A taxa de juro de 6,7 por cento a que o Governo colocou ontem Obrigações do Tesouro a dez anos no mercado é “pouco menos de ruinosa”, de acordo com o economista liberal Paul Krugman.Aquilo que o Governo português classificou ontem como “um sucesso atendendo às circunstâncias”, pela voz do ministro das Finanças, “diz alguma coisa sobre o desespero total da situação europeia”, na opinião de Krugman, Prémio Nobel da Economia em 2008 e que esteve em Portugal nos anos imediatos à Revolução de 1974.Estas afirmações surgiram numa entrada no blogue deste economista no sítio electrónico do diário norte-americano The New York Times, onde qualifica como “pírrico” o leilão de obrigações de ontem e diz: “Mais uns sucessos como este e a periferia europeia será destruída.”A razão por que Krugman considera ruinosa a taxa de ontem tem a ver com a perspectiva do “fardo do pagamento de juros crescentes sobre uma economia que provavelmente enfrentará anos de uma deflação opressora” devido à dívida.(...)PúblicoE é assim que acontece.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Sucesso de Pirro
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January 13 2011, 3:10pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Nova República Velha
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Nos últimos dias começou a despontar um discurso alarmado para além do de Medina Carreira: na sequência da situação de pré falência verificada na Grécia, das medidas drásticas tomadas na Irlanda, a comunicação social doméstica dá progressivamente mais destaque à incontornável realidade económica portuguesa: um deficit que caminha para os 10%, um Estado sem margem de manobra “pelo lado da receita” e os custos com a dívida que remontam já a dois milhões de euros a cada hora que passa. Será irremediavelmente sob este panorama que decorrerão as celebrações do Centenário da República em 2010.Recentemente no programa Roda Livre na TVI 24 o historiador Rui Ramos antecipou timidamente uma questão primordial para a discussão política que se impõe: não se vislumbra uma solução governativa dentro do actual sistema partidário, nem com os actuais protagonistas, cujo discurso encontra-se demasiado distante da realidade, das medidas disruptivas que se adivinham inevitáveis. Se é de todo improvável um “perdão da dívida” a uma democracia europeia, suspeito que a resolução do imbróglio português só poderá sair duma solução de “salvação nacional” amplamente consensual e de forte liderança. Enfim, é sobre os paradigmas da nossa sobrevivência como país que urge centrar a discussão política nacional: a terceira republica está moribunda, é urgente redescobrir a verdadeira alma portuguesa para fundar um novo ciclo.João TávoraFonte (sítio do centenário da República, recomendável) Difícil Dívida.
January 11 2010, 4:25am | Comments »
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