Na sequência de dúvidas levantada por um leitor em relação ao cálculo da circunferência da Terra por Eratóstenes, explicado por António Piedade no texto Quanto mede um meridiano?, o De Rerum Natura procurou junto do classicista Bernardo Mota, que se interessa pelo assunto, informação suplementar. Sugere-nos ele as seguintes leituras:- Bowen, Alan C. & Todd, Robert B. (2004). Cleomedes' Lectures on Astronomy. University of California Press.A mais recente tradução inglesa duma das principais fontes para o cálculo de Eratóstenes. Tem esquemas e bibliografia secundária fundamental indicada nas notas.- Roller, Duane W. (2010). Eratosthenes' Geography - Fragments collected and translated, with commentary and additional material. Princeton University Press.Trata-se da mais recente obra de síntese sobre Eratóstenes- Rawlins, D. (2008). Eratosthenes' Lighthouse Ploy Earth Radius 40800 Stades. The International Journal of Scientific History.Neste artigo, o autor (que gosta de adoptar tom polémico), pretende mostrar que a história de Cleomedes é uma fábula.Imagem retirada de: Bowen, Alan C.; Todd, Robert B. (2004).
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Sobre o cálculo da circunferência da Terra
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May 22 2010, 2:59pm | Comments »
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O Truculento
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Informação recebida pelo de De Rerum Natura.No âmbito do XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico, o grupo espanhol El Aedo Teatro representa no dia 13 de Maio (sexta-feira), às 15h30, no Museu Machado de Castro, em Coimbra, a peça O Truculento, de Plauto..Trata-se de um drama de amor e ciúmes. A acção desenrola-se em Atenas, onde três jovens perdidamente enamorados pela mesma cortesã (Fronesio) - um é camponês abastado (Estrábax), outro citadino rico (Diniarco) e o terceiro um militar de Babilónia (Estratófanes) - lutam pela sua atenção e cada um deles ocupa um lugar distinto no seu coração.
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May 12 2010, 1:04pm | Comments »
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Prometeu Agrilhoado
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Informação recebida pelo de De Rerum Natura.No âmbito do XII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássio, o grupo espanhol El Aedo Teatro (Cádiz) representa a peça Prometeu Agrilhoado, de Ésquilo.Prometeu Agrilhoado descreve com vigor e violência o sofrimento de Titã, amigo dos homens e criador da cultura em geral, na sua oposição a Zeus. Prometeu um dia ludibriou Zeus, o qual, como castigo, privou os homens do fogo. Servindo-se de novo ardil, Prometeu roubou mais tarde o fogo, ao que Zeus respondeu agrilhoando-o e condenando-o a suportar os ataques de uma águia que lhe devora o fígado. Aos mortais deu como castigo a primeira mulher - Pandora.Ao servir-se do mito de Prometeu, Ésquilo quis, uma vez mais, mostrar que até os deuses devem ser moderados, sem nunca ultrapassarem as limitações do seu poder. Prometeu é o último rebelde, que ensinará a Zeus que a paz só se alcança através da justiça e da persuasão. Só quando Zeus modera a sua ira e perdoa a Titã, a quem injustamente tinha infligido um castigo tão severo, é que se estabelece sobre deuses e homens um governo pacífico.Uma sessão terá lugar no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, no dia 13 de Maio (quinta-feira), às 11h00; outra sessão terá lugar no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, no dia 14 de Maio (sexta-feira), às 11h00.
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May 12 2010, 5:43am | Comments »
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Boa e má demagogia?
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Nas sociedades modernas, considera-se que os partidos políticos são essenciais à democracia e, na prática, aceita-se que sejam os dirigentes partidários a decidir e não o povo, cuja vontade é ponderada apenas em determinados momentos (como as campanhas eleitorais ou manifestações de rua mais visíveis).Na Atenas clássica, a situação era consideravelmente diversa. Estava-se perante uma democracia directa e plebiscitária, cujo órgão principal — a Assembleia do povo ou dêmos— reunia todos os cidadãos, num agrupamento de massas de natureza heterogénea. O dêmos, além de possuir a elegibilidade para ocupar os cargos e a prerrogativa de escolher os magistrados, tinha o direito de decidir soberanamente em todos os domínios e de, constituído em tribunal, julgar toda e qualquer causa (pública ou privada), por mais importante que fosse. Daí que o dirigente político de Atenas vivesse em constante tensão e precisasse de convencer a pólis, em cada reunião dos órgãos soberanos, da superioridade da sua política e de que as medidas por ele propostas eram as que melhor serviam os interesses da cidade. Enfim, precisava de ser, por excelência, um demagogo — no sentido neutro da palavra enquanto ‘condutor do povo’ e não com a carga negativa que começara a adquirir logo no último quartel do século V a.C. (precisamente a seguir à morte do grande estadista Péricles) e que ainda hoje acompanha o termo.Os demagogos — na acepção original — tendem a exercer um papel tanto mais significativo quanto maior for o peso atribuído à intervenção efectiva dos cidadãos nos destinos da sociedade e nas decisões do Estado. Não surpreende, por isso, que na democracia ateniense os demagogos constituíssem elementos estruturantes do próprio sistema e do seu correcto funcionamento. Neste sentido genérico, a designação pode inclusive ser aplicada a todos os líderes políticos de Atenas, sem olhar à classe ou pontos de vista, embora esteja sobretudo conotada com os líderes da facção popular e mais progressista, se bem que, em termos de proveniência social, esses mesmos chefes acabassem por ser tradicionalmente recrutados entre as famílias aristocráticas.Ora foi precisamente em relação ao estrato social de origem dos demagogos que se terá verificado uma considerável evolução após a morte de Péricles (em 429 a.C.). Então e pela primeira vez, o povo escolheu um chefe que não vinha da classe aristocrática — Cléon. A estas personalidades emergentes, que, provindo embora de meios não nobres, atingem o primeiro plano político, os autores antigos e os adversários políticos, de modo geral os aristocratas ou os círculos aristocráticos partidários da oligarquia, passam a chamar demagogos, mas agora em tom depreciativo. E será precisamente sob a acção desses homens e por pressão nociva da Guerra do Peloponeso que Atenas caminhará para um radicalismo cada vez mais violento e intolerante, o qual acabará por ditar o fim da hegemonia política, económica e militar que havia marcado a cidade durante o governo de Péricles. Será errado sustentar que a demagogia, na acepção mais pejorativa, representou o fim do sistema democrático, pois este continuou a existir durante cerca de mais um século, cedendo apenas à política imperialista de Filipe e Alexandre da Macedónia. Mas é também inegável que a acção desses mesmos demagogos abriu caminho a golpes oligárquicos e tirânicos, que lançaram Atenas na senda inelutável da decadência política.A encerrar esta nota, valerá a pena recordar a forma como o autor da Constituição dos Atenienses, tratado aristotélico composto na segunda metade do séc. IV a.C. (mas não necessariamente por Aristóteles), regista as marcas dessa evolução política (28.1-3):“Ora enquanto Péricles esteve à frente do dêmos, a situação política manteve-se num cenário favorável; após a sua morte, porém, ficou bastante pior. De facto e pela primeira vez, o dêmos escolheu para seu chefe alguém que não gozava de boa reputação entre as classes superiores, quando, até então, estas haviam estado sempre à frente da vontade popular.Assim acontecera, de facto, desde o início: Sólon havia sido o primeiro chefe do povo, Pisístrato o segundo — e ambos pertenciam ao grupo dos aristocratas e dos notáveis; com o derrube da tirania, foi a vez de Clístenes, da família dos Alcmeónidas, que não teve adversário à altura, depois do exílio de Iságoras e seus apoiantes. Em seguida, Xantipo foi o dirigente do dêmos e Milcíades o chefe dos aristocratas; depois vieram Temístocles e Aristides; a seguir a estes, Efialtes esteve à frente do dêmos e Címon, filho de Milcíades, chefiou a classe dos ricos; finalmente, coube a Péricles a liderança sobre o dêmos e a Tucídides, parente de Címon, a da outra facção. Com a morte de Péricles, o guia dos notáveis foi Nícias, que havia de perecer na Sicília, e coube a Cléon, filho de Cleéneto, a direcção do dêmos. Ao que parece, foi este, com as suas impulsividades, quem mais corrompeu o dêmos: foi o primeiro a gritar na tribuna, a usar termos insultuosos e a discursar com a roupa cingida, enquanto os outros se exprimiam com decoro.”Delfim Leão
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May 10 2010, 6:37am | Comments »
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Pitágoras & Os Pitagóricos
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Informação recebida pelo De Rerum Natura. O grupo Origem da Comédia realiza a sexta sessão do ciclo de Tertúlias Pré-Socráticas, dedicada a Pitágoras & Os Pitagóricos. Pitágoras é um nome de todos familiar, pelo teorema que lhe é atribuído. Efectivamente, os números desempenham um papel importante em toda a sua filosofia, em que insiste na ordem e proporção do cosmos, realidade que exprimia com o conceito, bem conhecido, de música das esferas. É também um dos principais introdutores no Ocidente da ideia da reencarnação e do vegetarianismo. Contudo, a sua figura permanece envolta em mistério e lendas, à falta de informações fidedignas. O certo é que as suas doutrinas (ou dos seus seguidores) tiveram um impacto formidável no curso da filosofia grega, tendo influenciado de forma decisiva não apenas outros tantos pré-socráticos, como essa figura maior do pensamento ocidental: Platão.Realizar-se-á no dia 28 de Abril, quarta-feira, às 18:00, no Teatro Académico de Gil Vicente, e contará com a presença de José Pedro Serra, da Universidade de Lisboa.Ver mais em:http://tertuliaspresoc.blogspot.com/2010/04/sexta-sessao-pitagoras-os-pitagoricos.htmlhttp://tertuliaspresoc.blogspot.com/2010/04/alguns-textos-sobre-pitagoras.html
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April 27 2010, 6:47am | Comments »
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Hipólito e Fedra, nos caminhos de um mito
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Informação recebida pelo De Rerum NaturaConferências sobre o tema Hipólito e Fedra, nos caminhos de um mitoNa tarde do dia 6 de MaioPrograma:Sessão de abertura (14:00 – 14:30 horas)Maria do Céu Fialho (Coordenadora científica da UI&D CECH); Carlos A. Martins de Jesus (Comissão organizadora, encenador do Hipólito); Delfim F. Leão (Presidente da FESTEA – Tema Clássico)Sessão 1 (14:30 – 17 horas): Eurípides e Séneca- Maria do Céu Fialho (Universidade de Coimbra): Hipólito: a construção euripidiana de um herói- Frederico Lourenço (Universidade de Coimbra): A Fedra de Eurípides e a sintomatologia da paixão- Gustavo Bernardo (Universidade do Estado do Rio de Janeiro): Amor e conhecimento: a hybris de HipólitoSessão 2 (17:30 – 19 horas): Releituras e recriações- Mariana Matias (Universidade de Coimbra): Fedra, de Séneca: que pode a razão perante o triunfo das paixões?- Marta Teixeira Anacleto (Universidade de Coimbra): Teatralizar os ornamentos da fábula a partir dos Antigos: a Phèdre de Racine- José Ribeiro Ferreira (Universidade de Coimbra): Hipólito e Fedra na arteSobre a produção do Thíasos (19-19:30 horas): Conversa com o encenador, o director de actores e restante equipa do Hipólito.
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April 21 2010, 2:40pm | Comments »
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"Hipólito" de Eurípides
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Informação recebida pelo De Rerum NaturaAnte-estreia da nova produção do grupo Thíasos.Hipólito, de Eurípides, espectáculo, sobre a tradução de Frederico Lourenço, tem encenação de Carlos Jesus e direcção de actores de Cláudio Castro Filho.Hipólito e Fedra nunca trocam uma palavra. Tal como Afrodite e Ártemis, no plano divino, se situam em esferas reciprocamente impenetráveis, Fedra e Hipólito, no plano humano, vivem um desencontro predeterminado de que ambos têm plena consciência: a tragédia de Fedra é que a aceitação voluntária dessa consciência (ou compreensão racional) de nada vale contra a loucura involuntária de, contra o mundo e contra si mesma, estar apaixonada pelo enteado. Por sua vez, e bem ao gosto do paralelismo antagónico típico destas primeiras peças conservadas de Eurípides, é aquilo que aparentemente falta a Fedra – a castidade – que destrói Hipólito. Como ele próprio diz da madrasta morta, “foi casta sem que nela houvesse castidade; e eu, que a tenho, não obtive dela o melhor proveito” (vv. 1034-1035) (Frederico Lourenço).Dia 29 de Abril de 2010, às 21h30, no Teatro Paulo Quintela da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A entrada é livre.
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April 21 2010, 2:25pm | Comments »
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Empédocles, Anaxágoras e os Atomistas
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Na próxima quarta-feira, dia 14 de Abril, realizar-se-á, às 18h no foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, a quinta sessão das Tertúlias, dedicadas a Empédocles, Anaxágoras e os Atomistas.Empédocles, nascido na cidade de Agrigento na Magna Grécia, é o filósofo pré-socrático com o mais extenso corpus sobrevivente - mais de 450 versos. A ele devemos a ideia dos quatro elementos - Ar, Fogo, Água, e Terra , que se combinam movidos por forças de amor ou de ódio para formar o universo.Anaxágoras, o primeiro filósofo ateniense, substitui esses quatro elementos por outros, de número infinito, que também por sua vez constituem, por obra de um intelecto regulador (o nous), todas as coisas do mundo.Demócrito e os atomistas por sua vez pegaram nesta ideia de multiplicidade e teorizaram que o mundo consistiria em dois elementos fundamentais: o átomo, que quer dizer indivisível, e o vazio, espaço onde a combinação de todos os átomos acontece.A relevância das teorias destes pensadores é clara: A ciência moderna recuperou a ideia do “átomo”, apesar de no século XIX-XX se descobrir que afinal ele era divisível, justificando assim a teorização física dos pré-socráticos.A tertúlia contará com a grata presença do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, com encenação duma cena d'A Morte de Empédocles, de Hölderlin.A entrada é livre (por razões logísticas, esta sessão será rigorosamente pontual).
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April 9 2010, 5:50pm | Comments »
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CLASSICA DIGITALIA: novidades editoriais
http://dererummundi.blogspot.com/2010/03/classica-digitalia-novidades-editoriais.html
Informação recebida da biblioteca Classica Digitalia.Publicação de mais dois livros em versões impressas e on-line nas Séries Vária e Ensaios.- Carlos A. Martins de Jesus & Luísa de Nazaré Ferreira (orgs.), FESTEA - Tema Clássico. Dez anos de um festival de teatro (1999-2008) (Coimbra, Classica Digitalia/CECH, 2010) 147 p. PVP: 20 euros- Delfim F. Leão, José Ribeiro Ferreira & Maria do Céu Fialho, Cidadania e Paideia na Grécia antiga (Coimbra, Classica Digitalia/CECH, 2010) 208 p. PVP: 11 eurosA Classica Digitalia informa ainda que foi adicionada à biblioteca digital uma função que permite adquirir os volumes impressos directamente através da Imprensa da Universidade de Coimbra (ver campo “Como comprar um livro impresso/How to buy a printed volume”). Em breve, esperamos iniciar igualmente a distribuição no Brasil e nos Estados Unidos da América.
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March 31 2010, 3:46am | Comments »
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Parménides e Zenão de Eleia
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A associação A Origem da Comédia dedica a quarta sessão das Tertúlias Pré-Socráticas a Parménides e Zenão de Eleia. Será no dia 24 de Março, quarta-feira, às 18.00, no Teatro Académico Gil Vicente, após a qual haverá um breve intervalo para as férias universitárias.Será convidado António Martins, da Universidade de Coimbra.Parménides, da cidade de Eleia na Magna Grécia (Itália), deixou-nos um corpus imponente de fragmentos onde parece ser advogada a ideia da realidade como inalterável, atemporal, permanente, em tudo contrária aos nossos sentidos. Zenão, o seu discípulo, formulou paradoxos para comprovar a teoria do mestre, como o famoso de Aquiles e da tartaruga, onde o veloz herói é incapaz de ganhar uma corrida à sua adversária. Absolutamente contra-intuitiva é esta filosofia, mas curiosamente parece que o desenvolvimento da ciência moderna tem forçado um regresso, ou pelo menos a uma combate com estas propostas, e um confronto com ideia parmenideia da inalterabilidade do universo.
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March 23 2010, 8:25am | Comments »






