Informação recebida do Museu de Ciência de Coimbra:CICLO DE CONFERÊNCIAS SOBRE DARWIN E A EVOLUÇÂONo ano Darwin, o Museu da Ciência convidou vários cientistas para, ao longo do ano, proferirem um conjunto de conferências sobre a importância e o impacto das ideias de Darwin na sua investigação. Estas conferências destinam-se a todos os públicos.Venha conversar com os cientistas sobre evolução e sobre Darwin.PRÓXIMA CONFERÊNCIA | 12 DE NOVEMBRO | 15h00 DARWIN E OS COELHOS DO PORTO SANTONUNO FERRAND (Biólogo, Dep. de Zoologia da Universidade do Porto)O que é uma espécie? Como surge? Qual a importância dos isolados populacionais no processo de especiação?Os coelhos do Porto Santo serão utilizados como exemplo para ilustrar o fascinante processo da origem de novas espécies, um assunto que integra o título da obra maior de Darwin, mas que necessitou de muito mais investigação para que se pudesse começar a compreender.
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DARWIN E OS COELHOS DO PORTO
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November 10 2009, 7:29am | Comments »
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O QUE É A FUSÃO NUCLEAR?
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Minha resposta à pergunta que me foi colocada pelo jornal universitário "A Cabra" e que saiu hoje:A energia solar é nuclear pois o Sol é uma “central” de fusão nuclear. No seu interior núcleos de hidrogénio, o elemento químico mais leve, juntam-se para originar núcleos de hélio, libertando uma enorme quantidade de energia. O Sol cessará de aquecer o nosso planeta quando o combustível nuclear se acabar.Desde que sabe a origem da energia solar que o homem sonha reproduzir esse processo, ou um parecido, na Terra. Ainda não existe a tecnologia que assegure uma central de fusão nuclear. Mas investiga-se, desde há vários anos, nesse sentido. O maior projecto internacional, o ITER, está a ser levado a cabo perto de Marselha, França, com a participação da União Europeia (Portugal incluído), da China, dos Estados Unidos, da Rússia, do Japão, etc. Vai levar dezenas de anos até se obter um protótipo que funcione… As dificuldades têm a ver a repulsão dos núcleos leves por terem cargas positivas, sendo necessário aproximá-los muito de modo a que as poderosas forças de atracção nucleares entrem em acção. Para isso terão de actuar campos magnéticos muito intensos que mantenham o plasma - isto é, o conjunto de núcleos e electrões – numa pequena região a uma temperatura muito elevada.A energia libertada num processo de fusão é maior do que a energia libertada num processo de cisão nuclear (que tem lugar nas centrais nucleares convencionais), uma vez que a energia que se ganha em juntar núcleos leves excede a energia que se ganha em dividir núcleos pesados como o de urânio. Mas há mais vantagens: O combustível num reactor de fusão é mais abundante na Terra do que o urânio e não deixa produtos radioactivos de longa duração.
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November 10 2009, 4:11am | Comments »
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CANÇÃO DE HOMENAGEM A CARL SAGAN
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"[Sagan]If you wish to make an apple pie from scratchYou must first invent the universeSpace is filled with a network of wormholesYou might emerge somewhere else in spaceSome when-else in timeThe sky calls to usIf we do not destroy ourselvesWe will one day venture to the starsA still more glorious dawn awaitsNot a sunrise, but a galaxy riseA morning filled with 400 billion sunsThe rising of the milky wayThe Cosmos is full beyond measure of elegant truthsOf exquisite interrelationshipsOf the awesome machinery of natureI believe our future depends powerfullyOn how well we understand this cosmosIn which we float like a mote of dustIn the morning skyBut the brain does much more than just recollectIt inter-compares, it synthesizes, it analyzesit generates abstractionsThe simplest thought like the concept of the number oneHas an elaborate logical underpinningThe brain has its own languageFor testing the structure and consistency of the world[Hawking]For thousands of yearsPeople have wondered about the universeDid it stretch out foreverOr was there a limitFrom the big bang to black holesFrom dark matter to a possible big crunchOur image of the universe todayIs full of strange sounding ideas[Sagan}How lucky we are to live in this timeThe first moment in human historyWhen we are in fact visiting other worldsThe surface of the earth is the shore of the cosmic oceanRecently we've waded a little way outAnd the water seems inviting."
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November 9 2009, 7:37am | Comments »
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À conversa com os investigadores do ITQB
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Informação recebida do Instituto de Tecnolgia Química e Biológica:Ser cientista: mas afinal o que é isso?À conversa com os investigadores do ITQBSemana da Ciência e da Tecnologia 2009Uma oportunidade para saber mais sobre os desafios dos investigadores em Portugal. Em pequenos grupos, os visitantes são convidados a conversar com investigadores do ITQB para descobrir em primeira mão o que é afinal isso de ser cientista.Da ciência às motivações pessoais, das alegrias às frustrações, do dia-a-dia às oportunidades de carreira, a ideia é mesmo que cada um pergunte aquilo que gostaria de saber.Aqui fica o nosso convite!Sessão 1 - Terça-feira, 24 de Novembro às 15h00Sessão 2 - Quarta-feira, 25 de Novembro às 15h00Sessão 3 - Quinta-feira, 26 de Novembro às 15h00É necessária inscriçãoCada sessão contará com a presença de vários investigadores, podendo cada grupo de visitantes conversar com mais do que um investigador.Um fórum ideal para alunos universitários e do ensino secundário; a inscrição de escolas também é possível (aconselhamos os professores a ter os grupos de 4-6 alunos previamente definidos).Entrada livreInscrições para sci@itqb.unl.pt / 214469350ITQB-UNL | Av. Republica, EAN | Oeiras | http://www.itqb.unl.pt
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November 9 2009, 2:03am | Comments »
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Um minuto de astronomia
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Nuno Markl, Luís Represas, Nicolau Breyner, Sérgio Godinho e Sílvia Alberto são algumas das caras de uma equipa que vai trocar por miúdos os grandes temas do Universo, a partir de hoje na RTP1 e de amanhã na RTP2.Explicar buracos negros num minuto pode ser uma tarefa de peso para um(a) cientista; e para uma estrela da TV ou um humorista? Nuno Markl, Jorge Gabriel e Sílvia Alberto aceitaram o desafio e, com eles, muitas outras estrelas portuguesas decidiram vestir a camisola do Ano Internacional da Astronomia e trocar por miúdos os grandes temas do Universo. O resultado passa a partir de hoje na RTP1 e de amanhã na RTP2.Sílvia Alberto, Nicolau Breyner, Carla Chambel, Helena Coelho, Jorge Gabriel, Maria Gambina, Sérgio Godinho, Nuno Markl, Margarida Martins, Francisco Mendes, Luís Represas, Cláudia Semedo e Vitor de Sousa são os 'astrónomos' de serviço nos spots de "1 Minuto de Astronomia", que abordarão temas aparentemente tão complexos como o Big Bang, a morte do Sol, a matéria negra ou os planetas extra-solares.“Foi um prazer colaborar neste projecto que vai levar a astronomia ao grande público, duma forma leve e informal”, reconhece Sílvia Alberto. A apresentadora foi uma das personalidades que aceitou o desafio e a quem coube a árdua tarefa de explicar porque é que a astronomia é tão importante.Numa linguagem clara a acessível, os convidados de "1 Minuto de Astronomia" explicam complexos conceitos científicos. Para além dos 13 episódios televisivos, existe também uma página na Internet (aqui) onde os mais curiosos poderão encontrar informações detalhadas sobre os temas abordados, desta vez explicados em pormenor por vários astrónomos e astrofísicos portugueses.O lançamento do programa de televisão constitui um dos eventos fortes das comemorações do Ano Internacional da Astrononomia (AIA 2009). "1 Minuto de Astronomia" é patrocinado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e é produzido pela Science Office (scienceoffice.org) e Duvideo (www.duvideo.pt). Uma apresentação pública do projecto terá também lugar a 28 de Novembro, no Pavilhão do Conhecimento, por ocasião do encerramento da "Semana da Ciência e da Tecnologia".O AIA 2009 é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).Horários:RTP1Quarta-Feira, 4 de Novembro 9:27 / 11:37 / 17:10 / 18:30Quinta-Feira, 5 de Novembro 9:21 / 11:36 / 14:20 / 17:08 / 18:40 / 22:47 / 02:38Sexta-Feira, 6 de Novembro 9:28 / 11:36 / 14:22 / 17:11 / 18:37 / 0:57 / 2:40Sábado, 7 Novembro 9:49 / 11:35 / 15:58 / 17:15 / 18:13 / 22:59 / 02:55Domingo, 8 de Novembro 10:00 / 14:45 / 17:12 / 18:28 / 22:59 / 02:41RTP2Quinta-Feira, 5 de Novembro 13:00 / 20:31 / 21:06 / 1:15 / 2:07Sexta-Feira, 6 de Novembro 13:58 / 16:47 / 19:25 / 0:18 / 02:00
November 4 2009, 2:19pm | Comments »
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Café, Livros e Ciência
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Informação recebida da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro:Café, Livros e Ciência é uma iniciativa que resulta da parceria entre a Fábrica Centro Ciência Viva em Aveiro (FCVA), o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho em Coimbra em Coimbra e o Museu da Ciência também em Coimbra. Este projecto de divulgação de ciência tem como objectivo principal promover a leitura de livros de ciência junto do público em geral.Num ambiente informal, onde o café acompanha os livros, ilustres convidados vão lançar temas e discussões para o lançamento ou apresentação de livros de ciência ou de divulgação científica.Café, Livros e Ciência acontece na primeira quinta-feira de cada mês e fará um périplo por cada instituição parceira. Assim, a primeira edição, em Novembro, terá lugar na Fábrica CCVA, seguindo-se, em Dezembro, o CCV Rómulo de Carvalho e, em Janeiro, no Museu da Ciência, os dois em Coimbra.“O Património Genético Português A história humana preservada nos genes” de Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro (Gradiva, 2009)Combinando contributos de áreas como a genética, a arqueologia, a antropologia, a história e até a climatologia, este livro oferece uma visão multifacetada de uma memória que deixamos impressa. O leitor é acompanhado ao longo de uma aventura de múltiplas facetas, explorando perspectivas dos recentes avanços no conhecimento quanto às origens e migrações humanas no passado, focando uma temática que nunca havia sido tratada em livro: o património genético português.data quinta-feira, 5 Novembrolocal Fábrica Centro Ciência Viva de Aveirohorário 18h>19hpúblico-alvo jovem e adultocontactos 234 427 053 ou fabrica.cienciaviva@ua.ptentrada livre
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November 3 2009, 3:17pm | Comments »
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Saper Vedere…
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António Piedade é um bioquímico que tem mantido uma actividade importante de divulgação científica e que desenvolve actualmente projectos de comunicação visual em ciências da vida. No último número da Revista da Ordem dos Biólogos publicou um interessante artigo dedicado à rápida evolução das tecnologias de virtualização aplicada à ciência, quer para comunicação com o público como para ensino. É esse artigo que aqui se reproduz.“Saper Vedere…”Leonardo da VinciA evolução sensorial da espécie humana “privilegiou” a percepção visual do mundo envolvente. À visão estereoscópica, decisiva para o cálculo instintivo das distâncias, adicionou-se uma visão a cores, sensível desde o vermelho ao violeta do espectro solar. Se a primeira garantiu uma interacção geométrica com o espaço, potenciando o manuseamento de objectos, a construção de ferramentas, os gestos primevos de tecnologias futuras, a segunda garantiu a capacidade de detectar e identificar frutos coloridos nutritivos, vegetais tenros, no meio da vegetação densa. Isto parece também ter contribuído para libertar, progressivamente, os maxilares de “tarefas duras”, originando espaço para uma crescente volumetria craniana.A acuidade visual associada à estereoscopia e à visão a cores deu-nos vantagens competitivas. A capacidade de encontrar à distância alimentos mais nutritivos melhorou em muito, e em nosso favor, a relação entre quantidade e qualidade de nutrientes assimilados e o dispêndio em energia para os obter. Por outro lado, a panóplia de sabores e aromas associados à explosão de cores e nutrientes deve ter dado aos nossos ancestrais prazeres gastronómicos de recompensa nunca antes sentidos.Estes aspectos caldearam processos cognitivos num córtex cerebral em desenvolvimento e potenciaram a visão estereoscópica colorida à custa de outros sentidos. De facto, possuímos hoje mais células sensitivas à luz na retina do fundo ocular do que todas as restantes células associadas à percepção dos outros sentidos.Mas de nada serviria recebermos este forte caudal de informação visual do exterior se não tivéssemos um órgão especializado no reconhecimento de padrões visuais, na integração dessa informação com a de outros sentidos, na interpretação e regulação da nossa posição no espaço físico.Rede Neuronal. Imagem gerada por computador. Take the wind.Na realidade, e como já foi dito em outro lugar, precisamos do cérebro para ver. O número galáctico de sinapses entre milhões de neurónios permitiu a contemplação de imemoráveis noites estreladas, acolheu o sonho pela aventura da descoberta e do espanto, afastou o medo frio no luar prateado que aquecia a esperança de o dia nascer depressa, de um filho nascer sorrindo, de ter perto e poder olhar para um rosto afável e familiar, para o grupo, desenvolvendo uma sociabilidade nova num piscar de olho, no intervalo de uma sístole ventricular.Charles Darwin, no seu livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, publicado em 1879, sublinha genialmente a importância da visão na fisiologia cerebral que permite o reconhecimento das emoções nas expressões faciais e corporais. Segundo Darwin, este reconhecimento visual evoluiu entre os animais e está gravado na longa noite da ainda hoje polémica memória biológica das espécies.Sem a nossa visão não teria sido possível uma representação gráfica e pictórica do nosso mundo. Aliás, parece ser intrínseco, talvez não exclusivo, à nossa espécie contar histórias, percebê-las e recordá-las através de um pensamento visual. Registá-las para a eternidade na parede de uma gruta secreta e umbilical, escavada na madrugada erosiva de rios amnióticos.Sem a nossa visão, e a sua contínua interpretação cerebral, não teríamos desenvolvido esta capacidade de observar, tão preciosa para a ciência. Sem dúvida alguma, podemos afirmar que o método e os processos científicos são indissociáveis do uso, da percepção e do pensamento visual. Galileu Galilei começou, em 1609, a observar o universo longínquo ampliando a nossa acuidade visual através do seu telescópio. Leonardo da Vinci (1452 – 1519) considerava a observação directa da experiência como essencial para a descoberta. Deu tanta importância à observação que sintetizou o seu processo de visualização e interrogação da natureza através da frase “Saper vedere, Sapio audacter…”, ou seja, conhecer pelo ver, ousar conhecer... De facto, durante o desenvolvimento conceptual e na planificação experimental é requerido muitas vezes aos cientistas um pensamento visual muito activo. Isto quando não é a própria natureza do objecto em estudo algo puramente visual, algo tão precioso na observação da própria vida. Num exemplo, entre tantos outros possíveis, recordemos a janela aberta para mundo celular pelo microscópio, primeiramente utilizado por Antoine van Leeuwenhoek e por Robert Hooke! Desde Schleiden e Schwann (1838) que não conseguimos pensar (ver) a Biologia sem a “sua" unidade básica, a célula, e sem as ilustrações dela, utilizadas tanto para desenvolver (ou criar), como para ensinar e divulgar conhecimento científico.É de René Descartes a seguinte afirmação: “A imaginação ou a visualização, e em particular o uso de diagramas, desempenham um papel crucial na investigação científica” (1637). Vivemos actualmente numa sociedade tecnológica muito estruturada na imagem e na visualização desta. A utilização de radiação, de apropriado comprimento de onda, permite “ver” os ossos ou os vasos sanguíneos sem que o clínico tenha de destruir tecidos para os desvendar e poder fazer um diagnóstico.Muitos exemplos marcantes advêm das tecnologias de imagiologia médica. Estas vieram dar um grande impulso para o estudo e conhecimento dos processos cerebrais, assim como no diagnóstico não invasivo de inúmeras desordens neurológicas.Rosto feminino com músculos e ossos em transparência. Take the wind.Talvez um dia, num futuro não muito distante, possamos visualizar o nosso próprio pensamento visual emocionado, como aquele que já nos é permitido através das já rotineiras ecografias que permitem antever os órgãos, o perfil, os primeiros gestos do nosso futuro bebé, sem o incomodarmos na sua calma noite gestacional amniótica.Com o actual e rápido desenvolvimento da computação gráfica, associado a uma crescente acessibilidade a utilizadores não especialistas, será cada vez mais comum a visualização do “sub-microscópico”, através de representações tridimensionais animadas e interactivas, ou seja, hiper-realísticas.Será deslumbrante poder “ver” uma célula a dividir-se, em tempo real, na palma da nossa mão, e poder observar as várias etapas sob várias perspectivas, e assim melhor compreender fenómenos aparentemente complexos, mas que se relacionam directamente com o nosso dia-a-dia, com a nossa saúde!Ver além da pele. Imagem real com hiper-realismo gráfico gerado por computador. Take the wind.Como ficou dito atrás, a nossa visão a cores estereoscópica moldou a nossa percepção cognitiva do mundo que nos rodeia. Assim, os processos cognitivos estão modelados para reconhecer padrões tridimensionais multicoloridos. Por isto, não será de estranhar que a utilização de recursos educativos baseados em modelos 3D animados facilite uma melhor e mais intuitiva transmissão do conhecimento científico, entre outros. Não será de estranhar que os estudantes apreendam melhor o conteúdo residente em matérias abstractas, se o suporte de transmissão permitir a sua visualização num formato tridimensional. Sem diminuir a importância do suporte livro e os esquemas/diagramas, isto poderá ser particularmente útil na transmissão de conhecimento daquilo que não é visível à vista desarmada, daquilo que precisa de mil palavras para equivaler a uma imagem (2D). Não será de estranhar se, num futuro muito próximo, a literacia visual de professores e alunos vier a receber um enfoque cuidado e transversal a todo o ensino e a toda a prática científica, tal como defende Jean Trumbo, emérita professora de “comunicação visual e media interactivos” na Universidade de Wisconsin-Madison (USA).Nesta altura em que comemoramos quarenta anos sobre o primeiro pequeno passo do Homem na Lua, poderemos estar muito próximos de saltarmos para um novo patamar de proximidade entre o conhecimento tecnológico e científico e o público, mediado por estas novas ferramentas de visualização multimédia 3D estereoscópicas.Que ruptura paradigmática ocorrerá quando for comum o nosso médico de família receber o nosso exame cardiológico, por exemplo, anexado a uma mensagem de correio electrónico. Com um leve toque de um dedo indicador, abrir o ficheiro correspondente num programa de visualização adequado e apresentar o nosso próprio coração projectado holograficamente entre nós e ele. Explicar porquê devemos mudar de dieta e de estilo de vida (sentimos visualmente o esforço cansado do nosso miocárdio mesclado com tecido adiposo excessivo!), ampliar a visualização e destacar uma artéria coronária em perigo de obstrução por acumulação local de colesterol em excesso! Olharmos determinados para o nosso coração e percebemos que não temos tido cuidado com ele.Surgirão também novas ferramentas e perspectivas para o ensino e disseminação do conhecimento científico, aproximando cada vez mais a ciência às pessoas. O futuro da visualização, que já começou, com as suas potenciais aplicações biotecnológicas, trará uma renovada e actualizada visão sobre as interacções entre o genoma, o proteoma e o metaboloma dos seres vivos, o que permitirá, com certeza, novos momentos de deslumbramento e espanto genuíno, aliados à descoberta de novos horizontes de curiosidade que, com certeza, aumentarão o nosso conhecimento sobre o que é a vida.António Piedadeantonio@takethewind.comNúcleo I&D Take The Windwww.takethewind.com - Connecting Science to PeopleImagens de Miguel Castro @ Take The Wind
October 30 2009, 12:05pm | Comments »
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O Professor de Darwin
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Sexta-Feira, dia 23 de Outubro pelas 21h30, o Teatro A Barraca apresenta em Coimbra o espectáculo O Professor de Darwin.Quando se celebram 200 anos do nascimentos de Darwin e os 150 anos da Teoria da Evolução das Espécies, a companhia de Lisboa leva à cena uma peça que apresenta o professor John Henslow, importantíssimo na formação do jovem Charles Darwin. O berço é o séc. XIX, o espaço é a Universidade de Cambridge onde cientistas e filósofos ingleses e irlandeses se debatem com temas como o esclavagismo, o racismo, o nazismo, passando pela ciência e pelo criacionismo.Durante uma hora, o espectáculo utiliza a poesia, a música e o humor para uma comunicação mais directa e lúdica com o público.Ficha Técnica Texto, encenação, espaço cénico, cartaz HÉLDER COSTAElenco Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana CostaLuz e Som José Carlos PontesGuarda-roupa Inna SirykProdução Inês AboimRelações Públicas Elsa LourençoSecretariado Maria NavarroDirecção de Cena Daniela FernandesAudiovisuais Jorge Martins, Paulo Baía, Pedro AntunesElectricistas de Cena João Galvão, Jorge Gonçalves, Luís FradiqueMaquinistas de Cena Fernando Madeira, Luís Filipe, Luís Torres, Ricardo Rosa, Victor Pereira
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October 23 2009, 12:49pm | Comments »
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JANTAR EM MARTE E PASSEIOS PELO SISTEMA SOLAR
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Informação recebida da organização portuguesa do Ano Internacional da Astronomia (na imagem, o planeta Marte):Portugal vai unir-se a mais de meia centena de países de todos os cantos do globo naquele que pretende tornar-se, em apenas três dias, num dos maiores eventos de divulgação científica de sempre.Pretende tornar-se num dos maiores eventos de divulgação científica alguma vez realizados e Portugal não vai ficar de fora. No Ano Internacional da Astronomia, mais de meia centena de países vão juntar-se nos dias 22 e 24 de Outubro às comemorações das "Noites de Galileu". De Portalegre a Bragança, de Lisboa à Guarda, os portugueses são convidados a passearem pelo Sistema Solar e a revistarem os achados que ajudaram Galileu Galilei, há 400 anos e com uma luneta apenas, a mudar a História da Humanidade.Em visitas guiadas pelo céu nocturno ou controlando, a partir do computador e sem sair de casa, um telecópio de ponta de um qualquer lugar remoto do mundo (ver mais informações aqui), todos são desafiados a descobrir, na primeira pessoa, o que um dos mais famosos astrónomos de todos os tempos conseguiu ver em 1609 com uma luneta que ele próprio tinha construído. O Sol, Vénus, Júpiter e os seus anéis, Saturno e as estrelas da Via Láctea são alguns dos objectos que desfilarão à frente de milhões de pessoas de todo o mundo.As "Noites de Galileu" incluem ainda um concurso mundial de astrofotografia, que termina a 27 de Outubro e que premiará os melhores a fotografarem o céu visto a partir da Terra e os objectos celestes mais longínquos (o regulamento do concurso está disponível online aqui).Originalidade a NorteA Norte, as "Noites de Galileu" contarão com algumas iniciativas mais originais.Em Braga, no dia 23 de Outubro às 21 horas, a Biblioteca do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e a ORION convidam o público a "Ler com Estrelas", naquele que será um invulgar passeio pelo Sistema Solar realizado ao som de passagens literárias seleccionadas e de música ao vivo.Em Bragança, os curiosos (com ou sem conhecimentos de Astronomia) poderão vestir a pele de Galileu e, como o cientista, contemplar o Sol. A sessão de observação astronómica, pensada para todos os públicos, terá lugar no dia 23 de Outubro, das 15 às 17 horas, no Centro Ciência Viva de Bragança.A Lua e Júpiter serão os grandes protagonistas da "Noite das Estrelas" em Sandim, Vila Nova de Gaia, uma cortesia da junta de freguesia local. No dia 24 de Outubro, a partir das 18 e até às 22 horas, os sandinenses são desafiados a unirem-se às celebrações mundiais do Ano Internacional da Astronomia no parque de estacionamento da igreja, observando com os seus próprios olhos os astros que Galileu Galilei estudou em 1609. Os participantes poderão ainda conhecer as técnicas que os especialistas hoje utilizam para registarem fotograficamente os objectos celestes. Por sua vez, na cidade de Vila Nova de Gaia, terá lugar uma conferência sobre os feitos de Galileu e o Ano Internacional da Astronomia, que decorrerá no dia 24 de Outubro, às 15 horas, na Associação Cultural Amigos de Gaia.No Porto, os passeios pelo Cosmos terão lugar no Planetário do Porto. No dia 23 de Outubro, das 21 às 23 horas, os portuenses poderão juntar-se a uma observação nocturna com telescópio, promovida pelo CAUP - Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. No dia 24, o Planetário do Porto levará ainda pequenos e graúdos em dois passeios pelo céu com as sessões de planetário "O Vítor vai à Lua" (sessão infantil, às 15 horas) e "Visões do Cosmos" (sessão para todos, às 16 horas). No mesmo dia, das 15 às 17h, os curiosos poderão ainda, no mesmo local, observar o Sol com telescópio, uma cortesia do CAUP.Em São João da Madeira, a anfitriã das "Noites de Galileu" é a Escola Secundária Serafim Leite. Nos dias 22 e 23 de Outubro a partir das 20h30, o Clube de Astronomia da instituição organiza sessões de observação do céu abertas a todos, com uma incursão pelos trabalhos de Galileu.De Espinho vem a proposta para um jantar "muito espacial". "Alguma vez imaginou como seria beber uma boa chávena de café na Lua? Ou talvez comer um gelado enquanto orbita em torno de Saturno e dos seus anéis? E como seria... jantar em Marte?", pergunta o Centro Multimeios de Espinho, que convida todos os interessados, no dia 24 de Outubro, a jantarem sob as estrelas enquanto navegam pelo espaço interplanetário. Com início às 20 horas, o "Jantar em Marte" permitirá um olhar mais atento às maravilhas do Sistema Solar, "aquelas que, com a sua luneta, Galileu olhou pela primeira vez há 400 anos e que ainda assim lhe permitiram mudar a História da Humanidade", avança a organização.Em Aveiro, as "Noites de Galileu" são celebradas com passeios colectivos pelo céu nocturno, no Campus de Santiago. A iniciativa decorre no dia 24 de Outubro, das 21h30 às 23 horas, junto ao Departamento de Física da Universidade de Aveiro.Na Guarda, a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de São Miguel é o palco das comemorações dedicadas a Galileu Galilei, com a organização de uma sessão de observação astronómica no dia 23 de Outubro a partir das 20h30.No distrito de Coimbra, as "Noites de Galileu" serão celebradas no dia 24 de Outubro, a partir das 15 horas, no Observatório Astronómico de Mira, com um passeio guiado pelo céu aberto à participação de todos. Em Vila Nova (Miranda do Corvo), a iniciativa dá ainda o mote a um curso de introdução à Astronomia, que terá lugar aos sábados, até 7 de Novembro.Rumo a Sul, sempre a olhar o céuEm Fátima as festividades estarão a cargo do Colégio do Sagrado Coração de Maria. A 22 de Outubro, a partir das 21 horas, a escola põe em marcha o projecto de observações astronómicas "Ser Galileu por um dia... é um sin@l de esperança".Com as escolas em grande numa noite dedicada à Astronomia, nas Caldas da Rainha é possível ser Galileu e percorrer os seus astros na Escola Secundária Raul Proença. A iniciativa "Noite de Galileu" terá lugar no dia 22 de Outubro, das 19 às 20 horas.No Entroncamento também há "Noites de Galileu". No dia 23 de Outubro, das 19h30 às 23h30, a Escola Dr. Ruy D'Andrade dá asas às "Noites de Galileu na Escola", com um passeio pelo céu nocturno.Em Santarém, Constância volta a aderir a mais um projecto do Ano Internacional da Astronomia. No dia 24 de Outubro, das 15 às 19 horas, o Centro Ciência Viva de Constância desafia todos os amantes da astronomia e os que nada sabem sobre as estrelas a espreitarem o misterioso céu de Galileu Galilei.E porque Lisboa também não poderia ficar de fora de um evento de magnitude internacional, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) promove uma noite dedicada a Júpiter e às suas luas. Nos dias 23 e 24 de Outubro, a partir das 20 horas, o público presente na Tapada da Ajuda poderá, assim, desfrutar de uma visita guiada pelo observatório, olhar com a ajuda de telescópios o gigante gasoso do Sistema Solar e fazer uma incursão pelas estrelas, enxames e nebulosas da Via Láctea, compreendendo assim o impacto do trabalho de Galileu na História da Ciência.Em Cascais, a aventura celeste terá lugar no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, em São Pedro do Estoril, uma cortesia do NUCLIO- Núcleo Interactivo de Astronomia. No dia 22 de Outubro, a partir das 21 horas, haverá uma sessão de observação nocturna com telescópios. No dia seguinte, as comemorações começam às 21h30 com a palestra "Um património da humanidade em perigo: a poluição luminosa e os seus problemas", orientada pelo investigador Guilherme de Almeida e à qual se seguirá mais um passeio celeste com telescópios. Já o dia 24 de Outubro começa com um workshop em astronomia para professores (a partir das 10h), seguindo-se, a partir das 15h, três horas de ateliers infantis "Aprender é Divertido", onde os mais pequenos poderão 'cozinhar' planetas, divertir-se com fantásticos jogos astronómicos e, ao mesmo tempo, descobrir a vida e a obra de Galileu Galilei. Das 16h às 17h30, os mais curiosos poderão então espreitar o Sol através de telescópios, para depois mergulharem com o astrónomo José Afonso no mundo da ciência que estuda os corpos celestes com a palestra "Sob o signo de Galileu: evolução no passado, novos horizontes no presente e a perseverança no futuro da Astronomia" (às 21h30). A partir das 22h30, haverá lugar a novo passeio pelo céu nocturno.Em Setúbal, o palco das "Noites de Galileu" fica na Atalaia (Montijo). Nos dias 23 e 24 de Outubro, a partir das 19h30 e pela madrugada fora, os curiosos podem juntar-se a uma equipa de astrónomos amadores e passear pelos recantos do horizonte celeste, a partir de um local privilegiado, afastado da poluição luminosa das grandes cidades. Os interessados em participar nesta aventura espacial deverão consultar o site da organização (aqui), onde encontrarão todas as dicas necessárias para chegarem ao local das observações.Ponte de Sôr (Portalegre) é outro dos concelhos que celebram os 400 anos das observações realizadas por um dos maiores astrónomos de todos os tempos. Em Montargil (Laranjal), a Associação Nova Cultura de Montargil promove, a 23 e 24 de Outubro a partir das 20h30, passeios pelo céu nocturno, abertos a todos os interessados.
October 21 2009, 5:47am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Cientistas ao Palco do Teatro Nacional D. Maria II - AMANHÃ
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/cientistas-ao-palco-do-teatro-nacional.html
Depois da Noite dos Investigadores, os Cientistas continuam a subir ao palco - o espectáculo de Teatro-Fórum De que falamos quando falamos de cientistas? vai poder ser visto no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, dias 20 de Outubro e 17 de Novembro, 19h00, entrada livre.Para os que viram e ficaram a pensar em melhores estratégias de enfrentar ou resolver os conflitos. E para os que não puderam estar presentes na noite especial dos investigadores.
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October 18 2009, 11:25pm | Comments »



