Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:Venha partilhar diferentes modos de explorar alguns temas científicos com a sua família, num programa dirigido a adultos e crianças de todas as idades.PRÓXIMA SESSÃO:16 de Janeiro | DESCOBRE OS PÓLOS Alice Rodrigues, Escola Secundária com 3.º Ciclo da LousãJá deves ter ouvido falar do Pólo Norte e do Pólo Sul. Mas, para além dos pólos terrestres, sabias que existem os pólos magnéticos ou mesmo pólos matemáticos?Muitos dos jogos de tabuleiro que conheces desenrolam-se em tabuleiros rectangulares, como o xadrez, onde cada casa fica identificada por uma coluna e uma linha. E se o tabuleiro do jogo for redondo como podemos identificar uma casa se não temos linhas nem colunas?Nesta sessão, vais poder brincar com os pólos magnéticos, associar os pólos terrestres à biodiversidade na Terra e jogar o jogo Pular que te mostra como funciona o pólo matemático.MAIS INFORMAÇÕES- preçário geral do Museu- 11h00-12h00- marcação prévia
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Ciência em Família
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January 12 2011, 4:53am | Comments »
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Matemática Sem Limites
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É na Faculdade de Ciências de Lisboa, sob a organização de Jorge Buescu et al. Ver programa aqui. Abre já a 13 de Janeiro com Henrique Leitão: "Sem ponta por onde se lhe pegue: a esfera".
January 4 2011, 7:01pm | Comments »
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"A Ciência salvou a minha Alma"
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É um vídeo fabuloso que tem saltado em blogs, nos facebooks, em vários canais. No fundo, apresenta um lado espiritual da Ciência, em particular da Astronomia, e um certo "render de alma" perante os mosaicos e dimensões que o estudo do Universo apresenta. Apresenta também uma comparação (a meu ver perfeitamente escusada) entre Ciência e Religião, nomeadamente a religião organizada. A tradução para o português é deficiente, mas não deixa de ser um vídeo carregado de emoção.
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December 28 2010, 9:53am | Comments »
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O valor do conhecimento.
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Mais um extraordinário contributo do Carlos Oliveira, do blog AstroPT, para a compreensão, apreensão e valorização do conhecimento, em particular o conhecimento científico. Além disso, fornece uma reflexão interessante sobre o valor monetário do acto de divulgar Ciência. Está escrito em forma de desabafo, mas a minha cumplicidade com a emoção e razão do Carlos é total.(...) a marca “ciência” deveria ter um valor enorme. No entanto, o que se passa é o contrário. A marca “ciência” e a marca “conhecimento”, nada valem para as pessoas. Quem se aproveita desta mentalidade de “qualidade paga-se” são os "pseudos" e os os auto-denominados "famosos".
December 22 2010, 4:37am | Comments »
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Sobre a clareza da linguagem: Caraça e Gama
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Na sequência de texto anterior e centrando-me ainda em Bento de Jesus Caraça, devo acrescentar que a sua preocupação de usar uma linguagem acessível para chegar aos diversos "públicos" com quem contactava, não se restringia à escrita, incluia também a oralidade. Maria Alice Chicó (1998, 52-53) relembra-o, neste aspecto, da seguinte maneira:“O que era maravilhoso era que, quando falava connosco, Bento Caraça nunca tomava atitudes magistrais. Tem-se dito que ele falava com simplicidade à gente simples. O que se deve acentuar é que a sua simplicidade na exposição era o produto de uma reflexão profunda que estava subjacente a todos os assuntos de que nos falava, e que lhe permitia tirar deles a síntese que os tornava imediatamente claros e apreensíveis a toda a gente. Havia nele uma grande serenidade, um jeito de nos envolver no calor da sua presença e de encontrar a palavra amiga que animava, que fazia julgar a vida difícil, menos árdua de se viver com dignidade.”Trata-se de uma descrição que me parece assentar bem a um outro professor, mas de Português, e, além disso, poeta, que, em finais dos anos quarenta e princípios dos cinquenta se detinha igualmente na linguagem que sem trair o próprio educador, lhe permite chegar ao outro, lhe permite educá-lo. Refiro-me a Sebastião da Gama (1924-1952), que num extracto do seu Diário explicava:“Está provado que não nasci para falar a doutores. Um dos meus professores viu direito quando, no meu exame de admissão ao estágio, lamentou que a minha linguagem nem sempre fosse a mais conveniente (…). Isto é uma qualidade e um defeito: ao pé deles fico apagado, e escuso de ter razão, porque até a razão tem de andar bem vestida para entrar nas salas (…). Esta folha vem a propósito de eu neste dia, em vez de dar aula, ter ido conversar com o metodólogo e de ter sido este um dos pontos que tratámos. Perguntei-lhe se devia falar caro ou falar acessível; e ele achou, comigo, que devia falar acessível, porque «serei sempre diferente deles». Isto de ser «diferente deles» vem lembrar-me outro assunto sobre que falámos — se não neste, noutro dia. O do professor que sente a necessidade de se impor ao aluno pelo alardeamento de uma vastidão e complicação de conhecimentos com que o amachuca e que se irrita ou inventa, se necessário for, quando o aluno lhe pergunta qualquer coisa que ele não sabe. Por mim, nego-me a impor-me desta maneira medrosa e desonesta e será, como tem sido sempre, sem vergonha que direi que não sei.”Não se veja, porém, nesta duas referências a defesa da linguagem trivial, próxima daquela que se usa no quotidiano dos alunos, para os interessar e apenas isso.Referências bibliográficas:- Chicó, M. A. (1998). Entramos pela sua mão no mundo das ideias. História. Ano XX (nova série), n.º 9, 52-53.- Gama, S. (1993). Diário. Lisboa: Ática.
December 19 2010, 10:51am | Comments »
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A BIOLOGIA COMO PASSADO E FUTURO DA FÍSICA
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Texto, ligeiramente editado, do meu livro "A Coisa Mais Preciosa que Temos" (Gradiva), que se encontra esgotado:Fala-se hoje muito das extraodinárias proezas da biologia moderna: por exemplo, a clonagem de seres vivos, que já foi feita em mamíferos e que poderá ser feita em seres humanos; e, outro exemplo, a decifração do genoma de seres vivos, que já foi feita de forma completa para alguns animais, incluindo os humanos. Decerto que o que hoje se faz e discute é apenas uma pálida imagem do “admirável mundo novo” que está para vir. Muito do que ainda não se fez será provavelmente feito. Curar doenças hoje incuráveis, reparar órgãos deficientes, prolongar a vida humana para além dos actuais limites são possibilidades hoje em aberto que, mais cedo ou mais tarde, serão concretizadas. Ao mesmo tempo, algumas consequências de uma intervenção artificial nos processos, até agora apenas naturais, da evolução biológica levantam sérias dúvidas, decerto fundadas e legítimas, sobre as fronteiras não do possível, mas do permissível. Será o anunciado mundo novo um sonho ou um pesadelo? Não sabemos, talvez uma mistura dos dois, restando apenas saber em que proporções. Como disse o físico Niels Bohr “As previsões são sempre difíceis, mas são-no principalmente quando se referem ao futuro.”O nosso actual conhecimento do mundo da biologia, assim como a panóplia de possibilidades técnicas que com base nele se entreabrem, baseia-se no conhecimento do mundo físico-químico. Hoje sabemos que os átomos de que os seres vivos são feitos obedecem às mesmas leis físicas que quaisquer outros átomos: trata-se das leis da mecânica quântica, o capítulo da física que ficou concluído em finais dos anos vinte do século passado por um grupo de jovens (Heisenberg, Schroedinger, Dirac, etc.) depois do impulso inicial dado pelo “patriarca” Niels Bohr. Os seres vivos são feitos de células, que, por sua vez, são feitas de moléculas que, por sua vez, são feitos de átomos. Uma mão cheia de átomos diferentes chega para formar toda a matéria viva; no entanto, eles combinam-se em moléculas de uma maneira muito complexa, por vezes quase inextrincável. A vida assenta na simplicidade das leis físicas, mas a sua extraordinária riqueza reside na diversidade das formas e funções que essas leis permitem. A mais famosa das moléculas da vida é precisamente o ácido desoxiribonucleico (na sigla portuguesa, ADN), a molécula em dupla hélice que contém o código genético – isto é, o “arquivo” do funcionamento da vida – que, para muitas espécies, foi já decomposto nos seus numerosíssimos elementos. O ADN foi descoberto em 1953 pelo físico Francis Crick e pelo biólogo James Watson, um feito que lhes valeu em 1962 o Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia e que se encontra relatado em primeira mão no livro “A Dupla Hélice” de James Watson, um verdadeiro clássico da divulgação científica que entre nós foi publicado pela Gradiva.Francis Crick era um físico, adestrado nas técnicas da física, como a difracção por raios X, que serviram para descobrir a estrutura do ADN. Por seu lado, James Watson não era físico, mas conta no seu livro “A Passion for DNA: Genes, Genome and Society” (Cold Spring Press, 2000) como um livro de um físico – designadamente o austríaco Erwin Schroedinger, co-fundador da mecânica quântica - lhe mudou a vida. Aluno de licenciatura na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o jovem Watson interessava-se por pássaros, quando, no livro de Schroedinger “O que é a Vida?” (existe uma edição portuguesa da Fragmentos, 1989) leu que o segredo da vida era o gene. Pois se o segredo da vida era o gene, Watson não hesitou em trocar os pássaros pelos genes. De excelente mas ignorado ornitologista passou a ser um dos mais célebres, talvez mesmo o mais célebre geneticista. No livro de Schroedinger, que influenciou não só Watson mas toda uma geração de biólogos, não se forneciam ainda soluções completas para a questão enunciada do título, mas apontavam-se pistas certeiras. Eram referidos, por exemplo, os trabalhos sobre os genes do físico Max Delbrueck, discípulo de Bohr que trocou uma promissora carreira de físico por uma ainda mais promissora carreira de biólogo molecular. Não é um facto muito conhecido, mas a biologia molecular é, de facto, obra dos físicos. Bohr encorajou alguns dos seus mais brilhantes discípulos a trocarem a física pela biologia, uma vez que a primeira estaria “completa” com o estabelecimento da teoria quântica e a segunda estaria “por completar” precisamente por via dessa mesma teoria. Os grandes mestres distinguem-se, além do mais, por sugerirem caminhos de futuro para os seus alunos, a partir de em previsões sagazes! Que os grandes mestres também se enganam é confirmado pela defesa que Bohr fez, a certa altura da sua vida, de que seriam necessárias novas leis para a biologia, complementares das leis da física: não são, a biologia está de certo modo toda contida nas equações fundamentais da física.E o futuro, se é que sobre ele são permitidas previsões? Se a biologia molecular foi obra de físicos esclarecidos, poderá a biologia do futuro ser também obra de físicos? Hoje os biólogos são bastante mais que os físicos (basta ver o espaço que os seus artigos ocupam nas revistas científicas mais importantes, como a Nature e a Science). Os alunos de Biologia também são bastante mais (e, em média, melhores) do que os alunos de Física. Os dinheiros investidos na investigação biológica são bem mais do que os dinheiros investidos na pesquisa física. Finalmente, os perigos potenciais de utilizações desumanas dos conhecimentos da Biologia são bem maiores, se é que se podem quantificar, do que os perigos do mesmo tipo baseados directamente na Física. Assim como a Física foi a ciência de ponta do século XX, a Biologia poderá bem ser a ciência de fronteira do século XXI. Mas continuarão os físicos a ser precisos?Sim: não só serão precisos como serão indispensáveis. Trabalharão cada vez mais em cooperação com os biólogos, sendo na actividade conjunta de certo modo espúria a distinção entre as disciplinas. A biofísica é tanto biologia como física, sendo hoje um domínio de ponta de uma e de outra. A biologia moderna não é a continuação da física com outros meios, mas é a continuação da física com os mesmos meios, os mesmos instrumentos, o mesmo estilo de pensar. O ADN foi identificado, nos anos 50, usando técnicas físicas de raios X. Os segredos genéticos contidos no ADN estão a ser decifrados usando métodos que são mais da física e da informática do que propriamente da biologia clássica. Os princípios, subjacentes à busca do código genético, de simplicidade e elegância (em doses que bastem) são princípios apreendidos na física.Watson, que foi director do Projecto do Genoma Humano (o projecto público para a decifração dos genes humanos, que esteve em competição com o projecto privado, dirigido por Craig Venter) conhece bem a importância dos princípios da física e do seu braço armado que é formado pela electrónica, pelos computadores e pelo software. O jovem Watson leu no livrinho de Schroedinger este passo:“Até que ponto a física e a química poderão explicar, no espaço e no tempo, os fenómenos que ocorrem dentro dos limites espaciais de um organismo vivo? (...) A manifesta incapacidade da Física e da Química actuais [em 1943, quando o austríaco Schoedinger, fugido ao nazismo, proferia as suas conferências públicas no Trinity College, na cidade irlandesa de Dublin] para explicar estes fenómenos não implica, de modo nenhum, que se possa pôr em dúvida que esses fenómenos sejam demonstráveis por ambas as ciências.”Leu, acreditou e porfiou para o conseguir. Mas há ainda muito por fazer...Schroedinger previu correctamente o futuro da física e da biologia. E o jovem Watson, depois de ter lido o livro de divulgação de Schroedinger, dedicou-se a concretizar essa previsão. Hoje, há jovens estudantes, não interessa se de física ou de biologia, a ler com entusiasmo A Dupla Hélice ou os livros mais recentes de Watson sobre o genoma humano...
December 15 2010, 5:16pm | Comments »
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SOBRE "AOS OMBROS DE GIGANTES"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/sobre-aos-ombros-de-gigantes.html
Depoimento que prestei ao JL sobre o livro "Aos Ombros de Gigantes" (Texto Editores):JL- O que podem encontrar os leitores nesta volumosa obra? E que a que público se destina?CF- O volume é, de facto, grande. E grandes são também as obras que contém: obras de cinco dos maiores cientistas da história, Copérnico, Galileu, Kepler, Newton e Einstein, comentados por Hawking. Levar para casa num só volume os principais livros, traduzidos em português, destes nomes notáveis da física é uma grande tentação. O público será formado por todos aqueles que se sentirem tentado por saber mais sobre a história da ciência e por ter os clássicos da ciência perto de si. Não é um livro só para especialistas, mas também para os cidadãos com alguma curiosidade sobre a ciência. Este livro tem tido várias edições internacionais, com enorme êxito, incluindo uma edição brasileira usada para a preparação do presente volume. Tardou um pouco a vir a lume pelo cuidado que foi necessário na sua preparação, mas veio a tempo do Natal. Parece-me uma óptima prenda.JL- Como surge na coordenação científica da tradução desta obra?CF- A Texto Editores, que tem publicado manuais escolares da minha autoria, pediu-me ajuda para a edição. Era obra demais para uma só pessoa só, pelo que eu próprio pedi ajuda a alguns colegas, tendo coordenado o respectivo trabalho. Escrevi também o prefácio. Demorou a verter para o nosso português, a traduzir partes do original inglês que os brasileiros deixaram de lado e a ver provas sucessivas, que passaram pela revisão literária além da revisão científica. Há edições da Fundação Gulbenkian de alguns textos dos presentes autores, mas, salvo erro ou omissão, é a primeira vez que aparece em português moderno um texto extenso de autor tão importante como Kepler. E há a vantagem de ter todas estas obras concatenadas num só volume a um preço razoável. É uma espécie de "Bíblia" da Física.JL- Quem são estes "gigantes" a cujos ombros nos colocamos? O que resta dos seus legados científicos, numa época acelerada, em que tudo é refutado muito depressa?CF- A expressão gigantes vem de Newton, que foi quem disse: "Se consegui ver mais longe foi porque estava aos ombros de gigantes". Estava a referir-se aos astrónomos e físicos que o antecederam, tais como Copérnico, Kepler e Galileu. Newton foi ele mesmo um gigante. E Einstein foi um outro gigante que, para ver mais longe, teve de subir aos ombros de Newton. Esta pirâmide humana simboliza a construção de progresso científico. A ciência é cumulativa pois não há ciência do presente sem a ciência do passado, que ao contrário do que por vezes se pensa é em larga medida respeitada e conservada. Einstein propôs uma nova mecânica, mas esta concorda num certo limite com a mecânica de Galileu e Newton. A pirâmide não está terminada. Cem anos depois de Einstein, ainda ninguém conseguiu subir aos ombros dele. É o que Hawking tem tentado fazer. Ou o português João Magueijo... Mas Einstein continua actual. Não é, portanto, verdade que tudo seja refutado muito depressa. Quem levar este livro para casa ficará com boa parte do nosso conhecimento científico actual. Pode ver o que os gigantes viram.JL- Como avalia o estado actual da divulgação científica em Portugal?CF- Os livros de divulgação científica continuam ser muito procurados por jovens de todas as idades. Não estamos na época de ouro da divulgação científica que se deveu a Carl Sagan e outros nos anos 80, quando surgiu entre nós a editora Gradiva, mas a literatura de ciência está bem e recomenda-se. Estamos no período de Stephen Hawking, de quem a Gradiva, que já tinha lançado o fenomenal "best-seller" que foi "Breve História do Tempo", lançou há pouco um novo livro. E há novos autores que nos transmitem as "últimas notícias do cosmos". Leitores interessados pela ciência sempre houve pois a ciência tem este poder mágico de atrair os jovens de cada nova geração sem alienar as pessoas das gerações anteriores que antes foram atraídas.JL- E a crise está a afectar a produção de pensamento científico?CF- Não, de modo nenhum. O cérebro humano, que é a parte de nós que quer saber mais, não conhece crises. O pensamento novo continua a emergir, ainda que possa haver dificuldades conjunturais no financiamento de laboratórios e institutos. Nunca, na história da humanidade, existiu nem tanta gente a fazer ciência nem tanta gente a viver melhor graças à ciência. Sagan disse muito justamente o que "O nosso destino é o conhecimento". E o nosso destino continua a cumprir-se.
December 15 2010, 2:10pm | Comments »
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DOIS PRÉMIOS PARA O MUSEU DA CIÊNCIA DA UC
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Informação chegada ao De Rerum Natura.O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra acaba de receber dois prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), que anualmente reconhece o que de melhor se faz em Portugal no domínio dos Museus: para melhor Serviço Educativo e para melhor aplicação de gestão multimédia de colecções - o In Patrimonium, que é a base do nosso Museu Digital.Estes prémios são o reconhecimento da qualidade das actividades educativas e de interacção com o público, bem como do projecto do Museu Digital, a maior base de dados sobre instrumentos científicos e objectos de história natural e etnografia do país.Temos procurado sempre, ao longo destes anos de funcionamento, realizar um trabalho original, imaginativo e muito profissional. É muito bom ver esse trabalho reconhecido. A todos aqueles que nos têm apoiado e nos têm dado o privilégio de visitar e usar o Museu o nosso obrigado.
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December 15 2010, 12:13pm | Comments »
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ENTREVISTA AO CIÊNCIA VIVA - TV
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Minha entrevista no "Ciência Viva TV" dada na passada sexta-feira no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa (a partir do minuto 3.30).
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December 3 2010, 8:22am | Comments »
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Café, livros e ciência
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/cafe-livros-e-ciencia.html
Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:Café, Livros e Ciência é um projecto de comunicação de ciência com o objectivo principal de promover a leitura de livros de ciência junto do público em geral. Este evento acontece num ambiente informal, onde o café acompanha os livros.Trata-se de uma parceria entre o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho e a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e acontece na primeira quinta-feira de cada mês num périplo por cada instituição parceira. Os eventos contam com uma cobertura multimédia que posteriormente será colocada no sítio internet de cada parceiro, bem como no CVTV.MUTANTES - FORMA, VARIAÇÕES E ERROS DO CORPOde Armand Marie Leroiapresentação por Paulo Gama Mota, Departamento de Ciências da Vida, UC9 de Dezembro | 18H00Museu da Ciência da UCEntrada livre Quem são os mutantes? Todos somos mutantes.Porque nasce a maioria de nós com um só nariz, duas pernas, dez dedos e vinte e quatro costelas - e outros não?Porque interrompe a maioria de nós o seu crescimento durante a adolescência - e outros continuam a crescer?Porque têm alguns de nós cabeças revestidas de cabelo ruivo - e outros não têm cabelo nenhum?O genoma humano, dizem-nos, faz de nós o que somos. Mas como?Este é um livro de histórias: de uma menina, aluna num convento de freiras, que deu consigo a mudar de sexo na puberdade; de crianças que, trazendo-nos à memória os ciclopes de Homero, nascem com um único olho a meio da testa; de uma aldeia croata de anões de idades invulgarmente avançadas; de uma família hirsuta que foi conservada na corte do reino da Birmânia durante quatro gerações (e inspirou a Darwin uma das suas mais certeiras visões acerca da hereditariedade); e do povo dos pés de avestruz: os Wadoma, do vale do Zambeze.Em Mutantes, Armand Marie Leroi brinda-nos com uma brilhante narrativa da nossa gramática genética, falando-nos das pessoas cujos corpos no-la revelaram. Passando aparentemente sem esforço do mito para a biologia molecular, o objecto desta obra elegante e esclarecedora somos todos nós.
December 3 2010, 8:13am | Comments »




