Informação recebida pelo De Rerum NaturaA exposição intitulada Thíasos em trajes de cena, está patente no Museu Municipal de Vila Pouca de Aguiar até ao próximo dia 25 de Março.Neste dia, será apresentado o recital Anacreontea: pintar com vinho as setas do Amor, pelo grupo Thíasos, e decorrerão workshops de teatro e poesia com grupos escolares locais.Se tiverem oportunidade, passem por lá.
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Thíasos em trajes de cena
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March 17 2010, 7:14pm | Comments »
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Heraclito
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A asssociação A Origem da Comédia realiza a terceira sessão do ciclo de Tertúlias Pré-Socráticas dedicada a Heraclito.Será no dia 17 de Março, quarta-feira, às 18:00, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, e contará com a presença de Alexandre Sá, da Universidade de Coimbra, e com a leitura, pelo recém-surgido duo Voz Baixa, de um conto de Gonçalo M. Tavares, inspirado pela figura do filósofo de Éfeso.De Heraclito, dito O Obscuro, chegaram-nos pouco mais que uma centena de fragmentos, mas esses bastaram para que conquistasse a admiração de Hegel, Nietzsche ou Heidegger, entre tantos. Nele encontramos, a título de curiosidade, o primeiro registo da palavra filósofo. A sua doutrina do fluxo eterno — não é possível entrar duas vezes no mesmo rio: quem não ouviu já a frase?— e da unidade dos opostos, bem como o seu estilo muito próprio, quase oracular, a tempos, continuam a fascinar quem se confronta com o que dele nos chegou
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March 15 2010, 6:38am | Comments »
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"Não é que goste de traduzir"
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Maria Helena da Rocha Pereira, um nome maior na área dos Estudos Clássicos, a primeira mulher a apresentar provas públicas de doutoramento e também a primeira catedrática da Universidade de Coimbra, recebeu mais um prémio que reconhece a sua obra. Trata-se do Prémio Vida Literária, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.A este propósito, reproduzimos excertos da interessante entrevista que, há um ano, deu ao jornalista António Guerreiro e que foi publicada pelo jornal Expresso (Actual)A professora é em Portugal a representante mais ilustre de uma disciplina, os estudos clássicos, que era até ao final do século XIX, a disciplina mestra das Humanidades, mas é hoje um resíduo na formação universitária...Na verdade, é uma disciplina que tem perdido muitos alunos (...) Quando na reforma de 1957 se introduziu a disciplina de História da Cultura Clássica, comum a todos os cursos de Letras, esta foi muito apreciada tanto na Universidade de Coimbra como na de Lisboa. Nessa época, os alunos tinham tido alguns anos de Latim, alguns tinham mesmo tido Grego. Eu, por exemplo, não tive Grego, só o aprendi na Faculdade. Os alunos dessa disciplina comum encontravam-se numasituação variada quanto ao conhecimento dos textos e à competência para os ler no original. Razão pela qual comecei logo a traduzir os textos fundamentais e a distribuí-los em folhas. Era o que se podia fazer na altura.Não havia traduções portuguesas dos clássicos?Havia muitas traduções, mas não eram traduções directas, eram pseudo-traduções, feitas de outras línguas. Hoje estamos mais bem servidos, nesse aspeto. Mas havia uma série de textos que os alunos tinham de conhecer para perceber as minhas aulas. Em 1959, publiquei a primeira edição da antologia "Hélade", tornando acessíveis os textos fundamentais da cultura grega. Depois, traduzi obras inteiras de vários autores, por exemplo A República, de Platão. Mas não é que goste de traduzir. Tenho passado a vida traduzir por necessidade. Aquilo de que gosto é do sabor do original, sinto sempre que estou a atraiçoar. O Teatro Universitário de Coimbra, no tempo de Paulo Quintela, pediu-me que eu traduzisse A Medeia, de Eurípedes. E também traduzi para eles a Antígona. Paulo Quintela fazia umas encenações maravilhosas, tinha resolvido muitobem a maneira de o coro se exprimir, algo muito difícil porque não podia ser através do canto, uma vez que não podemos reconstituir a música da Antiguidade. Era uma coisa maravilhosa ouvir os coros das tragédias gregas encenadas por ele.Por qual dos três géneros canónicos, o épico, o lírico e o dramático, se sentiu mais atraída?É difícil dizer. Há quem diga que eu gosto sobretudo da tragédia. Talvez seja verdade. Porque foi o fascínio pela Oresteia, de Ésquilo, um dos fatores que fizeram com que escolhesse o curso de Clássicas. Eu andava no Liceu, tinha 13 anos, e li uma excelente tradução francesa da Oresteia e fiquei maravilhada.Entrou para a Faculdade sem saber Grego. Ao fim de quanto tempoestava em condições de ler e apreciar os textos?No fim do curso conseguia ler os mais simples. Depois fui estudar para Oxford e um dos professores, ao saber que eu tinha apenas quatro anos de Grego, disse-me: "A Senhora é capaz de ler no original, à primeira vista, um texto seguido, mesmo de Píndaro e Ésquilo?". Eu respondi: "Desses autores, não".Sentiu uma grande diferença (nos métodos, nos objetos de estudo) entre aquilo que tinhamsido os seus estudos e aquilo que Oxford lhe proporcionou?Lá, fui confrontada com uma diversidade de assuntos que estavam completamente ausentes dos estudos, em Portugal. Eu tinha o estatuto de "estudante reconhecida", não pertencente a nenhum College, mas já licenciada por aqui e tendo direito a um Diretor de Estudos, que foi o professor Dodds, autor de um famoso livro, Os Gregos e o Irracional. Lá aprendi Crítica Textual, Paleografia Grega, Epigrafia, enfim, tudo isso que me faltava. E estudei os vasos gregos, com o maior especialista da época, John Beazley.Por cá, imperava a ideia de que o Latim e o Grego, enquanto "línguas mortas", deviamser objeto de uma aprendizagem muito voltada para a gramática e para o exercíciomecânico da tradução.Sim, os textos eram meramente campos de exercício. Imperava aquele ditado: "Conjuga e declina, saberás a língua latina". Foi com essa visão asfixiante que eu quis acabar. É certo que essa aprendizagem implica um exercício de atenção e de destreza mental que têm de existir. Mas é muito pouco, em relação a toda a riqueza cultural e literária dos textos da Antiguidade. Por exemplo, assistir ao nascimento da ciência, nos Gregos, é uma coisa maravilhosa. Pouca gente sabe que o movimento da Terra à volta do Sol foi descoberto por um Grego, Aristarco de Samos. Mas isso causou a indignação de outros sábios. E depois Ptolomeu, que teve uma grande influência, negou esse movimento. E essa descoberta ficou congelada até ao Renascimento, até Copérnico.A massa dos textos da Antiguidade que nos chegaram é apenas uma ínfima parte do que foi escrito. Como se sente o estudioso perante esta falta?De um modo geral, chegaram-nos fragmentos ou citações feitas por outros. Mas vão ainda aparecer muitas coisas. Sabe-se que a erupção do Vesúvio, que destruiu Pompeia e Herculano, reduziu a cinzas a biblioteca de um filósofo. Tudo leva a crer que nessa biblioteca de papiros havia muitas obras dos filósofos gregos. Por enquanto não há meio de desenrolar esses papiros sem que eles não se desfaçam por completo. Pelo que os especialistas resolveram aguardar até que haja condições técnicas para os ler. E estão sempre a aparecer papiros. Muitos, no norte de África, porque o clima e o solo arenoso favorece a conservação. Outros, noutros lados.A massa documental tem vindo a ser aumentada?Pois tem, com descobertas constantes. Há autores cuja obra foi bastante ampliada.Também trabalhou na edição de textos?Sim. Do Latim, tenho a edição - a primeira que fiz - de textos de Pedro Hispano, para efeitos da história da Medicina. Durante muitos anos andei pelas bibliotecas da Europa atrás dos escritos de Pedro Hispano. Tanto quanto se sabe, não há nenhum desses escritos em Portugal. Foram livrosutilizadíssimos para o ensino, quer na Medicina quer na Filosofia.Onde é que os encontrou?A maior parte na Inglaterra, mas também em França e na Itália. E, surpreendentemente, uma vez fui à Polónia, com um grupo de historiadores de Medicina de vários países, e o diretor de uma biblioteca mostrou-nos algumaspreciosidades. Uma delas era a matrícula de Copérnico, que estudou em Cracóvia, e a outra era um manuscrito de Pedro Hispano que eu não conhecia. Mas voltando a meu trabalho filológico, a coisa mais importante que fiz foi a edição crítica de Pausânias, para a Biblioteca Teubneriana (uma coleção de edições críticas de textos gregos e latinos) para o qual fui convidada pela Academia das Ciências de Berlim.As reformas do ensino secundário não têm sido muito favoráveis ao estudo do Latim e do Grego.Pois não, e sempre que se tem proporcionado, tenho escrito sobre isso. Mas essas reformas também não têm sido muito saudáveis para o Português e para a Matemática. Há matérias que são fundamentais e têm que se aprender pelos caminhos próprios.Neste momento há uma série de constrangimentos que tornam praticamente impossível estudar Latim e Grego no secundário.Pois, e isso sem dúvida que atrofia os estudos clássicos na universidade. Pelo menos o latim devia ter outra presença no ensino secundário. É aceitável que um aluno vá para Direito sem saber Latim, se o Direito romano está na base do Direito europeu?A cultura grega e latina servem-lhe de mediação para observar o mundo contemporâneo?Vejo sempre tudo através dessa mediação e vejo que há fenómenos que se repetem, características positivas e negativas dos tempos atuais que também existiram na Antiguidade. Uma coisa por exemplo é a República romana, a chamada Pax Romana, outra coisa é a decadência romana... e verificamos que algo se está a repetir, ao contrário da ideia dos historiadores de que a História não se repete: por exemplo, a perda dos padrões éticos, como no final do Império romano."A entrevista completa pode ser lida aqui.
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March 8 2010, 1:41pm | Comments »
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Os Iónicos
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A Origem da Comédia relembra que se caminha a todo o vapor para a segunda sessão do ciclo de Tertúlias Pré-Socráticas.A sessão sobre os Iónicos — Tales, Anaximandro & Anaxímenes — realizar-se-á no dia 10 de Março, quarta-feira, no Teatro Académico de Gil Vicente, e contará com a presença do Professor David Santos da Universidade da Beira Interior, e com uma performance poética pela Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra baseada em excertos do Fausto de Goethe.Depois da primeira sessão contextualizadora, inicia-se a abordagem aos filósofos propriamente ditos. Tales, simultaneamente o primeiro filósofo e o primeiro cientista, abre as portas a uma tradição de questionamento empírico, que se tornará num dos pilares da tradição intelectual da sua cidade, Mileto, de cuja escola sairão, mais tarde, Anaximandro e Anaxímenes.
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March 8 2010, 5:45am | Comments »
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A Grécia Arcaica
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A primeira tertúlia de um ciclo organizado pela associação A Origem da Comédia terá como tema a Grécia Arcaica, como pano de fundo histórico-cultural da revolução científica e filosófica protagonizada pelos filósofos que serão tratados nas tertúlias seguintes.A Doutora Maria Helena da Rocha Pereira presiderá à tertúlia, sendo que esta contará ainda com o grupo de teatro clássico Thíasos, que fará a ante-estreia de um recital de poesia intitulado Pintar com Vinho as Setas do Amor (a partir da Anacreontea, uma colecção de poemas gregos recentemente traduzida para português pela primeira vez, por Carlos Jesus).Dia 5 de Março, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, pelas 18horas. A entrada é livre.
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March 3 2010, 3:07pm | Comments »
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LAW AND DRAMA IN ANCIENT GREECE
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Informação recebido pelo De Rerum Natura.Publica-se neste mês de Março o livro Law and Drama in Ancient Greece, pela Duckworth (Londres). Editado por Edward M. Harris, Delfim F. Leão e P.J. Rhodes, integra contribuições de classicistas de universidades europeias e americanas nas áreas da literatura clássica, da história antiga e da história do direito.Autores: Roger Brock (Senior Lecturer in Classics, University of Leeds); Chris Carey (Professor of Greek, University College, London); Maria de Fátima Silva (Professor of Classics, University of Coimbra); Maria do Céu Fialho (Professor of Classics, University of Coimbra); Edward M. Harris (Research Professor of Greek History, Durham University); Delfim F. Leão (Professor of Classics, University of Coimbra); Douglas M. MacDowell (Professor Emeritus of Greek, University of Glasgow); F.S. Naiden (Associate Professor of History, University of North Carolina, Chapel Hill); P.J. Rhodes (formerly Professor of Ancient History, now Honorary Professor, University of Durham); Alan H. Sommerstein (Professor of Greek, University of Nottingham).Sobre o livro: The relationship between law and literature is rich and complex. In the past three and half decades the topic has received much attention from literary critics and legal scholars studying modern literature. Despite the prominence of law and justice in Ancient Greek literature, there has been little interest among Classical scholars in the connections between law and drama. This is the first collection of essays to approach Greek tragedy and comedy from a legal perspective, providing a sample of different approaches to the topic. Some essays show how knowledge of Athenian law enhances our understanding of individual passages in Attic drama and the mimes of Herodas and enriches our appreciation of dramatic techniques. Other essays examine the information provided about legal procedure found in Aristophanes’ comedies or the views about the role of law in society expressed in Attic drama. The volume reveals how the study of law and legal procedure can enhance our understanding of ancient drama and bring new insights to the interpretation of individual plays.
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March 1 2010, 3:38am | Comments »
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Aquilo que nos negaram
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Recentemente, três alunos de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra fundaram uma associação designada por Origem da Comédia, da qual já aqui demos notícia. São eles Miguel Monteiro de Sena, do 3.º ano do 1.º ciclo, e João Loureiro e Sophia de Carvalho, ambos do 1.º ano do 2.º ciclo.A atitude que subjaz à sua inciativa é afirmada e construtivamente rebelde face ao apagamento da cultura clássica na nossa sociedade, em geral, e no sistema de ensino, em particular. O seu lema é dar a conhecer "aquilo que é negado" à esmagadora maioria das crianças e jovens: a cultura artística, filosófica, política, científica, fundacional da nossa civilização.O De Rerum Natura tratou de os encontrar e falar com eles.P: Porquê designação Origem da Comédia para a vossa associação?R: É imediatamente um jogo com aquela obra magistral da filosofia, A Origem da Tragédia, de Nietzsche. Mas, além dessa brincadeira referencial, inspirámo-nos ainda nessa obra para, simultaneamente, reclamar a herança duma filologia clássica apaixonada e apaixonante, que olha para a realidade greco-latina não dum modo seco e fechado, mas que busca e descobre elementos fundamentalmente humanos que esta exprimiu, intemporais, e desse modo revela o seu irresistível encantamento. E o que é mais, uma das diferenças que Aristóteles apontou para diferenciar a Tragédia da Comédia é que esta última acaba bem. Queiram os deuses que o mesmo aconteça neste nosso caso.P: Que sentido tem a vossa associação, numa altura em que a expressão da cultura clássica é tão diminuta na nossa sociedade, mesmo em círculos onde deveria estar bem presente, como a escola básico e secundária e a universidade?R: A Origem da Comédia surgiu, em grande medida, como resposta a esse apagamento da cultura clássica, que, como estudantes da área, sentíamos de forma particularmente aguda e perante o qual não poderíamos permanecer impávidos. Acreditamos francamente que a Antiguidade tem um profundo interesse e actualidade. Veja-se, a título de exemplo, a recentíssima encenação de A Cidade, pela Cornucópia, ou a nova versão do Rei Édipo, em cena no Teatro Nacional Dona Maria II (e no Porto prepara-se a Antígona, no São João). Porém, só é possível amar aquilo que se conhece. Ora os alunos, seja do básico, do secundário ou da universidade, pouco contacto têm, ao longo da sua formação, com o universo greco-romano que, em todos os campos, se nos impõe como primordial, peça matriz do puzzle de nós. De pouco vale aqui lamentar o desaparecimento do Latim em Portugal, quando em tantos outros países da Europa o número de alunos da disciplina aumenta. Há sim que agir para garantir à nossa geração, e às futuras, aquilo que nos negaram. A Origem da Comédia, por isso, faz todo o sentido, procurando ser uma associação de jovens para jovens (sem prejuízo das outras faixas etárias), em que, por um conjunto de iniciativas que se querem, em maior ou menor grau, diferentes do habitual e apelativas, se partilhe o tesouro que herdámos de gregos e romanos.P: Quem é pertence e quem pode pertencer à vossa associação?R: A associação está aberta a todos os jovens, sobretudo (mas não só) universitários. Importante é, claro, que partilhem do nosso gosto e entusiasmo pela Antiguidade Clássica, nas suas mais variadas manifestações. O processo formal de ingresso na Origem é algo que estamos ainda a estudar: encontramo-nos a redigir o regulamento da associação. Por ora, portanto, somos um grupo informal de cerca de quinze pessoas, maioritariamente de Coimbra, mas não só, todas, por enquanto, de Estudos Clássicos.P: Ficámos a saber na nota de divulgação da associação que a actividade que organizaram para estreia são as Tertúlias Pré-Socráticas. Significa isto que pretendem revisitar, desde o seu início, o pensamento clássico?R: Não temos qualquer plano para cobrir exaustivamente e desde os seus primórdios o pensamento grego e romano, nem queremos, de resto, focarmo-nos exclusivamente na herança filosófica ou científica da Antiguidade, pois que isso seria redutor. É até provável que a nossa próxima actividade não tenha nada a ver com esta área e que funcione em moldes bem diferentes. Temos já outras ideias, algumas, cremos, assaz arrojadas, mas, por ora, são as Tertúlias que ocupam o nosso espírito. Que não restem dúvidas, porém: mais tarde ou mais cedo, é inevitável que regressemos à filosofia, afinal é uma das maiores criações do génio grego.P: Na nota de divulgação, referem-se aos pensadores pré-socráticos como os pais do pensamento racional, o qual veio a estabelecer as bases da ciência. Que ponte, pretendem fazer entre aquilo que, talvez erradamente, se chama humanidades e ciências?R: O divórcio entre as ciências e as humanidades é uma realidade sobre a qual já tivemos, entre nós, ampla oportunidade de discutir e lamentar. Não deixa de ser simbólico que, na nossa primeira actividade, abordemos figuras que ambas as áreas podem, com igual orgulho, reivindicar para si. A reflexão cosmológica constitui parte inalienável e tantas vezes central da filosofia destes primeiríssimos pensadores. Será talvez de relembrar que Platão ainda inscreve, na fachada da sua Academia, o famoso dito, que se encontra embutido na entrada do nosso Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra: não entre quem não sabe geometria. As Tertúlias apresentam-se, por isso, como um exercício de memória: tempos houve em que as “duas culturas”, na designação de Snow, eram uma. Não será possível já regressar a eles: a complexidade avassaladora das matérias não o permite mais. Isso, porém, não deve impedir um diálogo que, a ocorrer, se revelaria, por certo, frutuoso. A Antiguidade, aqui, como em tantos outros aspectos, tem uma lição para quantos queiram aprender com ela, pois que não se julgue que parte do brilho deste tão fecundo período do pensamento humano não resultou, precisamente, deste cruzamento de saberes, desta curiosidade mútua.Como disseram, "queiram os deuses" que tudo vos corra como bem, na comédia. Muito obrigada aos três.
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February 28 2010, 8:56am | Comments »
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Representações da Cidade Antiga
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Informação recebida pelo De Rerum Natura.A biblioteca digital Classica Digitalia têm o gosto de anunciar a última novidade editorial. Trata-se do livro organizado por Gabriele Cornelli e intitulado Representações da Cidade Antiga: Categorias históricas e discursos filosóficos.Trata-se de um livro feito em parceria com o Grupo Archai e a Universidade de Brasília, iniciando assim, de forma altamente simbólica, a colaboração lusófona global do braço editorial do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.Conforme é prática dos Classica Digitalia, tanto o acesso à biblioteca digital como o descarregamento dos e-books são gratuitos. Os preços indicados (PVP) dizem respeito aos mesmos volumes, mas editados em formato tradicional de papel.Referência completa: Gabriele Cornelli (Org.): Representações da Cidade Antiga. Categorias históricas e discursos filosóficos (Coimbra, Classica Digitalia/CECH/Grupo Archai, 2010). 173 p. PVP: 19 Euros [capa dura]
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February 25 2010, 9:15am | Comments »
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A Origem da Comédia
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Informação recebida no De Rerum Natura.A Origem da Comédia é uma recém-fundada associação, de dimensão nacional, que pretende congregar todos os estudantes, a nível universitário, interessados na Antiguidade Clássica e no seu legado. Tem como principal objectivo promover e difundir actividades culturais e educativas nesse âmbito, procurando partilhar com o público o que move quantos dela fazem parte: o amor pelas coisas clássicas e uma confiança profunda na sua actualidade.A sua primeira actividade, intitulada Tertúlias Pré-Socráticas, centra-se, como o nome indica, nos filósofos que precederam Sócrates, pais do pensamento racional e profundo, bem como incipientes, mas importantes, cientistas.O ciclo de sessões decorrerá entre 5/03 e 28/04, às quartas-feiras (salvo a primeira sessão), às 18:00 horas, no foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, e contará com a presença de alguns dos mais reputados professores das áreas de Clássicas e Filosofia.Várias das sessões serão ainda precedidas de um breve momento artístico a partir de textos maiores da literatura mundial e nacional onde figurem os filósofos a abordar, a cargo de grupos locais como o Thíasos, a Oficina de Poesia, o TEUC ou os Aranhiças & Elefantes.O programa é o seguinte:05/03 - A Grécia Arcaica: Maria Helena da Rocha Pereira10/03 - Os Iónicos: Tales, Anaximandro & Anaxímenes: David Santos17/03 - Heraclito: Alexandre Sá24/03 - Parménides & Zenão de Eleia: António Martins14/04 - Empédocles, Anaxágoras & Os Atomistas: António Mesquita21/04 - Os Sofistas: Teresa Schiappa28/04 - Pitágoras & Os Pitagóricos: José Pedro Serra
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February 20 2010, 3:17pm | Comments »
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Encontro com escritor
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Informação recebida do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
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February 2 2010, 5:01am | Comments »







