhar para o passado distante e para o futuro longínquo, como sendo o resultado do acaso cego ou da necessidade. Quando começo a reflectir assim, sinto-me obrigado a recorrer a uma Causa Inicial que possua uma mente inteligente, até certo ponto análoga à mente do homem; e mereço ser chamado Teísta.Esta conclusão estava fortemente implantada na minha mente, tanto quanto me posso recordar, pela altura em que escrevi "A Origem das Espécies"; e foi depois disso que se tornou gradualmente mais fraca, com muitas flutuações.Mas então surge a dúvida - será que a mente do homem, que se desenvolveu, como creio sem reservas, a partir de uma mente tão primitiva como aquela que o animal mais primitivo possui, é de confiança relativamente à sua capacidade de inferir conclusões tão grandiosas? Será que não são simplesmente o resultado da ligação entre causa e efeito que nos impressiona como sendo necessária, mas provavelmente depende apenas da experiência herdada? Nem devemos deixar de considerar a probabilidade de que a constante inculcação da crença em Deus na mente das crianças possa produzir um efeito tão intenso, e talvez herdável, nos seus cérebros ainda não completamente desenvolvidos, que depois é tão difícil para elas abandonarem a sua crença como é para um macaco abandonar o seu medo intenso e instintivo de cobras. Não posso pretender lançar luz dobre problemas tão abstrusas. O mistério do início de todas as coisas é insolúvel para nós; e por isso contento-me em permanecer Agnóstico"- Charles Darwin, "Autobiografia", Relógio d' Água, Lisboa, 2004, tradução, introdução e notas de Teresa Avelar (original de 1887, publicado postumamente pelo seu filho Francis, que cortou partes do texto, satisfazendo pedidos da sua mãe Emma e sua irmã Henrietta, que eram crentes).
January 21 2009, 4:15pm | Comments »
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BARACK OBAMA, 20/1/2009
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/barack-obama-2012009.html
"Vamos recolocar a ciência no seu devido lugar e dominar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade do serviço de saúde e diminuir o seu custo. Vamos domar o sol e os ventos e a terra para abastecer os nossos carros e pôr a funcionar as nossas fábricas. E vamos transformar as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era."
January 20 2009, 4:59pm | Comments »
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QUINTA ESSÊNCIA - Entrevista à Antena 2
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/quinta-essncia-entrevista-antena-2.html
Entrevista que dei à Antena 2 da RDP e que foi emitida ontem pelo programa "Quinta Essência" de João Almeida: aqui.
January 16 2009, 5:57pm | Comments »
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As dez descobertas do ano
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/as-dez-descobertas-do-ano.html
O humor científico de David Marçal no último "Inimigo Público" (de 26 de Dezembro):Painel do Inimigo Público elege o Fim do Mundo como a descoberta de 2008Hoje não foi descoberto nada de especial. 26 de Dezembro é o tradicional dia de descanso, mas os restantes dias do ano são pródigos em novidades e avanços da ciência, fins de semana incluídos. Estas são as escolhas do painel do Inimigo, reunido antes da partida para a habitual viagem de observação da migração do ganso-patola, que decorre num motel de beira de estrada entre Badajoz e Madrid.1. O fim do mundoFoi finalmente inaugurado o acelerador de partículas que vai criar mini-buracos negros capazes de engolir o sistema solar e provocar-lhe uma sensação horrível, semelhante a um anti-orgasmo. Infelizmente avariou, mas o fim do mundo representa um grande avanço para a ciência e o fim da crise mundial.2. Sonda Phenix encontrou uma pastilha elásticaE outros sinais de que houve vida em Marte, como duas pontas de cigarro e um preservativo usado.3. O desaparecimento da caixa multibanco do Tribunal de Cascais explicado pela mecânica quânticaSegundo a mecânica quântica quando uma partícula faz uma trajectória entre um ponto e outro não se sabe muito bem o que aconteceu no caminho. Uma caixa multibanco pode estar perfeitamente num momento dentro do tribunal e no seguinte integrada na colecção Berardo no CCB, de onde já não sai por menos de dois milhões de euros.4. O mundo foi criado em apenas 5,6 diasDeus pode ter sido mais rápido do que se pensava. Tal como o físico João Magueijo propôs que a velocidade da luz não é constante, questionando um dos paradigmas da relatividade de Einstein, também a velocidade de Deus pode ser variável. Segundo a teoria VGS (Varying God Speed, na sigla inglesa) nos tempos primordiais (até ao sétimo dia) a velocidade de Deus poderá ter sido mais elevada. Uma das consequências é que Deus não descansou o sétimo dia inteiro, o que poderá permitir a abertura dos hipermercados ao domingo.5. Fungo que produz dinheiro em vez de penicilinaTal como o bolor Penicillium chrysogenum produz penicilina, o Guitus pastelis excreta dinheiro. A descoberta foi acidental e promete fazer pela pobreza o que a penicilina fez pelo tratamento da gonorreia.6. São as árvores que provocam o efeito de estufaA Corrente Tá Tudo Bem (TTB) é a nova tendência das alterações climáticas, com uma profusão de artigos nos jornais que tranquilizam o cidadão angustiado: o aquecimento global não só não existe como vai passar depressa.7. Encontrado fóssil de costela muito semelhante a uma mulher e um dente de lobo vegetariano do Jardim do ÉdenO registo fóssil finalmente apoia a ciência criacionista: um igual e Deus desempata com voto de qualidade.8. Asteróide idoso, perdido e em sentido contrário à volta do SolO 2008 KV42 foi encontrado perdido na cintura de Kuiper e à volta do Sol em sentido contrário. Provavelmente fugiu da Nuvem de Oort, uma espécie de lar da terceira idade para asteróides.9. Barreira de contentores em Alcântara vai criar um microclima semelhante ao de SintraHaverá mais humidade atmosférica que será arrastada para o mar pelo vento Norte, deixando Lisboa a salvo das trombas de água e criando um microclima específico que alimenta um exotismo romântico na paisagem.10. Genoma da mulher é como uma cozinha do IkeaO ADN do homem tem os genes espalhados por todos os cromossomas, mais ou menos aleatoriamente e rodeados de ADN-tralha (não contém genes), como uma arrecadação apinhada onde não se encontra nada. No genoma da mulher os genes estão agrupados por assuntos e arrumados de modo que se sabe sempre onde encontrar determinado gene, o ADN que não contem genes está no fundo dos cromossomas e só não é deitado fora porque pode ser preciso para fins de investigação criminal.David Marçal
January 3 2009, 8:20am | Comments »
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Da autoridade, da obediência, da moral
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En los años 60 del siglo XX, el psicólogo Stanley Milgram realizó un controvertido experimento con el que demostró que la obediencia a las órdenes de una autoridad está por encima de la moral de casi cualquier individuo. Personas normales que creían estar aplicando dolorosas corrientes eléctricas a otras personas (en realidad actores que fingían estar sufriendo) no se detuvieron, y siguieron
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December 27 2008, 9:17am | Comments »




