De férias na Alemanha, leio na imprensa alemã uma interessante notícia sobre o disco de Nebra (já referido neste blogue), cuja descoberta no lugar de Nebra, na província da Saxónia-Anhalt tem levantado grande discussão desde há dez anos.Investigadores das Universidades de Mainz e de Halle (cidade em cujo museu arqueológico o disco está guardado) pretendem ter encontrado uma explicação para o enterramento do disco, há 3600 anos, em plena Idade do Bronze. Nessa época, as cinzas de um vulcão na ilha de Santorini, no Mediterrâneo, terão causado um obscurecimento dos céus da Europa durante um período de cerca de 20 anos (um fenómeno um pouco parecido com o que se passou recentemente com a erupção de um vulcão islandês). O instrumento foi posto de lado e enterrado no local onde foi descoberto porque a sua utilização como calendário astronómico se tornou assim inútil. A notícia acrescenta que na mesma época terá também cessado a utilização astronómica do sítio de Stonehenge, na Inglaterra?E porque é que a descoberta do disco foi tão polémica? O achado foi feito por arqueólogos amadores que o tentaram vender no mercado negro, mas a polícia acabou por os apanhar numa operação digna de um filme no Hotel Hilton de Basileia, na Suíça. Alguns arqueólogos duvidaram na altura da autenticidade do disco que representa, além do Sol e da Lua, as Pleiades, mas estas dúvidas dissiparam-se depois de uma cuidadosa análise do disco de 32 centímetros de diâmetro cuja massa é de cerca de dois quilogramas. Trata-se, sem dúvida, do mais antigo instrumento astronómico conhecido até hoje.
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O SEGREDO DO DISCO ASTRONÓMICO
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August 19 2010, 4:08pm | Comments »
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CYBERGOONS: THE ETHICS OF HACKING OTHER PEOPLE’S FILES.
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Habitual destaque de fim de semana para a coluna "What's new" do físico Robert Park:"If you believe in scientific openness," warming critics wrote me, "you should be pleased that the climate-gate files became public." Well, I do believe in openness. The success and credibility of science is anchored in openness; new ideas and findings must be exposed to the scrutiny of other scientists. By contrast, governments insist on the need for diplomatic and military secrecy; the result of which is perpetual warfare. But contrary to the impression conveyed by the media, the U.S., thankfully, has no official-secrets act. Conscientious government workers, willing to risk their careers by leaking classified information, may be the only check on government excesses carried out behind a screen of national security (see here ). But it was no Daniel Ellsberg who hacked the climate-gate files. The unauthorized release of e-mail files from a climate unit at the University of East Anglia had no such high-minded purpose. It has the smell of goons hired by an Exxon or a Peabody Coal."Robert Park
December 19 2009, 8:19am | Comments »
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O FUTURO EM COPENHAGA
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Meu artigo no "Sol" de hoje:Esta semana, em Copenhaga, está em jogo o futuro do clima da Terra. No seguimento do Tratado de Quioto, procura-se um novo acordo internacional que possa travar o fenómeno do aquecimento global que, tudo leva a crer, é consequência em larga medida da actividade humana. De facto, na comunidade científica, com base em numerosos e variados dados da observação, existe, hoje, um amplo consenso tanto sobre o aumento do efeito de estufa na atmosfera terrestre como sobre a predominância da sua origem artificial.Tal não significa que não haja nas conclusões científicas correntes uma certa dose de incerteza – o nosso planeta é um sistema extremamente complexo - e que não persista, entre os cientistas, alguma controvérsia – alguns deles, poucos, não subscrevem a tese da responsabilidade humana pelo aquecimento. Essas divergências, apesar de poderem perturbar o grande público, devem ser encaradas com naturalidade, pois faz parte do método científico a busca activa do erro. É bom que se semeie a dúvida em afirmações que parecem sólidas. Os chamados “negacionistas”, cuja visibilidade foi recentemente ampliada graças à divulgação de mensagens roubadas aos computadores de uma universidade britânica (o “climategate”), em vez de contrariar a ciência estão, afinal, a prestar-lhe um bom serviço. À medida que a discussão avança, a luz vai nascendo, isto é, a ciência vai fazendo o seu caminho.Os políticos, a quem compete a celebração de um acordo, fazem bem em servir-se das informações e dos conselhos fornecidos pela maioria dos especialistas, cuja voz é amplificada pelas sociedades e outras organizações científicas. Que não haja ilusões: são poderosos os interesses político-económicos em jogo. Mas essa circunstância só reforça a necessidade de boa ciência, de ciência íntegra e independente, fundada na avaliação dos pares. Foi com base nessa ciência que se efectuou o diagnóstico e a posologia do buraco da camada de ozono. O Tratado de Montreal que produziu uma solução para este problema é um excelente exemplo para Copenhaga.
December 18 2009, 1:33am | Comments »
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ENTREVISTA DE HANSEN SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL
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Execrtos de entrevista publicada no "The Guardian" ontem, o climatologista James Hansen (na foto), director do Nasa Goddard Institute for Space Studies em New York, USA:"The scientist who convinced the world to take notice of the looming danger of global warming says it would be better for the planet and for future generations if next week's Copenhagen climate change summit ended in collapse."(...) "In Hansen's view, dealing with climate change allows no room for the compromises that rule the world of elected politics. "This is analagous to the issue of slavery faced by Abraham Lincoln or the issue of Nazism faced by Winston Churchill," he said. "On those kind of issues you cannot compromise. You can't say let's reduce slavery, let's find a compromise and reduce it 50% or reduce it 40%.He added: "We don't have a leader who is able to grasp it and say what is really needed. Instead we are trying to continue business as usual."(...) "Hansen has emerged as a leading campaigner against the coal industry, which produces more greenhouse gas emissions than any other fuel source.He has become a fixture at campus demonstrations and last summer was arrested at a protest against mountaintop mining in West Virginia, where he called the Obama government's policies "half-assed".He has irked some environmentalists by espousing a direct carbon tax on fuel use. Some see that as a distraction from rallying support in Congress for cap-and-trade legislation that is on the table.He is scathing of that approach. "This is analagous to the indulgences that the Catholic church sold in the middle ages. The bishops collected lots of money and the sinners got redemption. Both parties liked that arrangement despite its absurdity. That is exactly what's happening," he said. "We've got the developed countries who want to continue more or less business as usual and then these developing countries who want money and that is what they can get through offsets [sold through the carbon markets]."
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December 3 2009, 3:46pm | Comments »
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O escândalo do Climategate e a conferência de Copenhaga.
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/o-escandalo-do-climategate-e.html
Reproduzimos, com a devida autorização e agradecimento ao autor, o artigo publicado ontem no Expresso online pelo Prof. Delgado Domingos, reconhecida autoridade nacional em Climatologia e Engenharia do Ambiente, sobre o escândalo Climategate.O escândalo do 'Climategate' e a Conferência de CopenhagaO caso Climategate, onde se manipularam dados para provar o aquecimento global, é um dos maiores escândalos científicos da História, pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica e sobretudo pelas suas implicações económicas e políticas.Passaram há pouco 42 anos sobre um dos maiores desastres de origem climática em Portugal: as inundações de 1967 em Lisboa. Centenas de mortes e centenas de milhões de prejuízos materiais. Será que este desastre se deveu às emissões de CO2eq (CO2 equivalente) ou ao aquecimento global? Claro que não!Aliás, na altura, a imprensa internacional explorava os receios de uma nova idade do gelo devido ao arrefecimento global que se verificava.Em 1967, a probabilidade de ocorrência da precipitação que provocou o desastre em Lisboa era conhecida. Uma precipitação com características análogas pode repetir-se amanhã e as suas consequências só serão menores se as necessárias medidas de prevenção forem entretanto tomadas (e nem todas o foram!).Catástrofe de Nova Orleães não foi causada pelo aquecimento globalO que se passou com a destruição de Nova Orleães pelo furacão Katrina foi análogo: as consequências de um furacão com aquelas características eram bem conhecidas, e as imprescindíveis obras de reparação e reforço das protecções foram insistentemente pedidas mas sistematicamente adiadas.A catástrofe não teve nada que ver com emissões de CO2eq ou aquecimento global. As tragédias climáticas no Bangladesh, não são provocadas por emissões de CO2eq, aquecimento global ou subida do nível do mar mas sim pelas inundações resultantes do assoreamento dos rios originado pela erosão que as extensíssimas desflorestações a montante agravaram e pelo crescente aumento do número de habitantes e construções em leito de cheia.Segundo a ONU, mais de mil milhões de pessoas estão actualmente ameaçadas pela fome ou subnutrição, e agita-se o fantasma do seu aumento ou das suas migrações massivas se não forem combatidas as emissões de CO2eq para reduzir o aquecimento global.A situação dramática e escandalosa destes milhões de seres humanos não tem nada a ver com as emissões de CO2eq, nem com o aumento oficial de 0,8ºC na temperatura média global nos últimos 150 anos.Temperaturas não aumentam desde 1998Aliás, apesar de as emissões de CO2eq terem aumentado acima do cenário mais pessimista do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, desde 1998 que a temperatura global não aumenta.Os exemplos anteriores poderiam continuar mas a conclusão seria sempre a mesma: as consequências catastróficas de fenómenos climáticos são evidentes e têm aumentado devido a acções humanas.O que sucedeu em 1967 em Lisboa e se repete cada vez mais agravado por esse mundo fora não é devido a emissões de CO2eq ou alegado aquecimento global.É devido simplesmente ao facto de fenómenos climáticos naturais, que sempre existiram, terem efeitos cada vez mais catastróficos porque as acções humanas sobre o território criaram as condições para isso ao desflorestarem as cabeceiras de rios (que agravaram o seu assoreamento e as consequentes inundações), ao aumentarem os riscos de deslizamento das encostas (porque eliminaram a vegetação que as estabilizava), ao construírem cada vez mais em leitos de cheia, e ao provocarem alterações cada vez mais extensas e profundas no uso do solo.Os efeitos das alterações no uso do solo são cada vez mais evidentes nas alterações climáticas locais e nos seus reflexos globais.Sendo evidente que a variabilidade natural do clima sempre existiu e que as acções humanas têm vindo a agravar os seus efeitos, a subversão conceptual que a UE liderou, reduzindo tudo, ou quase tudo, às consequências do aquecimento global provocado por emissões de CO2eq é muito grave e, em última instância, contrária aos louváveis ideais que afirma defender e que suscitam o apoio das organizações ambientalistas e de multidões de bem intencionados.Um dos maiores escândalos científicos da HistóriaÉ neste contexto que rebenta o escândalo do chamado Climategate. Em termos da comunidade científica, o Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História, não só pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica mas sobretudo pelas implicações económicas e políticas de que se reveste.De facto, nunca existiram tantas declarações, tantos tratados, tantos protocolos e tão gigantescos fluxos financeiros tendo como único fundamento a credibilidade e o suposto consenso da comunidade científica expresso nos Summary for Policy Makers (SPM) do IPCC.Esse fundamento desapareceu, mas os interesses envolvidos (políticos, económicos, financeiros e industriais) são de tal monta e a percepção pública da fraude científica é tão lenta que a ficção criada pela UE ainda se irá manter durante muito tempo.O Climagate consistiu na divulgação, através da Internet, de um conjunto de ficheiros, que incluem programas de computador e emails trocados entre alguns dos principais autores dos relatórios do IPCC, de entre os quais assumem particular relevo os de Phil Jones, director do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia e Hadley Centre (Reino Unido), de autores do notório hockeystick e instituições responsáveis pelas bases de dados climáticos, como o National Climate Data Center (NCDC) e o Goddard Institute for Space Studies (GISS) dos EUA, consideradas de referência pelo IPCC.O hockeystick é o termo usado entre os cientistas para designar o gráfico (ver nesta página) em forma de stick de hóquei que representa a evolução das temperaturas do hemisfério norte nos últimos mil anos, e que foi criado por um grupo de cientistas norte-americanos em 1998.Manipulação de dadosOs referidos ficheiros encontravam-se num servidor do CRU e a sua autenticidade não foi até agora contestada. Aliás, muitos deles apenas confirmam o que há muito se suspeitava acerca da manipulação/fabricação de dados pelo grupo.Todavia, muito do que era suspeito e atribuível a erro humano surge agora como intencional e destinado a manter a "verdade" (do IPCC) de que houve um aquecimento anormal e acelerado desde o início da revolução industrial devido à emissões de CO2eq.Esta "verdade" é incompatível com o Período Quente Medieval (em que as temperaturas foram iguais ou superiores às actuais apesar de não existirem emissões de CO2eq) e a Pequena Idade do Gelo que se seguiu. É também incompatível com o não aquecimento que se verifica desde 1998. Esconder ou suprimir estas constatações foram objectivos centrais da fraude científica agora conhecida.Silenciar os cientistas críticosEm termos científicos, o que os emails revelam são os esforços concertados dos seus autores, junto de editores de revistas prestigiadas, para não acolher publicações que pusessem em causa as suas teses ou os dados utilizados pelo grupo, recorrendo mesmo a ameaças de substituição de editores ou de boicote à revista que não se submetesse aos seus desígnios.Propuseram-se mesmo alterar as regras de aceitação das publicações para consideração nos Relatórios do IPCC de modo a suprimir as críticas fundamentadas às suas conclusões. Em resumo, procuraram subverter, em seu benefício, toda a ética científica da prova, da contraprova e de replicação de resultados que está no cerne do método científico, controlando o próprio processo da revisão por pares.Em conjunto, conseguiram impedir que fossem publicados a maioria dos dados e conclusões que pusessem em causa e com fundamento o seu dogma do aquecimento global devido às emissões de CO2eq.O Climategate provocou já uma invulgar reacção internacional, como uma simples pesquisa no Google imediatamente revela (mais de 10.600.000 referências menos de uma semana depois da sua revelação).No intenso debate internacional em curso e que irá certamente continuar por muitos meses/anos, surgiram já todos os habituais argumentos de ilegalidade no acesso aos documentos; de idiossincrasias próprias de cientistas-estrelas que se sentiram incomodados; citações fora de contexto, etc.Em meu entender, o mais revelador e incontestável nos ficheiros divulgados nem são os emails, apesar do que mostram quanto ao carácter e a honestidade intelectual dos cientistas intervenientes, mas sim os programas de computador para tratar os registos climáticos que utilizaram para justificar as conclusões que defendem.Diga-se o que se disser, os programas executaram o que está nas suas instruções e não o que os seus autores agora vêem dizer que fizeram ou queriam fazer.Dados climáticos até 1960 destruídosAntecipando porventura o que agora sucedeu, os responsáveis pelos dados climáticos de referência arquivados no CRU, vieram publicamente confirmar que destruíram os dados das observações instrumentais até 1960 e que apenas retiveram o resultado dos tratamentos correctivos e estatísticos a que os submeteram.Ou seja, tornaram impossível verificar se tais dados foram ou não intencionalmente manipulados para fabricar conclusões. Neste momento há provas documentais indirectas de que o fizeram pelo menos nalguns casos.Existe ainda um efeito perverso na referida manipulação que resulta de os modelos climáticos utilizados para a previsão do futuro terem parâmetros baseados nas observações climáticas passadas, que agora estão sob suspeita.Afecta também todas as calibrações de observações indirectas relativas a situações passadas em que não existiam registos termométricos.Independentemente de tudo isto, o mais perturbador para os alarmistas é o facto de, contrariamente ao que os modelos utilizados pelo IPCC previam, não existir aquecimento global desde 1998, apesar do crescimento das emissões de CO2eq.E se alguma coisa os ficheiros do Climagate revelam são os esforços feitos para que este facto não fosse do conhecimento público.Comportamento escandaloso e intolerável O comportamento escandaloso e intolerável de um grupo restrito de cientistas que atraiçoaram o que de melhor a Ciência tem só foi possível porque um grupo de políticos, sobretudo europeus, criou as condições para o tornar possível.Isso ficou claro desde a criação do IPCC e torna-se evidente para quem estuda os relatórios-base do IPCC (WG1-Physical Science Basis) e os confronta com os SPM.Todavia, seria profundamente injusto meter todos os cientistas no mesmo saco, pelo que é oportuno lembrar que se deve a inúmeros cientistas sérios e intelectualmente rigorosos uma luta persistente e perigosa contra os poderes estabelecidos, para que a ciência do IPCC fosse verificável e responsável.Foram vilipendiados e acusados de estar ao serviço dos mais torpes interesses. Os documentos agora revelados mostram que estavam apenas ao serviço da Ciência e do rigor e honestidade dos métodos que fizeram a sua invejável reputação.Seria também irresponsável agir como se as consequências da variabilidade climática e da utilização desbragada de combustíveis fósseis tivesse desaparecido com a revelação do escândalo. Muito pelo contrário.Problemas ambientais de fundo devem ser atacados Chame-se variabilidade climática ou alteração climática, os problemas de fundo da sustentabilidade ambiental permanecem e agravam-se pelo que devem ser atacados com determinação e realismo.Se os esforços internacionais mobilizados para a Cimeira de Copenhaga conseguirem ultrapassar a obsessão do aquecimento/emissões (liderado pela UE) para se concentrarem na eficiência energética, nas energias renováveis, na minimização dos efeitos das alterações nos usos do solo, no combate à desflorestação, à fome e aos efeitos da variabilidade climática, teremos uma grande vitória para o planeta se a equidade e a justiça social não forem esquecidas.Ao que parece, as propostas da China e dos EUA vão neste sentido tendo a delicadeza suficiente para não humilhar a União Europeia. Esperemos que sim.
December 1 2009, 10:23am | Comments »
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HACKERS E CÉPTICOS DO CLIMA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/hackers-e-cepticos-do-clima.html
O "New York Times" de hoje dá conta de novos desenvolvimentos na continuada disputa dos climatologistas que defendem a visão hoje comum do aquecimento global e os cépticos dessa visão: aqui.
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November 21 2009, 7:13am | Comments »
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SUGESTÕES DE TRADUÇÃO DE LIVROS 3
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/sugestoes-de-traducao-de-livros-3.html
Um livro que tem provocado muita polémica:Autor :Lawrence SalomonTítulo: "The Deniers"Editor: Richard Vigilante BooksData: 2008Informação do Editor:"Al Gore says any scientist who disagrees with him on Global Warming is a kook, or a crook.Guess he never met these guys:Dr. Edward Wegman--former chairman of the Committee on Applied and Theoretical Statistics of the National Academy of Sciences--demolishes the famous "hockey stick" graph that launched the global warming panic.Dr. David Bromwich--president of the International Commission on Polar Meteorology--says "it's hard to see a global warming signal from the mainland of Antarctica right now."Prof. Paul Reiter--Chief of Insects and Infectious Diseases at the famed Pasteur Institute--says "no major scientist with any long record in this field" accepts Al Gore's claim that global warming spreads mosquito-borne diseases.Prof. Hendrik Tennekes--director of research, Royal Netherlands Meteorological Institute--states "there exists no sound theoretical framework for climate predictability studies" used for global warming forecasts.Dr. Christopher Landsea--past chairman of the American Meteorological Society's Committee on Tropical Meteorology and Tropical Cyclones--says "there are no known scientific studies that show a conclusive physical link between global warming and observed hurricane frequency and intensity."Dr. Antonino Zichichi--one of the world's foremost physicists, former president of the European Physical Society, who discovered nuclear antimatter--calls global warming models "incoherent and invalid."Dr. Zbigniew Jaworowski--world-renowned expert on the ancient ice cores used in climate research--says the U.N. "based its global-warming hypothesis on arbitrary assumptions and these assumptions, it is now clear, are false."Prof. Tom V. Segalstad--head of the Geological Museum, University of Oslo--says "most leading geologists" know the U.N.'s views "of Earth processes are implausible."Dr. Syun-Ichi Akasofu--founding director of the International Arctic Research Center, twice named one of the "1,000 Most Cited Scientists," says much "Arctic warming during the last half of the last century is due to natural change."Dr. Claude Allegre--member, U.S. National Academy of Sciences and French Academy of Science, he was among the first to sound the alarm on the dangers of global warming. His view now: "The cause of this climate change is unknown."Dr. Richard Lindzen--Professor of Meteorology at M.I.T., member, the National Research Council Board on Atmospheric Sciences and Climate, says global warming alarmists "are trumpeting catastrophes that couldn't happen even if the models were right."Dr. Habibullo Abdussamatov--head of the space research laboratory of the Russian Academy of Science's Pulkovo Observatory and of the International Space Station's Astrometria project says "the common view that man's industrial activity is a deciding factor in global warming has emerged from a misinterpretation of cause and effect relations."Dr. Richard Tol--Principal researcher at the Institute for Environmental Studies at Vrije Universiteit, and Adjunct Professor at the Center for Integrated Study of the Human Dimensions of Global Change, at Carnegie Mellon University, calls the most influential global warming report of all time "preposterous . . . alarmist and incompetent."Dr. Sami Solanki--director and scientific member at the Max Planck Institute for Solar System Research in Germany, who argues that changes in the Sun's state, not human activity, may be the principal cause of global warming: "The sun has been at its strongest over the past 60 years and may now be affecting global temperatures."Prof. Freeman Dyson--one of the world's most eminent physicists says the models used to justify global warming alarmism are "full of fudge factors" and "do not begin to describe the real world."Dr. Eigils Friis-Christensen--director of the Danish National Space Centre, vice-president of the International Association of Geomagnetism and Aeronomy, who argues that changes in the Sun's behavior could account for most of the warming attributed by the UN to man-made CO2.And many more, all in Lawrence Solomon's devastating new book, The Deniers."
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August 25 2009, 4:36am | Comments »
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PORTUGAL A QUENTE E FRIO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/portugal-quente-e-frio.html
Há pouco tempo apontei neste blogue a falta entre nós de livros de divulgação da ciência escritos por jornalistas de ciência. Acaba de sair um livro desse tipo, que até por não haver muitos, saúdo vivamente: "Portugal a Quente e Frio", da autoria de duas das melhores jornalistas de ciência portuguesa Filomena Naves e Teresa Firmino. O tema é o das alterações climáticas, que tanta tinta tem feito correr nos jornais. A editora é a Livros d'Hoje, uma chancela das Publicações Dom Quixote. Na capa surge, à laia de subtítulo: "O primeiro livro que aborda o tema das alterações climáticas no nosso país".Como ainda não li, ou melhor como só li o prefácio do físico da Universidade de Lisboa Filipe Duarte Santos, o nosso grande especialista em alterações climáticas, limito-me por enquanto a transcrever um parágrafo desse prefácio:"A temática das alterações climáticas dos séculos XX e XI tem tido uma enorme visibilidade mediática que, por vezes, deixa o leitor, ouvinte ou espectador mais perplexo e confuso. Do ponto de vista da narrativa da ciência, é natural que se dê uma ampla cobertura nos media, porque o tema encerra um risco muito considerável, sobretudo para as futuras gerações - os nossos filhos, netos, bisnetos... - e temos todos uma parcela de responsabilidade na gestão desse risco. Por estas razões, é desejável que a divulgação da problemática das alterações climáticas junto do grande público seja feita de forma crítica e rigorosa, apresentando fielmente a narrativa da ciência e as incertezas e lacunas no conhecimento científico que persistem.Estes objectivos estão inteiramente atingidos no "Portugal a Quente e Frio: As Alterações Climáticas no Século XXI." O livro faz uma breve história do estudo das alterações climáticas em Portugal, incluindo os modelos e cenários futuros e os impactos nos mais importantes sectores sociais e económicos e, ainda, nos sistemas biofísicos".
August 24 2009, 9:39am | Comments »
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Delgado Domingos sobre o aquecimento global - II
http://dererummundi.blogspot.com/2009/04/delgado-domingos-sobre-o-aquecimento_10.html
O que critica nos procedimentos do IPCC?Sempre considerei de grande qualidade científica o relatório fundamental do IPCC “WGI-The Physical Science Basis”, apesar de algumas demonstradas incorrecções factuais e científicas. Sobre o tema já me pronunciei o suficiente (ver p.ex. os textos sobre Alterações Climáticas para aprofundamento e justificação de todas as minhas respostas) pelo que me limito a alguns aspectos fundamentais.O relatório é muito extenso (996 páginas) e sobretudo muito complexo e especializado mesmo para a generalidade das formações científicas. Por isso, um grupo muito restrito do IPCC elabora um “Resumo para Decisores Políticos (Summary for Policy Makers) que é votado linha a linha pelos representantes dos governos e instituições oficiais. Como se sabe, as verdades científicas nunca foram estabelecidas por votação. Acresce, neste caso, que foi votado o resumo de um relatório que ainda nem sequer existia. A votação foi em Fevereiro de 2007 mas o Relatório só foi divulgado em Novembro!Os argumentos dos que invocam as “verdades científicas” garantidas pelo IPCC mostram, na sua esmagadora maioria, que só leram o Summary .Muitos nem sequer passaram dos press releases correspondentes. A grande comunicação social portuguesa, mesmo a que se considera de referência, não ultrapassou este nível.O modo com se tem passado do relatório fundamental, ao Summary /press releases é eminentemente politico e visa transformar dúvidas, incertezas e palpites subjectivos em verdades indiscutíveis.Qual seria a maneira correcta e eficaz de fazer chegar o conhecimento científico sobre alterações climáticas aos decisores políticos?Os decisores políticos que temos estão sobretudo interessados nas sondagens de opinião e actuam como se mudassem a realidade mudando as percepções dos eleitores. No Iraque legitimou-se a intervenção invocando “provas” da existência de armas de destruição massiva. Agora invocam-se “certezas científicas” para nos convencer da eminência de catástrofes climáticas provocadas pelas emissões de CO2 e GEE. Criam-se assim grandes oportunidades de negócio e desviam-se as atenções do que é verdadeiramente importante, como sejam o uso perdulário da energia, a poluição do ar, da água e dos solos, e a destruição do ambiente e do equilíbrio social e económico. Qual a validade e utilidade das projecções/cenários climáticos e correspondentes consequências?Muitas projecções e cenários são apenas exercícios dispendiosos porque as hipóteses de partida não têm solidez na sua fundamentação científica sobretudo quando se trata de projecções regionais como é reconhecido pelos peritos mais qualificados do próprio IPCC e da Organização Meteorológica Mundial. O mais representativo exemplo em Portugal é o bem conhecido Projecto SIAM em que os cenários para as alterações climáticas em Portugal não passam de extrapolações subjectivas de incertezas sem fundamento sólido. Por isso, seria insensato basear medidas politicas nas suas conclusões devido aos custos económicos e sociais que implicariam. É muito mais sensato, pragmático e realista elaborar cenários e politicas quanto à energia, ao ordenamento do território e à poluição tendo seriamente em conta o que já há muito sabemos acerca da variabilidade climática e das suas consequências. A redução das emissões de GEE seria uma consequência automática dessas políticas e não o seu principal objectivo. Seja como for, haverá sempre um aumento no custo da energia e dos combustíveis para implementar estas politicas, seja de modo transparente, seja exacerbando ameaças para que se aceitem os sobrecustos a que a fixação nos GEE inevitavelmente conduz. Sem estes sobrecustos não existirão os miríficos mercados do carbono e a especulação bolsista associada que tanto parecem seduzir a alta finança e os grandes escritórios de advogados.Desde o início deste século tem havido uma evolução na qualidade das projecções?A qualidade das projecções depende inteiramente da qualidade dos modelos climáticos que lhe servem de suporte. Comparando os sucessivos relatórios fundamentais do IPCC (e não os resumos, ou o que muitos dizem que eles afirmam) pode constatar-se que a qualidade dos modelos não aumentou significativamente, embora a complexidade e os recursos envolvidos tenham crescido imenso. Enquanto aspectos físicos cruciais não forem devidamente compreendidos e modelados, os progressos não serão grandes.
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April 10 2009, 3:54am | Comments »
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Delgado Domingos sobre o aquecimento global
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Em Fevereiro de 2009, José Delgado Domingos foi entrevistado para uma peça jornalística sobre aquecimento global. Uma vez que as respostas solicitadas foram truncadas, achamos interessante transcrever na íntegra a opinião do professor jubilado do Técnico que, dada a sua extensão, será dividida em duas partes, uma sobre aquecimento global propriamente dito e outra sobre modelos climáticos e a mediatização do problema.Há um aquecimento global do planeta? O termo “aquecimento do global do planeta” refere-se habitualmente a uma temperatura média do ar a 2 metros da superfície. É um valor de referencia que teria sentido físico se todas as componentes do sistema climático estivessem em equilíbrio entre si, nomeadamente a atmosfera, a litosfera e os oceanos , o que não sucede. Aliás, em qualquer ano, encontramos diferenças de temperatura entre uns locais e outros que são superiores às que se verificaram entre as médias nas idades do gelo e as actuais. Existem grandes limitações no estabelecimento das próprias médias porque as estações de medida estão muito afastadas, nos oceanos são muito poucas e a sua fiabilidade e rigor variaram significativamente ao longo dos cerca de 150 anos em que existem. Mas aceitando que as medidas, directas e indirectas, existem e são rigorosas, o facto é que o tempo sempre variou ao longo dos anos, dos séculos e dos milénios, com grandes e pequenas glaciações e períodos quentes interglaciais muito antes de o Homem existir. A estas variações dá-se o nome de variabilidade natural. Tendo em conta a variabilidade natural, a grande questão é saber se as acções do homem aumentaram essa variabilidade natural e se não poderão vir a provocar desequilíbrios catastróficos. Para esta questão fundamental não existe, até hoje, uma resposta objectiva e convincente. Existem, isso sim, inferências subjectivas e contraditórias mau grado o aparato científico e computacional invocado. Pessoalmente, acredito que os dados observados mostram um aquecimento global mas sem as consequências alarmistas que, em geral, lhe são atribuídas pela comunicação social. Em contrapartida, há alterações climáticas locais e efeitos catastróficos decorrentes da mera variabilidade climática que só por incúria, incompetência ou ganância não foram ou não são tidos atempadamente em conta. Por exemplo, os efeitos de um furacão Katrina, ou as consequências de construir em arribas ou leitos de cheia são de há muito conhecidas mas ignoradas pelos que desejam atribuir tudo ao aquecimento global. O próprio termo “aquecimento global” é infeliz porque tende a ignorar o facto de poder existir arrefecimento global, como sucedeu, por exemplo, entre as décadas de 40 e 70 e é natural que volte a suceder.Se sim, o que o está a provocar?Há variabilidade natural e há efeitos antropogénicos de que o CO2 e outros gases com efeito de estufa (GEE) são o exemplo habitual. Todavia, há factores locais e globais pelo menos tão importantes como os gases com efeito de estufa que têm sido ignorados pela comunicação social. Entre estes encontram-se as alterações no uso do solo (desflorestação, urbanização, etc). A importância exagerada atribuída ao CO2 e outros GEE é consequência directa de poderem ser considerados como uniformemente distribuídos na atmosfera, o que simplifica os modelos climáticos e as simulações com os computadores existentes. Actualmente, não existe ainda o conhecimento suficiente de alguns fenómenos físicos e biológicos fundamentais nem a capacidade de cálculo para tratar adequadamente os efeitos locais e suas implicações globais. Por exemplo, nenhum dos modelos existentes consegue prever as alterações no início e fim das estações, que têm efeitos ecológicos muito importantes, nem fenómenos bem conhecidos e tão básicos como o El Niño ou a oscilação do Atlântico Norte, entre outros.
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- climatologia
April 10 2009, 3:45am | Comments »







