Ouvi hoje na rádio o presidente da Associação de Professores de Português sustentar que as Provas de Aferição são inúteis porque não contam para a avaliação dos alunos, não servem para avaliação dos professores, não são usadas para a avaliação da escola e quando os resultados chegam tratados à escola (em Outubro/Novembro) já os professores não estão lá.Triste visão. Que pensa que a avaliação só faz sentido quando é usada para controlar e julgar. E que ainda não viu que a avaliação deveria servir, sobretudo, o propósito de ajudar a compreender o que faz com os alunos aprendam. Seriam, decerto, melhores se fosse esta a nossa opção e visão.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Aferição: aprisionados na lógica do controlo
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May 5 2010, 4:46am | Comments »
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A importância de ensinar «o desejo do mar»
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(sempre a "repetir-me")Uma das melhores formas de gerar capital social positivo parece passar pelo fomento da «acção propositada» que decorre de dois factores. O primeiro é a volição pessoal - isto é, a noção clara do que se faz e porque se faz. O segundo é um forte sentimento de que a motivação é pessoal, intrínseca e da responsabilidade própria. A pessoa motiva-se, não precisa de ser motivada.Como podem as organizações e os seus líderes estimular a acção propositada dos colaboradores? Ghoshal e Bruch apontam uma imagem de Antoine de Saint-Exupéry, o célebre escritor e aviador francês, autor de O Principezinho: «Se queres construir um navio, não mandes os homens para a floresta cortar madeira, aplaná-la e juntar as placas. Em vez disso, ensina-lhes o desejo do mar.»Nesta perspectiva, em vez. de arranjar soluções, os gestores devem suscitar questões e desenhar visões apelativas. O desejo do mar pode ser ensinado pelos seguintes meios:. É necessário «dar espaço» às pessoas - para que elas criem volição. Pessoas comandadas não têm escolha, não têm vontade (a não ser a de escapar ao controlo!). É preciso, pois, que as organizações concedam liberdade de escolha às pessoas e que estas percebam que têm essa liberdade. Cada um dos autores deste livro pode dispor-se a fechar-se em casa durante uma semana para terminar a obra. Mas o sentimento seria seguramente de grande raiva e desconforto se o nosso «patrão» nos obrigasse a permanecer em casa para fazer o mesmo trabalho. O que nos perturba não é «ficar fechado em casa» - é «ser obrigado a ficar fechado em casa».. É necessário facultar às pessoas a possibilidade de lidarem com problemas difíceis - ainda que situados dentro do seu limite de capacidades. Por regra, os problemas fáceis não são sedutores. As mentes e os corações das pessoas são activados por desafios complicados.. É importante que as pessoas tenham destinos relevantes. É por essa razão que a organização deve clarificar o ponto que deseja atingir. E deve fazê-lo de uma forma que seduza os seus membros. É provável que, para isso, necessite de envolver as pessoas na determinação desse mesmo destino.Quando o desafio é complexo e o destino partilhado, é mais provável que o esforço colectivo se sobreponha ao individual. O «nosso» trabalho passa a ser mais importante do que o «meu» trabalho.In Cunha, Rego e Cunha (2007). Organizações Positivas, Lisboa: Dom Quixote
December 8 2009, 3:09pm | Comments »
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Modos de Lidar com Situações de Indisciplina
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Retomo o livro (excelente) de João Amado e Isabel Freire, já aqui citado, para acrescentar mais uma pequena passagem, desta vez sobre modos de lidar com a indisciplina: Estes quatro estilos de gestão do poder e das relações na aula traduzem-se, desde o «primeiro encontro» no início do ano, e no desenrolar do mesmo, numa complexa combinação de estratégias usadas pelo professor, na tentativa de fazer passar uma determinada imagem de si mesmo, e de, ao mesmo tempo adquirir o controlo das situações de aula. Amado (1998; 2001: 365-384) dá conta de todo um conjunto de fases no jogo de adaptação dos alunos à situação criada pela presença de cada novo professor, e que aqui apenas enumeramos: • fase da observação • fase das expectativas/especulação • fase do teste • fase da tipificação/estabilização É claro que estas posturas dos alunos têm tudo a ver com as estratégias usadas pelos professores na sua auto-apresentação e que, igualmente, passamos a enumerar com uma breve caracterização retirada do autor (Amado, 2000b; 2001): • Estratégia de aliciamento/sedução - «Trata-se de professores que se apresentam como «bonzinhos», «santinhos», com «uma rodelinha em cima da cabeça»; a tratar os alunos por «meninos» como se fossem «bebés», «como se fossem filhos» (7.º ano), ou como crianças» (Amado, 2001: 373). A manter-se pelo ano, seria uma estratégia de puro permissivismo. • Estratégia de dominação/intimidação - «Trata-se da estratégia que se concretiza por discursos ameaçadores, atitudes frias e aparência autoritária - «alguns fizeram cara feia» (Amado, 2001: 374). Esta é a estratégia dos autoritários; note-se que ela, por vezes é uma estratégia temporária, usada pelos professores para, através de alguma intimidação, poderem controlar os alunos. É, ainda, ao mesmo autor que vamos buscar a seguinte caracterização de um professor que utilizou essa estratégia inicial, elaborada pelos alunos de uma das turmas por ele estudadas (Amado, 1998): «trata-se do professor de Matemática, com cerca de trinta anos de experiência. É o que menos perturbação tem nas suas aulas, de entre todos os professores - "É aula, é aula ... ", "ninguém brinca", dizem os alunos. No entanto ( ... ) ele próprio declara a turma como uma "das piores que teve na vida", fazendo coro com os restantes professores, em Conselho Disciiplinar. Na sua apresentação inicial "pareceu pretender instaurar uma disciplina férrea", surgindo como "autoritário", "aborrecido" e exigente, segundo o testemunho de vários alunos, criando alguma apreensão logo vingada pelo humor (bem na linha das interpretações de Dubberley, 1995, e Woods, 1979), e sarcasmo estudantil: "Só por curiosidade, esse professsor costuma trazer alguns estagiários com ele, e um é muito alto e muito gordo, parece uma caixa forte, uma é muito pequenina, até mais baixa que eu, e mais dois estagiários "normais". Nós quando os vimos todos invenntámos um nome e ficou: o rei zangão e os zangõezinhos "(aluna). Apesar dessa apresentação vista como pouco simpática, tornou-se "mais amigável" e "tem-se mostrado bom professor", compreensivo e preocupado - o que também testemunhámos frequentemente e se ilustra, por exemplo, com estas suas palavras, proferidas em reunião de professores: "verifica-se que a maioria quer aprender. Têm que se arranjar processos de interessar o aluno pelos assuntos da aula. Imagine-se que tormento não será para eles estar horas e horas sem interesse nas aulas. Quando assim é, pois é evidente que eles precisam de arranjar processos para passar o tempo. Sem interesse pelo assunto não pode haver disciplina». (Professsor). A sua "acção disciplinadora", que passa pelo cumprimento das ameaças e pelo controlo total da turma - "tanto chama a atenção aos da frente como aos de trás" - obrigando os alunos a estar com atenção, revela-se eficaz». • Estratégia de integração/mobilização do apoio - «É a estratégia dos professores que criam situações no sentido de ouvir a opinião dos alunos sobre regras e estilos de gestão na aula (leitura e discussão de textos literários sobre o tema), que promovem algum tipo de contrato e que, de algum modo, dão também uma nota de bom humor e de capacidade de integrar o humor dos alunos (sem cair na sedução)» (Amado, 2001: 377). • Estratégia de assertividade/mestria das inferacções - «Designo deste modo a estratégia daquele professor que explicita regras, justifica procedimentos e se mostra exigente no seu cumprimento desde o «primeiro encontro» sem, contudo, deixar de fazer transparecer compreensão e humor, dentro de uma linha de coerência de princípios e atitudes - revelando "mestria nas interacções"» (Amado, 2001: 379). Embora caindo no risco de alguma repetição e sobreposição de textos, julgamos que esta caracterização (produzida com base na observação etnográfica e no diálogo com os alunos) se torna importante na medida em que dá uma visão bastante completa da importância que alunos e professsores atribuem ao «primeiro encontro» como um momento chave (recordemos a característica da historicidade de uma aula) na construção da relação futura. Amado, João & Freire, Isabel (2009). A(S) Indisciplina(s) na Escola - Compreender para prevenir. Coimbra: Almedina
October 22 2009, 3:07pm | Comments »
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O espírito de conquista e o espírito de cooperação
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Um bom tópico (porque polémico) de discussão.O Homem é ainda hoje fortemente influenciado pelas suas origens e obedece muito às regras que prevaleciam antigamente no seio dos seus longínquos antepassados. Nele predominam dois grandes traços: o espírito de conquista e o espírito de cooperação.O espírito de conquista faz do Homem um explorador que possui uma intensa necessidade de explorar, de conquistar e de dominar o mundo que o rodeia. Esta tendência hegemónica levou-o a alargar incessantemente os seus horizontes, a ocupar grandes espaços, a procurar dominar a natureza e o conjunto das seres vivos. Este espírito de conquista exprime-se hoje sob formas múltiplas: espírito de empresa, necessidade de exploração, atracção pelo extremo.O espírito de cooperação é um outro traço particular do ser humano. O carácter cooperativo da espécie desenvolveu-se ao mesmo tempo que o instinto de caçador. Antigamente, a cooperação entre os homens era necessária para organizar as expedições de caça que permitiam a sobrevivência da espécie. O sentido de fidelidade ao grupo nasceu no seio das reuniões de caça na qual a sobrevivência dependia da coesão do grupo.Hoje, o trabalho substituiu a caça mas conservou um grande número das suas características fundamentais. A divisão do trabalho reforçou a interdependência e a necessária cooperação entre os homens. Todavia, se aquando da caça o acto de matar a presa era natural, no contexto do trabalho é transformada frequentemente em acto de domínio ou em ritual simbólico de levar à morte. O trabalho desempenha o papel de substituto, a necessidade de matar a presa evoluiu, mas a sua natureza persiste, exprimindo-se pela busca do poder. A necessidade de exercer um poder sobre os outros corresponde muitas vezes à perda de um poder sobre si-próprio. Constitui uma das motivações de base do comportamento humano no seio das organizações. Deste ponto de vista, o ser humano ainda não cortou os laços que o ligam à pré-história. FonteXavier Montserrat, obra citada
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May 12 2009, 3:30pm | Comments »
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Ao imputar-se ao sistema educativo ...
http://terrear.blogspot.com/2009/05/ao-imputar-se-ao-sistema-educativo.html
Ponto de vista em contra-corrente: (...)Ao imputar-se ao sistema educativo a responsabilidade exclusiva pela fabricaçãode competências úteis, adaptáveis e mobilizáveis no mercado de trabalho, e ao sujeitá-lo amecanismos de avaliação da sua eficácia, nomeadamente através dos exames nacionais ede esquemas centralizados de avaliação das escolas (com ou sem publicação deresultados), criaram-se as condições para infiltrar no mundo escolar as mesmas lógicas evalores que enformam o mundo económico. A produtividade de sucessos escolares préformatados a partir de perfis centralmente adoptados e globalmente definidos, traduzidosessencialmente por competências para competir (Lima, 2007), passa a constituir o maisimportante indicador do grau de eficácia e de excelência escolar que se deseja alcançar. Aoassemelhar-se a uma espécie de barómetro, esta medida personificará a qualidade doestabelecimento de ensino, a sua capacidade competitiva e funcional face aos ditames deuma economia de mercado globalizada.(...)ESTILOS DE LIDERANÇA E ESCOLA DEMOCRÁTICALeonor Lima Torres & José A. PalharesUniversidade do Minho
May 6 2009, 11:26am | Comments »
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Ilusão do controlo
http://terrear.blogspot.com/2008/11/iluso-do-controlo.html
Illusion of control is the tendency for human beings to believe they can control or at least influence outcomes that they demonstrably have no influence over. The predominant paradigm in research on unrealistic perceived control has been Ellen Langer’s (1975) 'illusion of control'.
Langer showed that people often behave as if chance events are accessible to personal control. In a series of
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November 30 2008, 9:44am | Comments »
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Ilusão do Controlo
http://terrear.blogspot.com/2008/10/iluso-do-controlo.html
Illusion of control is the tendency for human beings to believe they can control or at least influence outcomes that they demonstrably have no influence over. The predominant paradigm in research on unrealistic perceived control has been Ellen Langer’s (1975) 'illusion of control'.
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October 19 2008, 9:01am | Comments »
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