Um breve excerto de uma obra importante de Guy Le Boterf (2005) - Construir competências individuais e colectivas. Porto: ASA), onde se evidencia a necessidade de construir conjugar as competências individuais e colectivas. A análise das situações de trabalho dá lugar à necessidade de um profissional poder referir-se às normas e regras do meio profissional a que pertence para construir com segurança e pertinência a sua própria "maneira de actuar", a sua própria "maneira de agir". Cada colectivo de trabalho, graças às lições tiradas das suas experiências acumuladas, elabora as suas próprias regras da profissão. Estas definem o que é permitido e não é permitido fazer. O que pode ser aceite e o que poderia ser deslocado, o que corresponde às "regras da arte".Durante muito tempo, foi na frequência dos clubes e no curso de jam session que os novos músicos de jazz puderam adquirir o "género" de um grupo, quer dizer o conjunto das convenções técnicas e artísticas que lhe eram peculiares. Este modelo começou a evoluir há uma quinzena de anos em França com a entrada do jazz nos conservatórios e escolas de música.As prescrições nunca podem saber tudo e as situações de trabalho definem-se cada vez mais como acontecimentos aos quais é necessário fazer face. É, pois, importante, para um profissional, saber o que os colegas fariam no seu lugar, em tais circunstâncias, perante tal dificuldade. Sem esta possibilidade de referência colectiva, o profissional é remetido para a sua solidão e riscos que aquela acarreta em relação ao saber agir.É preciso que o profissional possa referir-se a uma norma colectiva para poder inspirar-se nela, diferenciando-se pelo próprio estilo pessoal.É em relação a uma "assinatura colectiva" que poderá situar e diferenciar a sua própria "assinatura individual".Encontra-se aqui a noção de "género", desenvolvida por Yves Clot. O "género" é a cultura profissional de um colectivo de trabalho. Comporta um conjunto de regras implícitas indicando os "modos de lidar" com as coisas e pessoas. São, segundo Yves Clot64, "regras de vida e de profissão para conseguir fazer o que tem de ser feito, modos de proceder com os outros, de sentir e de dizer, gestos possíveis e impossíveis dirigidos ao mesmo tempo sobre os outros e sobre o objecto". O "género" de um colectivo de trabalho é constituído portanto por "esquemas sociais", dos quais o profissional poderá apropriar-se, quer dizer, reformular para o seu próprio uso.
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O papel das referências profissionais colectivas
http://terrear.blogspot.com/2011/02/o-papel-das-referencias-profissionais.html
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February 20 2011, 12:56pm | Comments »
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L'Amour et la Justice comme compétences
http://terrear.blogspot.com/2011/02/lamour-et-la-justice-comme-competences.html
Certaines actions sont de l'ordre de la justice. Elles ont la réciprocité pour règle et prennent appui sur des principes d'équivalence permettant de fonder l'équilibre des relations et des échanges ou de dénoncer ce qui est contraire. Mais le sens de la justice n'est pas sans cesse en alerte et les gens ne passent pas leur temps à se demander ce qu'ils se doivent les uns aux autres. Il existe des actions d'un autre genre dont on dit qu'elles relèvent de l'amour. Elles se manifestent par la gratuité, le renoncement au calcul et, par conséquent, la mise à l'écart de l'équivalence devenue inutile. De ces différents modes d'action, mais aussi de la violence qui réduit la relation à un affrontement entre des forces, les gens sont tous capables. Mais comment en sont-ils capables ?Et comment font-ils pour passer, parfois soudainement, d'un mode à un autre ?Luc Boltanski examine la possibilité de traiter la justice et l'amour en tant que compétences et esquisse des modèles destinés à clarifier les capacités que les personnes mettent en œuvre lorsqu'elles réclament justice, donnent gratuitement, recourent à la force ou encore lorsqu'elles basculent d'un mode à un autre. Ces modèles, appliqués à l'analyse de litiges permettent de mieux comprendre le sentiment d'injustice et les manœuvres que les personnes entreprennent pour obtenir réparation.En effet les opérations que les acteurs d'un litige peuvent mettre en œuvre pour faire valoir leur cause doivent, pour être acceptables, tenir compte de contraintes, dont l'analyse permet de dégager des règles, que l'on peut décrire comme on décrit les règles d'une grammaire.Luc BoltanskiL'Amour et la Justice comme compétences.Trois essais de sociologie de l'actionParis, Métailié, 1990.Fonte(por sugestão de CR)
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February 5 2011, 4:32am | Comments »
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Conceptualizações em torno do BOM PROFESSOR
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Na educação australiana contemporânea, embora ainda haja ideias divergentes acerca do que constitui um "bom professor", uma delas é predominante. É a que chamo de modelo de "professor competente", pois está centrada em um conjunto de competências atribuídas aos bons professores. É praticamente a mesma concepção de professor que Moore (2004) denomina de "artesão competente" na Inglaterra e Weber (2007), com espírito mais crítico, de "técnico condescendente" [compliant technician] na África do Sul.O conceito de competências para professores não surgiu do nada. Ele apareceu nos Estados Unidos na década de 1960, expandiu-se rapidamente na década de 1970 e chegou à Austrália (Turney et al., 1985), onde se intercruzou com mudanças drásticas ocorridas no ensino técnico, que o direcionavam aos interesses do mercado. Na reestruturação do ensino técnico e superior (TAFE, Technical and Further Education) ocorrida a partir dos anos 1980, habilidades ou competências específicas foram extraídas da matriz de aprendizados tradicionais, reembaladas e ensinadas como módulos distintos. Resultados específicos e mensuráveis, em vez de identidades amplas baseadas nas profissões, tornaram-se a meta do ensino profissionalizante.Desse modo, o modelo do professor competente está inserido em um contexto: está associado à expansão de uma ordem política e cultural direcionada aos interesses do mercado. Trata-se de um processo global, com o qual economias periféricas e dependentes, como a australiana, se envolveram profundamente. A vida pública australiana assistiu a uma ampla adoção de políticas e pressupostos neoliberais — desregulamentação, privatização, redução de impostos, competição, declínio do setor público — , que foi impulsionada pela preocupação com a globalização e pela disseminação da ideologia econômica e raciona-lista (Pusey, 1991; Harvey, 2005).Surgiu um novo tipo de gerencialismo nas instituições comerciais, governamentais e educacionais. A competência em campos específicos (por exemplo, a experiência prévia como professor ou diretor) foi desvalorizada em prol de habilidades e práticas gerenciais genéricas, cujos parâmetros técnicos são a eficiência e a eficácia organizacionais. Surgiu também uma "cultura de auditoria": no neoliberalismo, a avaliação sistemática rapidamente se estendeu a uma gama enorme de áreas, indo muito além do contexto da contabilidade financeira em que teve origem (Power, 1997).Dois desdobramentos no setor educacional dos países ricos tornaram essas pressões mais intensas. O primeiro foi a atenção cada vez maior que as autoridades responsáveis pela formulação de políticas passaram a dar aos estudos quantitativos com múltiplas variáveis sobre a "eficácia" de escolas e professores. Esses estudos veem as escolas e os professores como portadores de variáveis (atitudes, qualificações, grande capacidade de liderança etc.) que devem ser correlacionadas com os resultados obtidos pelos alunos, medidos por meio de testes padronizados. Isso permitiu dar uma interpretação educacional à ideia gerencialista — derivada do confuso discurso sobre "excelência" da gestão corporativa das empresas — de que existe sempre uma "prática melhor" que pode ser instituída e controlada de cima para baixo.Texto Integral
September 1 2010, 12:37pm | Comments »
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10 NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR
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por PHILIPPE PERRENOUD 1. organizar e dirigir situações de Aprendizagem· conhecer, para determinada disciplina, os conteúdosa serem ensinados e sua tradução em objetivosde aprendizagem;· construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas2. administrar a progressão das aprendizagens:· adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino;· observar e avaliar os alunos em situações deaprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa.3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação:· fornecer apoio integrado, trabalhar com alunosportadores de grandes dificuldades;· desenvolver a cooperação entre os alunos e certasformas simples de ensino mútuo.4. envolver os alunos em sua aprendizagem eem seu trabalho:· suscitar o desejo de aprender, explicitar a relaçãocom o saber, o sentido do trabalho escolar edesenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação;· favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.5. Trabalhar em equipe:· enfrentar e analisar em conjunto situações complexas,práticas e problemas profissionais;· administrar crises ou conflitos interpessoais.6. participar da administração da escola:· organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, aparticipação dos alunos;· coordenar, dirigir uma escola com todos os seusparceiros (serviços para escolares, bairro, associaçõesde pais, professores de língua e cultura de origem).7.informar e envolver os pais:· dirigir reuniões de informação e de debate;· envolver os pais na construção dos saberes.8. utilizar novas tecnologias:· utilizar as ferramentas multimídia no ensino;· explorar as potencialidades didáticas dosprogramas em relação aos objetivos do ensino.9.enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão:· lutar contra os preconceitos e as discriminaçõessexuais, étnicas e sociais;· desenvolver o senso de responsabilidade, asolidariedade e o sentimento de justiça.10. administrar sua própria formação contínua:· saber explicitar as próprias práticas;· acolher a formação dos colegas e participar dela· negociar um projeto de formação comum com os colegas.fonte
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June 1 2010, 2:55pm | Comments »
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De que precisam os líderes competentes?
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Understanding of critical theories about how people learn, and the impact of race, power,legitimacy, cultural capital, poverty, disability, ethnicity, gender, age, language, and otherfactors on learning>Understanding of patterns of discrimination and inequalities, injustice, and the benefi ts and liabilities associated with individual groups>Ability to articulate his/her own philosophyof education and use it to maintain thestatus quo or to empower others’ active participation in their own transformationKnowledge> Knows and questions his/her values, commitments, beliefs, prejudices, and uses ofpower and infl uence>Understands varied contexts and situations and accepts challenges presented>Understands cultural history of school, community, and parents>Possesses a global perspective> Knows culturally relevant curricula and instructional strategies in support of studentachievement>Knows about various learning styles and different ways to assess student understanding> Knows processes for informing and mobilizing organizational change/cultural competence> Knows about and how to use data>Understands and manages collaboration with community, capitalizing on the community’sassetsSkills>Possesses capacity to break down systems of practice that perpetuate inequalities> Engages people from diff erent cultures; acts as “cultural broker”>Conducts “situational audits”> Creates a “safe” environment of cultural competence where people are held accountable; facilitates dialogue and mediates confl ict> Eff ectively communicates a culturally competent vision and its goals>Has capacity to catalyze change and deal with dissonance> Manages pressure, tension, stress, and turbulenceAttributesEmpathy/CaringCommitment—heart, spirit, and energyHigh expectations for allRole modelOpen to change and to diff erencesValues cultural diversityComfortable sharing powerFonte
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May 12 2010, 5:49pm | Comments »
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Empreender, uma outra visão educativa
http://terrear.blogspot.com/2010/04/empreender-uma-outra-visao-educativa.html
El autor defiende una idea de la educación que consiste en instrucción más formación del carácter, que va desde la psicología hasta la ética. La competencia de emprender y la competencia ciudadana son diferentes de las demás, ya que la primera consiste en aprender y ejercer la libertad, y la segunda, en aprender y ejercer de la dignidad. Emprender es una actividad ética cuyo contenido va a depender de los valores de la ciudadanía. El autor expone las distintas definiciones de la competencia de emprender, que provienen de los informes de la OCDE y de la Unión Europea, y que explicita la Ley Orgánica de Educación. La competencia es muy ambiciosa en sus objetivos, ya que el futuro del alumno dependerá en gran parte de virtudes morales, intelectuales y sociales que forman la competencia de emprender. El autor expone a continuación las iniciativas didácticas que se están llevando a cabo en España y en otros países. Da su visión de esta nueva pedagogía por competencias, considerando que toda educación es para la acción y que esta acción debe ser creadora, como explica en toda su obra, dedicada a la inteligencia. Frente a la pasividad, hay que recuperar el dinamismo propio del ser humano, favoreciendo en el alumno la búsqueda de lo nuevo, la creación y la ampliación de sus posibilidades. Esto beneficiaría mucho a una sociedad como la española, en la cual estas virtudes del emprendimiento están muy por debajo de su potencial. Por último, es necesario que al estudiar una competencia se definan con claridad cuáles son las metas y los proyectos que la sociedad considera más valiosos, ya que ésta es la dimensión ética que constituye el núcleo de la educación actual.José Antonio Marina, artigo citado infra
April 7 2010, 5:46am | Comments »
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Destrezas Intelectuais Necessárias
http://terrear.blogspot.com/2010/02/destrezas-intelectuais-necessarias.html
Linda Elder y Richard PaulInvestigadores - The Critical Thinking Organization (http://www.criticalthinking.org)Humildad intelectualEstar consciente de los límites del propio conocimiento, teniendo especial cuidado al enfrentarse a circunstancias en las cuales el propio egocentrismo puede resultar engañoso; prestar atención a prejuicio, a los sesgos o tendencias y a las limitaciones del punto de vista propio. La humildad intelectual radica en reconocer que uno no debe pretender que sabe más de lo que realmente sabe. No significa sumisión ni debilidad. Es la carencia de pretensión intelectual, jactancia o presunción combinada con el reconocimiento de las fundamentaciones lógicas o la carencia de ellas, respecto de las creencias propias.Coraje o entereza intelectualEstar consciente de la necesidad de enfrentar y atender con justicia, ideas, creencias o puntos de vista hacia los que tenemos emociones negativas fuertes y a las que no hemos prestado seria atención. Este coraje se conecta con el reconocimiento de que algunas ideas que consideramos peligrosas o absurdas pueden estar justificadas racionalmente (en todo o en parte) y que conclusiones y creencias que nos han sido inculcadas pueden a veces ser falsas o equivocadas. Para poder determinar por nosotros mismos qué es qué, no podemos aceptar pasivamente y sin crítica lo que hemos aprendido. Aquí entra en juego el coraje intelectual ya que, inevitablemente, llegaremos a encontrar alguna verdad en algunas ideas consideradas peligrosas y absurdas yalgún gradode falsedad o distorsión en algunas ideas muy afianzadas en nuestro grupo social. Necesitamos coraje para ser consecuentes con nuestro propio pensamiento en estas situaciones. Hay que reconocer que puede haber consecuencias serias para el inconforme (aquel que expresa su desacuerdo).Empatía intelectualEstar consciente de la necesidad de situarse imaginariamente en el lugar de otros para poder genuinamente entenderlos. Esto requiere ser conciente de nuestra tendencia egocéntrica de identificar lo que es verdad con nuestras percepciones inmediatas o con ideas y pensamientos sostenidos durante mucho tiempo. Esta característica también se correlaciona con la habilidad de reconstruir con precisión los puntos de vista y el razonamiento de otros y poder razonar a partir de premisas, supuestos e ideas diferentes a las nuestras. También, se relaciona con el deseo consciente de recordar las veces en las que estuvimos errados en el pasado aún cuando estábamos convencidos de estar en lo correcto y con la capacidad de imaginar que nos podríamos volver a equivocar en la circunstancia presente.Autonomía intelectualDominar de manera racional los valores y las creencias que uno tiene y las inferencias que uno hace. Dentro del concepto del pensamiento crítico, lo ideal es aprender a pensar por sí mismo, a dominar su proceso mental de razonamiento. Implica elcompromiso de analizar y evaluar las creencias tomando como punto de partida la razón y la evidencia; significa cuestionar cuando la razón dice que hay que cuestionar, creer cuando la razón dice que hay que creer y conformarse cuando así lo dicte la razón.Integridad intelectualReconocer la necesidad de ser honesto con su propio pensamiento; ser consistente en los estándares intelectuales que aplica; someterse personalmente a los mismos estándares rigurosos de evidencia y de prueba que se exigen a los antagonistas; practicar con otros lo que se predica y admitir con honestidad las inconsistencias de pensamiento y acción en las que uno incurre.Perseverancia intelectualEstar consciente de la necesidad de utilizar perspicacia intelectual y la verdad aún cuando se tenga que enfrentar a dificultades, obstáculos y frustraciones. Firme adhesión a los principios racionales a pesar de la oposición irracional de otros y un sentido de la necesidad de luchar con la confusión y las preguntas no resueltas durante un período de tiempo considerable para lograr un entendimiento o una comprensión más profunda.Confianza en la razónConfiar que con el tiempo tanto los intereses propios más elevados como los de la humanidad en general, estarán mejor atendidos si dejamos actuar a la razón; si fomentamos que la gente llegue a sus propias conclusionesdesarrollando sus facultades para razonar; Teniendofe que con el estímulo y el trabajo adecuados, la gente puede aprender a pensar por ella misma, a construir visiones racionales, a llegar a conclusiones razonables, a pensar de manera coherente y lógica, a persuadirse los unos a los otros mediante la razón y a convertirse en personas razonables, a pesar de los obstáculos profundamente arraigados en el carácter natural de la mente humana y en la sociedad tal como la conocemos.Integridad intelectualEstar consciente de tratar de la misma manera todos los puntos de vista, sin preferir los sentimientos o intereses propiosya establecidos, o los sentimientos o intereses ya establecidos que tengan sus amigos, su comunidad o su nación. Implica comprometerse con los estándares intelectuales sin que interfieran las ventajas que uno mismo o su grupo puedan obtener.Fonte
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February 21 2010, 4:18pm | Comments »
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Preferia que fosse competente
http://terrear.blogspot.com/2010/02/preferia-que-fosse-competente.html
A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra que tem como motivo inspirador o livro do nosso médico Nuno Lobo Antunes:He leído un libro sobrecogedor. Lo ha escrito el neurooncólogo pediátrico portugués Nuno Lobo Antunes. Trabaja con niños que tienen cáncer.He oído a alguien decir que no hay otra argumentación más convincente contra la existencia de Dios que este horrible binomio: oncología infantil. Pero, por lo que cuenta, el autor es un fervoroso creyente que hace frecuentes referencias a su visión trascendental de la vida.Cuando le preguntan a Lobo Antunes cómo es posible vivir a diario con tanto dolor, contesta: “La respuesta es muy simple: es un privilegio conocer la humanidad en todo su esplendor”. Mi admiración y mi asombro para este profesional de la salud que cuenta en el libro cómo se enfrenta a esos diagnósticos fatales, cómo se relaciona con los pacientes y cómo comunica a las familias el trágico desenlace. Pero no voy a entrar en el estremecimiento que producen las historias que ha vivido y que, con buena pluma, cuenta a sus lectores y lectoras. Voy a otra cuestión que considero importantísima. Me refiero a la competencia profesional. En uno de los capítulos habla de las mujeres que se ha encontrado en su trabajo. Se refiere, entre ellas, a una doctora, extraordinariamente competente. De ella cuenta la siguiente anécdota. “Un día fue conmigo a ver a un enfermo. Éste se retorcía de dolor, pero hablaba bien del médico que lo había acompañado durante la noche sin aliviar, sin embargo, su sufrimiento. Sonrió al enfermo, le recetó lo que necesitaba. En el pasillo, cuando elogié el trabajo del médico, el hecho de que no hubiera abandonado la cabecera del enfermo, me dijo: Preferiría que fuese competente”.Es necesaria la buena disposición del ánimo, el respeto al paciente, el amor incluso. Pero no se puede olvidar que la competencia profesional es imprescindible para el ejercicio de una profesión que tiene tanta trascendencia para los pacientes. Cuestión, a veces, de vida o muerte. El médico de la historia había permanecido toda la noche al lado del enfermo, lo había consolado, lo había animado, pero no había sabido aliviar su dolor. De ahí la exclamación de la doctora. De ahí su pesar. Está bien que lo acompañe, pero es más importante que lo cure. Para eso hay que saber y hay que saber hacer.No son cuestiones incompatibles. Lo ideal es que estén siempre vinculadas. Es más, una relación positiva con el paciente llevará al médico a formarse y a conseguir la capacitación para ofrecer a esa persona a la que quiere y respeta la solución que busca y necesita. No es correcto, a mi juicio, establecer este dilema: o amas o curas. Creo que se puede curar amando y que ese amor es parte de la curación. El amor no basta para restablecer la salud.Fonte e texto completo
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February 20 2010, 5:54am | Comments »
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A "Turma" da Hospedeira de Bordo
http://terrear.blogspot.com/2010/01/turma-da-hospedeira-de-bordo.html
(...)Qué han entendido los “alumnos” del avión? Nunca se sabe, porque nunca se comprueba. Digamos que a la azafata le da exactamente igual. A ella le pagan por hacer lo que hace. Nunca he visto que pregunte a los pasajeros: ¿sabéis por qué es importante aprender lo que he explicado?, ¿hay alguien que no lo haya entendido? ¿Alguna pregunta que hacer? ¿Está todo claro?Si alguien no entiende los idiomas en los que explica, pues qué le vamos a hacer. Allá él. Nunca he visto tampoco que, al terminar la explicación la azafata se dirija a un pasajero y diga:- Venga, a ver, usted, ¿qué ha entendido ¿Dónde está el chaleco? ¿Cómo se saca? ¿ Cómo se coloca? ¿Cómo se usa? Por favor, póngaselo.No sé cómo se sentirá la azafata al ver la actitud desatenta de muchos de sus improvisados alumnos. No sé qué pensará de la situación. Si realmente le importase que aquello que explica sea aprendido, esa desmotivación resultaría insoportable.La similitud con algunas clases va más allá de lo dicho. Por ejemplo, hay poca creatividad en la forma de explicar. Es más, probablemente una azafata que se quiera salir de la norma, que quiera innovar en la forma de explicar el contenido de su mensaje, será convenientemente amonestada. “Aténgase a lo prescrito”, le dirían.He oído miles de veces la misma explicación de la azafata (o del azafato) pero, estoy convencido de que yo no sabría actuar de forma conveniente en caso de emergencia con esa somera explicación. ¿Por qué? Porque se trata de una explicación meramente teórica, estereotipada, más conducente a cumplir una norma que a solucionar un problema o a propiciar una competencia.Se trata de una explicación que nadie piensa que vaya a necesitar. De hecho se ve a muchas personas que están leyendo el periódico, dormitando en su asiento o hablando con quienes están sentados a su lado. No prestan la más mínima atención. Otros miran por la ventanilla o concentran su atención en las bonitas piernas de la azafata o en el esbelto porte del azafato. Si lo que se pretende es que aprendan a ponerse el chaleco salvavidas esta metodología es completamente ineficaz.¿Qué sucedería en el caso de una emergencia? Qué diferente situación. Cada uno vería colgada su vida de esa sencillo aprendizaje. Y pondría el máximo interés en escuchar la explicación y, sobre todo, en llevarla a la práctica, en aplicarla. Entonces habría un aprendizaje significativo.Si cada uno tiene su chaleco, si lo saca, se lo pone y lo utiliza, aprenderá a hacerlo. Si solamente escucha, aunque sea con atención, tendrá dificultades prácticas para hacerlo. Si lo aprende bien, podrá transferir ese aprendizaje a un nuevo contexto.Y eso que la azafata hace en el avión lo que en algunas clases no se hace, que es mostrar el chaleco y explicar con él cómo habría que proceder. Lo que habitualmente sucede en las clases es que los chicos oyen, pero no ven y no hacen. Y hacer es el mejor modo de aprender. Uno es competente porque sabe hacer y porque sabe qué sentido tiene lo que hace. Una persona competente no es un autómata.¿Cómo habría que evaluar ese aprendizaje? ¿Bastaría con hacer unas preguntas teóricas? ¿Sería suficiente una prueba objetiva de opciones múltiples en las que marcar con una cruz la respuesta correcta? ¿No sería mejor que cada pasajero, para mostrar si realmente ha aprendido, se colocase el cinturón de manera rápida y correcta?Si, después de hacer la evaluación se comprobase que muy pocos saben colocárselo, ¿a quién habría que achacar el fracaso? ¿Sólo a los desatentos y torpes pasajeros? ¿O, también, a quien diseña una forma tan mecánica y estereotipada de enseñanza?La competencia no es una mera destreza. Toca la esfera de las actitudes, de los sentimientos y de los valores. Apreciar la propia vida y la de los demás, ser conscientes de la responsabilidad de actuar correctamente y discernir por qué es mejor hacer una cosa que no hacerla son aspectos cruciales para un aprendizaje relevante.A crónica de Miguel Santos Guerra.Texto integral
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January 30 2010, 11:11am | Comments »
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Aqui dão-se aulas de "hortografia"
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Uma excelente reflexão de Miguel Ángel Santos Guerra num tempo em que se persiste em defender o indefensável:¿Quién se matricularía en una Academia de enseñanza de la ortografía que tuviese en el frontis de su sede y en sus folletos de publicidad un anuncio de esta índole? Hay que reconocer que algunas instituciones, algunos partidos políticos y algunos profesionales de diferentes gremios podrían utilizar un lema de este tipo al anunciarse ante sus potenciales seguidores y usuarios.Mal camino. No tanto por la inscripción, que los ahuyenta, cuanto por la falta de preparación que desvela.La incompetencia es uno de los males más inquietantes en una sociedad cuyas instituciones y profesionales prestan servicios a los ciudadanos. Un político incompetente es un castigo para la sociedad. Un médico incompetente causa daños irreparables. Un profesor incompetente es una desgracia para quienes tienen que padecer su impericia. Un funcionario inútil es un freno para la eficacia.Ser un profesional incompetente es una grave irresponsabilidad. ¿Pensamos el desastre que podría causar un piloto de avión incompetente? ¿Y un cirujano que no conoce los más elementales avances de su especialidad? Los ejemplos de malas prácticas pueden multiplicarse. Hay fontaneros que causan una avería irreparable en la lavadora que pretenden arreglar, periodistas que no saben hablar o escribir, dentistas que no conocen las técnicas modernas de creación de hueso por implantación del plasma, políticos que, como advenedizos que muchas veces son, no tienen ni idea de lo que se traen entre manos.E no caso dos educadores, os malefícios dos maus professores são incalculáveis. E não se pode aceitar que se dêem por aí aulas de "hortografia".
January 3 2010, 4:52pm | Comments »

