Esta noite a partir das 21h30 no Teatro Municipal de Bragança - Cientistas ao PalcoPrograma:- De que falamos quando falamos de cientistas: um espectáculo de teatro-fórum- Cientistas de Pé: um espectáculo de Stand-Up ComedyPraça Professor Cavaleiro Ferreira5300-252 BragançaEntrada: 2€Telefone bilheteira: 273 302 744e-mail bilheteira: bilheteira-teatro@cm-braganca.ptMais sobre os Cientistas ao Fórum: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10Mais sobre os Cientistas de Pé: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8
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Cientistas ao Palco de Bragança - é hoje!
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September 12 2009, 2:22am | Comments »
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Breve história dos vírus 1
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Artigo do bioquímico António Piedade publicado no jornal "Despertar", primeiro de uma série:Os vírus, esses envelopes proteicos (algumas vezes também com lípidos) encapsulando ácidos nucleicos (ADN ou ARN), nunca foram tão mediatizados como nos dias que correm. Estas estruturas sub-microscópicas, com um diâmetro inferior a meio milionésimo do milímetro, têm sido recente e recorrentemente notícia de abertura na informação televisiva, capa de jornais, tema de debate, conteúdo de sítios na Internet, conversa entre familiares e colegas de trabalho, ganhando terreno às atribulações futebolísticas e aos folhetins do jet-set, à rendilhada coscuvilhice do croché das nossas vidas. Dito de outra forma, temos estado a imergir o planeta com ondas sonoras e electromagnéticas com conteúdos virais!Esta invasão de vírus nas redacções da sociedade de informação e nas redes cibernautas sociais (Twitter, Facebook, Blogs, etc.) muito se deve à galopante disseminação pandémica do vírus causador da gripe A (H1N1). Mas, na verdade, aquilo que poderia parecer, numa primeira leitura, um aumento de informação científica e clínica sobre o vírus, espalhada pelo vento mediático pelos quatro cantos do mundo, não é mais do que um conjunto de directrizes, embora importantes, que visam alterar o nosso comportamento social para tentar travar a dispersão do vírus pelo biosfera humana.De facto, pouca informação tem passado sobre o vírus em si. Dir-me-ão que, não podendo e não havendo tempo para fazer melhor, o importante e prioritário é difundir medidas de saúde pública claras e de entendimento universal. Para massificar comportamentos adequados. Para evitar centenas de milhar (ou milhões) de mortes e também para minorar o impacte da doença na debilitada economia mundial. Concordo com a urgência da mensagem. Contudo, no meio de tão grande caudal informativo, que começa a cansar por ser repetitivo e maçudo, e que começa a poder prejudicar a eficácia na difusão de informações novas, não ficaria mal um pouco de informação sobre o que é que são os agentes desta e de outras gripes, assim como de outras doenças que sempre afligiram a humanidade, e como e porquê nos infectam.Sabemos que um dos grandes problemas na relação médico-paciente reside no facto de este último não seguir o tratamento prescrito pelo primeiro. E isto acontece, a meu ver, devido ao facto de o clínico dizer como é que o doente deve efectuar o tratamento sem, pelo menos, tentar explicar um bocadinho as razões do tratamento. É que, se o doente interiorizar por que razão se não seguir o procedimento indicado o medicamento não fará o efeito pretendido, então talvez saia do consultório mais auto-responsabilizado, aumentando assim a eficácia do tratamento.Regressando à gripe, assistimos diariamente à insistência numa informação quantitativa, que busca credibilidade apresentando o número de contágios, o número de casos graves, o número de mortes, mas não traz quase nada de carácter mais qualitativo sobre s justificação da virulência diferenciadora da nova estirpe, sobre a racionalidade do devemos fazer para evitar o contágio, sobre a explicação dos motivos porque somos vulneráveis aos vírus de uma maneira geral.Ora bem, é exactamente neste contexto que, creio, posso utilizar este espaço. Assim, e sem querer ser pretensioso nem exaustivo, vou tentar transmitir uma breve história dos vírus. Farei uma viagem temporal que se inicia há cerca de 3,6 mil milhões de anos, numa altura em que, ao que sabemos, o nosso planeta assistia à primeira explosão de vida. Nesse contexto, apresentarei as diferentes hipóteses sobre a origem dos vírus, discutirei as diferentes opiniões sobre o papel destes na evolução da vida! Este recuo no tempo será importante para percebermos por que razão os vírus são capazes de infectar animais, plantas e bactérias com uma eficácia avassaladora. Porque é que os especialistas têm dúvidas em classificá-los como seres vivos (opinião que poderá chocar os que, estando vivos, são infectados com os vírus - mas a questão foi e, para alguns, ainda é pertinente: podemos ficar intoxicados com metais pesados como o chumbo, não é?). Porque é que suspeitamos que os vírus poderão ter sido actores principais no processo evolutivo que permitiu o aparecimento de células com ADN. Porque é que novas terapias os utilizam, fazendo uso da sua eficaz capacidade de transportar substâncias para dentro de células predestinadas no nosso organismo, visando terapias desenhadas individualmente caso a caso.Enfim, tentarei dar uma visão alargada do passado, presente e futuro da nossa convivência com os vírus. Em tudo isto há um denominador comum: esta gripe não foi a primeira e não será certamente a última a incomodar-nos, uma vez que os vírus, assim como a vida, estão em constante evolução.Legenda da figura 1:Microscopia electrónica de transmissão de um capsídeo do vírus do herpes labial humano no interior de envelope lipídico. Diâmetro cerca de 100 nm (1 nm – milionésima parte do milímetro). Um glóbulo vermelho, com um diâmetro médio de 0,01 mm, é cerca de cem vezes maior (http://web.uct.ac.za/depts/mmi/stannard)Legenda da figura 2:Microscopia electrónica de transmissão de um aglomerado de vírus influenza tipo A causador de gripe. Fotografia de C. S. Goldsmith e A. Balish.António Piedade
September 11 2009, 6:55pm | Comments »
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Cientistas de Pé na Ilga - é hoje!
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Esta noite a partir das 22h00 no bar da ILGA - Cientistas de Pé.Rua de S. Lázaro, 88Autocarro: 790Metro: Martim Moniz
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September 11 2009, 1:12am | Comments »
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UM VELEIRO CIENTÍFICO EM LISBOA
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Informação recebida da Ciência Viva: Depois da saída de Estocolmo, em Março, e de paragens em Amesterdão, Antuérpia e Bordéus, o veleiro “Hulda” chegou a Lisboa, podendo ser visitado entre os dias 4 e 13 de Setembro na Marina do Parque das Nações. A entrada é gratuita.Lisboa é a quinta cidade a receber o Festival Hulda, um projecto apoiado pela Comissão Europeia que visa levar a dez portos europeus o veleiro “Hulda”, um barco centenário que traz a bordo uma exposição de arte e ciência do artista turco-sueco Ilhan Koman (Edirne 1921 – Estocolmo 1986).Koman foi um dos primeiros artistas a trabalhar a relação entre arte e ciência e o veleiro “Hulda” funcionou durante muitos anos como seu ateliê e residência. De Março de 2009 a Novembro de 2010, o Festival Hulda visita as cidades de Estocolmo, Amesterdão, Antuérpia, Bordéus, Lisboa, Barcelona, Nápoles, Valetta, Salónica e Istambul.No cais da marina, bem perto do veleiro, será dinamizado pelo Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, parceiro português do projecto, um conjunto de actividades subordinadas à temática da arte e ciência, dirigidas ao público de todas as idades. Os workshops terão lugar entre as 10h e as 12h e as 15h e as 19h, de domingo a quinta, e entre as 15h e as 22h, às sextas e sábados. Assim, e depois da visita à exposição das obras de arte científicas de Ilhan Koman, o público é desafiado a criar os seus próprios trabalhos artísticos, tendo a ciência como fonte de inspiração.O Festival Hulda inclui ainda um concurso internacional que desafia os estudantes destas dez cidades a apresentarem os seus trabalhos artísticos, demonstrando quão profícua pode ser hoje em dia a ligação entre a arte e a ciência. Dez vencedores serão convidados a expor, em 2010, as suas criações no Santralistanbul, um dos centros culturais mais importantes da Turquia.Esperamos a sua visita!Mais informações em http://www.pavconhecimento.pt e http://www.huldafestival.org
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September 7 2009, 1:16pm | Comments »
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Setembro no Museu da Ciência
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.PRÉMIO:O Prémio Ackermann é atribuído anualmente pela EACSL (European Association for Computer Science Logic) ao melhor trabalho científico na área da Lógica em Ciências da Computação.Na sua edição de 2009, o prémio foi atribuído a Jakob Nordström pela sua tese de doutoramento intitulada Short Proofs May Be Spacious: Understanding Space in Resolution, trabalho desenvolvido no Royal Institute of Technology, em Estocolmo (Suécia).SUGESTÕES:- COMO OS ROMANOS VIAM O CÉU (10 de Setembro)Se tem curiosidade em saber como os romanos viam o céu, passe pelo Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, a partir das 23h00.- OS VALORES DA CIÊNCIA NA TEORIA DA EVOLUÇÃO (24 de Setembro)Alexandre Quintanilha (Biólogo, Instituto de Biologia Molecular e Celular e Instituto Ciências Biomédicas Abel Salazar)A experimentação, a recolha detalhada e pormenorizada dos dados, a formulação de hipóteses e mais importante a capacidade para rejeitar as nossas hipóteses preferidas quando os resultados não as confirmam são valores fundamentais da actividade científica. E vamos encontrá-los em Darwin e no seu trabalho.- NOITE EUROPEIA DOS INVESTIGADORES 2009 (25 de Setembro)A Researchers' Night é uma iniciativa desenvolvida pela Comissão Europeia que tem por finalidade promover actividades que aproximem os cientistas do público geral. Cientistas, laboratórios, empresas e universidades de toda a Europa abrem as suas portas, tiram as batas e contactam com o público num ambiente informal, na noite de 25 de Setembro.- MAIL-ART : A (R)EVOLUÇÃO DE DARWIN (até Dezembro 2009)No âmbito das comemorações do bicentenário do aniversário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos do aniversário da publicação da sua obra mais importante A origem das espécies, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra lança o desafio aos artistas de Mail-Art de todo o mundo, no sentido de nos enviarem trabalhos inspirados na figura de Darwin ou na teoria da origem e evolução das espécies.Mais informações aqui.Museu da Ciência - Laboratorio Chimico, Largo Marquês de Pombal, 3000-272 CoimbraE. geral@museudaciencia.org , T. 239 85 43 50, F. 239 85 43 59
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September 7 2009, 9:35am | Comments »
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Células Estaminais – Elixir da Eterna Juventude?
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Informação recebida do Centro de Informação de Biotecnologia:Concurso CÉLULAS ESTAMINAIS - Elixir da Eterna Juventude?10º ao 12º Ano - Envio até 30 de Abril de 2010O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia está a organizar o concurso «Células Estaminais – Elixir da Eterna Juventude?» destinado aos alunos do Ensino Secundário ou equivalente, durante o ano lectivo 2009/2010.Com este concurso o CiB pretende contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre os usos potenciais das células estaminais e para estimular a cultura científica e tecnológica, nomeadamente na área da biotecnologia aplicada à saúde.A Biotecnologia é fonte para excelentes histórias. Para as contar é necessário partir em busca de respostas com a curiosidade aguçada. Para abordarem e discutirem o tema proposto - Células Estaminais – Elixir da Eterna Juventude? - os alunos podem utilizar a sua criatividade utilizando três tipos de formato: texto e imagens, áudio ou vídeo.Serão seleccionados os três melhores trabalhos enviados até 30 de Abril de 2010. Os premiados terão os seus trabalhos publicados e divulgados pelo CiB. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um diploma.Mais informações aqui.
September 4 2009, 8:03pm | Comments »
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CIENTISTAS AO PALCO, ON THE ROAD!
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Os Cientistas ao Palco vão andar em digressão, com ante-estreias de espectáculos (com e sobre cientistas) a serem preparados para a Noite Europeia dos Investigadores de Lisboa - a 25 de Setembro, no Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian. Fica a informação sobre os próximas dois espectáculos, em Lisboa e em Bragança:1. Cientistas de Pé na IlgaSete cientistas das mais diversas áreas (excepto das que têm empregabilidade) fazem o espectáculo Cientistas de Pé. São abordados temas como o futebol, sexo, religião, o maior problema ambiental do mundo, mensagens para os extraterrestres, ciências leves, ciências duras e o papel dos homens na ciência (não necessariamente por esta ordem). A comicidade é assegurada por uma série de rigorosos testes realizados em laboratório, pelo que o público nem precisa de se preocupar em rir. A duração do espectáculo é cerca de 50 minutos (mais encores).Ficha técnicaActores: Bruno Pinto, Cheila Almeida, Daniel Silva, João Damas, Sandra Mateus, Sofia Leite e Sofia VazDirecção de Texto: David MarçalDirecção de Actores: Romeu CostaDuração: 1h11 de Setembro22h00Associação ILGA PortugalRua de S. Lázaro, 88Autocarro: 790Metro: Martim MonizMais sobre os Cientistas de Pé: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 72. Cientistas ao Palco de BragançaAnte-estreia de dois dos espectáculos: Cientistas de pé (ver acima) e Teatro Fórum.TEATRO-FÓRUMDe que falamos quando falamos de cientistas? - Um espectáculo de teatroA vida dos cientistas tal como ela é: como se começa a carreira de investigação, como é que se conjuga o trabalho com a família e amigos, ficar ou ir embora de Portugal, o que são os orientadores e o que fazer quando desorientam. O que são bolsas e empregos científicos? De que vivem, o que querem, de onde vêem e para onde vão?Só vale a pena ser cientista se for para descobrir a cura definitiva do cancro, a vacina para o HIV ou ganhar o prémio Nobel? Cientistas que se transformaram em actores para explicar tudo isto e mais, num espectáculo de teatro fórum que tenta responder à grande pergunta: Afinal, de que é que falamos quando falamos de cientistas?O Teatro-Fórum contém dois momentos: primeiro há a apresentação do espectáculo, com vários momentos de conflito entre personagens, e depois é pedida a intervenção do público em palco para substituir actores e propor uma resolução do(s) problema(s) apresentado(s).Ficha técnicaActores: Américo Duarte, Ana Castro, Ana Osório Oliveira, Andrea Santos, Ângela Crespo, Catarina Francisco, Catarina Silva, Cláudia Andrade, Cláudia Gaspar, Leonor Alves, Mariline Justo e Sónia NegrãoAutoria: David Marçal, Joana Lobo Antunes e Romeu CostaDirecção: Joana Lobo Antunes e Romeu CostaEncenação: Romeu CostaDuração: 1h15Mais sobre os Cientistas ao Fórum: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 1012 de Setembro21h30 Teatro Municipal de BragançaPraça Professor Cavaleiro Ferreira5300-252 Bragança Entrada: 2€Telefone bilheteira: 273 302 744e-mail bilheteira: bilheteira-teatro@cm-braganca.ptVideo de uma reportagem da Sábado sobre actuação dos Cientistas de Pé no final de Junho no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa:
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September 3 2009, 4:50am | Comments »
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NOVO LIVRO DE DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA: "SEI QUEM SABE"
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Convite recebido da Fundação Odemira (na imagem, vista do interior da Biblioteca de Odemira, construída de raiz no sítio do antigo castelo de Odemira):A Fundação Odemira, no dia 8 de Setembro de 2009, prossegue a sua actividade editorial, com o lançamento do livro “Sei quem sabe”, associando-se também à celebração do “Dia Mundial da Alfabetização” e do Dia do Município de Odemira. Esta iniciativa marca mais uma etapa na história da Fundação Odemira e da nossa aposta na promoção e divulgação da Cultura no nosso Concelho.Com a apresentação pública do livro “Sei quem sabe”, pretendemos também fazer agradecimento penhorado a todos quantos colaboraram para ele escrevendo. Por essa razão vimos convidá-lo a estar presente connosco, no dia 8 de Setembro, em Odemira, no lançamento do livro, seguida de uma sessão de autógrafos.Este evento terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal de Odemira, 8 de Setembro, terça-feira, pelas 18h30m.
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August 24 2009, 10:01am | Comments »
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PORTUGAL A QUENTE E FRIO
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Há pouco tempo apontei neste blogue a falta entre nós de livros de divulgação da ciência escritos por jornalistas de ciência. Acaba de sair um livro desse tipo, que até por não haver muitos, saúdo vivamente: "Portugal a Quente e Frio", da autoria de duas das melhores jornalistas de ciência portuguesa Filomena Naves e Teresa Firmino. O tema é o das alterações climáticas, que tanta tinta tem feito correr nos jornais. A editora é a Livros d'Hoje, uma chancela das Publicações Dom Quixote. Na capa surge, à laia de subtítulo: "O primeiro livro que aborda o tema das alterações climáticas no nosso país".Como ainda não li, ou melhor como só li o prefácio do físico da Universidade de Lisboa Filipe Duarte Santos, o nosso grande especialista em alterações climáticas, limito-me por enquanto a transcrever um parágrafo desse prefácio:"A temática das alterações climáticas dos séculos XX e XI tem tido uma enorme visibilidade mediática que, por vezes, deixa o leitor, ouvinte ou espectador mais perplexo e confuso. Do ponto de vista da narrativa da ciência, é natural que se dê uma ampla cobertura nos media, porque o tema encerra um risco muito considerável, sobretudo para as futuras gerações - os nossos filhos, netos, bisnetos... - e temos todos uma parcela de responsabilidade na gestão desse risco. Por estas razões, é desejável que a divulgação da problemática das alterações climáticas junto do grande público seja feita de forma crítica e rigorosa, apresentando fielmente a narrativa da ciência e as incertezas e lacunas no conhecimento científico que persistem.Estes objectivos estão inteiramente atingidos no "Portugal a Quente e Frio: As Alterações Climáticas no Século XXI." O livro faz uma breve história do estudo das alterações climáticas em Portugal, incluindo os modelos e cenários futuros e os impactos nos mais importantes sectores sociais e económicos e, ainda, nos sistemas biofísicos".
August 24 2009, 9:39am | Comments »
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Einstein, António Gião e o Ano Internacional da Astronomia
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Do mensário de Reguengos de Monsaraz (na figura), "A Palavra" de 13 de Março último transcrevemos, com a devida vénia, o artigo de Ana Paula Amendoeira (especialista em património cultural), sobre António Gião, o físico natureal daquela terra alentejana que de lá se correspondeu com Einstein:" “Sabia que, dos Estados Unidos,Einstein trocou correspondência científica com um físico português que vivia em Reguengos de Monsaraz, chamado António Gião?”Esta era uma das perguntas feitas para atrair o interesse do público na visita a uma exposição organizada em Coimbra,em 2005, por ocasião do Ano Internacional da Física, intitulada “Einstein entre nós”. A exposição mostrava a forma como o Nobel da Física tinha sido divulgado e recebido em Portugal, nas duas vezes que por cá passou. Vários e curiosos episódios figuravam nessa exposição, dando conta da forma como as ideias de Albert Einstein tinham sido difundidas em Portugal. Desde as primeiras discussões sobre a teoria da Relatividade pelo filósofo Leonardo Coimbra da Faculdade de Letras de Lisboa (anos 20 do século XX), até ao Almirante Gago Coutinho que assistiu às palestras de Einstein no Brasil, em 1925. Antes de ir para o Brasil, Einstein passou por Portugal, esteve em Lisboa, visitou os Jerónimos e o Castelo de São Jorge e escreveu as suas impressões no seu diário (guardou excelente lembrança das varinasde Lisboa!).Ao que parece, o único português que manteve correspondência científica com Albert Einstein, foi António Gião. Sim, o nosso António Gião.Einstein recebeu, na Universidade de Princeton, a primeira carta de Reguengos de Monsaraz em 16 de Janeiro de 1946, assinada por António Gião, um físico nascido nesta então vila alentejana, na rua Dr. Francisco de Salles Gião, em 1906. A carta propunha uma teoria das forças fundamentais, assunto que na época, preocupava o cientista reguenguense (informação dos Profs. Carlos Fiolhais e Tiago de Oliveira). Essa correspondência está hoje no Arquivo da Universidade Hebraica de Jerusalém, embora também existissem alguns exemplares de cartas na sua casa de Reguengos, hoje propriedade da Sociedade Portuguesa de Autores.António Gião foi, desde os anos 40 e até à sua morte em finais de 60 a figura central da Relatividade e da Cosmologia em Portugal. Era Professor da Faculdade de Ciências de Lisboa e alto responsável do Instituto Gulbenkian de Ciência e tinha feito já uma grande parte da sua carreira científica e universitária em Estrasburgo e Paris. Para além desta correspondência mantida com Einstein, António Gião publicou vários artigos sobre Relatividade e Cosmologia em revistas de grande prestígio internacional como a norte americana PHYSICAL REVIEW. Foi o primeiro português a publicar na prestigiada revista NATURE, quando tinha apenas 20 anos! Em 1963 organizou uma reunião da NATO sobre Cosmologia em Lisboa onde participaram figuras cimeiras da ciência mundial. A notoriedade internacional que atingiu valeu-lhe um convite para professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. Entre o agravamento da sua doença que o levou à morte, e o 25 de Abril de 1974 houve quase um vazio nestas áreas da ciência em Portugal.Não é novo, sabemos todos há muito da importância da figura de António Gião e do pioneirismo e precocidade da sua obra na área da Ciência. Mas continua ainda hoje a ser uma personalidade misteriosa, devido ao seu carácter introspectivo e distante que lhe vinha de uma dor de alma que nunca conseguiu ultrapassar e que tinha a ver com as suas origens maternas. Nunca fez escola, não deixou seguidores. Por isso Carlos Fiolhais lhe chamou “um eremita científico”. Não aceitou convites importantes a nível internacional. Chamava-se simplesmente António Gião. Não tinha o apelido da mãe, que de resto nunca conheceu. Esse trauma nunca o abandonou ao longo da sua vida e talvez o tenha sempre impedido de explorar plenamente o seu talento e a sua genialidade científica… Houve sempre uma espécie de bloqueio emocional que o impediu de ir ainda mais além. É importante conhecer o Homem para compreender a Obra.Neste ano de 2009 declarado pela ONU (Organização das Nações Unidas) “Ano Internacional da Astronomia” em homenagem aos 400 anos da observação das estrelas através de um telescópio, por Galileu Galilei, passam também 40 anos da morte de António Gião. Dado o seu pioneirismo em matérias científicas relacionadas com a Astronomia, penso ser uma excelente oportunidade para aproveitar o nome e a obra deste reguenguense em prol de uma maior educação e cultura científica que tanta falta faz à nossa sociedade, a começar pelas crianças e jovens. Seria um excelente pretexto para falar de “António Gião entre nós” como Coimbra fez com Einstein.Voltaremos ao Ano Internacional da Astronomia para falar de estrelas em Monsaraz. "Ana Paula Amendoeira(anaamendoeira@hotmail.com)
August 24 2009, 7:42am | Comments »







