Minha crónica no "Público" de hoje: Quando foram reconhecidas pela primeira vez manifestações do núcleo atómico no final do século XIX e quando esse núcleo foi descoberto no início do século XX não se poderia imaginar que o nuclear viesse a ter um papel tão fundamental nas nossas vidas. Basta dar dois exemplos: nos hospitais, a medicina nuclear oferece eficazes formas de diagnóstico e tratamento e, nas redes eléctricas, as centrais nucleares fornecem uma parte relevante da electricidade que consumimos.E, no entanto, se ninguém contesta as aplicações médicas da física nuclear, já a energia nuclear não tem gozado de boa fama, devido não só à sua utilização militar, nomeadamente a que pôs fim à Segunda Guerra Mundial, mas também a alguns acidentes na sua utilização para fins pacíficos, dos quais Chernobyl foi o mais terrível. A tal ponto que até a designação de um exame médico hoje vulgar, ressonância magnética nuclear, foi nalguns sítios convenientemente abreviada, com a retirada da última palavra. O termo “nuclear” deixou de estar inscrito, como se o seu ocultamento pudesse esconder a realidade central de todos os átomos.Neste quadro, depois de uma forte expansão inicial à escala planetária, a energia nuclear foi, nalguns países, alvo de moratórias ou interdições. Porém, nos tempos mais recentes, regressou à ordem do dia devido ao acelerado crescimento económico mundial, ao progressivo esgotamento das reservas de combustíveis fósseis e à crescente preocupação com o aquecimento global devido a gases de efeito estufa. Facto é que as centrais nucleares não emitem dióxido de carbono e, por isso, não contribuem para o aquecimento global. De certo modo a energia nuclear passou a ser vista como uma solução ecológica. Além disso, a tecnologia evoluiu de tal modo que essas centrais são hoje incluídas entre as alternativas mais seguras.Portugal conta-se entre os poucos países europeus que não construíram nenhuma central nuclear, apesar de importar uma grossa fatia da energia que consome (importa energia elécrica que, em parte, é produzida pelas oito centrais nucleares espanholas e pelas 49 francesas) e apesar de, a espaços, ter discutido a opção nuclear. Vai construir? O governo criou um tabu, ao cortar a discussão pública do tema. Fala em energias alternativas como a solar e a eólica, coisas decerto boas, tal como a poupança de energia, mas claramente insuficientes face às nossas necessidades actuais e futuras. E não quer que se fale de uma das alternativas energéticas...O assunto revela-se extremamente actual e merece ser discutido do modo mais racional possível, nas suas várias componentes: científica, técnica, social, económica e política. É discutido em todo o mundo e deve também sê-lo aqui. Para isso, e procurando contrariar o nosso conhecido défice de cultura científica, foi há pouco constituída a Associação de Divulgação do Nuclear, ADN. Não, o D do meio não significa Defesa, mas sim Divulgação. Pela minha parte, tendo aderido à ADN, gostaria de, tanto quanto possível, elucidar e ser elucidado. Não tenho posição nem a favor nem contra a construção de uma central nuclear, mas tenho posição absolutamente contra o impedimento dessa construção por um tabu irracional. Eliminar à partida uma possibilidade que outros consideram seria condenar-nos ao isolamento e ao défice.É mister ouvir os especialistas. Uma tomada de posição no ano passado da Sociedade Europeia de Física diz, preto no branco, que o nuclear pode e deve dar um contributo relevante para o portfolio de fontes energéticas. E o novo Secretário de Estado da Energia norte-americano, o Prémio Nobel da Física Steven Chu, interrogado sobre o assunto pela National Geographic, respondeu: Penso que o nuclear tem os seus problemas. Não resolvemos ainda a questão do armazenamento [dos resíduos] a longo prazo e temos de estar conscientes da questão da proliferação. Mas a segurança está melhor e vai melhorar mais e as centrais nucleares são muito melhores para o clima do que as centrais a carvão. Os cientistas não gostam de tabus!
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O TABU DO NUCLEAR
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April 9 2009, 5:18pm | Comments »
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CURSO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
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Informação recebida de Nuno Crato:CURSO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA no ISEG, em Lisboa, entre 20 de Abril e 18 de Maio, total de 15 horas, às segundas-feiras, das 18h às 21hDocentes: Nuno Crato, Ana Correia Moutinho e Ana GodinhoInscrições em spg@iseg.utl.ptTrata-se de um curso breve, aberto ao exterior. Os candidatos interessados deverão enviar um curto CV e uma curta Carta de Intenções.Entre os tópicos tratados inclui-se- Políticas e programas públicos de promoção da cultura científica- Comunicação entre cientistas: a organização da comunidade científica; o peer-review- Comunicação com públicos não científicos: a comunicação institucional e adivulgação/promoção de ciência para diferentes audiências- Jornalismo de Ciência e Tecnologia: funcionamento de uma redacção; agenda; génerosjornalísticos; embargo; fontes de informaçãoTrata-se de um curso prático, que inclui visitas a locais de divulgação científica econtacto com profissionais. As inscrições estão limitadas a 22 pessoas. O custo é de125 euros.Mais informações nesta página.
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April 9 2009, 4:52pm | Comments »
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Ciência em Família - Descobre as Mentiras
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Sobre a última sessão da "Ciência em Família" ler aqui o relato publicado no "Jornal de Notícias".
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April 9 2009, 4:48pm | Comments »
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Cientistas ao Palco
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De David Marçal recebemos este apelo aos cientistas para participação na "Noite dos Investigadores":Este ano, em Portugal, os cientistas são chamados ao palco para celebrar a «Noite dos Investigadores» de uma forma especial e diferente: através do teatro!Assim, é com grande entusiasmo que as entidades parceiras da «Noite dos Investigadores 2009» convidam os cientistas a participar nesta ousada experiência, proporcionando através da arte dramática uma diferente visão e forma de expressão de si mesmos e do seu trabalho, e de comunicar com o público. (Ver abaixo convite para workshop)A Noite dos Investigadores é uma iniciativa europeia que se realiza desde 2005 em várias cidades dos Estados Membros da EU e que pretende aproximar o público da Ciência em geral e dos cientistas em particular. Pretende-se envolver os investigadores na construção de uma nova imagem dos cientistas, mais real e humanizada, descolando-os dos estereótipos da ficção e aproximando-os dos cidadãos. Em 2009, a Noite acontece no dia 25 de Setembro, envolvendo várias cidades europeias. Em Portugal, a Noite celebra-se através do teatro, num projecto que reúne em parceria centros de investigação, uma PME, um museu de ciência e vários grupos de teatro e que ocorre em simultâneo em várias cidades do país.Na capital, a Noite será celebrada levando os cientistas a múltiplos palcos, por via do teatro-forum, da stand-up comedy e do teatro do movimento – e já que também se celebra Darwin e Galileu, montaremos os palcos entre o verde e sob as estrelas, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian.No Porto, os cientistas estarão no palco e na audiência, envolvidos em diferentes peças desvendando Darwin, Galileo os desafios que os cientistas enfrentam ao longo da sua carreira.Em Coimbra, a comédia levará o público a Darwin e aos cientistas de hoje. Uma peça de teatro sobre Julio Verne será ainda o ponto de partida para a interacção entre conhecimento científico e sociedade.Em Faro, a interacção entre cientistas e o público focará a vida e as descobertas de Darwin, através de peças destinadas a crianças e adultos.Workshop ‘Cientistas ao Palco’Em Lisboa, começamos já a preparar o grande dia. Serão usadas três abordagens ao teatro e para que todos as conheçam e possam escolher com quais pretendem trabalhar disponibilizamos o Workshop ‘Cientistas ao Palco’, que se realizará nos próximos fins-de-semana de 18-19 e 25-26 de Abril (programa e ficha de inscrição em anexo). O Workshop será o ponto de partida para uma série de ensaios que decorrerão a partir de Maio, e culminarão com os espectáculos do grande dia, 25 de Setembro.Para mais informações visite este sítio ou envie-nos um e-mail para cientistasaopalco@gmail.comInvestigadores ao Palco FAQ Questões frequentemente perguntadas com as respostas de David MarçalIsto é para fazer teatro, é?É. Mas para não ferir susceptibilidades (para isso preferimos usar provetas partidas e garrafas de hidrogénio 100%) é melhor usar a palavra mais consensual "espectáculos".De que género?Ambos os dois. Mas para ver os vários projectos disponíveis, clique aqui/veja em baixo.Sou um estudante de doutoramento, no segundo ano e dois terços, e começo a achar que isto não vai correr bem. A Noite dos Investigadores é coisa para mim?Sim, a Noite dos Investigadores foi pensada especialmente para casos como o seu. Como ninguém se consegue preocupar 24 horas por dia, poderá usar os ensaios para fazer um "sleep on it" (Snoopy et al, 1993) para abordar o problema no dia seguinte com outro estado de espírito (em geral não resulta, mas o ensaio é fixe à mesma). No entanto, é importante que anteveja manter um estado de salubridade mental suficiente para conseguir ir aos ensaios SEMPRE.Sou um líder de grupo e não sei se estas coisas não são só para a miudagem. Mas gostava.Sim, a Noite dos Investigadores foi pensada especialmente para casos como o seu. É um evento que procura melhorar a imagem dos investigadores (Annals of Mad and Smelly Scientitsts, 1998) junto do público e aumentar a percepção da importância da ciência (FP7, 2008). Em quantos dos seus estagiários de licenciatura é que quer delegar essa tarefa?Não tenho experiência de teatro, apesar disso posso participar na Noite dos Investigadores?Sim, a Noite dos Investigadores foi pensada especialmente para casos como o seu.Tenho experiência de teatro, apesar disso posso participar na Noite dos Investigadores?Sim, a Noite dos Investigadores foi pensada especialmente para casos como o seu.Sou estagiário de mestrado bolonhês e gostaria de saber se posso participar como investigador na Noite dos Investigadores?Não. A Noite dos Investigadores não vale ECTS's ou lá que é isso.Os ensaios da Noite dos Investigadores são como uma curte, um namoro ou um casamento?Um casamento a prazo com possibilidade de poligamia. Desde que cumpra as suas obrigações conjugais nos ensaios não fazemos mais perguntas. E a partir de 25 de Setembro cada um segue a sua vida. A não ser que nos apaixonemos todos uns pelos outros, é claro. Mas a Ciência não consegue, neste momento, prever tal resultado [1].Quando é que é mesmo aquela coisa importante em que eu posso chamar os meus parentes da Suíça para me verem?25 de Setembro, dia da Noite Europeia dos Investigadores. Repare que neste contexto, Europa não se refere à lua de JúpiterQuais são as minhas vantagens em participar como investiga-actor na Noite dos Investigadores?Nenhuma que nos ocorra. No entanto o nosso extremamente bem pago departamento de marketing inventou algumas que passamos a enumerar:- Aprender técnicas de corpo e voz serve-lhe não apenas para representar no dia do espectáculo, como ainda o pode usar na sua vida e trabalho quotidianos, caso possua alguma destas duas coisas.- Vai conhecer mulheres bonitas, inteligentes, interessantes e solteiras. Não garantimos que sejam todas a mesma.- Vai conhecer homens bonitos, inteligentes, interessantes e solteiros. Não garantimos que sejam todos o mesmo.É verdade que posso participar em três tipos de espectáculos?Sim, mas apenas um de cada vez. Nomeadamente:- Teatro-Forum (ver aqui info)- Stand-up-comedy (ver aqui info)- Teatro do gesto (ver aqui info)Isto vai-me fazer esquecer a crise?Em certa medida, sim. Mesmo que o banco execute a hipoteca da sua casa durante um período em que ficou sem bolsa, pode aprender a entrar na personagem de um investigador aristocrata do século XIX que não só supre todas as suas necessidades pessoais e familiares como financia a sua própria investigação.É obrigatório participar no workshop para participar na Noite dos Investigadores?Não, mas é uma oportunidade para avaliar se realmente tem pachorra para aturar isto.Posso ir ao workshop se não tiver qualquer intenção de participar nos espectáculos?Pode, desde que não nos diga isso. Mostre-se interessado(a), faça perguntas acerca dos horários dos ensaios, diga "ah" e "hum" ocasionalmente. Vai ver que é fácil enganar-nos, nós nem sempre somos muito espertos.Eu tenho uma pergunta que não está aqui, como é que eu posso fazer?Pode fazer a pergunta. Endereçando uma carta do Provedor do Telespectador ou enviando um email para xxxx@gmail.comNOTA[1] Segundo a experiência do Tenente-Coronel Barradas, com base nas estatísticas de operações nos teatros da Bósnia e do Kosovo, é de prever uma média de dois casamentos e meio numa missão desta envergadura.
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April 7 2009, 10:07am | Comments »
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Exposição "Darwin 150/200" no Museu de Ciência
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Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:A exposição "Darwin 150/200" inaugura no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, no dia 23 de Abril, pelas 17h. Ao contrário de outras exposições sobre Darwin, esta centra-se mais na ciência e menos na pessoa de Darwin.
April 6 2009, 4:19am | Comments »
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Manifesto pela Divulgação da Energia Nuclear
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Recebemos da Associação para a Divulgação da Energia Nuclear o seguinte manifesto, que é divulgado pelo "Expresso" (assinam o manifesto vários cientistas portugueses como Augusto Barroso, João Caraça, Manuel Sobrinho Simões, Carlos Fiolhais e Carlos Salema):O aumento das necessidades energéticas mundiais é um facto inegável que decorre das legítimas aspirações de desenvolvimento e maior bem-estar.Paralelamente, é inevitável a necessidade de uma diminuição da dependência dos combustíveis fósseis, nomeadamente do petróleo, decorrente de razões físicas, geopolíticas e ambientais.Em conjunto, estes dois processos vão moldar o que será o futuro do Planeta. As respostas a estes problemas passam por medidas activas de promoção da eficiência energética, pela aposta decisiva nas energias renováveis, mas também pelo investimento na energia nuclear.Só o conjunto destas soluções poderá fazer face à procura e à mudança estrutural necessária para reduzir a produção de gases com efeito de estufa.Em particular, todos os esforços para uma diminuição do consumo de petróleo no sector dos transportes implicam, directa ou indirectamente, um aumento do consumo de energia eléctrica.Quer seja pela utilização de veículos eléctricos directamente recarregáveis na rede eléctrica, ou pela utilização de células de combustível a hidrogénio, a energia eléctrica estará sempre presente.Apesar de o hidrogénio ser o elemento mais abundante do Universo, na Terra ele não existe livre, a maior parte está associada ao oxigénio constituindo a água. A sua separação faz-se utilizando energia eléctrica.Não faz sentido que a redução da emissão de gases com efeito de estufa que se conseguirá com estes novos veículos implique um aumento da sua produção, por efeito da utilização de combustíveis fosseis na produção de energia eléctrica.Em 2008 a European Physical Society (EPS ), organismo não governamental que representa mais de 100.000 físicos europeus, tornou pública a sua posição sobre a utilização da energia nuclear para fins pacíficos afirmando que o nuclear pode e deve dar um contributo relevante para o portfolio de fontes energéticas com baixo nível de emissões de CO2.A Sociedade Portuguesa de Física (SPF ), associação privada sem fins lucrativos filiada na EPS, divulgou em Portugal essa posição numa mesa redonda que teve lugar na Universidade Nova de Lisboa, em Setembro de 2008.Dada a relevância deste assunto e a necessidade de se aumentar a informação e a formação sobre as tecnologias nucleares, um grupo de sócios da SPF e outros cientistas entenderam que era importante alargar a discussão à Sociedade em geral. Decidiram constituir a Associação para a Divulgação da Energia Nuclear (ADN), como plataforma de debate e de informação rigorosa sobre a energia nuclear, envolvendo participantes dentro e fora do meio académico e científico.A ADN está aberta à Sociedade Civil, acolhendo todos os particulares e organizações que queiram participar num debate que não pode ser tabu em Portugal.Toda a energia que consumimos na Terra é proveniente do Sol e a energia do Sol é nuclear.
April 3 2009, 4:28pm | Comments »
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OBRAS DE CIENTISTAS PORTUGUESES EDITADAS NO ESTRANGEIRO
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Informação recebida da Gradiva:• Os direitos de tradução de obras de Nuno Crato, Filipe Duarte Santos, Carlos Fiolhais e João Lobo Antunes acabam de ser vendidos para língua inglesa (Springer) e para Itália, Brasil e CroáciaA obra A Matemática das Coisas de Nuno Crato será publicada em língua inglesa pela reputadíssima editora de ciência Springer, que tem em tradução a obra de Filipe Duarte Santos com o título Que Futuro? – Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente e conta já no seu catálogo com o livro O Acaso, de Joaquim Marques de Sá, também livros e autores da Gradiva.A prestigiada editora italiana Marco Tropea Editore, do grupo Il Saggiatore, casa de autores como Stephen Jay Gould, M. G. Le Clézio, Jean Genet, Robert Nozick ou Noam Chomsky e que no passado mês de Julho tinha já comprado os direitos da obra Física Divertida de Carlos Filolhais, acabou de adquirir os direitos de tradução para língua italiana das obras Nova Física Divertida de Carlos Fiolhais, Que Futuro? – Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente de Filipe Duarte Santos e A Matemática das Coisas e O Passeio Aleatório de Nuno Crato, todas elas publicadas em Portugal pela Gradiva.Os títulos A Matemática das Coisas e O Passeio Aleatório de Nuno Crato vão igualmente ser publicados no Brasil pela editora Livraria da Física.João Lobo Antunes, que publicou recentemente a obra O Eco Silencioso, vê também os direitos de tradução de um dos seus livros de ensaios publicados pela Gradiva, Um Modo de Ser, vendidos para a editora croata Jesenski and Turk, estando ainda os direitos de tradução das obras deste autor em negociação para outros países.SOBRE OS AUTORES TRADUZIDOS:NUNO CRATO é professor de Matemática e Estatística no ISEG. É pró-reitor para a cultura científica na Universidade Técnica de Lisboa e coordenador científico do centro de investigação FCT Cemapre. Trabalha em processos estocásticos e séries temporais e desenvolve aplicações em áreas diversas, nomeadamente computacionais e financeiras. É presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e membro de várias sociedades científicas. Tem dezenas de artigos publicados em revistas científicas internacionais. Conhecido do grande público pelo Eduquês em Discurso Directo (com nove edições), por A Espiral Dourada e por outras obras de divulgação, Nuno Crato é ainda cronista do Expresso e colaborador regular em programas de televisão e de rádio. Obteve o primeiro prémio no concurso Public Awareness of Mathematics, promovido pela Sociedade Europeia de Matemática em 2003. A Comissão Europeia galardoou-o em 2008 com um European Science Award, ficando em segundo lugar na categoria de Divulgador Científico do Ano.FILIPE DUARTE SANTOS é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dedica-se, desde 1980, à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.CARLOS FIOLHAIS é Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra. Publicou mais de três dezenas de livros, incluindo Física Divertida, Computadores, Universo e Tudo o Resto, A Coisa Mais Preciosa que Temos, Curiosidade Apaixonada e Engenho Luso e Outras Crónicas, na Gradiva. É autor de inúmeros artigos científicos, pedagógicos e de divulgação. Entre os vários prémios com que foi distinguido, contam-se o Globo de Ouro da SIC/Caras, o Prémio Inovação do Fórum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora. Fundador e ex-Director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, é hoje Director da Biblioteca Geral desta Universidade.JOÃO LOBO ANTUNES licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa em 1967. Entre 1971 e 1984 trabalhou em Nova Iorque, na Universidade de Columbia. Em 1984 torna-se Professor Catedrático de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa. Presidente do Instituto de Medicina Molecular desde a sua fundação, é ainda autor de numerosos artigos científicos e editor de vários livros na área das neurociências. Publicou quatro livros de ensaios: Um Modo de Ser (1996), Numa Cidade Feliz (1999), Memória de Nova Iorque (2002), Sobre a Mão e Outros Ensaios (2005), todos editados pela Gradiva.Em 1996 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.
April 1 2009, 1:08pm | Comments »
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EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE CIÊNCIA DE LISBOA
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Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa:A Directora do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa convida para a inauguração da exposição na quinta-feira, dia 2 de Abril, pelas 18 horas.Esta exposição integra-se no esforço de conservação, inventariação e estudo das colecções, que se iniciou de uma forma sistemática em 2008, marcando o começo de uma divulgação para o público dessas colecções. Exibem-se sobretudo objectos do século XIX de física, química, matemática e astronomia.Ana Maria Eiró, Professora da Faculdade de Ciências e Directora do Museu de Ciência da Universidade de LisboaMuseus da PolitécnicaRua da Escola Politécnica, 56/581250-102 LisboaTel: 21.392.18.60Fax: 21.392.93.26
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April 1 2009, 4:04am | Comments »
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GEDEAO/ CARVALHO - NOVOS POEMAS PARA O HOMEM NOVO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/04/gedeao-carvalho-novos-poemas-para-o.html
Já se encontra disponível a edição das Actas do Colóquio Internacional António Gedeão / Rómulo de Carvalho, que se realizou no Instituto Superior da Maia em 2006. As actas foram publicadas sob a seguinte referência bibliográfica:- RIO NOVO, Isabel e VIEIRA, Célia (2008), (coord.) António Gedeão / Rómulo de Carvalho - Novos Poemas para o Homem Novo: Actas. Maia: Edições ISMAI.
March 31 2009, 7:53pm | Comments »
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HUMOR: AS MENTIRAS DA CIÊNCIA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/03/humor-as-mentiras-da-ciencia.html
Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:É possível fazer pipocas com telemóveis? E ir ao Pólo Norte visitar os pinguins? O cientista de serviço no suplemento satírico do jornal Público, David Marçal, vai estar no Museu da Ciência da UC para fazer revelações que podem surpreendê-loPromete ser, no mínimo, uma experiência desconcertante: David Marçal, cientista e criativo do suplemento satírico "O Inimigo Público", vai ser o protagonista da próxima sessão do ciclo Ciência em Família do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC). No dia 5 de Abril (domingo) às 11 horas, pequenos e graúdos vão poder descobrir algumas das mais intrigantes mentiras do mundo científico.Há vídeos do YouTube que parecem não deixar espaço para dúvidas: mas será mesmo possível fazer pipocas apenas com as radiações dos telemóveis? E, se nos apetecer, podemos viajar até ao Pólo Norte para fotografarmos os pinguins? E se não tivermos à mão uma panela, podemos ferver água num mero saco de plástico?Há coisas que parecem possíveis, mas não são. Outras parecem mentira, mas são perfeitamente reais. E a ciência explica porquê. David Marçal é o detective de serviço no Museu da Ciência da UC e vai ajudar as famílias a explorarem a fronteira entre o possível e o impossível.David Marçal é licenciado em Química Aplicada e doutorado em Bioquímica Estrutural pela Universidade Nova de Lisboa. Foi jornalista de ciência do jornal Público e é, desde 2003, um dos autores do suplemento humorístico daquele diário, "O Inimigo Público", onde escreve sátiras científicas. Foi ainda autor de textos científicos para crianças na revista Kulto.Investigador do Instituto de Medicina Molecular da UC, David Marçal está actualmente a desenvolver um projecto de pós-doutoramento em comunicação e divulgação de ciência com recurso ao teatro e ao humor. É autor do blogue convidado do jornal Público "Contagem Decrescente".As sessões do ciclo Ciência em Família decorrem das 11h às 12h e destinam-se a crianças e adultos de todas as idades. A participação requer marcação prévia e poderá ser feita através do número de telefone 239 85 43 50. O custo é de apenas 3 euros por pessoa.Para mais informações poderá aceder ao site do Museu da Ciência ou ainda espreitar algumas das actividades desenvolvidas no Ciência em Família num spot do YouTube.
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March 30 2009, 2:49pm | Comments »





