Aspectos pedagógicos: com este jogo pretende-se perseguir os objectivos seguintes:- observar a necessidade de boas normas;- saber encontrar a maneira de cumprir as normas;- compreender que uma boa convivência exige o cumprimento de normas e que o seu não cumprimento merece sanção.- Material: nenhum em especial, no entanto, as cenas podem ser preparadas à base de desenhos para apoio da narrração. Ou simplesmente dois fantoches: um homem e um guarda urbano.- Desenvolvimento do conto:«João Corremundo era um viajante. Um dia, quando viajava, chegou a uma população em que as esquinas das casas eram rombudas e os telhados das mesmas não acabavam em ponta mas numa espécie de corcunda suave e divertida. Andando pela rua, reparou na existência de um canteiro de rosas. Então, João teve vontade de colher uma para colocar na lapela do seu casaco. Enquanto colhia a rosa, estava com muito cuidado para se não picar nos espinhos Porém, logo reparou que os espinhos não tinham ponta, não picavam, pois pareciam de borracha e faziam cócegas nas mãos.Estava tão entusiasmado com a descoberta que nem deu pela presença de um guarda municipal que lhe sorria.- Não sabe que é proibido colher rosas?- Desculpe, não pensei nisso.- Nesse caso pagará só meia multa (disse-lhe o guarda que, com aquele sorriso, até parecia o homenzinho de manteiga que levara Pinóquio ao país dos Brinquedos).João observou que o guarda escrevia a multa com um lápis sem ponta, e perguntou-lhe:- Permite que eu veja a sua espada?- Com muito gosto (respondeu o guarda).É evidente que a espada não tinha ponta.- Que país é este? (perguntou João).- É o país Sem Ponta ..- Como pregais as coisas se os pregos não têm ponta?- Há já bastante tempo que não utilizamos pregos. Colamos tudo. E agora, por favor, dê-me duas bofetadas ...- Por Deus! Não quero ir parar à prisão por ofensa a uma autoridade. As duas bofetadas, em todo o caso, devo eu recebê-Ias e não dá-las ..- Mas aqui é assim que se faz. Por uma multa inteira quatro bofetadas no guarda; por meia multa, duas bofetadas.- Bofetadas, ao guarda?- Sim, ao guarda ..- Mas isso é injusto É terrível.- Claro que é injusto e terrível. É tanto, que as pssoas para não se verem obrigadas a bofetear um guarda nunca deixam de cumprir a lei. Vamos, senhor, dê-me as duas bofetadas e para a próxima vez veja se tem cuidado com o que faz ...- Mas eu não quero nem posso fazê-lo. Quando muito far-lhe-ei uma carícia.- Nesse caso, sou obrigado a acompanhá-lo até à fronteira e a expulsá-lo do nosso país.João, humilhado, viu-se obrigado a abandonar o país Sem Ponta. Porém, ainda hoje sonha em poder voltar e viver de uma forma mais alegre numa casinha com o telhado sem pontas».- Orientação didácticaQualquer que seja a forma de apresentação do conto (narrado directamente ou através de marionetas), deve haver o cuidado de variar os tons de voz e cuidar do diálogo.Facilmente se chega à conclusão da necessidade de normas, leis ou regras Podemos insistir na compreensão dos castigos, que poderiam não existir, e que só têm razão de existir para aqueles que o querem.Deve ressaltar-se a sinceridade de João ao reconhecer a sua falta e que toda a norma que não se cumpre pode ser uma injustiça para os outros: não deixamos que exista ordem, que as coisas corram bem, etc.Gomez, M., Mir, Victoria, Serrats, M. (2003).Como Criar uma Boa Relação Pedagógica. Porto: ASA
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Contos para desenvolver a Relação Pedagógica - O Pais sem Ponta
http://terrear.blogspot.com/2011/01/contos-para-desenvolver-relacao_02.html
January 2 2011, 11:49am | Comments »
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Contos para desenvolver a Relação Pedagógica - A Jóia
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(um conto chinês)Aspectos pedagógicos: com este conto podemos perseguir os objectivos seguintes:- descobrir que é mais valioso o que se consegue pelo próprio esforço do que aquilo que nada nos custa;- apreciar os próprios desejos como possíveis ou impossíveis;- concluir que o respeito por condições prévias é mais seguro do que as não ter em conta.Material: não é necessário nenhum. Todavia, pode criar-se algum ambiente chinês (leque, desenhos, etc.). Também se pode ter um vaso com água e uma palhinha para fazer borbulhas.Desenvolvimento do conto:«Há muitos anos, na China, vivia um imperador muito rico e poderoso. Teve uma única filha a quem dava tudo quanto lhe era pedido. Em todo o mundo, ela era a princesa a quem o pai mais coisas dava.Tinha tantas coisas, e tantas coisas continuava a dar-lhe, que um dia, muito aborrecida, passeava pelos jardins do palácio, pensando no que poderia pedir ao pai, já que tinha tudo ou quase tudo e já não conseguia distrair-se.Então, sentou-se junto a uma fonte que tinha um lindo chafariz. Ficou encantada ao contemplar a água que saltitava, dando origem a lindíssimas filigranas que se entrelaçavam. Rapidamente gostou daquele ir e vir da água e dos incríveis desenhos que a queda da água fazia no lago da fonte. Entretanto, surgiu-lhe uma ideia que a fez regressar ao palácio a correr muito.- Papá! Papá! (disse a princesa ao pai quando o encontrou).Há uma coisa que eu gostaria de ter.- Minha filha (respondeu o rei). - Os teus desejos são ordens que se cumprirão- Gostaria de possuir a jóia mais preciosa que nenhuma outra princesa jamais poderá ter tido. Quero ter o diadema mais formoso e que nunca foi visto.- Concedido, minha filha (e ao mesmo tempo fez soar o gong, chamando os criados).Quando os criados apareceram, o rei ordenou-lhes:- Tragam-me o ourives imperial. Imediatamente.Passado pouco tempo chegou o ourives imperial e o rei disse-lhe:- Quero uma jóia especial, um diadema que seja único no mundo.- A minha oficina e os meus ajudantes estão à tua disposição (respondeu o ourives imperial).Então, a princesa disse ao ourives imperial para a seguir e levou-o à fonte, dizendo-lhe:- Quero um diadema assim ..- Assim, como? [perguntou o ourives que não compreendia o desejo da princesa].- Está bem claro (disse a princesa). Quero um diadema que em lugar de rubis, pérolas ou brilhantes, que são pedras vulgares, tenha borbulhas de água- De água? (perguntou o ourives imperial, espantado). Mas isso é impossível... (mas o imperador nem o deixou acabar a frase).- Até agora foi impossível (respondeu o imperador). Mas tu vais fazê-lo, porque se o não fizeres vais para a prisão.Como não fez o diadema, o ourives imperial foi para a prisão. Então, o imperador fez publicar um decreto prometendo encher de riquezas e honrarias o ourives que fabricasse o diadema pedido pela princesa, ameaçando com a prisão todos aqueles que falhassem.Os ourives de todo o reino tentaram a sua sorte e nenhum deles se livrou da prisão. Entretanto, o decreto do imperador correu mundo e vieram ourives dos países vizinhos tentar fabricar o diadema. Não conseguiram e foram todos parar à prisão.O imperador teve que aumentar os impostos para poder alimentar o número crescente de prisioneiros e para poder suportar a guerra que teve com os reis vizinhos, que estavam ofendidos com a prisão dos seus ourives. Tudo isto custava muito dinheiro e os vassalos do imperador tinham que pagar mais e mais impostos. Já estavam todos fartos do diadema, da princesa e do próprio imperador.Pobre imperador! Não sabia como sair daquela situação.Tinha dado a sua palavra de imperador e já começava a desesperar-se quando lhe apresentaram um jovem mal vestido que se gabava de poder cumprir os desejos da princesa- Se é verdade que podes fazer o diadema, dar-te-ei riquezas e honrarias (disse o imperador ao jovem).- Não, não quero tanto. Ficarei satisfeito com uma moeda de ouro (disse o jovem).- Caramba! Tão pouco? Só isso?- Para mim sim. Porém, ponho três condições: a primeira, que solteis todos os ourives que estão presos.- Concedido! (exclamou o imperador que assim via maneira de resolver o seu problema sem perder a honra da palavra de imperador).- A segunda, que tireis os impostos à população.- Está feito! Se não houver prisioneiros, nem guerras, os impostos não são necessários (disse, com alegria, o imperador).- A terceira condição tem que ser cumprida pela princesa Pedi-lhe que me venha mostrar exactamente o que quer junto do chafariz dos jardins imperiais.E assim se fez. A princesa, muito contente, aproximou-se da fonte, pensando que iria possuir o desejado diadema.- Honrada princesa (disse o jovem). Farei o diadema que quereis. O vosso pai, o imperador, cumpriu as duas primeiras condições. Agora, sois vós a cumprir a terceira condição para que se faça a vossa vontade.- E qual é? (perguntou a princesa)).- Colhei, vós mesmo, as borbulhas de água e dai-mas. Com elas, eu farei o diadema e também os colares, braceletes e anéis que queirais.O imperador, então, começou a rir-se e talvez ainda esteja a rir-se. Não se sabe se a princesa ainda está a tentar colher as borbulhas de água no chafariz do jardim imperial para ter o desejado diadema. Esperemos que já tenha desistido.»)Orientação didáctica:É preferível que o conto seja narrado pelo professor. Também se pode transmitir o conto com marionetas. Ou, então, se houver um grupo encarregado das dramatizações, deve-se preparar o conto com esse grupo e apresentá-lo ao grande grupo (turma).O mais importante é o momento de pôr em comum, o descobrir as atitudes das personagens. Por exemplo:- a atitude de superprotecção que o imperador tinha com a filha;- a atitude passiva da princesa que pedia o impossível.Conclusão:As atitudes negativas geram mal-estar (aborrecimento, exigências] e injustiças (impôr impostos, castigar com a prisão)Se na nossa aula, houver alunos que querem fazer apenas o que desejam, isso será fastidioso para os outros. Se não houver disciplina, se tivermos que impor as coisas, exigindo em vez de oferecer, surgem sempre as injustiças e os castigos ...As atitudes positivas proporcionam soluções, embora determinem condições que devemos aceitar. O imperador e a princesa aceitaram as condições razoáveis e solucionaram o seu problema. Se aceitamos condições de disciplina, todos lucraremos com isso ..Podemos tirar várias conclusões a partir deste conto. Tudo dependerá da motivação dos alunos.Gomez, M., Mir, Victoria, Serrats, M. (2003). Como Criar uma Boa Relação Pedagógica. Porto: ASA, pp.138-141
January 1 2011, 10:19am | Comments »
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Crime público, disse ela! E todos parece que querem ir atrás…
http://terrear.blogspot.com/2010/03/crime-publico-disse-ela-e-todos-parece.html
Mais um contributo de Joaquim Azevedo para sustentar um debate. Porque, muitas vezes, como parece ser agora o caso, as soluções ofuscam e desviam do necessário combate ao problema.Esta deriva securitária tem agora mais uma expressão concreta, que vale a pena combater, em nome da convivência, da democracia, da sociedade de direito e da política como regulação pessoal e sociocomunitária, muito antes de ser regulação estatal.A Fenprof invoca um parecer do CNE, de 2002, “Para combater a indisciplina nas escolas”, para vir agora propor que as agressões aos professores sejam consideradas agressões e ofensas contra autoridades públicas. Mais até já se invoca que os professores possam dar voz de prisão a um aluno, um pai ou uma mãe, um autarca, sei lá.Primeiro, do ponto de vista jurídico, o novo quadro legal (Código Penal) instituído em 2007, veio tornar isso mesmo claro ao consagrar como ofensa qualificada a que seja cometida contra “docente ou membro da comunidade escolar”, o mesmo sucedendo se se tratar de difamação e ameaça. Logo, dizem os penalistas, é crime público (apesar da jurisprudência ser ainda escassa, como é óbvio). Basta, por isso, agir em conformidade e accionar a lei.Segundo, do ponto de vista social e comunitário, é bem evidente que este não é o caminho, pois a lei até já existe e as situações de indisciplina e violência na escola existem e continuam a existir. E se mais normas vierem a ser instituídas, como fuga para a frente, as “lixeiras sociais” continuarão com o mesmo lixo. Andamos a empurrar os problemas com a barriga e colocamos a cabeça e a palavra, o diálogo uns com os outros, de lado, secundarizados e até bem escondidos. Instituimos a ideia de que se castigarmos bem dois ou três alunos, de modo exemplar, expulsando-os das escolas, de preferência com a pena máxima e com direito a “prime-time” nos telejonais, resolvemos o problema. Se conseguirmos mudar as normas, então é que os problemas da violência e da indisciplina ficam mesmo resolvidos!Foi assim em 2002, será assim em 2010 e será pior ainda em 2015, muito pior, não só porque nenhum dos problemas sociais que existem actualmente se resolverá por esta via, mas também porque as escolas irão ter de acolher obrigatóriamente todos os jovens não só até aos 15, mas até aos 18 anos.Dei o exemplo, nos textos anteriores (aqui inseridos) , do Agrupamento de Beiriz e da Escola da Damaia. Há muitas outras escolas que fazem o que vale a pena ser feito, com muita determinação e coragem: criar um clima escolar rigoroso e construído sob a ética do cuidado, com professores muito bem preparados e com bons e eficazes sistemas de trabalho em equipa, pois estes caminhos são muito exigentes; estabelecer ambientes de boa comunicação entre os alunos, os professores e os pais-famílias, pois estes circuitos de comunicação, por mais difíceis que sejam, são os que têm de ser accionados, para que quando algo falhe seja possível imediatamente agir, ou seja, actuar sempre preventivamente e muito pouco correctivamente; envolver todos estes actores nos debates dos problemas e nas principais decisões a tomar, estabelecendo-se regras claras e sanções precisas, que todos entendam e cumpram e façam cumprir; criar pontes permanentes entre as escolas e outros agentes sociais locais, desde os assistentes sociais aos técnicos da justiça e da solidariedade social, desde o pessoal técnico da saúde às instituições de solidariedade social; nunca deixar ninguém pelo caminho (mesmo que “cheire mal e fique ali sentada a um canto da sala”, como disse a professora da criança de dez anos que lhe mordeu o braço, “negra” que bem mostrou à televisão), accionando todos os dispositivos de alerta, de encaminhamento e de solução social dos problemas de violência e agressão mútua que estão instalados no nosso quotidiano (a articulação com as CPCJ, a proximidade das respostas sociais com as famílias e o trabalho interprofissional são bens sociais inestimáveis a preservar e a desenvolver).Se, mesmo assim falharem as respostas que existem instituídas, é preciso criar outras, muito mais flexíveis e abertas à inspiração humana, instituídas sob o signo do máximo cuidado e da máxima atenção a cada pessoa que mora em cada aluno, a cada situação envolvente, e dirigidas à edificação de novos projectos de vida, que só os próprios podem construir, passo a passo, com muita paciência, resistência e determinação. Temos tantos técnicos tão capazes de o fazer, que já o fazem e que o podem fazer ainda melhor! É só incentivar e proporcionar os meios! Os governos e os líderes locais são orquestradores e não solistas!Ninguém pode cair da malha que temos de saber tecer, com laços sociais fraternos, com muito trabalho e esperança. Os seres humanos são capazes de milagres quando se unem na procura da satisfação do bem comum. É certo que hoje, em todos os concelhos do país, há adolescentes e jovens que passam esta malha, e habitam o que alguns chamam a “exclusão social”. É isso que temos de corrigir, na escola e nas comunidades, dando as mãos.Deixem lá a juridização dos problemas, porque perdem tempo e nada resolvem!Deixam lá de alimentar o jogo daqueles que querem desviar a atenção da população para violências, crimes e situações extremas, para que os cidadãos esqueçam as magnas questões que eles e todos temos de resolver!Deixem lá as derivas autoritárias e securitárias e vamos dar força, energia, coragem e esperança a quantos reconstroem e constroem esses difíceis laços sociais e relações entre todos os membros das nossas comunidades locais!
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March 28 2010, 10:37am | Comments »
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Da Construção da (In)Disciplina na Sala de Aula
http://terrear.blogspot.com/2010/01/da-construcao-da-indisciplina-na-sala.html
Saber a nossa quota parte de responsabilidade.(...)De acordo com os resultados do estudo uma prática pedagógica que envolvaactivamente os alunos e em que os critérios de avaliação sejam explícitos e asinteracções professor-alunos sejam de natureza pessoal parece ser propícia a um climade disciplina. Esta relação pode ser devida ao facto de, por um lado, os alunosgostarem deste tipo de prática, podendo ficar mais motivados para a aprendizagem e,por outro lado, porque esta prática tem características que facilitam a aquisição daorientação específica de codificação dos alunos para essa prática, condição essencialpara que possam ter um desempenho adequado no contexto regulador, ou seja, paraque possam ser disciplinados. Esta evidência, embora contrária à opinião de muitosprofessores que consideram que a disciplina se mantém essencialmente à custa de umcontrolo imperativo, tem sido já referida por vários autores, entre os quais se destacaAmado (2000) e Estrela (1992). Segundo Woods, citado em Amado (2000), os alunosconsideram que “o trabalho pode ser, ao mesmo tempo, pesado, odioso e agradável eque a diferença tem menos a ver com o conteúdo da actividade do que com asrelações com o professor [...]”. Este autor salienta o facto das relações do professorcom os alunos serem marcantes e conduzirem a um clima relacional positivo sefacilitarem a confiança mútua entre ambos, de modo a não haver receios de parte aparte ou, ainda, se conduzirem a uma aproximação afectiva que facilite oconhecimento, a ajuda e a cooperação. Também Estrela (1992) salienta a importânciada interacção pessoal na criação de uma verdadeira auto-disciplina. Diz a autora que,se não houver uma confiança mútua entre professor e alunos, apenas se pode verificara “passagem da disciplina imposta à disciplina consentida”, sem que a verdadeiraauto-disciplina seja alcançada.(...)O que leva os alunos a serem (in)disciplinados?Uma análise sociológica centrada em contextosdiferenciados de interacção pedagógicaMaria Preciosa SilvaIsabel Pestana NevesCentro de Investigação em EducaçãoFaculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
January 7 2010, 4:39pm | Comments »
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Questions sensibles et sujets tabous
http://terrear.blogspot.com/2009/12/questions-sensibles-et-sujets-tabous.html
Dossier coordonné par Élisabeth Bussienne et Michel TozziProblèmes existentiels longtemps tabous à l'école (la mort, la sexualité), contestation de certains sujets « sensibles » (l'évolution des espèces, le conflit israélo-palestinien), comportements sexistes, racistes, homophobes : comment réagir face à ces élèves qui veulent être reconnus comme des personnes et pas seulement comme des « apprenants » ?Comment pouvons-nous répondre en tant que professionnels qui faisons la part de ce qui nous touche personnellement ? Ce dossier s'appuie sur de nombreux témoignages ; il s'intéresse à la façon dont on peut analyser et anticiper les difficultés. Il montre comment donner la priorité, dans ces situations délicates, à l'éducatif sur le moralisme ou l'argument d'autorité. La présentation complète du dossier Les articles à lire en ligne Le sommaire du dossier L'éditorial du dossier
December 18 2009, 5:51am | Comments »
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Luzes e Sombras na organização escolar
http://terrear.blogspot.com/2009/11/luzes-e-sombras-na-organizacao-escolar.html
Procurando visibilizar as lógicas que caracterizam a ação da escola, e com o objetivo de desvelar os dispositivos disciplinares que se criam, se repetem, se inovam e se renovam na prática escolar, articulamos uma brincadeira das crianças na hora do recreio e uma situação de conselho de classe, flashes que nos forneceram pistas para pensar os mecanismos de interdição e controle praticados no cotidiano da escola. Historicamente, as práticas escolares têm utilizado a escrita manuscrita como um mecanismo de domesticação de corpos e mentes; em contrapartida, ao não reconhecer a complexidade do brincar de merece, a escola naturaliza e aproxima práticas disciplinares que produzem mecanismos de subjetivação. A ação pesquisadora que vimos desenvolvendo com professoras do ensino fundamental tem procurado investir na formação do investigador coletivo – o grupo. Assim sendo, como num jogo de luz e sombras, exercitamos, coletivamente, a leitura pelo avesso das situações apresentadas, o que nos permitiu, a partir da discussão sobre a violência na escola, desvelar a violência da escola sobre as crianças.Palavras-chave: cotidiano escolar; violência; disciplinaTexto integral
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November 29 2009, 1:17pm | Comments »
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Quanto mais há o que vigiar, mais vigilância é necessária
http://terrear.blogspot.com/2009/11/quanto-mais-ha-o-que-vigiar-mais.html
Este texto, apoiado em narrativas de livro de ocorrência utilizado em uma escola pública de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, visa problematizar a dimensão de vigilância exercida pelo tipo de lógica disciplinar que neles se apóia, articulando-a com um certo tipo de tradição pedagógica, ainda fortemente localizável no cotidiano escolar. A perspectiva é a de que tal tradição, apoiada em pressupostos de infantilização das crianças - que enfatizam características universais e necessárias, acentuando traços de dependência, imaturidade e desprestígio - acabam por gerar a necessidade de constante vigilância e controle sobre elas por parte das autoridades escolares. Quanto mais há o que vigiar, mais vigilância é necessária e mais se estende o campo para as transgressões e para a produção da criança indisciplinada.DISCIPLINA - COMPORTAMENTO - ESCOLAS PÚBLICAS - PEDAGOGIATexto integral
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November 29 2009, 7:03am | Comments »
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O Respeito como Condição Básica de Aprendizagem
http://terrear.blogspot.com/2009/10/o-respeito-como-condicao-basica-de.html
RespectChapter 1 excerpt: Respect on the Inside (includes the 7 Respect Basics)Respect_Chapter1_7Rules.pdfEducator Handout: 10 Ways to Use RESPECT in SchoolsRespect_TeacherTips.pdf
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October 7 2009, 1:44pm | Comments »
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Os Castigos Físicos Reduzem o Quoticiente Intelectual das Crianças
http://terrear.blogspot.com/2009/10/os-castigos-fisicos-reduzem-o.html
Pueden generar un estrés crónico que acaba afectando al desarrollo mental Un estudio realizado en Estados Unidos y en otros 32 países del planeta ha revelado que el castigo físico sufrido en la infancia condiciona el desarrollo mental de los pequeños. Las mediciones del cociente intelectual de miles de niños revelaron que aquéllos que no habían sufrido este tipo de castigos tenían entre 2,8 y 5 puntos más de CI que los que sí los habían padecido. Según los investigadores, estos resultados ponen de relieve la necesidad de ilegalizar esta costumbre en todas las naciones. Texto completo
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October 3 2009, 12:17pm | Comments »
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Relatório TALIS - Falta de Motivação e Indisciplina
http://terrear.blogspot.com/2009/06/relatorio-talis-falta-de-motivacao-e.html
Trois enseignants sur quatre indiquent manquer de motivation pour améliorer la qualité de leur enseignement, tandis que le mauvais comportement des élèves en classe perturbe les cours dans trois écoles sur cinq, selon un nouveau rapport de l'OCDE.Basé sur la nouvelle Enquête internationale sur les enseignants, l’enseignement et l’apprentissage de l’OCDE (TALIS), le rapport Creating effective teaching and learning environments, fournit pour la première fois des données comparables à l’échelle internationale sur la situation des enseignants dans les établissements scolaires de 23 pays participants.Le principal message politique est que les autorités chargées de l’éducation doivent proposer des mesures d’incitation plus efficaces aux enseignants. En effet, de nombreux pays ne font aucun lien entre l’évaluation des résultats des enseignants et les récompenses et reconnaissance dont ils bénéficient, et lorsque ces liens existent, ils sont souvent ténus.Um Novíssimo relatório da OCDE - TALIS - alerta para a falta de motivação e para a degradação dos ambientes de aprendizagem em contexto de sala de aula.Fonte(com agradecimento a jmt)
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June 17 2009, 3:29am | Comments »
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