Nova crónica de António Piedade saída antes no "Diário de Coimbra":Cidade de Mileto, colónia na Ásia Menor (actual território Turco) da antiga e clássica Grécia, que tanto nos moldou, que tanto conhecimento nos legou, num dia solarengo, naquilo que hoje seria o 28º dia do nosso actual mês de Maio, mas no ano de 585 antes de Cristo (A.C.).Um cidadão grego, conhecido por Tales (de Mileto), primeiro filósofo ocidental, também matemático, de quem temos alguma e suficiente informação, um dos “Sete Sábios” da Grécia Antiga. Passeava, com o seu discípulo Anaxímenes, ao longo da margem de um curso de água. Discutiam, entre outras coisas, sobre a evolução da natureza. Tales argumentava que o “elemento” água era o primaz de todas as coisas. Anaxímenes contrapunha que era o ar a “substância” primeva. Discutiam ideias, olhos argutamente atentos às transformações do Universo. Em determinado momento, o caminho começou a ser ensombrado pelo escurecimento do céu. Olhando com dificuldade para o astro rei, verificaram que algo o estava a escurecer, como se um disco obscurecesse progressivamente o Sol radiante. Pacientes e perseverantes, esperaram o tempo necessário para verificarem que, o que é que fosse que estivera a encobrir o Sol, acabará por se afastar, descobrindo o astro radiante pelo lado contrário do seu encobrimento.Tales não procurou neste fenómeno causas outras que não naturais. Pelo contrário, e partindo do princípio de que cada acontecimento observável era o efeito de uma causa física inteligível, elaborou com os dados que tinha disponíveis uma causa hipotética para aquele acontecimento.Até aqui, romanceei um pouco.Mas de facto, e tanto quanto sabemos, Tales de Mileto foi o primeiro ser humano a explicar o eclipse total do Sol como um fenómeno natural, pois de nenhuma outra coisa se tratava, utilizando a observação por ele recolhida, de que a Lua era por ele iluminada e que era a Lua a responsável pelo seu escurecimento ao “colocar-se à sua frente".Na realidade, existem relatos que confirmam que este arguto pensador teria “previsto" um eclipse solar do Sol em 585 A.C. Por isto, muito historiadores da filosofia e da ciência consideram este como o momento fundador da “ciência empírica” e, principalmente, da filosofia.É o caso do reputado físico estado-unidense Robert Lee Park, notável divulgador de ciência que se tem dedicado a desmascarar pseudociências e abusivas medicinas ditas alternativas.Numa das suas últimas crónicas, na sua coluna “What’s New”, Park comemora os 2595 anos da “ciência”, chamando à ribalta da actualidade uma pertinente questão: que problema se espalharia pelo mundo se a educação de cada criança começasse com o ensino da casualidade?Que mal viria ao mundo se os infindáveis porquês que todas as crianças fazem, com a maior das naturalidades e genuidades, fosse acompanhado por um esforço “adulto” em responder à questão com a certeza de que há uma causa para cada efeito observável. Mesmo que não conheçamos a resposta, já seria intelectualmente honesto da nossa parte, pelo menos, mostrar um pouco de humildade perante a capacidade da criança em se admirar e saber colocar questões.Sem medo de errar, de mão dada a um método rigoroso e não perigoso, espantarmo-nos com elas com o esplendor do mundo em que vivemos e soprarmos a vela desta efeméride no bolo do nosso conhecimento. E depois, batermos palmas por termos conseguido explicar, não só a vela apagada, mas a Lua a ensombrar o Sol ou a brincar com ele aos aniversários… Sem temermos “fins de mundos ensombrados por forças afísicas” e embarcando na viagem gratificante da ciência. Parabéns intelecto humano.
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Um nascimento para a Ciência há 2595 anos!
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May 31 2010, 10:49am | Comments »
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A segunda Lei da Termodinâmica
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A segunda lei da termodinâmica foi dada como exemplo da ignorância científica de algumas pessoas das humanidades, há mais de 50 anos, por Charles Snow, quando abriu a polémica das "duas culturas". Sobre vessa lei recupero um dos textos do meu livro "Física Divertida" (Gradiva), que está quase a fazer vinte anos e se encontra actualmente esgotado: A motivação económica da termodinâmica tem a ver não só com a guerra como com a indústria. Foi um engenheiro escocês, James Watt, quem inventou, no século XVIII, a máquina a vapor, ao ver o movimento do tampo numa panela ao lume. O que é a máquina a vapor? Trata-se de uma máquina onde se aquece água, sendo o vapor de água aproveitado para fazer mover um êmbolo. O vapor de água, depois de ter movido o êmbolo numa câmara, é expelido para fora e condensado em líquido, enquanto entra novo vapor para a câmara. O vapor, porque faz mover o êmbolo, efectua trabalho. Na máquina a vapor ocorre uma transformação de calor em trabalho. Joule pensou um pouco como Faraday: se o calor se pode transformar em trabalho porque é que o trabalho não se pode transformar em calor? Não é de mais insistir que os físicos procuram estabelecer relações entre fenómenos, virar as coisas ao contrário até que encaixem perfeitamente umas nas outras. No entanto, a bem dizer, Joule não transformou trabalho em calor. Usou o trabalho para aquecer a água, sendo o resultado equivalente ao que podia ter sido obtido com um fluxo de calor. A diferença parece um preciosismo, mas, se não se definir calor correctamente, depressa se volta ao desacreditado calórico. Com base numa máquina especial, Sadi Carnot, infeliz engenheiro francês que acreditava no calórico (infeliz porque morreu muito novo, apanhado por uma epidemia de cólera), estudou as limitações do rendimento das máquinas, da transformação de calor em trabalho. Verificou que nem todo o calor se pode transformar em trabalho e deixou isso escrito num breve livro de 45 páginas intitulado "Reflexões sobre a potência motriz do fogo". O número das leis da física não se conserva. Algumas criam-se. A segunda lei da termodinâmica foi proposta a meio do século XIX, por Clausius e Lorde Kelvin, para expressar a limitação encontrada por Carnot. Clausius escreveu "Sobre uma forma modificada do segundo teorema fundamental da teoria mecânica do calor" enquanto Kelvin foi o autor de "Sobre a teoria dinâmica do calor". Muitas e variadas experiências mostraram que o calor não pode ser transformado integralmente em trabalho, isto é, em movimento útil. Pelo contrário, todo o trabalho pode ser transformado em calor (com a ressalva já atrás feita de esta expressão poder ludibriar). Essa deficiência de funcionamento das coisas num certo sentido é conhecida de vários fenómenos térmicos. Toda a gente sabe que, por exemplo, o calor flui espontaneamente dos corpos quentes para os corpos frios mas que o inverso se não verifica. O calor não passa, sem mais, dos corpos frios para os corpos quentes. Se quisermos que isso aconteça (e isso acontece, de facto, numa máquina frigorífica) temos de fornecer trabalho de fora. Por isso é que custa dinheiro conservar as coisas frias no frigorífico. O trabalho em causa é eléctrico, sendo registado no contador doméstico. A segunda lei da termodinâmica resume as limitações aos processos de transformação de energia num sistema macroscópico. Existem dois enunciados da segunda lei, que são rigorosamente equivalentes. Esses enunciados têm os nomes de Kelvin-Planck e Clausius. Kelvin e Planck (Max Planck foi um físico alemão dos fins do século passado e princípios deste, que se dedicou ao estudo do calor e que, com esse estudo, acabou por iniciar a teoria quântica) diziam que não se pode transformar inteiramente em trabalho um fluxo de calor proveniente de uma única fonte quente. Tem de se libertar um certo calor para uma fonte fria, a qual, como o nome indica, é um corpo a uma temperatura inferior à da fonte quente original. A eficiência das máquinas a vapor tem um certo limite, porque alguma energia é rejeitada para a fonte fria. Se se adoptar uma analogia hidráulica, pode dizer-se que a situação numa máquina térmica é semelhante à que se passa numa azenha: a água cai de cima, faz mover a roda e volta ao rio. Clausius, por outro lado, afirmou que não se pode, sem mais, fazer passar calor de uma fonte fria para uma fonte quente. Num frigorífico realiza-se trabalho para retirar calor a uma fonte fria, que é o respectivo interior, sendo alguma energia enviada para uma fonte quente, que é o exterior (um frigorífico é também um aquecedor da cozinha pois liberta um fluxo de calor para o meio ambiente). Estes enunciados, que são negativos e manifestam impossibilidades, foram obtidos a partir de numerosos e repetidos falhanços práticos. Nenhum inventor conseguiu obter uma engenhoca que violasse a segunda lei da termodinâmica (só o Prof. Pardal com a ajuda do seu ajudante Lampadinha é capaz, na banda desenhada, de semelhante proeza...). Hoje em dia, as repartições de patentes nem sequer aceitam projectos desse tipo, apesar de ainda haver gente suficientemente imaginativa (autênticos imitadores do Professor Pardal) para os propor. A termodinâmica mostra como um triunfo pode ser obtido à custa de numerosas derrotas. As leis da termodinâmica ficaram dadas por vencedoras logo que os inventores se deram por vencidos e resolveram aceitar a natureza tal como ela é, em vez de se porem com imaginações à toa. Nunca ninguém viu o calor proveniente de uma única fonte quente ser transformado totalmente em trabalho ou o calor fluir naturalmente de uma fonte fria para uma fonte quente. A essas máquinas impossíveis vamos chamar máquinas de São Nunca. Nunca ninguém as construiu e nunca ninguém as irá construir. Só um santo, chamemos-lhe São Nunca, conseguiria o milagre de violar a segunda lei... Vejamos exemplos de como seria o mundo, se as máquinas de São Nunca existissem. Se essas máquinas existissem, a vida, tanto no mar como em terra, seria, de facto, muito mais fácil. Considere-se um navio, um navio-fantasma muito mais fantasmagórico que o da ópera, que avança retirando energia das águas do mar e deixando atrás de si enormes "icebergs". Esse hipotético navio transformaria em trabalho mecânico útil parte da imensa energia interna do mar. O mar tem bastante energia, pois, embora os turistas na Figueira da Foz achem a água fria, ela está a uma temperatura bastante acima do zero absoluto, que por sua vez está 273 abaixo do zero de Celsius (o mar tem energia para dar e vender e nem daria pela falta da energia roubada pelo barco-fantasma, já que o Sol se encarrega de manter mais ou menos constante a energia do mar). Esse navio progrediria graças à lei de Arquimedes e à inesgotável energia do mar. Uma verdadeira galinha de ovos de oiro para viajar, se acaso esses barcos existissem! Do mesmo modo, não se pode fazer andar um comboio aquecendo-lhe simplesmente as rodas. Pode obviamente existir uma locomotiva, puxada por uma máquina a vapor antigo ou por um motor Diesel moderno, que avance respeitando as leis da termodinâmica. Mas o comboio que avançasse só porque os carris estivessem quentes seria um comboio-fantasma, mais fantasmagórico que os das feiras populares. A experiência de Joule a funcionar ao contrário seria um autêntico milagre. A água quente do reservatório não pode arrefecer e obrigar a pedra, caída no chão, a subir. O contrário do efeito Joule num circuito eléctrico é também impossível. A água, na qual está mergulhada uma resistência, não pode arrefecer, produzindo um acréscimo de corrente eléctrica no circuito. Tudo isso são máquinas de São Nunca. Poder-se-iam multiplicar os exemplos. Desiludam-se, portanto, os inventores ainda iludidos. Não conseguem, por exemplo, inventar um relógio a que se dê corda aquecendo-o numa frigideira! Se forem com engenhocas desse estilo a uma repartição de patentes, bem pode o funcionário aviá-lo: "Sim, volte cá no dia de São Nunca à tarde..." Por outro lado, se pusermos em contacto um bloco de gelo no uísque à temperatura ambiente, o gelo acaba por derreter (consideramos que a temperatura ambiente não é a da Escócia no Inverno). Flui calor do uísque líquido para o gelo e não em sentido contrário. Também não estamos à espera de, ao colocar uma cafeteira ao lume para fazer café, ver o lume aquecer e a água arrefecer ainda mais do que já está. Nunca ninguém espera aquilo que nunca acontece!
May 29 2010, 2:05am | Comments »
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Museu fora de portas
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE22 de Maio 2010 10H00 às 18H00 Participação gratuita Para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade, o Museu da Ciência aceitou o desafio lançado pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e vai estar na Avenida das Estufas com actividades dirigidas a famílias cujo principal objectivo divulgar algumas espécies da nossa flora e fauna que estão quase a desaparecer, o porquê disto estar a acontecer e como podemos evitar que se extingam da natureza.Não deixe de participar nas muitas e diversificadas actividades do programa previsto para este dia.
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May 20 2010, 9:19am | Comments »
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E(I)mergência da Complexidade
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:CONFERÊNCIA22 de Maio de 2010 | 10h00-18h30Entrada livre“E(I)mergência da Complexidade” é o tema para um encontro de investigadores das mais diversas áreas da ciência (Medicina, Economia,Filosofia, Física e Psicologia, entre outros), a decorrer no Sábado,dia 22 de Maio, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, entre as 10 e as 18 horas. A iniciativa pretende discutir o papel da complexidade no mundo contemporâneo.Neste simpósio vamos usar termos comuns e não técnicos para falar de como a complexidade pode ser obtida a partir de elementos mais simples, e de como a complexidade pode ser entendida de formas diferentes a escalas diferentes. Os conceitos de complexidade vão ser analisados em diversas áreas: Filosofia, Mecânica Quântica, Física do Caos, Robótica, Economia e Administração.Na mesa redonda final vamos ver como estes campos se interligam. A discussão passa por temas como o que é a vida, o que constitui a riqueza, as fronteiras da robótica e qual o futuro da Universidade em Portugal e no mundo.Saiba mais
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May 20 2010, 8:20am | Comments »
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CIÊNCIA NOS MUSEUS
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Apontamentos para a minha intervenção hoje à noite na Casa-Museu Egas Moniz em Avanca, Estarreja (na foto), no Dia Internacional dos Museus:A ciência nos museus evoluiu muito desde o tempo de Egas Moniz. No início do século XX (Egas Moniz acaba o seu curso de Medicina em 1899) os museus eram simples mostruários de objectos, servindo os museus de ciência, em geral anexos a universidades, de meros repositórios de objectos e instrumentos com fins didácticos que eram dirigidos quase exclusivamente aos alunos dessas instituições. Mas, em 1937, quando Egas Moniz era proposto pela segunda vez para o Prémio Nobel da Medicina (referindo desta vez, além dos trabalhos de angiografia, os trabalhos, então recentes, da leucotomia, que em 1949 lhe haveriam de valer o Prémio Nobel), abria em Paris o Palais de la Découverte, devido ao físico - e Prémio Nobel da Física - Jean Perrin e ao biólogo Jean Rostand, que viria a revelar-se um protótipo dos modernos centros de ciência. Esta ideia viria a ser retomada em 1969, pelo físico Frank Oppenheimer, irmão de Robert Oppenheimer, ao criar o Exploratorium de S. Francisco, que foi uma verdadeira escola de centros interactivos de ciência por todo o mundo.Apesar de ter havido algumas tentativas anteriores de exposições interactivas, o Pavilhão do Conhecimento, Centro Ciência Viva, no Parque das Nações, em Lisboa, foi, a partir de 1999, um bom exemplo dessa escola, que alargou para a, hoje felizmente vasta, rede de Centros Ciência Viva no país. Ao mesmo tempo, os museus de ciência mais tradicionais existentes em Portugal foram-se revitalizando, sendo um bom exemplo da transformação e modernização de um museu de ciência universitário a renovação do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, cuja 1.ª fase foi inaugurada em 2006, e cuja 2.ª fase, com ocupação prevista do Colégio de Jesus e cujo programa incluirá a medicina, está em curso. Esse museu moderno, que já ganhou um prémio europeu, concilia a museologia dos objectos com módulos interactivos, que os visitantes podem operar. Também nas Universidades de Lisboa e do Porto os museus de ciência foram procurando valorizar-se, com exposições permanentes e temporárias. Em Lisboa, o Museu de Ciência, impulsionado pelo físico Fernando Bragança Gil, fez há pouco 25 anos. É parte dos Museus da Politécnica, que também incluem o Museu Nacional de História Natural. Lembre-se que Egas Moniz se tornou, em 1911, pouco depois da implantação da República, catedrático da Universidade de Lisboa.O caso do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, ao qual está associado o nome do físico Mário Silva, criado em 1971 e extinto há poucos anos, devia constituir motivo de reflexão: Como foi possível extinguir um Museu cuja justificação é tão evidente? Uma homenagem desse Museu nacional a Egas Moniz manifestou-se pela consagração de um número inteiro da sua revista, o n.º 4 das "Publicações do Museu Nacional da Ciência da Técnica", ao médico português, por ocasião, em 1974, do primeiro centenário do seu nascimento (publicando, entre outros, um artigo do então desconhecido António Damásio). Outra homenagem foi a atribuição do nome de Egas Moniz de uma sala no seu edifício-sede, o Palacete Sacadura Botte, na Rua dos Coutinhos, em Coimbra. Acrescente-se que, durante poucos anos, a Casa-Museu Egas Moniz em Avanca, Estarreja, que hoje pertence à Câmara Municipal de Estarreja, foi, por decreto, integrada nesse Museu Nacional, embora essa integração não tenha tido grandes consequências práticas. Infelizmente, o Museu Nacional da Ciência e da Técnica foi extinto por determinação governamental, com a complacência da Câmara Municipal de Coimbra e a impossibilidade de oposição eficaz da Universidade de Coimbra. No antigo edifício-sede funciona hoje a Fundação de Ciência da Universidade de Coimbra, que gere o Museu da Ciência da Universidade. O Museu da Ciência de Coimbra está a preparar, em colaboração com a Biblioteca Geral da mesma Universidade e com o Museu Nacional Machado de Castro, a exposição "Ver a República", que não deixará de fazer uma justa referência a Egas Moniz, deputado e ministro da 1.ª República, cujo interesse pelos raios X (que estão na base da angiografia cerebral) despontou em 1896, quando ainda era estudante em Coimbra, morando na Rua de Tomar, próximo dos Arcos de Jardim, com a experimentação em ampolas de raios X, logo depois da descoberta de Roentgen.As lições do passado ajudar-nos-ão decerto a construir os museus e ciência e da técnica do futuro, respondendo a questões como:- Como conciliar a tradicional museologia de objectos históricos com a ideia de interactividade subjacente aos museus de ciência (a essa síntese Bragança Gil chamava "museus de terceira geração", por conciliarem aspectos dos museus de "primeira e segunda geração")? A pré-figuração (ou 1.ª fase) do Museu da Ciência de Coimbra no Laboratório Chimico responde já a essa questão, esperando-se que a segunda fase, em curso, a concretizar no edifício do Colégio de Jesus responda mais e melhor (curiosamente, foi nesse edifício que Egas Moniz estudou Medicina como conta nos seus livros "Memórias de um Investigador Científico" e "A Nossa Casa").- Como mostrar hoje a história da ciência nos museus, por exemplo a ciência médica desenvolvida por Egas Moniz? Qual é o papel de casas que são lugares de memória da ciência como a Casa-Museu Egas Moniz? Como atrair visitantes para lugares como esse, fora dos centros urbanos?Estou em crer que, continuando o que tem vindo a ser feito entre nós, podemos fazer ainda mais não só para promover a cultura científica com meios museológicos como para divulgar a memória do nosso até agora único Nobel português na área das ciências.
May 17 2010, 7:45pm | Comments »
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Ciência na UL: Energia solar fotovoltaica
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(clique para ampliar)A Universidade de Lisboa inicia este mês um conjunto de iniciativas de divulgação de ciência denominadas ciência na UL. Além de um ciclo de palestras serão publicados no jornal Sol vários artigos sobre o trabalho de investigadores da Universidade de Lisboa.
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May 17 2010, 10:27am | Comments »
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Boa Noite no Chimico
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade deCoimbra:EM BUSCA DOS ANIMAIS PERDIDOS22 de Maio21H00 às 9H00A ideia de dormir num museu fascina-te? E se essa experiênciainesquecível acontecesse no Museu da Ciência da Universidadede Coimbra? Ainda mais?Então, prepara o teu saco-cama e vem passar uma noite diferenteno primeiro laboratório de química construído em Portugal.7 - 11 anos40 EurosMarcação prévia
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May 14 2010, 9:25am | Comments »
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Ciência em família
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade deCoimbra:Depois do sucesso da 1ª e 2ª edições, com muito som, plantas, vida, brinquedos,património, electricidade, geometria, arqueologia, robôs, evolução e algumas mentiras,apresentamos a programação para o 1º semestre de 2010.As sessões decorrem das 11h00 às 12h00 e são orientadas por cientistas de diversas áreas do conhecimento. Saiba mais... PRÓXIMA SESSÃO: 23 DE MAIODESCOBRE COMO FAZER MAGIA COM A MATEMÁTICAJorge Nuno Silva,Departamento de Matemática da Universidade de Lisboa Sabias que num simples baralho de cartas se encontra muita matemática?Para além de permitir jogar uma infinidade de jogos, o baralho de cartas permite ilustrar muitos conceitos matemáticos.A excelência lúdica das 52 cartas baseia-se nos quatro naipes, duas cores, treze cartas ordenadas em cada naipe - isto é, na sua estrutura.A sua riqueza matemática tem a mesma origem.Nesta sessão, verás também como os truques de cartas mais espectaculares funcionam matematicamente... MAIS INFORMAÇÕES- preçário geral do Museu- 11h00-12h00- marcação prévia
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May 14 2010, 8:28am | Comments »
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Noite dos Museus
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:15 DE MAIO 2010Entrada livre18H00 às 24H00 A Noite dos Museus, uma iniciativa europeia criada em 2005, tem tido um enorme sucesso junto de diversos públicos.No próximo dia 15 de Maio, também Coimbra vai ter muitos espaços museológicos que podem ser visitados gratuitamente.Na Universidade de Coimbra, o Museu da Ciência, o Gabinete de Física e o Paço das Escolas naturalmente que não poderiam deixar de se associar a esta iniciativa que tem reunido milhares de seguidores em toda a Europa. Não deixe de aceitar o convite que lhe dirigimos para participar nesta festa!UM MUNDO MAIS SUSTENTÁVEL ACTIVIDADES HANDS-ON SEGREDOS DA LUZ E DA MATÉRIA DARWIN 150, 200 EXPOSIÇÕES OLHAR O CÉU OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS | 21H00Projecção do filme HOMEde Yann Arthus-BertrandDIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS18 DE MAIOEntrada livre10H00 às 18H00
May 14 2010, 8:08am | Comments »
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Prémio do público no Famelab
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Apresentação de Pedro Morouço, que ganhou o prémio do público na final do Famelab:
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May 11 2010, 5:23pm | Comments »







