A política nacional está a mudar, está a webificar-se. O PSD renovou o site em Outubro, para bem melhor. Os sinais deste final de ano não enganam. Nos últimos dias, duas plataformas de reflexão na área social-democrata e uma na área socialista abriram portas na Internet. O mais recente partido da democracia portuguesa, o MEP, promove debates vivos que decorrem no duplo ambiente físico e virtual quase sem barreiras: videotransmissão em directo (tecnologia Mogulus, excelente) com perguntas em janela de chat e ainda pelo Twitter. Tenho falado disto com algumas pessoas em círculo fechado. O efeito Obama estará presente, e de que maneira!, nas 3 eleições lusitanas de 2009. Um “simples” jantar-debate, subordinado ao tema “Crise, Globalização e Intervencionismo do Estado”, para o qual Pedro Passos Coelho convida Daniel Bessa e João Salgueiro, tem uma página de informação, dúvidas e marcações no FaceBook. Com o mapa, etc. Não lhe falta nada. O Diogo Vasconcelos (Cisco, mas também administrador do Instituto Sá Carneiro) escreve entusiasmadamente sobre Open Government, e nomeadamente, “the Obama team has modified the copyright notice on change.gov to embrace the intellectual property licensing of Creative Communs, allowing bloggers and others to freely use it“. E sobre o (!!) TwitterGov: many tools available.
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
A política está a mudar, a webificar-se
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December 5 2008, 2:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Pessoal e transmissível e… imperdível
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Na sequência da troca de comentários com Diogo Vasconcelos neste pequeno post sobre os think tanks do PSD, acabei a ouvir a entrevista que deu ao Carlos Vaz Marques, na antena da TSF, no início de Novembro, antes do congresso da “sua” APDC. O Diogo merece ser ouvido. Mais que isso, é imperdível. Ouçam-no sobre a Internet, as redes sociais, o presidente-wiki (Obama), a importância da energia e do verde, a importância da livre circulação da informação. A importância do acesso, dos homens e da sua capacidade de resolverem as encruzilhadas. Como a crise financeira. Pessoalmente, fiquei grato pela resposta sobre The Cult of the Amateur, de Andrew Keen. Carlos Vaz Marques parecia deslumbrado com as teses de Keen e à terceira o Diogo lá deixou o politicamente correcto e descascou o livro. E também pela visão sem talas dos desafios da cultura wiki, open source, reticular — e nisso vai mais longe que outros intelectuais afectos ao PSD que, ao enfrentar o desiquilíbrio das relações de poder motivado por exemplo pela Wikipedia, não conseguem sair dos espartilhos ideológicos e classistas em que se formaram, indecisos quanto à força natural da autoridade do conhecimento.
November 29 2008, 3:32am | Comments »
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